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10 fevereiro, 2015

IPB tem o primeiro mestrado em Agricultura Tropical do País

O Instituto Politécnico de Bragança tem o único mestrado em agricultura tropical do país.
O mestrado vai começar a funcionar no segundo semestre deste ano lectivo, que começa no próximo dia 16. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, explica que o curso foi criado a pensar nos alunos vindos dos países africanos mas também nos estudantes portugueses que vêem neste mestrado uma oportunidade de emprego. “Temos alunos de países africanos como S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola e Moçambique. Temos também alunos portugueses que vêem neste mestrado uma possibilidade de aumentar a sua empregabilidade, para além daquilo que é a realidade nacional.
Em Março, esperamos lançar este projecto em Moçambique e há um projecto também para o ministrar em S. Tomé. Há uma perspectiva de exportação do próprio mestrado e deste conhecimento”, sublinha o presidente da instituição.
Sobrinho Teixeira salienta a investigação que tem sido feita nesta área no Instituto Politécnico de Bragança, o que tornou possível a aprovação deste mestrado pela Agência de Avaliação e Acreditação. “A única instituição nacional que, até à data, foi capaz de apresentar uma investigação de relevo nessa área foi o IPB. Nesse aspecto estamos satisfeitos, estamos a cumprir essa missão. Nós somos uma terra de agricultura, sustentável e baseada nos nossos produtos tradicionais mas, há muito conhecimento básico em comum, no que diz respeito à agricultura, que podemos ampliá-lo e exportá-lo através deste mestrado”, frisa Sobrinho Teixeira.
O mestrado vai começar a funcionar com todas as vagas preenchidas. O objectivo é que o IPB possa ministrar o curso noutros países.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

21 novembro, 2014

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros - este ano receberá l 200, de 25 países diferentes
 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a 'gente' e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros - num universo de cerca de seis mil estudantes - que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes - os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto - o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o 'ranking' dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional - o primeiro entre os politécnicos - e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas... e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa... não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em 'Visão' nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

24 outubro, 2014

IPB aumentou o número de novos alunos

O Instituto Politécnico de Bragança aumentou o número de novos alunos em cerca de 25 por cento, em relação ao ano lectivo passado.
Os cerca de 2400 novos alunos que já ingressaram no IPB foram ontem recebidos oficialmente pela instituição, numa sessão de boas vindas. O presidente do IPB não esconde a satisfação deste crescimento, numa altura em que houve um decréscimo de alunos a nível nacional.“Crescemos a nível do sistema nacional de acesso e dos outros regimes. O país teve um ligeiro decréscimo, o IPB conseguiu crescer quase 25 por cento, o que nos deixa muito satisfeitos”, sublinha Sobrinho Teixeira.
A comunidade de alunos internacionais é cada vez mais representativa. Mais do que preencher vagas de cursos que não tiveram alunos nacionais interessados, Sobrinho Teixeira destaca o espírito de convívio entre as várias culturas, que considera que deve ser visto como um exemplo. “Temos representados países de todos os continentes, quase 40 países representados. O IPB, a cidade e a região, estão de parabéns. É esta capacidade que nós temos mostrado, de que há uma grande tolerância pela diferença e de que na diferença somos todos iguais, e é uma lição de civilidade que estamos a dar ao país”, considera o responsável.
O IPB espera este ano ultrapassar os 1200 alunos internacionais, sendo que alguns ainda não chegaram. Do Ceará veio Jayne Morais que está a gostar da cidade, do Instituto Politécnico e sobretudo das praxes. “Lá não temos esse costume, são só brincadeiras educativas mas que não duram mais de uma semana. Aqui é mais cultural e competitivo entre as escolas, é interessante”, considera a estudante. Já Fabio Hordini veio da região de Andalucia, em Espanha. Após ter pesquisado sobre várias cidades do país, escolheu Bragança pela proximidade com Espanha e pelas condições que proporciona aos estudantes. “Fiz uma pesquisa de vários locais em Portugal e gostei de Bragança porque é bastante bonita, tem cerca de 30 mil habitantes, dos quais cerca de 8 mil estudantes, por isso tem muita vida e gostei deste tipo de cidade”, conta o jovem.
O presidente da Associação Académica do IPB, Ricardo Pinto acredita que a melhor forma de dar as boas vindas aos novos alunos continua a ser através das praxes, e frisa que em Bragança sempre tiveram como principal objectivo a integração.“ Nós achamos que a praxe que é praticada ao longo dos anos em Bragança é uma praxe de integração, por isso decidimos não mudar nada porque já praticávamos uma boa praxe”, realça o representante dos estudantes.
O IPB deu as boas vindas, ontem aos novos alunos do primeiro ano das licenciaturas, dos Cursos de Especialização Tecnológica e aos alunos internacionais.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

16 outubro, 2014

Duplo diploma para cursos de engenharia do IPB


Os alunos de Engenharia Civil do Instituto Politécnico de Bragança vão poder ter um duplo diploma, podendo formar-se também em Engenharia de Minas.
O presidente do IPB revela que vão assinar brevemente um protocolo com a Universidade de Léon, em Espanha, que permitirá aos alunos frequentar esta universidade e obter uma dupla formação.“A Universidade de Léon não tem Engenharia Civil e o Instituto Politécnico não tem Engenharia de Minas. Tem-se falado muito sobre um novo ressurgimento da actividade mineira na região, parece-nos que será um grande esforço para o IPB conseguir gerar, por si só, o curso nessa área com alguma qualidade.
Com este protocolo os alunos podem obter um duplo diploma”, revela Sobrinho Teixeira. Recentemente, o IPB assinou também um protocolo com a Universidade do Paraná, no Brasil, que permite o intercâmbio de alunos de vários cursos de engenharia e a obtenção de um diploma que permite o exercício da profissão no Brasil.
Sobrinho Teixeira acredita que estes protocolos podem traduzir-se num aumento da taxa de empregabilidade para os alunos dos cursos de engenharia.“Estamos também a constituir, não só para o mercado brasileiro mas também para o mercado espanhol, nacional e da lusofonia, uma maior abrangência em termos de empregabilidade para os diplomados do IPB”, considera o presidente da instituição.
Os primeiros alunos brasileiros que vão usufruir deste protocolo vão chegar ao IPB em Março do próximo ano. Já o protocolo com a Universidade de Léon deverá entrar em vigor a partir do próximo ano lectivo.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

