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15 abril, 2016

Já não é coincidência, o nosso é mesmo o melhor Politécnico do país




Não há engano possível, o IPB é mesmo o melhor Instituto Politécnico do país, de acordo com um ranking anual publicado pela própria União Europeia, o U-Multirank.
O Instituto Politécnico de Bragança foi considerada, pelo terceiro ano consecutivo, a sétima melhor instituição de Ensino Superior em Portugal (este ano entre 27 avaliadas), sendo o Politécnico mais bem classificado. “Este resultado traduz, por um lado, a consistência da instituição. Pode ter causado alguma surpresa, não das pessoas da instituição, mas há sempre aquele ranking de perceções que é que tudo o que está relacionado com o Interior não pode ser bom”, destacou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, ao Mensageiro. Este é um ranking promovido e financiado pela União Europeia, tendo a edição de 2016 avaliado e seriado mais de 1300 Instituições de Ensino Superior em todo Mundo.
As instituições são avaliadas através de 31 indicadores, agrupados em cinco áreas de intervenção: ensino, investigação, transferência de conhecimento, internacionalização e envolvimento regional.
O ranking das instituições é estabelecido de acordo com o número de classificações com a pontuação máxima (categoria A) nos 31 indicadores avaliados. “É uma satisfação grande. Somos a única instituição do Interior presente no top10. Estamos numa posição logo a seguir às universidades clássicas e à frente de muitas outras universidades. É um motivo de satisfação para toda a academia. Mas é um prémio também para a região. Se não tivéssemos esta envolvência com a região, se não tivessemos uma perceção de uma capacidade de acolhimento e diversidade cultural grande como os alunos estrangeiros, também motivo de orgulho pela diversidade cultural, não estaríamos nesta posição”, sublinhou o presidente do IPB, considerando que é “uma vitória coletiva”, pelo que faz questão de “manifestar um agradecimento à casa e à região”.

Esta avaliação positiva já se tem traduzido num aumento de procura, sobretudo por parte de alunos estrangeiros.
“A nível interno, o estigma de estar longe de Lisboa e no Interior é terrível. Vencer este estigma está a ser um trabalho grande. Esta realidade, por três anos consecutivos, começa a dar a ideia de que esta é uma realidade consolidada. A nível internacional, é um fator de sucesso na captação de alunos”, explica o responsável da instituição. “Os alunos de fora da lusofonia escolhem o nosso país pela mais valia de terem um diploma que pode ser apresentado em todos os países que falam português. Depois analisam a instituição. Aí, avaliam, por um lado, a qualidade da instituição, que se mede pelos rankings internacionais, que dão uma ideia da qualidade do IPB. Essas pessoas não questionam o facto de estarmos a 500 quilómetros de Lisboa. Não ponderam ir para uma instituição pior só por estar mais perto da capital. Não há essa visão centralista”, nota. “Por outro lado, é o facto de termos uma relação custo/qualidade de vida favorável, para além da segurança que existe nas nossas cidades”, destaca Sobrinho Teixeira.
Esta presença nos lugares cimeiros dos rankings, quer este quer o que avalia a investigação e onde o IPB tem, também, uma posição de destaque, têm provocado um aumento de alunos estrangeiros. “São cerca de 20 por cento e a crescer”, revelou. E o futuro começa a ficar acautelado: “Iremos abrir mais cursos em língua inglesa, nomeadamente na área da saúde, que começam a ter cada vez mais procura”.
Para além disso, a parceria com a Faurecia é cada vez mais estreita. Para além de intercâmbio de alunos e professores, existe a ideia de “uma escola de linha que estude os processos de produção clean, limpa, sem desperdícios ao longo do processo de fabrico, para que não tenha desperdícios de tempo, rejeições de material”. “O objetivo é tornar as empresas competitivas e trabalhar praticamente sem stocks, avançou Sobrinho Teixeira, que aposta, por outro lado, “na valorização dos produtos locais”.

Publicado em 'Mensageiro'.

