30 junho, 2011

Associação Académica quer ensinar línguas a estudantes para irem trabalhar fora do país

A Associação Académica do IPB vai disponibilizar formação gratuita em línguas para os estudantes que queiram ir trabalhar para o estrangeiro, no final do curso. É um dos objectivos para o novo mandato de Rui Sousa à frente da associação e que tomou ontem posse por mais um ano.

“Por exemplo, os futuros enfermeiros vão fazer formação em francês, que podem utilizar para ir trabalhar para países francófonos como a Bélgica, a Suíça, a própria França. E há países que pedem engenheiros mas a língua é uma barreira. Queremos aproveitar para poder alargar o horizonte de perspectivas de trabalho, ainda por cima sem encargos.”

O presidente da Associação Académica do IPB fala ainda de outros projectos para este ano.

“Vamos fazer mais uma festa das tasquinhas, agora também no início do ano. Vamos fazer uma coisa nova no dia do Estudante. E continuar com iniciativas solidárias.”

Este é o segundo mandato de Rui Sousa na presidência da Associação Académica do IPB.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 junho, 2011

Raios Gama para esterilizar castanha

Radiação é alternativa mais rápida e mais barata para conservar castanha para exportação
Ajudar a aumentar a exportação de castanha e com custos mais reduzidos. Esse é o objectivo de um projecto pioneiro em que participa o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade do Minho e o Instituto Tecnológico e Nuclear, de Lisboa.

Desde que a União Europeia proibiu a comercialização do químico usado para esterilizar a castanha que os produtores são obrigados a recorrer à água quente.
O IPB propõe a utilização de raios Gama. Segundo o presidente da Escola Superior Agrária, Albino Bento, este sistema tem muitas vantagens. “Não tenho dúvida que é muito mais económico. Além de a água quente ser um processo muito moroso, no final, demora entre 20 minutos a meia hora a 36º, 37º, e, no final do dia, não permite que se esterilize muita castanha. E no final disso é preciso passar por outro equipamento para secar a castanha, o que torna os custos energéticos muito maiores”, explica o docente. Já o novo processo, acrescenta, “vai permitir esterilizar muito mais quantidades”.
Este foi um dos projectos que esteve em destaque na abertura do Encontro Europeu de Produção de Castanha. Segundo Albino Bento, que também faz parte da equipa do Centro de Investigação Montanha do IPB, o projecto já está avançado. “Temos mais ou menos afinada a dose de esterilização que podemos utilizar. Sabemos que essa dose pode matar o bichado e o gorgulho. Nos fungos ainda temos de encontrar uma dose que os mate mas que não destrua a castanha”, explica.
No entanto, serão precisos mais um a dois anos de afinação até poder usar o sistema em segurança. Do lado dos produtores é que as vantagens são bastante apreciadas, sobretudo numa altura em que se pedem mais exportações ao País. Mais barato e, sobretudo, a permitir esterilizar muito mais castanhas em muito menos tempo. Um processo que se torna apetecível para os empresários do sector.

Radiação poderá duplicar a quantidade de castanha exportada

“Pensamos que o método é eficiente, bastante eficiente até, o que teremos de conseguir é a redução de custos. É um processo caro, mas de massificação, o que é importante”, sublinha Vasco Veiga, administrador da Sortegel, uma das maiores empresas de transformação e venda de castanha do Nordeste Transmontano. Este ano comercializou oito mil toneladas de castanha mas apenas 30 por cento podem ser vendidas em fresco. “Essa era outra vantagem da radiação, é que só esterilizamos a castanha que é para consumo em fresco (ao natural, que vendemos para a grande distribuição). A que vai para a indústria, para ser transformada, não esterilizamos, porque se não, nunca mais lá chegávamos. Mas com este sistema penso que será possível fazê-lo”, diz.
Vasco Veiga confessa que sente muitas dificuldades com o actual sistema de esterilização. Utilizando a radiação, poderá duplicar a quantidade de castanha exportada. “O processo com esterilização por água é muito reduzido. É-me impossível aumentar as quantidades que estou a fazer hoje. E a redução de custos também será muito grande. Mas terá de haver conjugação de produtores e apoios do Estado. Mas dá perfeitamente para duplicar a castanha vendida”, explica. Actualmente, o IPB tem já uma parceria com uma empresa alemã, que utiliza um sistema de radiação portátil, montado numa carrinha, e com uma outra empresa turca, para testar diferentes níveis de radiação.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

Bragança: Associação Lusófona de Ciência foi constituída no decurso das jornadas do EARMA.

