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03 março, 2016

IPB alarga Programa Erasmus à Europa Oriental e Sul do Mediterrâneo


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai alargar o raio de acção do Programa Erasmus, desta feita a países de fora da União Europeia, nomeadamente da Europa Oriental, como Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia, e do Sul do Mediterrâneo, nomeadamente Argélia, Marrocos e Tunísia.
Este novo projeto de cooperação representa mais 70 estudantes estrangeiros em Bragança e 50 docentes em mobilidade. “O IPB ganhou a candidatura nestes países”, explicou Luís Pais, vice-presidente do IPB, à margem do primeiro encontro cuja abertura teve lugar na passada segunda-feira, com a presença de 30 docentes de vários países. Atualmente a instituição tem cerca de 1200 alunos de mais de 60 países. O projeto Erasmus+ ICM consolida o programa de internacionalização do Instituto Politécnico onde 16% dos estudantes possuem nacionalidade não portuguesa “É um projeto Erasmus especial, cujo objetivo é suportar a mobilidade de estudantes e docentes, que permite a dupla diplomação, que requerem uma cooperação mais intensa entre as instituições envolvidas”, referiu Luís Pais.
Ao abrigo este programa vêm vários alunos de mestrado, na maioria dos casos já concluíram o primeiro ano nas instituições de origem, para frequentar sete programas lecionados em inglês. “São alunos que estão a realizar a sua tese de mestrado em coorientação com professores das instituições de origem. Esta é a novidade de projeto, o maior entrosamento e cooperação entre o IPB e as instituições estrangeiras”, acrescentou o responsável. O projeto aprovado para o Instituto Politécnico de Bragança prevê a estadia dos estudantes não-comunitários durante um ano letivo e a obtenção do duplo diploma no IPB em diversas áreas, incluindo as Engenharias (Engenharia Biotecnológica, Civil, Informática, Mecânica e Química), a Gestão (Gestão de Negócios Internacionais e Gestão de Empresas) e as Ciências Agrárias (Gestão de Recursos Florestais).
A candidatura do IPB obteve a melhor avaliação por parte da Agência Nacional Erasmus+, tendo recebido um financiamento de cerca de seiscentos mil Euros para a mobilidade destes estudantes, professores e colaboradores no ano letivo de 2015/2016.
Encontram-se atualmente em Bragança 58 estudantes destes países para mobilidade internacional e obtenção de duplo diploma de licenciatura e de mestrado. Cerca de 90% fluxos de mobilidade serão de recepção de alunos estrangeiros e 10% são de envio de estudantes do IPB para esses países. “A partir de 2017 está previsto que o IPB enviei os seus alunos para esses países.
A captação de alunos estrangeiros é uma tendência em crescimento. “É importante para o futuro da instituição, para a sua sobrevivência, para a sobrevivência da cidade e da região que têm que ter capacidade de atrair estudantes. Temos capacidade de fazer bem a mobilidade internacional que também se potencia ao nível de outra cooperação como a investigação científica”, sublinhou o responsável.

Publicado em 'Mensageiro'.

04 fevereiro, 2016

Escola ganha edifício ao fim de 20 anos de espera


“A Câmara de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança estão de parabéns pela parceria que permitiu a conclusão desta obra”. Declarações do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na passada quinta-feira, na cerimónia de inauguração do novo edifício da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela.
Manuel Heitor sublinhou que este investimento “vem dar uma nova centralidade à região e reforçar o conhecimento que será uma aposta estratégica deste Governo”, garantiu o Ministro no dia considerado histórico, que acontece depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias. “É o fim de um longo calvário, mas também um novo desafio de consolidação e de afirmação da maior escola desconcentrada do país”. É assim que o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) descreveu este dia.
“É uma vitória da região e merecida, porque esta escola é a que representa o melhor exemplo de sucesso pela capacidade de afirmação e pela maturidade que atingiu. É ainda um claro exemplo de como a persistência e a teimosia de uma região pode dar frutos”, acrescenta Sobrinho Teixeira.

Investimento estratégico
O edifício custou cerca de 5 milhões de euros, financiado, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento suportados pelo Município, que também cedeu o terreno. Não houve qualquer investimento do Estado.
O autarca de Mirandela não tem dúvidas que se trata “de um dos maiores investimentos alguma vez efetuado na região” e garante que não está arrependido do esforço financeiro que foi necessário para concretizar a nova escola. “Tivemos de reduzir para metade verbas que estavam destinadas para a remodelação do centro cultural e para o museu da oliveira e do azeite”, revela António Branco, sublinhando que esta aposta insere-se numa estratégia a longo prazo. “É um contributo na inversão de saída de jovens para as zonas litorais e captação de massa crítica, através de docente e alunos”, acredita. O autarca vai mais longe e diz que se não fosse o Município a avançar com este investimento “estávamos a deparar-nos com o encerramento do IPB em Mirandela”.
Também José Silvano sente “orgulho em ter feito parte deste longo processo”. O deputado do PSD e antigo presidente do Município de Mirandela recorda que esta “foi uma luta muitas vezes incompreendida por muita gente”, adianta.
Os alunos reagem com satisfação. “Finalmente vamos deixar de andar em locais dispersos pela cidade”, refere o presidente dos estudantes, Tito Resende.
Depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias, no centro cultural e no antigo edifício da PT, a escola vai ter finalmente casa nova.
No entanto, os alunos só devem poder estrear as novas instalações, no início do mês de Março, altura em que Sobrinho Teixeira perspetiva que esteja completa a instalação de todo o mobiliário e equipamento. “Trata-se de um investimento de cerca de um milhão de euros”, afirma.
A ESACT começou como pólo do IPB, em 1996, com 70 alunos. Passou a escola autónoma, em 1999, e conta agora com mil alunos.