13 abril, 2016

Um Espaço Internacional

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é uma instituição de ensino superior de referência a nível nacional, com forte aposta na internacionalização, contando neste momento com estudantes estrangeiros de mais de 60 nacionalidades

Publicado em 'Revista Forum Estudante de Abril 2016'.

08 abril, 2016

IPB considerado o melhor politécnico do país pelo terceiro ano


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foi pelo terceiro ano consecutivo distinguido como o melhor politécnico de Portugal.
O IPB é ainda o único politécnico e instituição de ensino superior do interior do país que surge no top 10 do ranking internacional U-Multirank, uma lista elaborada e financiada pela União Europeia, que este ano avaliou 1300 instituições de ensino.
Para o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, este reconhecimento é resultado do trabalho realizado dentro e fora da instituição. “Para nós é extremamente importante. Desde que começou o ranking, o IPB situou-se no primeiro lugar entre os politécnicos a nível nacional, temos integrado sistematicamente o top 10 desse ranking, aliás este ano é o único politécnico e a única instituição de interior que se encontra entre os 10 melhores”, salienta.
Nos 5 itens avaliados, o IPB tem uma boa classificação a nível da investigação, da internacionalização e do envolvimento regional. Para o presidente do IPB a classificação conseguida “dá ideia da capacidade e sobretudo da solidez” da instituição. O IPB ocupa a sétima posição deste ranking cujos resultados foram conhecidos esta semana. Um lugar que, de acordo com Sobrinho Teixeira, se deve não só à instituição. “Acho que isto não e um prémio só nosso, é um prémio também de toda a região”, porque não seria possível “ter esta capacidade de internacionalização se não tivéssemos um envolvente as cidades em que o instituto está implantado que acomodassem essa capacidade, nem de envolvimento regional se a região não quisesse e não estivesse a trabalhar connosco nesse sentido”, frisa o responsável.
Pelo terceiro ano consecutivo o IPB, com escolas em Bragança e Mirandela, a ser considerado o melhor politécnico nacional por um ranking da União Europeia.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

04 fevereiro, 2016

IPB cobra as propinas mais baixas do país


O valor máximo das propinas pode aumentar para 1.068 euros a partir de setembro, se assim entenderem as universidades e politécnicos, pois cada instituição tem autonomia para decidir.
A taxa da inflação e a subida do salário mínimo levam um aumento de cinco euros da propina máxima e de 32,5 euros da mínima. A propina máxima atual ronda os 1.063 euros. No entanto, o Instituto Politécnico de Bragança cobra as propinas mais baixas do país, estando atualmente na ordem dos 810 euros no caso das licenciaturas.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, explicou, em Bragança, na passada quinta-feira, que o governo não tem qualquer intervenção no aumento das propinas, uma vez que a questão “é simples, normal, perfeitamente regulada e fixada todos os anos em função da riqueza produzida”, referiu Manuel Heitor.

Publicado em 'Mensageiro'.

03 fevereiro, 2016

Cabo Verdiana conquista titulo de melhor aluna

Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança
A estudante Cabo Verdiana da ilha do Sal - Santa Maria, Suellen Brito, conquistou no passado dia 28 de Janeiro o titulo de melhor aluna do CET de Técnico de Laboratório da Escola de saúde em Bragança, Portugal.
Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança, estando neste momento, no primeiro ano do curso superior de Ciências Biomédicas Laboratoriais.
A jovem estudante afirma que decidiu ir estudar em Portugal em Bragança devido às oportunidades que a cooperação existente entre Bragança e a ilha do Sal favorecem para os jovens da ilha, e que outro grande fator que a levou a tomar esta decisão foi pelo fato de que vários amigos estudantes lhe terem dito que o nível de vida ali seria de baixo custo.
Suellen hoje para além de ter constatado o que os colegas e amigos tinham afirmado relativamente à qualidade de vida estudantil em Bragança, ela também reconhece que a Escola superior de Bragança, é uma instituição de grande valor no qual a mesma afirma ser uma das melhores do país.

