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04 dezembro, 2015

IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário


O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

22 maio, 2015

Empresas dão formação no IPB


A Conductaclim foi das primeiras empresas de Bragança a ir dar uma aula a alunos do IPB, numa ação de abertura ao mercado de trabalho, que decorreu no dia 12.
“O objetivo era trazer os alunos ao ambiente de trabalho e trazer o ambiente de trabalho aos alunos. Do ponto de vista pedagógico temos de fazer um esforço para transmitir os mesmos conceitos sem usar tecnologia do século XIX, como o quadro de lousa e o giz. O segundo espaço é valorizar as empresas de Bragança, que são referências nacionais”, explicou Frölen Ribeiro, do IPB.
Para as empresas, o contacto também é positivo, “não só por causa da representação com a Daikin”. “Faz com que consigamos criar alicerces ainda mais fortes e dinamizar a nossa política como empresa distribuidora”, explicou Luís Correia, da Conductaclim, mostrando-se disponível para “novas parcerias com o IPB”.

Publicado em 'Mensageiro'.

12 maio, 2015

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. "Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação - uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico - fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural". Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, "os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas" Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, "o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego". Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, "traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria", advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa - existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) - permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: "Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros", afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, "iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos". No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO
 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT - Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, "foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo". E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. "O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho... um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc "
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, "sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país".

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. "A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global".

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, "muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo".
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. "temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo".
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos "quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial".
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. "Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor", finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.


Bragança: Um exemplo de Sucesso
 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. "Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu". Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. "Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade". Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia". Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a "dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região".
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: "Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita".
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. "Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia - disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento", afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.


Mirandela: Futuro sustentável
 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente...
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública - de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública - imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades...

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em 'País Positivo' nº 80.

06 fevereiro, 2015

Crato promete reforço de cursos profissionais e bolsas para captar jovens


O Ministério da Educação vai reforçar a oferta dos programas de cursos técnicos superiores profissionais e bolsas de estudo nos institutos politécnicos “para atrair mais alunos para o interior do país, pois são uma forma de alargamento do público destas instituições”, anunciou o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, durante uma deslocação ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB), onde participou nas comemorações do 32º aniversário.
“Temos mais de 400 candidaturas a cursos, o que significa que vamos ter muitos estudantes interessados”, afirmou Nuno Crato, que quer uma “formação mais prática com forte ligação ao tecido empresarial”. Por exemplo o IPB apresentou 29 propostas destes cursos, duas das quais já foram aprovadas.
Outra medida para atrair estudantes para o interior são as bolsas de estudo, do programa Mais Superior, para os politécnicos mais distantes das grandes cidades, onde se verifica uma redução demográfica, que se iniciou este ano letivo, e que no caso de Bragança permitiu o ingresso de 109 alunos que aproveitaram esses benefícios (mil euros anuais) num total de mil estudantes a nível nacional. “É um incentivo que de certeza ajudou a tomar a decisão de vir para o interior. Contribuiu para a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados nestas regiões”, sublinhou o ministro que garantiu haver interesse em melhor o Mais Superior. “Para que os jovens possam considerar novas alternativas em zonas mais calmas e propícias ao estudo do que as grandes cidades”.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato, quer algumas mudanças neste programa. “A eficácia ainda não nos satisfaz. Não conseguiu captar os estudantes que devia, porque os critérios não foram os melhores, pois foi aplicado a estudantes que já estavam nas instituições”. Uma opinião pelo presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, que defende que o programa deve ser mais adaptado à oferta das instituições e que sejam estas a dizer quais os cursos onde deve existir oferta para bolsas. “Será naqueles que têm menos procura”, afirmou.
Nuno Crato realçou que os politécnicos têm de se impor pela sua qualidade e diversidade de oferta.
Sobrinho Teixeira, considera que “é preciso apostar na qualificação dos mais jovens”, e defende alterações no sistema de atribuição destas bolsas de estudo, para o melhorar, nomeadamente para atrair os estudantes para cursos menos procurados. “Já estamos a dialogar com o Ministério”, referiu.
Este ano lectivo 37% dos alunos que ingressaram no ensino superior escolheram para estudar institutos politécnicos, mais de 600 matricularam-se no IPB. “Mais de 15 mil jovens sabem que os cursos que vão tirar nestas instituições, como a de Bragança, beneficiarão os seus projetos profissionais. A aposta nos politécnicos é uma aposta certa”, afirmou Nuno Crato. Realçou também o papel dos politécnicos na formação inicial de professores que defende deve existir “um empenho na exigência e no rigor”. Outra aposta vai para o aumento da oferta formativa em inglês para atrair estudantes estrangeiros. No IPB este ano estudam cerca de 1200 alunos oriundos de cerca de meia centena de nacionalidades.

