Exibido em 'LocalvisãoTV'.
10 maio, 2012
08 maio, 2012
Empresas vão visitar IPB a convite dos estudantes
Objectivo é fazer, não uma feira de emprego, mas mostrar as ofertas de trabalhos aos possíveis empregadores
A Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança, vai promover, de 23 a 24 deste mês, uma iniciativa que pretende levar às várias escolas do Instituto diversas empresas, possíveis interessadas no trabalho dos jovens formados na Instituição. “Não é uma feira de emprego, vai ter empresas no IPB que nos possam dizer o que é que procuram. Nós procuramos pessoas que procuram provectos no âmbito desta matéria e nós dizermos-lhe temos aqui pessoas que pode desenvolver esses projectos”, explicou Rui Sousa, presidente da Associação Académica.
Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.
Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.
Instituto Politécnico de Bragança aposta nas relações com o Oriente
Depois de terem chegado ao IPB, em Setembro passado, 24 alunos da Universidade de Nanjin, para estudarem a Língua Portuguesa, agora o intercâmbio alarga-se a mais quatro universidades da República Popular da China. No próximo mês de Setembro, o número de alunos deverá subir para perto de 80 e em 2013 deverá chegar aos 300. Na Última Hora fomos perceber como está a decorrer esta experiência.
Uma situação que o presidente do Politécnico atribui ao interesse, dos orientais, pela Língua Portuguesa e pelas oportunidades que o mundo da lusofonia pode oferecer. Esta ligação à Ásia será selada também com abertura de um Centro de Estudos Orientais, que ficará sediado em Bragança e servirá todo o norte do País.
Publicado em 'TSF'.
Uma situação que o presidente do Politécnico atribui ao interesse, dos orientais, pela Língua Portuguesa e pelas oportunidades que o mundo da lusofonia pode oferecer. Esta ligação à Ásia será selada também com abertura de um Centro de Estudos Orientais, que ficará sediado em Bragança e servirá todo o norte do País.
Publicado em 'TSF'.
FRAH promove sessão informativa
Decorreu, no dia 4 de maio, na Escola Superior de Tecnologia de Bragança, a sessão informativa “Como procurar trabalho em Espanha”, organizada pela Fundação Rei Afonso Henriques (FRAH), em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), as redes Europe Direct de Bragança e de Zamora (Espanha) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional, e que teve como público-alvo os estudantes finalistas do IPB e os desempregados da região.
Durante a sessão de abertura, o Secretário-geral da FRAH, José Luís Prada, o Vice-Presidente do IPB, Doutor Luís Pais, e o Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Bragança, Dr. Jorge Novo, destacaram a importância dos temas em debate no contexto da atual crise económica vivida nos dois países, uma vez que a informação disponibilizada na sessão, como as necessidades do mercado de trabalho transfronteiriço, os meios de pesquisar ofertas de trabalho, os perfis profissionais mais valorizados e as ferramentas linguísticas, podem ditar o sucesso na procura de emprego.
Após a abertura do evento, tomou a palavra a conselheira da rede EURES de Bragança, Dra. Sandra Falcão, que deu a conhecer os principais sites de pesquisa de ofertas de trabalho, como www.eures.europa.eu, www.iefp.pt e www.netemprego.pt.
Seguiu-se a apresentação pela conselheira Eures de Zamora, Maria Tereza Lorenzo, da situação do mercado laboral em Espanha, com destaque para a província de Castela e Leão. Berenice Bollon, representante do Grupo espanhol INZAMAC, apresentou a empresa aos alunos e alertou para as qualidade que o candidato deve demonstrar na entrevista profissional e depois ao longo da carreira na empresa. Finalmente, David Sousa, responsável pelo Centro de Espanhol da FRAH e professor de espanhol no mesmo centro, depois de salientar a importância da aprendizagem do espanhol para quem procura trabalho em Espanha, ensinou aos participantes os principais modelos de curriculum vitae aceites no país vizinho, como elaborar uma carta de apresentação ou responder a um anúncio de recrutamento em espanhol.
Durante a sessão de abertura, o Secretário-geral da FRAH, José Luís Prada, o Vice-Presidente do IPB, Doutor Luís Pais, e o Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Bragança, Dr. Jorge Novo, destacaram a importância dos temas em debate no contexto da atual crise económica vivida nos dois países, uma vez que a informação disponibilizada na sessão, como as necessidades do mercado de trabalho transfronteiriço, os meios de pesquisar ofertas de trabalho, os perfis profissionais mais valorizados e as ferramentas linguísticas, podem ditar o sucesso na procura de emprego.
