11 março, 2011

Alunos chineses vêm estudar para Bragança um ano

Internacionalização do IPB leva mestrados até São Tomé e Príncipe
Uma turma de alunos chineses vem fazer um ano de licenciatura à Escola Superior de Educação de Bragança (ESE), adiantou a Mensageiro de Bragança a presidente da instituição de ensino, Conceição Martins. As aulas vão arrancar em Setembro, no início do ano lectivo e vão prolongar-se até ao final do ano. “Vêm para cá fazer um ano dos seus cursos, vão trabalhar normalmente como os nossos alunos”, explicou a responsável.
A deslocação para Bragança destes estudantes está inserida no processo de internacionalização do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), onde também se incluiu a actividade que a ESE está desenvolver em São Tomé e Príncipe, nomeadamente com o Instituto Politécnico de São Tomé e Príncipe, com quem colaboram na realização de mestrados. Desde Dezembro que estão a funcionar dois, um na área do Ensino das Ciências e outro de Educação Ambiental. Este mês começa um terceiro de Ensino da Leitura e de Escrita. A Escola Superior Agrária de Bragança também está a desenvolver um mestrado nas áreas de ensino que ministra habitualmente. Os mestrados orientados pela ESE são frequentados por mais de 50 alunos, uma média de 20 inscrições por curso, e exigem a deslocação de docentes de Bragança a São Tomé e Príncipe para leccionar as aulas durante duas semanas, durante as quais o curso funciona em regime intensivo. “O resto do mês é de auto-trabalho. Seguem o calendário lectivo normal até Setembro. Depois no último semestre fazem a dissertação ou trabalho final”, referiu Conceição Martins, que está satisfeita com a quantidade de inscrições. “É um bom número comparativamente com os mestrados que funcionam cá na escola, não varia muito. O número de vagas está preenchido”, afirmou.

Oportunidade rara para estudantes são-tomenses

Desde 1996 que o IPB tem um protocolo como Instituto Politécnico de São Tomé, que permitiu que a instituição brigantina colaborasse na instalação da escola superior daquele país africano, facultando também apoio científico e pedagógico. “Durante alguns anos a colaboração diminuiu, mas tivemos cá um técnico a fazer o seu estágio”, contou a presidente da ESE. Há cerca de um ano decidiram avançar o apoio na realização dos mestrados. “É uma mais valia para os estudantes daquele país que eram obrigados a deslocar-se para o estrangeiro para frequentar este nível de graduação académica, pois lá não havia nada. Eram mesmo obrigados a sair”, acrescentou a presidente. O desenvolvimento dos mestrados está a agradar a Conceição Martins, “as informações que nos chegam dão indicações que estão a correr bem”. Tanto mais que os alunos, a maioria estudantes/trabalhadores, “vão às aulas e estão muito empenhados em agarrar esta oportunidade única”, justificou. A formação conta com o apoio do Governo de São Tomé e Príncipe que suporta financeiramente as deslocações e o alojamento dos docentes. O IPB assume a massa salarial dos professores que se deslocam e as ajudas de custo quando necessário. “É uma parceria financeira que está a resultar bem”, frisou. Este ano a Escola Superior de Educação de Bragança tem o maior número de alunos inscritos de sempre, cerca de 1750 estudantes frequentam a oferta formativa da instituição, uma procura que contraria o que acontece em grande parte das instituições de ensino desta área. “Fica a dever-se ao processo de reestruturação dos cursos, na sequência de Bolonha, e à aposta nos mestrados”, realçou.

Publicado em 'Mensageiro Bragança'.

IPB atrai jovens

Na passada quarta-feira, decorreu o 4º Dia Aberto do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). As portas do Instituto abriram-se com o intuito de divulgar as áreas de actividade técnico-científica e a oferta formativa disponível. A iniciativa visou permitir à comunidade e, sobretudo, aos alunos do Ensino Secundário, um contacto privilegiado com o Ensino Superior.
Este foi o ano em que se conseguiram reunir mais participantes. Os 753 alunos foram repartidos por grupos variáveis em tamanho, que oscilavam entre os 9 e os 20 elementos. Sendo que, a média rondou os 15 alunos por grupo. Presentes estiveram todas as escolas da cidade, entre outras, a nível distrital, como de Chaves, Izeda e Moncorvo. Novidade foi o facto das actividades da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela, acontecerem, também, e pela primeira vez, em Bragança.
“Desde as 9:30 que temos aqui as várias escolas do distrito e não só, a fazerem o conjunto de actividades que estão disponíveis em cada uma das escolas do IPB. Cada um dos docentes das escolas apresentou actividades de demonstração no âmbito da sua especialidade”, revelou a coordenadora do Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante, Anabela Martins.
Na abertura do IPB ao exterior, para um número recorde de visitantes provenientes de 50 turmas do 10º, 11º e 12º anos, CEFs T5 e T6, CETs e Cursos Profissionais, de mais de 22 escolas, estiveram 69 professores. Este acompanhamento serviu as cerca de 60 actividades que incluíram demonstrações, actividades desportivas, visitas a laboratórios e actividades experimentais. A título de exemplo, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, havia voo simulado em computador, já na escola Superior de Educação, as diversas actividades versaram sobre o Desporto e a Música, enquanto que, na Escola Superior Agrária, as demonstrações incidiram sobre o Ambiente, a Biotecnologia e as Ciências Agrárias.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

