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12 abril, 2016

Empresários querem Escola de Negócios em Bragança


Inovação Empresarial e Escola de Negócios foram os temas discutidos no Laboratório de Participação Pública, que decorreu, ontem, no Núcleo Empresarial Bragança (NERBA).
Esta é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes CIM - TTM e a Agência Nacional Ciência Viva.
Desta conferência saiu uma equipa de trabalhos que se encarregará de apresentar um projecto para que nasça uma Escola de Negócios em Bragança, pois, essa foi a vontade demonstrada pelos empresários que marcaram presença na iniciativa.
Uma empresária de lares de terceira idade, Cristiana do Nascimento, aponta algumas necessidades sentidas que essa escola poderia vir a colmatar. “Faz todo o sentido. Da teoria à prática vai uma grande distância. Antes de ser empresária tinha a teoria, e, quando me deparei com a prática senti várias dificuldades. Esta escola faria todo o sentido para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades com que se deparam”, considera.
A criação da Escola de Negócios é uma ideia também defendida pelo Secretário de Estado da Administração Interna e brigantino, Jorge Gomes, que assume todo o apoio governamental que esteja ao seu alcance. “Eu vim aqui por quatro razões. Primeiro porque fui convidado pelo IPB, segundo porque vim por vontade própria, terceiro porque a minha veia é empresarial e quarto porque o que vai ser discutido é uma ideia que defendo há muito tempo. Quero contribuir para que essa ideia se possa desenvolver. Mas, eu vim com mais uma intenção. Quero ouvir algo que seja importante para junto do Governo poder ajudar a minha terra, que é Bragança”, assume o governante.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, avança que não será uma escola no sentido próprio mas sim um conceito que congregue todas as entidades que possam dar o seu contributo para formar e preparar empresários e futuros empresários. “O conceito que nós temos, aqui, é algo que é aglutinador das diversas valências que possam existir na região. Será um conceito mais evoluído e que tem como referência o modelo do Norte da Europa”, explica Sobrinho Teixeira.
O presidente da CIM das Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, considera fundamental “a formação continua para a vida”. É algo que está contratualizado em termos de apoios monetários com a União Europeia e é algo que o Governo está a fazer muito bem através de várias instituições. Mas, há uma parte da formação sénior, vocacionada para os empresários que, de facto, na nossa região constitui uma carência. São exactamente aquelas pessoas, hoje em dia, que quanto mais conhecimento ”, Os Laboratórios de Participação Pública terminam em Agosto deste ano e nessa altura já estará definido o conceito de Escola de Negócios para Bragança.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 janeiro, 2016

Ministro do Ensino Superior almoçou com estudantes estrangeiros no IPB

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor esteve hoje de visita ao distrito de Bragança, e em particular ao Instituto Politécnico.
Depois de ter reunido com representantes da instituição de ensino, esta manhã em Bragança, almoçou com estudantes estrangeiros. O ministro foi recebido na cantina do Instituto Politécnico de Bragança por 10 dos cerca de 1400 alunos estrangeiros que frequentam a instituição, através de vários programas e protocolos de intercâmbio estabelecidos com instituições de ensino superior de todo o mundo. Manuel Heitor fez questão de perguntar aos estudantes os motivos pelos quais escolheram Portugal e, em particular, Bragança para estudar e até qual o seu prato português favorito, obtendo respostas como “francesinha” ou “bacalhau”, por parte dos estudantes.
Depois falou com os dois estudantes sírios que frequentam actualmente o Instituto Politécnico, pedindo-lhe sugestões sobre a forma como deve ser feito o acolhimento dos estudantes, e em particular dos refugiados. Rami Arafah, de 27 anos, contou que foi muito bem acolhido. Os estudante e garante que não está arrependido de ter escolhido Portugal para prosseguir os seus estudos.“Prefiro Portugal pela cultura deste país. Estou feliz por ter escolhido Portugal. Fomos muito bem acolhidos e sabíamos que seríamos aceites muito rapidamente. O processo da vinda para Portugal fui muito bom e durou apenas 10 dias. Foi muito rápido”, frisou o jovem.
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior elogiou o desempenho do Instituto Politécnico de Bragança e a forma como acolhe os alunos estrangeiros. Manuel Heitor não tem dúvidas que o ensino superior é uma boa forma de fixar pessoas no interior do país, sendo Bragança um bom exemplo disso.“ Mais do que regiões do litoral ou regiões do interior, temos regiões com mais conhecimento e menos conhecimento, acima de tudo, o conhecimento é a melhor forma de capacitar as regiões e de atrair pessoas. O Instituto Politécnico de Bragança é certamente um caso de sucesso, que tem condições específicas, tendo de ser muito bem percebidas e valorizadas”, sublinhou o governante.
Já ao final da tarde, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior presidiu à inauguração da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela. De regresso a Bragança, o ministro protagonizou o primeiro Laboratório de Participação Pública intitulado «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento, que pretende envolver toda a comunidade na apresentação de ideias que promovam a investigação e inovação. A sessão decorre esta noite no Teatro Municipal de Bragança, com o encerramento previsto para as 23 horas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 dezembro, 2015

