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14 abril, 2016

Encontro de padeiros europeus em Bragança

Padeiros de nove países reuniram-se em Bragança para uma troca de experiências. Os profissionais da panificação confecionaram os pães tradicionais das suas terras e partilharam algumas inovações

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-04-13-Encontro-de-padeiros-europeus-em-Braganca

Exibido em 'SIC'.

12 abril, 2016

Empresários querem Escola de Negócios em Bragança


Inovação Empresarial e Escola de Negócios foram os temas discutidos no Laboratório de Participação Pública, que decorreu, ontem, no Núcleo Empresarial Bragança (NERBA).
Esta é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes CIM - TTM e a Agência Nacional Ciência Viva.
Desta conferência saiu uma equipa de trabalhos que se encarregará de apresentar um projecto para que nasça uma Escola de Negócios em Bragança, pois, essa foi a vontade demonstrada pelos empresários que marcaram presença na iniciativa.
Uma empresária de lares de terceira idade, Cristiana do Nascimento, aponta algumas necessidades sentidas que essa escola poderia vir a colmatar. “Faz todo o sentido. Da teoria à prática vai uma grande distância. Antes de ser empresária tinha a teoria, e, quando me deparei com a prática senti várias dificuldades. Esta escola faria todo o sentido para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades com que se deparam”, considera.
A criação da Escola de Negócios é uma ideia também defendida pelo Secretário de Estado da Administração Interna e brigantino, Jorge Gomes, que assume todo o apoio governamental que esteja ao seu alcance. “Eu vim aqui por quatro razões. Primeiro porque fui convidado pelo IPB, segundo porque vim por vontade própria, terceiro porque a minha veia é empresarial e quarto porque o que vai ser discutido é uma ideia que defendo há muito tempo. Quero contribuir para que essa ideia se possa desenvolver. Mas, eu vim com mais uma intenção. Quero ouvir algo que seja importante para junto do Governo poder ajudar a minha terra, que é Bragança”, assume o governante.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, avança que não será uma escola no sentido próprio mas sim um conceito que congregue todas as entidades que possam dar o seu contributo para formar e preparar empresários e futuros empresários. “O conceito que nós temos, aqui, é algo que é aglutinador das diversas valências que possam existir na região. Será um conceito mais evoluído e que tem como referência o modelo do Norte da Europa”, explica Sobrinho Teixeira.
O presidente da CIM das Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, considera fundamental “a formação continua para a vida”. É algo que está contratualizado em termos de apoios monetários com a União Europeia e é algo que o Governo está a fazer muito bem através de várias instituições. Mas, há uma parte da formação sénior, vocacionada para os empresários que, de facto, na nossa região constitui uma carência. São exactamente aquelas pessoas, hoje em dia, que quanto mais conhecimento ”, Os Laboratórios de Participação Pública terminam em Agosto deste ano e nessa altura já estará definido o conceito de Escola de Negócios para Bragança.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

24 março, 2016

Tracção Animal vista como método alternativo e complementar em trabalhos agrícolas


O uso de animais em trabalhos agrícolas e florestais está a despertar cada vez mais interesse. Pelo segundo ano, a Associação Portuguesa de Tracção Animal (APTRAN) organizou um curso avançado de Gestão Agro-Florestal com tracção animal, e as inscrições esgotaram. João Rodrigues, o presidente da associação considera que esta formação, pouco comum em Portugal, é bastante valorizada e a gestão com recurso a animais cada vez mais procurada. “Há cada vez mais pessoas a utilizar este recurso. A APTRAN organiza muitas actividades ao longo do ano, este curso foi aprovado pelo conselho científico do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) tem créditos ECTS, e tem tido muita procura porque cada vez mais há gente a preocupar-se com a redução do impacto da actividade agrícola e florestal. Pelo segundo ano esgotamos as inscrições do curso”, afirma. O curso pretende dar a conhecer as potencialidades do uso de equídeos de tracção num contexto moderno, mostrando as vantagens que pode oferecer, nomeadamente, no uso em terrenos como hortas, vinhas ou na gestão florestal. João Rodrigues entende que ao uso de animais pode ter vantagens na criação de modelos de desenvolvimento sustentável, por ser um método alternativo mas também complementar. “A utilização de animais é vista como uma alternativa, mas também como complementaridade”, frisa. Os participantes viajaram até Bragança de várias partes do país. A maioria tem já animais e pretende utilizá-los para ajudar no cultivo. Miguel Lemos, de Barcelos, é produtor de leite de vaca e, perante a crise do sector, pondera “fazer uma conversão na sua exploração para produção biológica usando tracção animal”. Apesar da mecanização agrícola, o uso da tracção animal ainda encontra entusiastas e ganha novos adeptos por todo o país.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Protocolo entre o IPB e o INIAV vai permitir potenciar a investigação na área agroalimentar