Foi criada oficialmente, em Bragança, a Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência (ALeIAC), entidade que terá como objectivo a gestão e administração de ciência nos países em que o Português é a língua materna.

O director adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência e membro do Conselho da Associação Europeia de Administradores e Gestores em Ciência (EARMA), José Mário Leite, destacou, a importância desta associação para os países lusófonos.
“Com a constituição da ALeIAC, Portugal assume-se como um país ponta de lança em Bruxelas, na área da gestão e administração de ciência em países lusófonos, de forma a haver uma maior aproximação com países como Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique ou Timor”, acrescentou.
Por outro lado, os países lusófonos vão poder usufruir da experiência que os Estados Unidos têm em matéria de gestão e administração científica e das “boas relações institucionais” entre a EARMA e o seu congénere norte-americano, o Conselho Nacional de Administradores de Investigação Universitária (NCURA).
“Os americanos estão dispostos a partilhar os fundos destinados para a administração e gestão de ciência que, neste momento, poderão rondar mais de 140 milhões de euros”, acrescentou José Mário Leite.
Nesta fase de constituição da ALeIAC, mais de 25 instituições já mostraram interesse em aderir, casos da Universidade Independente de Maputo (Moçambique), dos institutos politécnicos de Bragança e Portalegre e do Ministério da Ciência de Cabo Verde.
Publicado em 'RBA'.

27 junho, 2011

Bragança: Encontros internacionais colocam cidade no mapa europeu dos grandes eventos

O presidente da Câmara de Bragança considera que a cidade reúne condições “ímpares” para a organização de eventos internacionais devido a fatores como a segurança, qualidade e afirmação de parceiros científicos, aliados aos atributos culturais e turísticos.

Segundo disse Jorge Nunes, a captação de eventos científicos e culturais à escala mundial, só é possível devido à boa articulação entre as instituições existentes na cidade e no distrito.
“Esta iniciativas resultam da união de esforços que ajudam a promover a região de Bragança, trazendo ao distrito pessoas dos cinco continentes como é o caso dos participante na conferência internacional do EARMA [European Association of Reserarch Managers and Administrators]”, acrescentou Jorge Nunes.
Bragança foi palco recentemente de eventos com o XXI Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e o II Encontro Europeu da Castanha da Castanha. No entanto, até ao final do ano estão asseguradas mais iniciativas que prometem trazer a Bragança mais investigadores e pessoas ligadas à ciência e cultura.
“Este tipo de iniciativa assegura que o nome de Bragança passa a ser registado por um número de pessoas com capacidade de promover e divulgar as potencialidades da região nos seus países de origem”, frisou o autarca.
Na opinião de Jorge Nunes, outra das vantagens destes eventos é que o nome de Bragança fique associado e registado em importantes documentos e decisões.
Por seu lado, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, destaca o papel da estratégia do politécnico num conceito de internacionalização, aliada investigação.
“A estratégia foi implantada no último ano e meio e tem-se refletido nesta série de encontros que têm acontecido em Bragança”, acrescentou o docente.
Sobrinho Teixeira, recorda que o IPB tem cerca de 8.000 alunos, e 1.500 pessoas a trabalhar na instituição numa cidade com 25 mil habitantes, tem de haver um interação com a comunidade, na expansão e promoção da região.
“Esta interação está a sentir-se em toda a estrutura da cidade quer ao nível da hotelaria, restauração, serviços e comercio sendo esta uma missão do IPB”, acrescentou Sobrinho Teixeira.
O presidente do IPB, em jeito de conclusão, afirmou que tem “ recebido elogios do que visita a cidade do interior no decursos das actividades”.
Publicado em 'RBA'.

Extracção de mel no Parque de Montesinho

Em Portugal produz-se mais de 11 mil toneladas do néctar, em 12 regiões com denominação de origem


Exibido em 'SIC'.

