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04 dezembro, 2015

IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário


O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 junho, 2015

ESACT garante mestrado de marketing turístico


 “É um dos marcos da escola, porque o objetivo do instituto foi fazer da EsACT uma escola com identidade científica, pedagógica e académica”, declarações do presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) no anúncio público da aprovação do mestrado em marketing turístico, na passada quarta-feira, em Mirandela.
A criação deste Mestrado “é o corolário de um trabalho de maturação da ESACT que merece ser festejado”, acrescenta Sobrinho Teixeira que faz questão de sublinhar que a obtenção destes mestrados “passa por critérios muito rigorosos por parte da agência de acreditação”.
Também o director da EsACT, entende que esta candidatura tem plena justificação. “Há alguma falta de recursos humanos qualificados para fazerem um papel adequado na área do turismo. E também é fundamental promover-se de forma integrada a região”, refere Luís Pires. Já o autarca de Mirandela não tem dúvidas das mais-valias para o concelho, mas também para a região, com o início deste Mestrado. “Existem áreas que podem ter mais potencial de emprego e uma delas é a turística”, adianta António Branco, que entende existir um défice enorme no que diz respeito a operadores turísticos.
“Falamos muito que a região tem capacidade de receber e até temos boas unidades de boa qualidade, mas os operadores turísticos são os tradicionais as agências de viagem que pertencem a redes nacionais e um ou outra empresa de animação turística”, afirma.
No próximo ano lectivo, a ESACT de Mirandela passa a ter o mestrado em administração autárquica, com 25 vagas, e o de marketing turístico, com 15 vagas.
E já serão lecionados no novo edifício, que vai custar 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pelo Município. Segundo António Branco, as obras “ficam prontas até ao final do mês”.
Atualmente, a ESACT tem cerca de mil alunos a frequentar os oito cursos da instituição de ensino superior.

Técnicos da câmara vão aprender Mandarim
A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela já possibilita, há quatro anos, a aprendizagem da língua chinesa aos cerca de 200 alunos do curso de Turismo, e a partir do próximo ano letivo, passa a dar essa possibilidade aos técnicos do setor, da autarquia, sem qualquer encargo.
Nesse sentido, foi assinado um protocolo entre o IPB e a Câmara Municipal de Mirandela. O autarca recorda que “já existe na cidade uma comunidade interessante de empresários chineses e que começam a ser realizadas exportações para aquele País”.
António Branco espera poder alargar o ensino desta língua aos colaboradores municipais, aos empresários e até aos alunos do 1.º Ciclo.

Publicado em 'Mirandela'.

04 junho, 2015

Novo Mestrado de Marketing Turístico pode promover sector na região


Há falta de operadores turísticos na região. A constatação foi apresentada por António Branco, presidente da Câmara Municipal de Mirandela, ontem, no anúncio público do mestrado em Marketing Turístico.
O novo curso será ministrado na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, no próximo ano lectivo. O autarca considera que esta formação pode contribuir para alterar a lacuna existente na oferta turística organizada. "Existem áreas que podem ter mais potencial de emprego e uma delas é a turística. Uma das dificuldades na região diz respeito a operadores turísticos. Não há um número de operadores turísticos suficientes. Falamos muito que a região tem capacidade de receber e até temos boas unidades de boa qualidade, mas os operadores turísticos são os tradicionais as agências de viagem que pertencem a redes nacionais e um ou outra empresa de animação turística”, defende o autarca.
Também Luís Pires, director da EsACT, entende que há na região poucos técnicos qualificados na área de promoção turística. “Há alguma falta de recursos humanos qualificados para fazerem um papel adequado na área do turismo. E também é fundamental promover-se de forma integrada a região”, salienta. O curso de segundo ciclo agora aprovado pela agência de avaliação e acreditação é o segundo mestrado que a EsACT disponibiliza, depois de autorizado o de Administração Autárquica que receberá alunos em 2015/ 2016.
Para o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, não se trata apenas da oferta de mais dois cursos mas de um marco na instituição. “Esta foi uma vitória, é um dos marcos da escola. O objectivo do instituto foi fazer da EsACT uma escola com identidade científica, pedagógica e académica”, salienta Sobrinho Teixeira.
Ontem, foi ainda assinado um protocolo entre o IPB e a Câmara Municipal de Mirandela, para possibilitar que os técnicos de turismo da autarquia tenham aulas de mandarim. A autarquia pondera ainda alargar o ensino desta língua aos alunos do 1.º Ciclo.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

12 maio, 2015

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. "Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação - uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico - fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural". Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, "os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas" Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, "o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego". Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, "traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria", advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa - existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) - permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: "Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros", afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, "iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos". No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO
 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT - Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, "foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo". E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. "O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho... um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc "
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, "sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país".