09 outubro, 2014

Politécnico de Bragança abre portas do Brasil aos estudantes portugueses


O Politécnico de Bragança está a preparar um protocolo com a Universidade Federal Tecnológica do Paraná, um estado com dez milhões de pessoas, que vai permitir a mobilidade de alunos portugueses e facilitar a sua entrada no mercado de trabalho da América do Sul.
“É um estado dos mais desenvolvidos, com o qual o IPB estabeleceu um protocolo, em Engenharia Alimentar, Eletrotécnica, Informática, Química, em que, através de um processo de mobilidade, aos alunos do IPB, podem fazer um processo de mobilidade para o Brasil, no mínimo de um ano, e quando retornam irão ser portadores de uma licenciatura ou mestrado europeu, mas também um diploma de graduação brasileira que lhe irá permitir fazer todos os atos de engenharia no Brasil”, explicou. Desta forma, ultrapassam-se algumas “resistências” da Ordem dos Engenheiros no Brasil.
No próximo ano deverá estar a funcionar, também, um protocolo com a Universidade de León, em Espanha, que permite aos estudantes de Engenharia Civil do Politécnico de Bragança aceder a um diploma em engenharia de minas e aos espanhóis acederem a Engenharia Civil.

Publicado em 'Mensageiro'.

02 outubro, 2014

Instituto Politécnico oferece espaço para alunos de diferentes religiões

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) criou um espaço para alunos de diferentes religiões poderem fazer as suas orações, divulgou hoje a instituição de ensino superior com cerca de 900 estudantes estrangeiros.
O local despido de símbolos religiosos está aberto a todos os crentes "em horário a combinar entre as diferentes comunidades religiosas", como refere, numa nota enviada às redações, o padre Calado Rodrigues, responsável pelam capelania do IPB.
O novo espaço surge no âmbito da aposta do politécnico de Bragança na internalização dos seus alunos, que no último ano eram já cerca de 900 entre os sete mil estudantes e "com tendência a aumentar", segundo ainda o responsável.
Os alunos estrangeiros são "de diferentes latitudes culturais e religiosas" e "agora podem utilizar este espaço" de oração.
Este lugar aberto a todas as religiões surge numa altura em que o IPB recebe, entre 02 e 30 de outubro, uma pequena fraternidade provisória da comunidade de Taizé, uma comunidade ecuménica Cristã, batizada com o nome da região francesa onde foi criada.
A capelania do IPB e o Secretariado Diocesano da Juventude acedeu ao desafio da Comunidade Taizé e durante um mês acolhem três jovens alemãs, que viverão no campus do politécnico.
O seu dia, como explica o capelão do IPB, Calado Rodrigues, "será ritmado por três orações comunitárias diárias e durante a manhã desenvolverão atividades sociais no Centro Social e Paroquial de Santo Condestável", na cidade de Bragança.
No resto do dia desenvolverão outras iniciativas de caráter pastoral e social, nomeadamente, reunirão com alunos das escolas do IPB e de escolas secundárias do distrito para apresentar a comunidade de Taizé e motivar à participação em encontros nessa comunidade.
O convite será dirigido em especial para o encontro que decorrerá entre 9 e 16 de agosto, na sede da comunidade, em França, em que se celebrarão os 100 anos do nascimento do fundador, frei Roger, e os 70 anos de existência desta experiência ecuménica.

Publicado em 'Notícias ao Minuto'.

15 maio, 2014

Atletismo serviu de charme ao Politécnico de Bragança


Uma forma de divulgar o Instituto Politécnico de Bragança. Foi desta forma que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, ainda afogueado pela corrida, explicava o propósito da segunda edição da IPB for all, uma corrida pela cidade de Bragança que atraiu mais de meio milhar de participantes, sobretudo entre a comunidade de estudantes estrangeiros a residir em Bragança. João Melgo foi o mais rápido entre os participantes masculinos enquanto a brasileira Cleyce venceu entre as participantes femininas.
“O IPB tem mais de mil estudantes estrangeiros e isso é importante economicamente para a cidade e no futuro será ainda mais importante”, frisou Sobrinho Teixeira. Por outro lado, sublinha o papel de integração da escola. “Mil estudantes estrangeiros num universo de 24 mil pessoas. Diria que é, talvez, dos maiores rácios de comunidade estrangeira integrada na comunidade portuguesa”, disse.

Publicado em 'Mensageiro'.

07 abril, 2014

Visita técnica busca internacionalização da Pós-Graduação em Ciências Agrárias


A visita técnica do professor José Alberto Pereira do Instituto Politécnico de Bragança, Portugal, reforçou o convênio entre a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto de Bragança. Com o convênio entre as duas instituições desde 2010, Cardoso é o primeiro professor do Instituto a fazer o intercâmbio de docência no programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias da UFRB.

