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03 março, 2016

IPB alarga Programa Erasmus à Europa Oriental e Sul do Mediterrâneo


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai alargar o raio de acção do Programa Erasmus, desta feita a países de fora da União Europeia, nomeadamente da Europa Oriental, como Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia, e do Sul do Mediterrâneo, nomeadamente Argélia, Marrocos e Tunísia.
Este novo projeto de cooperação representa mais 70 estudantes estrangeiros em Bragança e 50 docentes em mobilidade. “O IPB ganhou a candidatura nestes países”, explicou Luís Pais, vice-presidente do IPB, à margem do primeiro encontro cuja abertura teve lugar na passada segunda-feira, com a presença de 30 docentes de vários países. Atualmente a instituição tem cerca de 1200 alunos de mais de 60 países. O projeto Erasmus+ ICM consolida o programa de internacionalização do Instituto Politécnico onde 16% dos estudantes possuem nacionalidade não portuguesa “É um projeto Erasmus especial, cujo objetivo é suportar a mobilidade de estudantes e docentes, que permite a dupla diplomação, que requerem uma cooperação mais intensa entre as instituições envolvidas”, referiu Luís Pais.
Ao abrigo este programa vêm vários alunos de mestrado, na maioria dos casos já concluíram o primeiro ano nas instituições de origem, para frequentar sete programas lecionados em inglês. “São alunos que estão a realizar a sua tese de mestrado em coorientação com professores das instituições de origem. Esta é a novidade de projeto, o maior entrosamento e cooperação entre o IPB e as instituições estrangeiras”, acrescentou o responsável. O projeto aprovado para o Instituto Politécnico de Bragança prevê a estadia dos estudantes não-comunitários durante um ano letivo e a obtenção do duplo diploma no IPB em diversas áreas, incluindo as Engenharias (Engenharia Biotecnológica, Civil, Informática, Mecânica e Química), a Gestão (Gestão de Negócios Internacionais e Gestão de Empresas) e as Ciências Agrárias (Gestão de Recursos Florestais).
A candidatura do IPB obteve a melhor avaliação por parte da Agência Nacional Erasmus+, tendo recebido um financiamento de cerca de seiscentos mil Euros para a mobilidade destes estudantes, professores e colaboradores no ano letivo de 2015/2016.
Encontram-se atualmente em Bragança 58 estudantes destes países para mobilidade internacional e obtenção de duplo diploma de licenciatura e de mestrado. Cerca de 90% fluxos de mobilidade serão de recepção de alunos estrangeiros e 10% são de envio de estudantes do IPB para esses países. “A partir de 2017 está previsto que o IPB enviei os seus alunos para esses países.
A captação de alunos estrangeiros é uma tendência em crescimento. “É importante para o futuro da instituição, para a sua sobrevivência, para a sobrevivência da cidade e da região que têm que ter capacidade de atrair estudantes. Temos capacidade de fazer bem a mobilidade internacional que também se potencia ao nível de outra cooperação como a investigação científica”, sublinhou o responsável.

Publicado em 'Mensageiro'.

23 outubro, 2015

Recepção aos novos alunos do IPB realizou-se em Mirandela


A cidade do Tua acolheu pela primeira vez a sessão de boas vindas aos novos alunos do Instituto Politécnico de Bragança, na passada quarta-feira.
Esta cerimónia tinha ficado prometida para quando a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) estivesse pronta, no entanto esta escola só deverá ser inaugurada em Janeiro do próximo ano, no dia do IPB.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, considera importante cumprir esta promessa. “O IPB é uma instituição regional, nacional e internacional. Muitas vezes os alunos e representantes da ESACT foram a Bragança à apresentação dos novos alunos. Tínhamos prometido que um dia viríamos a Mirandela, quando a escola estivesse construída. A escola está construída, é uma realidade, foi uma luta de todos, uma luta do IPB, uma luta dos mirandelenses, uma luta da região e a promessa tinha de ser cumprida”, sublinha o responsável.
Depois de conseguir financiamento para a parte laboratorial da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, fica a faltar o mobiliário. Sobrinho Teixeira Espera que se encontre uma solução o mais rapidamente possível. “Nós já conseguimos um grande financiamento para a parte laboratorial, cerca de 700 mil euros. Falta-nos agora uma pequena componente em termos de mobiliário. Estamos convencidos de que, dentro deste quadro comunitário, rapidamente será encontrada a solução. Seria um mau uso dos dinheiros públicos porque, ter uma instituição com este valor e com este custo sem a ter o mais rapidamente possível em funcionamento, não seria sensato”, acrescenta o presidente do IPB.

IPB aumenta o número de alunos em cerca de 15 por cento Este ano, o Instituto Politécnico de Bragança teve um aumento de cerca de 15 por cento do número de alunos. A instituição deverá totalizar 7 mil estudantes, dos quais 1500 são alunos estrangeiros, mais 300 do que no ano passado. Centenas de alunos, vindos de 63 países, estão a chegar de forma faseada, à medida que obtêm os vistos para viajar para Portugal. Também houve um aumento do número de cursos ministrados em língua inglesa, que passou de 3 para 7.
Na ESACT ingressaram cerca de 350 novos alunos. Segundo o director da escola, Luís Pires, “houve um acréscimo do número de alunos. Temos que criar condições para que este crescimento seja mais consolidado e, com as novas instalações, não tenho dúvidas de que isso vai ser uma realidade”.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