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. "A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global".

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, "muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo".
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. "temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo".
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos "quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial".
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. "Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor", finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.


Bragança: Um exemplo de Sucesso
 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. "Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu". Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. "Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade". Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia". Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a "dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região".
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: "Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita".
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. "Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia - disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento", afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.


Mirandela: Futuro sustentável
 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente...
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública - de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública - imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades...

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em 'País Positivo' nº 80.

02 abril, 2015

ESACT recebe primeiro mestrado da sua história


É já no próximo ano letivo que a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela vai ter a funcionar o seu primeiro mestrado, em Administração Autárquica.
O anúncio da primeira formação de segundo ciclo disponibilizada pela escola desconcentrada do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), foi revelado, na passada quinta-feira, na cerimónia de tomada de posse de Sónia Nogueira, como subdiretora da escola. A novidade foi avançada pelo diretor da ESACT, destacando que a aprovação, pela Agência de Acreditação do Ensino Superior, desta oferta formativa é “muito positiva para a escola, para o IPB e para a região”, sublinhando que “é fundamental enquanto estrutura a nível de curso e enquanto instituição, porque permite aproveitar os alunos que terminam o primeiro ciclo, que querem incrementar e especializar os seus conhecimentos”, adianta Luís Pires.
A escolha em administração autárquica teve a ver com a necessidade de “criar ativos com a capacidade de interagir com as problemáticas da governação local e que sejam capazes de promover soluções eficientes”, explica. O corpo docente consolidado foi uma das exigências para esta candidatura ser aprovada. Para o presidente do IPB, este “é um sinal da capacidade de afirmação da escola e o corolário muito forte de uma estrutura que está a crescer em número de alunos e capacidade instalada”, sustenta Sobrinho Teixeira para quem a ESACT é aquela que representa “o melhor exemplo de sucesso, quer pela dimensão, pela sua capacidade de afirmação, quer pela maturidade que atingiu”, refere. Já o presidente da Câmara de Mirandela salienta a abertura de um mestrado em Mirandela “numa altura em que se encerram mestrados”. Para o António Branco, isso “traduz o percurso que a escola tem vindo a fazer” e defende que “a aposta nos ciclos longos é essencial para o futuro da ESACT”.
Um mestrado de Marketing Turístico e uma nova licenciatura, em Jornalismo e Comunicação Digital, foram igualmente candidatados pela Escola Superior de Mirandela à Agência de Acreditação, mas ainda sem resposta. Atualmente, a ESACT tem cerca de mil alunos a frequentar os oito cursos da instituição de ensino superior.

Centro de Recursos avança
As novas instalações da ESACT de Mirandela vão ter a funcionar um Centro de Recursos para a promoção do turismo e marketing territorial do Alto Trás-os-Montes. Luís Pires, diretor da ESACT, explica que se trata de “um projeto arrojado, com um crescimento gradual na base das parcerias com os agentes públicos e privados da região”.
Para já, foi aprovada uma candidatura no valor de 700 mil euros que vai dotar o centro regional de equipamento de vanguarda, que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, entende poder vir a tornar-se “num polo forte na área do turismo e da comunicação”.

Obra atrasada dois meses
As novas instalações que deviam estar concluídas em Abril, sofreram um pequeno atraso e o prazo de conclusão da empreitada está agora calendarizado para o início de Junho.
O presidente da câmara de Mirandela, António Branco garante que o novo campus da escola “estará pronto a receber os alunos no próximo ano letivo”. A ESACT de Mirandela vai, finalmente, ter instalações definitivas, depois de duas décadas em instalações provisórias. No total, o investimento ronda os 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pelo Município

Publicado em 'Mensageiro'.