Ciência em Português

Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

EARMA pode ajudar ao desenvolvimento de projectos em Bragança

Cerca de 300 pessoas de todo o mundo estão em Bragança a participar na 17ª conferência Anual da EARMA- Associação Europeia de Administradores e Gestores de Ciência. O evento arrancou ontem e em cima da mesa esteve o financiamento de projectos de investigação em ciência até 2020, um tema de âmbito mundial que poderá contribuir para o desenvolvimento da região. O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, realça a importância de apoios comunitários na área científica para a viabilização de projectos como o Parque de Ciência e Tecnologia, um projecto que já foi aprovado pelo QREN.
“Curiosamente a matéria que está aqui em discussão e que foi apresentada pelo responsável da investigação a nível europeu tem a ver connosco. O parque Ciência e Tecnologia beneficia de apoios comunitários para a inovação. Nós somos parceiros activos na estratégia que a Europa neste momento está a discutir, no sentido de no âmbito da estratégia Europa 2020 assegurar uma Europa de inovação”, enaltece Jorge Nunes.O autarca realça, ainda, que Bragança não pode ficar à margem desses projectos. “No Parque Ciência e Tecnologia queremos muitos projectos que beneficiem de apoio financeiro para a investigação, acrescenta o edil. As palestras e workshops dedicados à ciência estão a decorrer no Instituto Politécnico de Bragança, que no futuro poderá integrar equipas de investigação internacionais. O azeite, a transformação de carne ou as engenharias química e Informática são algumas das áreas em que o Politécnico já tem trabalho reconhecido. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, afirma que o acolhimento deste evento é fundamental para que possam ser estabelecidas parcerias com outros países ao nível da investigação.

“Não se constituem equipas se eu não souber qual é o tipo de investigação que o outro faz e para isso são determinantes estes encontros. O facto de ser em Bragança vai-nos pôr numa posição privilegiada, porque caso seja Bragança a convidar outros parceiros para fazer equipa, quer seja o Politécnico convidado para fazer partes dessas parcerias este encontro é determinante”, assegura Sobrinho Teixeira.

O próximo Programa Quadro vai disponibilizar mais de 86 mil milhões de euros para serem investidos em ciência e investigação até 2020. José Mário Leite, director Adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência e membro do Conselho da EARMA, explica a necessidade da Europa aumentar o investimento em Ciência nos próximos anos.

“Vai haver um acréscimo de investimento em Ciência e a Europa fá-lo por duas razões, a primeira é porque entende que é bom para os países europeus e em segundo porque de alguma forma se sente obrigada, dado que os Estados Unidos estão a descolar. Ou seja, a percentagem do PIB que se investe em ciência está a aumentar relativamente à Europa e porque a diferença que a Europa tinha em relação aos países emergentes, como é o caso do Brasil, da China e da índia está a diminuir”, explica Mário Leite.

A 17ª Conferência Anual da EARMA termina hoje com uma sessão de encerramento oficial no Politécnico, seguida da inauguração da ciclovia de Bragança. Já amanhã vai ser constituída a Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Dias de ciência

EARMA termina trabalhos em Bragança

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Já se rola na ciclovia de Bragança

Já foi inaugurada a primeira fase da ciclovia de Bragança. Com uma extensão de quatro quilómetros, este percurso circunda o Instituto Politécnico de Bragança e tem ligação à zona envolvente do rio Fervença. A estrutura destinada a passeios de bicicleta representa um investimento de cerca de 2 milhões e 800 mil euros, comparticipado por fundos comunitários. Apesar da polémica em torno do valor avultado da obra, que viu mesmo chumbado em assembleia municipal um pedido de empréstimo, o presidente da Câmara de Bragança prefere enaltecer o contributo da ciclovia para a qualidade de vida dos brigantinos. Jorge Nunes garante mesmo que é um projecto que vai ter continuidade.“Para além desta ciclovia, à qual falta um pequeno troço de ligação ao centro Ciência Viva, temos já um outro troço em fase de construção e outro em fase de adjudicação. Este será um projecto para continuar”, garantiu Jorge Gomes, sublinhando que Bragança está “bastante avançada” neste aspecto “para a dimensão que a cidade tem”.A construção da ciclovia também permitiu vedar e embelezar o IPB. Sobrinho Teixeira mostra-se satisfeito com o resultado da parceria estabelecida com a Câmara de Bragança e acredita que esta obra vai contribuir para aumentar o número de alunos.“Torna-se muito mais aprazível aquilo que já era vulgar, que era circular à volta do IPB. E permite também uma interacção entre quem circunda e o próprio Instituto.”

A ciclovia foi inaugurada no dia do encerramento da 17ª Conferência do EARMA- Associação Europeia de Administradores e Gestores de Ciência, a quem foi dedicada uma escultura erguida junto à ponte do Loreto.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.