08 junho, 2012

Alunos do IPB constroem pontes em esparguete

Construir pontes com esparguete parece irónico, mas é possível. Pelo menos à escala reduzida e como forma de ensino.
Isso mesmo aconteceu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança. Foi na segunda edição de um concurso que envolveu 34 projectos dos alunos das licenciaturas em Engenharia Civil e Mecânica.
Débora Correia, docente de Engenharia Civil, explica que objectivo do concurso era “fazer uma ponte em massa esparguete, com determinadas medidas e determinadas normas e ganharia a ponte que aguentasse mais força com menor peso”. A docente considera que “esta é uma forma diferente de motivas os alunos e fiquei muito surpreendida porque não estava à espera que houvesse esta adesão”.
Filipe Alves e Luís Silva foram os primeiro e segundo classificados deste concurso e falam dos seus projectos. “Foi uma experiência que me marcou”, refere o vencedor Filipe Alves, acrescentando que “demorei quatro horas a construi-la. Pesava 64 gramas e aguentou 79 newtons”. Já Luís Silva e o seu grupo explicam que fizeram duas pontes. “Primeiro umas, depois passámos para outra e depois esta acabou por ser uma junção das duas. Demorámos cerca de duas semanas”.
Construir pontes em esparguete. Uma forma diferente de aprender engenharia no IPB.  

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Salitres, o que são?

Ciênci@Bragança
Salitre é o nome dado, popularmente, aos pós de cor branca que se acumulam nas superfícies das paredes. O aparecimento do salitre pode surgir, por cima ou por baixo da camada de tinta, denominando-se, em termos técnicos, eflorescência ou criptoflorescência respetivamente, alterando, em qualquer um dos casos, a estética e o acabamento dos materiais.
Os sais solúveis existentes nos componentes das alvenarias e nas argamassas, como por exemplo no cimento, na cal e rias areias, são transportados pela água que circula pela parede através dos poros. Estes sais, quando entram em contacto com o ar, solidificam, causando os tais depósitos parecidos com pó branco. Outras fontes exteriores de sais solúveis podem também contribuir para o aparecimento de eflorescências, como por exemplo a água proveniente dos solos. Quando o solo está em contacto com a parede não protegida, a água do solo pode ser absorvida pela alvenaria e subir, por ação capilar, dando-se então uma possível acumulação de sais.
As condições necessárias para que ocorra a formação de tais depósitos são a coexistência de fatores determinantes como a água, sais solúveis e condições ambientais que proporcionam a percolação e evaporação da água. Basta a ausência de um destes fatores para que não ocorra tal fenómeno. A sua extensão altera-se em função da temperatura e da humidade, progredindo em estações do ano com um ritmo de secagem mais lento.
Regra geral, a eliminação dos sais solúveis é uma tarefa relativamente simples. É aconselhável que a limpeza das zonas afetadas seja efectuada em tempo quente e seco, já que no tempo propício a maior humidade, iriam ser transportados mais sais para a superfície. Normalmente estes podem ser removidos através de uma escovagem a seco. No entanto a melhor forma de evitar o seu reaparecimento, seria eliminar a presença de água na parede, caso frequente em caves não protegidas e posteriormente reparar as zonas afectadas pela patologia com aplicação de um isolamento adequado. Este passaria pela aplicação de tintas aquosas pelo exterior, de elevada impermeabilidade à água e elevada permeabilidade ao vapor de água. Contudo, existem outras soluções, como a utilização de primário antissalitre de modo a reduzir a influência das infiltrações de água ou a aplicação de um hidrofugante de silicone que impede a penetração de humidade.

Publicado em 'Jornal Nordeste' de 5 de Junho 2012.

06 junho, 2012

Estudantes correm em mini-maratona solidária

Cerca de 750 kg de bens alimentares foram ontem recolhidos pela Associação Académica do IPB e Junta de Freguesia da Sé na Mini-Maratona Solidária de Bragança.
A iniciativa teve como objectivo angariar alimentos para algumas instituições de solidariedade social da cidade. Mais de 200 participantes aderiram à causa.“Não custa nada ajudar e é importante sensibilizar os estudantes para as dificuldades que algumas pessoas estão a atravessar”, refere Pedro. “Nesta altura de crise é importante sensibilizar os estudantes para ajudar os mais necessitados”, afirma Diogo Almeida. “Ajudar esta causa nobre que é contribuir com bens alimentares para as casas de solidariedade”, diz Rui Marques. Quem também participou foi a atleta Lucinda Moreiras referindo que “é uma boa causa e por isso cá estou”.A correr ou a caminhar, num percurso de seis quilómetros, o importante era ajudar. José Mário Moreno, da Associação Académica do IPB, destaca ainda a importância da iniciativa que além da vertente solidária contribui para a integração dos alunos de fora da cidade na comunidade académica.“Para nós é muito importante esta iniciativa que já fazíamos antes com o nome de Corrida Solidária, agora é Mini-Maratona, por isso é um pouco mais longa”, refere, acrescentando que “com esta crise é importante ajudarmo-nos uns aos outros”.
A Associação Académica do IPB recolheu 750 kg de bens alimentares que vão ser distribuídos por instituições de solidariedade social de Bragança.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