Publicado em 'Mensageiro '.

21 novembro, 2014

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros - este ano receberá l 200, de 25 países diferentes
 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a 'gente' e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros - num universo de cerca de seis mil estudantes - que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes - os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto - o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o 'ranking' dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional - o primeiro entre os politécnicos - e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas... e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa... não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em 'Visão' nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

27 junho, 2014

Politécnico de Bragança aposta na formação na fileira oleícola


A atividade cientifica da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (ESA/IBP) na fileira oleícola "tem vindo a aumentar significativamente" nos últimos anos, quer pela qualificação do corpo docente, quer pela "'melhoria dos meios materiais", quer, ainda, pela "participação dos docentes" em projetos e redes de investigação mais vastas, garante o presidente da ESA/IPB, Albino Bento. Estão, aliás, "em curso 11 projetos de investigação e desenvolvimento", sendo de destacar os programas PTDC (FCT), PRODER, POCTEP e Conselho Oleícola Internacional, projetos esses que cobrem "toda a fileira".
Em declarações à Vida Económica/Agronews, Albino Bento ainda explica que, neste âmbito do setor do azeite, a ESA/IPB também tem desenvolvido "inúmeras ações ligadas ao ensino, investigação e apoio à comunidade", nomeadamente em parceria com o Instituto Superior de Agronomia da UTL, com o qual lecionaram o mestrado em Olivicultura, Azeite e Azeitona de Mesa.
De igual modo, acrescenta Albino Bento, em parceria com a Universidad Politécnica de Madrid, a Universidade Florença e a Universidade de Ghant, a ESA/IPB desenvolveram e lecionaram o 'intensive programm' "Advanced Topics in Integrated Pest Management", no âmbito do qual "'foram concluídas 16 dissertações de mestrado e oito teses de doutoramento por docentes ou estudantes da ESA/IPB".
Ainda no domínio da atividade cientifica e de investigação na fileira da oliveira, Albino Bento realça que "é relevante no respeitante ao número de trabalhos publicados em revistas internacionais e nacionais com 'referee', em 'proceedings', atas de reuniões cientificas e congressos (12 livros e capítulos em livros, 80 artigos em revistas internacionais com 'referre', 20 artigos em revistas nacionais com 'referre', 36 artigos em atas de congressos internacionais, 38 artigos em atas de congressos nacionais e 22 documentos de divulgação técnica).
Por fim, o presidente da ESA/IPB faz ainda questão de realçar o "apoio à comunidade'" prestado pela Escola que dirige, com "várias atividades desenvolvidas"', nomeadamente no apoio técnico e estudos (aproveitamento hidroagrícola do Planalto Noroeste de Mirandela, DOP Douro, DOP Azeitona de mesa, etc.), análises laboratoriais e a realização de eventos técnico- científicos.

Publicado em 'VidaEconomica'.

19 maio, 2014

Institutos politécnicos chegam a valer 11% do PIB dos concelhos onde estão sediados

Cada aluno tem um impacto na economia regional de 16 mil euros por ano, estima um estudo inédito, encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
 
A presença de instituições de ensino superior tem um impacto significativo na economia das regiões em que estão sediadas. Esse facto é sobretudo notório nas regiões mais desfavorecidas do país, onde os institutos politécnicos chegam a pesar 11% no PIB local.
Estas conclusões constam do primeiro estudo do género, encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). Calcula-se que só os sete politécnicos analisados gerem um impacto indirecto de 460 milhões de euros anuais.
É em Bragança que o peso do instituto politécnico na economia local atinge um valor mais elevado (11,02%), mas Portalegre (5,67%), Castelo Branco (4,98%) e Viseu (4,47%) são outros exemplos de concelhos onde a presença destas instituições de ensino superior consegue ter reflexos muito significativos. São “essencialmente as regiões mais desfavorecidas a apresentar os maiores valores”, segundo o relatório final do estudo, intitulado O Impacto dos Institutos Politécnicos na economia local.
Em sentido contrário, Setúbal (1,71%) e Viana do Castelo (2,06%) contam com um peso menor dos respectivos institutos politécnicos no seu PIB regional.
Este estudo está em fase de publicação e começou esta semana a ser distribuído internamente pelo CCISP. As conclusões têm por base inquéritos aplicados a docentes, estudantes e funcionários não docentes dos institutos superiores envolvidos na análise. É a primeira vez que os impactos do ensino superior politécnico são medidos desta forma, com uma mesma metodologia que permite comparações.
Foram escolhidos sete instituições (Bragança, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu), que representam metade do sistema politécnico público. Tentou-se abarcar diferentes realidades, do interior e do litoral, zonas mais ou menos industrializadas e instituições com dimensões diferentes.

