12 abril, 2012

IPB desenvolve presunto inovador

O Instituto Politécnico de Bragança está a desenvolver produtos alimentares para serem comercializados por empresas locais. Depois da produção de salsichas frescas e de mantas secas e salgadas de cabra e ovelha, surge agora um novo projecto.
O professor da Escola Superior Agrária, Alfredo Teixeira, realça que o desafio é ensaiar diferentes tipos de presunto. “Neste momento temos um novo projecto, que é o Bisobicape, que no fundo é trabalhar três novos produtos, nomeadamente um novo presunto de porco de raça bísara, que vai ter um tratamento diferente do habitual, e também presunto de perna de ovelha e perna de cabra e também a produção de um paté destas duas carnes”, salienta o Professor do IPB.
Alfredo Teixeira frisa que estes produtos são inovadores em Portugal e têm potencial de mercado.“Estamos ainda numa fase experimental, mas já com alguns resultados que já estamos a passar para a indústria, uma vez que estes são projectos em co-promoção. Ou seja, tem uma indústria associada.
No processo anterior foram registadas duas marcas novas e esperamos que este novo projecto também proporcione o registo de novas marcas de produtos. Também será uma forma de nós valorizamos produtos que não entram dentro das marcas de qualidade registadas com DOP e IGP”, realça o investigador.
Alfredo Teixeira diz que o IPB faz estudos a pedido das empresas, mas também há desafios lançados pelos próprios investigadores. Este trabalho de investigação é para a empresa Bísaro Salsicharia, em Gimonde (Bragança), que pretende diversificar o leque de produtos comercializados.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

30 março, 2012

Literatura infantil

Obras integram o Plano Nacional de Leitura as autoras são docentes em Bragança

Exibido no 'Portugal em Direto' da 'RTP'.

Momento do Turismo


Transmitido na Rádio 'Rua FM'.

Parque do Colado cosmopolita

Alunos de Erasmus do Instituto Politécnico de Bragança comemoraram Dia da Árvore
Mais de 200 pessoas juntaram-se no sábado no Parque do Colado, em Quintanilha, para comemorar o Dia da Árvore, com dois dias de atraso.
O tradicional encontro organizado pela Associação de Protectores e Amigos do Maçãs (APAM) pretende continuar a chamar a atenção para uma das principais áreas verdes do concelho de Bragança. O presidente da Junta de Freguesia de Quintanilha, José Carlos Fernandes, lamenta, no entanto, a falta de apoio da Câmara de Bragança, sobretudo pela ausência de investimento no caminho de ligação entre a aldeia e o parque. “O investimento no caminho paga-se com turismo e isso era um potencial para a cidade de Bragança e para todo o concelho”, diz, garantindo que a Junta, eleita pelo PS, tem sido “ostracizada pelas autoridades competentes”.
Este encontro juntou também cerca de 90 alunos de Erasmus do Instituto Politécnico de Bragança, que participaram num rali-paper que terminou com a plantação de uma árvore. Apesar de alguns contratempos, adoraram a experiência “Sim, gostei muito. Tivemos de ir buscar algumas coisas, como números, que nos guiavam para outras pistas. Até tivemos de ir à parte espanhola, do outro lado do rio. Tivemos de atravessar o rio a pé”, contava, divertido, Victor Valverde, da Costa Rica. Para Kuba, da Polónia, “foi divertido”, enquanto Ada, também da Polónia, foi “muito excitante”, enquanto Clara, da República Checa, divertiu-se.
Este encontro realiza-se anualmente para assinalar a chegada da Primavera.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

18 março, 2012

Sobrinho Teixeira: "Há outras formas de ajudar alunos, sem aumentar propinas"

Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas pretende aumentar 30 euros no valor da propina
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Sobrinho Teixeira, defendeu esta quarta-feira que devem ser estudadas outras soluções para ajudar estudantes necessitados, além do aumento das propinas.
O representante dos politécnicos portugueses reagiu desta forma à proposta do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) de um aumento de 30 euros no valor da propina máxima para a criação de um fundo destinado a ajudar estudantes com dificuldades financeiras.
O presidente do CCISP desconhece ainda a proposta em concreto, mas é peremptório a defender que "este ano, claramente, não devem ser aumentadas as propinas".
Sobrinho Teixeira anunciou que vai discutir a questão em reunião do conselho coordenador, no início de Abril e ouvir a sensibilidade dos representantes dos politécnicos portugueses sobre esta matéria.
Pretende também "falar com o presidente do CRUP para perceber se o fundo proposto seria gerido pelo próprio CRUP ou pelo CCISP ou por cada instituição".
Para o presidente do CCISP "há que perceber também qual é disponibilidade dos próprios estudantes para haver um aumento de propinas que possa conduzir a esse fundo comum de ajuda aos mais necessitados".
De acordo com Sobrinho Teixeira, "podem ser estudadas outras formas, para além do aumento da propina, que poderão ajudar a minorar as dificuldades que alguns dos jovens estão a sentir face à situação financeira do país".
"Há formas criativas que podem ser encontradas que podem ajudar a minorar esses efeitos", considerou, dando como exemplo o programa que o politécnico de Bragança, instituição a que preside, está a preparar para alojar jovens estudantes em casas de idosos que vivem sós.
"Irei primeiro analisar junto do conselho coordenador quais são as opções, quer a nível nacional, quer depois a nível regional que cada instituição poderá fazer para ajudar a minorar esse efeito", acrescentou.
No que respeita ao politécnico que dirige, o de Bragança, Sobrinho Teixeira, pretende manter a política da "propina baixa" que entende "tem sido um factor de competitividade, atraindo mais alunos, aliada ao "ensino de qualidade, ao baixo custo de vida e a uma qualidade de vida elevada" na região.
Se a ideia da criação do fundo financiado pelo aumento das propinas vingar, o presidente do CCIPS defende que deve ser "gerido de uma forma completamente visível pelos estudantes para não poder haver qualquer tentativa de fazer disso uma forma menos clara de incorporar mais propinas".
Publicado em 'Correio da Manhã'.

16 março, 2012

IPB é uma das instituições de ensino superior que mais evoluiu em todo o país

O Instituto Politécnico de Bragança foi das instituições de ensino superior que mais evoluiu em todo o país ao longo dos últimos cinco anos.
A conclusão é de uma avaliação externa, que foi apresentada esta quarta-feira O projecto já arrancou em 2007, impulsionado pelo então Ministro Mariano Gago.
O IPB foi das primeiras instituições portuguesas a candidatar-se a uma avaliação da Associação das Universidades Europeias, que representa mais de 700 instituições de ensino de 46 países. Foi feito o diagnóstico e avançadas algumas sugestões que, cinco anos depois, já produziram alguns frutos.
O dinamarquês Bent Schmidt-Nielsen, que preside à comissão de avaliação, sublinha que o maior ganho foi feito em termos de coesão do IPB, que deixou de ser um somatório de muitas escolas para ser uma instituição única. “Desde que estivemos cá em 2007, o instituto desenvolveu-se muito, graças a uma forte liderança e maior coesão e colaboração entre os seus diferentes elementos. Acho que está no caminho certo”. Bent Schmidt-Nielsen frisa, no entanto, que, apesar de ser bom ter uma instituição independente a fazer a avaliação, não podem andar com paninhos quentes.
Por isso, também há aspectos a melhorar mas o professor dinamarquês considera que o maior entrave ao crescimento do IPB vem da própria legislação portuguesa. “A lei do ensino superior portuguesa limita o crescimento dos politécnicos. Discutimos isso no nosso relatório final. Seria muito vantajoso para o instituto se também pudessem ter a possibilidade de leccionar doutoramentos. Mas, por outro lado, podem fazer parcerias com outras universidades”.
Já o presidente da Instituição, Sobrinho Teixeira, frisa que muita coisa mudou ao longo destes cinco anos. “O Instituto corria o risco de ser uma entidade desagregada por falta de harmonização entre as suas diversas unidades orgânicas. Foi criada toda uma série de estruturas de governança e coordenação que não existem na altura. Hoje existe um Conselho Científico para toda a instituição que coordena tudo aquilo que pode acontecer em cada escola… Outro exemplo é também o Conselho Permanente que reúne todos os directores e toda a liderança do próprio instituto. A aposta que se fez na internacionalização, uma maior intervenção da escola de Mirandela… Hoje os docentes são de uma escola mas leccionam em qualquer uma das escolas do Instituto”, exemplificou.
O relatório final e completo será apresentado nas próximas semanas. Esta quarta-feira foi apresentado o relatório oral, o primeiro de acompanhamento da comissão de avaliação do IPB.
Sobrinho Teixeira realça, no entanto, que ainda há coisas por fazer. “Estamos a falar sobretudo, agora de uma coordenação melhor a nível da investigação e isso deve ser feito também através de factores externos que nos irão ajudar a orientar isso, nomeadamente a criação do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes irá fazer com que os docentes se foquem mais em algumas áreas… Depois de atingirmos muita quantidade de professores doutorados, temos agora de orientar essa quantidade para que haja mais qualidade”, acrescentou.
Esta avaliação acaba por ajudar o Politécnico de Bragança a melhorar, aproximando-se dos padrões europeus.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Programa junta idosos e estudantes para combater dificuldades financeiras e solidão