Desemprego jovem aumenta procura de cursos de Agronomia


O aumento do desemprego entre os jovens está a levar a um crescimento da procura de cursos da área de Agronomia, adiantou o Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que participou no I Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias (CNESA), que decorreu quarta e quinta-feira em Bragança. Joaquim Mourato admitiu que durante uns anos “estes cursos tiveram uma quebra na procura, mas nos últimos dois anos estamos a ter sinais de uma quebra e um abrandamento em algumas áreas das Ciências Agrárias”. A retoma na procura dá um sinal de esperança aos responsáveis das Escolas Superiores Agrárias que acreditam que “a agricultura e a pecuária vão melhorar e surgirão muitos projetos inovadores que darão lugar a empresas e permitirão criar emprego”, destacou o presidente do CCISP. “Onde há emprego obviamente há procura e o ensino superior vai beneficiar desse crescimento”, realçou.

Oito Agrárias no debate
O I Congresso juntou em Bragança oito escolas superiores agrárias do país e mais de 200 investigadores, o que confirma a importância crescente da agricultura e a vitalidade das instituições de ensino superior que driblaram a crise. Nos anos 80 e 90 houve uma quebra acentuadíssima no setor da agricultura e consequentemente a procura caiu.
Os cursos de Agronomia não captam muitos alunos do Concurso Nacional de Acesso, todavia atraem o público adulto, “que completam as vagas disponíveis”, reconheceu o responsável do CCISP, que defendeu que as escolas superiores agrárias deviam disponibilizar cursos de doutoramento.
Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) notou que os dados disponibilizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional indicam que os jovens licenciados nas área da Agronomia têm das mais baixas taxas de desemprego, na ordem dos 3%. “A agricultura revelou-se nestes anos de crise uma reserva estratégica nacional e uma das áreas que mais exportou”, destacou. O presidente do IPB considera que é preciso fazer uma mudança de paradigma, porque os jovens quando saem do 12º ano “dificilmente escolhem a área agrícola porque têm a ideia dos agricultores com mais de 60 anos e é uma vida que não querem”. Acabam por mudar de opinião “quando frequentam os cursos de especialização tecnológica e os cursos superiores profissionais, que os levam a mudar as escolhas e voltam-se para a área agícola”.

“É preciso inteligência para desenvolver a agricultura”
O anterior secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou no congresso, considera que o momento atual “é crucial” para a agricultura transmontana “por se estar na fase apoios comunitários”, pelo que sugere a definição de estratégias de desenvolvimento em áreas fundamentais como o azeite, a transformação de produtos locais à base de raças autóctones, os vinhos, castanha e frutos secos.
“Estes setores têm cada vez mais atração dos mercados internacionais e maior procura, além de que é preciso aproveitar a ideia da alimentação saudável”, sublinhou Nuno Vieira e Brito, que defende que além de criar escala é preciso apostar “na inovação e na transformação”. O setor creceu nos últimos anos. “Há fundos, agora é preciso inteligência para desenvolver a agricultura e o setor agro-alimentar, criando pequenas empresas, produzir bem e comercializar melhor”, referiu. Nuno Vieira e Brito acredita que a agricultura pode absorver jovens qualificados que se forma em cursos de Agronomia.

Publicado em 'Mensageiro'.

14 agosto, 2015

IPB abre Curso de Prospecção Mineral para responder a exigências do mercado

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai abrir no próximo ano lectivo um Curso Técnico Superior Profissional de prospecção mineral e geotécnica, que vai funcionar em Torre de Moncorvo.
Numa altura em que pode estar iminente a reactivação da extracção de minério nas jazidas de ferro do concelho, Sobrinho Teixeira, presidente da instituição de ensino superior, considera que é altura indicada para proporcionar este tipo de formação, “tendo em conta as potencialidades mineiras da região”.
O responsável entende que “é uma obrigação do IPB responder às necessidades que vai haver, nomeadamente das empresas que se vão instalar e em ter quadros qualificados para que pudessem responder à demanda”.
O Município de Torre de Moncorvo, o IPB e as empresas de minério vão assinar protocolos, para a criação de estágios. O curso técnico de dois anos permitirá a continuação dos estudos superiores no IPB, que assinou ainda um protocolo com a universidade francesa de Lyon, para que os estudantes de Engenharia Civil do IPB possam vir a obter um diploma de licenciatura em Engenharia Minas.
Para este próximo ano lectivo, estão abertas 20 vagas. A primeira fase de candidatura termina a 28 de Agosto, altura em que os protocolos para os estágios serão assinados.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