22 outubro, 2015

Estreia da receção aos caloiros do IPB na terra da alheira


As novas instalações da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela devem estar prontas para receber os cerca de 1100 alunos, no dia 28 de Janeiro, precisamente o dia em que o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) adotou nos seus estatutos como “o dia do instituto”.
A data é avançada pelo presidente da câmara de Mirandela, que justifica o atraso na conclusão das novas instalações. “A candidatura que a câmara fez não tinha mobiliário, contemplava apenas a construção e neste momento estamos a pressionar a CCDRN para encontrar uma candidatura que permita equipar a escola”, explica António Branco.
O novo campus teve um investimento de cinco milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, em 85 por cento, e a autarquia disponibilizou os restantes 15 por cento. As declarações do presidente do Município de Mirandela foram proferidas, na passada quarta-feira (14 de outubro), durante a sessão de boas vindas aos novos alunos de todo o IPB, que, pela primeira vez, nos últimos 20 anos, desde que existe a ESACT, aconteceu na cidade de Mirandela.
No total, marcaram presença na cerimónia, realizada no anfiteatro do Parque do Império, cerca de 1600 caloiros. O presidente do IPB justifica esta descentralização do evento com uma promessa antiga. “Sempre disse que isso aconteceria quando o novo campus estivesse concluído e isso já é uma realidade. Foi uma luta de todos, uma luta do IPB, uma luta dos mirandelenses, uma luta da região e a promessa tinha de ser cumprida”, sublinha Sobrinho Teixeira, acrescentando que outro objectivo passa por “mostrar a realidade do IPB que está presente em vários locais da região”, diz.
Sobre a falta de financiamento para o mobiliário, aquele responsável espera que a solução venha a ser encontrada, “sob pena de ser um defraudamento das expetativas para todos os mirandelenses e para o próprio IPB. Seria um mau uso dos dinheiros públicos porque, ter uma instituição com este valor e com este custo sem a ter o mais rapidamente possível em funcionamento, não seria sensato”, conclui. Para o diretor da ESACT, a realização desta sessão em Mirandela “demonstra a importância que o IPB dá à escola”. Este ano, há cerca de 350 novos alunos e Luís Pires acredita que as novas instalações “serão fundamentais para um crescimento consolidado da ESACT”, adianta.
A nova escola pronta e a sessão de boas vindas do IPB, em Mirandela, têm um significado muito especial para o presidente da associação de estudantes da ESACT. “Estou muito emocionado com o facto de estes sonhos de duas décadas tenham sido concretizados no ano que estou na presidência”, afirma Tito Resende A festa de receção aos caloiros do IPB continuou junto das novas instalações da ESACT com uma churrascada.
Nesta altura, decorreram já as três fases de acesso ao ensino superior. O IPB aumentou em cerca de 15 por cento o número de alunos, esperando que chegue aos 7 mil estudantes. Faltam ainda ingressar na instituição centenas de alunos estrangeiros, que estão a chegar de forma faseada, à medida que obtém os vistos para viajar para Portugal. Até ao final do ano, espera-se que estudem no IPB, cerca de 1500 alunos estrangeiros, mais 300 do que no ano passado.
Também houve um aumento do número de cursos ministrados em língua inglesa, em relação ao ano anterior, que passaram de 3 para 7.

Publicado em 'Mensageiro'.

15 outubro, 2015

IPB acolhe novos alunos em Mirandela pela primeira vez

A cidade do Tua acolheu pela primeira vez a sessão de boas vindas aos novos alunos do Instituto Politécnico de Bragança. Esta cerimónia tinha ficado prometida para quando a ESACT estivesse pronta, no entanto esta escola só deverá ser inaugurada em Janeiro do próximo ano.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, frisa que mesmo sem abrir as portas da nova escola, era importante cumprir esta promessa. “O IPB é uma instituição regional, nacional e internacional. Muitas vezes a ESACT foi a Bragança à apresentação dos novos alunos, tínhamos prometido que um dia viríamos a Mirandela, quando a escola estivesse construída. A escola está construída, é uma realidade, foi uma luta de todos, uma luta do IPB, uma luta dos mirandelenses, uma luta da região e a promessa tinha de ser cumprida”, sublinha o responsável.
Depois de conseguir financiamento para a parte laboratorial da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, fica a faltar o mobiliário. Sobrinho Teixeira Espera que se encontre uma solução o mais rapidamente possível. “Nós já conseguimos um grande financiamento para a parte laboratorial, cerca de 700 mil euros. Falta-nos agora uma pequena componente em termos de mobiliário. Estamos convencidos de que, dentro deste quadro comunitário, rapidamente será encontrada a solução. Essa solução tem que ser encontrada, sob pena de ser um defraudamento das expectativas para todos os mirandelenses, para todos os transmontanos e para o próprio IPB. Seria um mau uso dos dinheiros públicos porque, ter uma instituição com este valor e com este custo sem a ter o mais rapidamente possível em funcionamento, não seria sensato. A próxima data apontada para a inauguração da ESACT é o Dia do IPB, no final de Janeiro.
Este ano, há cerca de 350 novos alunos nesta escola e o director da mesma, Luís Pires, acredita que as novas instalações serão fundamentais para um crescimento consolidado da ESACT. “Neste momento, a nossa escola está consolidada e agora temos de crescer. Para isso necessitamos deste impulso do IPB. Houve um acréscimo do número de alunos, em relação ao ano anterior. Temos que criar condições para que este crescimento seja mais consolidado e, com as novas instalações, não tenho dúvidas de que isso vai ser uma realidade, considera Luís Pires.
Nesta altura decorreram já as três fases de acesso ao ensino superior. O IPB aumentou em cerca de 15 por cento o número de alunos, esperando que chegue aos 7 mil estudantes. Faltam ainda ingressar na instituição centenas de alunos estrangeiros, que estão a chegar de forma faseada, à medida que obtém os vistos para viajar para Portugal. Até ao final do ano, espera-se que estudem no IPB 1500 alunos estrangeiros, mais 300 do que no ano passado. Também houve um aumento do número de cursos ministrados em língua inglesa, em relação ao ano anterior, que passou de 3 para 7.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