04 junho, 2012

Envelhecer feliz

Seminário reúne especialistas de diversas áreas

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Agricultura também pode ser actividade desportiva para idosos

A agricultura também pode servir como um bom programa de desporto para os idosos.
O desafio foi lançado, este sábado, na quarta edição do seminário + Idade + Saúde do Instituto Politécnico de Bragança.
A pró-reitora da instituição, Anabela Martins, sugeriu que a actividade agrícola seja integrada no programa de desporto com idosos através das hortas de lazer. “Isso constitui uma forma de desporto e convívio para as pessoas se manterem activas de maneira mais saudável e socialmente activa”, refere a responsável, acrescentando que “o programa + Idade + Saúde podia incluir alguma actividade relacionada com as hortas de lazer que poderia traduzir-se em algum apoio às pessoas que têm as suas hortas e que por vezes não fazem os movimentos da maneira mais correcta”.
O coordenador do programa + Idade + Saúde, diz que a proposta vai ser tida em conta mas salienta que alguns participantes já o fazem a título individual. “Temos alguns participantes do programa que já têm uma horta”, revela Miguel Monteiro, explicando que dessa forma “não estamos a praticar desporto, mas estamos a praticar actividade física, pois estão a mexer e é isso que nós queremos para estas idades”.
O responsável acrescenta que os próximos desafios passam também por alargar o programa a outros municípios do distrito. “A nossa ideia era conseguir abranger todos os idosos do concelho de Bragança e já não falo do distrito que é mais complicado, mas caso outras câmaras estejam interessadas nós vamos lá a ajudar a implementar o nosso projecto”, afirma.
O programa + Idade + Saúde está activo desde 2006 e conta com a participação de 120 idosos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

31 maio, 2012

Portugal no seu melhor: Bragança

A figura Sobrinho Teixeira
Sobrinho Teixeira é o rosto do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
A instituição de ensino superior transmontana tem-se afirmado a nível internacional e tem hoje o maior nível de mobilidade de todos os politécnicos do País. A aposta na internacionalização é um dos desígnios de Sobrinho Teixeira, que realça o reconhecimento da qualidade do ensino e da investigação do Politécnico transmontano a nível mundial. “Temos uma grande competitividade a nível internacional", diz. Prova disso foi a atribuição do selo de qualidade ECTS pela comissão Europeia ao IPB. Este galardão distingue a qualidade das instituições de ensino superior ao nível da mobilidade de alunos.
“Foi com orgulho que recebemos este prémio em Copenhaga. Foi a única instituição portuguesa reconhecida", enaltece Sobrinho Teixeira.

Publicado em 'Jornal Negócios'.

Pizzi e Ricardo Vilela no Dia do Desporto da ESE

O futebolista Pizzi e o ciclista Ricardo Villela, atletas de Bragança, marcaram presença no Dia do Desporto do IPB, integrado na Semana da Educação que começou na segunda e termina esta sexta-feira.
Sob o tema “A vida de um atleta profissional e de alto rendimento”, Pizzi e Ricardo partilharam experiências e contaram como chegaram ao mais alto patamar desportivo.
Pizzi da época ao serviço do Atlético de Madrid. O jogador poucos minutos teve na competição durante a temporada mas o facto não o desmotivou:“A época não correu tão bem como eu queria mas o futebol é mesmo assim, não podemos baixar os braços. Temos que continuar a lutar, num dia estás em baixo no outro estás em grande”. Muitas foram as perguntas vindas da plateia e não faltou a questão sobre o futuro. Pizzi quer continuar a trabalhar no sentido de chegar à selecção nacional. Recordamos que estava na lista de pré-convocados para o euro e já integrou as selecções jovens.
Mas vai continuar a representar os colchoneros ou regressa ao Sp.Braga? Pizzi desconhece o que vai acontecer e remete a questão para o empresário Jorge Mendes: “Sinceramente não sei onde vou fazer a pré-época nem que clube vou representar na próxima época. Esta questão está a ser tratada com o meu empresário juntamente com o Atlético de Madrid. Há propostas de Portugal e do estrangeiro mas a questão está com o meu empresário”.
Ricardo Vilela, ciclista da Efapel-Glass Drive e aluno do curso de desporto do IPB, também partilhou a sua experiência profissional, a dificuldade em conciliar os estudos e a competição. Falou de lesões, alimentação e horas de treino.
Em Agosto, o ciclista brigantino vai para a estrada, participa na Volta a Portugal. Ricardo Vilela espera fazer uma boa classificação mas lembra que apesar de ser um desporto individual também é necessário trabalhar em prol da equipa: “Na equipa temos um líder que já venceu a volta a Portugal quatro vezes, o Blanco. Vou querer fazer boa figura tal como fiz nos outros anos e também ajudar ao máximo o líder a vencer a prova. É um desporto individual mas quando estamos em equipa temos que ajudar”.
Ricardo Vilela e Pizzi, dois atletas de Bragança, que muitos ouviram atentamente no Dia do Desporto da Escola Superior de Educação.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.