10 julho, 2015

França e Reino Unido piscam o olho a finalistas de enfermagem do IPB


O destino mais do que provável destes futuros enfermeiros da Escola Superior de Saúde será uma qualquer região francesa ou países como Inglaterra, Irlanda do Norte ou República da Irlanda.
Os jovens licenciados portugueses continuam a ser incentivados a dar continuidade à sua vida profissional além-fronteiras. Esta tarde, foi a empresa de recrutamento holandesa “Jobs Abroad” a desenvolver uma sessão de esclarecimento na Escola Superior de Saúde, tendo em vista os finalistas de enfermagem, que terminam o curso este mês.
"Eu acho que estas acções que estão a decorrer na escola são muito importantes. Vejo pelos meus colegas que saíram anteriormente, pois praticamente 80 por cento estão a trabalhar em Inglaterra", diz Ana Santos, finalista do curso de enfermagem da ESSa, que elogia a iniciativa do IPB: "é de louvar, tendo em conta o panorama que temos hoje em dia. Está um bocadinho difícil arranjar emprego cá em Portugal, embora haja falta de enfermeiros no nosso país, como toda a gente sabe".
Na terça-feira tinha sido a vez do hospital privado Saint François, situado na cidade de Montluçon, na região de Auvergne, em França, levar a cabo uma acção de recrutamento na ESSa. Jorge Morais, 22 anos, natural de Bragança e finalista do curso de enfermagem, foi um dos jovens que se candidatou a uma vaga no hospital francês: "gostava de trabalhar cá em Portugal, mas como por cá as coisas estão um bocadinho difíceis, vou tentar para o estrangeiro". Para o jovem finalista de enfermagem, França surge como o destino de eleição por causa da língua: "prefiro a França por causa da facilidade da língua", mas não descarta outros cenários, nomeadamente, o Reino Unido.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

07 julho, 2015

Ensino superior regressa a Chaves

São cinco cursos técnicos superiores profissionais que permitem o desenvolvimento de competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional.
 O Instituto Politécnico de Bragança vai ministrar em Chaves cinco Cursos Técnicos Superiores Profissionais, já no próximo ano lectivo. É o regresso do ensino superior à cidade, após o encerramento do Pólo da Universidade de Trás-os-Montes.

Para o presidente da autarquia, António Cabeleira, “a vinda do IPB para Chaves reveste-se de uma importância significativa”, na medida em que vai “formar profissionais para ajudar a estruturar o mercado de trabalho local”.
Já o presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, justifica a aposta em Chaves como forma de contribuir para o desenvolvimento de toda a região de Trás-os-Montes.
“É a nossa missão. Não podemos reclamar sobre o centralismo de Lisboa e depois não termos essa abrangência em relação à região”, frisa. Para a promoção do Ensino Superior e Profissional do Alto Tâmega foi assinado um protocolo que envolve o Instituto Politécnico de Bragança, o Município de Chaves, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, a Escola Profissional de Chaves, o Agrupamento Fernão de Magalhães, o Agrupamento António Granjo, o Agrupamento Dr. Júlio Martins e a Associação Empresarial do Alto Tâmega.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais são uma nova formação com duração de dois anos, que incluem seis meses de estágio numa empresa. São cursos de Nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, que conferem o Diploma de Técnico Superior Profissional.
Os alunos que os frequentem estes cursos superiores têm mesma oferta e vantagens que os estudantes de uma licenciatura ou mestrado nomeadamente ao nível da acção social e da obtenção de bolsas.
A nova formação permite o desenvolvimento de competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional. A integração em contexto de trabalho é feita de imediato, através do estágio, o que representa um maior potencial de empregabilidade.

“População só se fixa com emprego”
Os cursos a ministrar em Chaves têm em conta a realidade do Alto Tâmega e visam “captar jovens da região, mas, sobretudo, captar jovens do litoral para o interior”, refere o presidente do IPB.
Para Sobrinho Teixeira, “o fenómeno da inversão da demografia ou a redução do flagelo da demografia” faz-se também “trazendo jovens” a Chaves, fazendo-os acreditar que “vale a pena viver em Chaves” e que “Trás-os-Montes é uma aposta no futuro, quer em termos de dinamismo económico, quer em termos e qualidade de vida”.
“O IPB teve de ir à procura de estágios e foi à procura de empresas e/ou organizações que existem na região. Isto significa que um jovem de Chaves, que ama a sua terra e quer ficar aqui, frequentando este curso, tem uma grande probabilidade de encontrar aqui emprego. E um jovem fora de Chaves, que aqui vem estudar, tem a probabilidade de encontrar aqui emprego”, refere o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes.
“Alguns destes jovens vão ter oportunidade de trabalhar em Chaves, e isso é importante”, diz Cabeleira, realçando que “é preciso fixar população” e que “a população só se fixa com emprego”.

Publicado em 'Rádio Renascença'.

14 maio, 2015

Novos cursos profissionais “terão empregabilidade muito alta”