27 março, 2015

Mestrado em Administração Autárquica abre em Mirandela

A Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela vai ter no próximo ano lectivo um mestrado em Administração Autárquica.
Trata-se da primeira formação de segundo ciclo disponibilizada por esta escola do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). O director da instituição Luís Pires destaca que a aprovação pela Agência de Acreditação do Ensino Superior desta oferta formativa é “muito positiva para a escola, para o IPB e para a região”, sublinhando que “é fundamental enquanto estrutura a nível de curso e enquanto instituição, porque permite aproveitar os nossos alunos que terminam o primeiro ciclo, que querem incrementar e especializar os seus conhecimentos. Até ao momento, se o quisessem fazer nestas áreas, teriam de sair da região”.
“É também importante para as entidades do tecido empresarial, quer público quer privado, porque possibilita àqueles que já há muitos anos trabalham vire refrescar os conhecimentos e orientar as suas valências para uma sociedade em rede”, acrescentou ainda. O corpo docente consolidado foi uma das exigências para esta candidatura ser aprovada.
Para Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, este é um sinal da capacidade de afirmação da escola e “o corolário muito forte de uma escola que está a crescer em número de alunos e capacidade instalada”. “Esta Escola é aquela que representa o melhor exemplo de sucesso quer pela dimensão, pela sua capacidade de afirmação, quer pela maturidade que atingiu”, refere.
António Branco, presidente da Câmara de Mirandela, salienta a abertura de um mestrado em Mirandela “numa altura em que se encerram mestrados”. Para o responsável autárquico isso “traduz o percurso que a escola tem vindo a fazer” e defende que “a aposta nos ciclos longos é essencial para o futuro da EsACT”.
Um mestrado de Marketing Turístico e uma nova licenciatura, em Jornalismo e Comunicação Digital, foram igualmente candidatados pela Escola Superior de Mirandela. Ontem foi também anunciada a aprovação da candidatura a financiamento europeu de um Centro de Recursos de Turismo e Marketing, constituído por laboratórios nas novas instalações da EsACT, que devem estar prontas no final de Junho.

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10 fevereiro, 2015

IPB tem o primeiro mestrado em Agricultura Tropical do País

O Instituto Politécnico de Bragança tem o único mestrado em agricultura tropical do país.
O mestrado vai começar a funcionar no segundo semestre deste ano lectivo, que começa no próximo dia 16. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, explica que o curso foi criado a pensar nos alunos vindos dos países africanos mas também nos estudantes portugueses que vêem neste mestrado uma oportunidade de emprego. “Temos alunos de países africanos como S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola e Moçambique. Temos também alunos portugueses que vêem neste mestrado uma possibilidade de aumentar a sua empregabilidade, para além daquilo que é a realidade nacional.
Em Março, esperamos lançar este projecto em Moçambique e há um projecto também para o ministrar em S. Tomé. Há uma perspectiva de exportação do próprio mestrado e deste conhecimento”, sublinha o presidente da instituição.
Sobrinho Teixeira salienta a investigação que tem sido feita nesta área no Instituto Politécnico de Bragança, o que tornou possível a aprovação deste mestrado pela Agência de Avaliação e Acreditação. “A única instituição nacional que, até à data, foi capaz de apresentar uma investigação de relevo nessa área foi o IPB. Nesse aspecto estamos satisfeitos, estamos a cumprir essa missão. Nós somos uma terra de agricultura, sustentável e baseada nos nossos produtos tradicionais mas, há muito conhecimento básico em comum, no que diz respeito à agricultura, que podemos ampliá-lo e exportá-lo através deste mestrado”, frisa Sobrinho Teixeira.
O mestrado vai começar a funcionar com todas as vagas preenchidas. O objectivo é que o IPB possa ministrar o curso noutros países.

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21 novembro, 2014

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros - este ano receberá l 200, de 25 países diferentes
 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a 'gente' e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros - num universo de cerca de seis mil estudantes - que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes - os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto - o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o 'ranking' dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional - o primeiro entre os politécnicos - e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas... e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa... não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em 'Visão' nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

27 junho, 2014

El Máster de Oro CEU-CyL 2014 se concede al Instituto Politécnico de Bragança

La Escuela de Negocios San Pablo CEU clausura 2 másters y su programa de formación continua
La Escuela de Negocios San Pablo CEU de Castilla y León cierra este viernes el período lectivo de sus programas máster MBA-Internacional y Mantenimiento Industrial y su oferta de programas de formación continua, que se han desarrollado en Valladolid durante el curso académico 2012-13.
Los estudiantes han realizado una buena parte de sus sesiones académicas en diferentes firmas mercantiles e instituciones con las que la Fundación San Pablo CEU mantiene acuerdos de colaboración, gracias a las cuales los alumnos han tomado contacto directo con los ejecutivos y directivos de algunas de las principales empresas y entidades profesionales de Castilla y León.
Para potenciar su clara vocación internacional, se realizaron visitas a universidades, instituciones y empresas en Pau (Francia) y en Bragança y Aveiro, en Portugal.