Após a abertura do evento, tomou a palavra a conselheira da rede EURES de Bragança, Dra. Sandra Falcão, que deu a conhecer os principais sites de pesquisa de ofertas de trabalho, como www.eures.europa.eu, www.iefp.pt e www.netemprego.pt.
Seguiu-se a apresentação pela conselheira Eures de Zamora, Maria Tereza Lorenzo, da situação do mercado laboral em Espanha, com destaque para a província de Castela e Leão. Berenice Bollon, representante do Grupo espanhol INZAMAC, apresentou a empresa aos alunos e alertou para as qualidade que o candidato deve demonstrar na entrevista profissional e depois ao longo da carreira na empresa. Finalmente, David Sousa, responsável pelo Centro de Espanhol da FRAH e professor de espanhol no mesmo centro, depois de salientar a importância da aprendizagem do espanhol para quem procura trabalho em Espanha, ensinou aos participantes os principais modelos de curriculum vitae aceites no país vizinho, como elaborar uma carta de apresentação ou responder a um anúncio de recrutamento em espanhol.
Publicado em 'Cm-Bragança'.
07 maio, 2012
Politécnicos querem participar na diplomacia económica do país
Os Institutos Politécnicos querem ser incluídos no esforço da diplomacia económica portuguesa, revelou esta segunda-feira o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho.
“Devemos começar a fazer parte da diplomacia económica do país” e, daí, “o desafio ao nosso Ministério [da Educação]“, já que “o sistema de ensino politécnico português tem atualmente uma grande capacidade de internacionalização”, sublinhou o presidente do CCIPS, cujo plenário decorre hoje em Leiria.
João Sobrinho explicou que a ideia será remetida à tutela e ao parlamento, “mas também ao Governo no seu todo”, já que é uma matéria “que faz também parte da diplomacia do Ministério dos Negócios Estrangeiros”.
O presidente do CCIPS, e também presidente do Instituto Politécnico de Bragança, frisou que “há um sistema politécnico emergente a nível mundial, nomeadamente no seio da lusofonia”.
Por isso, sustentou, o facto de “sermos vistos como um dos sistemas politécnicos que mais pujança e qualificação tem a nível internacional” é “uma oportunidade para o país, como demonstram, por exemplo, os dois acordos firmados com o Brasil, que vão representar a entrada de receita líquida” em Portugal.
O presidente do CCISP recordou que, recentemente, foram criadas sete regiões académicas e sete institutos politécnicos em Angola e uma rede que já conta com 38 institutos federais no Brasil.
“Neste momento, o português começa a ser uma língua com uma grande capacidade de expansão. A procura do português, pela realidade da lusofonia, é muito grande, nomeadamente em países emergentes do oriente e, portanto, o sistema politécnico português já hoje tem hoje diversas instituições a trabalhar na China”.
É o caso do Politécnico de Leiria, que lançou o primeiro curso de tradução português-chinês, e do Politécnico de Bragança, que tem professores portugueses na China e alunos chineses a aprenderem durante todo o ano a língua portuguesa, exemplificou.
No plenário do CCISP foi ainda abordado o desejo de as instituições politécnicas passarem a ser designadas de Universidades de Ciências Aplicadas, algo que os presidentes das instituições consideram “importante, não só internamente, como também para a sua compreensão e afirmação em termos internacionais”.
A criação de centros de investigação avançada foi outro dos desafios lançados ao Governo pelo CCISP, informou João Sobrinho, destacando que, para tal, “não é preciso financiamento adicional de relevo”.
Publicado em 'as Beiras'.
“Devemos começar a fazer parte da diplomacia económica do país” e, daí, “o desafio ao nosso Ministério [da Educação]“, já que “o sistema de ensino politécnico português tem atualmente uma grande capacidade de internacionalização”, sublinhou o presidente do CCIPS, cujo plenário decorre hoje em Leiria.
João Sobrinho explicou que a ideia será remetida à tutela e ao parlamento, “mas também ao Governo no seu todo”, já que é uma matéria “que faz também parte da diplomacia do Ministério dos Negócios Estrangeiros”.
O presidente do CCIPS, e também presidente do Instituto Politécnico de Bragança, frisou que “há um sistema politécnico emergente a nível mundial, nomeadamente no seio da lusofonia”.
