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15 abril, 2016

Laboratório de participação pública pode impulsionar Escola de Negócios


Os empresários de Bragança reivindicaram a criação de uma Escola de Negócios na primeira discussão pública ao abrigo dos Laboratórios de Participação Pública, realizada no NERBA na passada segunda-feira, 11, sobre o tema “Inovação Empresarial e Escola de Negócios”, uma iniciativa lançada pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Da reunião brigantina ficou a promessa de constituir uma equipa de trabalho para criar a referida escola.
A ideia da criação da escola vai de encontro ao defendido pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que participou no laboratório, que defende que estes se deviam “tornar num motor de desenvolvimento” porque podem aliar o conhecimento do ensino superior com a capacidade empresarial e das organizações. “Para fazer desenvolvimento que seja bem sustentado”, explicou à margem da iniciativa que juntou os responsáveis do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás os Montes (CIM), do Centro de Ciência Viva, associações empresariais e empresários.
Deste primeiro laboratório, o secretário de Estado esperava levar “ideias que possa ajudar a desenvolver para ajudar a minha terra”. Ivone Fachada, diretora do Centro de Ciência Viva, revelou que os laboratórios podem ajudar a “promover o conhecimento através de ideias envolvendo todos os cidadãos para criar um nicho de projetos”. Jorge Gomes, que foi empresário e dirigente do Nerba durante vários anos, fez a radiografia do setor: “Temos um tecido empresarial débil, assente nos serviços e não na indústria, e na área da construção e agricultura. Atualmente os serviços são uma área pujante mas tem potencial de crescimento. Podem nascer outras indústrias à semelhança da Faurecia para resolver o problema do emprego”.
Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, destacou a importância que o ensino politécnico pode ter no desenvolvimento das regiões. “Bragança é o primeiro local onde se lança este conceito. São laboratórios temáticos, como o ‘cluster’ industrial alicerçado pela Faurecia e a digitalização da industria, a quarta revolução industrial, a constituição de um lobby e de uma diáspora transmontana para mostrar o que é a região, que é pouco conhecida e por isso temos que produzir conteúdos”, enumerou.
Os laboratórios vão percorrer todos os concelhos da CIM Trás-os-Montes, mas também serão realizadas conferências em Torre de Moncorvo (pertence à CIM Douro) sobre os recursos mineiros, como o ferro e o ouro, bem como o aproveitamento do ar comprimido das minas para a produção de energia. “O IPB pode ajudar a trazer retorno para a região e mais valias”, sublinhou Sobrinho Teixeira.
Os empresários queixam-se que na região há demasiada concorrência porque o mercado “encolheu” devido à saída de habitantes. “Os preços e os encargos aumentaram, bem como os impostos. Se não conseguirmos vender daqui para o exterior não vamos ser sustentáveis”, deu conta António Gonçalves, proprietário da empresa Publidigi, com seis funcionários, mas que já chegou a ter nove.
No ramo das telecomunicações há 25 anos, Miguel Monteiro, empresário, defende que a discussão pode ajudar o mundo empresarial. “Isto já devia existir há mais tempo. As pequenas e médias empresas foram reduzidas a mais de 40% nos últimos três anos por falta de incentivos e de boa fé da parte governamental para disponibilizar programas específicos”, lamentou o empresário, que garante “que os empresários de Bragança não são saloios e têm dado provas a nível nacional”.

Publicado em 'Mensageiro'.

13 abril, 2016

Inovação empresarial e Escola de Negócios

Realizou-se no Auditório do Núcleo Empresarial da Região de Bragança a primeira discussão ao abrigo dos Laboratórios de Participação Pública