Para a coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFRB, professora Franceli da Silva, a visita técnica foi um intensivo acadêmico que contribuiu na elaboração de estratégias para internacionalização do programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias. “Pensamos em formas de estreitar a colaboração entre as duas instituições, entre elas, a realização de um workshop sobre agroecologia com ênfase em agricultura sustentável, na linha de bioecologia e manejo que é uma das linhas do Programa de Ciências Agrárias. A previsão é que o evento seja realizado no primeiro semestre de 2015”, afirma Franceli.
Ações para fomentar o intercâmbio dos estudantes e docentes da UFRB e do Instituto Politécnico de Bragança também foi tema de debate, de acordo com o professor visitante. “Eu penso que a colaboração vai estreitar ainda mais. Aqui tem um conjunto de professores que tem vontade de trabalhar conosco e nós também temos um conjunto de docentes que tem muita vontade de trabalhar com a UFRB, por isso, está previsto a vinda de muito mais colegas para fortalecer o programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, para ajudar nas orientações, participar de bancas, fazer artigos, entre outros”, destaca Pereira. Já em relação aos estudantes, “o objetivo é o discente fazer grande parte do trabalho aqui e depois ter uma mobilidade em nossa instituição em Portugal para trabalhar os dados de forma diferente”, aponta.
O professor José Alberto Pereira também visitou projetos da UFRB no território do sisal, foi responsável pela disciplina condensada na área de proteção integrada de pragas e agricultura sustentável e presidiu a banca de doutorado da estudante Simone Teles. Junto com ele, o estudante de doutorado do Instituto Politécnico de Bragança, Ricardo Malheiro, também esteve na UFRB. Ele ministrou a aula de redação científica em um intensivo de 15 dias e teve como resultado a produção de cinco artigos a serem publicados em revistas especializadas.

Publicado em 'UFRB'.

Atração de mais estudantes estrangeiros entre as prioridades do IPB


A captação de ainda mais alunos estrangeiros para o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é um dos grandes desafios a que se propõe Sobrinho Teixeira para o próximo mandato enquanto presidente da instituição de ensino, revelou na tomada de posse, na passada terça-feira. Uma alteração legislativa vai permitir a captação direta de estudantes, o que alarga o leque de possibilidades e pode ser grande oportunidade para o interior. A aposta na atração de alunos das vias profissionalizantes também pode ser uma das formas para Portugal ultrapassar as metas do índice de formação.

A aprovação do mestrado em Agricultura Tropical também é uma vantagem competitiva para atrair alunos, sobretudo estrangeiros “por representar uma grande empregabilidade”, acrescentou o presidente da instituição brigantina.
O IPB já leciona três cursos em língua inglesa. “O nível de procura de informação sobre o estabelecimento de ensino por parte de alunos estrangeiros tem sido muito grande. Veem aqui uma instituição de grande qualidade que consegue estar nos patamares de desenvolvimento da investigação, à frente dos indicadores dos rankings internacionais, e uma região que lhes pode oferecer um baixo custo de vida”, explicou Sobrinho Teixeira.
A relação com a comunidade, aproveitando os fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio (CQA), pode servir para aumentar a inovação e a criação de emprego.
“Terá de haver uma grande associação com as instituições de ensino superior, as forças locais, e uma capacidade de atrair empresas de fora da região, mediante condições negociais que têm se ser estipuladas”, acrescentou.
Nesse âmbito o IPB já está a trabalhar com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, as três Comunidades Intermunicipais da região, nomeadamente A CIM Trás-os-Montes, CIM Douro e CIM Tâmega. “Para que após a elaboração do plano estratégico exista uma concertação para afirmação da região face ao próximo quadro”, Sobrinho Teixeira defende que “a região não pode ficar abaixo dos índices de desenvolvimento e aquilo que por direito nos caberia nós não teríamos retorno”.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

27 fevereiro, 2014

Mestrado em Agricultura Tropical no IPB

Curso arranca em Setembro, em Bragança, mas o objectivo é levá-lo para Angola e Moçambique Objectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos
A Escola Superior Agrária de Bragança vai leccionar um mestrado em Agricultura Tropical. A proposta do Instituto Politécnico foi aprovada recentemente.
Deverá arrancar no próximo ano lectivo, em parceria com instituições africanas. “Em Outubro apresentámos à agência de avaliação e acreditação das formações um mestrado em Agricultura Tropical e foi aprovado há duas semanas. Vai contar com a colaboração de uma universidade brasileira, do Politécnico de São Tomé e Príncipe, de Gaza (Moçambique), e ainda do Kwanza Sul e da Universidade José Eduardo dos Santos (Angola)”, adianta o director da ESAB.
O responsável acrescenta que a primeira edição do mestrado vai arrancar em Setembro aqui no IPB, neste primeiro ano. “A nossa intenção é deslocá-lo para Angola e Moçambique”, realça Albino Bento.
A novidade foi avançada, na passada sexta-feira, durante o último Café de Ciência, organizado pelo Centro de Ciência Viva de Bragança, onde se deram a conhecer os projectos desenvolvidos pela escola nos países africanos.
O objectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos e, ao mesmo tempo, atrair mais estudantes para o IPB. “A ideia é preparar alguns dos nossos jovens, sobretudo aqueles que queiram procurar emprego nos países onde o emprego está em elevado crescimento, mas também é dirigido a estudantes africanos, pois nesses países há necessidade de formação de quadros no ministério da agricultura, universidades e politécnicos”, refere Albino Bento, salientando que “esta é uma oportunidade interessante de atrair estes estudantes”.
O IPB vai agora divulgar este mestrado, que tem um número máximo de 20 vagas, em Angola e Moçambique, para a captação de alunos.