10 setembro, 2015

IPB aumenta número de alunos outra vez

 Entraram mais 120 novos estudantes para o Instituto Politécnico de Bragança na primeira fase. Só a ESACT, de Mirandela, registou um aumento de 40 por cento. A procura de alunos estrangeiros cresceu três vezes.
O Instituto Politécnico de Bragança voltou a registar sinais de crescimento e de afirmação, ao registar mais 120 novos alunos na primeira fase de candidaturas do que em igual período do ano passado. “Estamos satisfeitos com este crescimento, que supera os 25 por cento. Crescemos em todas as escolas”, destaca Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. O crescimento maior verificou-se, como se comprova na página ao lado, em Mirandela, onde superou os 40 por cento.
Por isso, Sobrinho Teixeira admite “boas expectativas” para a segunda fase das candidaturas. Os caloiros começaram a chegar esta semana ao Instituto, para as matrículas e procura de casa. Acompanhados por familiares, amigos ou, nalguns casos sozinhos, trazem de novo a azáfama à cidade. “Temos tido mais alunos a virem matricular-se nos primeiros dias. Temos as Associações das várias escolas a colaborar connosco”, explicou ao Mensageiro Ricardo Pinto, líder da Associação Académica que, mais uma vez, lidera o comité de boas vindas. “Oferecemos a primeira refeição ao aluno e aos acompanhantes. Desde logo ficam a conhecer a cantina e o campus do Instituto. Temos a linha SOS caloiro, com o Gabinete Social de Ação Académica. Os caloiros têm um mail aonde se podem dirigir. Temos indicações na autoestrada e placas espalhadas pela cidade e espírito académico. Damos mapa da cidade, indicamos a zona onde podem residir em função da escola”, referiu. Tudo ações que são preciosas para quem chega de novo. É o caso de Vítor Reis, de Penafiel. “Gostei do curso e tinha aqui amigos. Pesquisei informações sobre a cidade. Está porreiro. Dá imenso jeito para quem vem pela primeira vez”, considerou.

À entrada do IPB, no local onde são efetuadas as matrículas, um comité de boas vindas acolhe os estudantes e encaminha-os. “Tentamos acolhê-los da melhor forma, dar-lhes as boas vindas e orientá-los um pouco acerca de casas e de preços. Entregamos um kit com brindes e informações, panfletos informativos, contactos úteis”, explica Pedro Costa, da Associação Académica. Foi, também, montado um placarde com indicações de quartos ou apartamentos para alugar, ainda que haja quem não hesite em abordar diretamente os caloiros e as famílias. A estes novos alunos hão de somar-se os alunos internacionais que, segundo Sobrinho Teixeira, serão “três vezes mais do que no ano passado”. “Precisamos de aumentar vagas nalguns cursos”, admite o presidente do IPB, acreditando, por isso, que nenhum curso ficará a zero.

Publicado em 'MdB'.

Primeira fase de acesso deixa indicadores positivos


A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela viu serem preenchidas cerca de 42 por cento das vagas colocadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.
Relativamente ao ano passado, houve uma subida superior a 12 por cento de vagas preenchidas na mesma fase de acesso. Em 2014, a ESACT tinha colocado a concurso, 358 vagas, tendo sido preenchidas 108.
Agora, das 360 vagas, distribuídas pelos oito cursos lecionados naquele estabelecimento de ensino, 151 ficaram preenchidas, sobrando 209 para as restantes duas fases que ainda vão acontecer. O curso de solicitadoria foi o mais procurado. Das 54 vagas colocadas a concurso, nesta primeira fase, 53 já foram preenchidas, sobrando apenas uma para a próxima fase.
O pior desempenho, aconteceu nos cursos de Informática e Comunicação, onde das 24 vagas, apenas uma foi preenchida. No curso de Tecnologias da Comunicação, que só preencheu 3 das 25 vagas colocadas a concurso. Também o curso de Gestão e Administração Pública preencheu apenas 8 das 56 vagas colocadas a concurso nesta primeira fase.
Nos restantes quatro cursos, o de Design de Jogos Digitais preencheu metade das 60 vagas. Turismo tinha 45 vagas, com 23 a ficarem preenchidas. Marketing preencheu 20 das 36 vagas. Finalmente, o curso de Multimédia tinha 60 vagas, ficando preenchidas 13. Refira- -se que a ESACT de Mirandela também já vai contar, a partir do próximo ano letivo, com dois mestrados: Marketing Turístico, que terá 15 vagas, e o de Administração Autárquica, com 25 vagas. Os cursos e os mestrados já serão lecionados no novo campus. Uma obra orçada em 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento, assegurados pelo Município.

