16 julho, 2012

IPB mantém número de vagas

Ao contrário da tendência nacional, o número de vagas no Instituto Politécnico de Bragança manteve-se para o próximo ano lectivo.
A instituição de ensino vai oferecer 1873 lugares, tal como no ano passado. O presidente do IPB acredita que vão ser preenchidas. “Houve uma redução de 1200 vagas a nível nacional face ao ano transacto, pois as instituições têm uma perspectiva de que este ano irá haver uma redução de candidatos”, refere, acrescentando que “o IPB como tem uma grande capacidade de captação ao nível dos novos públicos pode depois canalizar para aí as vagas e por isso achou que estrategicamente devia mantê-las”.
No entanto, alguns cursos perderam vagas, como é o caso de Educação Básica, que perde 16 e Engenharia Civil com menos 10. Em contrapartida, estes lugares foram canalizados para Música e Arte e Design que ganharam mais 13 vagas, cada um.
Sobrinho Teixeira justifica que em relação à “Educação Básica foi uma própria directiva do Ministério da Educação para reduzir 20% o número de vagas. Em Engenharia Civil houve uma redução global em todas as instituições tendo em conta a realidade do país na área da construção”. A aposta em Música e em Arte Design surge porque “têm sido cursos que têm tido uma grande procura por parte dos alunos, tem elevados índices de empregabilidade e existe capacidade instalada dentro do instituto para responder a esse aumento”.
Educação Social e Gestão são as licenciaturas que oferecem mais vagas, enquanto Gestão de Negócios Internacionais é a que tem o menor número de lugares. Aliás esta é a única licenciatura que no próximo ano lectivo vai ter aulas leccionadas em inglês, tal como os mestrados em Biotecnologia e Engenharia Química.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

13 julho, 2012

IPB amplia hortas comunitárias

Há cada vez mais brigantinos a colher da terra aquilo que comem à mesa.
As hortas comunitárias do Instituto Politécnico de Bragança foram ampliadas e estão a criar verdadeiros agricultores urbanos. No ano passado, parte de um terreno junto à Escola Superior Agrária foi dividida em 38 talhões. A ocupação foi imediata e já este ano decidiu-se ampliar o projecto com a criação de mais 84 talhões.
As primeiras colheitas estão agora a ser feitas por quem semeou os produtos naquela horta gigante em plena cidade. “Tenho feijão-verde, favas, ervilhas, morangos, curgetes, beringelas. O espaço é pequeno, mas bem gerido dá para muita coisa”, refere Duarte Rodrigues. Já Delmina Martins plantou “espinafres, cebolas, melão, melancia, repolho, pimentos, caldo verde, tomate, batata, feijão, alho francês”, enquanto Virgílio Morais diz que “plantei pouquinho mas de muita coisa. Tenho tomates, cebolas, pimentos, malaguetas, beringelas, pepinos, couves e feijões”. Alda Matos afirma que “a plantação já foi um bocadinho tarde e o que cresceu mais rapidamente foram as alfaces. Já comi uma”.
Os utilizadores pagam 55 euros por ano para usufruir de um talhão de terreno, mas garante que vale a pena porque as vantagens são muitas. “É uma forma de contribuir para o orçamento, mas também de ocupar os tempos livres e conviver com as ouras pessoas”, refere Duarte Rodrigues. “Eu gosto muito das coisas caseiras porque não tem comparação com aquilo que se compra no supermercado”, afirma Delmina Martins, acrescentando que “em casa tenho um bocadinho de terreno, mas como é preciso pagar a água, já não compensa e aqui até temos o estrume”. Já Virgílio Morais vê a actividade “como um passatempo”. “Venho aqui ao fim do dia para relaxar um pouco e abstrair-me do dia-a-dia e também dá gosto ver as coisas a crescer”.Alda Matos considera que “hoje em dia a economia está muito mal e assim tenho aqui algo para a família, mas por outro lado é bom vir para aqui porque se deixa de pensar no trabalho”.
O projecto está a cargo da Associação Cultural e Recreativa do Pessoal do IPB e o responsável diz que apesar de continuar a haver solicitações de terrenos já não é possível ampliar mais. “Isto surgiu por carolice e ela vai ter de ficar por aqui pois não há muito mais espaço para ampliar, pois também não é esse o intuito do IPB”, refere Pedro Oliveira, acrescentado que “isto foi uma gota de água e agora outras iniciativas poderão surgir pois o interesse continua a ser bastante e numa cidade como Bragança não faltam oportunidades de o fazer noutras áreas”. O terreno destinado às hortas comunitárias do IPB tem cerca de um hectare de área.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