Residência para alunos estrangeiros
Criar uma residência para albergar cerca de meia centena de estudantes do Programa Erasmus, para aumentar o número de alunos estrangeiros. É o próximo objetivo do presidente do Município de Mirandela, depois da inauguração do novo campus da ESACT. “Não recebemos mais alunos de outros países, porque temos dificuldades no alojamento, com custos algo elevados e temos de os colocar ao nível de outras instituições da região. Para isso, é essencial criar essa residência”, justifica António Branco que pretende, em breve, apresentar esse projeto ao Ministério da Ciência e Ensino Superior. “Vamos trabalhar para quando apresentarmos o pedido não seja possível dizer não”, conclui.
E os alunos da ESACT vão poder usufruir de equipamento de ponta, no valor de cerca de um milhão de euros, que o presidente do IPB espera venha a ser aproveitado para trabalhos na área da comunicação. “A própria comunicação social pode produzir aqui conteúdos para mostrar o que de melhor tem a região, promovendo o marketing territorial”, avança Sobrinho Teixeira
A olhar para o futuro, o diretor da ESACT não esconde que a médio prazo gostaria de ver alargado o leque de cursos a leccionar pela instituição, principalmente na área da comunicação. “Já temos um mestrado que faz a ligação com o marketing e o turismo. Já temos a administração autárquica, que liga a gestão e administração pública com a solicitadoria e temos a vertente da comunicação mais pura que a escola ainda não tem nenhuma formação de segundo ciclo. Gostaria de reforçar essa aposta a médio prazo”, afirma Luís Pires.
Para já, a ESACT de Mirandela tem cerca de mil alunos distribuídos pelos cursos de Turismo, Solicitadoria, Design de Jogos Digitais, Gestão e Administração Pública, Multimédia, Marketing, Tecnologias da Comunicação e Informática e Comunicações, a que se juntam os mestrados em Administração Autárquica e marketing turístico

Dia do IPB
Pela primeira vez, o aniversário do IPB foi assinalado em Mirandela e das comemorações fizeram parte outros importantes eventos. Logo pela manhã, o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes acolheu uma reunião do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) que congrega todos os Presidentes dos Institutos Superiores Politécnicos nacionais. Ao longo da tarde, o Auditório Municipal de Mirandela encheu para assistir à celebração do Dia do Instituto, numa cerimónia de grande simbolismo em que a Câmara Municipal de Mirandela recebeu a Medalha de Honra do IPB que anualmente é atribuída a uma entidade nacional.

Publicado em 'Mensageiro'.

03 fevereiro, 2016

Cabo Verdiana conquista titulo de melhor aluna

Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança
A estudante Cabo Verdiana da ilha do Sal - Santa Maria, Suellen Brito, conquistou no passado dia 28 de Janeiro o titulo de melhor aluna do CET de Técnico de Laboratório da Escola de saúde em Bragança, Portugal.
Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança, estando neste momento, no primeiro ano do curso superior de Ciências Biomédicas Laboratoriais.
A jovem estudante afirma que decidiu ir estudar em Portugal em Bragança devido às oportunidades que a cooperação existente entre Bragança e a ilha do Sal favorecem para os jovens da ilha, e que outro grande fator que a levou a tomar esta decisão foi pelo fato de que vários amigos estudantes lhe terem dito que o nível de vida ali seria de baixo custo.
Suellen hoje para além de ter constatado o que os colegas e amigos tinham afirmado relativamente à qualidade de vida estudantil em Bragança, ela também reconhece que a Escola superior de Bragança, é uma instituição de grande valor no qual a mesma afirma ser uma das melhores do país.

Publicado em 'Ocean Press'.