Publicado em 'Mensageiro'.

08 setembro, 2015

IPB continua a apostar em atrair alunos internacionais


O Instituto Politécnico de Bragança mantém a aposta na internacionalização. No início de mais um ano lectivo, o presidente da instituição de ensino, Sobrinho Teixeira, está confiante que no que diz respeito aos alunos internacionais espera-se um aumento de 300 por cento.
“Eu acho que este ano vai ser um ano muito bom a nível de alunos internacionais, serão três vezes mais, e no final quando fizermos as contas vamos ter um aumento substancial do número de alunos”, acrescenta o presidente do IPB.
Sobrinho Teixeira mostra-se muito satisfeito com os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso e diz que é o aumento de número de alunos a entrar na primeira fase é fruto de um trabalho que o instituto tem vindo a fazer ao longo dos anos. “Naturalmente estamos satisfeitos, uma vez que o IPB cresceu em número de alunos face ao ano transacto em 26 por cento. São mais 120 alunos que vão ingressar no Instituto e este efeito é bastante satisfatório”, refere Sobrinho Teixeira.
A Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo (ESACT) de Mirandela foi a que registou maior entrada de alunos nesta primeira fase. Segundo Sobrinho Teixeira, o facto de haver quase metade das entradas em primeira opção, deve-se ao acolhimento que a região dá aos alunos do IPB.
A segunda fase de candidaturas arrancou dia 7 e termina dia 18 de Setembro. 589 alunos ficaram colocados na instituição de ensino, 246 deles em primeira opção. São mais 120 candidatos em relação a 2014. Ainda assim das 1825 vagas colocadas a concurso 1237 aguardam ainda candidatos, ou seja 67 por cento das vagas ficam ainda disponíveis para os futuros concursos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

IPB com mais candidatos na 1.ª fase de candidatura


O Instituto Politécnico de Bragança teve este ano mais candidatos na primeira fase do concurso nacional de acesso, comparativamente com o ano anterior. Os resultados foram divulgados ontem e mostram que 589 alunos ficaram colocados na instituição de ensino, 246 deles em 1.ª opção.
São mais 120 candidatos em relação a 2014. Ainda assim das 1825 vagas colocadas a concurso, 1237 aguardam ainda candidatos, ou seja 67 por cento das vagas ficam ainda disponíveis para os futuros concursos. Dos cerca de 40 cursos superiores que constituem a oferta formativa do IPB, um deles ficou para já sem nenhum lugar preenchido. Trata-se da licenciatura em Engenharia Civil, que não teve qualquer candidato. A segunda fase de candidaturas arranca esta segunda-feira e termina dia 18 de Setembro

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

14 agosto, 2015

IPB abre Curso de Prospecção Mineral para responder a exigências do mercado

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai abrir no próximo ano lectivo um Curso Técnico Superior Profissional de prospecção mineral e geotécnica, que vai funcionar em Torre de Moncorvo.
Numa altura em que pode estar iminente a reactivação da extracção de minério nas jazidas de ferro do concelho, Sobrinho Teixeira, presidente da instituição de ensino superior, considera que é altura indicada para proporcionar este tipo de formação, “tendo em conta as potencialidades mineiras da região”.
O responsável entende que “é uma obrigação do IPB responder às necessidades que vai haver, nomeadamente das empresas que se vão instalar e em ter quadros qualificados para que pudessem responder à demanda”.
O Município de Torre de Moncorvo, o IPB e as empresas de minério vão assinar protocolos, para a criação de estágios. O curso técnico de dois anos permitirá a continuação dos estudos superiores no IPB, que assinou ainda um protocolo com a universidade francesa de Lyon, para que os estudantes de Engenharia Civil do IPB possam vir a obter um diploma de licenciatura em Engenharia Minas.
Para este próximo ano lectivo, estão abertas 20 vagas. A primeira fase de candidatura termina a 28 de Agosto, altura em que os protocolos para os estágios serão assinados.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

24 julho, 2015

IPB abriu curso novo


O Instituto Politécnico de Bragança mantém no próximo ano letivo os 41 cursos e praticamente o mesmo número de vagas para novas entradas.
Se em 2014 abriram 1843 vagas, em 2015 abrem 1825, uma diferença de apenas 18 vagas que, segundo o presidente da instituição, Sobrinho Teixeira, “dizem respeito ao curso noturno de Gestão”, em que houve uma ligeira adequação.
Relativamente aos cursos, nota para a abertura de um curso em Engenharia de Gestão Industrial, por troca com Paisagismo, “tendo em conta a expansão da fábrica da Faurecia”, sublinhou Sobrinho Teixeira.
Desta forma, mantém-se o número de cursos à disposição dos alunos, algo que se irá repetir, pelo menos, no próximo ano, mesmo com a cláusula que obriga ao encerramento de cursos que tenham menos de dez alunos nos dois anos anteriores. “É um cenário otimista no quadro atual”, frisa Sobrinho Teixeira.

Mais um curso e dois em preparação
Entretanto, em preparação estão já dois novos cursos, um deles vocacionado para os alunos estrangeiros. “Será em Língua Portuguesa para as Relações Lusófonas”, revela o presidente do IPB. O curso foi aprovado há duas semanas pelo que só deverá ser implementado em 2016/17. Na calha está, ainda, um curso de Comunicação Social e outro de Naturoterapia.

Publicado em 'Mensageiro'.