Arrancará já no próximo ano lectivo
Várias instituições de Bragança estão a preparar um programa que pretende atenuar os problemas financeiros dos estudantes do ensino superior e a solidão dos idosos através da partilha de habitação. A experiência arrancará já no próximo ano lectivo, em Setembro, segundo disse hoje Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), promotor do projecto.
O projecto tem como parceiros, a Diocese de Bragança, a Santa Casa da Misericórdia, as juntas de freguesia urbanas e ainda câmaras de Bragança e Mirandela.
O politécnico tem cinco escolas superiores com sete mil estudantes, quatro em Bragança e uma em Mirandela, daí a escolha das duas cidades do Nordeste Transmontano.
Com este programa, os parceiros pretendem ajudar a minimizar dois problemas sociais: as dificuldades financeiras crescentes entre os estudantes do ensino superior e a solidão dos idosos.
A ideia não é nova, «já existe noutras instituições» do país, como disse o presidente do IPB, que entende ser uma resposta adequada nesta região, permitindo aos «estudantes carenciados que possam usufruir de acomodação com pessoas idosas que vivem sozinhas e que necessitam de companhia».
O programa é liderado pela provedora do estudante do IPB que está a realizar um levantamento dos idosos disponíveis para receber estudantes e dos alunos interessados nesta solução.
As freguesias urbanas de Mirandela e Bragança são as abrangidas por esta iniciativa, que seria inviável nas zonas rurais, sobretudo devido à dificuldade de deslocação, na opinião de Sobrinho Teixeira.
«Mas eu também penso que parte dos problemas sociais que existem, inclusive nos idosos, são mais prementes nas freguesias urbanas do que nas rurais, onde a cadeia solidária de vizinhança funciona muito melhor do que numa freguesia urbana», considerou.
Os estudantes e idosos partilharão a casa e os acréscimos de gastos, nomeadamente energéticos, de água e outros bens.
«A ideia é combater a falta, de facto, de financiamento dos estudantes e a falta de afecto e de carinho dos idosos», sustentou o presidente do Instituto Politécnico de Bragança.
Para Sobrinho Teixeira, esta iniciativa é também uma forma de mostrar aos estudantes a base do modelo social europeu: «o contributo de alguns para o conforto de muitos» e é isso que o presidente quer que «aconteça também no instituto».
Publicado em 'Lusa, 2012-03-15'.