Galardón
El galardón Master de Oro CEU-CyL supone un reconocimiento a la trayectoria profesional y los méritos empresariales y pretende recompensar a las entidades cuya actividad y saber hacer repercute positivamente en la sociedad castellano-leonesa y su entorno.
En esta edición, la distinción recayó en el portugués Instituto Politécnico de Bragança, uno de los más prestigiosos centros universitarios del país vecino. João Sobrinho, presidente-rector es el encargado de recoger el certificado de acreditación correspondiente.
Durante el evento intervendrá también Raúl Díez Sampedro, director general de Grupo Norte, padrino de esta promoción; y será clausurado por Mercedes Cantalapiedra, teniente de alcalde del Ayuntamiento de Valladolid; y Raúl Mayoral Benito, adjunto a la Presidencia de la Fundación Universitaria San Pablo CEU.

Publicado em 'Castilla y León Económic'.

27 fevereiro, 2014

Mestrado em Agricultura Tropical no IPB

Curso arranca em Setembro, em Bragança, mas o objectivo é levá-lo para Angola e Moçambique Objectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos
A Escola Superior Agrária de Bragança vai leccionar um mestrado em Agricultura Tropical. A proposta do Instituto Politécnico foi aprovada recentemente.
Deverá arrancar no próximo ano lectivo, em parceria com instituições africanas. “Em Outubro apresentámos à agência de avaliação e acreditação das formações um mestrado em Agricultura Tropical e foi aprovado há duas semanas. Vai contar com a colaboração de uma universidade brasileira, do Politécnico de São Tomé e Príncipe, de Gaza (Moçambique), e ainda do Kwanza Sul e da Universidade José Eduardo dos Santos (Angola)”, adianta o director da ESAB.
O responsável acrescenta que a primeira edição do mestrado vai arrancar em Setembro aqui no IPB, neste primeiro ano. “A nossa intenção é deslocá-lo para Angola e Moçambique”, realça Albino Bento.
A novidade foi avançada, na passada sexta-feira, durante o último Café de Ciência, organizado pelo Centro de Ciência Viva de Bragança, onde se deram a conhecer os projectos desenvolvidos pela escola nos países africanos.
O objectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos e, ao mesmo tempo, atrair mais estudantes para o IPB. “A ideia é preparar alguns dos nossos jovens, sobretudo aqueles que queiram procurar emprego nos países onde o emprego está em elevado crescimento, mas também é dirigido a estudantes africanos, pois nesses países há necessidade de formação de quadros no ministério da agricultura, universidades e politécnicos”, refere Albino Bento, salientando que “esta é uma oportunidade interessante de atrair estes estudantes”.
O IPB vai agora divulgar este mestrado, que tem um número máximo de 20 vagas, em Angola e Moçambique, para a captação de alunos.

Publicado em 'Jornal Nordeste' edição 902 de 25 de fevereiro, 2014.

22 abril, 2013

Tese sobre agricultura de Moçambique

Foi assinado um protocolo entre o Ministério da Agricultura de Moçambique e o IPB para técnicos estudarem em Bragança


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

16 abril, 2013

IPB formas técnicos agrícolas de Moçambique


O Instituto Politécnico de Bragança e o Ministério da Agricultura de Moçambique assinaram ontem um acordo de colaboração nos domínios da formação, investigação e do desenvolvimento científico e tecnológico.
A curto prazo, 15 técnicos superiores de Moçambique vão frequentar um mestrado em Qualidade e Segurança Alimentar.
O Secretário Permanente da Delegação Moçambicana, Daniel Clemente, considera que este protocolo vai possibilitar uma melhoria na actividade agrícola e o reforço das exportações.
A participação de técnicos superiores agrários de Moçambique em cursos de formação especializada e o apoio na área da qualidade e segurança alimentar são os objectivos de mais um protocolo celebrado entre o IPB e organismos daquele país africano.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

20 março, 2013

Professores com mestrado excluídos de concurso aberto pelo Ministério da Educação