Por isso, sustentou, o facto de “sermos vistos como um dos sistemas politécnicos que mais pujança e qualificação tem a nível internacional” é “uma oportunidade para o país, como demonstram, por exemplo, os dois acordos firmados com o Brasil, que vão representar a entrada de receita líquida” em Portugal.
O presidente do CCISP recordou que, recentemente, foram criadas sete regiões académicas e sete institutos politécnicos em Angola e uma rede que já conta com 38 institutos federais no Brasil.
“Neste momento, o português começa a ser uma língua com uma grande capacidade de expansão. A procura do português, pela realidade da lusofonia, é muito grande, nomeadamente em países emergentes do oriente e, portanto, o sistema politécnico português já hoje tem hoje diversas instituições a trabalhar na China”.
É o caso do Politécnico de Leiria, que lançou o primeiro curso de tradução português-chinês, e do Politécnico de Bragança, que tem professores portugueses na China e alunos chineses a aprenderem durante todo o ano a língua portuguesa, exemplificou.
No plenário do CCISP foi ainda abordado o desejo de as instituições politécnicas passarem a ser designadas de Universidades de Ciências Aplicadas, algo que os presidentes das instituições consideram “importante, não só internamente, como também para a sua compreensão e afirmação em termos internacionais”.
A criação de centros de investigação avançada foi outro dos desafios lançados ao Governo pelo CCISP, informou João Sobrinho, destacando que, para tal, “não é preciso financiamento adicional de relevo”.
Publicado em 'as Beiras'.
Portugal ainda tem Ensino Superior a menos
"Tenho a certeza de que se fizermos um ranking muitos politécnicos vão ocupar posições surpreendentes. Em Portugal, o pior ranking que existe é o das perceções"
"No estrangeiro ninguém me pergunta a que distância estou de Lisboa, mas qual a qualidade da instituição e da cidade. E nós temos respostas"
Espalhados um pouco por todo o país, os institutos politécnicos têm contribuído de forma determinante para o desenvolvimento das regiões, diz Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico de Bragança. Por isso, opõe-se à redução da rede. E acredita que no dia em que houver rankings destas instituições, os politécnicos vão surpreender. Nos dois últimos dias discutiram o futuro em congresso, no Porto.
P: Várias instituições têm alertado para um aumento do abandono no ensino superior por razões económicas. Confirma?
R: Os dados que temos são do início de fevereiro e não indicam aumento de desistências. No Politécnico de Bragança temos até duas dezenas de abandonos a menos face ao ano transato. A verdade é que todos os anos há variações desta ordem, que têm que ver com razões muito diversas da situação de cada aluno. Pode ser que se venha a verificar algum atraso no pagamento das propinas agora no segundo semestre, mas não sabemos ainda.
P: As denúncias são alarmistas?
R: Eu estou a falar da realidade do ensino politécnico. Este sistema tem particularidades que se calhar o tornam menos vulnerável à crise. A sua localização geográfica abrange 41 concelhos. Na maior parte das vezes, o aluno encontra-se no ambiente familiar. E muitos dos que estão deslocados estudam em politécnicos fora das grandes cidades, onde os custos de vida são muito mais baixos (o custo de acomodação em Bragança é cerca de um quarto do de Lisboa).
P: Num cenário de contenção financeira, essa dispersão não é uma desvantagem?
R: As vantagens superam largamente as desvantagens. Os politécnicos têm tido um grande contributo para a qualificação dos portugueses e para a coesão nacional. Hoje, um jovem de uma aldeia de Bragança tem a mesma oportunidade de se qualificar do que um jovem do centro de Lisboa. E o impacto no desenvolvimento das regiões sente-se a todos os níveis.
P: O interior estaria ainda mais abandonado?
R: Não seria possível haver teatro ou espetáculos culturais em Bragança se não houvesse o politécnico, que tem 7500 alunos numa cidade de 23.500 habitantes. O politécnico contribui para a coesão económica da região, mas também social e cultural.
P: A questão é saber se há dinheiro para manter essa rede.
R: Se somarmos o Orçamento do Estado atribuído aos sete politécnicos do interior, isso corresponde a 9,1% do total que o Estado gasta no ensino superior. Parece-me que o contributo destes politécnicos para a sustentabilidade das regiões vale muito mais do que isso. Há um estudo que analisa o impacto económico dos politécnicos do interior nas respetivas cidades e que conclui que por cada euro que o Estado investe num aluno de uma instituição no interior há um retomo de €2,33 em cobrança de impostos. Se o país tivesse um universo maior de pessoas qualificadas talvez os sacrifícios que estão hoje a ser pedidos aos portugueses fossem menores. Não é à custa das pessoas que recebem o salário mínimo que o país vai cobrar impostos que permitam sair da crise.