 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai propor a criação de 31 cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP), um novo modelo que entrará em vigor no próximo ano lectivo. Tratam- se de cursos que, segundo o secretário de Estado da Educação, José Ferreira Gomes, “terão grande empregabilidade” por serem criados em proximidade entre as instituições do ensino superior e as empresas.
O envolvimento do sector empresarial e das escolas secundárias e profissionais acabam, destacou o governante, por levar os politécnicos “a criar cursos direcionados para os interesses do mercado de trabalho e de acordo com a economia da região”, afirmou durante uma sessão de esclarecimento sobre os TeSP, realizada no IPB na passada quinta-feira.
Os TePS têm duração de dois anos - com uma forte componente técnica dirigida para o posto de trabalho - e meio ano de estágio integrado. Sendo possível, após a sua conclusão, prosseguir estudos para a licenciatura. “Não tenho dúvidas que as primeiras gerações de alunos têm emprego garantido “, sublinhou José Ferreira Gomes.
Convencido do sucesso deste modelo, o secretário de Estado disse que “é uma nova forma de estar no ensino superior, onde há a preocupação de entrada rápida no mercado de trabalho” indo de encontro aos anseios dos jovens e das famílias.
A criação destes cursos não implica o encerramento de licenciaturas nos institutos politécnicos que os irão desenvolver, mas acaba com os Cursos de Especialização Tecnológica. No IPB eram 36, com a duração de um ano. “Os TeSP são muito dirigidos aos estudantes do ensino profissional, no secundário, porque estes alunos têm mais dificuldade em entrar diretamente numa licenciatura. Estamos a oferecer-lhe a possibilidade de tirar um curso vocacionado para entrar no mercado de trabalho. Os estudos referem que 40% destes jovens gostavam de prosseguir estudos, como têm mais dificuldade entrar nas licenciaturas, agora estamos a oferecer estes novos cursos”, afirmou José Ferreira Gomes.
Por estar em causa uma modalidade nova de ensino superior têm surgido algumas questões por todo o país, que o governante tem vindo a esclarecer. “Surgiram dúvidas e incompreensões”, daí que seja necessário esclarecer o que vai mudar.
Os TePS foram criados a título experimental este ano lectivo, com 94 cursos em vários politécnicos, com capacidade para 2700 alunos, mas nem todos funcionaram. “Porque foram aprovados tarde”, esclareceu.
Para o próximo ano lectivo foram submetidos a aprovação cerca de 500 cursos a nível nacional, que podem permitir a entrada de 15 mil alunos.
No IPB serão privilegiadas as TIC e as Ciências Agrárias, ainda que os novos cursos “cubram todas as áreas da instituição”, garantiu Sobrinho Teixeira, presidente do politécnico brigantino. O IPB vai ministrar os TeSP em Bragança, Mirandela, Mogadouro, Valpaços, Régua, Amarante, Santo Tirso, Guimarães e Chaves.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

12 maio, 2015

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. "Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação - uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico - fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural". Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, "os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas" Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, "o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego". Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, "traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria", advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa - existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) - permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: "Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros", afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, "iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos". No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO
 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT - Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, "foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo". E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. "O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho... um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc "
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, "sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país".

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. "A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global".

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, "muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo".
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. "temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo".
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos "quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial".
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. "Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor", finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.


Bragança: Um exemplo de Sucesso
 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. "Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu". Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. "Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade". Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia". Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a "dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região".
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: "Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita".
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. "Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia - disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento", afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.


Mirandela: Futuro sustentável
 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente...
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública - de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública - imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades...

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em 'País Positivo' nº 80.

08 maio, 2015

Novos cursos TESP do IPB com emprego "praticamente garantido"

O Instituto Politécnico de Bragança pretende abrir 31 Cursos Técnicos Superiores Profissionais no próximo ano lectivo.
Dois deles já estão aprovados pela Direção-Geral do Ensino Superior, nomeadamente o de Gestão de Vendas e Marketing e Educação Ambiental.
Estes cursos, com a duração de 2 anos, incluem um estágio numa empresa ou instituição. O Secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, que veio ontem ao IPB participar numa sessão de esclarecimento sobre estes cursos, está convicto de que os alunos que os frequentarem, podem contar com emprego praticamente garantido. “Como as empresas estão envolvidas, os institutos politécnicos acabam por ter de criar os cursos relacionados com as empresas, ou seja, não vão criar cursos que estejam fora do interesse e da economia da região. Este vai ser o grande valor destes cursos e, seguramente que, principalmente as primeiras gerações, ou seja, os alunos que vão entrar em Outubro, têm o futuro praticamente garantido”, assegura o secretário de Estado.
O IPB tinha 36 Cursos de Especialização Tecnológica (CETS), que são extintos com a criação dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais. Os novos cursos vão ser ministrados em Bragança, Mirandela, Mogadouro,Valpaços, Chaves, Régua, Amarante, Santo Tirso e Guimarães.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, salienta o trabalho em rede que vai existir entre o IPB e as escolas profissionais e secundárias e que vai permitir, por exemplo, a partilha de recursos materiais e humanos. “É uma rede que pode incorporar também recursos materiais e humanos das escolas secundárias e profissionais. Isto quer dizer que os professores também podem incorporar estes cursos. Será uma forma também de irmos ao encontro de algumas situações que a região está a ter de professores com horário zero”, revela Sobrinho Teixeira.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais conferem acreditação de um ano nas licenciaturas. Os CETS do Instituto Politécnico tinham cerca de mil alunos inscritos, um número que a instituição espera manter nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