Publicado em 'Ocean Press'.

01 fevereiro, 2016

Edifíco da ESACT de Mirandela inaugurado, após 20 anos em instalações provisórias


A Câmara de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança “estão de parabéns pela parceria que permitiu a conclusão do novo campus da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela”. Declarações do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ontem, na cerimónia de inauguração do novo edifício da ESACT.
Manuel Heitor sublinha que este investimento “vem dar uma nova centralidade à região e reforçar o conhecimento”, que diz ser uma aposta estratégica que o ministério que tutela pretende implementar. Manuel Heitor presidiu à inauguração do novo edifício da ESACT de Mirandela, que acontece depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias.
“É o fim de um longo calvário, mas também um novo desafio de consolidação e de afirmação da maior escola desconcentrada do país”. É assim que o presidente do Instituto Politécnico de Bragança caracteriza o dia de inauguração do novo campus da ESACT de Mirandela. Sobrinho Teixeira entende que esta obra “é um claro exemplo de como a persistência e a teimosia de uma região pode dar frutos”.
O novo campus custou cerca de 5 milhões de euros, financiado, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento suportados pelo Município, que também cedeu o terreno. Há que contar ainda com mais um milhão de euros de investimento, por parte do IPB, no mobiliário e no equipamento.
O presidente da câmara de Mirandela não esconde a felicidade com esta inauguração, sublinhando que “não houve qualquer apoio estatal”. António Branco não tem dúvidas que se trata de “um dos maiores investimentos alguma vez efectuado em Mirandela” e garante que não está arrependido do esforço financeiro que foi necessário para concretizar a nova escola. Também José Silvano sente orgulho em ter feito parte deste longo processo. O deputado do PSD e antigo presidente do Município de Mirandela recorda que esta foi uma luta “muitas vezes incompreendida por muita gente”.
Apesar de ter sido inaugurada, os alunos da ESACT só devem poder estrear as novas instalações, no início do mês de Março, altura em que Sobrinho Teixeira perspectiva que esteja completa a instalação de todo o mobiliário e equipamento. A nova escola da ESACT só vai abrir as portas no mês de Março. Depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias, no centro cultural e no antigo edifício da PT, a escola vai ter finalmente casa nova. A ESACT começou como pólo do IPB, em 1996, com 70 alunos. Passou a escola autónoma, em 1999, e conta agora com 1100 alunos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 janeiro, 2016

Ministro do Ensino Superior almoçou com estudantes estrangeiros no IPB

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor esteve hoje de visita ao distrito de Bragança, e em particular ao Instituto Politécnico.
Depois de ter reunido com representantes da instituição de ensino, esta manhã em Bragança, almoçou com estudantes estrangeiros. O ministro foi recebido na cantina do Instituto Politécnico de Bragança por 10 dos cerca de 1400 alunos estrangeiros que frequentam a instituição, através de vários programas e protocolos de intercâmbio estabelecidos com instituições de ensino superior de todo o mundo. Manuel Heitor fez questão de perguntar aos estudantes os motivos pelos quais escolheram Portugal e, em particular, Bragança para estudar e até qual o seu prato português favorito, obtendo respostas como “francesinha” ou “bacalhau”, por parte dos estudantes.
Depois falou com os dois estudantes sírios que frequentam actualmente o Instituto Politécnico, pedindo-lhe sugestões sobre a forma como deve ser feito o acolhimento dos estudantes, e em particular dos refugiados. Rami Arafah, de 27 anos, contou que foi muito bem acolhido. Os estudante e garante que não está arrependido de ter escolhido Portugal para prosseguir os seus estudos.“Prefiro Portugal pela cultura deste país. Estou feliz por ter escolhido Portugal. Fomos muito bem acolhidos e sabíamos que seríamos aceites muito rapidamente. O processo da vinda para Portugal fui muito bom e durou apenas 10 dias. Foi muito rápido”, frisou o jovem.
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior elogiou o desempenho do Instituto Politécnico de Bragança e a forma como acolhe os alunos estrangeiros. Manuel Heitor não tem dúvidas que o ensino superior é uma boa forma de fixar pessoas no interior do país, sendo Bragança um bom exemplo disso.“ Mais do que regiões do litoral ou regiões do interior, temos regiões com mais conhecimento e menos conhecimento, acima de tudo, o conhecimento é a melhor forma de capacitar as regiões e de atrair pessoas. O Instituto Politécnico de Bragança é certamente um caso de sucesso, que tem condições específicas, tendo de ser muito bem percebidas e valorizadas”, sublinhou o governante.
Já ao final da tarde, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior presidiu à inauguração da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela. De regresso a Bragança, o ministro protagonizou o primeiro Laboratório de Participação Pública intitulado «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento, que pretende envolver toda a comunidade na apresentação de ideias que promovam a investigação e inovação. A sessão decorre esta noite no Teatro Municipal de Bragança, com o encerramento previsto para as 23 horas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