Há mestrados direccionados para o ensino, que estão a ser ministrados no Instituto Politécnico de Bragança, que não conferem habilitações aos docentes para se candidatarem a concursos abertos pelo Ministério da Educação.
O problema é transversal aos mestrados de Bolonha ministrados por politécnicos e também por algumas universidades do País.
Esta situação está a indignar alguns docentes que foram excluídos do último concurso extraordinário aberto pelo Ministério. Antero Freitas é um dos professores que se sente lesado e não entende a atitude do Governo. “O problema e a gravidade da situação é que os mestrados, por despacho estão homologados e autorizados a funcionar e por força da lei deveria ter sido criada uma portaria em que fossem criados os grupos de recrutamento para este tipo de mestrados. Só que isto é gravoso. As pessoas investiram o seu dinheiro, tiraram os mestrados, fizeram as práticas pedagógicas e continuamos na mesma. Este impasse e esta falta de legislação faz com que nós não possamos concorrer”, lamenta o docente.
Esta situação já se arrasta há mais de cinco anos. Antero Freitas diz-se cansado de lutar para que a situação seja resolvida. “Estou a tentar criar todo o tipo de mecanismos para conseguir que a situação se resolva, porque para além do concurso de vinculação extraordinário vai haver um outro concurso externo, que só ocorre a cada quatro anos, e isto é gravoso, porque inclusive no último concurso que houve há quatro anos a situação já poderia e deveria estar resolvida e não estava, e para o grupo de espanhol houve professores a entrar apenas com o exame DELE - Diplomas de Espanhol como Língua Estrangeira, quando havia pessoas com este tipo de mestrados que ficaram impossibilitados de concorrer”, denuncia Antero Freitas.
O problema é reconhecido pelo presidente do IPB. Sobrinho Teixeira garante que tem pressionado o Governo para resolver a situação, mas até agora sem efeito. “Do ponto de vista da pressão política sinceramente penso que não era possível fazer mais. Desde reuniões com dois ministros, com a própria Assembleia da República. Procurámos fazer tudo para que aquilo que nos parece que é a implementação correcta da legislação assim acontecesse, mas a resposta que tivemos foi sempre estaria a ser avaliado o sistema como um todo e só nessa altura é que este problema seria equacionado. E é uma situação de injustiça face àquilo que foram os compromissos de então do próprio Ministério para com as instituições de ensino superior”, afirma Sobrinho Teixeira.
Entretanto, o Sindicato dos Professores da Zona Norte alertou, na semana passada, o Ministério da Educação para a necessidade de resolver este problema com urgência. O dirigente do SPZN em Bragança, Manuel Pereira, espera receber uma resposta do Ministério antes da abertura dos próximos concursos, prevista para o final do mês.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

12 junho, 2012

Mirandês é a língua oficial em lar de idosos

Mirandês é a língua oficial do Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Angueira.
Um aluno do mestrado de Educação Social no Instituto Politécnico de Bragança realizou um projecto chamado “A língua mirandesa uma mais-valia na comunicação com idosos institucionalizados”. O objectivo é divulgar a língua Mirandesa, nos lares do concelho de Miranda do Douro. Para muitos dos utentes do Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Angueira, o Mirandês é a sua língua oficial.
Para Carlos Rêgo, aluno do mestrado de Educação Social do IPB, falar o Mirandês foi a melhor opção que encontrou para ser aceite entre os idosos do centro. “Uma forma que eu encontrei de divulgar a língua Mirandesa que não é muito divulgada nem falada nos lares e mesmo na cidade de Miranda. Tive esta ideia porque inicialmente quando entrei aqui no Lar para fazer o meu projecto no âmbito da Educação Social, uma forma que eu encontrei de ser bem aceite por eles foi falar o Mirandês e não “fidalgo” como eles dizem que é o Português, aceitaram-me e por isso resolvi divulgar a língua não só neste lar mas em todos do concelho de Miranda do Douro.”
“A língua mirandesa uma mais-valia na comunicação com idosos institucionalizados” é o projecto deste aluno que pretende divulgar a língua Mirandesa, não só neste centro, mas em todos do concelho de Miranda do Douro.

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14 novembro, 2011

IPB vai perder 1,7 milhões do seu orçamento mas não vai haver aumento de propinas

O Instituto Politécnico de Bragança deverá sofrer um corte de oito e meio por cento no seu orçamento do próximo ano. São cerca de um milhão e setecentos mil euros. Mas Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, entende que deve haver uma discriminação positiva para aqueles que têm feito maior esforço de contenção.

“O corte foi igual para todas as instituições. Percebemos o esforço que temos de fazer, mas não podemos pagar todos por igual se fazemos esforços diferentes. Não há nada do memorando da Troika que indique cortes no Ensino Superior. Não podem ser aqueles que já estão dentro dos parâmetros de eficácia e eficiência a pagar o mesmo que outros serviços da Administração Pública que não têm os mesmos níveis de eficácia”, frisa.