26 março, 2015

Conseguir emprego em 30 dias, há quem diga que é possivel


Um Currículo Vitae (CV) original e apelativo, uma mudança de imagem até nas redes sociais e um investimento na forma de apresentação podem ser determinantes para encontrar um emprego. Quem o diz é Pedro Silva-Santos, atualmente diretor executivo da NOCTULA – Consultores em Ambiente e fundador das marcas NOCTULA Channel, inNOCTULA (software de gestão e monitorização) e NOCTULA jobs (plataforma de leilão de serviços), que passou pela Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) no passado dia 18 para promover o workshop “Como conseguir emprego em 30 dias”.
Durante um mês é preciso “um trabalho exaustivo de execução e avaliação para ver o que não está bem. “Afinamos e voltamos a executar, mas desta vez melhor do que na primeira”, sugeriu Pedro Silva-Santos, uma espécie de ‘coach’ ou guru da procura de emprego, explicou aos estudantes que encheram por completo o auditório prof. Dionísio Gonçalves na ESAB.
Em primeiro lugar pergunta a quem anda à procura de emprego “Como é a sua presença na Internet?”. A ideia é pesquisar o nome e ver que resultados aparecem. “Uma entidade empregadora que pesquisa o nome de um candidato no Google, o que é que encontra? Isto é o começo. A partir daqui vamos começar a discutir redes sociais, o Facebook, Google Plus, Linkedin, e como é que a partir daqui começamos a tirar contactos de pessoas”, explicou. Ter “a marca pessoal” na Internet bem montada é então essencial. É preciso não esquecer que qualquer ‘post’, partilha ou um mero ‘like’ no Facebook, ou comentário no Twitter pode vir a ser comprometedor.
“As pessoas deixam as opiniões pessoais nas redes sociais e isso fica registado, às vezes são sobre empresas ou entidades. Temos de ter uma presença muito cuidada na Internet”, sublinhou. A assinatura de email também é muito importante, deve conter a fotografia, contacto telefónico, bem como a carta de apresentação ou de motivação e o CV apetecível, “que deve ir além do Europss, há muitos modelos mais interessantes e gratuitos na Internet”, salientou.
O comportamento numa entrevista deve merecer uma atenção especial. “O modo de me sentar, os pormenores a ter em atenção no dia antes da entrevista, e depois no próprio dia. Há livros onde se explicam estas coisa e onde vamos buscar inspiração”, referiu Pedro Silva-Santos. Organizar bem o tempo nesses 30 dias é outra sugestão. “Tem que se saber o que se faz nos dias 1, 2 ou 3 e por aí fora, senão estou perdido. Depois de tratar da imagem é que posso contactar as empresas, pois se não for assim estou a ser só mais um candidato”, sublinhou.

Publicado em 'Mensageiro'.

19 março, 2015

Estudantes do IPB recebem dicas para "arranjar emprego em 30 dias"


Arranjar emprego em 30 dias. Este foi o desafio lançado ontem aos alunos do Instituto Politécnico de Bragança pelo director executivo da NOCTULA – Consultores em Ambiente.
Pedro Silva-Santos veio a Bragança dar dicas para quem procura trabalho e assegura que a criação de uma imagem na Internet é fundamental. “As pessoas têm que começar a desenvolver uma marca pessoas, todos nós temos uma marca pessoal, algumas sabem usá-las outras não. É possível conseguir emprego em 30 dias o segredo é sermos sistemáticos naquilo que estamos a fazer e sermos muito disciplinados”, afirma o responsável.
Pedro Silva-Santos lembra que um dos procedimentos para seleccionar candidatos é fazer uma pesquisa na Internet com o nome e o e-mail. Por isso, lembra que há cuidados a ter que são fundamentais para quem quer conseguir um emprego. “Uma entidade empregadora que coloca o teu nome no Google, o que é que encontra, é assustador na maior parte das vezes. Esse é o começo. A partir daí vamos começar a discutir redes sociais, o facebook, o linkedin, o Google+, a nossa assinatura de e-mail tem que ter a fotografia os contactos, o currículo deve ser o europass, não, há modelos na Internet mais interessantes que as pessoas podem utilizar”, enumera Pedro Silva-Santos.
Entre os estudantes que assistiram ao workshop “Como conseguir emprego em 30 dias” as perspectivas para arranjar trabalho não são animadoras. “Estou a tirar o mestrado, porque estou há dois anos desempregada e é uma forma de aumentar as possibilidades de arranjar emprego. Já tentei todos os meios possíveis e imaginários e não estou a conseguir encontrar saída nenhuma”, afirma Fátima Bento “Eu gostava muito de poder sair de Portugal para trabalhar, porque acho que em Portugal não está assim muito bom”, afirma Paula Alves, finalista do curso de Engenharia Biomédica.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

