26 abril, 2012

Politécnicos recusam fusões e preferem consórcios

Rede de ensino superior
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) recusa a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
 
Sobrinho Teixeira adianta que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas “sem fusões”, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Sobrinho Teixeira acredita que, desta forma, será possível reorganizar a oferta formativa e maximizar os recursos existentes, de maneira a “potenciar mais oferta e sem aumentar os custos para o país”.
O presidente do CCISP entende que uma fusão idêntica à que está em curso nas universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa aplicada aos politécnicos iria “determinar a diminuição e até desaparecimento de institutos ou pólos que se revelem mais periféricos relativamente à sede”.
“Enquanto que uma fusão como a que está a acontecer em Lisboa é uma fusão dentro da mesma cidade e que tem um impacto, sobretudo, ao nível da capacidade de investigação e de ganho de dimensão, em termos de rankings, para a afirmação dessa própria universidade; uma fusão entre instituições que representem regiões diferentes não ganha qualquer objectivo em termos de eficácia”, considera.
Na opinião do presidente do CCISP, no caso dos politécnicos, a fusão poderia “representar uma concentração dos recursos onde ficar o ponto mais forte e, a prazo, o desaparecimento dos outros institutos e das outras escolas”.
As consequências, segundo defende, seriam que “o país iria perder essa capacidade imensa que tem de garantir uma democraticidade no acesso ao ensino superior, como hoje está a garantir”.
O presidente do CCISP cita ainda dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para reclamar o contributo dos politécnicos na coesão nacional “por estar presente nas regiões, se envolver com elas e promover o desenvolvimento e também o aumento da massa crítica”.
“O mais importante na coesão nacional é garantir a qualificação dos portugueses, quer sejam do Litoral, do Interior, do Centro ou do Sul”, vinca, acrescentando que com o desaparecimento dos politécnicos, desaparecia também essa capacidade.

Publicado em 'Público'.

24 abril, 2012

O país não pode continuar a formar pessoas apenas para as grandes empresas

O representante dos politécnicos portugueses, Sobrinho Teixeira, defendeu hoje uma mudança de paradigma do ensino nestas instituições, com cursos mais direcionados para a realidade na qual estão inseridas, a das pequenas empresas.
“O país não pode estar, apenas e só, a preparar pessoas para as grandes empresas. Não vai ser a partir daí que nós vamos conseguir dar o salto económico”, considerou o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses.
Preparar os jovens para o mercado de trabalho é a estratégia defendida e um dos temas em debate no congresso que juntará os 15 politécnicos portugueses, na quinta-feira e na sexta-feira, no auditório magno do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
As pequenas e médias empresas constituem o grosso da realidade empresarial das regiões nas quais estes institutos estão inseridos e no presidente do CCIPS acredita que “vai ser, sobretudo através desta realidade, que o país conseguirá mais desenvolvimento”.
Sobrinho Teixeira defende que são “necessários técnicos para este tipo de realidade e os diplomados do sistema politécnico estão naturalmente bem preparados”.
O dirigente frisou que as estatísticas oficiais demonstram que “os diplomados do politécnico conseguem uma empregabilidade muito mais rápida do que outros sistemas de ensino”.
Os politécnicos estão ainda apostados em provar a sua missão e contributo para o desenvolvimento regional, “afirmando a sua capacidade na área da investigação aplicada”, através da criação de centros de investigação vocacionados para as áreas específicas de cada região, como a agricultura, alimentar ou têxtil.
Sobrinho Teixeira entende que a avaliação destes centros não deve ser “tanto em termos de produtividade científica, mas da capacidade de realizar projetos e de inserção com a comunidade envolvente”.
O sistema politécnico representa 40 por cento do ensino superior em Portugal, com 15 institutos, cinco escolas autónomas e mais algumas escolas politécnicas integradas em universidades e dispersas por 40 concelhos do país.
“Representa, ele próprio, uma grande força e um grande dinamismo para a coesão nacional e para o desenvolvimento das regiões”, considerou.
Estes institutos são também, de acordo com os responsáveis, polos de atração de jovens nestas regiões, a maior parte das quais afetadas pelo despovoamento.
Sobrinho Teixeira afiançou que, no caso do politécnico que dirige, o de Bragança, mais de metade (52 por cento) dos estudantes são de fora da região e, destes, 58 por cento permanecem em Bragança depois de concluídos os cursos, o que “dá um saldo positivo”.
Publicado em 'Porto Canal'.