IPB espera atrair mais alunos do litoral com programa de bolsas

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é a segunda instituição de ensino superior à qual foram atribuídas o maior número de bolsas do programa Mais Superior.
O presidente do IPB espera que estes apoios atribuídos pelo segundo ano pela tutela contribuam para o aumento de alunos na instituição de ensino.
Os candidatos ao ensino superior residentes nos grandes centros que escolherem o IPB para estudar, terão disponíveis 100 bolsas no valor de 1500 euros. No entanto, Sobrinho Teixeira acredita que no ano anterior este apoio não se traduziu em mais candidatos e tem a expectativa de que em 2015/2016 os efeitos sejam mais visíveis. “No ano transacto não se traduziram num aumento de número de candidatos, porque foram atribuídas quando os candidatos já estavam no interior das instituições e para cursos que têm grande procura”, sustenta o responsável da instituição de ensino. O responsável defende ainda que estas bolsas possam ser acompanhadas de uma maior publicidade, que ajude a promover as instituições de ensino no interior. “Era importante fazer uma divulgação deste tipo de bolsas durante todo o ano e mostrar aos alunos a qualidade das instituições de ensino superior o interior”, refere Num ano em que as vagas do ensino superior diminuíram, no IPB os lugares mantém-se em quase todos os cursos. A excepção foi o de gestão em horário pós-laboral, que tem menos 18 vagas, devido à escassa procura. Trata-se de uma licenciatura que não teve, no último ano, candidatos nas três fases de concurso nacional de acesso.
O IPB disponibiliza 1825 vagas para este ano lectivo, distribuídas por 41 cursos nas 4 escolas superiores.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

14 maio, 2015

Novos cursos profissionais “terão empregabilidade muito alta”


 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai propor a criação de 31 cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP), um novo modelo que entrará em vigor no próximo ano lectivo. Tratam- se de cursos que, segundo o secretário de Estado da Educação, José Ferreira Gomes, “terão grande empregabilidade” por serem criados em proximidade entre as instituições do ensino superior e as empresas.
O envolvimento do sector empresarial e das escolas secundárias e profissionais acabam, destacou o governante, por levar os politécnicos “a criar cursos direcionados para os interesses do mercado de trabalho e de acordo com a economia da região”, afirmou durante uma sessão de esclarecimento sobre os TeSP, realizada no IPB na passada quinta-feira.
Os TePS têm duração de dois anos - com uma forte componente técnica dirigida para o posto de trabalho - e meio ano de estágio integrado. Sendo possível, após a sua conclusão, prosseguir estudos para a licenciatura. “Não tenho dúvidas que as primeiras gerações de alunos têm emprego garantido “, sublinhou José Ferreira Gomes.
Convencido do sucesso deste modelo, o secretário de Estado disse que “é uma nova forma de estar no ensino superior, onde há a preocupação de entrada rápida no mercado de trabalho” indo de encontro aos anseios dos jovens e das famílias.
A criação destes cursos não implica o encerramento de licenciaturas nos institutos politécnicos que os irão desenvolver, mas acaba com os Cursos de Especialização Tecnológica. No IPB eram 36, com a duração de um ano. “Os TeSP são muito dirigidos aos estudantes do ensino profissional, no secundário, porque estes alunos têm mais dificuldade em entrar diretamente numa licenciatura. Estamos a oferecer-lhe a possibilidade de tirar um curso vocacionado para entrar no mercado de trabalho. Os estudos referem que 40% destes jovens gostavam de prosseguir estudos, como têm mais dificuldade entrar nas licenciaturas, agora estamos a oferecer estes novos cursos”, afirmou José Ferreira Gomes.
Por estar em causa uma modalidade nova de ensino superior têm surgido algumas questões por todo o país, que o governante tem vindo a esclarecer. “Surgiram dúvidas e incompreensões”, daí que seja necessário esclarecer o que vai mudar.
Os TePS foram criados a título experimental este ano lectivo, com 94 cursos em vários politécnicos, com capacidade para 2700 alunos, mas nem todos funcionaram. “Porque foram aprovados tarde”, esclareceu.
Para o próximo ano lectivo foram submetidos a aprovação cerca de 500 cursos a nível nacional, que podem permitir a entrada de 15 mil alunos.
No IPB serão privilegiadas as TIC e as Ciências Agrárias, ainda que os novos cursos “cubram todas as áreas da instituição”, garantiu Sobrinho Teixeira, presidente do politécnico brigantino. O IPB vai ministrar os TeSP em Bragança, Mirandela, Mogadouro, Valpaços, Régua, Amarante, Santo Tirso, Guimarães e Chaves.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