22 janeiro, 2015

Roteiro para promover o emprego jovem

O Instituto Português da Juventude está a desenvolver uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança de forma a criar um “Roteiro para a Empregabilidade”.
O director Norte do IPDJ explica que o objectivo é envolver empresas, associações juvenis e instituições de ensino neste projecto, de forma a ajudar os jovens desempregados a encontrar oportunidades de trabalho ou estágio. “Vamos tentar criar oportunidades, em conjunto com outras instituições, nomeadamente o Instituo de Emprego e Formação Profissional, as Associações Juvenis, as Instituições de Solidariredade Social e as empresas, no sentido de criar oportunidades para que estes jovens tenham estágio ou trabalho”, revela representante do IPDJ. Manuel Barros afirma que o desemprego de jovens qualificados é uma “preocupação” para o governo.
Além do “Roteiro para a empregabilidade”, estão a ser promovidas outras medidas de combate ao desemprego, como é o caso da “Garantia Jovem”.
O presidente da Associação Académica do IPB, uma das entidades envolvidas no roteiro, acredita que este projecto possa vir a fixar jovens estudantes ao distrito de Bragança. Ricardo Pinto lamenta que muitos jovens que escolhem o IPB para estudar, se vejam obrigados a regressar à sua terra natal devido ao desemprego. “Se pudermos ajudar para que os estudantes tenham, pelo menos, uma tentativa de se fixar na região e acabarem por ficar cá, seria muito bom para nós, para a cidade e para a região”, sublinha o estudante.
Além de ajudar a encontrar oportunidades de emprego, o “Roteiro para a Empregabilidade” promete incentivar os jovens a criar o próprio emprego.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

06 novembro, 2014

Jovens investem no agroalimentar e criam o próprio emprego


O agroalimentar está a revelar-se um setor de atracão para jovens que se lançam no mundo dos negócios, aproveitando recursos locais, como as ervas aromáticas, sabonetes artesanais, uma destilaria, produção assistida e clonagem de plantas ou produção de azeite.
Estes são apenas alguns dos bons exemplos que já estão no terreno e a trabalhar. Trata-se de um setor que está a despertar o interesse dos jovens “o que se vê pela quantidade de iniciativas que estamos a acompanhar”, referiu José Adriano, responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança.
O Gabinete do Empreendedorismo, criado há 5 anos, está a acompanhar 34 projetos, dos quais cerca de uma dezena são de agroalimentar, mas dispõe de outros ainda em carteira nas área do mel, azeite e hortaliças, todos à espera de fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
As já criadas implicaram mais de 1,9 milhões de euros e permitiram a ocupação de 79 pessoas, a maioria jovens licenciados que criaram o próprio emprego.
Entre as novas empresas contam-se a Terra Ger, foi financiada por uma ILE na área da gestão agrícola. Os licores Alma Penada, a Touchflours, produção agrícola e transformação de plantas aromáticas, associada à Pragmática Aromas, que tarta da comercialização; ou a Ruralnet comercialização de produtos agroalimentares, bem como a Olivadouro - produção agrícola de azeite.
“Muitas delas são de alunos do IPB. Por exemplo para a Deifil, conseguiu-se um PRODER no valor de cerca 150 mil euros”, explicou José Adriano.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

16 outubro, 2014

Duplo diploma para cursos de engenharia do IPB


Os alunos de Engenharia Civil do Instituto Politécnico de Bragança vão poder ter um duplo diploma, podendo formar-se também em Engenharia de Minas.
O presidente do IPB revela que vão assinar brevemente um protocolo com a Universidade de Léon, em Espanha, que permitirá aos alunos frequentar esta universidade e obter uma dupla formação.“A Universidade de Léon não tem Engenharia Civil e o Instituto Politécnico não tem Engenharia de Minas. Tem-se falado muito sobre um novo ressurgimento da actividade mineira na região, parece-nos que será um grande esforço para o IPB conseguir gerar, por si só, o curso nessa área com alguma qualidade.
Com este protocolo os alunos podem obter um duplo diploma”, revela Sobrinho Teixeira. Recentemente, o IPB assinou também um protocolo com a Universidade do Paraná, no Brasil, que permite o intercâmbio de alunos de vários cursos de engenharia e a obtenção de um diploma que permite o exercício da profissão no Brasil.
Sobrinho Teixeira acredita que estes protocolos podem traduzir-se num aumento da taxa de empregabilidade para os alunos dos cursos de engenharia.“Estamos também a constituir, não só para o mercado brasileiro mas também para o mercado espanhol, nacional e da lusofonia, uma maior abrangência em termos de empregabilidade para os diplomados do IPB”, considera o presidente da instituição.
Os primeiros alunos brasileiros que vão usufruir deste protocolo vão chegar ao IPB em Março do próximo ano. Já o protocolo com a Universidade de Léon deverá entrar em vigor a partir do próximo ano lectivo.