Impactos directos e indirectos
O trabalho estimou os impactos directos de sete politécnicos na economia, que ascendem a 270 milhões de euros anuais, contabilizando os gastos anuais de docentes, funcionários e alunos, bem como os custos assumidos pelas próprias instituições de ensino superior. Este valor apresenta diferenças consideráveis a nível nacional, oscilando entre os 16 milhões de euros de impacto dos politécnicos de Portalegre e os 101 milhões anuais gerados pelo instituto superior de Leiria.
Aplicando um multiplicador de 1,7 vezes — na ausência de informação económica que permitisse determinar os valores para cada concelho, os investigadores aplicaram a mediana dos vários multiplicadores utilizados nos diferentes estudos do género feitos em diferentes países — os autores do estudo encomendado pelo CCISP chegaram também à conclusão que estes sete institutos politécnicos geram um impacto indirecto de 460 milhões de euros anuais.
O estudo permite também perceber o impacto potenciador do investimento público no ensino superior. O nível de actividade económica gerado na região onde se insere cada politécnico sofre um incremento importante em face das transferências feitas todos os anos pelo Estado. O relatório final desta investigação afirma que cada euro de financiamento recebido do Orçamento do Estado gera um impacto médio de 4,22 euros, podendo atingir um valor superior a 8 euros, no caso do Instituto Politécnico de Leiria, onde se regista o índice mais elevado.

“Perspectiva conservadora”
Todos os números apurados pelo estudo têm por base “uma perspectiva conservadora”, diz Pedro Oliveira, um dos coordenadores deste trabalho.
Os investigadores consideram que nem todos os alunos contribuem da mesma forma, e contabilizam um impacto menor para os alunos locais face aos que estão deslocados. Por outro lado, os impactos directos e indirectos são medidos apenas nos concelhos em que se situam as instituições de ensino e não são tidos em conta os concelhos limítrofes. Também não são tidas em conta as transferências de conhecimento e tecnologia para empresas, por exemplo.
O Impacto dos Institutos Politécnicos na economia local foi um estudo encomendado pelo CCISP a uma equipa de 20 investigadores coordenada por Pedro Oliveira, no Departamento de Estudo de Populações, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, e Jorge Cunha, docente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Os dois professores tinham orientado a tese de doutoramento de Joana Fernandes, defendida em 2010, sobre os impactos económicos do Instituto Politécnico de Bragança e decidiram replicar o modelo num conjunto mais alargado de politécnicos.
O principal factor dos resultados dos institutos politécnicos sobre a economia que foi tido em conta foram os gastos dos estudantes, que representam cerca de 85% dos impactos directos. Os investigadores observam “uma relação linear” entre estes números e o total de estudantes de cada instituição e estimam que, por cada aluno adicional, há um impacto directo anual na economia de cada região de cerca de 9000 euros, que se traduz, por sua vez, num impacto total de cerca de 16.000 euros.
São também os politécnicos do interior que apresentam um “efeito de exportação” (alunos que se mudaram para a região para estudar no politécnico) mais elevado. “Estes contribuem para a atracção de jovens para regiões mais desertificadas e envelhecidas, levando, porventura, à sua fixação nessas regiões”, defende Pedro Oliveira, em declarações ao PÚBLICO.
Do mesmo modo, entre 30 e 60% dos estudantes iriam estudar para fora da região caso não existissem os institutos politécnicos. “Esta dimensão reforça o papel de fixação dos jovens nos concelhos onde os politécnicos se localizam, o que tem, obviamente, um impacto na vivência das respectivas comunidades”, diz. E isto sem contar com os estudantes que não estariam sequer no ensino superior, uma realidade também observada por este trabalho.

Quase 20 mil empregos directos criados
O impacto que os institutos superiores politécnicos têm nas economias regionais tem efeitos também a nível de emprego. Estas instituições de ensino superior representam, em média, quase 6% da população activa dos concelhos onde estão sediadas, mostra o estudo do CCISP, dando trabalho a quase 20 mil pessoas.
Os institutos politécnicos de Bragança, Castelo Branco, Leiria e Setúbal são os segundos maiores empregadores das respectivas regiões. “Geralmente, só os hospitais distritais conseguem ter um peso maior na estrutura de emprego”, diz Pedro Oliveira.
Em Portalegre, o instituto politécnico é o terceiro maior empregador e só em Viseu (7.º) e Viana do Castelo (5.º), dois concelhos com uma economia mais diversificada, por via da indústria e dos serviços, é que esta realidade não se observa.
O impacto médio dos institutos politécnicos em termos de população activa, fica perto dos 6%, variando entre 1,77% (Setúbal) e 12,92% (Bragança). “O peso relativo tende a ser mais elevado para os politécnicos situados nos concelhos do interior do país”, defendem os autores do estudo.
Ao todo, os sete politécnicos avaliados criaram 18.638 empregos directos, mas mais uma vez é notória a discrepância entre as instituições. O Politécnico de Portalegre é responsável por apenas 915 postos de trabalho, ao passo que o de Leiria tem 6321.
Pouca utilidade para apurar nova fórmula de financiamento
O Governo anunciou há dias a intenção de avançar com uma nova fórmula de financiamento às instituições de ensino superior que, entre outras dimensões, deverá levar em conta o contributo que estas dão para o desenvolvimento das regiões em que estão inseridas.
Apesar da metodologia aplicada neste trabalho fornecer “dados interessantes” que permitem “perceber a realidade”, Pedro Oliveira não acredita que este possa servir de base às pretensões da tutela. “Não teria muita utilidade”, defende. “Se a base do financiamento fosse plurianual, talvez fosse possível. Mas um estudo destes é difícil de executar e não é fácil ter estes indicadores ano a ano, tal como o Governo parece pretender”, considera.