«HÁ CURSOS A MAIS E ENSINO SUPERIOR A MENOS EM PORTUGAL»

O IV Congresso do Ensino Superior Politécnico acontece esta semana para refletir sobre o papel dos institutos politécnicos no desenvolvimento do país. Na mesa estão temas como a reorganização da rede de Ensino Superior e a internacionalização.
O IV Congresso do Ensino Superior Politécnico acontece a 26 e 27 de abril, no Instituto Politécnico do Porto. Organizado pelo Conselho Coordenador dos Politécnicos (CCISP), o evento tem na ordem de trabalhos a reorganização da rede de Ensino Superior, o contributo para o desenvolvimento regional e a aposta na investigação e na internacionalização.
João Sobrinho Teixeira, presidente do CCISP, salienta a importância deste «momento de reflexão», que acontece pela quarta vez nos pouco mais de 30 anos de existência do CCISP. «Vamos analisar sobretudo a capacidade de ser um sistema de ensino distribuído ao longo do país», descreve, «possibilitando coesão em termos de qualificação».
Um dos temas quentes do encontro é a reorganização da rede de Ensino Superior portuguesa, num período de reduzido financiamento. «Há cursos a mais em Portugal», defende Sobrinho Teixeira, «mas há Ensino Superior a menos».
O presidente do IP Bragança, que esta semana rejeitou a ideia de fusão de alguns politécnicos, considera que o país está a levar na «direção errada a reorganização». «Estão na direção de destruir, em vez de reconstruir», queixa-se Sobrinho Teixeira, defendendo que é preciso fazer mais com o mesmo.
No caso dos politécnicos, a solução deverá passar por consórcios, «regionais ou temáticos», não só na área do ensino, no que toca a sinergias entre cursos e ciclos de estudo, mas também relativamente a centros de investigação aplicada. Aqui, o «funcionamento em rede» tem como objetivo «ganhar dimensão».
No congresso, que começa esta quinta-feira, estarão presentes oradores e participantes ligados ao Ensino Superior, às empresas e à administração local, para falar sobre experiências de envolvimento dos institutos no desenvolvimento regional e apresentar estudos sobre a importância destas instituições a nível de coesão social, económica e social do país. Sobrinho Teixeira salienta ainda a importância da internacionalização, tanto a nível europeu como dos países de língua oficial portuguesa. Por exemplo, no Brasil e em Angola, os politécnicos portugueses vão participar na formação das redes de Ensino Superior politécnico. A nível europeu, o CCISP vai ser anfitrião do segundo encontro da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas, denominação pela qual são distinguidas estas instituições a nível internacional.
Publicado em 'Canal Superior'.

Presidente do CCISP teme que instituições periféricas corram o risco de desaparecer se foram fundidas