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09 outubro, 2014

Estudantes de Engenharia do IPB têm a vida facilitada para aceder à profissão


Desde segunda-feira que os cerca de 1300 alunos de engenharias do Instituto Politécnico de Bragança têm a possibilidade de mais facilmente acederem à profissão, depois da assinatura de um protocolo entre aquela instituição de ensino e a Ordem dos Engenheiros. O protocolo foi assinado no dia de engenharia no IPB.
De acordo com o presidente do instituto, Sobrinho Teixeira, vai permitir diversas vantagens aos estudantes, desde logo, a dispensa de um exame de acesso à Ordem. “O IPB vê este protocolo com muita satisfação porque, para além daquilo que já estava assumido para poderem ser admitidos na Ordem dos Engenheiros, ficou aqui prometida uma ação de formação para que os próprios alunos possam saber como se faz esse processo. É o reconhecimento da capacidade da engenharia que é ministrada aqui no Politécnico”, frisou.
Para além disso, “o protocolo também prevê ações conjuntas na promoção e divulgação da engenharia e na intervenção que a própria Ordem pode ter na elaboração dos curriculae dos cursos do Politécnico”. “Por outro lado, a Ordem também se compromete, ao nível das feiras de emprego, incluir o IPB nessa divulgação e ajudar, também, ao incremento da empregabilidade da engenharia portuguesa, que já é muito elevada e, deste modo, contribuirmos para que haja mais qualidade e mais alunos”, explicou ainda Sobrinho Teixeira.
O distrito de Bragança tem, atualmente, 350 engenheiros inscritos na Ordem, segundo dados divulgados pelo delegado regional, António Afonso, que acredita que ainda há capacidade de absorção do mercado de trabalho destes profissionais. Isso mesmo foi sublinhado, também, pelo diretor norte da Ordem, Fernando Santos, para quem os cerca de 150 diplomados que têm saído atualmente das universidades em engenharia civil, por exemplo, serão poucos para as necessidades que o país enfrentará a curto prazo, de 400 novos engenheiros por ano. “É uma situação sazonal. É evidente que não vai haver o boom da construção mas desenganese quem pense que em Portugal está tudo feito nessa área. Ferrovias, setor marítimo portuário e manutenção das infraestruturas já construídas são áreas que vão exigir muito da engenharia portuguesa. Aquilo que estamos a passar é um reequilíbrio. Passámos do 80 para o oito mas é natural que um terço da nossa capacidade possa atingir níveis que faça com que haja procura novamente. Face à necessidade a curto prazo de engenheiros, vamos passar de exportadores de engenheiros a importadores. Resta saber se os estrangeiros estão ao nível dos portugueses atualmente”, alertou.
No último ano, licenciaram-se cerca de 300 engenheiros no IPB mas Civil tem sido um dos cursos com menor procura. Apesar de não registar entradas pelo sistema nacional de acesso, tem 18 alunos fruto do sistema de captação de estudantes do IPB. Sobrinho Teixeira acredita que, a breve prazo, haverá uma recuperação no mercado de trabalho e, nessa altura, será uma “mais valia”, manter o curso aberto. Entretanto, a menor procura do mercado de trabalho vai alastrar- se, de acordo com Fernando Santos, a áreas como a engenharia mecânica e eletrotécnica, fruto do contágio do problema da construção. Mas áreas como as biotecnologias, novas tecnologias ou engenharias alimentares estão a ter grande sucesso.

Publicado em 'Mensageiro'.

01 outubro, 2014

Alunos do IPB colaboram com instituições na elaboração de candidaturas


Os alunos do Instituto Politécnico de Bragança vão colaborar com 20 instituições Particulares de Solidariedade Social na elaboração das candidaturas ao Programa de financiamento EDP Solidária Barragens.
O projecto foi apresentado ontem no IPB, de forma a mostrar aos estudantes quais os objectivos do projecto e de que forma podem ajudar as instituições a candidatarem-se. Para o Pró-presidente do IPB na área de Empreendedorismo e Inovação, José Adriano Pires, este protocolo estabelecido com a EDP é uma oportunidade para os alunos contactarem directamente com as instituições, o que poderá ser útil para o futuro profissional destes jovens. “É uma oportunidade para por os nossos alunos a trabalhar com as instituições e dar-lhes algum conhecimento da realidade prática e que no futuro poderá ser uma forma de abrir portas para o seu emprego”, salienta o Pró-presidente do IPB.
Além do IPB, o protocolo da Fundação EDP contempla ainda a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A Directora de Inovação Social da Fundação EDP, Margarida Pinto Correia, explica que o objectivo é testar este tipo de parcerias com instituições de ensino superior e estender o projecto a outras zonas do país. “Estamos a dar os primeiros passos. Nós sentimos esta mesma fragilidade dos projectos mesmo a nível nacional mas po que nós queremos é daqui crescer para o resto do país”, revela a responsável.
A inscrição das instituições para poderem ser ajudadas pelos estudantes terminou em Agosto, tendo sido submetidos 39 pedidos de apoio. Agora os jovens vão trabalhar nos projectos que podem ser candidatados ao programa EDP Solidária Barragens entre 20 de outubro e 7 de novembro. Os vencedores serão conhecidos em janeiro do próximo ano.

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13 agosto, 2014

Presidente do IPB defende aposta na indústria para fixar jovens na região


É preciso apostar no sector secundário e fazer crescer a indústria da região para poder fixar jovens no distrito de Bragança. Esta é a ideia defendida pelo presidente do Instituto Politécnico de Bragança.
Sobrinho Teixeira lamenta que milhares de estudantes do IPB que gostariam de ficar na região, se vejam obrigados a regressar às suas terras ou a emigrar quando terminam o curso, devido à falta de oportunidades de emprego.
O presidente do IPB acredita que a região tem condições para acolher empresas de sector industrial, danco como exemplo a Faurecia que está já instalada em Bragança.
Sobrinho Teixeira teme que a região não saiba aproveitar os fundos do novo quadro comunitário para o sector secundário, correndo o risco de ficar em desvantagem com outras regiões. Por isso entende que terá que haver uma responsabilidade política no sentido de mostrar às empresas as mais-valias desta região.
Preocupações demonstradas pelo Presidente do Instituto Politécnico de Bragança no Seminário “Os jovens e o emprego no interior: que futuro” que decorreu ontem em Bragança a propósito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.

