28 maio, 2012

Clínica de Mirandela desenvolve programa pioneiro para doentes renais

Uma clínica de Mirandela está a desenvolver um programa pioneiro para os doentes renais. Durante as sessões de hemodiálise, os doentes fazem exercício, o que ajuda o organismo a aguentar os tratamentos mas também a melhorar a qualidade de vida no dia-a-dia. Os primeiros resultados são animadores.

Exibido em 'SIC'.

Obesidade infantil: um problema de saúde pública

Ciênci@Bragança
A obesidade é definida, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma doença crónica, que necessita de tratamento durante toda a vida. E inquestionavelmente um problema de saúde pública. No entanto, quer pela sua forte vertente comportamental, quer pelas complicações a que se associa, a sua abordagem terapêutica deverá ser multidisciplinar, envolvendo especialistas em nutrição, em psicologia e em exercício físico.
Para se classificar uma situação de obesidade é necessário que se verifique um aumento da gordura corporal total. A OMS considera que uma pessoa com um índice de massa corporal (IMC) superior a 30 apresenta sinais de obesidade, sendo que os valores normais de IMC rondam os 18-25. A perda de peso é aconselhada quando os valores são superiores a 25. De realçar que a obesidade infantil deve ser diagnosticada, usando um método diferenciado face aos adultos. Isto deve-se ao facto das crianças se encontrarem num processo dinâmico e contínuo de crescimento, que leva a que os seus corpos passem por inúmeras mudanças.
Mais de 90% das crianças e adolescentes obesos apresentam uma obesidade nutricional ou primária. Ou seja, na origem da obesidade está um desequilíbrio sustentado entre as necessidades nutricionais e o gasto energético. Isto é, em idade pediátrica são raras as situações em que a obesidade depende de doenças de outro tipo, dependendo sim, fundamentalmente, de um estilo de vida inadequado.
Com o objetivo de estudar a prevalência de sobrepeso e obesidade, bem como a sua associação com alguns comportamentos sedentários, foram avaliadas cerca de 1700 crianças, estudantes da cidade de Bragança, com idades compreendidas entre os 6 e os 14 anos, tendo-se concluído que a prevalência de sobrepeso e de obesidade era de 30,4% (sobrepeso: 21,8%; obesidade: 8,6%). As crianças, sobretudo os rapazes, que se deslocavam de automóvel e viam mais de 5 a 6 horas de televisão/videojogos ao longo dos 5 dias da semana, e em cada dia de fim de semana, apresentaram um risco mais elevado de se tomarem obesas.
Perante estes resultados, toma-se urgente uma intervenção, no sentido do aumento dos níveis de atividade física das crianças brigantinas em idade escolar.
Publicado em 'Mensageiro' de 24-05-2012.

25 maio, 2012

Câmara distribuiu 50 hortas

O projecto das Hortas Comunitárias Sustentáveis já tem uma segunda fase, que deverá, avançar no próximo ano
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo distribuiu cerca de 50 talhões de terreno na vila com o objectivo de os cidadãos criarem pequenos campos de cultivo, num espaço de meio hectare. Trata-se do projecto Hortas Comunitárias cuja primeira fase passa pela ocupação de terrenos na zona do parque urbano. A segunda fase deverá avançar no próximo ano na zona da Fonte Carvalho, para onde estão previstos 150 talhões numa área de 10.000 m2. "Os terrenos não estavam a ser usados, porque os projectos a que são destinados não conseguem ser concretizados devido aos orçamentos. Desta forma dá-se um uso", explicou Alexandra Sá, vereadora dos Espaços Verdes, no passado dia 19 altura quando as hortas foram distribuídas. O objectivo da iniciativa passa pela promoção da horticultura biológica de forma sustentável, bem como a melhoria da qualidade do ambiente, além de que os produtos a cultivar podem ser uma ajuda na economia doméstica. Os talhões têm uma área entre 30 a 50 m2, água gratuita, que provém de linhas de água e aproveitamento das águas pluviais. O sistema de rega é por gravidade e todos os talhões dispõem de um ponto de água. Os utilizadores podem ainda contar com formação em ambiente, agricultura ou áreas similares.
Apesar de muita gente se ter candidatado às hortas ainda sobraram quatro talhões, que de• verão ser atribuídos em breve. O que pode ter ficado a dever• se ao facto de ter passado a ideia" de que se destinavam só a pessoas carenciadas, o que não é verdade, apesar de se privilegiarem pessoas com menos recursos, mas estamos abertos a todos", referiu Alexandra Sá, que deu ainda conta de que a procura dos espaços se mantém.
A maioria dos candidatos são pessoas empregadas que querem dedicar o tempo livre às hortas. "É um contributo económico para o orçamento familiar, mas também é uma forma de lazer e de ocupação do tempo. Também pode ser formação para os seus filhos que assim podem contactar com a agricultura", acrescentou.
O projecto das Hortas Comunitárias conta com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança, cujos docentes da Escola Superior Agrária deram formação aos agricultores moncorvenses. Ainda que se trate de um concelho onde as populações mantêm uma ligação à terra, Manuel Rodrigues, docente no IPB, considera que faz sentido facultar hortas na vila. "O tempo nem sempre é aquele que se deseja, as deslocações têm custos e aqui as pessoas podem distrair-se, fazer exercício e conviver". A área de cada talhão é considerada muito significativa para o cultivo. "Se conseguirem cultivar adequadamente os espaços, muitos poderão deixar de ir à loja comprar os legumes. Podem cultivar aqui desde a batata, cebola, alho, entre outros vegetais", frisou o docente. A maioria dos novos agricultores têm conhecimento suficiente para começar a trabalhar. "Isto faz-se por simpatia, uns serão melhores do que outros, mas podem trocar ideias e ajudar-se. Os menos informados podem aprender com quem sabe, se for necessário conhecimentos mais técnicos a parceria com o IPB pode ajudar", explicou o professor. O Instituto Politécnico também tem experiência na distribuição de hortas, ainda que mais pequenas, cujo "êxito tem sido interessante e a área está a aumentar", garantiu Manuel Rodrigues.
Publicado em 'Mensageiro Bragança' 24-05-2012.

