31 maio, 2012

Pizzi e Ricardo Vilela no Dia do Desporto da ESE

O futebolista Pizzi e o ciclista Ricardo Villela, atletas de Bragança, marcaram presença no Dia do Desporto do IPB, integrado na Semana da Educação que começou na segunda e termina esta sexta-feira.
Sob o tema “A vida de um atleta profissional e de alto rendimento”, Pizzi e Ricardo partilharam experiências e contaram como chegaram ao mais alto patamar desportivo.
Pizzi da época ao serviço do Atlético de Madrid. O jogador poucos minutos teve na competição durante a temporada mas o facto não o desmotivou:“A época não correu tão bem como eu queria mas o futebol é mesmo assim, não podemos baixar os braços. Temos que continuar a lutar, num dia estás em baixo no outro estás em grande”. Muitas foram as perguntas vindas da plateia e não faltou a questão sobre o futuro. Pizzi quer continuar a trabalhar no sentido de chegar à selecção nacional. Recordamos que estava na lista de pré-convocados para o euro e já integrou as selecções jovens.
Mas vai continuar a representar os colchoneros ou regressa ao Sp.Braga? Pizzi desconhece o que vai acontecer e remete a questão para o empresário Jorge Mendes: “Sinceramente não sei onde vou fazer a pré-época nem que clube vou representar na próxima época. Esta questão está a ser tratada com o meu empresário juntamente com o Atlético de Madrid. Há propostas de Portugal e do estrangeiro mas a questão está com o meu empresário”.
Ricardo Vilela, ciclista da Efapel-Glass Drive e aluno do curso de desporto do IPB, também partilhou a sua experiência profissional, a dificuldade em conciliar os estudos e a competição. Falou de lesões, alimentação e horas de treino.
Em Agosto, o ciclista brigantino vai para a estrada, participa na Volta a Portugal. Ricardo Vilela espera fazer uma boa classificação mas lembra que apesar de ser um desporto individual também é necessário trabalhar em prol da equipa: “Na equipa temos um líder que já venceu a volta a Portugal quatro vezes, o Blanco. Vou querer fazer boa figura tal como fiz nos outros anos e também ajudar ao máximo o líder a vencer a prova. É um desporto individual mas quando estamos em equipa temos que ajudar”.
Ricardo Vilela e Pizzi, dois atletas de Bragança, que muitos ouviram atentamente no Dia do Desporto da Escola Superior de Educação.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

28 maio, 2012

Clean Up The Med

Estudantes e Brigantinos limparam o rio Frevença

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

OPA 2012

Feira de oportunidades desafia estudantes do IPB

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Fazer ginástica durante hemodiálise custa menos

Fazer ginástica durante a hemodiálise custa menos. Trata-se de um programa pioneiro em Portugal, numa clínica de Mirandela, em que os doentes fazem exercício durante as horas de tratamento.
As sessões custam menos a passar e já existem casos de significativas melhoras no dia a dias destas pessoas.
Vídeo da reportagem da 'TVI'.

Clínica de Mirandela desenvolve programa pioneiro para doentes renais

Uma clínica de Mirandela está a desenvolver um programa pioneiro para os doentes renais. Durante as sessões de hemodiálise, os doentes fazem exercício, o que ajuda o organismo a aguentar os tratamentos mas também a melhorar a qualidade de vida no dia-a-dia. Os primeiros resultados são animadores.

Exibido em 'SIC'.