O Instituo Politécnico de Bragança (IPB) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) assinaram um protocolo de cooperação em matérias como o ensino e projectos de investigação nacional e internacional.
As intenções do acordo passam por potenciar a capacidade de investigação, e contribuir para o aumento da competitividade e rentabilidade das culturas. De acordo com o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, vão ser criadas sinergias entre as duas entidades para valorizar o sector agroalimentar da região. “Com o protocolo, seleccionamos áreas onde o INIAV e o IPB têm investigadores de referência, e que têm a ver com toda a problemática que existe no sector primário na região, vamos poder encontrar sinergias e troca de experiências na área da investigação”, explica o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira.
O presidente do INIAV, Nuno Canada, explica que foram escolhidas áreas de intervenção em matérias consideradas cruciais para a região. “Na prática o protocolo vai permitir que duas instituições de referência na área do agro-alimentar trabalhem em conjunto para valorizar os produtos da região de Trás-os-Montes. Em conjunto, vamos trabalhar no sentido de promover o aumento de competitividade e a rentabilidade dos agricultores que trabalham nestas várias áreas”, salientou o presidente do INIAV, Nuno Canada.
O protocolo terá ainda como resultado prático o incremento da capacidade instalada em matéria de pesquisa e inovação científica. O protocolo entrou já em vigor e espera-se que comece a ter efeitos práticos já a partir do mês de Abril.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

15 março, 2016

FabLab IPB integrado em rede mundial


O FabLab IPB foi integrado, no início do mês, na rede mundial destes laboratórios, elevando para 11 os equipamentos portugueses deste tipo com o reconhecimento.
Um FabLab é um laboratório de fabricação digital, que permite a produção rápida de protótipos. Os projectos são concebidos em computador e posteriormente materializados em 3D utilizando as máquinas existentes. O que possibilita a democratização da materialização de invenções através de tecnologias digitais para criar “quase tudo”, como refere João Rocha, coordenado do laboratório.
“O FabLab faz parte de uma rede mundial que surgiu no MIT. Estes laboratórios de fabrico aditivos têm equipamentos de impressão 3D, e de corte e gravação, que permitem fazer quase tudo”, esclareceu. Apesar de estar integrado no ambiente académico, estando neste momento focado no apoio à realização de projectos académicos, o objectivo é a abrir-se à comunidade: “O grande objectivo é que as pessoas que tenham uma ideia possam utilizar o laboratório e desenvolver os seus próprios projectos”, frisa o docente de Engenharia Mecânica na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, que não esconde o orgulho por passar a fazer parte de uma rede criada no MIT, nos Estados Unidos da América. “Ser integrado significa que cumpre com os princípios da rede mundial, o facto de estar aberto às pessoas, de se partilhar a informação. E depois qualquer pessoa que vá aos FabLabs em qualquer parte do mundo encontra um mapa com todos estes laboratórios, e o do IPB é um deles”, frisa.
Os primeiros passos do FabLab IPB tiveram lugar em Abril de 2014, dispondo actualmente este laboratório, para além da impressão 3D, ferramentas como fresadoras de pequeno e grande porte, torno mecânico, máquina de corte e gravação a laser, corte de vinil, scanner para digitalização 3D entre outros equipamentos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