21 janeiro, 2016

Autarca salienta esforço financeiro na construção do novo campus da ESACT


O presidente do Município de Mirandela reitera a confiança que o novo campus da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela deve estar pronto para receber os cerca de 1100 alunos, no dia 28 de Janeiro, precisamente o dia em que o IPB adotou nos seus estatutos como “o dia do instituto”.
A obra física já ficou concluída no final do Verão, mas faltava o mobiliário, que não estava incluído na candidatura aos fundos comunitários. António Branco diz agora que o caso está a ser resolvido, fruto de um investimento de cerca de 300 mil euros, e confia na abertura do novo edifício, na próxima semana. “A obra foi feita com alguma pressão, devido à questão dos fundos comunitários e neste momento está a decorrer a instalação de equipamentos e de mobiliário, pelo que tudo deve estar operacional para inaugurar no dia 28, mas o mais importante é que a obra está lá”, diz. O autarca lamenta que não esteja a ser reconhecido o esforço financeiro que o Município teve de fazer para que a obra, prometida por sucessivos governos, fosse agora uma realidade. “Acabamos por servir de barriga de aluguer do IPB que não conseguia financiar a obra e nós conseguimos levar até ao limite a nossa capacidade de negociação”, conta. António Branco recorda que a obra custou cerca de cinco milhões de euros. “É um dos maiores investimentos de sempre na região. Se lhe juntarmos o equipamento tecnológico que está a ser instalado, no valor de 800 mil euros e o mobiliário, que ascende a 300 mil, então estamos a falar de uma obra que fica em mais de seis milhões de euros”, adianta.
Cerca de 85 por cento teve a comparticipação dos fundos comunitários, mas cerca de um milhão de euros foram da responsabilidade do Município. “O terreno foi doado pelo município, mais os cerca de 750 mil da comparticipação nacional, são nosso encargo”, lembra.
Para suportar esse encargo, António Branco revela que a autarquia teve de desistir de obras e reduzir investimento em outras. “O Município tinha uma remodelação do centro cultural, no valor de um milhão e oitocentos mil euros, preparada para arrancar, tiramos um milhão para as obras do IPB. No museu da oliveira e do azeite, tinha 500 mil euros só para mobiliário e reduzimos para metade”, acrescenta.

Investimento estratégico
António Branco vai mais longe e diz que se não fosse o Município a avançar com este investimento, podia mesmo estar em causa a continuidade do ensino superior em Mirandela. “Se não fosse realizada, provavelmente, hoje, estávamos a deparar- -nos com o encerramento do IPB em Mirandela”. Para além de melhores instalações, a escola vai ficar dotada de equipamento de ponta na área de multimédia e jogos digitais. Para além disso, este ano, “a escola recebeu mais 300 alunos e esta opção estratégica de investimento para o concelho vai ter uma influência muito grande naquilo que vai ser Mirandela no futuro”. O autarca de Mirandela entende que este avultado investimento suportado pelo Município foi fundamental para a manutenção do ensino superior em Mirandela e não tem dúvidas que com o novo campus, estão criadas as condições para a sustentabilidade e o crescimento da ESACT.

Publicado em 'Mensageiro'.

22 dezembro, 2015

IPB quer criar Centro de Inovação Industrial


O Instituto Politécnico de Bragança pretende criar um Centro de Inovação na área industrial. Depois da criação do Centro de Investigação de Montanha - CIMO, o único no país, a instituição de ensino superior quer investir no desenvolvimento e pesquisa científica no sector secundário.
De acordo com Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. "Eu não escondo. O Politécnico de Bragança quer também promover aqui a introdução de um laboratório de inovação industrial, ou seja, tendo em conta toda a realidade que existe agora. Da criação aqui de um sector secundário e de um "cluster" no sector secundário baseado na industria automóvel", cita Sobrinho Teixeira.
O presidente do instituto considera que um laboratório deste tipo teria um papel muito importante no desenvolvimento e criação de riqueza na região. Mas acredita que pode ser difícil conseguir financiamento: "O que me parece é que se não existir aqui esta perspectiva, por ventura, teremos muita mais dificuldade em fazer evoluir este laboratório de inovação industrial para conseguir criar riqueza aqui dentro da região " disse o presidente do instituto.
O centro de inovação industrial deverá ser candidatado pelo IPB ao programa de financiamento europeu do Norte 2020.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