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) recusa a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
Sobrinho Teixeira adianta que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas “sem fusões”, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Sobrinho Teixeira acredita que, desta forma, será possível reorganizar a oferta formativa e maximizar os recursos existentes, de maneira a “potenciar mais oferta e sem aumentar os custos para o país”.
O presidente do CCISP entende que uma fusão idêntica à que está em curso nas universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa aplicada aos politécnicos iria “determinar a diminuição e até desaparecimento de institutos ou pólos que se revelem mais periféricos relativamente à sede”.
“Enquanto que uma fusão como a que está a acontecer em Lisboa é uma fusão dentro da mesma cidade e que tem um impacto, sobretudo, ao nível da capacidade de investigação e de ganho de dimensão, em termos de rankings, para a afirmação dessa própria universidade; uma fusão entre instituições que representem regiões diferentes não ganha qualquer objectivo em termos de eficácia”, considera.
Na opinião do presidente do CCISP, no caso dos politécnicos, a fusão poderia “representar uma concentração dos recursos onde ficar o ponto mais forte e, a prazo, o desaparecimento dos outros institutos e das outras escolas”.
As consequências, segundo defende, seriam que “o país iria perder essa capacidade imensa que tem de garantir uma democraticidade no acesso ao ensino superior, como hoje está a garantir”.
O presidente do CCISP cita ainda dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para reclamar o contributo dos politécnicos na coesão nacional “por estar presente nas regiões, se envolver com elas e promover o desenvolvimento e também o aumento da massa crítica”.
“O mais importante na coesão nacional é garantir a qualificação dos portugueses, quer sejam do Litoral, do Interior, do Centro ou do Sul”, vinca, acrescentando que com o desaparecimento dos politécnicos, desaparecia também essa capacidade.
Publicado em 'Público'.

Politécnicos querem exportar conhecimento para países emergentes

Institutos politécnicos portugueses pretendem fazer parte da estratégia de internacionalização do país e ambicionam tornar-se exportadores de conhecimento e serviços para países emergentes, nomeadamente os de língua oficial portuguesa.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos Portugueses (CCISP) diz está a preparar-se para firmar acordos com Angola e Brasil para ajudar os dois países na criação de redes internas de ensino superior.
De acordo com as declarações prestadas à Lusa, Sobrinho Teixeira vê a aposta dos países emergentes numa rede de ensino superior uma oportunidade estratégica para os politécnicos portugueses.
"Estou a falar de olharmos para o nosso sistema politécnico como um sistema exportador de serviços, um contribuinte líquido, para, de facto, conseguirmos que haja um retorno financeiro para o país", afirmou o presidente do CCISP.
A oportunidade oferecida por este "sistema politécnico emergente", tanto na Europa, através das universidades de ciências aplicadas, como nos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa), é um dos temas que vai estar em debate no congresso que vai juntar, no Porto, os 15 institutos politécnicos portugueses, na quinta e sexta-feira.
A internacionalização "é a estratégia do momento" e será materializada, em breve, com a assinatura de acordos com Angola e Brasil, no âmbito dos quais os politécnicos portugueses vão receber e dar formação a alunos e professores dos dois países.
Sobrinho Teixeira recordou que "Angola criou sete regiões académicas, tem sete institutos politécnicos a serem criados e o Brasil está a apostar, com determinação, neste sistema, com a criação de institutos federais" que ministram desde ensino técnico a doutoramentos.
O presidente do CCISP acrescentou ainda que, apesar do sistema politécnico português ser encarado como "jovem" em Portugal, "é um sistema maduro a nível internacional com capacidade de ajudar a desenvolver outros sistemas, tornar-se num contribuinte líquido para o Estado português, e vir a fazer parte da diplomacia económica".

Publicado em 'JN'.