03 março, 2016

Museu da Língua Portuguesa deverá nascer em Bragança


Bragança deverá acolher um Museu da Língua Portuguesa. O projecto de criação deste espaço museológico está a ser elaborado e espera-se que obtenha financiamento de fundos comunitários. O espaço deve nascer nos antigos Silos da EPAC na cidade, que pertencem ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB), e serão cedidos para este efeito.
De acordo com o escritor e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Ernesto Rodrigues, que desde início esteve ligado à ideia, o nascimento desta iniciativa em Bragança a pedido de Adriano Moreira, o nascimento desta iniciativa em Bragança justifica-se “plenamente, por ser uma capital de distrito, que é terra de duas línguas. É a única no país cujo distrito tem duas línguas, e o mirandês sendo minoritária é também nacional”. O director do Centro de Literaturas e Cultura Lusófonas e Europeias considera que “haverá do lado de lá da fronteira um interesse, que irá para além do turismo, que permitirá trabalhar questões da língua da cultura e da literatura”.
De acordo com o presidente do Município de Bragança, Hernâni Dias, a empreitada está para já orçada em 3,5 milhões de euros, não estando ainda o projecto fechado. O autarca entende que este é um “equipamento de grande relevância para a região, para a cidade e para o país” e que será “um projecto de grandes dimensões”.
O projecto, tanto do ponto de vista científico como organizacional, já está pronto, estando o processo a ser gerido pela Associação Promotora do Museu, constituída, em Setembro de 2014, e que é composta por três entidades, a Academia de Ciências, IPB e a Câmara Municipal.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

03 fevereiro, 2016

Cabo Verdiana conquista titulo de melhor aluna

Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança
A estudante Cabo Verdiana da ilha do Sal - Santa Maria, Suellen Brito, conquistou no passado dia 28 de Janeiro o titulo de melhor aluna do CET de Técnico de Laboratório da Escola de saúde em Bragança, Portugal.
Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança, estando neste momento, no primeiro ano do curso superior de Ciências Biomédicas Laboratoriais.
A jovem estudante afirma que decidiu ir estudar em Portugal em Bragança devido às oportunidades que a cooperação existente entre Bragança e a ilha do Sal favorecem para os jovens da ilha, e que outro grande fator que a levou a tomar esta decisão foi pelo fato de que vários amigos estudantes lhe terem dito que o nível de vida ali seria de baixo custo.
Suellen hoje para além de ter constatado o que os colegas e amigos tinham afirmado relativamente à qualidade de vida estudantil em Bragança, ela também reconhece que a Escola superior de Bragança, é uma instituição de grande valor no qual a mesma afirma ser uma das melhores do país.

Publicado em 'Ocean Press'.

01 fevereiro, 2016

Edifíco da ESACT de Mirandela inaugurado, após 20 anos em instalações provisórias


A Câmara de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança “estão de parabéns pela parceria que permitiu a conclusão do novo campus da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela”. Declarações do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ontem, na cerimónia de inauguração do novo edifício da ESACT.
Manuel Heitor sublinha que este investimento “vem dar uma nova centralidade à região e reforçar o conhecimento”, que diz ser uma aposta estratégica que o ministério que tutela pretende implementar. Manuel Heitor presidiu à inauguração do novo edifício da ESACT de Mirandela, que acontece depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias.
“É o fim de um longo calvário, mas também um novo desafio de consolidação e de afirmação da maior escola desconcentrada do país”. É assim que o presidente do Instituto Politécnico de Bragança caracteriza o dia de inauguração do novo campus da ESACT de Mirandela. Sobrinho Teixeira entende que esta obra “é um claro exemplo de como a persistência e a teimosia de uma região pode dar frutos”.
O novo campus custou cerca de 5 milhões de euros, financiado, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento suportados pelo Município, que também cedeu o terreno. Há que contar ainda com mais um milhão de euros de investimento, por parte do IPB, no mobiliário e no equipamento.
O presidente da câmara de Mirandela não esconde a felicidade com esta inauguração, sublinhando que “não houve qualquer apoio estatal”. António Branco não tem dúvidas que se trata de “um dos maiores investimentos alguma vez efectuado em Mirandela” e garante que não está arrependido do esforço financeiro que foi necessário para concretizar a nova escola. Também José Silvano sente orgulho em ter feito parte deste longo processo. O deputado do PSD e antigo presidente do Município de Mirandela recorda que esta foi uma luta “muitas vezes incompreendida por muita gente”.
Apesar de ter sido inaugurada, os alunos da ESACT só devem poder estrear as novas instalações, no início do mês de Março, altura em que Sobrinho Teixeira perspectiva que esteja completa a instalação de todo o mobiliário e equipamento. A nova escola da ESACT só vai abrir as portas no mês de Março. Depois de 20 anos a funcionar em instalações provisórias, no centro cultural e no antigo edifício da PT, a escola vai ter finalmente casa nova. A ESACT começou como pólo do IPB, em 1996, com 70 alunos. Passou a escola autónoma, em 1999, e conta agora com 1100 alunos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 dezembro, 2015

