17 janeiro, 2012

Alunos de Solicitadoria fazem estágios em notários e conservatórias

Os alunos do curso de Solicitadoria da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela vão poder estagiar em notários e conservatórias. O protocolo foi assinado entre a ESACT e o Instituto de Registos e Notariado, e permite uma aplicação prática de conhecimentos entre estas duas instituições. “Ficou aqui patente a disponibilidade para se concederem uma seria de estágios para que no final do curso os alunos possam ter essa aprendizagem dos aspectos práticos e daquilo que é a realidade do mercado de trabalho” refere o presidente do Instituto Politécnico de Bragança.Os estágios não serão remunerados, mas creditados no final da licenciatura.“Hoje em dia não é suficiente ter uma classificação de uma licenciatura pois é cada vez mais apreciada a capacidade das pessoas em vencer o desconhecido, terem motivação e estarem sempre pró-activas relativamente ao seu trabalho e ao mercado de emprego” salienta Sobrinho Teixeira, acrescentando que “estes estágios vão depois ser contabilizados numa unidade de medida da aprendizagem do aluno e reconhecido pela atribuição de créditos europeus e vertido no suplemento ao diploma, que é um documento em português e inglês para poder certificar a aprendizagem”. Já o presidente do Instituto de Registos e Notariado destaca a reciprocidade deste acordo. António Figueiredo refere que este tipo de protocolos permite congregar sinergias para melhor servir os cidadãos e as empresas.“São jovens profissionais que rapidamente vão trabalhar na área dos registos e do notariado e quanto melhor for a sua preparação na área melhor desempenham a sua função e melhor servem o cidadão” considera, acrescentando que isso pode ser feito “através de eventos em conjunto, conservadores e notários que possam vir aqui leccionar e através da realização de estágios logo após a licenciatura”.

O protocolo entra imediatamente em vigor, e poderá contemplar os jovens solicitadores que este ano terminam a licenciatura.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

16 janeiro, 2012

Alunos da ESTIG entregam donativos à CPCJ de Bragança

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) de Bragança recebeu hoje uma grande quantidade de roupas, comida e material para crianças e bebés doadas pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG) do Instituto Politécnico de Bragança.A iniciativa surgiu no âmbito da praxe solidária que decorreu nos últimos dois meses, no seio da comunidade escolar. Foram recolhidas sobretudo roupas, mas também outros bens.“Só decidimos entregar agora porque pensamos que as necessidades não são só no Natal. Como havia tanta, solidariedade e ainda bem, pensamos em adiar para Janeiro e arranjar mais roupas e alimentos” explica Luís Dias, presidente da Associação de Estudantes da ESTIG acrescentando que “todos ajudaram até os professores e quando se soube que íamos ajudar a CPCJ conseguimos também arranjar berçários e carrinhos de bebés”. “O mais importante para nós é ajudar os jovens, neste caso os mais carenciados. Tentamos ajudar toda a gente mas, como associação juvenil, para nós os jovens são a nossa prioridade” salienta.A presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco agradece a ajuda e diz que “as nossas famílias têm vários tipos de necessidades ao nível de competências pessoas mas também de carências económicas. Logo, isto vai ser uma ajuda fundamental para elas protegerem e cuidarem das suas crianças”. Anabela Martins explica ainda que “a entrega deste material vai ser feita em função dos casos que temos. Vamos ter uma reunião com as técnicas para identificar as necessidades mais prementes e logo que possível começamos a entregar os bens”.

Actualmente a comissão está a acompanhar cerca de 100 casos de crianças e jovens em risco.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

04 janeiro, 2012

IPB qualifica produção de cogumelos

Instituição vai criar curso de especialização em parceria com a SousaCamp
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai criar um Curso de Especialização Tecnológica (CET) na área da produção de cogumelos, em parceria com a SousaCamp, uma empresa de Vila Flor que se dedica à produção e comercialização destes fungos.