28 janeiro, 2016

Ministro do Ensino Superior visita hoje o IPB e inaugura ESACT de Mirandela


O Ministro da Ciência, Tecnologia e ensino Superior vista hoje o Instituto Politécnico de Bragança. Um dos pontos altos da visita é a inauguração da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela, marcada para as 18 horas.
Antes disso, Manuel Heitor vai almoçar com estudantes sírios em Bragança, na cantina do Instituto Politécnico. E à noite o teatro da capital de distrito é o local escolhido para o inicio dos “Laboratórios de Participação Pública”, uma iniciativa que vai percorrer o país, com o objectivo de “estimular o envolvimento público na construção de agendas de investigação e inovação e no debate de políticas públicas para a ciência e tecnologia e a difusão do conhecimento”, informou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, numa nota enviada à comunicação social.
O primeiro Laboratório de Participação Pública intitula-se «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento» e realiza-se em estreita colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança, a Câmara Municipal de Bragança e a Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 dezembro, 2015

Desemprego jovem aumenta procura de cursos de Agronomia


O aumento do desemprego entre os jovens está a levar a um crescimento da procura de cursos da área de Agronomia, adiantou o Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que participou no I Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias (CNESA), que decorreu quarta e quinta-feira em Bragança. Joaquim Mourato admitiu que durante uns anos “estes cursos tiveram uma quebra na procura, mas nos últimos dois anos estamos a ter sinais de uma quebra e um abrandamento em algumas áreas das Ciências Agrárias”. A retoma na procura dá um sinal de esperança aos responsáveis das Escolas Superiores Agrárias que acreditam que “a agricultura e a pecuária vão melhorar e surgirão muitos projetos inovadores que darão lugar a empresas e permitirão criar emprego”, destacou o presidente do CCISP. “Onde há emprego obviamente há procura e o ensino superior vai beneficiar desse crescimento”, realçou.

Oito Agrárias no debate
O I Congresso juntou em Bragança oito escolas superiores agrárias do país e mais de 200 investigadores, o que confirma a importância crescente da agricultura e a vitalidade das instituições de ensino superior que driblaram a crise. Nos anos 80 e 90 houve uma quebra acentuadíssima no setor da agricultura e consequentemente a procura caiu.
Os cursos de Agronomia não captam muitos alunos do Concurso Nacional de Acesso, todavia atraem o público adulto, “que completam as vagas disponíveis”, reconheceu o responsável do CCISP, que defendeu que as escolas superiores agrárias deviam disponibilizar cursos de doutoramento.
Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) notou que os dados disponibilizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional indicam que os jovens licenciados nas área da Agronomia têm das mais baixas taxas de desemprego, na ordem dos 3%. “A agricultura revelou-se nestes anos de crise uma reserva estratégica nacional e uma das áreas que mais exportou”, destacou. O presidente do IPB considera que é preciso fazer uma mudança de paradigma, porque os jovens quando saem do 12º ano “dificilmente escolhem a área agrícola porque têm a ideia dos agricultores com mais de 60 anos e é uma vida que não querem”. Acabam por mudar de opinião “quando frequentam os cursos de especialização tecnológica e os cursos superiores profissionais, que os levam a mudar as escolhas e voltam-se para a área agícola”.