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

12 abril, 2016

Empresários querem Escola de Negócios em Bragança


Inovação Empresarial e Escola de Negócios foram os temas discutidos no Laboratório de Participação Pública, que decorreu, ontem, no Núcleo Empresarial Bragança (NERBA).
Esta é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes CIM - TTM e a Agência Nacional Ciência Viva.
Desta conferência saiu uma equipa de trabalhos que se encarregará de apresentar um projecto para que nasça uma Escola de Negócios em Bragança, pois, essa foi a vontade demonstrada pelos empresários que marcaram presença na iniciativa.
Uma empresária de lares de terceira idade, Cristiana do Nascimento, aponta algumas necessidades sentidas que essa escola poderia vir a colmatar. “Faz todo o sentido. Da teoria à prática vai uma grande distância. Antes de ser empresária tinha a teoria, e, quando me deparei com a prática senti várias dificuldades. Esta escola faria todo o sentido para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades com que se deparam”, considera.
A criação da Escola de Negócios é uma ideia também defendida pelo Secretário de Estado da Administração Interna e brigantino, Jorge Gomes, que assume todo o apoio governamental que esteja ao seu alcance. “Eu vim aqui por quatro razões. Primeiro porque fui convidado pelo IPB, segundo porque vim por vontade própria, terceiro porque a minha veia é empresarial e quarto porque o que vai ser discutido é uma ideia que defendo há muito tempo. Quero contribuir para que essa ideia se possa desenvolver. Mas, eu vim com mais uma intenção. Quero ouvir algo que seja importante para junto do Governo poder ajudar a minha terra, que é Bragança”, assume o governante.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, avança que não será uma escola no sentido próprio mas sim um conceito que congregue todas as entidades que possam dar o seu contributo para formar e preparar empresários e futuros empresários. “O conceito que nós temos, aqui, é algo que é aglutinador das diversas valências que possam existir na região. Será um conceito mais evoluído e que tem como referência o modelo do Norte da Europa”, explica Sobrinho Teixeira.
O presidente da CIM das Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, considera fundamental “a formação continua para a vida”. É algo que está contratualizado em termos de apoios monetários com a União Europeia e é algo que o Governo está a fazer muito bem através de várias instituições. Mas, há uma parte da formação sénior, vocacionada para os empresários que, de facto, na nossa região constitui uma carência. São exactamente aquelas pessoas, hoje em dia, que quanto mais conhecimento ”, Os Laboratórios de Participação Pública terminam em Agosto deste ano e nessa altura já estará definido o conceito de Escola de Negócios para Bragança.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

12 maio, 2015

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. "Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação - uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico - fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural". Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, "os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas" Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, "o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego". Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, "traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria", advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa - existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) - permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: "Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros", afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, "iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos". No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO
 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT - Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, "foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo". E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. "O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho... um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc "
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, "sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país".

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. "A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global".

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, "muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo".
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. "temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo".
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos "quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial".
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. "Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor", finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.


Bragança: Um exemplo de Sucesso
 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. "Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu". Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. "Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade". Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia". Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a "dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região".
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: "Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita".
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. "Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia - disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento", afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.


Mirandela: Futuro sustentável
 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente...
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública - de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública - imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades...

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em 'País Positivo' nº 80.

26 março, 2015

Conseguir emprego em 30 dias, há quem diga que é possivel


Um Currículo Vitae (CV) original e apelativo, uma mudança de imagem até nas redes sociais e um investimento na forma de apresentação podem ser determinantes para encontrar um emprego. Quem o diz é Pedro Silva-Santos, atualmente diretor executivo da NOCTULA – Consultores em Ambiente e fundador das marcas NOCTULA Channel, inNOCTULA (software de gestão e monitorização) e NOCTULA jobs (plataforma de leilão de serviços), que passou pela Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) no passado dia 18 para promover o workshop “Como conseguir emprego em 30 dias”.
Durante um mês é preciso “um trabalho exaustivo de execução e avaliação para ver o que não está bem. “Afinamos e voltamos a executar, mas desta vez melhor do que na primeira”, sugeriu Pedro Silva-Santos, uma espécie de ‘coach’ ou guru da procura de emprego, explicou aos estudantes que encheram por completo o auditório prof. Dionísio Gonçalves na ESAB.
Em primeiro lugar pergunta a quem anda à procura de emprego “Como é a sua presença na Internet?”. A ideia é pesquisar o nome e ver que resultados aparecem. “Uma entidade empregadora que pesquisa o nome de um candidato no Google, o que é que encontra? Isto é o começo. A partir daqui vamos começar a discutir redes sociais, o Facebook, Google Plus, Linkedin, e como é que a partir daqui começamos a tirar contactos de pessoas”, explicou. Ter “a marca pessoal” na Internet bem montada é então essencial. É preciso não esquecer que qualquer ‘post’, partilha ou um mero ‘like’ no Facebook, ou comentário no Twitter pode vir a ser comprometedor.
“As pessoas deixam as opiniões pessoais nas redes sociais e isso fica registado, às vezes são sobre empresas ou entidades. Temos de ter uma presença muito cuidada na Internet”, sublinhou. A assinatura de email também é muito importante, deve conter a fotografia, contacto telefónico, bem como a carta de apresentação ou de motivação e o CV apetecível, “que deve ir além do Europss, há muitos modelos mais interessantes e gratuitos na Internet”, salientou.
O comportamento numa entrevista deve merecer uma atenção especial. “O modo de me sentar, os pormenores a ter em atenção no dia antes da entrevista, e depois no próprio dia. Há livros onde se explicam estas coisa e onde vamos buscar inspiração”, referiu Pedro Silva-Santos. Organizar bem o tempo nesses 30 dias é outra sugestão. “Tem que se saber o que se faz nos dias 1, 2 ou 3 e por aí fora, senão estou perdido. Depois de tratar da imagem é que posso contactar as empresas, pois se não for assim estou a ser só mais um candidato”, sublinhou.