Sobrinho Teixeira entende que essa diferenciação deve ser feita no orçamento de estado de 2013. Para já, as primeiras conversações entre os Institutos Politécnicos e Governo já deram frutos.

“Havia a necessidade de constituição de uma reserva de 2,5 por cento e apenas o Ensino Superior fica isento. Até porque não há uma única instituição de Ensino Superior que tenha défice. Também não vai haver cativação de verbas próprias”, explicou.
A salvo estarão também os saldos afectos a projectos, como o programa Erasmus.

Mas devido ao corte de quase dois milhões no orçamento de 2012, que nos últimos anos chegava aos 25 milhões, o IPB terá de encontrar algumas formas de poupar. E Sobrinho Teixeira até já sabe quais.

“É possível fazermos algum redesenho da nossa rede de formação, que até pode trazer um aumento do número de alunos. Mas só poderá ser feito a partir de Setembro. E terá de haver alguma redução nos serviços de limpeza, segurança, haver maior sensibilização para a poupança de energia e alguma redução ao nível de docentes contratados.”

No entanto, pelo menos para já, não haverá aumento de propinas.

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Jovens Investigadores

Mestrandos do IPB apresentam projetos

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28 março, 2011

Mestrado em Agroecologia é nova aposta do IPB

Escola Superior Agrária avança com um mestrado em Agroecologia com instituições de ensino do Brasil, Espanha e México
No próximo ano lectivo já deve estar a funcionar o mestrado em Agroecologia, uma formação que resulta de uma parceria entre a Escola Superior Agrária de Bragança (ESA) e três universidades estrangeiras, nomeadamente a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade de Léon e a Universidade Autónoma de Chapingo. Representantes das várias instituições estiveram em Bragança nos dias 24 e 25 de Março para participar num workshop sobre Agroecologia. Foram estabelecidos acordos para começar a trabalhar no mestrado, que o presidente da ESA, Albino Bento, considera poder avançar dentro de poucos meses. Foram ainda estabelecidas parcerias com vista à mobilidade de docentes e alunos a nível da investigação com a universidade mexicana, tal como já sucede com as restantes. “Parece-nos muito interessante para os alunos, porque o mestrado tem titulação conjunta. O título obtido aqui em Bragança é reconhecido nos outros países”, explicou o presidente da ESA. O plano de estudos está pronto e vai ser enviado para os respectivos ministérios da tutela para ser aprovado. “Até início do próximo ano lectivo deve haver novidades”, acrescentou. Até ao final de Abril deverá elaborado um projecto Erasmus Mundus. “Porque se prevê que os alunos possam fazer uma parte do mestrado na instituição de outro país”, referiu o responsável pela escola brigantina. O intercâmbio de estudantes e professores agrada ao representante da universidade mexicana que considera ser uma vantagem. “Cada instituição pode oferecer os seus pontes fortes e experiências”, disse Juan Rodrigues, professor do departamento de Agroecologia da Universidade de Chapingo, cujos 22 cursos são relacionados com a agricultura. Esta instituição está a investir na Agroecologia e já tem uma licenciatura. “Por ser uma área pioneira e fundamental para a agricultura”, esclareceu. A Agroecologia pode ser uma área com saídas interessantes no futuro, tanto mais que a agricultura sustentável está cada vez mais na ordem do dia. Xavier Lopez, director da Escola de Engenharia Agrária de Léon, é dessa opinião e defende que com o mestrado conjunto “podem ocupar um nicho de mercado que merece um trabalho de desenvolvimento”. Carlos Carvalho, pró-reitor de pesquisa e pós graduação da Universidade do Recôncavo da Bahia, sublinhou a importância da cooperação entre instituições.

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26 outubro, 2010

“Base” para “Erasmus lusófono” passa pelo Politécnico de Macau

Primeiros alunos em mobilidade entre Politécnicos de Portugal e IPM esperados em Março
Estão a ser limadas as últimas arestas para o lançamento de um projecto piloto, ao abrigo do qual é dada a possibilidade aos alunos do IPM de frequentar um semestre do curso em Politécnicos de Portugal e vice-versa. Em Março, deverá arrancar o novo programa de mobilidade, que se espera que sirva de alavanca à criação de um “Erasmus lusófono”, adiantou Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, em entrevista ao JTM.