Dia do Fascínio das Plantas surpreendeu brigantinos

O IPB assinalou a data com a distribuição de plantas nas ruas e sensibilizou para a importância da manutenção da ligação à terra
Os brigantinos que passaram na Praça da Sé e no Parque do Eixo Atlântico foram surpreendidos no passado dia 18 de Maio com exposições de plantas e distribuição de hortícolas e aromáticas produzidas nas estufas da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A iniciativa teve como objectivo principal sensibilizar os cidadãos e mostrar-lhes que "as plantas estão na nossa vida todos os dias quer através dos alimentos quer de outras aplicações na agricultura e produtos transformados", explicou Sílvia Nobre, professora na Escola Superior Agrária (ESA). Foram ainda realizados vários jogos didácticos com as crianças do pré-escolar e do ensino básico. A docente considera que este tipo de sensibilização é importante para fazer o apelo às origens e à importância dessas origens. "Algumas pessoas quando estão a comer pão ou uma bolacha já não se lembram que ele vem do cereal", frisou. Os mais novos muitas vezes desconhecem que os cereais que comem ao pequeno almoço foram confeccionados com milho e trigo, "apesar de a própria palavra cereais fazer essa evocação", acrescentou. José Costa, 87 anos, reformado, andava em passeio pela Praça da Sé e deparou-se com a exposição de plantas. Ficou surpreendido e aproveitou para espreitar para se inteirar do que se tratava. Achou a ideia interessante. "Não sabia que era o dia das plantas, mas acho isto bonito e bom. Antigamente fabricava umas terras. Tinha de tudo", contou.
As plantas não são só importantes na alimentação, também o são em várias energias renováveis, daí que o IPB se tenha associado às comemorações do Dia Mundial do Fascínio das Plantas. "Ê algo que está a ser comemorado internacionalmente a que o IPB se juntou no sentido de falar das plantas mas também das suas utilizações na dietética, nutrição. Há pontos em três locais de Bragança, nomeadamente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, aqui na Praça da Sé e no Eixo Atlântico", justificou a docente.
A procura de plantas foi muita, tanto mais que eram gratuitas e diversificadas, desde as aromáticas, como a salsa e o manjericão, até às hortícolas, nomeadamente tomate, quiabos, ervilha, feijão, cereais, entre outras. Também havia castanheiros e outras árvores. Estavam ainda expostos vários produtos transformados, como a massa, as bolachas, óleo de colza, que tiveram na sua base plantas como os cereais. Na região ainda se vive próximo da terra e da agricultura. "Muitas pessoas têm raízes nas aldeias e é importante que não percam esta dimensão", concluiu Sílvia Nobre.
O comerciante Luís Morais também decidiu indagar a razão do aparto matinal na Praça da Sé e até teve direito a uma ervilha pronta a plantar. "Vou plantá-la, mesmo já sendo um pouco tarde para a sementeira, é para ver no que resulta. Tenho um quintal e gosto de lá passar algum tempo ao fim-de-semana. Há pessoas que desconhecem o processo de crescimento das plantas", explicou.

Publicado em 'Mensageiro Bragança' 24-05-2012.