16 abril, 2015

Estudantes conhecem IPB através do Dia Aberto


Mais de 300 estudantes do ensino secundário e profissional estiveram ontem no Instituto Politécnico de Bragança a participar em várias actividades técnico-científicas, no âmbito do Dia Aberto. O objectivo é que os jovens possam conhecer a oferta formativa e as áreas de investigação que a instituição promove.
Anabela Martins, Pró-Presidente do IPB revela que esta iniciativa, que vai já na 8ª edição, tem servido para cativar novos alunos. “Pelos parâmetros que temos de análise do impacto das iniciativas que organizamos internamente, o Dia Aberto é aquela que tem parâmetros mais positivos. Os alunos que entram para o IPB respondem ter tido conhecimento da instituição através de uma vinda a um Dia Aberto, numa percentagem apreciável”, frisa a responsável.
Alguns estudantes que participaram nas actividades científicas parecem ter ficado convencidos de o Instituto Politécnico de Bragança é a melhor instituição de ensino para prosseguirem os seus estudos. É o caso de José Ferreira e Elva Fernandes que estudam actualmente na Escola Profissional Prática Universal, em Bragança.”Venho para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão mas ainda estou indeciso no curso que quero”, confessa o jovem. Já Elva Fernandes parece estar mais decidida. “Quero ir para gestão ou contabilidade. Venho para o IPB porque sei que é o melhor instituto politécnico do país e também porque tenho em Bragança muitos amigos e familiares”, conta a estudante.
Actividades desportivas, demonstrações, visitas a laboratórios e actividades experimentais foram algumas das iniciativas que marcaram o Dia Aberto do IPB.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

27 março, 2015

Mestrado em Administração Autárquica abre em Mirandela

A Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela vai ter no próximo ano lectivo um mestrado em Administração Autárquica.
Trata-se da primeira formação de segundo ciclo disponibilizada por esta escola do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). O director da instituição Luís Pires destaca que a aprovação pela Agência de Acreditação do Ensino Superior desta oferta formativa é “muito positiva para a escola, para o IPB e para a região”, sublinhando que “é fundamental enquanto estrutura a nível de curso e enquanto instituição, porque permite aproveitar os nossos alunos que terminam o primeiro ciclo, que querem incrementar e especializar os seus conhecimentos. Até ao momento, se o quisessem fazer nestas áreas, teriam de sair da região”.
“É também importante para as entidades do tecido empresarial, quer público quer privado, porque possibilita àqueles que já há muitos anos trabalham vire refrescar os conhecimentos e orientar as suas valências para uma sociedade em rede”, acrescentou ainda. O corpo docente consolidado foi uma das exigências para esta candidatura ser aprovada.
Para Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, este é um sinal da capacidade de afirmação da escola e “o corolário muito forte de uma escola que está a crescer em número de alunos e capacidade instalada”. “Esta Escola é aquela que representa o melhor exemplo de sucesso quer pela dimensão, pela sua capacidade de afirmação, quer pela maturidade que atingiu”, refere.
António Branco, presidente da Câmara de Mirandela, salienta a abertura de um mestrado em Mirandela “numa altura em que se encerram mestrados”. Para o responsável autárquico isso “traduz o percurso que a escola tem vindo a fazer” e defende que “a aposta nos ciclos longos é essencial para o futuro da EsACT”.
Um mestrado de Marketing Turístico e uma nova licenciatura, em Jornalismo e Comunicação Digital, foram igualmente candidatados pela Escola Superior de Mirandela. Ontem foi também anunciada a aprovação da candidatura a financiamento europeu de um Centro de Recursos de Turismo e Marketing, constituído por laboratórios nas novas instalações da EsACT, que devem estar prontas no final de Junho.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

19 março, 2015

Aumentaram os pedidos de ajuda dos estudantes do IPB à Associação Académica


Aumentou o número de pedidos de ajuda ao gabinete social da Associação Académica de Bragança. A constatação é do presidente da Académica que contabiliza este ano lectivo um aumento de cerca de 17 casos em relação ao ano anterior.
Ricardo Pinto diz que o atraso no pagamento das bolsas é um dos motivos que obriga os estudantes a pedir ajuda. “No ano passado ajudámos cerca de 18 alunos, este ano passamos a ajudar mais de 35 alunos, o que é preocupante. São casos extremos, muito preocupantes mesmo. Alunos que a Associação Académica consoante as suas posses ajudou com cabazes, abriu portas para falar mais rápido com as pessoas certas para poderem resolver os seus problemas. E nós defendemos que a acção social e as bolsas tem que ser a área que melhor tem que se estudar antes de começar o ano lectivo”, afirma o presidente da Académica.
Os apoios aos alunos foi um dos assuntos que esteve em cima da mesa no último Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA), que decorreu no passado fim-de-semana, em Bragança, e juntou 65 associações de estudantes do ensino superior de todo o País. Ricardo Pinto assegura que todas as associações defendem que o pagamento das bolsas de estudo tem que ser feito de modo a que os alunos possam contar com esse dinheiro para pagar as despesas escolares. “O ENDA defende que as bolsas de ensino têm que estar disponíveis a tempo e horas. Isto é o aluno antes de iniciar o ano lectivo tem que saber o dia em que irá receber a bolsa e a quantia. Deve-se criar uma base nacional clara para o aluno saber com o que pode contar. Em Bragança verificou-se o reflexo nacional, com o apagão da DGES – Direcção Geral de Ensino Superior houve problemas. E nós temos que defender os nossos alunos, porque é inadmissível um aluno chegar a Janeiro e ainda não ter uma bolsa que deveria ter recebido em Setembro”, salienta Ricardo Pinto.
Neste encontro também esteve em cima da mesa a proposta aprovada pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para que a entrada neste sistema de ensino não seja barrada pela nota do exame das disciplinas do secundário específicas para cada curso. A maioria das associações considera que o acesso ao ensino superior deve ser igual em universidades e politécnicos. A Académica de Bragança está contra e defende que para sistemas de ensino diferentes as regras de acesso também devem ser diferentes. “Defendemos que tem que haver regras de acesso diferentes no ensino superior. Se se anda há anos e anos para reorganizar a rede, para pôr o papel claro das universidades e politécnicos, a regras de acesso também devem ser diferentes. Há áreas como a Engenharia que é preocupante em termos do País e tem que haver não um facilitismo, mas tem que haver uma maneira de criar postos de trabalho futuras em termos das Engenharias”, realça Ricardo Pinto.
A Associação Académica de Bragança a discordar da maioria das associações de estudantes do País e a defender que a entrada no ensino superior politécnico deve ter em conta a média do secundário nas disciplinas específicas para a entrada em cada curso e não só a nota do exame nacional como acontece até agora.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