O objectivo é qualificar mão-de-obra, mas o projecto não se fica pelos CET’s e as duas entidades vão, para tal, assinado um protocolo.
“Há um desejo da empresa de aumentar a sua capacidade de produção, mas para isso falta mão-de-obra qualificada. Nesse sentido o IPB disponibilizou-se para qualificar essa mão-de-obra através de um Curso de Especialização Tecnológica em cogumelos”, adianta o presidente do IPB.
Além disso, “quer nos cursos de licenciatura, quer nos cursos de mestrado, em áreas relacionadas com a produção de cogumelos, vão ser introduzidas disciplinas opcionais que os alunos podem frequentar, de acordo com as necessidades da empresa”, acrescenta o responsável.
Sobrinho Teixeira salienta que o Curso de Especialização Tecnológica não é exclusivo para os trabalhadores da empresa. “Não pode ser exclusivamente para os trabalhadores da empresa, porque o Instituto tem legislação a cumprir. Por isso, será aberto a trabalhadores da empresa, mas também a estudantes que tenham o desejo de aprender nessa área e que no futuro possam vir a ser funcionários da empresa”, refere.
As disciplinas poderão ser integradas nas licenciaturas e mestrados já em Fevereiro. O CET deverá arrancar no próximo ano lectivo.
“Na tabela de Curso de Especialização Tecnológica não há nada específico na área da produção de cogumelos, explica o responsável.
Neste sentido, o CET terá de ser criado do ponto de vista científico e pedagógico e proposto à Direcção-Geral do Ensino Superior. "Não tenho dúvidas que não irá apresentar qualquer problema do ponto de vista da utilidade do curso”, afirma Sobrinho Teixeira.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

21 dezembro, 2011

Empresários encontram-se com IPB

Está tomado o primeiro chá entre empresários e o Instituto Politécnico de Bragança.O presidente da instituição de ensino já tinha revelado à Brigantia o desejo de promover uma maior aproximação entre as duas partes.Hoje essa aproximação concretizou-se através de uma iniciativa em que o IPB abre as portas aos empresários. Um espaço de encontro que pretende criar ligações.“Iremos mostrar aquilo que é hoje o IPB, as suas potencialidades a nível laboratorial para poder introduzir inovação e conhecimento dentro das empresas” refere o presidente do IPB acrescentando que “eu já tinha dito em sentido figurado que era preciso tomar chá com os empresários, criando ligações e empatias e hoje é o primeiro chá que nós esperamos ter com os empresários da região”. Sobrinho Teixeira salienta que uma das ajudas que a instituição pode dar aos empresários é através do vale inovação para os quais está acreditado.“São vales de 25 mil euros com 70% a fundo perdido e dado pela União Europeia. Tem de ser feito numa ligação entre uma empresa e uma instituição de ensino superior, que tem de estar acreditada nessa área” afirma. “Foi um processo que teve muito trabalho para ser realizado para estar disponível para poder ajudar os empresários a introduzir inovação e conhecimento” acrescenta.Para o presidente do NERBA esta cooperação pode ajudar os empresários na área da investigação. “O IPB tem algum know how nesse campo que é bastante importante nomeadamente ao nível do Centro de Investigação da Montanha e ao nível laboratorial que pode cooperar e prestar um bom serviço às empresas no sentido de elas ganharem novas competências e se desenvolverem em termos do desenvolvimento de novos produtos” afirma.Eduardo Malhão salienta que numa região com um tecido empresarial débil a cooperação com o IPB pode fazer aumentar a competitividade das empresas.“É um desidrato estratégico e fundamental ao nível da competitividade e da produtividade das nossas empresas num contexto cada vez mais globalizado, mais concorrencial e competitivo as nossas empresas têm de ganhar massa critica para ganhar escala” considera. Eduardo Malhão diz que em tempos de crise “o caminho é claramente esse. As empresas têm de sair do seu quintal e ir à procura de mercados mais vastos adquirindo novas competências”.