Estão a ser limadas as últimas arestas para o lançamento de um projecto piloto, ao abrigo do qual os alunos do Instituto Politécnico de Macau podem frequentar um semestre do curso em Politécnicos de Portugal e vice-versa. Em Março, deve arrancar a “aventura” dos primeiros estudantes do novo programa de mobilidade, que se espera que sirva de alavanca à criação de um “Erasmus” capaz de abraçar a lusofonia

As sementes já foram lançadas, mas só a aproximação da Primavera deve trazer os frutos ou as “bases” para a criação de um programa de mobilidade de estudantes, que englobe o universo lusófono, semelhante ao “Erasmus” desenhado dentro do espaço europeu. Cozinhadas no seio do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) – do qual o Instituto Politécnico de Macau (IPM) faz parte –, essas bases traduzem-se na realização de uma “experiência piloto”, que irá permitir aos estudantes do IPM realizar um semestre do curso em Politécnicos de Portugal e vice-versa.
Considerada um “desafio”, a novidade foi avançada ao JTM pelo presidente do CCISP, Sobrinho Teixeira, na sequência de uma reunião do núcleo, que teve lugar no IPM, e onde a ideia foi “trabalhada” e “aceite”. Com efeito, espera-se que no segundo semestre – finais de Fevereiro/início de Março – se encontrem já em processo de mobilidade os primeiros alunos, revelou o presidente do CCISP. “O nosso objectivo é termos os primeiros alunos do IPM em processo efectivo de mobilidade em áreas que não sejam só as conotadas com a cultura e língua portuguesas”, afirmou, apontando como exemplos os cursos de engenharia, gestão ou administração, em que há “similitude de currículos e programas” entre as instituições de ensino.
Segundo Sobrinho Teixeira devem ser colocadas à disposição entre 25 a 30 vagas. Contingente que poderá ser alvo de uma reavaliação. “No futuro, temos de averiguar se é exagerado ou insuficiente”, disse o responsável. Dado que se trata de um programa novo e atendendo a que o número de alunos não deverá superar os 30, a oferta contempla, para já, sete Politécnicos de Portugal. “O IPM irá escolher os 25 ou 30 alunos mediante a disponibilização e a vontade dos alunos do leque de oferta que houve ao nível do CCISP, que coordenou este processo. Os Politécnicos portugueses, por seu turno, irão enviar para Macau estudantes depois de uma selecção feita a nível de cada instituição, à semelhança do que acontece com o “Erasmus”, sublinhou Sobrinho Teixeira, ao indicar que a definição dos critérios são, igualmente, da responsabilidade dos estabelecimentos de ensino. Critérios esses que, anotou, “passarão certamente pela demonstração da capacidade intelectual, bom domínio da língua inglesa ou estabilidade emocional”.
E a língua? Mais uma vez, as características do programa europeu voltam a servir de modelo. “Podemos receber alunos em Portugal que não falem português ou falem de uma forma rudimentar, mas também alunos que tenham conhecimentos de inglês”, sustentou Sobrinho Teixeira, ao destacar que “a realidade que existe hoje nos Politécnicos portugueses é uma realidade em que se recebe centenas de alunos provenientes do espaço europeu – a grande maioria deles provenientes até de países não latinos – e, portanto, a língua de comunicação com os colegas e com os próprios docentes é a inglesa”. Os Politécnicos lusos comprometem-se, ainda assim, a facultar um curso intensivo de português aos alunos do IPM.
Olhando para o programa, Sobrinho Teixeira considera que encerra três grandes funções. “Uma delas é naturalmente dar a conhecer a forma de ensino diferente do outro país ou território, o que figura como um enriquecimento tremendo no currículo dos alunos”, começou por enfatizar o também presidente do Instituto Politécnico de Bragança. A outra missão passa pelo “cimentar” de “um espírito de ligação àquilo que é o grande espaço da lusofonia que, em termos estratégicos futuros, tem um alcance muito grande”, destacou. Por outro lado, “um aluno de Engenharia que vá frequentar um semestre a Portugal não terá só o enriquecimento em termos da cultura, na medida em que terá acesso à aprendizagem de uma língua que cada vez tem mais expressão”. Em sentido inverso, um estudante de Portugal que venha frequentar um semestre da licenciatura em Comércio Internacional segue aqui as disciplinas com um enfoque que é ligeiramente diferente – porque é para a Ásia – e, portanto, há até um enriquecimento do ponto de vista científico”, exemplificou.