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11 agosto, 2014

IPB tem novos laboratórios para ajudar a agricultura

Secretário de Estado presente na inauguração
Custou quase dois milhões de euros mas vai permitir aumentar a capacidade de investigação do instituto Politécnico de Bragança.
O Centro de Investigação de Montanha tem, agora, 850 metros quadrados de novas áreas laboratoriais, que, espera o seu coordenador, permita aumentar a produtividade dos cientistas do IPB. “Estas infraestruturas vão permitir aumentar ainda mais a produtividade do centro. Ou seja, a produtividade dos investigadores, que já é excelente, pode ser ainda mais incrementada com estes espaços. Vão permitir, também, acolher mais estudantes de doutoramento e mestrado, quer sejam nacionais ou estrangeiros. É fundamental para que o centro seja conhecido internacionalmente”, frisa Jaime Pires.
A inauguração das instalações foi apadrinhada pelo Secretário de Estado da Segurança Alimentar, Nuno Vieira e Brito. Estas novas instalações, situadas junta à Escola Superior Agrária de Bragança, abrem novos campos na investigação cujos resultados podem ser aplicados na agricultura local, sobretudo “nas áreas de solos e fertilidade, de cromatologia, química e microbiologia”. “São áreas base de toda a investigação que é necessário fazer em agricultura e ambiente. Investigação ao nível da composição química de plantas, determinação de nutrientes dos solos, identificação de micro-organismos. Investigações que acabam por ser aplicadas à agricultura”, frisou Jaime Pires.
As aplicações práticas são variadas. “Todos os produtos têm de ser caracterizados em termos químicos. Permite aos produtores saber o que estão a vender e certificar os seus produtos para serem vendidos no estrangeiro. Permite, além disso, formas e metodologias de certificação”, sublinhou.
Para além disso, existem diversas análises que anteriormente tinham de ser feitas fora do país e que já podem ser efetuadas no IPB. “Há um acréscimo na qualidade dos equipamentos, o que vai permitir fazer outras análises, que antes eram feitas noutros locais, como Salamanca”, sublinhou o mesmo responsável.
Jaime Pires espera, ainda, que o aumento de produtividade permita, também, aumentar a força de trabalho, com a criação de mais empregos.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

27 junho, 2014

Politécnico de Bragança aposta na formação na fileira oleícola


A atividade cientifica da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (ESA/IBP) na fileira oleícola "tem vindo a aumentar significativamente" nos últimos anos, quer pela qualificação do corpo docente, quer pela "'melhoria dos meios materiais", quer, ainda, pela "participação dos docentes" em projetos e redes de investigação mais vastas, garante o presidente da ESA/IPB, Albino Bento. Estão, aliás, "em curso 11 projetos de investigação e desenvolvimento", sendo de destacar os programas PTDC (FCT), PRODER, POCTEP e Conselho Oleícola Internacional, projetos esses que cobrem "toda a fileira".
Em declarações à Vida Económica/Agronews, Albino Bento ainda explica que, neste âmbito do setor do azeite, a ESA/IPB também tem desenvolvido "inúmeras ações ligadas ao ensino, investigação e apoio à comunidade", nomeadamente em parceria com o Instituto Superior de Agronomia da UTL, com o qual lecionaram o mestrado em Olivicultura, Azeite e Azeitona de Mesa.
De igual modo, acrescenta Albino Bento, em parceria com a Universidad Politécnica de Madrid, a Universidade Florença e a Universidade de Ghant, a ESA/IPB desenvolveram e lecionaram o 'intensive programm' "Advanced Topics in Integrated Pest Management", no âmbito do qual "'foram concluídas 16 dissertações de mestrado e oito teses de doutoramento por docentes ou estudantes da ESA/IPB".
Ainda no domínio da atividade cientifica e de investigação na fileira da oliveira, Albino Bento realça que "é relevante no respeitante ao número de trabalhos publicados em revistas internacionais e nacionais com 'referee', em 'proceedings', atas de reuniões cientificas e congressos (12 livros e capítulos em livros, 80 artigos em revistas internacionais com 'referre', 20 artigos em revistas nacionais com 'referre', 36 artigos em atas de congressos internacionais, 38 artigos em atas de congressos nacionais e 22 documentos de divulgação técnica).
Por fim, o presidente da ESA/IPB faz ainda questão de realçar o "apoio à comunidade'" prestado pela Escola que dirige, com "várias atividades desenvolvidas"', nomeadamente no apoio técnico e estudos (aproveitamento hidroagrícola do Planalto Noroeste de Mirandela, DOP Douro, DOP Azeitona de mesa, etc.), análises laboratoriais e a realização de eventos técnico- científicos.

Publicado em 'VidaEconomica'.

03 junho, 2014