Publicado em 'Público'.

08 maio, 2014

África através do olhar de docentes da Escola Superior Agrária


Os mais de 20 anos de colaboração da Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) com vários países de língua e expressão portuguesa em África foram documentados através de fotografias feitas por vários docentes, no âmbito de projetos de investigação ou cooperação, em exibição no centro cultural Adriano Moreira. “É a experiência em África. Há aqui uma parte mais pessoal dos docentes que trazem as suas aventuras, através de imagens de plantas, pessoas, flora e agricultura”, explicou Carlos Aguiar, um dos docentes que colaborou na exposição, inaugurada no passado sábado.
As fotografias são da autoria de Carlos Aguiar e de outros docentes da ESA. A decisão de organizar a exposição prende-se com a necessidade de divulgar o trabalho da escola e de esta se abrir à comunidade. “Fazemos coisas que as pessoas não sabem, coisas que são muito apreciadas pelos irmãos dos PALOP dentro da academia, e ao mesmo tempo é uma oportunidade de mostrar que há um conhecimento que muita gente sabe. Estamos a preparar um mestrado de agricultura tropical, que será único no país”, acrescentou o docente.
O presidente da câmara, Hernâni Dias, congratulou-se pelas novas exposições do centro cultural Adriano Moreira. “Tem uma enorme variedade de fotografias, representando a população, a paisagem, os frutos e os ofícios, algo que será marcante para quem desenvolve o seu trabalho em África”, referiu o autarca.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

01 julho, 2013

IPB ao serviço da viticultura

Formação é de quem sabe para quem precisa e quer saber
L curso subre anterbençon an berde i rega de la binha ourganizado pula Scuola Agrária de l Anstituto Politécnico de Bergáncia rializou-se cumo prebisto i nel participórun 24 biticultores antressados, que tubírun l prazer d'assistir a dues aulas teóricas i ua prática, subre dous de ls temas mais amportantes de l momiento para quien stá a tratar de las benies.
L Anstituto Politécnico atrabeç de dous de ls sous porsores João Berdeal i Castro Rieiro, berdadeiros specialistas na matéria, qu'ancantórun ls partecipantes.
Houbo muita participaçon i ne l fin la Coperatiba fizo ua proba de binos que deixou a todos mais sastifeitos inda por béren que l sou sfuorço na porduçon de las ubas se ten traduzido nua melhorie seneficatiba de ls binos, medalhados an bários países i comercializados ne ls cinco cuntinentes.

Publicado em 'Hoije'.

11 junho, 2013

Programa Intensivo de Estudos da Agrária distinguido internacionalmente

Intensive Program ERASMUS "ChemNat" distinguido internacionalmente
O Intensive Program ERASMUS "ChemNat", da responsabilidade da professora Isabel Ferreira, da Escola Superior Agrária de Bragança (ESA) , que decorreu entre 2008 e 2010, em colaboração com a Universidade de Salamanca e a Universidade francesa Paul Verlaine-Metz, foi agora distinguido pela Agência Nacional do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida como um dos bons exemplos (best practices) a seguir, no âmbito da mobilidade, projetos e cooperação. Deste projeto acabou por resultar um mestrado, actualmente no segundo ano de funcionamento, conjunto entre a instituição brigantina e a Universidade de Salamanca. “O que contribuiu muito para que fosse atribuída esta distinção, uma vez que é um título conjunto entre duas universidades. Esta distinção está também relacionada com os frutos que deu após o PI. Também resultaram vários projetos de investigação e publicações científicas”, explicou Isabel Ferreira, docente responsável pelo projeto.
Este Intensivo Programe envolveu 10 alunos do IPB e 5 da Universidade de Salamanca e outros tantos da Univeridade de Metz, nomeadamente estudantes de mestrado e doutoramento, bem como nove professores, quatro do IPB, e os restantes das outras duas universidades. “No final dos três anos houve um relatório final e o projeto foi classifcado de muito bom”, acrescentou a professora.
Os IPs são programas de curta duração que juntam estudantes e docentes de IES de diferentes países europeus, encorajando o ensino multinacional e fomentando novas perspetivas de Ensino Superior no Espaço Europeu. O IPB é a instituição portuguesa com maior número de Programas Intensivos Erasmus. Desde 2007, o IPB foi responsável por 11 IPs como IES coordenadora e 12 IPs como IES parceira.
As três instituições de ensino superior candidataram um projeto na área da Química dos Produtos Naturais, funcionou em Bragança durante três anos. “Funcionava durante 15 dias na segunda quinzena de Junho. Vinham professores das várias universidades”, explicou Isabel Ferreira.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

