01 maio, 2012

Saúde: Doentes renais transmontanos experimentam benefícios do exercício físico nas sessões de hemodiálise

As sessões de hemodiálise deixaram de ser longas horas parados numa cadeira para alguns doentes renais transmontanos que passaram a repartir os tratamentos com os benefícios do exercício físico.
Mais do que uma forma de passar o tempo, trata-se de uma nova terapêutica, que 75 utentes estão a experimentar há 15 dias no Centro Renal de Mirandela, em Trás-os-Montes.
Há vários anos que esta unidade aposta na exercitação dos doentes para melhorar os resultados dos tratamentos e a qualidade de vida dos pacientes, mas, até aqui, o exercício era feito apenas antes das sessões de hemodiálise em passadeiras rolantes e bicicletas estáticas.
A terapêutica foi agora alargada ao período do tratamento, com a sala de hemodiálise a ganhar novos equipamentos, como pedaleiras, e a presença de fisioterapeutas que ajudam os doentes a exercitar-se.
Áurea Milhões faz diálise há 12 anos e nos últimos dias já sente "as pernas mais leves". Mesmo em casa já anda melhor, graças à ajuda da fisioterapia.
Andar de bicicleta não é novidade para Aníbal Grelo, que, aos 72 anos, continua a praticar na estrada e agora na cama da hemodiálise, nas pedaleiras que vão rodando pelos doentes.
"Aqui, não custa nada" assevera este desportista, a quem nem a doença tirou o fôlego, mas já para outro, como Hermino Ferreira, de 71 anos, é uma novidade que tem aliviado as provações de uma vida marcada pela doença renal e outras patologias.
"Já sinto outra facilidade na movimentação dos músculos", garantiu.
Melhorar a qualidade de vida destes doentes é o propósito do projeto estimulado por um jovem enfermeiro, André Novo, que fez da tese de doutoramento uma ferramenta com aplicação prática na vida dos dentes hemodialisados
Foi distinguido com o Prémio Jovem Investigador Europeu pela Federação Europeia de Medicina do Desporto, que representa 41 países.
Os benefícios do exercício físico na saúde destes doentes estão comprovados por estudos internacionais, mas foi a iniciativa deste jovem transmontano que pôs em prática, pela primeira vez, em Portugal, esta terapêutica.
A Nordial abriu-lhe a portas para testar a tese de doutoramento que vai de encontro à filosofia desta empresa convencionada do Estado para tratar os doentes renais transmontanos.
A hemodiálise "não é só substituir o órgão" que não funciona, para Francisco Travassos, o enfermeiro chefe da clínica instalada na região desde 1995 e que ganhou, recentemente, novas instalações pensadas para respostas mais abrangentes aos utentes.
Além da hemodiálise, este espaço tem também unidade de cuidados continuados e bloco operatório, que aguardam ainda convenção com o Estado para serem disponibilizados aos doentes.
O projeto do exercício físico tem a parceria da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança, aonde o investigador André Novo é docente e recrutou duas fisioterapeutas, a realizarem um mestrado sobre envelhecimento ativo.
Tânia Sousa e Ânia Domingues têm de "saber cativar" estes doentes, muitos dos quais idosos e alguns que nunca fizeram exercício físico da forma que agora lhes é proposta.
A adesão ao programa é facultativa e, apesar de haver algumas resistências, as jovens garantem que se se lhes "mostrar que é benéfico, eles aderem".
Publicado em 'Porto Canal'.

30 abril, 2012

Entrevista a Sobrinho Teixeira

Está a decorrer no Porto o 4º Congresso do Ensino Superior Politécnico. Este tipo de ensino acolhe dois em cada cinco alunos do Ensino Superior. É convidado Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

Publicado em 'Público'.