P: Mas o facto de haver 15 institutos politécnicos não os impede de ganhar dimensão?
R: Por isso defendemos a constituição de consórcios que respeitem a autonomia de cada instituição mas que permitam ganhar dimensão e capacidade de realizar projetos. Há já vários exemplos. Na região Norte os quatro politécnicos associaram-se para oferecer formação conjunta e estão a dar sete mestrados, que funcionam alternadamente nos institutos, em vez de os repetirem em cada um.
P: Esse esforço não se nota ainda nas licenciaturas. Só na rede pública existem 1200, metade das quais nos politécnicos.
R: Concordo que existem cursos a mais, mas acho que existe ensino superior a menos. A população ativa portuguesa com qualificação superior é cerca de metade da realidade da OCDE. O esforço que tem de ser feito não pode ser no sentido de reduzir o sistema mas de tornar a oferta mais eficaz, garantindo a qualificação de mais pessoas.
P: Se as instituições não se puserem de acordo, teme que o Ministério decida por elas?
R: O Governo dirá quais as linhas - já foi dito que é preciso reorganizar a rede de cursos, tendo em conta a sua qualidade e a oferta repetida na mesma área geográfica. Mas estou convencido de que esse trabalho vai ser feito com as instituições.
P: Em Espanha, o Governo vai permitir o aumento de propinas até 50%. O Governo português pode seguir o mesmo caminho?
R: Esse deve ser o último dos caminhos. Numa situação de crise, afastaria ainda mais gente do ensino superior. A Noruega, que é um país muito desenvolvido, também teve de adaptar o seu orçamento: cortou em tudo menos no superior e investigação, pois é isso que garante o futuro.
Publicado em 'Expresso'.
"No estrangeiro ninguém me pergunta a que distância estou de Lisboa, mas qual a qualidade da instituição e da cidade. E nós temos respostas"
Espalhados um pouco por todo o país, os institutos politécnicos têm contribuído de forma determinante para o desenvolvimento das regiões, diz Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico de Bragança. Por isso, opõe-se à redução da rede. E acredita que no dia em que houver rankings destas instituições, os politécnicos vão surpreender. Nos dois últimos dias discutiram o futuro em congresso, no Porto.
P: Várias instituições têm alertado para um aumento do abandono no ensino superior por razões económicas. Confirma?
R: Os dados que temos são do início de fevereiro e não indicam aumento de desistências. No Politécnico de Bragança temos até duas dezenas de abandonos a menos face ao ano transato. A verdade é que todos os anos há variações desta ordem, que têm que ver com razões muito diversas da situação de cada aluno. Pode ser que se venha a verificar algum atraso no pagamento das propinas agora no segundo semestre, mas não sabemos ainda.
P: As denúncias são alarmistas?
R: Eu estou a falar da realidade do ensino politécnico. Este sistema tem particularidades que se calhar o tornam menos vulnerável à crise. A sua localização geográfica abrange 41 concelhos. Na maior parte das vezes, o aluno encontra-se no ambiente familiar. E muitos dos que estão deslocados estudam em politécnicos fora das grandes cidades, onde os custos de vida são muito mais baixos (o custo de acomodação em Bragança é cerca de um quarto do de Lisboa).
P: Num cenário de contenção financeira, essa dispersão não é uma desvantagem?
R: As vantagens superam largamente as desvantagens. Os politécnicos têm tido um grande contributo para a qualificação dos portugueses e para a coesão nacional. Hoje, um jovem de uma aldeia de Bragança tem a mesma oportunidade de se qualificar do que um jovem do centro de Lisboa. E o impacto no desenvolvimento das regiões sente-se a todos os níveis.
P: O interior estaria ainda mais abandonado?
R: Não seria possível haver teatro ou espetáculos culturais em Bragança se não houvesse o politécnico, que tem 7500 alunos numa cidade de 23.500 habitantes. O politécnico contribui para a coesão económica da região, mas também social e cultural.
P: A questão é saber se há dinheiro para manter essa rede.