Publicado em 'Jornal Nordeste' edição 902 de 25 de fevereiro, 2014.

02 maio, 2013

United Colors of Trás-os-Montes

UTAD tem 3% de alunos estrangeiros e quer chegar os 20%. IPB tem 11% de internacionais. Aposta na China e África
O futuro da UTAD e do IPB está lá fora. Têm cada vez mais alunos estrangeiros e a ambição é continuar a aumentar essa percentagem.


18 fevereiro, 2013

Portugueses acusados de homofobia no Brasil


Quatro alunos do Instituto Politécnico de Bragança, em intercâmbio estudantil na Universidade Federal de Goiás (UFG), estão a ser acusados de uma alegada agressão homófoba a outro estudante, afirmou hoje a instituição de ensino brasileira.
“Houve uma acusação de agressão e os factos estão a ser investigados (pela universidade)”, disse à agência Lusa a coordenadora de Assuntos Internacionais da UFG, Ofir Bergmann, frisando que os motivos da agressão ainda não foram esclarecidos.
O jovem brasileiro supostamente agredido tem 21 anos, é estudante do segundo ano do curso de Ciências Contábeis (Contabilidade) na UFG, em Goiânia, e declarou à imprensa brasileira que os quatro estudantes portugueses o agrediram por ser homossexual assumido.
A agressão, a socos e pontapés, teria alegadamente ocorrido no último sábado, na casa de banho da república - mantida pela universidade - em que estão a morar todos os estudantes envolvidos no caso.
A coordenadora de Assuntos Internacionais da UFG explicou que os estudantes brasileiros estão a frequentar o curso de Administração (Gestão) na UFG, no âmbito de um intercâmbio, de um semestre letivo, entre a instituição brasileira e o Instituto Politécnico de Bragança.
“Como eles estão a concluir o semestre letivo, eles têm a passagem marcada (para retornar a Portugal) para o dia 17 de março”, indicou ainda a coordenadora.
Ofir Bergmann sublinhou que os alunos portugueses não sofreram nenhum tipo de punição, já que o processo administrativo de investigação da universidade está em curso.
“Como os factos estão a ser apurados, nenhuma providência será tomada antes que haja a conclusão da investigação”, afirmou a coordenadora da UFG, referindo que a instituição portuguesa já foi informada do caso.
A advogada do jovem alegadamente agredido, Chyntia Barcellos, informou ao sítio eletrónico de notícias G1 que espera o resultado do exame de corpo de delito para que a polícia possa ouvir os suspeitos de terem cometido a agressão.
A advogada indicou que entrou com um processo judicial por lesão corporal e danos morais.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, confirmou à Lusa que teve conhecimento do caso quinta feira ao final do dia e que durante o dia de hoje os gabinetes de relações internacionais de ambas as instituições estiveram em contacto.
“Sabemos que houve essa queixa apresentada por um aluno brasileiro, também já contactámos os estudantes portugueses que dizem que os factos não são como vêm relatados na queixa apresentada”, afirmou.
O responsável pelo politécnico “lamenta” a situação, “independentemente de haver culpa ou não dos estudantes do instituto".
Sobrinho Teixeira afirmou que vai “esperar pelos resultados” da investigação ao caso, pelo que prefere não “especular” sobre que medidas poderá tomar o politécnico.
Garantiu que a instituição prestará “todo o apoio que seja necessário, quer aos alunos, que ao apuramento dos factos”.
O presidente do IPB frisou que “o politécnico tem um grande projeto de mobilidade e este é o primeiro incidente do género” em "muitos anos" de relação com a UFG.
No primeiro semestre do corrente ano letivo, estão a frequentar a universidade brasileira 11 estudantes do IPB, três dos quais já regressaram e no segundo semestre irão mais quatro, segundo o presidente.

Publicado em 'SOL'.

15 novembro, 2012

Internacionalização é aposta para fintar cortes

Representantes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (Sobrinho Teixeira), dos estudantes (Rui Novais da Silva) e dos professores (António Vicente) procuraram uma saída para a crise no ensino superior: a solução passa por procura de receitas próprias e criação de centros de excelência internacional.

O ensino superior está em perigo. As universidades e politécnicos públicos sofrem com os cortes orçamentais, vendo a sua "qualidade posta em causa". E as instituições privadas tem perdido "dimensão e alunos nos últimos anos". A solução para fintar a crise será aumentar as receitas próprias, apostando na internacionalização e conquista de cada vez mais alunos estrangeiros. Diagnóstico e proposta de tratamento da "doença" saíram do debate sobre o ensino superior em Portugal, promovido ontem pelo DN.
Pelo auditório do jornal, em Lisboa, passaram as vozes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (João Sobrinho Teixeira), dos estudantes do privado (Rui Novais da Silva) e do sindicato dos professores (António Vicente). Alberto Amaral (presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) não pôde comparecer, devido a um impedimento de última hora. Mas, sob a moderação de João Céu e Silva, grande repórter DN, os restantes cinco traçaram o quadro atual do ensino superior no País: a crise é a preocupação, a procura de receitas a motivação.
O momento é grave. Universidades e politécnicos públicos enfrentam cortes médios de quase 10% nas verbas a distribuir no Orçamento do Estado para 2013. E as privadas têm "perdido dimensão e alunos nos últimos alunos" - como a Grande Investigação do DN já revelara e João Redondo, presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior (APESP), confirmou no debate.
Assim, "é inevitável: a qualidade do ensino está posta em causa", resumiu António Vicente, presidente do SINESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior). "O problema não é de afetar a qualidade, é de se tornar inexequível o cumprimento do orçamento. Os compromissos assumidos já são superiores àquilo que serão as receitas das próprias instituições", acrescentou João Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador de Institutos Superiores Politécnicos. E Rui Novais da Silva, líder da Federação Nacional doEnsino Superior Privado e Cooperativo, lembrou como "a crise pode destruir o próprio futuro do País", ao afastar dos bancos da escola pessoas que "poderiam ser mais-valias".
É claro que nem todos contestam os cortes orçamentais previstos para o ensino superior público. João Redondo criticou, sim, o "sobreinvestimento" que os antecedeu: "Não sei se devemos falar de cortes hoje ou excesso de financiamento há uns anos." Mas isso não impede que, à falta do investimento estatal, as universidades públicas tenham de encontrar outras fontes de receita. "As universidades têm capacidade para conseguir formas de financiamento alternativas e têm-no feito. Em média, já têm taxas de autofinanciamento superiores a 50%", revelou António Cunha, reitor da Universidade do Minho e vogal do Conselho de Reitores das Universidades Portugueses.