22 outubro, 2015

Estreia da receção aos caloiros do IPB na terra da alheira


As novas instalações da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela devem estar prontas para receber os cerca de 1100 alunos, no dia 28 de Janeiro, precisamente o dia em que o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) adotou nos seus estatutos como “o dia do instituto”.
A data é avançada pelo presidente da câmara de Mirandela, que justifica o atraso na conclusão das novas instalações. “A candidatura que a câmara fez não tinha mobiliário, contemplava apenas a construção e neste momento estamos a pressionar a CCDRN para encontrar uma candidatura que permita equipar a escola”, explica António Branco.
O novo campus teve um investimento de cinco milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, em 85 por cento, e a autarquia disponibilizou os restantes 15 por cento. As declarações do presidente do Município de Mirandela foram proferidas, na passada quarta-feira (14 de outubro), durante a sessão de boas vindas aos novos alunos de todo o IPB, que, pela primeira vez, nos últimos 20 anos, desde que existe a ESACT, aconteceu na cidade de Mirandela.
No total, marcaram presença na cerimónia, realizada no anfiteatro do Parque do Império, cerca de 1600 caloiros. O presidente do IPB justifica esta descentralização do evento com uma promessa antiga. “Sempre disse que isso aconteceria quando o novo campus estivesse concluído e isso já é uma realidade. Foi uma luta de todos, uma luta do IPB, uma luta dos mirandelenses, uma luta da região e a promessa tinha de ser cumprida”, sublinha Sobrinho Teixeira, acrescentando que outro objectivo passa por “mostrar a realidade do IPB que está presente em vários locais da região”, diz.
Sobre a falta de financiamento para o mobiliário, aquele responsável espera que a solução venha a ser encontrada, “sob pena de ser um defraudamento das expetativas para todos os mirandelenses e para o próprio IPB. Seria um mau uso dos dinheiros públicos porque, ter uma instituição com este valor e com este custo sem a ter o mais rapidamente possível em funcionamento, não seria sensato”, conclui. Para o diretor da ESACT, a realização desta sessão em Mirandela “demonstra a importância que o IPB dá à escola”. Este ano, há cerca de 350 novos alunos e Luís Pires acredita que as novas instalações “serão fundamentais para um crescimento consolidado da ESACT”, adianta.
A nova escola pronta e a sessão de boas vindas do IPB, em Mirandela, têm um significado muito especial para o presidente da associação de estudantes da ESACT. “Estou muito emocionado com o facto de estes sonhos de duas décadas tenham sido concretizados no ano que estou na presidência”, afirma Tito Resende A festa de receção aos caloiros do IPB continuou junto das novas instalações da ESACT com uma churrascada.
Nesta altura, decorreram já as três fases de acesso ao ensino superior. O IPB aumentou em cerca de 15 por cento o número de alunos, esperando que chegue aos 7 mil estudantes. Faltam ainda ingressar na instituição centenas de alunos estrangeiros, que estão a chegar de forma faseada, à medida que obtém os vistos para viajar para Portugal. Até ao final do ano, espera-se que estudem no IPB, cerca de 1500 alunos estrangeiros, mais 300 do que no ano passado.
Também houve um aumento do número de cursos ministrados em língua inglesa, em relação ao ano anterior, que passaram de 3 para 7.

Publicado em 'Mensageiro'.

16 julho, 2015

IPB recebe mais 600 mil euros para captar alunos estrangeiros


O Instituto Politécnico de Bragança foi a melhor candidatura a fundos para a captação de alunos estrangeiros. Esta instituição do Nordeste transmontano vai receber 600 mil euros para o pagamento de bolsas a alunos do Magrebe e da Europa de Leste, dinheiro que, frisa o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, “ficará na região pois será utilizado na economia local”.
Este dinheiros junta-se aos 600 mil que o Politécnico de Bragança já recebe pelos alunos de Erasmus da Europa, o que significa uma injeção de 1,2 milhões de euros na economia local. “Foi a primeira vez que houve esta candidatura e o IPB orgulha-se de ter ficado em primeiro lugar no ranking das candidaturas do Ensino Superior, sendo considerada a número um em termos de qualidade, obtendo a segunda maior quantia em valor absoluto de financiamento, pese embora a dimensão comparada do IPB com outras instituições do género localizadas no litoral e de maior expressão”, explicou o mesmo responsável.
O sistema funcionava através de pacotes que eram ganhos e o IPB conseguiu ganhar o pacote do Magrebe, que permitirá acolher alunos da Tunísia, de Marrocos e da Argélia e o pacote do Leste Europeu, de onde virão alunos da Bielorrússia, da Geórgia, da Arménia, da Ucrânia, da Moldávia, do Azerbaijão, entre outros, que se juntam ao Brasil. Uma candidatura que deixou Sobrinho Teixeira radiante. “É com grande satisfação que nós vemos a expansão desta capacidade de internacionalização do IPB e que fará com que no próximo ano aumentemos ainda mais o número de alunos estrangeiros que se vão estabelecer nas cidades de Bragança e de Mirandela”, disse.
Com esta candidatura, o IPB espera vir a acolher cerca de 250 alunos de um universo diferente daquele que era a área convencional de captação do próprio instituto. Todos os anos oferecemos um diploma simbólico a cada um dos países diferente representados no IPB. “Este ano foram 51 e no próximo serão mais. Isto significa não só que aumentamos o número de alunos, mas também que teremos mais alunos de regiões diferentes, o que aumenta a nossa diversidade cultural. Isto é importante para a economia local, já que há uma injeção direta de financiamento comunitário através destes alunos na economia local. Mas o essencial é tornar esta uma região cosmopolita que mesmo no interior consegue albergar no seu seio culturas tão diferentes, religiões diferentes e que consegue dar um lição de humanismo e tolerância na convivência com toda esta diversidade cultural”, frisou Sobrinho Teixeira.

Publicado em 'Mensageiro'.