Publicado em 'Mensageiro'.

19 março, 2015

Estudantes do IPB recebem dicas para "arranjar emprego em 30 dias"


Arranjar emprego em 30 dias. Este foi o desafio lançado ontem aos alunos do Instituto Politécnico de Bragança pelo director executivo da NOCTULA – Consultores em Ambiente.
Pedro Silva-Santos veio a Bragança dar dicas para quem procura trabalho e assegura que a criação de uma imagem na Internet é fundamental. “As pessoas têm que começar a desenvolver uma marca pessoas, todos nós temos uma marca pessoal, algumas sabem usá-las outras não. É possível conseguir emprego em 30 dias o segredo é sermos sistemáticos naquilo que estamos a fazer e sermos muito disciplinados”, afirma o responsável.
Pedro Silva-Santos lembra que um dos procedimentos para seleccionar candidatos é fazer uma pesquisa na Internet com o nome e o e-mail. Por isso, lembra que há cuidados a ter que são fundamentais para quem quer conseguir um emprego. “Uma entidade empregadora que coloca o teu nome no Google, o que é que encontra, é assustador na maior parte das vezes. Esse é o começo. A partir daí vamos começar a discutir redes sociais, o facebook, o linkedin, o Google+, a nossa assinatura de e-mail tem que ter a fotografia os contactos, o currículo deve ser o europass, não, há modelos na Internet mais interessantes que as pessoas podem utilizar”, enumera Pedro Silva-Santos.
Entre os estudantes que assistiram ao workshop “Como conseguir emprego em 30 dias” as perspectivas para arranjar trabalho não são animadoras. “Estou a tirar o mestrado, porque estou há dois anos desempregada e é uma forma de aumentar as possibilidades de arranjar emprego. Já tentei todos os meios possíveis e imaginários e não estou a conseguir encontrar saída nenhuma”, afirma Fátima Bento “Eu gostava muito de poder sair de Portugal para trabalhar, porque acho que em Portugal não está assim muito bom”, afirma Paula Alves, finalista do curso de Engenharia Biomédica.

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06 março, 2015

Legislação e segurança na área da biotecnologia em debate no IPB


Há falta de conhecimento técnico, científico e legislativo na área da biotecnologia. A constatação é da professora do Instituto Politécnico de Bragança, Paula Rodrigues, que está a orientar um curso curto de “Segurança e Regulamentação em Biotecnologia”.
O curso começou ontem e decorre até ao início desta tarde na Escola Superior Agrária, contando com a presença de sessenta interessados nesta área, quer sejam estudantes, professores, investigadores ou empresários.
Paula Rodrigues afirma que há muitas dificuldades nesta área, sobretudo ao nível da legislação. “Há muita dificuldade em percepcionar os perigos associados à utilização de seres vivos em biotecnologia e em resolver alguns problemas de legislação em problemas específicos”, constata a responsável.
A docente do mestrado de engenharia biotecnológica sublinha que muitos dos alunos do IPB que terminam cursos relacionados com a biotecnologia, acabam por criar empresas nesta área. Paula Rodrigues considera fundamental continuar a apoiar os jovens empreendedores mesmo após a saída da instituição. “O nosso objectivo é apoiar, não só aqueles que ainda cá estão, mas também aqueles que já deram o passo para o empreendedorismo e que continuam a precisar de ajuda”, frisa a docente.
Andreia Afonso, antiga aluna de engenharia biotecnológica no IPB, criou recentemente uma empresa de propagação de plantas “in vitro”, constituída por um laboratório e uma estufa e que está sediada em Póvoa de Lanhoso. A jovem mantém uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, nomeadamente com o Centro de Investigação e Montanha, algo que considera fundamental para o desenvolvimento da sua actividade. “Para nós, estas formações são muito importantes. A parte de investigação e desenvolvimento da nossa empresa é feita em colaboração com o IPB. Há uma grande cumplicidade e vontade de ajudar os alunos e segui-las no seu per urso profissional”, considera a jovem empresária.
O primeiro curso de “Segurança e Regulamentação em Biotecnologia” conta com ainda com participação de professores e investigadores de vários institutos superiores e universidades do país.

