05 julho, 2011

IPB recruta professores online

O IPB está a recrutar profissionais integrados no mercado de trabalho para reforçar o número de docentes do Politécnico. Este é o segundo ano que a instituição abre uma bolsa de recrutamento com a novidade de todo o processo ser levado a cabo através de uma plataforma online. O presidente do IPB lembra que a criação de uma bolsa é um método mais justo e mais cómodo não só para os candidatos, mas também para as pessoas que fazem a selecção dos docentes.“Quer para os candidatos que queiram leccionar no IPB, quer para nós, é sempre um sistema muito mais justo e mais claro. Por outro lado, a política do instituto é aumentar os docentes com pessoas ligadas à comunidade, que são pessoas que já estão qualificadas e que vão despender parte do seu tempo no instituto”, salienta.Sobrinho Teixeira realça que o IPB tem o corpo docente mais qualificado ao nível dos Politécnicos a nível nacional, mas considera que é mais vantajoso para a instituição investir na contratação de docentes a tempo parcial que façam a ponte entre o ensino e o mercado de trabalho.“O IPB tem o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico. Temos uma percentagem de cerca de 50 por cento de doutorados, que é praticamente o dobro daquela que tem o outro instituto que vem a seguir a nós. Por outro lado, temos mais 120 docentes em doutoramento. A nossa expectativa é que daqui a dois anos e meios tenhamos mais de 70 por cento do corpo docente do instituto doutorado. O que nós achamos é que não há ganho em conseguir mais 10 por cento. O grande ganho que o instituto terá, uma vez que conseguiu uma tão grande qualificação ao nível do seu corpo docente, é de facto conseguir que pessoas que estão no mercado de trabalho nos tragam esse upgrade de conhecimento para dentro da instituição”, enaltece Sobrinho Teixeira.

A plataforma de recrutamento vai estar aberta durante o ano lectivo, o que permite a introdução de novas candidaturas. Já os picos de contratação serão próximo do início do primeiro e segundo semestres lectivos. O objectivo é contratar cerca de 40 docentes em regime parcial, um número que poderá variar consoante o número de alunos que ingressar no IPB no próximo ano.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Parque de Ciência e Tecnologia é lançado durante o Verão

O concurso internacional para a construção do Parque Ciência e Tecnologia vai ser lançado durante o Verão. O contrato de financiamento deverá ser assinado este mês. A primeira fase desta obra representa um investimento de cerca de 9 milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários. O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, realça a importância desta obra para a cidade de Bragança e para a região.“Pensamos que o contrato de financiamento comunitário deverá ser assinado na primeira ou segunda semana de Junho, lançaremos o concurso público internacional para a construção imediatamente de seguida. Olhando um pouco para trás é uma realidade interessante e motivadora, porque iniciámos há cerca de cinco anos a luta pela construção de um Parque de Ciência e Tecnologia e muita gente não entendia o que isso representa em termos de desenvolvimento futuro sob o ponto de vista económico e da criação de postos de trabalho de elevada qualificação”, salienta o edil.O prazo para a concretização da obra, que vai nascer na Quinta da Trajinha, ainda não está definido, mas Jorge Nunes acredita que em 2013 o Parque de Ciência e Tecnologia já deverá estar a funcionar. “Não fixámos ainda o prazo de construção, mas estimo que ande por volta dos 18 a 20 meses, ou seja 2013 o Parque de Ciência e Tecnologia estará, se tudo correr bem e não houver surpresas, aberto para cumprir o acolhimento de empresas, de projectos de investigação, de investigadores e de iniciar a sua missão”, afirma Jorge Nunes.

Recorde-se que este projecto envolve várias entidades, nomeadamente as Câmaras de Bragança e Vila Real, o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a PortusPark - rede de parques de ciência e tecnologia.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

01 julho, 2011

Conservação da Castanha


Exibido em 'SIC Noticias' Programa Falar Global - Universidades Tecnológicas.