10 julho, 2012

IPB e Universidade de San Pablo criam Federação de Empreendedorismo

Fomentar o emprego nos jovens e aumentar a competitividade de empresas espanholas e portuguesas é o grande objectivo do Instituto Politécnico de Bragança e da Universidade CEU San Pablo, de Espanha, que se uniram para criar uma Federação de Empreendedorismo.
Responsáveis da Escola de Negócios de CEU San Pablo reuniram-se com responsáveis do IPB, da UTAD, e de outras associações de empreendedores de Portugal e Espanha para criarem uma rede empreendedorismo. O objectivo foi “unir esforços para permitir aos jovens aceder ao mundo empresarial de uma forma mais fácil, dando-lhes formação, apoio e algum suporte financeiro”, explicou Enrique Espinel, da Universidade CEU San Pablo.
Para o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, este é um projecto aliciante, que vai ao encontro dos objectivos da escola, que é levar os jovens a empreender e inovar. “O IPB quer levar as pessoas a serem empreendedoras e acreditarem nas suas capacidades”, conclui o responsável do politécnico.
A constituição formal da Federação está prevista para o dia 5 de Outubro, mas até lá vai ser definido um plano de acção que pretende combater o desemprego nos jovens, através do empreendedorismo.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

02 julho, 2012

Envelhecer ativamente é viver mais e melhor

Ciênci@Bragança
Viver mais tempo não significa necessariamente viver bem. O aumento da esperança de vida alongou os anos mas não garante qualidade, principalmente, quando existem hábitos de vida que são potenciadores de doença, como por exemplo o sedentarismo. O processo normal de envelhecimento acarreta sempre um declínio ao nível das funções do corpo, que pode evoluir de forma mais lenta ou mais rápida, e a, longo prazo pode-se tornar incapacitante. O declínio da capacidade funcional, nomeadamente, ao nível da aptidão física que envolve a redução dos níveis de força muscular, alterações da marcha e alterações do equilíbrio estático é reconhecido pela comunidade científica como fator de risco importante para a ocorrência de quedas na população idosa. O sedentarismo aumenta em duas vezes tanto a velocidade em que ocorre como a gravidade do impacto sobre o organismo.
O estudo que estamos a realizar em idosos institucionalizados do concelho de Bragança permite, desde já, identificar baixos níveis de funcionalidade no que diz respeito a agilidade, flexibilidade e equilíbrio associados à diminuição da força de preensão manual e de preensão do polegar. Os resultados relativos à composição corporal, diminuição da massa muscular e óssea e aumento da gordura corporal, revelam-se, também, factores de risco de morbilidade, risco de queda e fraturas de baixo impacto.
Um programa de exercício físico regular e adaptado à idade e condição física do idoso seria útil para recuperar ou manter a capacidade funcional e retardar os efeitos do envelhecimento. O exercício físico tem efeitos benéficos demonstrados no aumento da longevidade, no aumento da força muscular e da qualidade do osso, no controlo do peso, na redução dos sintomas de depressão, na redução do colesterol, na melhoria da atividade sexual, na melhoria da memória, da capacidade cognitiva e da qualidade do sono, na prevenção e no controlo da diabetes, na promoção da saúde cardiovascular, na redução da tensão arterial e do risco de acidente vascular cerebral.
Melhorar a funcionalidade da população idosa reduz significativamente os factores de risco de quedas, aumentando também a actividade e participação social que conduz à melhoria da autoestima e da auto-imagem e a uma vida mais saudável.
Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 28/06/2012.

20 junho, 2012

IPB na final de concurso de eficiência energética

Equipas do Politécnico de Bragança apresentaram dois projetos no Green Campus
Norteados pela redução da fatura energética e pela racionalização dos consumos, professores e alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) conceberam dois projetos que figuram entre os 12 finalistas do “Green Campus - Desafio Eficiência Energética no Ensino Superior”.
“Tech- BioEnergy” e “IPB Green Campus” são os representantes da região transmontana numa competição onde foram submetidos 81 trabalhos.
Organizado pelo Instituto Superior Técnico, o Green Campus é um concurso de âmbito nacional que pretende contribuir para o aumento da eficiência energética no Ensino Superior. A final terá lugar a 2 de julho em Lisboa. O vencedor receberá seis mil euros, mas há ainda prémios até ao 3º lugar e para as melhores medidas técnica e comportamental.