R: Se somarmos o Orçamento do Estado atribuído aos sete politécnicos do interior, isso corresponde a 9,1% do total que o Estado gasta no ensino superior. Parece-me que o contributo destes politécnicos para a sustentabilidade das regiões vale muito mais do que isso. Há um estudo que analisa o impacto económico dos politécnicos do interior nas respetivas cidades e que conclui que por cada euro que o Estado investe num aluno de uma instituição no interior há um retomo de €2,33 em cobrança de impostos. Se o país tivesse um universo maior de pessoas qualificadas talvez os sacrifícios que estão hoje a ser pedidos aos portugueses fossem menores. Não é à custa das pessoas que recebem o salário mínimo que o país vai cobrar impostos que permitam sair da crise.
P: Mas o facto de haver 15 institutos politécnicos não os impede de ganhar dimensão?
R: Por isso defendemos a constituição de consórcios que respeitem a autonomia de cada instituição mas que permitam ganhar dimensão e capacidade de realizar projetos. Há já vários exemplos. Na região Norte os quatro politécnicos associaram-se para oferecer formação conjunta e estão a dar sete mestrados, que funcionam alternadamente nos institutos, em vez de os repetirem em cada um.
P: Esse esforço não se nota ainda nas licenciaturas. Só na rede pública existem 1200, metade das quais nos politécnicos.
R: Concordo que existem cursos a mais, mas acho que existe ensino superior a menos. A população ativa portuguesa com qualificação superior é cerca de metade da realidade da OCDE. O esforço que tem de ser feito não pode ser no sentido de reduzir o sistema mas de tornar a oferta mais eficaz, garantindo a qualificação de mais pessoas.
P: Se as instituições não se puserem de acordo, teme que o Ministério decida por elas?
R: O Governo dirá quais as linhas - já foi dito que é preciso reorganizar a rede de cursos, tendo em conta a sua qualidade e a oferta repetida na mesma área geográfica. Mas estou convencido de que esse trabalho vai ser feito com as instituições.
P: Em Espanha, o Governo vai permitir o aumento de propinas até 50%. O Governo português pode seguir o mesmo caminho?
R: Esse deve ser o último dos caminhos. Numa situação de crise, afastaria ainda mais gente do ensino superior. A Noruega, que é um país muito desenvolvido, também teve de adaptar o seu orçamento: cortou em tudo menos no superior e investigação, pois é isso que garante o futuro.
Publicado em 'Expresso'.
02 maio, 2012
01 maio, 2012
Saúde: Doentes renais transmontanos experimentam benefícios do exercício físico nas sessões de hemodiálise
As sessões de hemodiálise deixaram de ser longas horas parados numa cadeira para alguns doentes renais transmontanos que passaram a repartir os tratamentos com os benefícios do exercício físico.
Mais do que uma forma de passar o tempo, trata-se de uma nova terapêutica, que 75 utentes estão a experimentar há 15 dias no Centro Renal de Mirandela, em Trás-os-Montes.
Há vários anos que esta unidade aposta na exercitação dos doentes para melhorar os resultados dos tratamentos e a qualidade de vida dos pacientes, mas, até aqui, o exercício era feito apenas antes das sessões de hemodiálise em passadeiras rolantes e bicicletas estáticas.
A terapêutica foi agora alargada ao período do tratamento, com a sala de hemodiálise a ganhar novos equipamentos, como pedaleiras, e a presença de fisioterapeutas que ajudam os doentes a exercitar-se.
Áurea Milhões faz diálise há 12 anos e nos últimos dias já sente "as pernas mais leves". Mesmo em casa já anda melhor, graças à ajuda da fisioterapia.
Andar de bicicleta não é novidade para Aníbal Grelo, que, aos 72 anos, continua a praticar na estrada e agora na cama da hemodiálise, nas pedaleiras que vão rodando pelos doentes.
"Aqui, não custa nada" assevera este desportista, a quem nem a doença tirou o fôlego, mas já para outro, como Hermino Ferreira, de 71 anos, é uma novidade que tem aliviado as provações de uma vida marcada pela doença renal e outras patologias.
"Já sinto outra facilidade na movimentação dos músculos", garantiu.
Melhorar a qualidade de vida destes doentes é o propósito do projeto estimulado por um jovem enfermeiro, André Novo, que fez da tese de doutoramento uma ferramenta com aplicação prática na vida dos dentes hemodialisados
Foi distinguido com o Prémio Jovem Investigador Europeu pela Federação Europeia de Medicina do Desporto, que representa 41 países.
Os benefícios do exercício físico na saúde destes doentes estão comprovados por estudos internacionais, mas foi a iniciativa deste jovem transmontano que pôs em prática, pela primeira vez, em Portugal, esta terapêutica.
A Nordial abriu-lhe a portas para testar a tese de doutoramento que vai de encontro à filosofia desta empresa convencionada do Estado para tratar os doentes renais transmontanos.