Hoje degustámos presunto de cabra e ovelha


Exibido em 'Querida Júlia - SIC'.

IPB distingue empresas de ex-alunos

Dezanove empresas foram ontem distinguidas com o galardão Spin-Off IPB, uma marca que pretende destacar a capacidade empreendedora dos alunos do Instituto Politécnico de Bragança.
Desde 2009, o IPB já apoiou a constituição de 19 empresas, que resultaram em 54 postos de trabalho e movimentaram 1,8 milhões de euros, só no ano passado. José Adriano, responsável do Gabinete de Inovação e Empreendedorismo, recorda que há empresas de ex-alunos do Politécnico em toda a zona Norte do País, o que levou a instituição a criar a marca Spin-OFF IPB.
“Resolvemos criar a imagem de Spin-OFF IPB e que corresponde ao conjunto de empresas que são criadas no âmbito das competências do nosso gabinete”, afirma, acrescentando que “neste momento temos 19 empresas criadas e mais duas a criar”.
Um dos ex-alunos distinguidos foi Márcio Vara, que lançou uma empresa de Serviços Gerontológicos ao domicílio e prepara-se para franchisar a marca OldCare. Até à data, o empresário já criou 25 postos de trabalho e, além da sede, em Bragança, conta com filiais na Póvoa do Varzim e em Aveiro. “Estamos a estudar a hipótese de franchising para Portugal mas também para os mercados de Espanha e Brasil”, adianta, salientando que “gostaríamos que isso acontecesse no início de 2013”.
A entrega dos diplomas decorreu durante a Feira de Emprego OPA 2012, um certame que conta com a participação de 32 empresas, oriundas de Portugal, França e Espanha.
O presidente da Associação Académica do IPB, garante que esta é uma oportunidade que os alunos não devem perder, especialmente os que terminam o curso este ano.“Há 700 pessoas a terminar a licenciatura aqui no IPB e por isso era oportuno organizarmos algo para eles começarem a procurar no mercado de trabalho” explica Rui Sousa.
Orienta-te, Prepara-te, Atreve-te é o mote da OPA 2012, uma feira que termina hoje à tarde, numa tenda gigante junto à Escola Superior de Educação.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

24 maio, 2012

Quando a Terra treme

Ciênci@Bragança
O mundo vê-se periodicamente confrontado com um dos tipos de catástrofes naturais mais temidas: os terramotos, tremores de terra ou sismos. Especialmente mortíferos quando ocorrem em regiões muito populosas, sobretudo naquelas onde existem construções pouco ou nada preparadas para lhes resistir, os sismos são fenómenos geológicos muito frequentes, estreitamente relacionados com a constituição interna do nosso planeta.
O interior da terra é quente e constituído por várias camadas, umas líquidas, outras sólidas. A camada mais externa e que portanto está mais perto da superfície - a que chamamos crosta - é constituída por várias placas tectónicas. Os locais onde estas placas se encontram são as chamadas falhas e é sobre estas regiões que ocorrem, com muita frequência, episódios de libertação de energia. Esta energia é libertada em consequência de movimentos de gases nas camadas profundas da Terra, que leva a que as placas se movimentem, podendo chocar entre si, afastar-se ou simplesmente deslizar umas pelas outras.
O tremor de terra é a manifestação de libertação de energia: um fenómeno de vibração brusca e transitória da superfície terrestre. Há abalos sísmicos diariamente em todo o planeta, a grande maioria demasiado pequenos para serem detetados por nós, sem instrumentação apropriada.
O ponto onde se dá a libertação de energia pode situar-se a uma profundidade maior ou menor, consoante o local da Terra onde se dá a rutura. Chamamos a este ponto o epicentro. Quando o epicentro se situa muito próximo da superfície e se dá o infortúnio de este se encontrar junto a zonas habitadas, as consequências podem ser particularmente catastróficas. Foi o que sucedeu no Haiti, em janeiro de 2010, com o epicentro a localizar-se a baixa profundidade e muito próximo da capital do país. O facto de se tratar de um país muito pobre, onde a construção não incorpora técnicas que possibilitam alguma resistência aos sismos, tornou os efeitos ainda mais devastadores. No terramoto que ocorreu ao largo do Japão, em 2011, e de que a nossa memória ainda está bem fresca, sobretudo pelos efeitos indiretos da onda gigante que se formou (tsunami), uma das razões pelas quais o impacto nos edifícios se revelou menor, foi o facto de neste país os edifícios já serem construídos de modo a resistir aos sismos.
Há essencialmente dois modos de medir a intensidade de um sismo: através da escala de Richter e da escala de Mercalli. A primeira traduz a energia libertada no terramoto, medindo concretamente a amplitude das ondas sísmicas, com base em registos sismográficos. A escala de Mercalli, por seu lado, qualitativa e menos científica, mede de alguma forma os efeitos (danos) nas estruturas das construções e as sensações percebidas pelas pessoas.
No Centro de Ciência Viva de Bragança é possível compreender o que acontece durante um sismo e fazemo-lo com as nossas próprias mãos. O sismo é simulado através de um impacto num saco de boxe. Podemos então compreender, através de gráficos muito simples, a natureza das várias ondas sísmicas que são geradas e ainda estimar a intensidade do terramoto de acordo com as escalas de Richter e de Mercalli.
João Paulo Matias
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