Os cinco elementos de cada equipa optaram por fazer uma radiografia energética à Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), identificando os pontos críticos e propondo medidas de eficiência.
O projeto TechBioEnergy, liderado por João Paulo Castro, aponta como prioridades: a substituição das janelas, a colocação de uma nova caixilharia e a instalação de uma caldeira a pellets. “As janelas já têm 15 anos e perde-se alguma energia. Estimámos uma poupança de 30% só pela substituição da caixilharia. Depois, a caldeira a gás, que faz o aquecimento, traduz-se numa fatura de energia enorme. Com os pellets [concentrado de madeira que depois pode ser queimado em fogões específicos para produção de calor] gastamos menos dinheiro”, salienta o docente.
O sistema de distribuição de água quente mereceu também a atenção da equipa, que recomenda uma diferenciação de temperatura entre os pisos do edifício. “Como o ar quente sobe, nos pisos superiores, a água não necessitaria de ser tão quente. Há umas válvulas especiais que seria interessante colocar, porque não só reduzem as perdas como aumentam a eficiência.”
João Paulo Castro lembra ainda as medidas passivas de aproveitamento de energia solar: “propusemos a utilização de vegetação natural para ensombramento, nomeadamente com árvores de folha caduca que não impedem a entrada de sol no inverno e no verão, cortam o aquecimento solar”.
Biomassa “enjoa na viagem”
Para o docente, chegar à fase final do Green Campus foi uma surpresa, pois “estamos a competir ao mais alto nível”. A conceção do TechBioEnergy implicou uma análise de “todo o potencial de biomassa” existente no distrito de Bragança, constatando-se uma oportunidade de negócio. “As unidades fabris que existem para consumo da floresta estão muito longe, logo gasta-se muito dinheiro só em transporte. Por isso é que dizemos que a biomassa enjoa na viagem.” A solução passaria pela criação, no parque industrial de cada concelho, de uma zona de receção “onde se faria o pré-tratamento da biomassa por forma a densificá-la e reduzir os custos de transporte para uma unidade central que seria em Macedo de Cavaleiros”. “A partir daí, seria montado todo o sistema de distribuição, em que a ESTIG funcionaria como promotor”, destaca.
Consequentemente, esta medida promoveria “o crescimento do produtor florestal”, criando uma alternativa para o escoamento do produto, “que neste momento não tem”. “Podia-se aproveitar, ainda, outra biomassa que existe em abundância em Trás-os-Montes, como os resíduos da exploração agrícola (o bagaço de azeitona ou a casca de amêndoa)”, acrescenta.
Data Center: uma questão nevrálgica
Orlando Soares lidera o projeto IPB Green Campus, cuja preocupação primordial se prende com o sistema de arrefecimento do Centro de Processamento de Dados (Data Center) do IPB, alojado nas instalações da ESTIG. “Sugerimos uma medida que permitisse utilizar a água de um poço próximo para arrefecimento, diminuindo o consumo de energia elétrica. Seria apenas necessário um investimento na ordem dos seis mil euros, mas o tempo de retorno seria muito curto.”
A auditoria energética ao edifício permitiu ainda observar a necessidade de corrigir o fator de potência e diminuir o “grande consumo na parte da iluminação”. Neste último caso, o problema ficaria resolvido com a mudança das lâmpadas de halogéneo para LED e de lâmpadas T8 para T5 por serem “mais eficientes, sem degradar o fluxo luminoso”.
Para diminuir o consumo de energia térmica, Orlando Soares recomenda o seccionamento dos circuitos de aquecimento, ou seja, isolar zonas com diferentes graus de utilização. “Os gabinetes de docentes e os laboratórios estão no mesmo circuito de aquecimento, mas têm taxas de utilização diferentes. Podemos isolar zonas de utilização distinta com a instalação de válvulas motorizadas programáveis em pontos estratégicos”, esclarece.
Educação para a sustentabilidade
O IPB Green Campus incluiu ainda medidas comportamentais que visam sensibilizar os utilizadores das instalações para a urgência de reduzir os consumos energéticos. “Sugerimos a criação de certificados energéticos (à semelhança dos que existem para as habitações) por secções, em que haveria um responsável que faria o check in de alguns parâmetros”, explica o docente. Depois, seria atribuído um certificado à secção e “tornado público”. “Assim, saberíamos onde é que as pessoas têm cuidado com a utilização de energia e onde é que não a desperdiçam”, frisa.
A equipa concluiu que, após a implementação das várias medidas de economia de energia, haveria uma redução de 15% nas emissões de dióxido de carbono. “Estamos a concorrer com grandes universidades, algumas com departamentos próprios de eficiência energética. Surpreendeu-me chegar à fase final”, confessa Orlando Soares.