Desemprego jovem aumenta procura de cursos de Agronomia


O aumento do desemprego entre os jovens está a levar a um crescimento da procura de cursos da área de Agronomia, adiantou o Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que participou no I Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias (CNESA), que decorreu quarta e quinta-feira em Bragança. Joaquim Mourato admitiu que durante uns anos “estes cursos tiveram uma quebra na procura, mas nos últimos dois anos estamos a ter sinais de uma quebra e um abrandamento em algumas áreas das Ciências Agrárias”. A retoma na procura dá um sinal de esperança aos responsáveis das Escolas Superiores Agrárias que acreditam que “a agricultura e a pecuária vão melhorar e surgirão muitos projetos inovadores que darão lugar a empresas e permitirão criar emprego”, destacou o presidente do CCISP. “Onde há emprego obviamente há procura e o ensino superior vai beneficiar desse crescimento”, realçou.

Oito Agrárias no debate
O I Congresso juntou em Bragança oito escolas superiores agrárias do país e mais de 200 investigadores, o que confirma a importância crescente da agricultura e a vitalidade das instituições de ensino superior que driblaram a crise. Nos anos 80 e 90 houve uma quebra acentuadíssima no setor da agricultura e consequentemente a procura caiu.
Os cursos de Agronomia não captam muitos alunos do Concurso Nacional de Acesso, todavia atraem o público adulto, “que completam as vagas disponíveis”, reconheceu o responsável do CCISP, que defendeu que as escolas superiores agrárias deviam disponibilizar cursos de doutoramento.
Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) notou que os dados disponibilizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional indicam que os jovens licenciados nas área da Agronomia têm das mais baixas taxas de desemprego, na ordem dos 3%. “A agricultura revelou-se nestes anos de crise uma reserva estratégica nacional e uma das áreas que mais exportou”, destacou. O presidente do IPB considera que é preciso fazer uma mudança de paradigma, porque os jovens quando saem do 12º ano “dificilmente escolhem a área agrícola porque têm a ideia dos agricultores com mais de 60 anos e é uma vida que não querem”. Acabam por mudar de opinião “quando frequentam os cursos de especialização tecnológica e os cursos superiores profissionais, que os levam a mudar as escolhas e voltam-se para a área agícola”.

“É preciso inteligência para desenvolver a agricultura”
O anterior secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou no congresso, considera que o momento atual “é crucial” para a agricultura transmontana “por se estar na fase apoios comunitários”, pelo que sugere a definição de estratégias de desenvolvimento em áreas fundamentais como o azeite, a transformação de produtos locais à base de raças autóctones, os vinhos, castanha e frutos secos.
“Estes setores têm cada vez mais atração dos mercados internacionais e maior procura, além de que é preciso aproveitar a ideia da alimentação saudável”, sublinhou Nuno Vieira e Brito, que defende que além de criar escala é preciso apostar “na inovação e na transformação”. O setor creceu nos últimos anos. “Há fundos, agora é preciso inteligência para desenvolver a agricultura e o setor agro-alimentar, criando pequenas empresas, produzir bem e comercializar melhor”, referiu. Nuno Vieira e Brito acredita que a agricultura pode absorver jovens qualificados que se forma em cursos de Agronomia.