10 julho, 2015

Instituto Politécnico de Bragança vai receber mais 300 alunos de Erasmus


O Instituto Politécnico de Bragança vai receber pelo menos mais 300 alunos através do programa Erasmus que este ano prevê, pela primeira vez, a mobilidade de alunos de países fora da União Europeia, durante um ano.
A maioria destes estudantes virá da Europa de Leste, mas também de países como Marrocos, Tunísia e Brasil.
O IPB ficou em primeiro lugar na lista de instituições de ensino seleccionadas pelo programa Erasmus +, sendo contemplado com o segundo maior volume de financiamento para a atribuição de bolsas a estudantes. O IPB conseguiu uma verba de cerca de 600 mil euros, apenas sendo ultrapassado pela Universidade do Porto que obteve um financiamento de cerca de 870 mil euros.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, não esconde a satisfação com o resultado obtido. “Estamos muito satisfeitos pelo facto de conseguirmos, na primeira vez que esta candidatura é feita, ter ficado em primeiro lugar, o que demonstra a aposta de qualidade, a nível internacional que o IPB está a fazer”, considera Sobrinho Teixeira.
No total, o programa Erasmus disponibiliza ao Instituto Politécnico de Bragança uma verba de cerca 1 milhão e 200 mil euros para programas de mobilidade. Sobrinho Teixeira destaca o facto da instituição de ensino ter vindo a desenvolver várias parcerias com instituições de ensino superior de vários países, sendo hoje reconhecido a nível internacional. “Esta classificação deve-se também ao facto de já termos um historial de cooperação no passado. Foi analisado o mérito da candidatura e ela já estava consolidada numa série de parcerias que o politécnico tinha já realizado com instituições desses países”, frisa o presidente do IPB.
Espera-se que mais de 1500 estudantes estrangeiros frequentem o IPB no próximo ano lectivo.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 janeiro, 2015

Sobrinho Teixeira pede igualdade de acesso aos fundos comunitários no interior

No dia do IPB, o presidente da instituição frisou a necessidade de garantir que os fundos do novo quadro comunitário de apoio atribuídos à região vão ser canalizados para o interior. Sobrinho Teixeira sublinha que é importante que o valor do financiamento per capita seja igual ao de outras zonas do interior.
“O próximo quadro comunitário de apoio é muito virado para a competitividade e inovação. Há que ter a região capacidade de fazer a fluição dos fundos dentro da região Norte, que têm que vir para o interior. Parece-nos que é de assegurar que aquilo que acontece, por exemplo no Alentejo, onde se constituiu uma Comissão de Coordenação autónoma. É legítimo que os transmontanos almejem a que o financiamento per capita, que vai ser atribuído no Alentejo, também seja feito em Trás os Montes”, frisa Sobrinho Teixeira.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança deixou ainda a promessa ao presidente do município de Mirandela de realizar o próximo dia do instituto na cidade do Tua, nas novas instalações da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo. As obras deverão estar concluídas no próximo Verão. Sobrinho Teixeira não tem duvidas de que esta escola vai atrair mais alunos ao IPB. “Não são só as salas de aula nem o mobiliário, é sobretudo o equipamento científico que irá ser providenciado, que tornará a escola de Mirandela, uma escola bandeira em determinadas áreas, como a comunicação e o turismo. Um dos grandes desafios para o próximo quadro comunitário é promover a região e, deste modo, a escola irá ter disponibilidade e capacidade para responder a esse desafio. Por outro lado, todo esse ambiente penso que será um factor positivo na captação de alunos para o IPB e para Mirandela”, salienta o responsável.
O Dia do Instituto serviu ainda para homenagear os melhores alunos e funcionários da instituição e assinar novos protocolos de cooperação com outras instituições de ensino. Também os antigos governadores civis de Bragança, Telmo Moreno e Jorge Gomes foram homenageados pela instituição, com a atribuição de uma medalha de honra do IPB.

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Presidente do Conselho dos Institutos Politécnicos preocupado com cortes no ensino superior

No dia do IPB, que assinalou os 32 anos da instituição, decorreu a tomada de posse do presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Joaquim Mourato, presidente do Instituto Politécnico de Portalegre iniciou assim o segundo mandato à frente deste órgão. O professor mostrou-se preocupado com os cortes no financiamento do ensino superior, que este ano vão ser mais acentuados do que em 2014.
"Em 2015 temos um corte em adicional relativamente a 2014 e em 2014 tivemos um corte adicional em relação ao ano anterior. Estamos a falar de uma sucessão de anos com cortes. É evidente que se, em 2014, as instituições tiveram dificuldade para honrar os seus compromissos, algumas tiveram que utilizar saldos que dispunham de anos anteriores, outras tiveram de fazer reforços adicionais, é evidente que com mais um corte, este ano vai ser pior. Vamos ter situações complicadas para honrar os compromissos assumidos”, frisa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos. Joaquim Mourato defendeu ainda a necessidade de repensar o programa “+ Superior”, criado para atrair estudantes do litoral para o interior . O responsável considera essencial mudar a época de lançamento do programa e perceber quais os cursos que precisam de mais alunos. “Este programa foi aplicado, essencialmente, a estudantes que já estavam nas instituições e não atraindo novos estudantes. É por isso que dizemos que ainda não foi suficientemente eficaz. A nossa proposta é lançar o programa na primavera, para os estudantes interessados conhecerem o programa a tempo e poderem tomar a sua decisão e perguntar às instituições quais os cursos em que se pretende a vinda desses estudantes. Porque, com base na classificação do secundário mais elevada, evidentemente que os alunos vão ser colocados nos cursos que, à partida, já estão cheios”, sublinha o professor. Em Bragança, 109 alunos estudam no Instituto Politécnico através do programa + Superior, que se traduz numa bolsa de cerca de mil euros por ano, de forma a garantir o pagamento das propinas.