Instituto Politécnico de Bragança estreia-se na Ovibeja

Mostrar a oferta formativa
Pela primeira vez o Instituto Politécnico de Bragança marca presença na Ovibeja. Este Instituto de ensino superior mostra no certame a tradição de Trás-os-Montes e sobretudo dá a conhecer a sua oferta formativa.
Alfredo Teixeira, professor da do Politécnico de Bragança disse à Rádio Pax que “só agora surgiu a oportunidade de participar num dos certames mais importantes do país”. Alfredo Teixeira revela ainda que “a instituição já conhecia bem a Ovibeja através de visitas de estudo efectuadas à feira”.
O docente revelou ainda que “existem muitos alunos alentejanos a estudar em Bragança e muitos transmontanos em Beja”.

Publicado em 'Radio Pax'.

27 abril, 2012

Politécnicos são importantes na economia das regiões

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) gerou um impacto económico, directo e indirecto, de 113 milhões de euros nos concelhos de Bragança e Mirandela, induziu a criação de 3380 empregos e por cada euro que gastou neste instituto o Estado teve um retorno de 2,33 euros.
Estas são algumas das principais conclusões de um estudo sobre o impacto económico do IPB, em 2009, feito para uma tese de doutoramento por uma professora daquele instituto. O estudo será hoje apresentado, no Porto, durante o IV Congresso do Ensino Superior Politécnico.
O lema do congresso é precisamente a importância dos politécnicos no desenvolvimento das regiões. Em declarações ao PÚBLICO, João Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), não tem dúvidas em afirmar que as conclusões do estudo podem ser replicadas noutras regiões do país e que "a relação custo-benefício para o país tenderá a relevar a importância que o sistema politécnico tem para a coesão territorial".
Os politécnicos estão presentes praticamente em todo o país - em 41 concelhos e todos os distritos - e têm "um impacto assinalável no desenvolvimento económico, social e cultural e na afirmação das regiões, nomeadamente do interior", salienta o também presidente do IPB, que destaca ainda o contributo para a "democraticidade do acesso ao ensino superior".
"Se hoje não tivéssemos a rede que temos, muitos dos jovens destas regiões nunca teriam a oportunidade de se qualificar", aponta.
O sistema politécnico representa cerca de 40% dos alunos do ensino superior público e representa 30% dos custos para o Estado, diz Sobrinho Teixeira, que avança com outro dado que reforça os encargos reduzidos para o Estado: os orçamentos de sere politécnicos do interior (Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Tomar, Portalegre e Beja) representam 9,1% do orçamento do ensino superior público.

Publicado em 'Público'.

