09 dezembro, 2011

Cortes no politécnico vão traduzir-se mais na redução de cursos do que de pessoal

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) disse hoje que os cortes nas instituições que representa passarão mais pela redução da oferta formativa do que pela dispensa de professores contratados.

Em declarações à Lusa, Sobrinho Teixeira adiantou que os politécnicos vão fazer uma análise dos cursos “que é pertinente ou não continuarem a funcionar”, desde especializações tecnológicas (CET) a licenciaturas e, sobretudo mestrados.

Esta reavaliação fará com que no próximo ano lectivo haja “menos mestrados a funcionar pela fraca atractividade”, assim como outras ofertas formativas, o que poderá traduzir-se também “em menor contratação de pessoas, nomeadamente a tempo parcial”.

O presidente do CCISP garante, no entanto estar afastada a possibilidade que chegou a admitir de dispensa de centenas de professores contratados quando foi conhecida a proposta inicial do Governo para o Orçamento de Estado (OE) para 2012.

O corte de 8,5 no financiamento do Ensino Superior mantém-se, mas, de acordo com Sobrinho Teixeira, a versão final do OE deixou de fora o que as instituições classificaram de uma “limitação à sua autonomia”.

“A possibilidade que se vislumbra de, sem aumentar a massa salarial referente a 31 de Dezembro de 2011, em 2012 pudermos fazer contratações, é um aspecto muito positivo porque isso permite uma gestão muito eficaz daquilo que é a actividade docente e de investigação das instituições”, afirmou.

Na versão inicial do Governo, só na instituição que Sobrinho Teixeira dirige, o Instituto Politécnico de Bragança, “à volta de 200 contratações estariam limitadas e sujeitas a um visto prévio dos ministérios das Finanças e da Educação”.

Segundo disse, perto de “20 por cento do corpo docente dos politécnicos portugueses” é constituído por professores contratados anualmente a tempo parcial e, com esta alteração, “é possível continuar a fazer essas contratações, sem aumentar o encargo financeiro com salários porque já existiam no ano transacto”.

Outra alteração com que o presidente do CCISP se congratula é a não cativação de 2,5 por cento do orçamento destes organismos, o que “iria limitar” as instituições de ensino superior, concretamente na candidatura de projectos a fundos comunitários.

“Eu diria que era quase uma atitude pouco inteligente (do Governo) estarmos a fazer cativações sobre receitas próprias das instituições porque estaríamos a limitar a sua capacidade de captar dinheiro de fora para dentro do país e estaríamos também a limitar a vontade de que mais projectos existam e maior captação de receitas possa haver”, considerou.

São “evoluções muito positivas, em relação à proposta inicial”, que para o presidente do CCISP seria “um retrocesso, quase voltar à Idade Média daquilo que é hoje a visão dinâmica das instituições de ensino superior”.
Publicado em 'Público'.

Director regional de agricultura já está em funções

Manuel Cardoso já foi oficialmente nomeado Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte. O novo responsável pela agricultura começou a exercer funções na passada sexta-feira na sede da Direcção Regional do Norte, em Mirandela. Manuel Cardoso não quis prestar declarações gravadas, mas garante que já está no terreno para encontrar soluções para os problemas dos agricultores. O responsável afirma que vai reunir com todas as associações e garante que também já visitou algumas zonas agrárias. O método de trabalho do novo responsável pela agricultora na região Norte é deslocar-se ao terreno para contactar de perto com os homens da lavoura e com os empresários do ramo da agricultura.Manuel Cardoso salienta, ainda, que as linhas de orientação da Direcção Regional do Norte seguem o programa definido pelo governo. Aumentar a produção agrícola nacional e ajudar os agricultores a ter mais rendimento são os principais objectivos do Ministério liderado por Assunção Cristas que o novo director regional do Norte promete seguir.De recordar que Manuel Cardoso é médico veterinário e é natural do concelho de Macedo de Cavaleiros. Até agora presidia à Comissão Directiva da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo e era docente na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.Manuel Cardoso foi ainda vereador no executivo de coligação PSD/CDS-PP, na Câmara de Macedo de Cavaleiros, entre 2005 e 2009.

Já na próxima sexta-feira entram em funções os subdirectores Adelino Bernardo, que já era funcionário da Direcção Regional de Agricultura do Norte e é de Montalegre, e Mário Araújo e Silva, que até agora exercia funções numa Agência de Desenvolvimento Local na zona de Arcos de Valdevez.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

25 novembro, 2011

Cruz Vermelha recebeu donativos da praxe solidária do IPB

A praxe solidária dos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança atribuiu ontem roupas e calçado à delegação da Cruz Vermelha Portuguesa. A iniciativa foi levada a cabo pelos caloiros da Escola Superior de Educação (ESE). A recolha decorreu durante o ultimo mês, em que cada novo aluno entregou uma peça de roupa.

O resultado final foi ontem entregue, como refere Vítor Sampaio, presidente da associação de estudantes da ESE.

“Foram eles que trouxeram. Um deles tinha uma fábrica e ajudou-nos muito porque trouxe uma grande quantidade de peças. Juntámos cachecóis, sapatos, casacos. Tudo roupa em bom estado. Ainda há roupa dentro das embalagens, com preço e tudo.”

O presidente da delegação de Bragança da Cruz Vermelha, Joaquim Queirós, agradece a oferta e explica o que vai ser feito ao material recebido.

“Temos de agradecer a lembrança, sobretudo sendo estudantes e jovens. É um gesto que por pequeno que possa parecer, é sempre uma marca para ele”, frisou Joaquim Queiróis, explicando que esta roupa vai “chegar ao seu destino”.