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06 novembro, 2014

Jovens investem no agroalimentar e criam o próprio emprego


O agroalimentar está a revelar-se um setor de atracão para jovens que se lançam no mundo dos negócios, aproveitando recursos locais, como as ervas aromáticas, sabonetes artesanais, uma destilaria, produção assistida e clonagem de plantas ou produção de azeite.
Estes são apenas alguns dos bons exemplos que já estão no terreno e a trabalhar. Trata-se de um setor que está a despertar o interesse dos jovens “o que se vê pela quantidade de iniciativas que estamos a acompanhar”, referiu José Adriano, responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança.
O Gabinete do Empreendedorismo, criado há 5 anos, está a acompanhar 34 projetos, dos quais cerca de uma dezena são de agroalimentar, mas dispõe de outros ainda em carteira nas área do mel, azeite e hortaliças, todos à espera de fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
As já criadas implicaram mais de 1,9 milhões de euros e permitiram a ocupação de 79 pessoas, a maioria jovens licenciados que criaram o próprio emprego.
Entre as novas empresas contam-se a Terra Ger, foi financiada por uma ILE na área da gestão agrícola. Os licores Alma Penada, a Touchflours, produção agrícola e transformação de plantas aromáticas, associada à Pragmática Aromas, que tarta da comercialização; ou a Ruralnet comercialização de produtos agroalimentares, bem como a Olivadouro - produção agrícola de azeite.
“Muitas delas são de alunos do IPB. Por exemplo para a Deifil, conseguiu-se um PRODER no valor de cerca 150 mil euros”, explicou José Adriano.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

08 setembro, 2014

Saiba onde são as bolsas de 1.500 euros do programa +Superior

As vagas do programa de bolsas +Superior foram divulgadas este sábado pelo Ministério da Educação e Ciência. Trás-os-Montes, Bragança e Viana do Castelo têm 300 bolsas de 1500 euros por atribuir.
Já são conhecidas as 12 instituições do Ensino Superior que estão abrangidas pelo programa de bolsas +Superior. O maior número de vagas disponível está na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e nos Politécnicos de Bragança e Viana do Castelo, com 100 bolsas por atribuir em cada um dos estabelecimentos.
Além destas, as “bolsas de mobilidade”, de 1.500 euros anuais, também pretendem levar alunos para as universidades da Beira Interior, Évora, e para os Politécnicos de Beja, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar e Viseu.
Em comunicado divulgado este sábado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou que já foi assinado o despacho que regulamenta o programa +Superior, a iniciativa que visa atrair candidatos a instituições de ensino superior de “regiões do país com menor pressão demográfica”.
Esta “bolsa de mobilidade” de 1.500 euros anuais, a atribuir a um máximo de mil alunos, pretende contribuir para “a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país”.
Podem ser candidatos ao programa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior, na sequência de uma colocação na 1.ª, 2.ª ou 3.ª fases do concurso nacional de acesso, num ciclo de estudos de uma das 12 instituições selecionadas.
Podem ser portugueses ou de outro estado membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, mas não podem ser provenientes de nenhum concelho do interior do país.
Ficam assim excluídos os oriundos dos concelhos das seguintes NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos): Cova da Beira, Alentejo Central, Douro, Baixo Alentejo, Alto Trás-os-Montes, Beira Interior Sul, Beira Interior Norte, Serra da Estrela, Alto Alentejo, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Minho-Lima e Dão Lafões.
Os candidatos têm um mês para formalizar a candidatura, 10 de setembro e 10 de outubro, que deve ser realizada pela Internet através da página da Direção-geral do Ensino Superior.

Publicado em 'Observador'.

IPB teme corte acentuado no orçamento para 2015


O Instituto Politécnico de Bragança entregou, na semana passada, o orçamento para o próximo ano, ainda sem saber quais as compensações que vai receber, após a decisão do Tribunal Constitucional que mantém os cortes nos salários da Função Pública. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, teme que os cortes sejam superiores a 1,75 por cento.O Ministério da Educação admitiu ajustar os orçamentos das instituições de ensino superior para 2015, assim que o Governo definir os níveis salarias para o próximo ano.No entanto, Sobrinho Teixeira afirma que em situações anteriores as instituições ficaram a perder e diz mesmo que o mais certo é que as reposições não sejam feitas na totalidade.
Prevê-se, desde 2003, que factores de qualidade possam ser utilizados na fórmula de cálculo dos orçamentos, mas a medida, que beneficiaria o IPB, considerado o melhor politécnico português, segundo um ranking promovido pela Comissão Europeia, nunca foi aplicada.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