Responsáveis pelos politécnicos rejeitam reestruturação com fusões

Institutos portugueses estão a exportar conhecimento para países emergentes
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) afastou hoje a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
Sobrinho Teixeira adiantou hoje à Agência Lusa que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas ”sem fusões”, segundo o presidente do CCISP, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Sobrinho Teixeira acredita que, desta forma, será possível reorganizar a oferta formativa e maximizar os recursos existentes, de maneira a “potenciar mais oferta e sem aumentar os custos para o país”.
O presidente do CCISP entende que uma fusão idêntica à que está em curso nas universidades de Lisboa aplicada aos politécnicos iria “determinar a diminuição e até desaparecimento de instituto ou polos que se revelem mais periféricos relativamente à sede”.
“Enquanto que uma fusão como a que está a acontecer em Lisboa é uma fusão dentro da mesma cidade e que tem um impacto, sobretudo, ao nível da capacidade de investigação e de ganho de dimensão, em termos de rankings, para a afirmação dessa própria universidade, uma fusão entre instituições que representem regiões diferentes não ganha qualquer objetivo em termos de eficácia”, considerou.
Na opinião do presidente do CCISP, no caso dos politécnicos, a fusão poderia “representar uma concentração dos recursos onde ficar o ponto mais forte e, a prazo, o desaparecimento dos outros institutos e das outras escolas”.
As consequências, segundo defendeu, seriam que “o país iria perder essa capacidade imensa que tem de garantir uma democraticidade no acesso ao ensino superior, como hoje está a garantir”.
O presidente do CCISP citou ainda dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) para reclamar o contributo dos politécnicos na coesão nacional “por estar presente nas regiões, se envolver com elas e promover o desenvolvimento e também o aumento da massa crítica”.
“O mais importante na coesão nacional é garantir a qualificação dos portugueses, quer sejam do Litoral, do Interior, do Centro ou do Sul”, vincou, acrescentando que com o desaparecimento dos politécnicos, desaparecia também essa capacidade.
Institutos portugueses estão a exportar conhecimento para países emergentes
Os institutos politécnicos portugueses ambicionam fazer parte da estratégia de internacionalização do país, tornando-se exportadores de conhecimento e serviços para países emergentes, nomeadamente os de língua oficial portuguesa.
A estratégia está já em curso, segundo disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos Portugueses (CCISP), que se prepara para firmar acordos com Angola e o Brasil para ajudar os dois países na criação de redes internas de ensino superior.
Moçambique é outro dos países que já mostrou interesse nesta parceria, de acordo com Sobrinho Teixeira, que vê na aposta dos países emergentes numa rede de ensino superior uma oportunidade estratégica para os politécnicos portugueses.
“Estou a falar de olharmos para o nosso sistema politécnico como um sistema exportador de serviços, um contribuinte líquido, para, de facto, conseguirmos que haja um retorno financeiro para o país”, defendeu.
A oportunidade oferecida por este “sistema politécnico emergente”, tanto na Europa, através das universidades de ciências aplicadas, como nos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa), é um dos temas em debate no congresso que junta, na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, os 15 institutos politécnicos portugueses.
A internacionalização “é a estratégia do momento” e será materializada, em breve, com a assinatura de acordos com Angola e Brasil, no âmbito dos quais os politécnicos portugueses vão receber e dar formação a alunos e professores dos dois países.
Sobrinho Teixeira recordou que “Angola criou sete regiões académicas, tem sete institutos politécnicos a serem criados e o Brasil está apostar, com determinação, neste sistema, com a criação de institutos federais” que ministram desde ensino técnico a doutoramentos.
“Há aqui uma necessidade de todos esses países de uma cooperação com Portugal para se desenvolverem, uma vez que o ritmo imposto de crescimento nesses países é muito grande”, afirmou.
O presidente do CCISP notou ainda que, embora o sistema politécnico português seja encarado como “jovem” em Portugal, “é um sistema maduro a nível internacional com capacidade de ajudar a desenvolver outros sistemas, tornar-se num contribuinte líquido para o Estado português, e vir a fazer parte da diplomacia económica”.

Publicado em 'i'.