Publicado em 'Repórter do Marão' junho 2012.

Genes africanos em abelhas portuguesas.

É bem conhecida ao longo da história de Portugal a mistura de genes entre portugueses e africanos. Recentemente ficou-se a saber que algo semelhante também terá acontecido com as populações portuguesas de abelha-comum da subespécie ibérica (Apis mellifera iberiensis). Esta é uma das principais conclusões de um estudo liderado por investigadores do Instituto Politécnico de Bragança, em que foram revelados 16 novos tipos de ADN com origem africana para esta espécie.
Apesar de diversos trabalhos realizados com abelhas recolhidas em Espanha terem revelado anteriormente 17 tipos de ADN com origem africana, esta foi a primeira vez que foi feito um estudo genético das abelhas portuguesas. Assim, entre 2008 e 2010, foram recolhidas abelhas de 950 colónias em colmeias distribuídas por todos os distritos de Portugal Continental e os arquipélagos dos Açores e da Madeira, tendo-se registado de forma algo inesperada a presença desses 16 novos tipos de ADN com origem africana. Deste modo, torna-se mais provável a hipótese de uma colonização natural antiga da Península Ibérica por enxames africanos, sendo considerado menos plausível que esta diversidade genética se explique pelas trocas de abelhas promovidas pela apicultura.
Mas qual a futura aplicação dos resultados deste estudo? A abelha-comum (Apis mellifera) é responsável pela produção de mel e de cera, mas sobretudo pela polinização de diversas culturas agrícolas e espécies de plantas silvestres. Por isso, não é de estranhar a preocupação quando os apicultores começaram a registar a partir de 2006 uma mortalidade massiva de abelhas em regiões como a Europa e o Estados Unidos da América. Ainda não se sabe o que causou este colapso das colónias de abelhas, mas presume-se que tenha sido um conjunto de fatores que incluem a degradação do habitat, a disseminação de novas doenças por uma espécie de ácaro, a introdução de novos parasitas e a influência dos pesticidas.
Uma vez que este estudo agora publicado, no número de Maio da revista Apidologie, reforça a importância da Península Ibérica como reservatório de diversidade genética, será mais fácil promover a proteção desta diversidade bem como incluir as populações ibéricas em programas de conservação da espécie. Com maior diversidade genética, será mais fácil a este inseto ultrapassar os crescentes desafios que se põem à sua preservação.
Bruno Pinto - Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

Publicado em 'O Baluarte'.

15 junho, 2012

Docente do IPB premiado em Congresso Internacional

É mais um prémio para os docentes da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança.
Um docente ganhou o primeiro prémio de um concurso de posters no Congresso Internacional do Envelhecimento que se realizou no inicio deste mês em, Oeiras. Estavam a concurso cerca de uma centena de trabalhos nacionais estrangeiros, entre comunicações livres e posters.
A investigação prendia-se com um sistema de classificação de utentes para instituições que prestam cuidados de longa duração. O trabalho foi testado em lares de idosos portugueses e “serve para tentar perceber quem são os utentes que estão nos lares de idosos, que cuidados estão a receber, quantos recursos humanos são necessários para cuidar destas pessoas e quanto custa cada utente para a instituição”, explica o professor, Hélder Fernandes.
O docente salienta que este sistema pode revelar-se uma boa ferramenta de gestão para as instituições. “É necessário fazer uma avaliação global para perceber que utentes temos e concluir que profissionais a instituição tem de ter para poder cuidar deles”, afirma. Além disso “também ajuda as instituições a especializarem-se”.
De recordar que em Dezembro outro professor da mesma escola ganhou o prémio de jovem investigador no 3º Congresso de Medicina Física e de Reabilitação e Medicina Desportiva na Áustria.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

E agora?

I Ciclo de Conferências de Desporto

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Arte em Campus

Localvisão TV promove workshop de vídeo

Exibido em 'LocalvisãoTV'.