Obesidade infantil: um problema de saúde pública

Ciênci@Bragança
A obesidade é definida, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma doença crónica, que necessita de tratamento durante toda a vida. E inquestionavelmente um problema de saúde pública. No entanto, quer pela sua forte vertente comportamental, quer pelas complicações a que se associa, a sua abordagem terapêutica deverá ser multidisciplinar, envolvendo especialistas em nutrição, em psicologia e em exercício físico.
Para se classificar uma situação de obesidade é necessário que se verifique um aumento da gordura corporal total. A OMS considera que uma pessoa com um índice de massa corporal (IMC) superior a 30 apresenta sinais de obesidade, sendo que os valores normais de IMC rondam os 18-25. A perda de peso é aconselhada quando os valores são superiores a 25. De realçar que a obesidade infantil deve ser diagnosticada, usando um método diferenciado face aos adultos. Isto deve-se ao facto das crianças se encontrarem num processo dinâmico e contínuo de crescimento, que leva a que os seus corpos passem por inúmeras mudanças.
Mais de 90% das crianças e adolescentes obesos apresentam uma obesidade nutricional ou primária. Ou seja, na origem da obesidade está um desequilíbrio sustentado entre as necessidades nutricionais e o gasto energético. Isto é, em idade pediátrica são raras as situações em que a obesidade depende de doenças de outro tipo, dependendo sim, fundamentalmente, de um estilo de vida inadequado.
Com o objetivo de estudar a prevalência de sobrepeso e obesidade, bem como a sua associação com alguns comportamentos sedentários, foram avaliadas cerca de 1700 crianças, estudantes da cidade de Bragança, com idades compreendidas entre os 6 e os 14 anos, tendo-se concluído que a prevalência de sobrepeso e de obesidade era de 30,4% (sobrepeso: 21,8%; obesidade: 8,6%). As crianças, sobretudo os rapazes, que se deslocavam de automóvel e viam mais de 5 a 6 horas de televisão/videojogos ao longo dos 5 dias da semana, e em cada dia de fim de semana, apresentaram um risco mais elevado de se tomarem obesas.
Perante estes resultados, toma-se urgente uma intervenção, no sentido do aumento dos níveis de atividade física das crianças brigantinas em idade escolar.
Publicado em 'Mensageiro' de 24-05-2012.

25 maio, 2012

Câmara distribuiu 50 hortas

O projecto das Hortas Comunitárias Sustentáveis já tem uma segunda fase, que deverá, avançar no próximo ano
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo distribuiu cerca de 50 talhões de terreno na vila com o objectivo de os cidadãos criarem pequenos campos de cultivo, num espaço de meio hectare. Trata-se do projecto Hortas Comunitárias cuja primeira fase passa pela ocupação de terrenos na zona do parque urbano. A segunda fase deverá avançar no próximo ano na zona da Fonte Carvalho, para onde estão previstos 150 talhões numa área de 10.000 m2. "Os terrenos não estavam a ser usados, porque os projectos a que são destinados não conseguem ser concretizados devido aos orçamentos. Desta forma dá-se um uso", explicou Alexandra Sá, vereadora dos Espaços Verdes, no passado dia 19 altura quando as hortas foram distribuídas. O objectivo da iniciativa passa pela promoção da horticultura biológica de forma sustentável, bem como a melhoria da qualidade do ambiente, além de que os produtos a cultivar podem ser uma ajuda na economia doméstica. Os talhões têm uma área entre 30 a 50 m2, água gratuita, que provém de linhas de água e aproveitamento das águas pluviais. O sistema de rega é por gravidade e todos os talhões dispõem de um ponto de água. Os utilizadores podem ainda contar com formação em ambiente, agricultura ou áreas similares.
Apesar de muita gente se ter candidatado às hortas ainda sobraram quatro talhões, que de• verão ser atribuídos em breve. O que pode ter ficado a dever• se ao facto de ter passado a ideia" de que se destinavam só a pessoas carenciadas, o que não é verdade, apesar de se privilegiarem pessoas com menos recursos, mas estamos abertos a todos", referiu Alexandra Sá, que deu ainda conta de que a procura dos espaços se mantém.
A maioria dos candidatos são pessoas empregadas que querem dedicar o tempo livre às hortas. "É um contributo económico para o orçamento familiar, mas também é uma forma de lazer e de ocupação do tempo. Também pode ser formação para os seus filhos que assim podem contactar com a agricultura", acrescentou.
O projecto das Hortas Comunitárias conta com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança, cujos docentes da Escola Superior Agrária deram formação aos agricultores moncorvenses. Ainda que se trate de um concelho onde as populações mantêm uma ligação à terra, Manuel Rodrigues, docente no IPB, considera que faz sentido facultar hortas na vila. "O tempo nem sempre é aquele que se deseja, as deslocações têm custos e aqui as pessoas podem distrair-se, fazer exercício e conviver". A área de cada talhão é considerada muito significativa para o cultivo. "Se conseguirem cultivar adequadamente os espaços, muitos poderão deixar de ir à loja comprar os legumes. Podem cultivar aqui desde a batata, cebola, alho, entre outros vegetais", frisou o docente. A maioria dos novos agricultores têm conhecimento suficiente para começar a trabalhar. "Isto faz-se por simpatia, uns serão melhores do que outros, mas podem trocar ideias e ajudar-se. Os menos informados podem aprender com quem sabe, se for necessário conhecimentos mais técnicos a parceria com o IPB pode ajudar", explicou o professor. O Instituto Politécnico também tem experiência na distribuição de hortas, ainda que mais pequenas, cujo "êxito tem sido interessante e a área está a aumentar", garantiu Manuel Rodrigues.
Publicado em 'Mensageiro Bragança' 24-05-2012.