09 maio, 2013

Crianças de Bragança começaram hoje a aprender mandarim

O último toque do dia na escola foi hoje sinónimo de uma nova aventura para algumas crianças de Bragança que, depois das habituais aulas, regressaram à sala para aprender mandarim.
O ensino da língua chinesa arrancou hoje a título experimental no Centro Escolar de Santa Maria com uma turma do primeiro ciclo que até ao final do ano letivo vai ter apenas "três ou quatro aulas" de preparação para alargar a iniciativa a outras turmas, em setembro, como explicou a vereadora da Educação da Câmara de Bragança, Fátima Fernandes.
O desafio foi lançado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que nos últimos anos tem oferecido cursos de mandarim no âmbito de uma parceria com universidades chinesas e que impulsionou a criação de um Centro de Língua e Cultura Chinesas naquela instituição.

Publicado em 'Notícias Sapo'.

22 abril, 2013

Tese sobre agricultura de Moçambique

Foi assinado um protocolo entre o Ministério da Agricultura de Moçambique e o IPB para técnicos estudarem em Bragança


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

16 abril, 2013

IPB formas técnicos agrícolas de Moçambique


O Instituto Politécnico de Bragança e o Ministério da Agricultura de Moçambique assinaram ontem um acordo de colaboração nos domínios da formação, investigação e do desenvolvimento científico e tecnológico.
A curto prazo, 15 técnicos superiores de Moçambique vão frequentar um mestrado em Qualidade e Segurança Alimentar.
O Secretário Permanente da Delegação Moçambicana, Daniel Clemente, considera que este protocolo vai possibilitar uma melhoria na actividade agrícola e o reforço das exportações.
A participação de técnicos superiores agrários de Moçambique em cursos de formação especializada e o apoio na área da qualidade e segurança alimentar são os objectivos de mais um protocolo celebrado entre o IPB e organismos daquele país africano.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

09 abril, 2013

19 dezembro, 2012

Alunos do primeiro ciclo vão ter aulas de mandarim em Bragança

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), João Sobrinho Teixeira, disse hoje em Macau que os alunos do primeiro ciclo do ensino básico desta cidade vão ter aulas de mandarim a partir do ano letivo de 2013/2014.
"Temos um projeto emblemático para iniciar o mandarim logo na primeira classe, no primeiro ano do ensino básico, para os alunos com seis anos", disse João Sobrinho Teixeira, à margem de um fórum em Macau.
O projeto de ensino da língua chinesa, segundo João Sobrinho Teixeira, vai resultar de uma parceria que envolve o Politécnico, a Câmara Municipal de Bragança, e a Universidade de Pequim em Zhuhai (Beijing Normal University at Zhuhai- BNUZ).
Depois de um período experimental de um mês e meio, a partir de junho, as aulas de mandarim iniciar-se-ão efetivamente em setembro, com um professor que será destacado por aquela universidade chinesa para Bragança.
"Esperamos que, com este embrião, Bragança se comece a afirmar como núcleo da cultura chinesa e da língua chinesa, na região do interior de Portugal e na região vizinha com Espanha", sublinhou, ao referir que estão a ser ultimados os detalhes com os parceiros em Zhuhai, região adjacente a Macau.
Antes da deslocação a Macau, João Sobrinho Teixeira esteve na semana passada em Pequim para a celebração de um acordo com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai) - a primeira universidade chinesa a abrir uma licenciatura de português em 1961 - com vista ao intercâmbio e aperfeiçoamento da língua portuguesa dos alunos chineses.
O novo acordo com Bewai deverá elevar o número de universitários chineses em Bragança, atualmente estimados em quase meia centena proveniente das universidades chinesas de Guangdong e de Nanjing, sobretudo dos cursos de português e jornalismo.
"Penso que começa a haver aqui uma cada vez maior consolidação entre Portugal e a China. Os politécnicos de Portugal pretendem ser um elo de ligação entre os países europeus e sobretudo os países de expressão portuguesa, e o Instituto Politécnico de Macau tem sido uma instituição charneira" nesse processo, disse.
Numa cidade "com cerca de 25 mil habitantes, o Instituto Politécnico de Bragança tem 7,5 mil alunos, dos quais cerca de mil são internacionais", sublinhou.
O responsável explicou também que foi estabelecida uma parceria com a autarquia, que incluiu a candidatura a fundos europeus para a recuperação de casas do centro histórico destinadas ao alojamento de alunos estrangeiros.
"Há ali uma pequena cidade cosmopolita, que permite aos alunos chineses, o contacto não só com os alunos portugueses, mas com alunos dos países de expressão portuguesa e alunos europeus", afirmou.
O IPB inaugurou a 15 de outubro o Centro de Língua e Cultura Chinesas, um projeto que Sobrinho Teixeira descreveu como "pioneiro".
"É um espaço próprio da Universidade de Pequim em Zhuhai aberto para o politécnico e para a região, e que irá fazer traduções e divulgar a cultura chinesa não só em Bragança, mas em todos os municípios da região", afirmou.
O centro deverá também ajudar "na facilitação de negócios entre os empresários de ambas as regiões", concluiu.