“É preciso inteligência para desenvolver a agricultura”
O anterior secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou no congresso, considera que o momento atual “é crucial” para a agricultura transmontana “por se estar na fase apoios comunitários”, pelo que sugere a definição de estratégias de desenvolvimento em áreas fundamentais como o azeite, a transformação de produtos locais à base de raças autóctones, os vinhos, castanha e frutos secos.
“Estes setores têm cada vez mais atração dos mercados internacionais e maior procura, além de que é preciso aproveitar a ideia da alimentação saudável”, sublinhou Nuno Vieira e Brito, que defende que além de criar escala é preciso apostar “na inovação e na transformação”. O setor creceu nos últimos anos. “Há fundos, agora é preciso inteligência para desenvolver a agricultura e o setor agro-alimentar, criando pequenas empresas, produzir bem e comercializar melhor”, referiu. Nuno Vieira e Brito acredita que a agricultura pode absorver jovens qualificados que se forma em cursos de Agronomia.

Publicado em 'Mensageiro'.

04 dezembro, 2015

Inovação em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Agrárias


A investigação e a inovação no sector primário estiveram em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Superiores Agrárias que decorreu em Bragança no Instituto Politécnico.
Mais de duas centenas de instigadores participaram na iniciativa onde foram apresentados vários trabalhos de investigação desenvolvidos nas 8 escolas superiores agrárias do País.
Um deles foi o projecto de uma das equipas que trabalha no Centro de Investigação e Montanha do IPB na área agroalimentar. Produzir corantes e conservantes a partir de plantas e cogumelos para eliminar ou reduzir os níveis de toxicidade que os químicos tradicionais apresentam nos alimentos tem sido o trabalho desenvolvido nos últimos anos. “Começámos a fazer estudos de aplicação de algumas plantas e cogumelos que se revelaram mais promissoras, para as incorporar em alimentos para substituir aditivos químicos, como corantes e conservantes”, esclarece a investigadora Isabel Ferreira.
Albino Bento, presidente da Agrária de Bragança e membro da organização do evento defende que o sector primário é bastante inovador actualmente, o que se deve em grande parte ao trabalho de investigação desenvolvido nas escolas superiores. “Os politécnicos têm a sua quota parte de responsabilidade na inovação no sector agroalimentar e têm uma dimensão apreciável no contexto professores e investigadores que trabalha no país”, salienta.
Dentro de dois anos os representantes e investigadores das escolas superiores agrárias nacionais vão reunir-se novamente, o próximo congresso será em Portalegre.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

19 outubro, 2015

Alunos Estrangeiros

Instituto Politécnico de Bragança acolhe 4 alunos sírios ao abrigo da Plataforma de Assistência

Exibido em 'RTP Jornal da Tarde 18 outubro 2015'.