Uma ajuda para responder à crescente procura que se tem registado nos últimos tempos.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Semana Ciência e Tecnologia

IPB abre portas a 400 alunos do ensino secundário

Exibido em 'RTP'.

23 novembro, 2011

Charlas procuran fomentar competitividad en los sistemas de producción ovina en pequeña escala

Jornada en INIA Las Brujas
Investigadores de Argentina, Brasil, Chile, Cuba, España, México, Portugal y Uruguay se reunirán del 22 al 24 de noviembre de 2011 en INIA Las Brujas, en el marco del proyecto de “Desarrollo y Transferencia de Tecnología para la producción ovina en pequeña y mediana escala en Iberoamérica (Iberovino), con financiamiento del programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (CYTED). El jueves 24 se realizará una jornada abierta a productores.
El objetivo general del proyecto Iberovino es fomentar la competitividad en los sistemas de producción ovina en pequeña escala, a través de la generación de oportunidades para pequeños y medianos productores rurales familiares de Iberoamérica, poniendo a su disposición un conjunto de soluciones integrales relacionadas a la crianza de ovinos, capaces de viabilizar los escenarios o entornos tecnológicos, culturales y comerciales.
Entre los objetivos específicos, se encuentra el adaptar la tecnología de producción disponible a la pequeña escala, a través del desarrollo, aplicación y transferencia de conocimientos innovadores, integrando los conocimientos ya existentes y sentando las bases para generar nuevos, en las siguientes disciplinas: sistemas de alimentación, manejo, reproducción, mejoramiento genético y sanidad. También desarrollar estrategias de transferencia de tecnología asociada a facilitar la inversión inicial y disminuir los riesgos de los productores. Como un ejemplo de estas estrategias de transferencia, los organizadores citan un mecanismo de préstamo de ovino o “Fondo Rotatorio de Ovejas” desarrollado en conjunto con asociaciones de productores.
Otro objetivo es contribuir al desarrollo de esquemas organizacionales trabajando sobre los escenarios culturales, sociales y logísticos. Como ejemplo se puede mencionar: manejo de herramientas de esquila, escuelas de esquila, acondicionamiento de lana, sanidad ovina, adiestramiento de perros (Border Collie) para trabajos con majada, hilado de lana, confección de telas o prendas de lana, etcétera. También apunta a desarrollar estrategias para control de predadores; además, desarrollar nuevos productos asociándolos a nuevas estrategias de comercialización. Un ejemplo son quesos de oveja, fertilizantes, productos cárnicos alternativos en función de mercados específicos, hilados y tejidos de lana, etcétera.
representantes
Los grupos representantes de las Unidades de Investigación son: de Argentina, el Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA), Instituto de Lactología Industrial (Inlain). De Brasil: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Minas Gerais --Escola de veterinária-- departamento de tecnologia e inspeção de produtos de origem animal (UFMG), Universidade Federal de Pelotas (Ufpell).
De Chile participa el Instituto de Investigaciones Agropecuarias (INIA); España: Universidad de Zaragoza (Unizar); Centro de Investigación y Tecnología Agroalimentaria de Aragón (CITA), Neiker – Instituto Vasco de Investigación y Desarrollo Agrario. México: Universidad Nacional Autónoma de México, FES-Cuautitlán (UNAM). Portugal: Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (ESA-IPB).
Por Uruguay participan el Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA), Universidad de la República – Facultad de Agronomía (Udelar) y el Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL).
El jueves, los miembros del proyecto participarán de una jornada de divulgación con productores, a realizarse en la Estación Experimental Wilson Ferreira Aldunate del INIA Las Brujas.
Publicado em 'El Telégrafo'.

Diferentes variedades de alheira são “ofensa à cultura do povo”

A criação das diferentes variedades de alheiras no mercado é uma ofensa à cultura de um povo. São declarações do Grão-Mestre da Confraria de Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes e Alto Douro, proferidas durante o seminário sobre a alheira de Mirandela promovido pelo curso de guia-intérprete da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela.

A alheira é um enchido produzido em toda a região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Agora, o porquê de Mirandela ter tomado para si este enchido como bilhete de apresentação da cidade aqui e além fronteiras… António Monteiro, Grão-Mestre da Confraria de Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes e Alto Douro, a explicação é muito simples. Mirandela conseguiu levar a dianteira na divulgação do produto.

Quanto à criação das variedades de bacalhau ou vegetarianas, António Monteiro afirma que chamar a estes produtos alheira, é estar a ofender a cultura de um povo.

“Chamem-lhe aquilo que quiserem mas não lhe chamem alheira. Ninguém faz Vinho do Porto de Cidra”, diz. “Puxem pela cabeça, sejam cultos suficientemente e deixem-se dessa parvoíce, que é andar a apropriar-se daquilo que foi a construção de um povo por facilitismo autêntico”, sublinhou.

Este seminário sobre a alheira de Mirandela foi promovido pelos alunos do curso de guia-intérprete da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela, que vêm neste enchido um potencial parceiro na divulgação da cidade e da região, tornando-se assim num pólo de atracção de turistas.

“É uma novidade para trazer turistas. Muitas lojas e comércios tradicionais já funcionam e Mirandela já ganha com a alheira.”

Sónia Carvalho e José Carlos Teixeira, produtores de alheiras de Mirandela, revelaram que o facto da alheira de Mirandela ter sido uma das 7 maravilhas da gastronomia portuguesa fez com que a procura tenha aumentado

“Já usamos o selo das Sete Maravilhas e as pessoas já as procuram”, dizem.

Os produtores de alheira presentes neste seminário, deram a conhecer os seus produtos através de provas de degustação.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.