Publicado em 'Mensageiro'.

04 dezembro, 2015

Inovação em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Agrárias


A investigação e a inovação no sector primário estiveram em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Superiores Agrárias que decorreu em Bragança no Instituto Politécnico.
Mais de duas centenas de instigadores participaram na iniciativa onde foram apresentados vários trabalhos de investigação desenvolvidos nas 8 escolas superiores agrárias do País.
Um deles foi o projecto de uma das equipas que trabalha no Centro de Investigação e Montanha do IPB na área agroalimentar. Produzir corantes e conservantes a partir de plantas e cogumelos para eliminar ou reduzir os níveis de toxicidade que os químicos tradicionais apresentam nos alimentos tem sido o trabalho desenvolvido nos últimos anos. “Começámos a fazer estudos de aplicação de algumas plantas e cogumelos que se revelaram mais promissoras, para as incorporar em alimentos para substituir aditivos químicos, como corantes e conservantes”, esclarece a investigadora Isabel Ferreira.
Albino Bento, presidente da Agrária de Bragança e membro da organização do evento defende que o sector primário é bastante inovador actualmente, o que se deve em grande parte ao trabalho de investigação desenvolvido nas escolas superiores. “Os politécnicos têm a sua quota parte de responsabilidade na inovação no sector agroalimentar e têm uma dimensão apreciável no contexto professores e investigadores que trabalha no país”, salienta.
Dentro de dois anos os representantes e investigadores das escolas superiores agrárias nacionais vão reunir-se novamente, o próximo congresso será em Portalegre.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

IPB reforça cooperação com os PALOP na área das Ciências Agrárias


A Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) recebeu a reunião anual da Associação de Ensino Superior em Ciências Agrárias dos Países de Língua Portuguesa (ASSESCA- PLP), que teve lugar na passada segunda-feira, onde mais uma vez ficou implícita a vontade de aumentar a cooperação entre as instituições portuguesas e as dos restantes países da lusofonia.
Há vários projetos em curso, como a mobilidade dos alunos, dupla titulação de cursos, bem como a ministração de licenciaturas e mestrados nos PALOP. “Há um objetivo comum, o de fortalecer e fomentar a área agrária nos países da lusofonia e da CPLP, porque representa uma reserva estratégica para os países e para a eliminação e erradicação da pobreza e da fome”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
Está ainda a ser perspectivada uma ligação estreita dentro da CPLP para aumentar a produção alimentar. “Pode ser feito através da extensão da área agrícola de acordo com a realidade de cada país e o aumento da qualificação de pessoas e técnicos para que eles possam induzir o desenvolvimento da atividade agrícola dessa região”, adiantou o responsável. Já estão agendadas ações de formação cá e lá.

Agrária tem 850 alunos 
O IPB mantém estreitas relações com institutos politécnicos de São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Timor Leste, para onde deslocam docentes. “Esta reunião tem como objetivos juntar todos os intervenientes, bem como reitores e presidentes das instituições, no sentido de podermos encontrar novas formas de aprofundamento”, acrescentou Sobrinho Teixeira. As técnicas de combate a algumas pragas, como a mosca da azeitona, podem ser estendidas a produções tropicais.
O presidente da ASSESCA-PLP, Hortênsio Comissal, que presidiu à reunião em Bragança, referiu que a agricultura é um sector fundamental, mas em alguns dos países dos PALOP “a investigação ainda não está muito desenvolvida, daí que seja fundamental esta troca de experiências para alavancar os países do terceiro mundo”.
A análise de programas de financiamento para programas de investigação e desenvolvimento foi outro tema em destaque. O presidente da Escola Agrária, Albino Bento, deu conta que são muito procurados por alunos estrangeiros, mas não só dos PALOP. “A Agrária tem este ano 850 alunos. Nos últimos dois anos a procura tem aumentado”, notou. Os mestrados desta escola são mais frequentados por alunos estrangeiros do que pelos nacionais. “Se não fossem os que vêm de fora provavelmente só tínhamos um mestrado em funcionamento, assim temos sete em curso. Não temos só alunos de língua portuguesa, pois temos também de Marrocos, Tunísia e outros”, acrescentou.