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22 janeiro, 2015

Roteiro para promover o emprego jovem

O Instituto Português da Juventude está a desenvolver uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança de forma a criar um “Roteiro para a Empregabilidade”.
O director Norte do IPDJ explica que o objectivo é envolver empresas, associações juvenis e instituições de ensino neste projecto, de forma a ajudar os jovens desempregados a encontrar oportunidades de trabalho ou estágio. “Vamos tentar criar oportunidades, em conjunto com outras instituições, nomeadamente o Instituo de Emprego e Formação Profissional, as Associações Juvenis, as Instituições de Solidariredade Social e as empresas, no sentido de criar oportunidades para que estes jovens tenham estágio ou trabalho”, revela representante do IPDJ. Manuel Barros afirma que o desemprego de jovens qualificados é uma “preocupação” para o governo.
Além do “Roteiro para a empregabilidade”, estão a ser promovidas outras medidas de combate ao desemprego, como é o caso da “Garantia Jovem”.
O presidente da Associação Académica do IPB, uma das entidades envolvidas no roteiro, acredita que este projecto possa vir a fixar jovens estudantes ao distrito de Bragança. Ricardo Pinto lamenta que muitos jovens que escolhem o IPB para estudar, se vejam obrigados a regressar à sua terra natal devido ao desemprego. “Se pudermos ajudar para que os estudantes tenham, pelo menos, uma tentativa de se fixar na região e acabarem por ficar cá, seria muito bom para nós, para a cidade e para a região”, sublinha o estudante.
Além de ajudar a encontrar oportunidades de emprego, o “Roteiro para a Empregabilidade” promete incentivar os jovens a criar o próprio emprego.

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06 novembro, 2014

Jovens investem no agroalimentar e criam o próprio emprego


O agroalimentar está a revelar-se um setor de atracão para jovens que se lançam no mundo dos negócios, aproveitando recursos locais, como as ervas aromáticas, sabonetes artesanais, uma destilaria, produção assistida e clonagem de plantas ou produção de azeite.
Estes são apenas alguns dos bons exemplos que já estão no terreno e a trabalhar. Trata-se de um setor que está a despertar o interesse dos jovens “o que se vê pela quantidade de iniciativas que estamos a acompanhar”, referiu José Adriano, responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança.
O Gabinete do Empreendedorismo, criado há 5 anos, está a acompanhar 34 projetos, dos quais cerca de uma dezena são de agroalimentar, mas dispõe de outros ainda em carteira nas área do mel, azeite e hortaliças, todos à espera de fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
As já criadas implicaram mais de 1,9 milhões de euros e permitiram a ocupação de 79 pessoas, a maioria jovens licenciados que criaram o próprio emprego.
Entre as novas empresas contam-se a Terra Ger, foi financiada por uma ILE na área da gestão agrícola. Os licores Alma Penada, a Touchflours, produção agrícola e transformação de plantas aromáticas, associada à Pragmática Aromas, que tarta da comercialização; ou a Ruralnet comercialização de produtos agroalimentares, bem como a Olivadouro - produção agrícola de azeite.
“Muitas delas são de alunos do IPB. Por exemplo para a Deifil, conseguiu-se um PRODER no valor de cerca 150 mil euros”, explicou José Adriano.

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03 junho, 2014

02 junho, 2014

"Prémio Caixa Empreender" traz a Bragança ideias para incentivar a criação de empresas


Ideias para incentivar o empreendedorismo foram debatidas ontem na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança.
A iniciativa foi promovida pela Caixa Geral de Depósitos e Jornal de Negócios. Este encontro surge no âmbito do “Prémio Caixa Empreender”, um prémio atribuído a uma empresa considerada uma boa ideia de negócio e com a qual a caixa vai cooperar, aprovando um projecto de financiamento. Esta é a primeira edição do prémio que conta com candidaturas de todo o país. O vencedor será conhecido no próximo dia 17 de Junho. Fernando Vieira, director regional da caixa geral de depósitos de Bragança, acredita nas potencialidades da região transmontana para a criação de mais empresas. “Estamos numa região em que temos um potencial na vertente da agricultura. Têm surgido muitas empresas e iniciativas com ideias que até além-fronteiras têm tido sucesso… É evidente que temos outras áreas em que também podemos fazer melhor mas a vertente agrícola tem sido fundamental para dar visibilidade a esta região”, considera.
Uma das ideias partilhadas com os potenciais empresários foi o conceito de aceleradores de empresas. Tiago Pinto é vice-presidente da Beta-i, uma empresa que ajuda a acelerar o processo de constituição de start-ups, a designação para empresas jovens e inovadoras.“Num período de três meses o que nós fornecemos às start-ups é uma série de mentores, uma série de acesso a capital, de acesso a investidores, de acesso a conhecimento, criando uma rede muito maior de conhecimento para eles num pequeno período de tempo”.
Durante a iniciativa foram ainda apresentados exemplos de empresas transmontanas de sucesso. No caso de sucesso de PME foi apresentada a Factory Play, instalada em Bragança, e como bom exemplo de start-up foi apresentada a empresa + Ervas, de Alfândega da Fé.