21 novembro, 2014

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros - este ano receberá l 200, de 25 países diferentes
 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a 'gente' e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros - num universo de cerca de seis mil estudantes - que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes - os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto - o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o 'ranking' dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional - o primeiro entre os politécnicos - e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas... e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa... não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em 'Visão' nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

20 novembro, 2014

Escola Superior recebe 390 novos alunos


 A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela preencheu mais de 75 por cento das vagas para este ano, disponibilizadas nas três fases do concurso nacional de acesso e através dos cursos de especialização tecnológica (CET).
“Este aumento de 390 alunos superou claramente as nossa expetativas iniciais”, confessa o diretor da ESACT, Luís Pires. 70 por cento são para licenciatura e os restantes 30 por cento para os CET’s. O curso de Turismo foi claramente o que mais despertou o interesse dos novos alunos. No lado oposto, estão os cursos de Tecnologias da Comunicação e Informática e Comunicações que tiveram um número residual de entradas.
Para este ano letivo, estão matriculados na ESACT de Mirandela, cerca de mil alunos distribuídos pelos cursos de Turismo, Solicitadoria, Design de Jogos Digitais, Gestão e Administração Pública, Multimédia, Marketing, Tecnologias da Comunicação e Informática e Comunicações.
Entretanto, Luís Pires revela que a ESACT de Mirandela já apresentou à Agência de Acreditação, propostas para aumentar a oferta formativa, ao nível do mestrado. “Esperamos uma resposta positiva para poder aumentar a oferta formativa, preparando já a mudança para as novas instalações da instituição que devem estar concluídas em Abril do próximo ano”, revela.
Este é também um sinal positivo para o presidente do Município de Mirandela. “São boas notícias que só vêm demonstrar que se justifica plenamente o avultado investimento que decidimos como prioritário para a construção do campus da escola”, adianta António Branco.
A ESACT começou como pólo do IPB, em 1995, com 70 alunos, utilizando instalações provisórias, cedidas pela autarquia, no centro cultural. Passou a escola autónoma em 1999, e com o aumento constante de alunos, a direção viu-se obrigada a alugar salas do edifício da Portugal Telecom, cujo aluguer é de 5 000 euros/mês. O ano passado, foi possível avançar com a construção do novo edifício, num investimento que ronda os 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento (contrapartida nacional), são assegurados pelo Município. Se tudo correr dentro dos prazos previstos, no próximo ano letivo, a ESACT de Mirandela já vai funcionar no edifício novo.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

12 novembro, 2014

Vírus do ébola e burocracia roubam alunos ao Nordeste Transmontano e ao Algarve

Politécnico de Bragança queixa-se de que 20% dos alunos estrangeiros de países fora dos PALOP ainda não conseguiram visto
A crise do ébola está a dificultar o processo de obtenção de vistos de entrada em Portugal para os alunos estrangeiros.
Em declarações ao PÚBLICO, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, nota que "20% dos estudantes provenientes de países fora dos PALOP e da Europa ainda não puderam chegar". A Universidade do Algarve também está à espera de sete alunos dos Camarões. Além dos obstáculos criados pela crise do ébola em África, o responsável do IPB queixa-se da burocracia e falta de meios no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) que, segundo diz, também está a colocar muitos obstáculos à entrada dos estudantes estrangeiros no país.
Estudantes dos Camarões, por exemplo, país onde Portugal não tem representação consular, recorriam à Nigéria para obter o visto de entrada em território nacional, mas a epidemia que já fez milhares de vítimas em África levou ao encerramento de fronteiras na Nigéria, impedindo, assim, a chegada dos camaroneses. Existem ainda estudantes da Serra Leoa, Guiné Conacri e Libéria. Entre os 2500 novos alunos no IPB, há cerca de 1200 que chegam do estrangeiro.
Sobrinho Teixeira admite que tem estado “em contacto com as autoridades de saúde portuguesas”, existindo já um plano que passa “pela monitorização do estado de saúde dos alunos” provenientes desses países. “Foi-nos dito que o vírus é transmissível não no período de incubação mas no período em que se manifesta e em que começa a haver sinais, como febre, pelo que temos de ter essa atenção”, frisou.
Mas não é só o ébola que está a atrasar a chegada de estudantes estrangeiros ao Nordeste Transmontano, que devido ao sucesso dos cursos oferecidos em inglês, tem aumentado a procura. Segundo Sobrinho Teixeira, esta esbarra na “burocracia” e na “falta de meios” do MNE.
“O processo de concessão de vistos está a ser muito custoso. Não é aceitável que alunos que pediram o visto há sete meses continuem fechados numa burocracia dos Negócios Estrangeiros. E pior, na falta de funcionários do MNE, que faz com que o atraso dos vistos seja, neste momento, algo que está a provocar um retrocesso completo na capacidade de captação de alunos estrangeiros”, lamentou Sobrinho Teixeira.
O presidente do IPB lembra que o Governo lançou um programa de captação de alunos estrangeiros, concedeu bolsas, 200 delas atribuídas à instituição de ensino a que preside. Por isso, “não se compreende que todo esse esforço do Governo seja completamente inconsequente pela capacidade que o MNE está a ter em dar vazão aos pedidos que lhe chegam”, reclama.
O IPB vai duplicar a sua oferta formativa em inglês no próximo ano, passando a ter 14 cursos e mestrados ministrados unicamente em inglês. “Obviamente que os cursos de mestrado têm uma dimensão menor mas irão funcionar já este ano com candidatos internacionais, aos quais se juntam os alunos portugueses, que entendem que é uma mais-valia não só ter o mestrado mas tê-lo em inglês, porque abre outras portas, os habitua a comunicar em inglês e lhes permite ter um contacto com colegas internacionais”, explicou ao PÚBLICO Luís Pais, vice-presidente da instituição, que coordena esse pelouro.
Com os atrasos provocados, quer pelo ébola, quer pela burocracia, alguns alunos já perderam o início do ano lectivo, pelo que o IPB tentará integrá-los nos semestres do próximo ano. O PÚBLICO já pediu um esclarecimento ao MNE mas, até ao momento, ainda não obteve resposta.