26 abril, 2012

Estudo demonstra importância dos politécnicos na economia das regiões

IV Congresso do Ensino Superior Politécnico começa hoje no Porto, numa altura em que se acumulam as dificuldades de gestão decorrentes dos cortes orçamentais e da aplicação da Lei dos Compromissos
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) gerou um impacto económico, directo e indirecto, de 113 milhões de euros nos concelhos de Bragança e Mirandela, induziu a criação de 3380 empregos e por cada euro que gastou neste instituto o Estado teve um retorno de 2,33 euros. Estas são algumas das principais conclusões de um estudo sobre o impacto económico do IPB, que será hoje apresentado, no Porto, durante o IV Congresso do Ensino Superior Politécnico.
O lema do congresso é precisamente a importância dos politécnicos no desenvolvimento das regiões. Em declarações ao PÚBLICO, João Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), não tem dúvidas em afirmar que as conclusões do estudo podem ser replicadas noutras regiões do país e que "a relação custo-benefício para o país tenderá a relevar a importância que o sistema politécnico tem para a coesão territorial".
Os politécnicos estão presentes praticamente em todo o país - em 41 concelhos e todos os distritos - e têm "um impacto assinalável no desenvolvimento económico, social e cultural e na afirmação das regiões, nomeadamente do interior", salienta o também presidente do IPB, que destaca ainda o contributo para a "democraticidade do acesso ao ensino superior".
"Se hoje não tivéssemos a rede que temos, muitos dos jovens destas regiões nunca teriam a oportunidade de se qualificar", acrescenta.
Contra as fusões
"Este congresso surge numa altura particularmente difícil para estas instituições devido à crise, aos cortes orçamentais e à Lei dos Compromissos, que lhes complica ainda mais a gestão de funcionamento." O sistema politécnico neste momento representa quase 40% dos alunos do ensino superior público, mas corresponde a "apenas 30% dos custos do Estado", frisa Sobrinho Teixeira. Avança ainda com outro número para reforçar a importância dos politécnicos e os seus encargos reduzidos para o Estado. "Os orçamentos dos sete politécnicos do interior - Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Tomar, Portalegre e Beja - representam apenas 9,1% do orçamento do ensino superior público."
Frontalmente contra a necessidade de fusões entre politécnicos, o presidente do CCSIP não contesta, porém, a necessidade de racionalizar a rede de cursos e de se avançar para consórcios entre institutos. "Não há ensino superior a mais, mas um dos desafios que se colocam, quer dentro do sistema politécnico, quer em ligação com o sistema universitário, é encontrar uma forma de reorganização que permita qualificar mais portugueses sem aumentar o esforço financeiro para o país", diz.
Integrar politécnicos em universidades "não faz sentido nenhum em Portugal nem em lado nenhum da Europa", pois "há uma complementaridade entre os dois sistemas", responde, quando questionado sobre a ideia já defendida por várias pessoas.
Apesar de todas as dificuldades, Sobrinho Teixeira acredita que o sistema politécnico continua a ter "um grande futuro". Além das características de ligação às regiões, este ensino está "muito directamente ligado à empregabilidade e consegue fazer a qualificação dos seus diplomados a um custo reduzido face à qualidade do ensino ministrado, que se situa em termos de esforço nacional abaixo dos 2800 euros por aluno".
Por outro lado, a rede de institutos politécnicos tem hoje "um corpo docente altamente qualificado, que dentro de pouco tempo ultrapassará os 3 mil doutorados", revela o responsável do CCSIP.
"Este potencial deve ser aproveitado e há condições para serem criados centros de investigação aplicada, cuja vocação e financiamento seriam determinados pela capacidade de realização de projectos", defende Sobrinho Teixeira.
A capacidade de afirmação internacional é outra das questões destacadas pelo presidente do CCSIP. "Apesar de jovem no contexto nacional, é um sistema qualificado, maduro e afirmativo no contexto internacional", afirma Sobrinho Teixeira, que também não tem dúvidas de que devia "fazer parte da diplomacia económica como sector exportador de serviços".
O último dia do congresso vai ficar marcado, aliás, pela assinatura de dois protocolos: um com a associação dos institutos federais brasileiros e outro com o secretário da Educação do Estado de Pernambuco.
Publicado em 'Público'.

Sobrinho Teixeira: Politécnicos devem integrar diplomacia económica nacional

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos pediu hoje ao secretário de Estado do Ensino Superior a integração dos Politécnicos na diplomacia económica nacional, defendendo que estes têm capacidades para exportar “qualificações".
“Eu diria, senhor secretário de Estado que o sistema politécnico português deve fazer parte, deve começar a fazer parte, da diplomacia económica nacional com a capacidade exportadora que tem de facto de qualificações, e com a capacidade que tem como exportadora de prestação de serviços”, declarou Sobrinho Teixeira.
O representante dos politécnicos portugueses fez a sugestão a João Queiró durante a cerimónia de abertura do VI Congresso do Ensino Superior Politécnico, que decorre hoje e sexta-feira no Auditório Magno do Instituto Superior de Engenharia (ISEP) do Porto.
Para demonstrar ao secretário de Estado do Ensino Superior a necessidade que se impõe do sistema politécnico integrar a diplomacia económica nacional, Sobrinho Teixeira anunciou que está prevista a assinatura de dois protocolos com instituições brasileiras para receber alunos brasileiros em Portugal.
Um dos protocolos vai ser assinado entre o representante dos politécnicos portugueses e o presidente da associação que congrega os institutos federais brasileiros, os homólogos dos politécnicos em Portugal.
Segundo Sobrinho Teixeira, este protocolo vai permitir que já no próximo ano venham estudar para Portugal 400 alunos brasileiros ao abrigo do programa Ciência sem fronteiras.
O segundo protocolo, a formalizar com o secretário da Educação do Estado do Pernambuco (Brasil), permitirá contratualizar com o sistema politécnico português a qualificação dos professores dos institutos desse Estado e também a receção de vários alunos que farão em Portugal sua qualificação ao nível de licenciatura.
Os dois protocolos vão ser assinados antes da cerimónia de encerramento do VI Congresso do Ensino Superior Politécnico.
“Articulação com a Comunidade e Desenvolvimento Regional”, “Reorganização do Ensino Superior”, “Investigação, Desenvolvimento e Transferência de Conhecimento” e a “Internacionalização” são os temas principais do IV Congresso do Ensino Superior Politécnico que termina sexta-feira.