"Criar centros de excelência internacional"
O desafio é conquistar receitas próprias. E é aí que entra o caminho da internacionalização. "O mercado não é Portugal, é a Europa. Queremos que os estrangeiros venham para cá. Temos capacidade científica e intelectual, recursos humanos e clima para criarmos centros de excelência internacional", apontou João Redondo, recordando como há universidades estrangeiras que usam o saber português para criar cursos universitários de nível mundial (por exemplo, na arquitetura).
António Cunha reforçou a teoria: as universidades portuguesas têm de se afirmar "pela qualidade de ensino, pela investigação que fazem". E Sobrinho Teixeira recordou os esforços dos responsáveis dos politécnicos: "Tentamos com o Governo arranjar formas de financiamento externo, alterando o estatuto do estudante estrangeiro, para permitir o ensino à distância aos países da Lusofonia, e o sistema de ingresso do público adulto, para qualificar a população ativa."
De resto, pela aposta nos "centros de excelência internacional" pode passar também a solução para impedir a fuga de mais "cérebros" para o estrangeiro. "Se não a evitarmos, o País ficará incomparavelmente mais pobre", alertou António Vicente, lembrando que "as pessoas não saem por causa das propostas financeiras, mas por causa dos projetos aliciantes que lhes apresentam".
João Redondo disse não ver nessa fuga uma desvantagem, mas sim uma campanha de promoção do que é nacional: "Lá fora, os portugueses mostram o bem que se faz por cá. A falta de oportunidades cá preocupa-me, mas não acho mal que vão desenvolver projetos pela Europa." Mas António Cunha preferia que os investigadores e docentes universitários continuassem por cá... a cativar estrangeiros para trabalhar ou aprender com eles. "Estamos na luta no espaço europeu e temos capacidade: ainda no mês passado, investigadores portugueses ganharam importantes bolsas do European Research Council."

Reorganização da rede
De resto, outra resposta para a crise pode ser a badalada reformulação da rede e oferta do ensino superior. Mas, quanto a isso, todos concordam: reformar sim, cortar não. "O pior que pode acontecer é fazerem-se reformas criadas por alguém sentado num gabinete a desenhar círculos e outras formas geométricas", alertou António Cunha. E Sobrinho Teixeira frisou que "não há ensino superior a mais, nem instituições a mais". "Quando muito pode haver cursos a mais", assentiu. Assim, "qualquer reformulação terá de ser ponderada", até porque "o País ainda tem um baixo nível de formação e qualificação", advertiu António Vicente.
Rui Novais da Silva ainda sugeriu uma maior aposta na oferta formativa no interior - "onde o público não vai, o privado pode chegar". Mas Sobrinho Teixeira recordou como "a rede atual permite que um jovem de Bragança tenha as mesmas oportunidades do que um de Braga ou de Lisboa". A fechar, o também presidente do Politécnico de Bragança deixou um pensamento positivo: "A diferença para há 25 anos é abissal. Portugal é um exemplo de como se pode trabalhar com pouco e fazê-lo com qualidade."

Publicado em 'DN'.

05 novembro, 2012

Capes em parceria com CNPq aprova projeto Programa Pesquisador Visitante Especial para o Programa de Pós-Graduação em Zootecnia

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, sob as regras do Edital N° 61/2011 - Programa Pesquisador Visitante Especial, aprovou o Projeto intitulado Caracterização de ovinos “naturalizados sul-mato-grossenses” e “Pantaneiros”, enviado pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, e tem como Coordenador Técnico o Prof. Dr. José Carlos da Silveira Osório, que é Professor Visitante Nacional Sênior-PVNS do PPGZ.
O Projeto aprovado através do Programa Pesquisador Visitante Especial, inclui recursos para 1 (uma) bolsa de estudo para Pesquisador Visitante Especial, 2 (duas) Bolsas para Estágio Pós-Doutoral no País, passagens aéreas ou auxílio-deslocamento e 100.000,00 (cem mil Reais) para recursos de custeio e de capital.
De acordo com o Edital 61/2011, o objetivo da modalidade do Programa Pesquisador Visitante Especial é “fomentar o intercâmbio e a cooperação científica e tecnológica entre grupos de pesquisa nacionais e do exterior, por meio da atração de lideranças internacionais que tenham destacada produção científica e tecnológica nas áreas prioritárias do Programa Ciência sem Fronteiras”.
Segundo o coordenador do PPGZ Prof. Dr. Fernando M. Vargas Junior a aprovação deste projeto vem no caminho de um trabalho que esta sendo realizado desde o inicio, que é qualificar as pesquisas e internacionalizar o programa com o apoio dos PVNS. Teremos a oportunidade de ter durante dois anos consecutivos um pesquisador de grande qualificação internacional, o prof. Dr. Alfredo Teixeira (Escola Superior Agrária - Instituto Politécnico de Bragança – Portugal), co-orientando, ministrando disciplinas, cursos e palestras, além de somar seu “networking” conosco.
Publicado em 'UFGD'.