Publicado em 'i'.

29 novembro, 2012

IPB assina protocolo com Knightsbridge Examination & Training Centre

O Instituto Politécnico de Bragança e o Knightsbridge Examination & Training Centre assinaram um protocolo que visa o reconhecimento do centro de línguas do IPB como Centro de Exames Cambridge.
A responsável do centro, Isabel Chumbo, explicou que “este acordo que está em vigor prende-se com a mobilidade de estudantes do IPB mas também com a necessidade crescente da criação de cidadãos multilingues e culturalmente atentos dentro do contexto Europeu, as pessoas precisam sair do país por razões de educação ou mesmo profissionais e muitas vezes os pré requisitos são rígidos que é a certificação dos conhecimentos de Inglês, até Setembro quem queria fazer essa certificação teria que se deslocar ao Porto ou Lisboa e com este acordo pode fazê-lo em Bragança.
A responsável explicou que estão disponíveis exames de todos os níveis da Convenção-Quadro do Conselho da Europa que permitem obter resultados precisos quanto às capacidades dos alunos na área da Língua Inglesa, “o objectivo do centro de línguas do IPB é promover aos alunos uma diversidade de línguas menos comuns. A próxima candidatura será no mês de Maio sendo que é através do Centro de Línguas do Instituto Politécnico de Bragança, que se fazem as inscrições.” Os interessados, “podem fazer cursos de preparação para esses níveis que estão desenhados pelo quadro comum de referência, para as línguas do concelho da Europa. Podem fazer também os cursos de preparação no centro de línguas e depois sujeitarem-se então a esse exame que é feito em todo o mundo ao mesmo tempo”.
Isabel Chumbo salientou que “no futuro gostaríamos de diversificar um pouco a oferta das línguas, contudo isso depende da disponibilidade dos formadores e muitas vezes não é fácil encontrar formadores com qualidade em Bragança e arredores. Gostaríamos de expandir as línguas para as chamadas línguas menos comuns como, o Russo, o Árabe e o Japonês, mas como o IPB e o Centro de línguas do IPB gosta de primar naturalmente na qualidade, nem sempre conseguimos encontrar formadores adequados”.
Estes cursos e exames estão abertos a todos os alunos do IPB e à comunidade no geral, qualquer interessado pode inscrever-se nos cursos de preparação para os exames ou só para a realização dos mesmos. Até à data o centro de línguas do IPB já formou cerca de 700 pessoas.
Publicado em 'RBA'.

30 outubro, 2012

"Podemos qualificar mais pessoas sem pedir mais dinheiro ao país"

Os efeitos do Orçamento no ensino superior preocupam-no, mas o homem forte dos politécnicos prefere pensar além da "gestão da miséria". O futuro, diz, está nos consórcios entre instituições

Tal como as universidades, também os politécnicos foram surpreendidos pelo anúncio de cortes orçamentais para 2013 que vão muito além do esperado e do que podem suportar. Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico de Bragança e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, ainda acredita num recuo do Governo, mas entende que também as instituições podem fazer mais e melhor para reforçar a autonomia num sistema que ainda depende em demasia do Estado. "Devemos caminhar para um sistema de consórcios entre as instituições e gerar sinergias", diz. No caso dos politécnicos, com um papel determinante à escala das regiões.

Os politécnicos foram confrontados com cortes adicionais nas transferências do Estado para 2013. Como vão resolver este problema?
Na prática, os cortes aproximam-se dos 10%. Assim é impossível. A redução das dotações orçamentais que estava prevista era de 3,2% e, sem que houvesse um contacto prévio com as instituições, ficámos a saber que diversas rubricas foram alteradas, quer nas transferências, quer nas receitas próprias. No politécnico de Bragança, por exemplo, tínhamos 240 mil euros na rubrica dos combustíveis [aquecimento] e a verba foi reduzida para 40 mil sem qualquer explicação. Como é que vou dar aulas ao frio? Espero sinceramente que a situação venha a ser corrigida.