Bragança acolheu o Congresso EARMA mais participado de sempre

Bragança acolheu aquela que foi a edição mais participada de sempre do Congresso EARMA – Associação Europeia de Administradores e Gestores de Ciência.
De 22 a 25 de Junho, a Cidade foi o destino de mais de 250 decisores nas mais variadas áreas científicas, que participaram em workshops e palestras que tiveram lugar no Instituto Politécnico de Bragança.
A realização, em Bragança, do 17.º Congresso EARMA, organizado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência e pela Câmara Municipal de Bragança, com a colaboração do Instituto Politécnico de Bragança (apoiado por fundos comunitários no âmbito de uma candidatura do Município de Bragança), comprova que “estamos à altura de responder a estes desafios, sendo que não podemos estar à margem destes programas, porque o conhecimento alavanca o progresso”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes.
Já o Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Professor João Sobrinho Teixeira, adiantou que o facto de este evento ter lugar em Bragança é essencial para que novas parcerias, ao nível da investigação, sejam estabelecidas com outros países.
Teve, ainda, lugar uma reunião entre a EARMA e a sua congénere Americana, a National Council of University Research Administrators – NCURA, durante a qual foram efectuados a avaliação, a análise e o lançamento da nova edição da parceria EARMA/ NCURA para a realização de estágios, partilha e troca de experiências de gestores de ciência europeus e americanos.
O último dia da conferência da EARMA foi reservado para a constituição da Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência (ALeIAC), cuja cerimónia decorreu no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.
Trata-se de um organismo que, nesta fase inicial já suscitou o “interesse” de mais de 25 instituições, e que visa gerir e administrar a ciência em países cuja língua seja o Português.
Sedeada em Bragança, no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, a ALeIAC permitirá, segundo o Director Adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência, Eng.º José Mário Leite, “congregar, numa entidade, todas as preocupações, as expectativas e os problemas dos gestores que falam português, sendo que passará a ser uma porta para a Europa e para o resto do Mundo”.
Recorde-se que o 17.º Congresso EARMA reuniu nomes de cientistas e investigadores, como o do Director do Instituto Gulbenkian de Ciência, Professor António Coutinho, do Director Adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência, Eng.º José Mário Leite, e do Presidente do EARMA e Professor na Universidade de Copenhaga, Jan Andersen, entre muitos outros.

Veja o suplemento publicado no Mensageiro de Bragança sobre o evento:
Suplemento Mensageiro de Bragança (2.178 Kb)

Publicado em 'Cm-Bragança'.

30 junho, 2011

Académicos discutem contributos da comunidade para a crise

Bens comuns
O contributo que associações locais e outras organizações comunitárias podem dar para ajudar a resolver a crise é o tema em reflexão numa conferência sobre desenvolvimento regional que começou hoje em Bragança e junta académicos de vários países.

Em economia são chamados «bens comuns» e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) escolheu para tema da sua 17ª conferência a discussão sobre como a gestão dos mesmos pode contribuir para o desenvolvimento regional.

O encontro começou hoje em Bragança e até sábado passará também pela cidade espanhola vizinha de Zamora.
Publicado em 'Lusa', 2011-06-30 .

Associação Académica quer ensinar línguas a estudantes para irem trabalhar fora do país

A Associação Académica do IPB vai disponibilizar formação gratuita em línguas para os estudantes que queiram ir trabalhar para o estrangeiro, no final do curso. É um dos objectivos para o novo mandato de Rui Sousa à frente da associação e que tomou ontem posse por mais um ano.

“Por exemplo, os futuros enfermeiros vão fazer formação em francês, que podem utilizar para ir trabalhar para países francófonos como a Bélgica, a Suíça, a própria França. E há países que pedem engenheiros mas a língua é uma barreira. Queremos aproveitar para poder alargar o horizonte de perspectivas de trabalho, ainda por cima sem encargos.”