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29 maio, 2014

Brigantia EcoPark pode demorar meses a abrir portas


As obras do Brigantia EcoPark estão previstas terminar no próximo dia 6 de Julho. No entanto, o director do parque tecnológico, Paulo Piloto admite que pode demorar ainda alguns meses a abrir portas.
“É preciso instalar os laboratórios e os espaços empresariais e isso leva algum tempo. Neste momento estamos numa fase de concurso público para aquisição de todos os equipamentos para que passados poucos meses, num curto espaço de tempo possa abrir portas”, revela. Sem querer adiantar números, Paulo Piloto garante que já existem várias candidaturas de empresas que procuram o apoio do Brigantia EcoPark.
O objectivo é, nos próximos 10 anos, conseguir atrair empresas para os 74 espaços individualizados existentes no edifício. O responsável garante que são já vários os interessados nacionais e internacionais. “Até do estrangeiro há empresas interessadas. Procuram pessoas qualificadas, procuram aquilo que nós também temos como objectivo, que é ter um parque com interesse, com empresas de base tecnológica, com um ambiente de investigadores e pessoas qualificadas”, constata.
Declarações à margem da conferência de Tecnologia e Sustentabilidade que decorreu ontem, no âmbito da Semana da Tecnologia e Gestão organizada pelo Instituto Politécnico de Bragança.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira realça a importância do Brigantia EcoPark não só para as empresas que já estão em fase de incubação, mas também para servir de ponto de partida para a criação de mais postos de trabalho na região transmontana.“As empresas criadas através do gabinete de empreendedorismo do IPB e que agora têm que entrar num processo de maturação, evolução e crescimento, poderão encontrar essa nova acomodação num parque de ciência e tecnologia como o Brigantia EcoPark, mas não podemos ficar por aqui. Temos de ser proactivos para conseguir trazer novas valências para a região e para inverter a tendência de perda demográfica, numa perspectiva de criação de mais emprego”, salienta.
Recorde-se que o Brigantia EcoPark é um empreendimento que está orçado em 19,3 milhões de euros. Neste momento decorrem as obras da 1ªfase que têm um orçamento de 6,3 milhões de euros e que se prevê estarem concluídas até ao próximo dia 6 de Julho.

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Falta de emprego é travão ao desenvolvimento regional

Semana da Tecnologia e Gestão, na ESTiG, trouxe para análise as oportunidades e desafios para alavancar o desenvolvimento da região

O grande problema de Trás-os-Montes “é a falta de emprego”, afirmou João Braga da Cruz, antigo ministro da Economia e ex-presidente da Comissão de Coordenação Regional do Norte (CCDRN), no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), à margem da abertura da Semana da Tecnologia e Gestão, na passada segunda-feira. “Porque haveria mais gente que induziria mais actividade económica”, disse. Perante isto, defende que “face à pressão demográfica e à desertificação são necessárias políticas, porque não se podem deixar morrer os problemas como se o mercado se encarregasse de os resolver”, acrescentou.
Braga da Cruz salientou que as políticas públicas não podem deixar de “ter um olhar especial” para como criar as condições objetivas para estas regiões se desenvolverem. “Também se deve lançar mão para que possa haver emprego e competências, apostando na formação empresarial. A inovação é decisiva. As instituições de ensino superior têm enorme responsabilidade e criar as condições para que isso aconteça”, referiu.
O desenvolvimento regional foi um dos assuntos em destaque naquela actividade. Mas afinal do que se fala quando o assunto é o desenvolvimento regional? Luís Braga da Cruz acredita que é uma conciliação entre duas coisas indispensáveis: “política pública, isto é iniciativa por parte do governo que tem de ser sensível às áreas mais deprimidas do país, pois têm tendência a ficar sem pessoas, e, por outro lado, dar estímulo aos agentes económicos para poderem atuar. Ora para isto é necessário haver competências, equipamentos, infraestruturas e acima de tudo valorizar a função empresarial”, justificou.