E se não for?
Se não for, a nossa autonomia fica em causa e os politécnicos serão incapazes de funcionar. As instituições ainda estão muito dependentes das transferências do Estado. A dependência varia de instituição para instituição, mas, normalmente, anda pelos 60 a 70%. Mas temos feito um caminho de captação de mais receitas próprias. Temos orientado a captação para conseguir aumentar o universo de alunos, nomeadamente para os cursos de especialização tecnológica, e temos aumentado em mestrados profissionais. Por outro lado, temos também vindo a reforçar a nossa relação com os politécnicos dos países lusófonos.

Aumentar as receitas passa por subir o valor das propinas?
Não me parece. Um aumento de propinas só iria afastar os jovens e Portugal precisa de ter mais juventude e público adulto a estudar. Um dos problemas com que nos debatemos é termos uma população pouca qualificada e com baixos salários. Não é à custa dos que só recebem o salário mínimo que o país vai sair da crise. A nossa estratégia não pode ser só a de saber onde vamos cortar. Tem de se apostar na qualificação.

Mas os jovens estão a emigrar...
É um fenómeno péssimo. Como é que vamos gerar riqueza? Esta fuga vai determinar que muitos jovens irão trabalhar para outros países e muitos nem retornarão. Portugal vai ficar com uma população jovem perfeitamente desqualificada, sem perspectivas e sem futuro. A questão é o que podemos nós fazer. E penso que temos que qualificar ainda mais, a pensar nos que ainda cá fiquem.

Pela primeira vez numa década houve uma quebra no número de vagas de acesso ao superior. Porquê?
O sistema politécnico reduziu cerca de duas mil vagas. Foi um ajustamento entre a oferta e a procura - estamos muito dependentes. O problema é que não há uma política de acesso ao ensino superior, tudo depende da dificuldade das provas específicas. E aí temos variabilidades muito grandes. Em 2008, a média do exame nacional de Matemática foi de 12,4. No ano passado foi de 8,2. E não acho que a aprendizagem tenha mudado assim tanto.

O ministro Nuno Crato anunciou a alteração do regime jurídico das instituições e do modelo de financiamento do ensino superior. Na sua opinião, o que deve mudar?
O regime não está correcto e tem sido bastante pernicioso. Ao indexar o financiamento ao número de alunos, tem subvertido a missão das instituições e tem tornado o país mais assimétrico. O financiamento deveria estar alocado às missões de cada instituição. Podemos falar num financiamento fixo, mas deveria haver também um financiamento variável em função dos objectivos fixados para cada missão.

Faz sentido haver tantos politécnicos?
Neste momento, só temos um politécnico nas grandes cidades. A actual rede é adequada. Devemos caminhar para um sistema de consórcios entre as instituições e gerar sinergias. O sistema politécnico tem uma capacidade de inserção nas regiões que é determinante. Temos massa crítica e estamos disponíveis para gerir consórcios e criar centros que sejam avaliados e financiados pela capacidade de envolvimento com as regiões.

Essa integração prevê a redução do número de cursos?
O país só tem a ganhar, se fizer, de facto, esse caminho, mas essa é uma visão derrotista - a de que temos de fechar coisas só por fechar. Mais fundamental é pensar na reorganização global da rede, reduzindo cursos, mas para poder aumentar o número de alunos. Com a actual rede de ensino superior podíamos dar mais oferta para qualificar mais pessoas, sem pedir mais dinheiro ao país.

Que balanço faz do novo regime das bolsas de acção social?
Foram introduzidas algumas alterações que tornaram o sistema mais justo. O problema é que começamos a ter aqui uma população que está no limite. Quem tem rendimentos ligeiramente acima do salário mínimo já não tem direito a uma série de benefícios e essa classe média baixa está, de facto, num grande problema. Começamos a ter um problema de uma franja da população não ter acesso à bolsa.

Que nota dá a este ministério?
Daria uma classificação entre o médio e o bom, com capacidade para evoluir mais. Há abertura para discutir as coisas, capacidade de diálogo e um entendimento dos problemas das instituições. Há muito trabalho de formiga que é feito. Agora, o que me parece é que temos estado demasiado armadilhados na crise e no Orçamento. E mais vale discutir aquilo que podemos fazer, em vez da gestão da miséria. A gestão da miséria só leva a mais miséria.

Publicado em 'Público'.