Publicado em 'Mensageiro'.

IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário


O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

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27 novembro, 2015

Semana da Ciência e Tecnologia incentiva gosto de crianças e jovens por estes temas


No Centro Ciência Viva e no Instituto Politécnico de Bragança esta semana foi dedicada à ciência e tecnologia. A iniciativa “Semana da Ciência e Tecnologia” tem âmbito nacional, realiza-se pelo oitavo ano na cidade, para proporcionar aos estudantes dos vários níveis de ensino uma oportunidade de aproximação à investigação nestas áreas.
O IPB tem abertas as portas dos laboratórios e no Centro Ciência Viva realizam-se diariamente várias actividades, oficinas e workshop.
A electrónica foi uma das áreas incluídas nas sessões. Gil Ratão aluno do curso profissional de informática da escola Emídio Garcia e interessa-se especialmente por esta área. “Achei interessante a parte dos sensores e gostaria de repetir e fazer um também”, disse o aluno de 17 anos. O colega Luís Carolo conseguiu ver aplicados na prática princípios que aprendeu nas aulas. “Nunca tinha visto um projecto destes. O robot mexe-se por sensores que tem por baixo e que segue a linha e quando não a encontra perde-se e fica às voltas”,explicou.
Professores do IPB levam até ao Centro Ciência Viva os projectos científicos e tecnológicos mais recentes da instituição. O docente José Gonçalves, da área de electrotecnia demonstrou o funcionamento de um robot que foi desenvolvido por uma aluna de mestrado da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Apesar de apresentar mecanismos complexos, a explicação acaba por chegar aos alunos de várias idades. “Tento explicar isto de forma empírica, mesmo em diferentes níveis de ensino às pessoas conseguem perceber o que está aqui em causa, conseguimos explicar isso porque fazemos a analogia com o ser humano”, refere o investigador da ESTiG.
Ao todo, cerca de 600 alunos vão passar pelo Centro de Ciência Viva de Bragança esta semana. A coordenadora, Ivone Fachada, considera que a motivação dos alunos é bem visível durante a visita. “O número de visitas demonstra interesse, as perguntas que os alunos fazem no momento das actividades também são outro indicador de que são interessadas e vê-se o entusiasmo na cara deles”, refere. O programa da “semana da ciência e tecnologia” termina amanhã com a saída de campo que convida a partir “À descoberta dos cogumelos”.

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20 novembro, 2015

Diplomados do IPB podem ajudar a dinamizar setor dos pequenos ruminantes


 “É preciso aumentar o efetivo de caprinos e ovinos na região transmontana e motivar os mais jovens a apostar neste setor que pode trazer muita rentabilidade no futuro”. O desafio foi lançado pelo Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar na CAPRA 2015, a reunião nacional de caprinicultores e ovinicultores, que terminou, em Mirandela, no sábado.
Nuno Vieira e Brito diz ser “indispensável um maior associativismo no setor por forma a ganhar escala e poder ser possível avançar com projetos com maior sustentabilidade para entrar em outros mercados”, sustenta.
Já o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) assumiu que a instituição tem de ser o motor de desenvolvimento do setor. “Já temos vindo a trabalhar na investigação e inovação com a criação de produtos alternativos, como o presunto de cabra e de ovelha, que podem vir a ser exportados para os mercados islâmicos”, refere Sobrinho Teixeira.
No entanto, o presidente do IPB entende que o desafio agora é outro. “Temos de aproveitar os jovens que estão a ser diplomados no IPB, na área da agricultura, para enveredarem pelos sectores da caprinicultura e ovinicultura”, afirma.
Para o presidente da ANCRAS (Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana), essa é a principal dificuldade do setor. “Atualmente, a maioria dos pastores tem mais de 65 anos e torna- -se difícil mudar mentalidades muito enraizadas, pelo que a vinda de jovens para o setor seria determinante para adotar novas práticas e uma maior abertura às novas tecnologias”, conta Arménio Vaz, um dos oradores da CAPRA 2015 que, ao longo de três dias reuniu investigadores, técnicos de agro-pecuária, criadores e produtores para debater temas relevantes para a fileira dos pequenos ruminantes.
A organização deste evento de âmbito nacional foi da responsabilidade da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS), do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana (ACOB) e da International Goat Association (IGA).