27 agosto, 2014

Sobrinho Teixeira preocupado com cortes no ensino superior

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança está preocupado com os cortes anunciados para o ensino superior. Os politécnicos vão contar com menos 4 milhões de euros para 2015. Sobrinho Teixeira teme que a redução no financiamento diminua a qualidade e oferta formativa na instituição de ensino superior.
O presidente do IPB defende que os estabelecimentos de ensino não devem ser alheios à necessidade de rigor orçamental, mas considera que os esforços exigidos já atingiram o seu limite. “ A questão é que isto é o sexto ano consecutivo em que estamos a ter cortes e a mim parece-me que há aqui alguma irracionalidade. Tudo na vida tem um limite e nós estávamos convictos que esse limite tinha sido atingido no ano transacto e que este ano seria já um ano em que , no mínimo, o orçamento seria igual ao do ano anterior”, salienta. Sobrinho Teixeira acredita que é através da educação que se pode aumentar a produtividade e que Portugal está contrariar a tendência europeia de aposta na educação. O valor do corte ainda não está definido, mas de acordo com o responsável está previsto que o orçamento dos politécnicos seja reduzido em 1,75%.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

13 agosto, 2014

Presidente do IPB defende aposta na indústria para fixar jovens na região


É preciso apostar no sector secundário e fazer crescer a indústria da região para poder fixar jovens no distrito de Bragança. Esta é a ideia defendida pelo presidente do Instituto Politécnico de Bragança.
Sobrinho Teixeira lamenta que milhares de estudantes do IPB que gostariam de ficar na região, se vejam obrigados a regressar às suas terras ou a emigrar quando terminam o curso, devido à falta de oportunidades de emprego.
O presidente do IPB acredita que a região tem condições para acolher empresas de sector industrial, danco como exemplo a Faurecia que está já instalada em Bragança.
Sobrinho Teixeira teme que a região não saiba aproveitar os fundos do novo quadro comunitário para o sector secundário, correndo o risco de ficar em desvantagem com outras regiões. Por isso entende que terá que haver uma responsabilidade política no sentido de mostrar às empresas as mais-valias desta região.
Preocupações demonstradas pelo Presidente do Instituto Politécnico de Bragança no Seminário “Os jovens e o emprego no interior: que futuro” que decorreu ontem em Bragança a propósito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 agosto, 2014

IPB tem novos laboratórios para ajudar a agricultura

Secretário de Estado presente na inauguração
Custou quase dois milhões de euros mas vai permitir aumentar a capacidade de investigação do instituto Politécnico de Bragança.
O Centro de Investigação de Montanha tem, agora, 850 metros quadrados de novas áreas laboratoriais, que, espera o seu coordenador, permita aumentar a produtividade dos cientistas do IPB. “Estas infraestruturas vão permitir aumentar ainda mais a produtividade do centro. Ou seja, a produtividade dos investigadores, que já é excelente, pode ser ainda mais incrementada com estes espaços. Vão permitir, também, acolher mais estudantes de doutoramento e mestrado, quer sejam nacionais ou estrangeiros. É fundamental para que o centro seja conhecido internacionalmente”, frisa Jaime Pires.
A inauguração das instalações foi apadrinhada pelo Secretário de Estado da Segurança Alimentar, Nuno Vieira e Brito. Estas novas instalações, situadas junta à Escola Superior Agrária de Bragança, abrem novos campos na investigação cujos resultados podem ser aplicados na agricultura local, sobretudo “nas áreas de solos e fertilidade, de cromatologia, química e microbiologia”. “São áreas base de toda a investigação que é necessário fazer em agricultura e ambiente. Investigação ao nível da composição química de plantas, determinação de nutrientes dos solos, identificação de micro-organismos. Investigações que acabam por ser aplicadas à agricultura”, frisou Jaime Pires.
As aplicações práticas são variadas. “Todos os produtos têm de ser caracterizados em termos químicos. Permite aos produtores saber o que estão a vender e certificar os seus produtos para serem vendidos no estrangeiro. Permite, além disso, formas e metodologias de certificação”, sublinhou.
Para além disso, existem diversas análises que anteriormente tinham de ser feitas fora do país e que já podem ser efetuadas no IPB. “Há um acréscimo na qualidade dos equipamentos, o que vai permitir fazer outras análises, que antes eram feitas noutros locais, como Salamanca”, sublinhou o mesmo responsável.
Jaime Pires espera, ainda, que o aumento de produtividade permita, também, aumentar a força de trabalho, com a criação de mais empregos.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