04 outubro, 2012

Número de animais abandonados aumentou em Bragança

São cada vez mais os animais abandonados pelos donos. Desde 2010, o Canil Intermunicipal de Vimioso, recebeu cerca de 1400 cães e gatos.
A informação foi avançada pelo veterinário municipal de Vimioso, Manuel Godinho, que falou à margem da mesa redonda dedicada ao “Quadro Legal de Protecção dos Animais”, que decorreu, ontem, na Escola Superior Agrária de Bragança.
Desde que o Canil abriu portas, em Outubro de 2010, foram muitos os cães e gatos abandonados ou entregues pelos donos. Recorde-se que este canil abrange os concelhos de Vimioso, Mogadouro, Miranda do Douro e Bragança. Manuel Godinho conta que as razões que levam ao abandono são “a idade avançada ou as doenças incuráveis dos animais”. “Não conheço nenhum caso de pessoas que tenham entregado o seu animal por não terem condições económicas para o manter”, concluiu.
O comandante da PSP de Bragança, Amândio Correia, diz que “são muitos os cães abandonados na via pública”. No entanto, a queixa mais frequente dos brigantinos é o barulho causado pelos animais. “Todas as semanas há queixas por barulhos”, sublinhou. Amândio Correia diz que há donos que desconhecem e outros não respeitam a legislação, e revela que a PSP pretende aplicar coimas aos cidadãos que não sabem tratar os seus animais. “Este passo tem que ser integrado numa campanha massiva se informação das entidades administrativas competentes, nomeadamente da Câmara Municipal, com apoio do veterinário municipal e também do delegado de saúde”, frisou.
O objectivo desta mesa redonda foi comemorar o Dia Mundial do Animal, que se assinala hoje, e sensibilizar alunos, professores e comunidade em geral, para a questão do abandono dos animais. A iniciativa foi organizada pela Associação Amica, de Bragança, em colaboração com a Escola Superior Agrária.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

27 setembro, 2012

Centro de Cultura Chinesa abre no próximo mês

Abre no próximo mês o Centro de Cultura Chinesa que vai funcionar no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O objectivo do centro é leccionar o Mandarim e divulgar a cultura chinesa para abrir portas de negócios portugueses na China. Com a vinda dos alunos provenientes de diversas universidades da República Popular da China, o IPB cria agora em parceria com a universidade de Pequim um Centro de Cultura Chinesa.
“Queremos é que seja um centro de cultura chinesa da cidade e da região, portanto com uma capacidade de abrangência que vá para além do politécnico e para além de Bragança e que consiga abranger a grande região de Trás-os-Montes”, afirma o Presidente do IPB, Sobrinho Teixeira.
O centro entra em funcionamento no dia 15 de Outubro e começa por leccionar o Mandarim. “Ele vai ter uma capacidade de leccionação de aulas em Mandarim, vai evoluir depois para um centro Confúcio, para além da divulgação da cultura e língua chinesa, vai também emanar de Bragança a cultura e língua portuguesa para alguns locais da República Popular da China”, salienta o presidente.
O centro visa, ainda, promover a ligação entre empresários transmontanos e chineses, para que através da cultura se consolidem negócios. “Promover a interligação entre empresários desta região e empresários da república popular da china através da cultura se consolidarem negócios”, conclui Sobrinho Teixeira.
De referir que o IPB mantém já uma relação de dois anos com a Universidade de Pequim, da qual resulta a mobilidade de alunos e docentes. O IPB e a Universidade de Pequim a investir na cultura internacional.
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Estrangeiros já podem fazer exame de Português no IPB

Os estrangeiros que queiram certificar o seu nível de Português, já o podem fazer no Centro de Línguas do IPB.
Até agora, Bragança, não tinha um local para quem vem de fora poder provar a sua competência a Português. Agora, através da assinatura do protocolo entre a Escola Superior de Educação, e o Sistema de Avaliação e Certificação de Português Língua Estrangeira, a realização dos exames já é possível. A coordenadora do Centro de Exames do IPB diz que “é uma forma de corresponder aos anseios de muitos estrangeiros que vivem em Portugal, e que precisam de certificar os seus níveis linguísticos, por questões de trabalho, ou porque solicitam a cidadania portuguesa”. Isabel Chumbo revela, ainda, que há estrangeiros de outras zonas do país que pretendem fazer o exame no Centro de Línguas do IPB, isto porque “há muita gente que está a procurar o Centro de Bragança como alternativa aos grandes centros de exames, nomeadamente Lisboa e Porto”.
Há duas semanas que foi assinado um outro protocolo, que permite a portugueses e estrangeiros realizarem exame de Inglês. “Agora também já somos Centro de Exames Cambridge, o que significa que todos os portugueses e estrangeiros podem, no Centro de Línguas do IPB, realizar exames que certifiquem os seus conhecimentos de Inglês e que são reconhecidos no mundo inteiro”, explicou a responsável. Os exames são feitos na Escola Superior de Educação, facilitando a deslocação dos estrangeiros que residem na região. A inscrição para os exames da época de Novembro decorrem até ao dia 4 de Outubro.
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