Publicado em 'Diáriodigital'.

Politécnicos recusam fusões e preferem consórcios

Rede de ensino superior
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) recusa a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
 
Sobrinho Teixeira adianta que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas “sem fusões”, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Sobrinho Teixeira acredita que, desta forma, será possível reorganizar a oferta formativa e maximizar os recursos existentes, de maneira a “potenciar mais oferta e sem aumentar os custos para o país”.
O presidente do CCISP entende que uma fusão idêntica à que está em curso nas universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa aplicada aos politécnicos iria “determinar a diminuição e até desaparecimento de institutos ou pólos que se revelem mais periféricos relativamente à sede”.
“Enquanto que uma fusão como a que está a acontecer em Lisboa é uma fusão dentro da mesma cidade e que tem um impacto, sobretudo, ao nível da capacidade de investigação e de ganho de dimensão, em termos de rankings, para a afirmação dessa própria universidade; uma fusão entre instituições que representem regiões diferentes não ganha qualquer objectivo em termos de eficácia”, considera.
Na opinião do presidente do CCISP, no caso dos politécnicos, a fusão poderia “representar uma concentração dos recursos onde ficar o ponto mais forte e, a prazo, o desaparecimento dos outros institutos e das outras escolas”.
As consequências, segundo defende, seriam que “o país iria perder essa capacidade imensa que tem de garantir uma democraticidade no acesso ao ensino superior, como hoje está a garantir”.
O presidente do CCISP cita ainda dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para reclamar o contributo dos politécnicos na coesão nacional “por estar presente nas regiões, se envolver com elas e promover o desenvolvimento e também o aumento da massa crítica”.
“O mais importante na coesão nacional é garantir a qualificação dos portugueses, quer sejam do Litoral, do Interior, do Centro ou do Sul”, vinca, acrescentando que com o desaparecimento dos politécnicos, desaparecia também essa capacidade.

Publicado em 'Público'.