O presidente da Associação Académica do IPB fala ainda de outros projectos para este ano.

“Vamos fazer mais uma festa das tasquinhas, agora também no início do ano. Vamos fazer uma coisa nova no dia do Estudante. E continuar com iniciativas solidárias.”

Este é o segundo mandato de Rui Sousa na presidência da Associação Académica do IPB.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 junho, 2011

Raios Gama para esterilizar castanha

Radiação é alternativa mais rápida e mais barata para conservar castanha para exportação
Ajudar a aumentar a exportação de castanha e com custos mais reduzidos. Esse é o objectivo de um projecto pioneiro em que participa o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade do Minho e o Instituto Tecnológico e Nuclear, de Lisboa.

Desde que a União Europeia proibiu a comercialização do químico usado para esterilizar a castanha que os produtores são obrigados a recorrer à água quente.
O IPB propõe a utilização de raios Gama. Segundo o presidente da Escola Superior Agrária, Albino Bento, este sistema tem muitas vantagens. “Não tenho dúvida que é muito mais económico. Além de a água quente ser um processo muito moroso, no final, demora entre 20 minutos a meia hora a 36º, 37º, e, no final do dia, não permite que se esterilize muita castanha. E no final disso é preciso passar por outro equipamento para secar a castanha, o que torna os custos energéticos muito maiores”, explica o docente. Já o novo processo, acrescenta, “vai permitir esterilizar muito mais quantidades”.
Este foi um dos projectos que esteve em destaque na abertura do Encontro Europeu de Produção de Castanha. Segundo Albino Bento, que também faz parte da equipa do Centro de Investigação Montanha do IPB, o projecto já está avançado. “Temos mais ou menos afinada a dose de esterilização que podemos utilizar. Sabemos que essa dose pode matar o bichado e o gorgulho. Nos fungos ainda temos de encontrar uma dose que os mate mas que não destrua a castanha”, explica.
No entanto, serão precisos mais um a dois anos de afinação até poder usar o sistema em segurança. Do lado dos produtores é que as vantagens são bastante apreciadas, sobretudo numa altura em que se pedem mais exportações ao País. Mais barato e, sobretudo, a permitir esterilizar muito mais castanhas em muito menos tempo. Um processo que se torna apetecível para os empresários do sector.

Radiação poderá duplicar a quantidade de castanha exportada

“Pensamos que o método é eficiente, bastante eficiente até, o que teremos de conseguir é a redução de custos. É um processo caro, mas de massificação, o que é importante”, sublinha Vasco Veiga, administrador da Sortegel, uma das maiores empresas de transformação e venda de castanha do Nordeste Transmontano. Este ano comercializou oito mil toneladas de castanha mas apenas 30 por cento podem ser vendidas em fresco. “Essa era outra vantagem da radiação, é que só esterilizamos a castanha que é para consumo em fresco (ao natural, que vendemos para a grande distribuição). A que vai para a indústria, para ser transformada, não esterilizamos, porque se não, nunca mais lá chegávamos. Mas com este sistema penso que será possível fazê-lo”, diz.
Vasco Veiga confessa que sente muitas dificuldades com o actual sistema de esterilização. Utilizando a radiação, poderá duplicar a quantidade de castanha exportada. “O processo com esterilização por água é muito reduzido. É-me impossível aumentar as quantidades que estou a fazer hoje. E a redução de custos também será muito grande. Mas terá de haver conjugação de produtores e apoios do Estado. Mas dá perfeitamente para duplicar a castanha vendida”, explica. Actualmente, o IPB tem já uma parceria com uma empresa alemã, que utiliza um sistema de radiação portátil, montado numa carrinha, e com uma outra empresa turca, para testar diferentes níveis de radiação.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

Bragança: Associação Lusófona de Ciência foi constituída no decurso das jornadas do EARMA.