Publicado em 'Público'.

30 outubro, 2014

IPB inverteu ciclo nacional e acolheu mais alunos este ano


Até final de dezembro, o Instituto Politécnico de Bragança espera ultrapassar os 2500 novos alunos.
A revelação foi feita pelo presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, à margem da cerimónia de receção aos alunos, que decorreu na última quinta-feira, no auditório ao ar livre da instituição, em Bragança. Aproveitando o momento “de inclusão”, Sobrinho Teixeira deixou mesmo a promessa de a cerimónia de acolhimento dos novos alunos decorrer também em Mirandela. “Temos tido crescimento em diversos setores. Tivemos um crescimento bruto, pois aumentámos 25 por cento os alunos que entram pela primeira vez, numa altura em que o País decresceu. Também crescemos em diversidade. Vieram alunos de Penafiel, das Taipas, Santo Tirso, da Régua, o que mostra a grande abrangência que o IPB está a ter”, sublinhou, denotando a “grande capacidade para atrair alunos do litoral para o interior” que o IPB tem revelado. “Também vimos aqui uma expressiva comunidade internacional. Revela a capacidade de integração do IPB. Quase 40 países representados de todos os continentes. Alunos conseguiram- se unir e afirmar-se no seio da comunidade”, concluiu.

Publicado em 'Mensageiro'.

24 outubro, 2014

IPB aumentou o número de novos alunos

O Instituto Politécnico de Bragança aumentou o número de novos alunos em cerca de 25 por cento, em relação ao ano lectivo passado.
Os cerca de 2400 novos alunos que já ingressaram no IPB foram ontem recebidos oficialmente pela instituição, numa sessão de boas vindas. O presidente do IPB não esconde a satisfação deste crescimento, numa altura em que houve um decréscimo de alunos a nível nacional.“Crescemos a nível do sistema nacional de acesso e dos outros regimes. O país teve um ligeiro decréscimo, o IPB conseguiu crescer quase 25 por cento, o que nos deixa muito satisfeitos”, sublinha Sobrinho Teixeira.
A comunidade de alunos internacionais é cada vez mais representativa. Mais do que preencher vagas de cursos que não tiveram alunos nacionais interessados, Sobrinho Teixeira destaca o espírito de convívio entre as várias culturas, que considera que deve ser visto como um exemplo. “Temos representados países de todos os continentes, quase 40 países representados. O IPB, a cidade e a região, estão de parabéns. É esta capacidade que nós temos mostrado, de que há uma grande tolerância pela diferença e de que na diferença somos todos iguais, e é uma lição de civilidade que estamos a dar ao país”, considera o responsável.
O IPB espera este ano ultrapassar os 1200 alunos internacionais, sendo que alguns ainda não chegaram. Do Ceará veio Jayne Morais que está a gostar da cidade, do Instituto Politécnico e sobretudo das praxes. “Lá não temos esse costume, são só brincadeiras educativas mas que não duram mais de uma semana. Aqui é mais cultural e competitivo entre as escolas, é interessante”, considera a estudante. Já Fabio Hordini veio da região de Andalucia, em Espanha. Após ter pesquisado sobre várias cidades do país, escolheu Bragança pela proximidade com Espanha e pelas condições que proporciona aos estudantes. “Fiz uma pesquisa de vários locais em Portugal e gostei de Bragança porque é bastante bonita, tem cerca de 30 mil habitantes, dos quais cerca de 8 mil estudantes, por isso tem muita vida e gostei deste tipo de cidade”, conta o jovem.
O presidente da Associação Académica do IPB, Ricardo Pinto acredita que a melhor forma de dar as boas vindas aos novos alunos continua a ser através das praxes, e frisa que em Bragança sempre tiveram como principal objectivo a integração.“ Nós achamos que a praxe que é praticada ao longo dos anos em Bragança é uma praxe de integração, por isso decidimos não mudar nada porque já praticávamos uma boa praxe”, realça o representante dos estudantes.
O IPB deu as boas vindas, ontem aos novos alunos do primeiro ano das licenciaturas, dos Cursos de Especialização Tecnológica e aos alunos internacionais.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.