23 maio, 2012

IPB distinguido com o selo ECTS

Instituição brigantina é o politécnico que recebe mais alunos Erasmus
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) recebeu o Selo ECTS da Comissão Europeia, em cerimónia comemorativa dos 25 anos do Programa Erasmus realizada no passado dia 8 de Maio em Copenhaga, Dinamarca. O Selo ECTS (European Credit Transfer and Accumulation System – ECTS Label) atesta a qualidade da informação sobre a oferta formativa e da gestão da mobilidade de estudantes no Espaço Europeu de Ensino Superior, no âmbito do Programa Erasmus. Em particular, a Comissão Europeia considerou que a plataforma na Internet do Catálogo de Cursos do IPB assegura um elevado grau de transparência e que a instituição demonstra boas práticas na mobilidade internacional de estudantes e seu reconhecimento académico. A atribuição do Selo ECTS foi divulgada pelo IPB durante a abertura oficial da 8ª Semana Erasmus no passado dia 15 de Maio na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. Na mesma sessão foi apresentado o livro “Teaching Crossroads – 7th Erasmus Week” que compila os textos de seminários efectuados pelos professores europeus durante a anterior Semana Erasmus do IPB. A Comissão Europeia distinguiu 12 instituições de ensino superior europeias com este selo de qualidade, tendo o IPB sido a única portuguesa a receber o Selo ECTS em 2011. Com a atribuição desta distinção o IPB consolida o seu projeto de internacionalização que envolve, actualmente, mais de 700 estudantes enviados e recebidos anualmente, em resultado da cooperação com instituições de ensino superior europeias e extracomunitárias, de onde se destaca a cooperação com países de expressão portuguesa. O IPB está também posicionado nas posições cimeiras em mobilidade europeia, no âmbito do programa Erasmus. Cruzando os dados disponibilizados pela Comissão Europeia relativos a mobilidade de estudantes com os dados do Governo Português sobre a dimensão das instituições de ensino superior portuguesas (inquérito RAIDES), conclui-se que o IPB ficou posicionado, no ano lectivo de 2008/2009, na segunda posição nacional em percentagem de estudantes em mobilidade Erasmus (recebidos e enviados) face à dimensão da instituição. No ano lectivo de 2010/2011 os dados recentemente publicados pela Comissão Europeia permitem concluir que o IPB está em primeiro lugar no rácio de número de estudantes recebidos face à dimensão da instituição. No ano lectivo de 2008/2009 o IPB ocupava a segunda posição na tabela das instituições de ensino superior portuguesas no Top 500 de mobilidade de estudantes, no âmbito do Programa Erasmus, com 335 alunos em mobilidade, apenas precedido pela Universidade Nova de Lisboa, com 980. No ano lectivo de 2010/2011 o IPB teve 250 alunos Erasmus, e é o instituto politécnico português que mais alunos recebeu ao abrigo dos programas de mobilidade, à frente de Coimbra, Lisboa e Porto.
Publicado em 'Mensageiro Bragança'.

Fascínio das Plantas

IPB produziu 20 mil plantas para oferecer

Exibido em 'RTP'.

Revista alia Ciência a Adolescência

Já está on-line a revista AdolesCiência, uma publicação que alia as investigações realizadas por jovens do ensino básico e secundário, alunos de cursos de especialização tecnológica e de licenciatura.
A revista nasceu da necessidade de criar um espaço para desenvolver nos jovens a procura de conhecimento sério, o espírito científico, o respeito pela autoria e as competências de leitura e de escrita. A publicação está disponível em www.adolesciencia.ipb.pt, sob a direcção de Vítor Gonçalves, docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em parceria com Luísa Diz Lopes, docente da Escola Abade de Baçal e aluna de Mestrado no IPB.
Trata-se de uma revista anual, que aborda temáticas diversas como a Artes e a Linguística, passando pelas Ciências Naturais e pelas Ciências Experimentais. Para Vítor Gonçalves, “esta é uma ferramenta muito importante, onde os alunos, juntamente com os seus professores, produzem conhecimento para outros alunos poderem utilizar”.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.