Centro de valorização de frutos secos vem para Bragança
O IPB tem vindo a destacar- se no trabalho em prol da região. Nesta altura está a trabalhar com as outras instituições de ensino superior transmontanas, a UTAD e o Instituto Piaget, para que o Centro de Competências na área dos Frutos Secos de Trás-os-Montes seja instalado no Brigantia Ecoparque, em Bragança, um equipamento que já está na reta final de conclusão. A castanha, a amêndoa e outros frutos são considerados essenciais. Já existem várias empresas que de dedicam a este sector. “Vai ter um papel muito importante para valorizar os produtos endógenos. Terá ainda que haver uma aposta no sector secundário, uma vez que o interior começa a ter alguma atratividade para captar capital externo. Instalar sector secundário que possa introduzir mais mão de obra intensiva”, explicou o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira.
A instituição de ensino é parceira da câmara de Bragança na criação do parque de ciência e tecnologia, onde ficarão alojadas várias empresas nacionais e internacionais de base tecnológica. O presidente do IPB acredita que o parque pode vir a ajudar a fixar população na região. “Pode ajudar a evolução da demografia. Estamos a trabalhar na forma como podemos captar investimento para a região e o EcoParque”, acrescentou. Para já não quis revelar quantas empresas estão certas para se instalarem no parque de ciência e tecnologia. A Semana da Tecnologia e Gestão serviu para discutir a forma como a ciência e a tecnologia podem contribuir para o desenvolvimento regional. “Em aspetos que pode ser filosófica e prática”, referiu Sobrinho Teixeira.
Mariano Gago, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, deu como exemplo da ciência aliada ao desenvolvimento regional a instalação do IPB em Bragança. “Há umas décadas era uma esperança e hoje é um centro muito importante de competências científicas que acabaram por atrair um número muito inesperado de estudantes que vêm de outras regiões”, destacou. Salientou ainda o facto de a instituição ter várias centenas de funcionários e de docentes. “Estabeleceu uma rede de contactos privilegiados na região Norte, no país e no estrangeiro. A internacionalização acentuou-se muito nos últimos anos. É um dos principais capitais para o desenvolvimento da região”, afirmou Mariano Gago, que acredita o IPB enquanto instituição, reuniu capacidades profissionais em quantidade e qualidade suficientes. “Estou muito optimista relativamente ao futuro que pode vir deste capital aqui investido”, realçou.

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Desafio à mudança de vida


Pequenos gestos podem criar um grande contributo para a sustentabilidade da região e do planeta. Foi esta a conclusão da primeira sessão da EUropa, uma série de dez conferências sobre sustentabilidade que se vão realizar por todo o país. A organização esteve a cargo do GEOTA, com o apoio do IPB.
Manuel Cardoso, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, apontou a agricultura como um dos exemplos de ajuda à fixação de pessoas na região, contribuindo para a sustentabilidade do Nordeste Transmontano. E anunciou a intenção de instalar no distrito de Bragança um Centro de Competências dos Frutos Secos, que pode ajudar a criar mais empregos.
Já Rui Martins, da Câmara Municipal de Bragança, revelou o projeto de transportes a pedido que a autarquia está a querer implementar. Para já, o esquema tem sido testado em Rio de Onor, com algum sucesso. pretende-se que seja alargado a todo o concelho, numa primeira fase, e a vários concelhos do distrito, mais tarde. “Hoje o transporte é feito por obrigação. Não havendo passageiros, estamos a desperdiçar tempo, recursos e energia”, frisou Hernâni Dias, presidente da Câmara de Bragança.
Foram, ainda, deixadas algumas dicas de poupanças nos consumos domésticos e apresentado um jogo interativo que pode valer uma viagem. Mais informações em www.eu-sustentável.pt.

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28 maio, 2014

Gabinete de empreendedorismo do IPB já criou 34 empresas


O gabinete de Promoção do Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) já ajudou a criar 34 empresas, que se traduzem em 79 postos de trabalho.
Os números foram revelados ontem na conferência “Ideias, Projectos e Negócios” inserida na Semana da Tecnologia e Gestão que começou na segunda-feira e termina hoje. O gabinete foi criado em 2008 e está neste momento a apoiar a constituição de mais 6 empresas.
O coordenador do espaço, o professor José Pires, explica de forma apoiam os estudantes do IPB na criação de empresas.“Damos formação, ajudamos os alunos a trabalhar as suas ideias, tentamos verificar se as ideias têm alguma viabilidade sob o ponto de vista económico-financeiro, ajudamos a fazer o plano de negócios e estudos de mercado. Caso a ideia seja viável e o aluno queira avançar com o projecto ajudamos em todas as questões formais e legais da constituição da empresa. Numa fase posterior podemos ajudar também na captura de investimento”, salienta.
Um dos alunos que recebeu apoio do gabinete de empreendedorismo foi Afonso Reis, que juntamente com colegas e professores, criou o Intelligent Sunny Heater Optimizer que permite poupar energia na utilização de painéis solares para aquecimento de água.“O nosso projecto é um dispositivo que associado aos painéis de aquecimento de água permite uma gestão inteligente. A partir da previsão do tempo conseguimos adaptar o nosso sistema para diminuir o consumo energético no equipamento”, revela.
Na conferência esteve ainda presente Manuel Heitor, professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa e ex secretário de estado Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que elogiou o trabalho que o IPB tem feito na área do empreendedorismo. “O Politécnico de Bragança tem dado provas de ser uma instituição bastante inovadora.”, considera. Esta tarde decorre a conferência sobre tecnologia e sustentabilidade, onde estará em discussão o potencial do Brigantia EcoParque, cuja inauguração está prevista para o próximo mês de Julho.