Estudantes estão a desistir de programas de mobilidade por falta de dinheiro

Os politécnicos portugueses estão a registar «uma quantidade anormal» de desistências de alunos dos programas de mobilidade, como o Erasmus, devido a dificuldades financeiras, revelou hoje o representante daquelas instituições de ensino superior, Sobrinho Teixeira.
O programa Erasmus foi criado pela União Europeia para dar uma oportunidade aos estudantes de conhecerem novas culturas e realidades, fazendo parte dos seus estudos num país diferente do seu e inspirou outros programas de mobilidade entre instituições de ensino superior.
Os estudantes beneficiam de bolsas para estas experiências, mas que parecem estar a revelar-se insuficientes face às dificuldades financeiras ditadas pela crise, a causa apontada pelos jovens em mobilidade para desistirem do programa.
«A quantidade de alunos que está a desistir é anormal e o argumento é que os pais não têm dinheiro para suportar o encargo que já tinham normalmente (com os estudos) mais o encargo adicional (da estadia no estrangeiro), já que a bolsa não cobre tudo», disse à Lusa o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
Sobrinho Teixeira apontou o caso do instituto que dirige, o de Bragança, «onde se está a notar uma redução com uma expressão muito forte, porque é a instituição que maior nível de mobilidade tem, com mais de 700 alunos, que representam 10 por cento» do total da comunidade estudantil.
Segundo disse, «35 por cento dos estudantes em Erasmus desistiram».
O representante dos politécnicos defende que Portugal devia «sensibilizar a União Europeia para aumentar o valor das bolsas», sob pena de os alunos com menos capacidade económica não poderem beneficiar desta oportunidade.
O presidente do CCISP sublinhou que «uma experiência de mobilidade é muito importante para a empregabilidade» e os dados disponíveis mostram que «o empregador aprecia especialmente experiências que mostrem pro-actividade e ganho de cultura dos alunos».
A ideia com que Sobrinho Teixeira fica, depois de ouvir os argumentos dos estudantes, é que as famílias portuguesas estão a cortar em «tudo aquilo que não pareça essencial», apesar de continuar a fazer «todos os esforços que podem para suportar a qualificação dos seus filhos».
O responsável sustenta a afirmação com dados da generalidade dos politécnicos que indicam que, até 31 de Janeiro, «não há um aumento com um significado estatístico das desistências».
No caso do politécnico de Bragança, «até houve uma redução relativamente ao ano passado, das desistências, de cerca de 20 alunos».
A data de 31 de Janeiro serve de referência por ser aquela até à qual um aluno pode desistir sem ser obrigado a pagar o resto das propinas.
O incumprimento no pagamento das propinas poderá ser um indicador mais objectivo desta realidade, mas que só poderá ser aferido «mais à frente» no ano lectivo e, ainda assim, pode não ser «100 por cento verdadeiro», segundo disse.
«Pode estar a acontecer que as pessoas estão a atrasar ligeiramente o pagamento das propinas sem que estejam a desistir», ressalvou.
Publicado em 'SOL'.

Associação Académica do IPB vai ter novo presidente

Vai haver mudança na liderança da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança. Após dois mandatos consecutivos, o actual presidente, Rui Sousa, entende que está na hora de mudar. “Acho que o ideal é dois anos. Eu só a favor e até propus alterar os estatutos e serem dois anos de mandato. Um ano é pouco tempo e acho que dois anos é o ideal. Acho que as pessoas não se devem agarrar aos lugares. Já disse várias vezes que isto não é um trabalho é um gosto. E acho que as pessoas devem dar o lugar a outras que venham com ideias novas, que tenham vontade… Para não se cair no erro de trazer sempre as mesmas bandas, sempre as mesmas coisas… Por isso decidi por um ponto fina e deixar algumas pessoas que têm bastante vontade e boas ideias continuarem”, sublinhou.Uma dessas pessoas é José Mário, tesoureiro desta direcção há dois anos.É, para já, o único candidato assumido às próximas eleições.“O objectivo da candidatura é continuar a trabalhar como temos feito nos últimos quatro anos, continuar a inovar e por Bragança ainda mais no mapa do que aquilo que já conseguimos por”, revelou.
Apesar de ainda não terem data marcada, as eleições para a Associação Académica de Bragança devem realizar-se no mês de Junho.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

23 abril, 2012

Politécnicos: Responsáveis rejeitam reestruturação com fusões

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) afastou hoje a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
Sobrinho Teixeira adiantou hoje à Agência Lusa que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas "sem fusões", segundo o presidente do CCISP, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Publicado em 'SIC Notícias'.