02 novembro, 2012

Instituto firma acordos com instituições portuguesas

Estudantes do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) poderão participar, em breve, de intercâmbio com instituições de ensino portuguesas. A novidade é fruto de um protocolo de intenções assinado entre o IF Goiano e o Instituto Politécnico de Bragança, durante a recente missão de reitores dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a Portugal.
O documento estipula a ida de quatro alunos brasileiros ao país estrangeiro por ano por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, com todas as despesas pagas, assim como permite a vinda de quatro estudantes portugueses para estudar no IF Goiano. Acordos semelhantes estão sendo firmados com os Institutos Politécnicos de Portoalegre e Setúbal, outras instituições visitadas durante a missão a Portugal, ocorrida entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro deste ano.
Além das oportunidades abertas para estudantes, a viagem ao país abriu também as portas para servidores se capacitarem. Em encontro com o vice-reitor da Universidade do Minho, situada em Braga, o reitor do IF Goiano, Vicente Pereira de Almeida, alinhavou um convênio para a oferta de Mestrado e Doutorado nas áreas de Educação e Ciências Biológicas. Na ocasião, o gestor da instituição portuguesa acordou com Vicente visita, ainda neste ano, a um dos câmpus do IF Goiano para acertar os últimos detalhes da parceria.
Vicente está satisfeito com os acordos firmados na missão portuguesa. “Essa ação foi muito importante para a Rede Federal. Dar oportunidade aos nossos alunos e servidores para estudarem fora em escolas extremamente estruturadas e conhecerem uma cultura diferente sem a barreira da língua é um privilégio”, destaca.
A missão foi organizada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A delegação brasileira foi composta por 23 reitores de instituições da Rede, além de dois pró-reitores e três assessores internacionais. Os gestores participaram da 2ª Conferência da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas (UASnet), que reuniu, ainda, representantes da Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Lituânia, China, França, Polônia, Portugal, África do Sul, Irlanda, Suíça e Holanda.
Durante o evento, por articulação do Conif, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) oficializaram acordo para garantir a implementação de bolsas de mobilidade acadêmica no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras. O próximo passo é a aprovação do edital que abrirá até 1,5 mil bolsas por ano para alunos da Rede Federal, entre eles, os do IF Goiano com os Institutos de Bragança, Portoalegre e Setúbal.
Visitas técnicas – Após a conferência, a comitiva brasileira foi organizada em grupos para realização de visitas técnicas a institutos politécnicos e institutos técnicos. Foi durante essas visitas que o reitor do IF Goiano, juntamente com colegas dos IFs Norte e Sul de Minas Gerais, conheceu a estrutura física, a organização e a atuação das instituições portuguesas com as quais firmou acordos bilaterais.
“Fiquei impressionado com a estrutura das escolas em que visitamos. Quase todas têm cursos nas áreas animal e de Ciências Agrárias, que são de nosso especial interesse”, relata Vicente. Ao todo, a delegação visitou cerca de 20 institutos politécnicos, dois institutos técnicos e duas universidades.
Publicado em 'IFG'.

16 outubro, 2012

IFPB firma convênios com instituições educacionais em Portugal

O reitor do Instituto Federa de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Batista de Oliveira Silva, conseguiu firmar convênios importantes com instituições educacionais portuguesas durante a viagem de mais de uma semana pela Europa. O resultado disso poderá ser visto em breve, com a possibilidade da ida de servidores, estudantes e professores do IFPB a Portugal para a realização de cursos em várias áreas, também de forma bilateral.
João Batista fez parte da delegação brasileira, composta de 23 reitores de instituições da Rede Federal além de dois pró-reitores e três assessores internacionais, os quais puderam conhecer de perto a estrutura física e funcional e os projetos pedagógicos de renomadas instituições portuguesas.
Durante os dias 29 de setembro a 02 de outubro o Reitor do IFPB, Prof. João Batista de Oliveira e Silva e a Assessora Internacional, Verônica Edmundson, participaram da 2ª Conferencia da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas – UASnet, em Bragança, Portugal. O encontro reuniu representantes de 18 países.
Antes do evento, na sexta-feira dia 28 de setembro, ao chegar na Cidade do Porto, o Reitor e Assessora Internacional visitaram a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), com a qual o IFPB já tem convênio, para encontrar-se com o Diretor daquela instituição, representado na reunião por seu vice-diretor o Prof. Luís Andrade Ferreira, o qual demonstrou o interesse em estreitar as relações de cooperação técnica com o IFPB.
A programação em Portugal foi definida pela coordenação da UASnet, que reservou os dois primeiros dias, 28 e 29 de setembro, para o estabelecimento de contatos bilaterais com os politécnicos portugueses e instituições de outros países, entre eles Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Lituânia, China, França, Polônia, Portugal, África do Sul, Irlanda, Suíça e Holanda.
Nos dias 1º e 2 de outubro foram realizados amplos debates sobre o sistema das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) e o processo de internacionalização.
A Rede Federal foi apresentada pelo vice-presidente do Conif, Sérgio Pedini, que destacou as particularidades das instituições, o processo de expansão, as modalidades ofertadas e a convergência entre ensino, pesquisa e extensão.
Memorandos
No encerramento da Conferência, o (Conif) assinou dois memorandos de entendimento, o primeiro com o presidente da UASnet Tim Creedon, este acordo permite a inclusão dos Institutos Federais na Rede Européia que congrega instituições da Finlândia, Irlanda, Portugal, Lituânia, Estônia, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Suíça e França.
O segundo foi entre o Conif e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, para agilizar o processo de reconhecimento, revalidação e equivalência de graus e títulos acadêmicos entre as instituições da Rede e os Institutos Politécnicos portugueses. Como resultado do Memorando assinado, o próximo passo, será a abertura de Edital pela Capes, onde serão destinadas 1.500 bolsas através do Programa Ciência sem Fronteiras, para os Politécnicos de Portugal, exclusivo para nossa Rede.
Visitas técnicas
Ainda no dia 02 de outubro, à tarde, as visitas técnicas iniciaram-se pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) com o qual firmamos um Convênio de Cooperação Técnica, onde o Reitor do IFPB pode assinar Convênio de Cooperação com este Instituto.
Nos dias 3 e 4 de outubro, a delegação brasileira, participou de visitas técnicas.
O reitor, João Batista seguiu para os Institutos Politécnicos de Viseu, Guarda e Coimbra com os quais firmou também convênio de cooperação técnica, enquanto a Assessora Internacional, a profª Verônica Edmundson seguiu para uma visita a Universidade de Trás -os- Montes (UTAD) a fim de estreitar as nossas relações com aquela universidade e depois, partiu para visitas o Instituto Politécnico de Castelo de Viana e o Instituto Politécnico Porto com os quais o IFPB também firmou convênio.
Deste encontro também, está em andamento negociações da Assessoria Internacional com a Universidade do Algarve em estágio bastante avançado e com algumas Instituições da Irlanda.
Podemos dizer que o resultado desta missão a Portugal foi de muito sucesso, não apenas no âmbito da Rede EPCT, mas também para o IFPB como instituição, pois estes convênios firmados fortalecerão a internacionalização o Instituto com ação no ensino pesquisa e inovação
Portugal está de portas abertas para o IFPB, ressalta o reitor João Batista. “Esta viagem serviu para comprovar que estamos no caminho certo, fazendo os investimentos necessários para fortalecer o nosso modelo educacional e aprendendo com outras experiências”.
Publicado em 'IFPB'.