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27 maio, 2014

Cultivo de plantas aromáticas e medicinais precisa de mais investidores

O cultivo de plantas aromáticas e medicinais é uma área que precisa de mais investidores. Esta foi uma das ideias defendidas num Workshop sobre o tema que decorreu ontem na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.
O docente desta escola, Manuel Ângelo Rodrigues, não tem dúvidas de que o sector está em forte crescimento e tem potencialidades para criar empregos na região transmontana. “Enquanto que outras actividades com interesse na região como é por exemplo o castanheiro, a oliveira e outras do géner,o são pouco intensivas no uso da mão de obra e são enquadráveis com fenómenos de ‘agricultura de fim-de-semana’, para pessoas que têm outra actividade, no caso das aromáticas é uma actividade a tempo inteiro, logo é muito interessante para jovens agricultores que queiram abraçar esta área”, salienta.
A exportação é a grande saída das plantas aromáticas e medicinais. O professor garante que ainda há espaço no mercado internacional para mais produtores que devem apostar na competitividade. Tiago Relhas é produtor deste tipo plantas em Alfândega da Fé desde 2012. Começou a produção com 3,5 hectares de plantas aromáticas e medicinais, tendo aumentado este ano para 6 hectares. O produtor afirma que a oferta ainda não é suficiente para a procura, sobretudo por parte da Espanha, França e Alemanha, e considera que é necessário apostar mais investigação nesta área. “Tem elevadas potencialidades de crescimento. Nesse sentido é essencial que haja mais investigação para que os agricultores saibam com maior profundidade as potencialidades que esta área tem na região”, afirma.
No Workshop de Plantas Aromáticas e Medicinais foi ainda apresentado o Programa “PRODER 4.1, Cooperação para a Inovação”, que apoia projectos de novas empresas que tenham uma parceria com o sistema científico nacional, contando, neste caso com o apoio da Escola Superior Agrária de Bragança.

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22 maio, 2014

Primeira patente do gabinete de empreendedorismo já foi aprovada


Chama-se Alarm Box e, tal como o Mensageiro lhe revelou em primeira mão há pouco mais de um ano, é um produto “made in” Bragança que ameaça revolucionar o sistema de manutenção de emissores de rádio, mas não só.
Concebido por Rui Paulo Pereira, com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança, este aparelho viu a patente ser recentemente aprovada. “É a primeira patente nascida no gabinete de empreendedorismo do IPB a ser aprovada”, frisa o “inovador” brigantino, há décadas dedicado à manutenção de emissores de rádios por todo o país. “A patente dá-nos outra segurança e permite- nos avançar para o mercado com confiança”, frisou ao Mensageiro Rui Paulo Pereira, que se tem desmultiplicado em demonstrações da sua Alarm Box em Portugal e mesmo no estrangeiro. “Não tivemos uma única falha nas demonstrações”, frisa, revelando que este aparelho que permite controlar à distância, via telemóvel, as condições dos emissores de rádio tem provocado “reações de espanto” em todo o lado. “Não há nada que faça isto e com esta qualidade”, sublinha Rui Paulo que, nalgumas situações, se via obrigado a fazer deslocações de Bragança ao Algarve simplesmente para clicar no botão de ligar e desligar o sistema. Algo que, com este aparelho, deixa de ser necessário.

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AGIR+ para apoiar os jovens na procura de emprego