Publicado em 'Mensageiro'.

17 novembro, 2015

IPB desenvolve ferramenta para ajudar a gerir florestas

O Instituto Politécnico de Bragança desenvolveu uma plataforma online que promete ajudar os proprietários de florestas do nordeste transmontano.
A plataforma “Flor Next” foi criada no âmbito do projecto “SIMWOOD”. Trata-se de um projecto sustentado por fundos comunitários que apoia ideias inovadoras que tenham como objectivo disponibilizar as matérias-primas das florestas, promovendo uma gestão eficiente dos recursos florestais.
A plataforma desenvolvida pelo IPB é a primeira do género em Portugal. O investigador João Azevedo, responsável pelo projecto, acredita que esta ferramenta “vai contribuir para dinamizar os mercados florestais da região”.
João Azevedo garante que a plataforma vai ser útil para a gestão de florestas localizadas qualquer tipo de terreno, desde os baldios até às áreas protegidas, como é o caso do parque Natural de Montesinho.
O projecto que apoiou o desenvolvimento da plataforma agora apresentada tem 28 instituições parceiras em 11 países europeus. Em Portugal tem protocolos com o IPB e a Universidade Técnica de Lisboa.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

06 novembro, 2015

Produtores de lúpulo querem apostar em variedades mais rentáveis

Produtora de cerveja artesanal no Porto lançou cerveja e campanha para apoiar os produtores de lúpulo de Bragança. IPB e Direcção Regional de Agricultura também querem apoiar a introdução de novas variedades desta cultura
 A empresa “Os Três Cervejeiros”, com sede no Porto, está a levar a cabo uma campanha de apoio à produção de lúpulo em Portugal, que resiste apenas no distrito de Bragança com um produtor em Pinela e outro em Vinhas.
A empresa, que produz a cerveja artesanal da marca “Sovina”, esteve presente na última edição das Jornadas de Lúpulo e Cerveja, organizadas pelo Instituto Politécnico de Bragança no verão passado, e decidiu produzir uma cerveja com lúpulo fresco, colhido em Bragança.
No entanto, os ingredientes da cerveja artesanal são normalmente importados, pois em Portugal não existe produção de lúpulo aromático, o mais apreciado para esta cerveja. “Praticamente todos os ingredientes vêm de fora. O lúpulo que eles produzem é um lúpulo de amargor que não tem muito interesse para as cervejas artesanais. Estamos mais interessados em lúpulos aromáticos, que são lúpulos com muito mais valor acrescentado no mercado”, referiu ao Jornal Nordeste Arménio Martins, mestre cervejeiro desta empresa.
Para produzir a cerveja de lúpulo fresco, os empresários portuenses foram a Pinela colher o lúpulo no final do verão passado. Dias depois, o campo foi atingido por um mini tornado, que destruiu parte da estrutura do campo, totalizando um prejuízo de cerca de 50 mil euros. Uma situação que levou a “Os Três Cervejeiros” a lançarem a campanha “Apoio á produção de lúpulo em Portugal”, através da plataforma crowdfunding, disponível na internet. “Ficámos sensibilizados com a tragédia e decidimos lançar uma campanha para tentar dar uma pequena ajuda ao produtor. Uma parte das vendas das garrafas de cerveja de lúpulo fresco reverte também a favor da campanha”, conta Arménio Martins. A campanha decorre até ao dia 14 deste mês e tem como objectivo angariar, pelo menos 2500 euros. O objectivo é apoiar o produtor de Pinela, António Rodrigues, a recuperar a plantação perdida com a tempestade, com a oferta das primeiras plantas para o seu viveiro no valor de 1500 euros. A empresa quer ainda ajudar o produtor de Vinhas, Humberto Sá Morais a introduzir espécies mais rentáveis, com uma oferta no valor de mil euros. “Sabemos que a região de Trás-os-Montes tem as condições ideias para a plantação de lúpulo e estamos a tentar com o IPB e os produtores revitalizar a produção de lúpulo no distrito de Bragança, acrescentou Arménio Martins.
O produtor de Pinela, explica que além da empresa de cerveja artesanal, o Instituto Politécnico de Bragança vai prestar apoio técnico para ensaiar a plantação de novos tipos de lúpulo. “Os lúpulos aromáticos nunca foram ensaiados em Portugal. Vamos testar novas variedades para ver se podem ser rentáveis nesta região. As plantas têm um custo um pouco elevado, uma vez que terão de vir de viveiristas alemães”.
O Direcção Regional de Agricultura do Norte também já se mostrou disponível para apoiar os produtores de lúpulo. Além de estar a acompanhar o caso da destruição parcial do campo de lúpulo em Pinela, este organismo está empenhado em encontrar formas de apoiar especificamente esta produção, através de fundos comunitários. “O acompanhamento desse caso é um assunto e outra coisa é estarmos a pensar fazer com que, em relação ao lúpulo, haja um incentivo para haverem mais projectos. Mas isso depende muito dos preços de mercado do lúpulo que, neste momento, não são internacionalmente vantajosos e, portanto, estamos a estudar até quando será estratégico ou não avançar nessa linha”, referiu o director regional, Manuel Cardoso.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