Foi criada oficialmente, em Bragança, a Associação Lusófona e Internacional de Administradores de Ciência (ALeIAC), entidade que terá como objectivo a gestão e administração de ciência nos países em que o Português é a língua materna.

O director adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência e membro do Conselho da Associação Europeia de Administradores e Gestores em Ciência (EARMA), José Mário Leite, destacou, a importância desta associação para os países lusófonos.
“Com a constituição da ALeIAC, Portugal assume-se como um país ponta de lança em Bruxelas, na área da gestão e administração de ciência em países lusófonos, de forma a haver uma maior aproximação com países como Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique ou Timor”, acrescentou.
Por outro lado, os países lusófonos vão poder usufruir da experiência que os Estados Unidos têm em matéria de gestão e administração científica e das “boas relações institucionais” entre a EARMA e o seu congénere norte-americano, o Conselho Nacional de Administradores de Investigação Universitária (NCURA).
“Os americanos estão dispostos a partilhar os fundos destinados para a administração e gestão de ciência que, neste momento, poderão rondar mais de 140 milhões de euros”, acrescentou José Mário Leite.
Nesta fase de constituição da ALeIAC, mais de 25 instituições já mostraram interesse em aderir, casos da Universidade Independente de Maputo (Moçambique), dos institutos politécnicos de Bragança e Portalegre e do Ministério da Ciência de Cabo Verde.
Publicado em 'RBA'.

27 junho, 2011

Bragança: Encontros internacionais colocam cidade no mapa europeu dos grandes eventos

O presidente da Câmara de Bragança considera que a cidade reúne condições “ímpares” para a organização de eventos internacionais devido a fatores como a segurança, qualidade e afirmação de parceiros científicos, aliados aos atributos culturais e turísticos.

Segundo disse Jorge Nunes, a captação de eventos científicos e culturais à escala mundial, só é possível devido à boa articulação entre as instituições existentes na cidade e no distrito.
“Esta iniciativas resultam da união de esforços que ajudam a promover a região de Bragança, trazendo ao distrito pessoas dos cinco continentes como é o caso dos participante na conferência internacional do EARMA [European Association of Reserarch Managers and Administrators]”, acrescentou Jorge Nunes.
Bragança foi palco recentemente de eventos com o XXI Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e o II Encontro Europeu da Castanha da Castanha. No entanto, até ao final do ano estão asseguradas mais iniciativas que prometem trazer a Bragança mais investigadores e pessoas ligadas à ciência e cultura.
“Este tipo de iniciativa assegura que o nome de Bragança passa a ser registado por um número de pessoas com capacidade de promover e divulgar as potencialidades da região nos seus países de origem”, frisou o autarca.
Na opinião de Jorge Nunes, outra das vantagens destes eventos é que o nome de Bragança fique associado e registado em importantes documentos e decisões.
Por seu lado, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, destaca o papel da estratégia do politécnico num conceito de internacionalização, aliada investigação.
“A estratégia foi implantada no último ano e meio e tem-se refletido nesta série de encontros que têm acontecido em Bragança”, acrescentou o docente.
Sobrinho Teixeira, recorda que o IPB tem cerca de 8.000 alunos, e 1.500 pessoas a trabalhar na instituição numa cidade com 25 mil habitantes, tem de haver um interação com a comunidade, na expansão e promoção da região.
“Esta interação está a sentir-se em toda a estrutura da cidade quer ao nível da hotelaria, restauração, serviços e comercio sendo esta uma missão do IPB”, acrescentou Sobrinho Teixeira.
O presidente do IPB, em jeito de conclusão, afirmou que tem “ recebido elogios do que visita a cidade do interior no decursos das actividades”.
Publicado em 'RBA'.

Extracção de mel no Parque de Montesinho

Em Portugal produz-se mais de 11 mil toneladas do néctar, em 12 regiões com denominação de origem


Exibido em 'SIC'.