Cada vez mais jovens procuram o Projeto Pontes de Inclusão em busca de apoio para entrar no mercado de trabalho e procurar emprego. Como objetivo de responder a essas solicitações, a Fundação Casa de Trabalho promoveu o Seminário sob o tema AGIR + (Emprego e Cidadania), que decorreu na passada sexta-feira na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Bragança, através da 5ª. Geração do Programa Escolhas. “Queremos sensibilizar e alertar a comunidade juvenil para uma prática proativa. Cada vez nos procuram mais, também, para ajudar a construir currículos e cartas de apresentação, para saber onde se podem dirigir e que respostas podem obter”, referiu Iveta Vilares, responsável pelo Projeto Pontes de Inclusão.
São sobretudo os jovens com “algumas fragilidades e em situação de vulnerabilidade, provenientes do ensino profissional e PIEF” quem mais procura o Pontes de Inclusão. “Muitas vezes os alunos não desenvolveram a capacidade de autonomização e quando se deparam com as necessidades do mercado de trabalho procuram- nos em busca de ajuda”, acrescentou. O acesso ao emprego está difícil. “Muitas vezes nem sequer surge oportunidade para fazer um estágio. É preciso impulsionar os jovens para uma mudança de paradigma e de mentalidade. Para acreditar que, às vezes, é preciso desenvolver competências de educação não formal”, realçou a responsável.
A necessidade de fazer uma reflexão e uma análise desta medida de apoio também esteve nas razões da realização do seminário. “Temos uma técnica que ajuda a fazer um currículo, a escrever uma carta de apresentação, dinâmicas técnicas de procura ativa de emprego, promove workshops. Também sensibilizando os agentes económicos e as empresas que podem receber estagiários e algumas práticas que permitam depois aferir algumas das competências dos participantes”, esclareceu Iveta Vilares.
O empreendedorismo e a criação do próprio emprego estão na ordem do dia. “Em parceria com os nossos parceiros podemos facilitar verbas, que também não são muitas, mas são um ponto de partida”, afirmou.
O Gabinete de Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) já ajudou a constituir mais de 30 empresas e tem mais seis em fase de arranque. “O ponto da situação é muito bom. Estamos à espera dos fundos comunitários para avançar. Conseguimos o registo de uma patente para uma empresa da região (ver texto ao lado), desenvolvida por docentes do IPB. Isto é um bom exemplo de como estamos disponíveis para colaborar com as empresas”, explicou José Adriano, responsável pelo gabinete. Agora aparecem naquele serviço mais jovens que querem criar a própria empresa. “Atribuo isso a alguma notoriedade do gabinete, criado há seis anos. Já temos provas dadas”, acrescentou o docente

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13 maio, 2014

Jovens incentivados a apostar na agricultura


O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar incentiva os jovens a apostar na agricultura.
Nuno Brito esteve, ontem, no Instituto Politécnico de Bragança, e defendeu que esta actividade pode ser uma oportunidade para os jovens.
Questionado sobre a reabertura do Laboratório de Apoio à Agropecuária de Mirandela, exigida pelas entidades locais, Nuno Brito reponde que esta valência não trazia qualquer valor para a agricultura da região.
Declarações do secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, ontem, na abertura da Semana das Ciências Agrárias, que decorrem até quinta-feira, no IPB.

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08 maio, 2014

Feira de Emprego e Solidariedade com lotação esgotada para ajudar


Refletir sobre os novos paradigmas de emprego e ajudar os que mais precisam é o objetivo da quarta edição da Feira de Emprego, Educação e Solidariedade, que decorre esta semana, em Bragança.
Os três primeiros dias foram de formação e reflexão. A partir de hoje decorre a Feira propriamente dita, no jardim António José de Almeida, com 68 stands de mais de 60 entidades.
“É sinal de que a feira tem êxito e as pessoas acreditam nela”, frisou Jorge Teixeira, vice-presidente dos Centros Sociais e Paroquiais da Unidade Pastoral de N. Sra. das Graças. “Tem sido uma parceria muito boa com a Câmara e com as outras entidades”, sublinhou.
Jorge Teixeira considera que é “essencial” refletir. “O paradigma do emprego, da sociedade, mudou, e temos de estar capacitados para o enfrentar. Só com mais formação, mais conhecimento, saber o que se passa lá fora, é que conseguimos acompanhar o que se passa noutros países e o que se passa a nível europeu. Não podemos pensar hoje como há 20 anos. Pensamos na nossa capelinha, no nosso lar, na nossa freguesia. Hoje temos de pensar a nível europeu, num contexto diferente, em que o emprego mudou completamente. Antigamente tinha-se um emprego para a vida e hoje tem-se um emprego para dois dias. Temos de estar sempre preparados para a mudança”, explicou.
A iniciativa decorre no âmbito do Projeto CLDS + e é organizada pelos Centros Sociais e Paroquiais, pela Câmara de Bragança e pela Associação Académica do IPB. Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, lançou o repto de criação de novas empresas, dando o exemplo de algumas de grande sucesso que nasceram no âmbito do gabinete de empreendedorismo da instituição.
Na terça-feira, Nélson Emílio procurou inspirar os alunos, alertando- os para algumas técnicas ativas de procura de emprego. “A dica é perceber o que as empresas procuram. Tentar olhar para o mercado de trabalho e tentar identificar áreas que são de crescimento. Sou apologista de nem enviar CV, é ir lá, porque isso mostra proatividade”, frisou. António

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