09 outubro, 2015

Ensino superior é uma realidade em Valpaços

O ensino superior é já uma realidade no concelho de Valpaços. O curso Técnico Superior Profissional de Viticultura e Enologia tem 25 alunos inscritos e o ano lectivo arrancou esta segunda-feira, 5 de Outubro.
Teve lugar no auditório da Casa do Vinho a cerimónia de início do ano lectivo 2015/2016, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida.
No dia que ficou marcado pelo concretizar de um objectivo há muito esperado pelo executivo municipal, Francisco Pavão, Presidente da CVRTM – Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, parabenizou o Município Valpacense e o IPB – Instituto Politécnico de Bragança – pela parceria e objectivo alcançado, estando certo que o curso “vai melhorar o sector no concelho e na região”.
Albino Bento, director da Escola Superior Agrária do IPB, também se mostrou satisfeito pelo curso que tem como base lectiva 20 horas semanais, com quatro horas diárias, durante o período da tarde. “É um curso muito específico para quem se quer dedicar ao sector, que abrange uma formação muito completa”, referiu, apresentado João Verdial como coordenador do Curso Técnico Superior Profissional de Viticultura e Enologia, em Valpaços.
João Sobrinho Teixeira, Presidente do IPB, enalteceu a aposta arrojada do Município liderado por Amílcar Almeida na concretização do curso, parabenizando todos os envolvidos. O responsável falou da instituição, que está entre as melhores do país, e que o leccionar do curso em Valpaços pode ser “um motor para atenuar as diferenças regionais”.
Da parte da Junta de Freguesia de Valpaços e Sanfins, Arnaldo Mourão mostrou disponibilidade total da parte daquela instituição para que o início do ensino superior na cidade decorra da melhor forma.
Amílcar Almeida não podia estar mais satisfeito por mais uma “batalha ganha”. “Hoje é um dia histórico para Valpaços. Recebemos o ensino superior e num sector que tanto nos diz. Temos feito tudo em prol do sector primário, nomeadamente no sector vitivinícola e aqui está mais uma prova”. Além de elencar uma série de iniciativas levadas a cabo nesse sentido pelo executivo camarário desde que tomou posse, o Presidente da Câmara Municipal de Valpaços levantou o véu a outros projectos que estão em cima da mesa no que toca a formação e falou do aproveitamento de outras instalações públicas ao serviço dos mesmos.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais são uma nova formação com duração de dois anos, que incluem seis meses de estágio numa empresa. São cursos de Nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, que conferem o Diploma de Técnico Superior Profissional.
Os alunos que frequentem estes cursos têm a mesma oferta e vantagens que os estudantes de uma licenciatura ou mestrado nomeadamente ao nível da acção social e da obtenção de bolsas.
A nova formação permite o desenvolvimento de competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional. A integração em contexto de trabalho é feita de imediato, através do estágio, o que representa um maior potencial de empregabilidade.
Valpaços, um concelho por excelência dedicado à produção de vinho de qualidade, recebe, assim, um curso que tem em conta a realidade da região. Uma aposta no futuro com vista a fixar população, criar dinamismo económico e maior qualidade de vida.
As aulas têm lugar na Casa do Vinho, em Valpaços.

Publicado em 'Município de Valpaços'.

07 julho, 2015

Ensino superior regressa a Chaves

São cinco cursos técnicos superiores profissionais que permitem o desenvolvimento de competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional.
 O Instituto Politécnico de Bragança vai ministrar em Chaves cinco Cursos Técnicos Superiores Profissionais, já no próximo ano lectivo. É o regresso do ensino superior à cidade, após o encerramento do Pólo da Universidade de Trás-os-Montes.

Para o presidente da autarquia, António Cabeleira, “a vinda do IPB para Chaves reveste-se de uma importância significativa”, na medida em que vai “formar profissionais para ajudar a estruturar o mercado de trabalho local”.
Já o presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, justifica a aposta em Chaves como forma de contribuir para o desenvolvimento de toda a região de Trás-os-Montes.
“É a nossa missão. Não podemos reclamar sobre o centralismo de Lisboa e depois não termos essa abrangência em relação à região”, frisa. Para a promoção do Ensino Superior e Profissional do Alto Tâmega foi assinado um protocolo que envolve o Instituto Politécnico de Bragança, o Município de Chaves, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, a Escola Profissional de Chaves, o Agrupamento Fernão de Magalhães, o Agrupamento António Granjo, o Agrupamento Dr. Júlio Martins e a Associação Empresarial do Alto Tâmega.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais são uma nova formação com duração de dois anos, que incluem seis meses de estágio numa empresa. São cursos de Nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, que conferem o Diploma de Técnico Superior Profissional.
Os alunos que os frequentem estes cursos superiores têm mesma oferta e vantagens que os estudantes de uma licenciatura ou mestrado nomeadamente ao nível da acção social e da obtenção de bolsas.
A nova formação permite o desenvolvimento de competências técnicas específicas para iniciar uma actividade profissional. A integração em contexto de trabalho é feita de imediato, através do estágio, o que representa um maior potencial de empregabilidade.