Neste primeiro encontro participaram cerca de 50 empresários.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Investigador brigantino galardoado no 3º Congresso de Medicina Física e de Reabilitação na Áustria

André Novo distinguido na Áustria e em Lisboa. Docente da Escola de Superior de Saúde do IPB não estava à espera de receber qualquer prémio.

André Novo, docente da Escola Superior de Saúde do IPB, foi galardoado com o prémio de jovem investigador no 3º Congresso de Medicina Física e de Reabilitação e Medicina Desportiva na Áustria, um galardão atribuído a investigadores com menos de 40 anos.
O prémio distinguiu o trabalho desenvolvido com doentes hemodialisados no sentido de melhorar a sua qualidade de vida:

“Faz parte de um trabalho que estamos a desenvolver com doentes hemodialisados em Mirandela e Mogadouro e que no início de 2012 culmina com um programa de intervenção que visa a melhoria da qualidade de vida destes doentes. Na Áustria foi apresentado um trabalho de avaliação funcional de pacientes hemodialisados com insuficiência renal crónica onde foram tiradas algumas conclusões nomeadamente quanto às dificuldades que estes pacientes têm em executar determinadas tarefas da vida diária”

O prémio foi entregue na semana passada e já antes havia recebido mais dois no Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação em Lisboa:

“Participamos com dois trabalhos. Um deles de intervenção a nível da cinesia respiratória desenvolvido em Carrazeda de Ansiães pela enfermeira Sónia casado, com o meu apoio, e outro em Bragança de avaliação de risco de queda de idosos institucionalizados. O trabalho tem sido desenvolvido com mais docentes da Escola Superior de Saúde de Bragança”.

André Novo confessa que não estava à espera do galardão recebido na Áustria Agora faz votos de que o seu trabalho desenvolvido na área da saúde contribua para melhorar a qualidade de vida dos doentes na região transmontana:

“Confesso que não estava à espera, primeiro porque foi a primeira vez que participei num congresso tão longe e depois num congresso com tantos investigadores de renome internacional. Apesar de ter um prémio monetário de 500 euros não é o que mais interessa. O importante é demonstrar que o facto de estarmos em Trás-os-Montes continuamos a desenvolver trabalho de qualidade reconhecida. Queremos continuar a trabalhar no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

André Novo tem 28 anos é licenciado em enfermagem, especializado em reabilitação e doutorado em Ciências da Actividade Física e do Desporto.
Publicado em 'RBA'.

15 dezembro, 2011

I Encontro de empresários

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) abre, na próxima quarta-feira, as portas aos empresários do Nordeste Transmontano. O I Encontro de empresários do distrito de Bragança é uma iniciativa organizada pelo NERBA- AE, com o apoio do IPB e das empresas FEPRONOR e Factory Play.
O tema central que vai estar em cima da mesa é “Logística, Transporte e Mercados Globais”.
O evento começa às 10:15 horas, com o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, e o presidente do NERBA, Eduardo Malhão, na sessão de abertura. Segue-se uma conversa com Sobrinho Teixeira sobre a “Importância da Cooperação do IPB com as empresas da região”. As actividades da parte da manhã encerram com uma visita ao Centro de Investigação de Alta Montanha e aos Laboratórios do IPB.
À tarde o programa continua com a intervenção de Luís Gonçalves, gerente da FEPRONOR, sobre “As empresas do Interior e os custos de Logística”, seguindo-se uma visita às instalações da empresa.
O I Encontro termina com o ramo empresarial em destaque. O gerente da Factory Play – Produção de Insufláveis e Equipamentos de Animação, Pedro Santos, vai abordar o tema “A empresa global – de Trás-os-Montes para o Mundo”. Depois da palestra segue-se uma visita aos diferentes departamentos da empresa.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

14 dezembro, 2011

Associação Académica do IPB troca um fato de Pai Natal por alimentos

Dê alimentos e receba um fato de Pai Natal. É esta a proposta da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança, que leva hoje para as ruas da cidade um desfile de pais natal.