05 agosto, 2014

IPB acolheu primeira reunião da carta de compromissos


As nove entidades que se uniram e deram origem a uma carta de compromissos para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro reuniram-se pela primeira vez em Bragança, na semana passada, para dar andamento a um processo que espera venha ajudar a cativar mais fundos europeus para a região, de forma a contrariar a tendência de esquecimento a que tem sido votada em matérias de distribuição de fundos públicos.
Para já foram constituídos três órgãos. Um Grupo Operacional, constituído pelas nove entidades que deram origem à iniciativa (que inclui UTAD, IPB, Comunidades Intermunicipais, associações empresariais, entre outras), um Grupo de Acompanhamento, mais abrangente, que deverá incluir a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, e um Fórum temático, a realizar anualmente e sob a responsabilidade das associações empresariais. Os dois primeiros órgãos serão coordenados por UTAD e IPB.
O objetivo é criar um plano que explique o financiamento que se pretende e de que forma é que pode ajudar a criar emprego na região
“A estrutura terá duas vertentes que consiga, por um lado, canalizar projetos para a região, partindo do trabalho das CIMs, nomeadamente dos seus planos estratégicos. Depois, uma componente política em que estas três regiões se associam dentro da matriz de TMAD, que tem sido mais afastada de fundos comunitários. O próximo quadro será muito competitivo e virado para as empresas. Precisamos que seja canalizado para as empresas que existem e para ajudar a criar outras. Queremos marcar bem vincada a posição de que TM tem de ter direito a um pacote financeiro compatível com a sua dimensão territorial, com a sua demografia e com aquilo que se quer fazer que é induzir o desenvolvimento de TMAD. Vamos apresentar um plano que demonstre que esse financiamento seja bem estruturado, introduzindo mais emprego, promovendo o desenvolvimento da região”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico de Bragança e porta-voz do grupo.
Os órgãos agora constituídos têm como objetivo ter até final do ano um documento, validado pela comissão de acompanhamento, que será o plano diretor para a região de TM. Fórum irá opinar sobre o que for aprovado. Para isso, o grupo operacional reúne já no início de setembro para dar sequência ao plano traçado.
Rui Caseiro, representante da CIM Trás-os-Montes, entende que este é “um passo afirmativo”. “Seremos capazes de elaborar um bom plano que seja capaz de cativar mais dinheiros públicos para a região. Queremos dar contributo para que o cenário seja invertido. Um plano com áreas fundamentais, que promovam o desenvolvimento. Um passo para inverter este ciclo a que temos assistido nos últimos anos”, frisou.
As tecnologias ou as energias alternativas serão algumas das áreas a privilegiar. Até 31 de dezembro esperam ter pronto um caderno que “demonstra de que forma achamos que pode ser feito o investimento e de que forma é que pode gerar aqui emprego”, concluiu.

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21 julho, 2014

Centro Investigação de Montanha do IPB com novos equipamentos

O Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança vai passar a fazer análises, por exemplo na área das plantas, que antes eram feitas noutras Universidades.
Este espaço de laboratórios tem instalações e equipamentos novos, que permitem aos investigadores aumentarem a produtividade.
O coordenador do Centro, Jaime Pires, sublinha que o trabalho desenvolvido é direcionado para a agricultura, ambiente e produtos e poderá a partir de agora ser feito com mais rigor e qualidade. Investigação que Jaime Pires não tem dúvidas que é fundamental para ajudar os produtores da região.
O novo espaço vai permitir também acolher um maior número de estudantes. O Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança conta, actuamente, com uma equipa de mais de 150 investigadores. O investimento no novo espaço é de 1,9 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Agricultura de Montanha vai ter mais apoios comunitários


A agricultura de montanha vai ter mais apoios no âmbito do próximo quadro comunitário. A garantia é do secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar.
Nuno Vieira e Brito participou num seminário em Bragança sobre A nova Política Agrícola Comum e as áreas de montanha na Europa e garantiu mais ajudas para a pequena agricultura. O governante apelou ainda às entidades da região para aproveitarem o dinheiro disponível para este sector no novo programa 2020. Neste seminário foi também lançado o repto para que as estratégias de desenvolvimento sejam feitas por quem conhece bem a região e não por gabinetes de planeamento em Lisboa. Francisco Cordovil, investigador no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, sublinha que a região tem todas as condições para liderar os processos de definição de estratégias. A Escola Superior Agrária de Bragança a acolher um seminário para debater as oportunidades ao nível do novo quadro comunitário de apoio para a agricultura das zonas de montanha.

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14 julho, 2014

Carta de Compromissos promete trazer desenvolvimento para a região transmontana


Autarcas, instituições de ensino superior e empresas assinaram este sábado uma carta de compromissos para o desenvolvimento da região.
Esta é uma iniciativa inédita no País que une nove instituições. Com o novo quadro comunitário à porta esta é uma estratégia para ganhar escala e facilitar o acesso a apoios fundamentais para potenciar o desenvolvimento e criar riqueza em Trás-os-Montes e Alto Douro.
O Presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes explica que esta carta significa um compromisso entre várias entidades transmontanas. Pedro Passos Coelho afirma que esta carta é um exemplo pioneiro para o acesso a fundos comunitários, que espera agora que sejam melhor aplicados.
O Instituto Politécnico de Bragança é um dos parceiros deste acordo. O presidente do IPB não tem dúvidas que estando o próximo quadro de apoio virado para a Economia e competitividade é fundamental canalizar dinheiro para a criação de emprego na região transmontana.
Sobrinho Teixeira lembra que a região tem sido prejudicada nos quadros comunitários anteriores e por isso defende que os transmontanos têm direito ao mesmo investimento per capita do que os alentejanos.
A assinatura desta carta de compromissos pioneira no País decorreu este sábado em Vila Real e contou com a presença de Pedro Passos Coelho.

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