Dia do Fascínio das Plantas surpreendeu brigantinos

O IPB assinalou a data com a distribuição de plantas nas ruas e sensibilizou para a importância da manutenção da ligação à terra
Os brigantinos que passaram na Praça da Sé e no Parque do Eixo Atlântico foram surpreendidos no passado dia 18 de Maio com exposições de plantas e distribuição de hortícolas e aromáticas produzidas nas estufas da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A iniciativa teve como objectivo principal sensibilizar os cidadãos e mostrar-lhes que "as plantas estão na nossa vida todos os dias quer através dos alimentos quer de outras aplicações na agricultura e produtos transformados", explicou Sílvia Nobre, professora na Escola Superior Agrária (ESA). Foram ainda realizados vários jogos didácticos com as crianças do pré-escolar e do ensino básico. A docente considera que este tipo de sensibilização é importante para fazer o apelo às origens e à importância dessas origens. "Algumas pessoas quando estão a comer pão ou uma bolacha já não se lembram que ele vem do cereal", frisou. Os mais novos muitas vezes desconhecem que os cereais que comem ao pequeno almoço foram confeccionados com milho e trigo, "apesar de a própria palavra cereais fazer essa evocação", acrescentou. José Costa, 87 anos, reformado, andava em passeio pela Praça da Sé e deparou-se com a exposição de plantas. Ficou surpreendido e aproveitou para espreitar para se inteirar do que se tratava. Achou a ideia interessante. "Não sabia que era o dia das plantas, mas acho isto bonito e bom. Antigamente fabricava umas terras. Tinha de tudo", contou.
As plantas não são só importantes na alimentação, também o são em várias energias renováveis, daí que o IPB se tenha associado às comemorações do Dia Mundial do Fascínio das Plantas. "Ê algo que está a ser comemorado internacionalmente a que o IPB se juntou no sentido de falar das plantas mas também das suas utilizações na dietética, nutrição. Há pontos em três locais de Bragança, nomeadamente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, aqui na Praça da Sé e no Eixo Atlântico", justificou a docente.
A procura de plantas foi muita, tanto mais que eram gratuitas e diversificadas, desde as aromáticas, como a salsa e o manjericão, até às hortícolas, nomeadamente tomate, quiabos, ervilha, feijão, cereais, entre outras. Também havia castanheiros e outras árvores. Estavam ainda expostos vários produtos transformados, como a massa, as bolachas, óleo de colza, que tiveram na sua base plantas como os cereais. Na região ainda se vive próximo da terra e da agricultura. "Muitas pessoas têm raízes nas aldeias e é importante que não percam esta dimensão", concluiu Sílvia Nobre.
O comerciante Luís Morais também decidiu indagar a razão do aparto matinal na Praça da Sé e até teve direito a uma ervilha pronta a plantar. "Vou plantá-la, mesmo já sendo um pouco tarde para a sementeira, é para ver no que resulta. Tenho um quintal e gosto de lá passar algum tempo ao fim-de-semana. Há pessoas que desconhecem o processo de crescimento das plantas", explicou.

Publicado em 'Mensageiro Bragança' 24-05-2012.

Hoje degustámos presunto de cabra e ovelha


Exibido em 'Querida Júlia - SIC'.