Missão em Portugal resulta em intercâmbio para estudantes na área de Ciências Aplicadas

O reitor do IFAL (Instituto Federal de Alagoas), Sérgio Teixeira, conclui, nesta quinta-feira (4), o roteiro de viagem à Portugal como integrante da delegação de 21 reitores dos institutos federais que representam o Conif em mais uma missão internacional.
Do dia 29 de setembro a 2 de outubro deste ano, os reitores participaram da 2ª Conferência da UAS (Universities of Aplied Science Network) ou Rede de Universidades de Ciências Aplicadas, evento que ocorreu no Instituto Politécnico de Bragança e que envolveu dirigentes instituições de ensino superior nesta área na Europa e de países dos cinco continentes.
Nesta quinta-feira, o reitor do IFAL e os reitores dos institutos federais do Amazonas, Sergipe, Maranhão e Sul-Rio-Grandense concluem o roteiro de visitas realizadas nos institutos politécnicos das cidades de Castelo Branco, Tomar e Leiria, onde conheceram o ensino nas áreas de Gestão, Estudos Industriais, Tecnologia, Arte e Design, Saúde, Educação, Ciências Empresariais, Ciências Agrárias e Turismo e Tecnologia do Mar.
O evento, apoiado pelo município de Bragança, foi organizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), pelo Instituto Politécnico de Bragança e pela UASnet, entidade composta pelos órgãos de representação de instituições de ensino superior politécnico europeias, entre as quais o CCISP, que visa, sobretudo, promover a contribuição do subsistema politécnico no desenvolvimento da estratégia de inovação e de investigação da União Europeia, tendo em vista o aumento da competitividade da mesma.
A 2ª Conferência de UASnet prosseguiu a missão de promover e fortalecer a integração e a contribuição do setor das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) com a estratégia de investigação e inovação na Europa, cujos temas foram "Definição/Perspectivas sobre o papel do sistema UAS", "Investigação aplicada no sistema UAS" e "Internacionalização no sistema UAS". Os representantes brasileiros participaram da conferência com o objetivo de fortalecer o intercâmbio cultural entre os institutos federais e os institutos politécnicos portugueses, inclusive no Programa Ciências Sem Fronteiras.
O evento ficou marcado pelo sucesso de conseguir reunir, em Bragança, representantes de todos os continentes (África do Sul, Canadá, Austrália, China e Macau também se fizeram representar), a fim de impulsionar um intercâmbio a nível mundial, mais do que Europeu, ficando Bragança como nome de um impulso à Internacionalização das Ciências Aplicadas.
No âmbito desta 2.ª Conferência, foi assinado um memorando entre a UASnet e o CONIF - Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Brasil) e em sua sequência, foram assinados mais dois Memorandos: entre o CCISP e o CONIF, representado pelo seu presidente, Denio Rebello Arantes, relativo ao reconhecimento mútuo do grau acadêmico e entre o CCISP e a CAPES - Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Brasil), representado pelo seu presidente Jorge Almeida Guimarães para a realização de intercâmbio de estudantes brasileiros em Portugal e que garantirá a realização da seleção dos candidatos, contemplando 1.500 estudantes de cursos tecnológicos, licenciaturas e engenharias. O programa será composto de um semestre letivo e mais três a quatro meses de estágio. A vinda para Portugal será no início de 2013.
Publicado em 'IFAL'.