05 novembro, 2015

SOS para recuperar os rios repovoando-os com espécies autóctones


Salvar os rios do Nordeste Transmontano e as suas espécies autóctones, que estão em risco de desaparecer, é a missão principal do “SOS- Save our spicies”, um projeto desenvolvido em parceria entre o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e várias associações locais para proteger os peixes e valorizar os cursos de água para o turismo e a pesca desportiva.
Este assunto foi o tema central do Dia Aberto do Parque Natural de Montesinho, área protegida que já conta com 36 anos, no passado sábado, assinalado no Posto Aquícola de Castrelos, em Bragança. Este ano passaram 600 visitantes por este fluviário.
Espécies como o bordalo, a panjorca e os bivalves (mexilhões do rio) estão a ser criados em laboratório, fora do seu local de origem, mas podem ser usadas para repovoar os rios da região. “A ideia passa por recuperar os habitats naturais e voltar a reintroduzir as espécies que sempre viveram lá”, explicou Amílcar Teixeira, docente do IPB. Tratam- se de espécies cujo interesse em termos de conservação da natureza “é enorme”, apesar de não terem relevância em termos da gastronomia típica que atrai muitos turistas, por exemplo à Foz do Sabor.
Identificaram-se os problemas e foram propostas medidas de mitigação e reabilitação dos locais. É preciso manter os ecossistemas. Insiste-se numa mensagem específica direcionada aos pescadores para que pratiquem a pesca sem morte: “não é preciso levarem 40 trutas para casa, o melhor é levar uma ou duas para consumir e colocar no rio as restantes 38”.
Dois dos maiores rios da região, o Sabor e o Tua, sofreram mudanças profundas graças à construção de barragens que reduziram “substancialmente” os habitas naturais de várias espécies, referiu o docente que defende que “é preciso salvaguardar os troços acima das albufeiras para recuperar as espécies que sempre existiram e que têm um elevado valor em termos de conservação”.
A Educação Ambiental é outra vertente do projeto, bem patente no Posto Aquícola de Castrelos, onde existe uma truticultura que fornece espécies para a industria, e vários aquários com outros peixes, como a panjorca e bordalo “únicas, pois são endemismos ibéricos”, destacou. Para Amílcar Teixeira o desafio passa por projetar economicamente os sistemas “fabulosos da região” para o turismo, um benefício indireto que pode ser associado à pesca desportiva e à gastronomia.
O diretor do Departamento de Conservação da Natureza do Norte, Rogério Rodrigues, adiantou que estes recursos são geradores importantes para a promoção económica, turística e das economias locais. A truta tem um peso considerável na economia. Só a espécie fario, que existe no Nordeste, chama muitos pescadores. O ICNF entrega por ano mais de 16 mil trutas para aquacultura industrial.

Publicado em 'Mensageiro'.