04 março, 2011

Un grupo de estudiantes de la Universidad de Braganza visita el Parque Científico

El Parque Científico UVa recibirá, mañana miércoles 3 de marzo, a un grupo de estudiantes de ingeniería biomédica de la Universidad de Braganza. Los futuros ingenieros conocerán las instalaciones y el modelo de funcionamiento de la Fundación. Posteriormente visitarán el Centro de Investigación Biomecánica y Ergonomía (cIbeR) acompañados por el director técnico del mismo, Manuel San Juan Blanco.

El interés principal de la visita se centra el conocer las estrategias de la Universidad de Valladolid en materia de I+D+i, especialmente en lo relativo a creación de empresas de base tecnológica, transferencia de investigación y vigilancia tecnológica.
Publicado em 'Universidad de Valladolid'.

Estudiantes portugueses visitarán el CIDIF

El Centro de Investigación en Discapacidad Física acogerá el próximo 3 de marzo la visita de un grupo de estudiantes de Ingeniería Biomédica del Instituto Politécnico de Bragança (Portugal) coordinados por el profesor João Rocha. Dicho encuentro surge como fruto de las excelentes relaciones existentes entre nuestro centro y la ETS de Ingenieros Industriales de la Universidad de Valladolid, y más en concreto con Manuel San Juan, director del Centro de Investigación en Biomecánica y Ergonomía (cIbeR).
Publicado em 'ASPAYM'.

24 fevereiro, 2011

A investigação da montanha é lá no CIMO!

As montanhas transmontanas são o cenário ideal para a instalação do CIMO. Criada em 2003, esta unidade de investigação está integrada no Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Centro de Investigação de Montanha é o que quer dizer a sigla. Incorpora actualmente 98 membros, 60 dos quais doutorados, contando ainda com colaboradores externos ao IPB. «No seu género é único no País», confirma ao Ciência Hoje Jaime Pires, o responsável.

Ainda que seja um Centro multidisciplinar, foca-se essencialmente no desenvolvimento sustentável das regiões rurais e de montanha, identificadas como ecossistemas sensíveis e repositórios de biodiversidade.

Um dos grandes projectos em que o CIMO está envolvido é a atribuição de valor ambiental à paisagem para que as populações locais possam ser ressarcidas pela valorização. Jaime Pires salienta ainda o trabalho desenvolvido junto da oliveira, do castanheiro e do sistema agro-pecuário. «Avaliamos a fertilização, a cobertura do solo», afirma, referindo-se à oliveira.

O CIMO encontra-se subdividido em três grupos: o primeiro dedica-se aos Ecossistemas Naturais e Áreas Públicas, o segundo à Agricultura de Montanha e o último à Tecnologia e Segurança Alimentar. Estas três equipas debruçam-se, fundamentalmente, sobre questões relacionadas com a floresta, a caça, a pesca, a apicultura, a ecologia da paisagem, os cogumelos, os sistemas agro-pecuários e a caracterização físico-química e microbiológica de produtos naturais, procurando conciliar o trabalho de campo, onde recolhem muitas das matrizes que estudam, e o trabalho laboratorial, desempenhado maioritariamente no Instituto Politécnico.

Este centro tem anualmente um milhão de euros à sua disposição. Importa salientar, contudo, que a maior parte dos fundos são resultado dos projectos de investigação e da prestação de serviços à comunidade levada a cabo pelos seus membros, nomeadamente análise de alimentos, solos e águas provenientes de todo o país.

Apesar do elevado nível de formação dos seus investigadores e do esforço colectivo para promover aquilo que de melhor se faz na região, o CIMO, segundo Jaime Pires, depara-se com alguns problemas que o impedem de concorrer com os seus congéneres situados em zonas mais favorecidas, nomeadamente a dificuldade em fixar recursos humanos e a cooperação com outros centros, decorrente do factor interioridade.
Publicado em 'CiênciaHoje'.