Reitor do IFG assina acordos de cooperação com institutos politécnicos de Portugal

O reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), professor Paulo César Pereira, esteve em missão de trabalho em Portugal, na última semana, com o objetivo de participar do Congresso da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas (2ª Conferência UASnet), realizado em Bragança. Durante a viagem, o Reitor também participou de visitas técnicas a institutos superiores politécnicos portugueses, onde assinou acordos de cooperação acadêmica.
“Durante a estadia em Portugal visitamos os institutos politécnicos de Bragança, Guarda, Viseu e Coimbra e assinamos acordos de cooperação acadêmica com os citados institutos e que permitirão a mobilidade de alunos e servidores na perspectiva de formação e desenvolvimento de pesquisas de forma conjunta”, destacou o Reitor.
A viagem a Portugal foi agendada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) junto ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos de Portugal (CCISP) e teve por objetivo promover a interlocução e articulação entre a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica Brasileira e a Rede Portuguesa.
“Esta ação contribuirá para nossa interação com o conhecimento desenvolvido não somente em Portugal, mas também em outros países da comunidade europeia”, ressaltou Paulo César Pereira ao fazer um balanço da visita a Portugal.
Com a assinatura dos acordos de cooperação entre o IFG e as instituições portuguesas, a expectativa é que, em breve, a Instituição possa estabelecer parceria para envio de seus alunos para temporada de estudos em Portugal.
Publicado em 'IFG'.

03 outubro, 2012

Cursos do IPB reconhecidos no Brasil

Os cursos ministrados no Instituto Politécnicos de Bragança vão passar a ser reconhecidos no Brasil.
O acordo entre os representantes dos politécnicos portugueses e brasileiros foi assinado, hoje, em Bragança.
O presidente do IPB, que também é presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, assegura que esta parceria é uma janela de oportunidades para os estudantes dos dois países. “Reconhecimento mútuo dos cursos tirados nos politécnicos portugueses e brasileiros, é um grande passo para os jovens portugueses encontrarem emprego no Brasil e para os estudantes brasileiros virem para Portugal”, realça Sobrinho Teixeira.
Sobrinho Teixeira garante que os politécnicos portugueses vão receber mais de 1500 alunos brasileiros por ano .“Foi um programa extremamente competitivo, onde diversos países, diversas universidades mundiais se posicionaram para receberem esses estudantes brasileiros e é um orgulho que os politécnicos portugueses tenham conseguido posicionar-se para receberem esses alunos”, enaltece o presidente do IPB.
Denio Arantes, presidente do Conselho Nacional das Instituições de Educação do Brasil, sublinha que não há barreiras entre os dois países. “Portugal é um país que tem uma cultura muito próxima, não tem barreira da língua e penso que o sentimento de estranheza que um aluno tem quando vai para o exterior diminui muito ao pensar em ir para Portugal”, constata o responsável. A assinatura dos acordos entre os representantes dos politécnicos dos dois países foi presidida pelo ministro da Educação, Nuno Crato.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Politécnicos portugueses recebem 1.500 estudantes brasileiros

Os institutos politécnicos portugueses vão acolher anualmente mais de 1.500 estudantes brasileiros no âmbito de um protocolo celebrado hoje, em Bragança, entre instituições do ensino superior dos dois países.
A parceria resulta da aposta do Governo brasileiro em qualificar os jovens, proporcionando-lhes o conhecimento de outras realidades de ensino, através do programa “Ciências sem Fronteira”.
Os politécnicos portugueses concorreram com instituições de diversos países e conseguiram entrar nesta parceria, recebendo anualmente, em Portugal, mais de 1.500 estudantes brasileiros, segundo explicou Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
“Eu acho que é vitória para nós e também para o próprio país, que consegue ter este dinamismo”, vincou.
O homólogo brasileiro, Dénio Rebelo Arantes, presidente do CONIF, Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, enquadrou esta parceria na aposta que o Brasil está a fazer na expansão da rede de institutos federais que “eram pouco mais de 140 e hoje são cerca de 470”.
O governo brasileiro entende, segundo aquele responsável, que “para qualificar a sua educação é preciso conhecer o que acontece na educação no resto do mundo para poder aproveitar aquilo que tem de melhor”.
“O ‘Ciências sem Fronteira’ é um programa bastante ambicioso, porque não quer apenas aprender com o mundo, mas trocar pessoas, culturas e permitir que o país avance de forma significativa na ciência, na tecnologia, e na educação”, acrescentou.
Portugal foi um dos países escolhidos para esta “troca” pela proximidade cultural.
“Não tem a barreira da língua e eu tenho certeza que aquele sentimento de estranheza que o aluno tem, o receio de ir para o exterior, diminui muito ao pensar em vir para Portugal”, afirmou.
O Brasil também vai receber alunos portugueses, no âmbito desta parceria, mas o processo ainda está em preparação.
As instituições de ambos os países assinaram ainda, em Bragança, um outro protocolo “tendente a um reconhecimento mútuo dos cursos tirados nos politécnicos portugueses e nos politécnicos brasileiros”.
“É um grande passo para um aprofundamento, por um lado da lusofonia, por outro lado também para uma facilitação dos jovens portugueses encontrarem emprego no Brasil e dos jovens brasileiros encontrarem também empregos em Portugal”, considerou o presidente do CCISP.
Sobrinho Teixeira é também presidente do Instituto Politécnico de Bragança, o anfitrião da segunda conferência internacional de Universidades de Ciências aplicadas, que terminou hoje, na cidade transmontana.
O encontro, que juntou representantes de instituições de vários países do mundo, serviu para discutir o papel destas instituições, equivalentes aos politécnicos portugueses, e que, nalguns países da Europa, são já responsáveis por “dois terços” dos estudantes do ensino superior, segundo a organização.
Publicado em 'i'.