“População só se fixa com emprego”
Os cursos a ministrar em Chaves têm em conta a realidade do Alto Tâmega e visam “captar jovens da região, mas, sobretudo, captar jovens do litoral para o interior”, refere o presidente do IPB.
Para Sobrinho Teixeira, “o fenómeno da inversão da demografia ou a redução do flagelo da demografia” faz-se também “trazendo jovens” a Chaves, fazendo-os acreditar que “vale a pena viver em Chaves” e que “Trás-os-Montes é uma aposta no futuro, quer em termos de dinamismo económico, quer em termos e qualidade de vida”.
“O IPB teve de ir à procura de estágios e foi à procura de empresas e/ou organizações que existem na região. Isto significa que um jovem de Chaves, que ama a sua terra e quer ficar aqui, frequentando este curso, tem uma grande probabilidade de encontrar aqui emprego. E um jovem fora de Chaves, que aqui vem estudar, tem a probabilidade de encontrar aqui emprego”, refere o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes.
“Alguns destes jovens vão ter oportunidade de trabalhar em Chaves, e isso é importante”, diz Cabeleira, realçando que “é preciso fixar população” e que “a população só se fixa com emprego”.

Publicado em 'Rádio Renascença'.

14 maio, 2015

O melhor do país é para todos


Já há muito se sabe que o Instituto Politécnico de Bragança é o melhor IP do país. José Ferreira, Secretário de Estado do Ensino Superior, fez questão de o reafirmar, momentos antes de tomar parte na corrida “IPB for All”, uma iniciativa daquele instituto, inserida na semana ERASMUS, que pretende “promover a integração dos estudantes e restantes residentes de nacionalidade estrangeira na comunidade académica do IPB e na região”.
A corrida iniciou-se na Escola Superior de Educação e passou pelo centro da cidade de Bragança, contando com a participação de estudantes, docentes e colaboradores nacionais e internacionais no IPB, além de alguns habitantes da região. No final, para além da cerimónia de entrega de prémios, houve um churrasco-convívio.

Publicado em 'Mensageiro'.

Novos cursos profissionais “terão empregabilidade muito alta”


 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai propor a criação de 31 cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP), um novo modelo que entrará em vigor no próximo ano lectivo. Tratam- se de cursos que, segundo o secretário de Estado da Educação, José Ferreira Gomes, “terão grande empregabilidade” por serem criados em proximidade entre as instituições do ensino superior e as empresas.
O envolvimento do sector empresarial e das escolas secundárias e profissionais acabam, destacou o governante, por levar os politécnicos “a criar cursos direcionados para os interesses do mercado de trabalho e de acordo com a economia da região”, afirmou durante uma sessão de esclarecimento sobre os TeSP, realizada no IPB na passada quinta-feira.
Os TePS têm duração de dois anos - com uma forte componente técnica dirigida para o posto de trabalho - e meio ano de estágio integrado. Sendo possível, após a sua conclusão, prosseguir estudos para a licenciatura. “Não tenho dúvidas que as primeiras gerações de alunos têm emprego garantido “, sublinhou José Ferreira Gomes.
Convencido do sucesso deste modelo, o secretário de Estado disse que “é uma nova forma de estar no ensino superior, onde há a preocupação de entrada rápida no mercado de trabalho” indo de encontro aos anseios dos jovens e das famílias.
A criação destes cursos não implica o encerramento de licenciaturas nos institutos politécnicos que os irão desenvolver, mas acaba com os Cursos de Especialização Tecnológica. No IPB eram 36, com a duração de um ano. “Os TeSP são muito dirigidos aos estudantes do ensino profissional, no secundário, porque estes alunos têm mais dificuldade em entrar diretamente numa licenciatura. Estamos a oferecer-lhe a possibilidade de tirar um curso vocacionado para entrar no mercado de trabalho. Os estudos referem que 40% destes jovens gostavam de prosseguir estudos, como têm mais dificuldade entrar nas licenciaturas, agora estamos a oferecer estes novos cursos”, afirmou José Ferreira Gomes.
Por estar em causa uma modalidade nova de ensino superior têm surgido algumas questões por todo o país, que o governante tem vindo a esclarecer. “Surgiram dúvidas e incompreensões”, daí que seja necessário esclarecer o que vai mudar.
Os TePS foram criados a título experimental este ano lectivo, com 94 cursos em vários politécnicos, com capacidade para 2700 alunos, mas nem todos funcionaram. “Porque foram aprovados tarde”, esclareceu.
Para o próximo ano lectivo foram submetidos a aprovação cerca de 500 cursos a nível nacional, que podem permitir a entrada de 15 mil alunos.
No IPB serão privilegiadas as TIC e as Ciências Agrárias, ainda que os novos cursos “cubram todas as áreas da instituição”, garantiu Sobrinho Teixeira, presidente do politécnico brigantino. O IPB vai ministrar os TeSP em Bragança, Mirandela, Mogadouro, Valpaços, Régua, Amarante, Santo Tirso, Guimarães e Chaves.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