A hemodiálise "não é só substituir o órgão" que não funciona, para Francisco Travassos, o enfermeiro chefe da clínica instalada na região desde 1995 e que ganhou, recentemente, novas instalações pensadas para respostas mais abrangentes aos utentes.
Além da hemodiálise, este espaço tem também unidade de cuidados continuados e bloco operatório, que aguardam ainda convenção com o Estado para serem disponibilizados aos doentes.
O projeto do exercício físico tem a parceria da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança, aonde o investigador André Novo é docente e recrutou duas fisioterapeutas, a realizarem um mestrado sobre envelhecimento ativo.
Tânia Sousa e Ânia Domingues têm de "saber cativar" estes doentes, muitos dos quais idosos e alguns que nunca fizeram exercício físico da forma que agora lhes é proposta.
A adesão ao programa é facultativa e, apesar de haver algumas resistências, as jovens garantem que se se lhes "mostrar que é benéfico, eles aderem".
Publicado em 'Porto Canal'.
Mais do que uma forma de passar o tempo, trata-se de uma nova terapêutica, que 75 utentes estão a experimentar há 15 dias no Centro Renal de Mirandela, em Trás-os-Montes.
Há vários anos que esta unidade aposta na exercitação dos doentes para melhorar os resultados dos tratamentos e a qualidade de vida dos pacientes, mas, até aqui, o exercício era feito apenas antes das sessões de hemodiálise em passadeiras rolantes e bicicletas estáticas.
A terapêutica foi agora alargada ao período do tratamento, com a sala de hemodiálise a ganhar novos equipamentos, como pedaleiras, e a presença de fisioterapeutas que ajudam os doentes a exercitar-se.
Áurea Milhões faz diálise há 12 anos e nos últimos dias já sente "as pernas mais leves". Mesmo em casa já anda melhor, graças à ajuda da fisioterapia.
Andar de bicicleta não é novidade para Aníbal Grelo, que, aos 72 anos, continua a praticar na estrada e agora na cama da hemodiálise, nas pedaleiras que vão rodando pelos doentes.
"Aqui, não custa nada" assevera este desportista, a quem nem a doença tirou o fôlego, mas já para outro, como Hermino Ferreira, de 71 anos, é uma novidade que tem aliviado as provações de uma vida marcada pela doença renal e outras patologias.
"Já sinto outra facilidade na movimentação dos músculos", garantiu.
Melhorar a qualidade de vida destes doentes é o propósito do projeto estimulado por um jovem enfermeiro, André Novo, que fez da tese de doutoramento uma ferramenta com aplicação prática na vida dos dentes hemodialisados
Foi distinguido com o Prémio Jovem Investigador Europeu pela Federação Europeia de Medicina do Desporto, que representa 41 países.
Os benefícios do exercício físico na saúde destes doentes estão comprovados por estudos internacionais, mas foi a iniciativa deste jovem transmontano que pôs em prática, pela primeira vez, em Portugal, esta terapêutica.
A Nordial abriu-lhe a portas para testar a tese de doutoramento que vai de encontro à filosofia desta empresa convencionada do Estado para tratar os doentes renais transmontanos.
A hemodiálise "não é só substituir o órgão" que não funciona, para Francisco Travassos, o enfermeiro chefe da clínica instalada na região desde 1995 e que ganhou, recentemente, novas instalações pensadas para respostas mais abrangentes aos utentes.
Além da hemodiálise, este espaço tem também unidade de cuidados continuados e bloco operatório, que aguardam ainda convenção com o Estado para serem disponibilizados aos doentes.
O projeto do exercício físico tem a parceria da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança, aonde o investigador André Novo é docente e recrutou duas fisioterapeutas, a realizarem um mestrado sobre envelhecimento ativo.
Tânia Sousa e Ânia Domingues têm de "saber cativar" estes doentes, muitos dos quais idosos e alguns que nunca fizeram exercício físico da forma que agora lhes é proposta.
A adesão ao programa é facultativa e, apesar de haver algumas resistências, as jovens garantem que se se lhes "mostrar que é benéfico, eles aderem".
Publicado em 'Porto Canal'.
30 abril, 2012
Entrevista a Sobrinho Teixeira
Está a decorrer no Porto o 4º Congresso do Ensino Superior Politécnico. Este tipo de ensino acolhe dois em cada cinco alunos do Ensino Superior. É convidado Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
Publicado em 'Público'.
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