“A concentração é a partir das 13h30, por detrás da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, no Centro Académico. No máximo às 14h30 estaremos a sair para percorrer as ruas da cidade até à Praça da Sé.”

Rui Sousa é o presidente da Associação Académica e conta ter este ano pelo menos os mesmos 400 participantes do ano passado.
Para isso, basta aparecer com alimentos.

“Só têm que trazer um bem alimentar. Pode ser um litro de leite, uma lata de salsichas, uma lata de atum, e nós oferecemos um fato de Pai Natal. Há pessoas que entregam um saco de compras e outras uma lata de atum. O que interessa é participarem no desfile.”

Depois de em 2010 a Associação Académica do IPB ter angariado quase uma tonelada de alimentos, este ano Rui Sousa espera um ligeiro aumento.
No final, o que for angariado será doado a uma instituição de caridade de Bragança.

“No ano passado entregámos os bens alimentares aos Santos Mártires. Este ano fomos contactados pela Associação Entre Famílias e é a eles que vamos entregar a maior parte dos alimentos. Outros vamos entregar a outras instituições com quem trabalhámos já noutros anos.”

Ao longo do ano, a associação académica do IPB juntou duas toneladas e meia de alimentos
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

09 dezembro, 2011

Cortes no politécnico vão traduzir-se mais na redução de cursos do que de pessoal

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) disse hoje que os cortes nas instituições que representa passarão mais pela redução da oferta formativa do que pela dispensa de professores contratados.

Em declarações à Lusa, Sobrinho Teixeira adiantou que os politécnicos vão fazer uma análise dos cursos “que é pertinente ou não continuarem a funcionar”, desde especializações tecnológicas (CET) a licenciaturas e, sobretudo mestrados.

Esta reavaliação fará com que no próximo ano lectivo haja “menos mestrados a funcionar pela fraca atractividade”, assim como outras ofertas formativas, o que poderá traduzir-se também “em menor contratação de pessoas, nomeadamente a tempo parcial”.

O presidente do CCISP garante, no entanto estar afastada a possibilidade que chegou a admitir de dispensa de centenas de professores contratados quando foi conhecida a proposta inicial do Governo para o Orçamento de Estado (OE) para 2012.

O corte de 8,5 no financiamento do Ensino Superior mantém-se, mas, de acordo com Sobrinho Teixeira, a versão final do OE deixou de fora o que as instituições classificaram de uma “limitação à sua autonomia”.

“A possibilidade que se vislumbra de, sem aumentar a massa salarial referente a 31 de Dezembro de 2011, em 2012 pudermos fazer contratações, é um aspecto muito positivo porque isso permite uma gestão muito eficaz daquilo que é a actividade docente e de investigação das instituições”, afirmou.

Na versão inicial do Governo, só na instituição que Sobrinho Teixeira dirige, o Instituto Politécnico de Bragança, “à volta de 200 contratações estariam limitadas e sujeitas a um visto prévio dos ministérios das Finanças e da Educação”.

Segundo disse, perto de “20 por cento do corpo docente dos politécnicos portugueses” é constituído por professores contratados anualmente a tempo parcial e, com esta alteração, “é possível continuar a fazer essas contratações, sem aumentar o encargo financeiro com salários porque já existiam no ano transacto”.

Outra alteração com que o presidente do CCISP se congratula é a não cativação de 2,5 por cento do orçamento destes organismos, o que “iria limitar” as instituições de ensino superior, concretamente na candidatura de projectos a fundos comunitários.

“Eu diria que era quase uma atitude pouco inteligente (do Governo) estarmos a fazer cativações sobre receitas próprias das instituições porque estaríamos a limitar a sua capacidade de captar dinheiro de fora para dentro do país e estaríamos também a limitar a vontade de que mais projectos existam e maior captação de receitas possa haver”, considerou.

São “evoluções muito positivas, em relação à proposta inicial”, que para o presidente do CCISP seria “um retrocesso, quase voltar à Idade Média daquilo que é hoje a visão dinâmica das instituições de ensino superior”.
Publicado em 'Público'.