12 maio, 2015

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. "Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação - uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico - fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural". Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, "os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas" Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, "o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego". Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, "traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria", advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa - existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) - permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: "Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros", afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, "iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos". No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO
 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT - Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, "foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo". E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. "O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho... um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc "
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, "sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país".

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. "A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global".

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, "muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo".
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. "temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo".
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos "quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial".
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. "Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor", finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.


Bragança: Um exemplo de Sucesso
 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. "Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu". Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. "Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade". Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia". Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a "dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região".
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: "Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita".
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. "Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia - disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento", afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.


Mirandela: Futuro sustentável
 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente...
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública - de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública - imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades...

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em 'País Positivo' nº 80.

08 maio, 2015

Novos cursos TESP do IPB com emprego "praticamente garantido"

O Instituto Politécnico de Bragança pretende abrir 31 Cursos Técnicos Superiores Profissionais no próximo ano lectivo.
Dois deles já estão aprovados pela Direção-Geral do Ensino Superior, nomeadamente o de Gestão de Vendas e Marketing e Educação Ambiental.
Estes cursos, com a duração de 2 anos, incluem um estágio numa empresa ou instituição. O Secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, que veio ontem ao IPB participar numa sessão de esclarecimento sobre estes cursos, está convicto de que os alunos que os frequentarem, podem contar com emprego praticamente garantido. “Como as empresas estão envolvidas, os institutos politécnicos acabam por ter de criar os cursos relacionados com as empresas, ou seja, não vão criar cursos que estejam fora do interesse e da economia da região. Este vai ser o grande valor destes cursos e, seguramente que, principalmente as primeiras gerações, ou seja, os alunos que vão entrar em Outubro, têm o futuro praticamente garantido”, assegura o secretário de Estado.
O IPB tinha 36 Cursos de Especialização Tecnológica (CETS), que são extintos com a criação dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais. Os novos cursos vão ser ministrados em Bragança, Mirandela, Mogadouro,Valpaços, Chaves, Régua, Amarante, Santo Tirso e Guimarães.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, salienta o trabalho em rede que vai existir entre o IPB e as escolas profissionais e secundárias e que vai permitir, por exemplo, a partilha de recursos materiais e humanos. “É uma rede que pode incorporar também recursos materiais e humanos das escolas secundárias e profissionais. Isto quer dizer que os professores também podem incorporar estes cursos. Será uma forma também de irmos ao encontro de algumas situações que a região está a ter de professores com horário zero”, revela Sobrinho Teixeira.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais conferem acreditação de um ano nas licenciaturas. Os CETS do Instituto Politécnico tinham cerca de mil alunos inscritos, um número que a instituição espera manter nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.