Em tudo idêntico ao programa “Erasmus”, o intercâmbio a ser lançado apresenta uma “mais-valia”, acentuou Sobrinho Teixeira, na medida em que “o protocolo prevê que os Politécnicos que recebem os alunos suportem as despesas de acomodação e alimentação. Há um acto de generosidade das próprias instituições”. Neste âmbito, o presidente do CCISP puxou das “condições” que o IPM oferece. “O IPM possui um edifício com 300 quartos e várias cantinas, o que lhe deu uma capacidade extraordinária. É uma mais-valia para esta cooperação”, relevou.
A ESCOLHA DE MACAU. A pergunta impõe-se: O que fez com que o IPM tenha sido escolhido para tomar parte do lançamento das bases para o “Erasmus lusófono”? Sobrinho Teixeira não hesita na resposta: “Estamos a implementar [este processo] com Macau por uma questão de afinidade porque há, de facto, uma grande ligação. O IPM faz parte do CCISP e depois tudo isso se traduz numa relação afectiva muito forte, o que determina que se possa iniciar este programa de forma voluntária”. Trata-se de aproveitar a ligação já existente, “até em termos pessoais”, o que faz com que “seja mais fácil criar aquilo que nos parece ser um grande projecto para a lusofonia”.
De salientar, contudo, que a ideia de se estabelecer um “Erasmus lusófono” não é nova, tendo sido recuperada no seio do XX Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP). “Este processo – a lançar pelos Politécnicos de Portugal e o de Macau – assume-se pioneiro no próprio desejo expresso em Macau por parte da AULP”, vincou. Assim, este passo figura como um “pequeno aspecto daquilo que a AULP quer concretizar que é alargar [o programa] a toda a lusofonia.
Segundo revelou ao JTM Sobrinho Teixeira, no próximo encontro da AULP – que vai decorrer entre 6 e 9 de Junho de 2011 em Bragança – espera-se precisamente dar “este exemplo” para que possa ser levado em conta como uma experiência e de modo a que o “processo de afirmação” dos Politécnicos saia realçado. “O facto do IPM e dos Politécnicos portugueses poderem mostrar já trabalho nessa área servirá de incentivo. É este trabalho que queremos apresentar como uma experiência na reunião da AULP” num painel que sirva de “reflexão” sobre a cooperação e proporcione a troca de experiências. “Não é só enviar um aluno, recebê-lo e pronto. Há todo um trabalho, até técnico, do modelo de organização e de responsabilidade. Por isso, pretendemos apresentar a todos os países lusófonos os resultados dessa experiência piloto de Macau e dos Politécnicos de Portugal”, completou.
OUTRAS COLABORAÇÕES. Há ainda expectativas em relação a outras cooperações futuras entre Politécnicos de Portugal e o de Macau, cujos tentáculos se estendem à investigação a mais de duas de mãos e à formação de docentes. Segundo o responsável, existe a vontade de se “estabelecer um diálogo para a formação de professores”. “Já tivemos oportunidade de dialogar com o Governo de Macau sobre esta matéria, numa abrangência conjunta de formação de docentes quer da Escola Portuguesa, quer das escolas secundárias luso-chinesas”, indicou Sobrinho Teixeira. Uma formação que, ressalvou, não tem de ser efectuada exclusivamente em português. “Esta capacidade tem de ser vista de uma forma pragmática e é essa a ultrapassagem que gostaríamos de fazer [no âmbito da] cooperação que, dentro em breve, deverá poder ser concretizada”, avançou.
“Ficou acordado e foi manifestado desejo de termos aqui [na RAEM] permanentemente um conjunto de três ou quatro docentes, por um período de mobilidade de seis meses ou de um ano, que ajudarão o IPM na afirmação da questão da língua. Ao mesmo tempo, iremos receber professores do IPM que irão falar sobre cultura chinesa e da história de Macau”, revelou o presidente do CCISP.
Outro aspecto passa pela colaboração em termos das áreas de investigação, tendo ficado estabelecido que o IPM será convidado a integrar a rede dos centros de investigação aplicada, cuja avaliação privilegia a capacidade de interacção desses centros com a comunidade em termos da realização de projectos concretos, em detrimento da produtividade científica. Tal, anotou, visa a “transferência de conhecimento entre Portugal e a Europa e, neste caso, Macau e a própria República Popular da China”.
O presidente do CCISP fez ainda um balanço “positivo” do programa de intercâmbio que une o Politécnico de Leiria e o IPM e se circunscreve ao curso de Tradução/ Interpretação português/chinês. O crescente interesse, a par com as experiências recolhidas junto dos alunos é prova disso mesmo, concluiu.


Publicado no 'Jornal Tribuna de Macau'.