24 abril, 2012

O país não pode continuar a formar pessoas apenas para as grandes empresas

O representante dos politécnicos portugueses, Sobrinho Teixeira, defendeu hoje uma mudança de paradigma do ensino nestas instituições, com cursos mais direcionados para a realidade na qual estão inseridas, a das pequenas empresas.
“O país não pode estar, apenas e só, a preparar pessoas para as grandes empresas. Não vai ser a partir daí que nós vamos conseguir dar o salto económico”, considerou o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses.
Preparar os jovens para o mercado de trabalho é a estratégia defendida e um dos temas em debate no congresso que juntará os 15 politécnicos portugueses, na quinta-feira e na sexta-feira, no auditório magno do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
As pequenas e médias empresas constituem o grosso da realidade empresarial das regiões nas quais estes institutos estão inseridos e no presidente do CCIPS acredita que “vai ser, sobretudo através desta realidade, que o país conseguirá mais desenvolvimento”.
Sobrinho Teixeira defende que são “necessários técnicos para este tipo de realidade e os diplomados do sistema politécnico estão naturalmente bem preparados”.
O dirigente frisou que as estatísticas oficiais demonstram que “os diplomados do politécnico conseguem uma empregabilidade muito mais rápida do que outros sistemas de ensino”.
Os politécnicos estão ainda apostados em provar a sua missão e contributo para o desenvolvimento regional, “afirmando a sua capacidade na área da investigação aplicada”, através da criação de centros de investigação vocacionados para as áreas específicas de cada região, como a agricultura, alimentar ou têxtil.
Sobrinho Teixeira entende que a avaliação destes centros não deve ser “tanto em termos de produtividade científica, mas da capacidade de realizar projetos e de inserção com a comunidade envolvente”.
O sistema politécnico representa 40 por cento do ensino superior em Portugal, com 15 institutos, cinco escolas autónomas e mais algumas escolas politécnicas integradas em universidades e dispersas por 40 concelhos do país.
“Representa, ele próprio, uma grande força e um grande dinamismo para a coesão nacional e para o desenvolvimento das regiões”, considerou.
Estes institutos são também, de acordo com os responsáveis, polos de atração de jovens nestas regiões, a maior parte das quais afetadas pelo despovoamento.
Sobrinho Teixeira afiançou que, no caso do politécnico que dirige, o de Bragança, mais de metade (52 por cento) dos estudantes são de fora da região e, destes, 58 por cento permanecem em Bragança depois de concluídos os cursos, o que “dá um saldo positivo”.
Publicado em 'Porto Canal'.

«HÁ CURSOS A MAIS E ENSINO SUPERIOR A MENOS EM PORTUGAL»

O IV Congresso do Ensino Superior Politécnico acontece esta semana para refletir sobre o papel dos institutos politécnicos no desenvolvimento do país. Na mesa estão temas como a reorganização da rede de Ensino Superior e a internacionalização.
O IV Congresso do Ensino Superior Politécnico acontece a 26 e 27 de abril, no Instituto Politécnico do Porto. Organizado pelo Conselho Coordenador dos Politécnicos (CCISP), o evento tem na ordem de trabalhos a reorganização da rede de Ensino Superior, o contributo para o desenvolvimento regional e a aposta na investigação e na internacionalização.
João Sobrinho Teixeira, presidente do CCISP, salienta a importância deste «momento de reflexão», que acontece pela quarta vez nos pouco mais de 30 anos de existência do CCISP. «Vamos analisar sobretudo a capacidade de ser um sistema de ensino distribuído ao longo do país», descreve, «possibilitando coesão em termos de qualificação».
Um dos temas quentes do encontro é a reorganização da rede de Ensino Superior portuguesa, num período de reduzido financiamento. «Há cursos a mais em Portugal», defende Sobrinho Teixeira, «mas há Ensino Superior a menos».
O presidente do IP Bragança, que esta semana rejeitou a ideia de fusão de alguns politécnicos, considera que o país está a levar na «direção errada a reorganização». «Estão na direção de destruir, em vez de reconstruir», queixa-se Sobrinho Teixeira, defendendo que é preciso fazer mais com o mesmo.
No caso dos politécnicos, a solução deverá passar por consórcios, «regionais ou temáticos», não só na área do ensino, no que toca a sinergias entre cursos e ciclos de estudo, mas também relativamente a centros de investigação aplicada. Aqui, o «funcionamento em rede» tem como objetivo «ganhar dimensão».
No congresso, que começa esta quinta-feira, estarão presentes oradores e participantes ligados ao Ensino Superior, às empresas e à administração local, para falar sobre experiências de envolvimento dos institutos no desenvolvimento regional e apresentar estudos sobre a importância destas instituições a nível de coesão social, económica e social do país. Sobrinho Teixeira salienta ainda a importância da internacionalização, tanto a nível europeu como dos países de língua oficial portuguesa. Por exemplo, no Brasil e em Angola, os politécnicos portugueses vão participar na formação das redes de Ensino Superior politécnico. A nível europeu, o CCISP vai ser anfitrião do segundo encontro da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas, denominação pela qual são distinguidas estas instituições a nível internacional.
Publicado em 'Canal Superior'.