12 setembro, 2012

IPB promove mel Transmontano através de Simpósio Internacional

O mel transmontano poderá chegar a um maior número de países. O simpósio dedicado à fileira, que terminou ontem, no Instituto Politécnico de Bragança, deu a conhecer o produto a investigadores de mais de 30 países.
Durante o debate a criação de legislação para os produtos da colmeia foi um dos temas em destaque. Os investigadores que passaram por Bragança vão contribuir para a promoção do mel de Trás-os-Montes nos seus países.
Quem o diz é o responsável do IPB pelo Simpósio sobre o mel. Miguel Vilas Boas destaca a importância do simpósio para a comercialização do mel português no estrangeiro. “O mel que vai sair daqui para qualquer um dos 30 países será uma forma de marcar a posição deste mel nestes mesmos países”, frisou. O responsável do IPB defende, ainda, que é preciso valorizar o mel da região, através da diferenciação do produto, e “uma das possibilidades, que se aplica por exemplo ao azeite, onde existe azeite de vários níveis de graduação, como é o caso do azeite extra virgem ou virgem”. “O mel pode vir a ter os níveis da mesma forma, e esses níveis associados a parâmetros de qualidade diferentes”, explicou.
Já Paulo Ventura, da Cooperativa de Produtores de Mel da Terra Quente, sublinha que é prioritário que se faça uma legislação para os produtos da colmeia e destacou a importância do “estabelecimento de parâmetros de qualidade dos produtos”. Os “novos métodos de analisar a qualidade do mel e criação de novos produtos da colmeia” foram também alguns pontos de destaque do produtor.
As propostas de legislação vão agora chegar aos responsáveis da União Europeia.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 setembro, 2012

Um Milhão de Downloads na Biblioteca Digital do IPB

A Biblioteca Digital do Instituto Politécnico de Bragança atingiu UM MILHÃO DE DOWNLOADS da sua produção científica!
O interesse que o Instituto Politécnico de Bragança demonstra pelo repositório e pela promoção do acesso aberto à literatura científica é revelador nestes números que apenas comprovam o seu papel dinamizador do acesso aberto em Portugal. O elevado número de downloads do Brasil demonstram a prevalência da língua portuguesa no repositório do IPB.

Percurso da Biblioteca Digital do IPB:
2006 – Criação do repositório.
2009 – Candidatura ao RCAAP e SARI
2010 – Aprovada a Política de Auto-Arquivo de Publicações na Biblioteca Digital do IPB. Adotou-se uma política de obrigatoriedade para o depósito de todas as publicações produzidas pelos docentes/investigadores sendo o depósito dos documentos efectuado por auto-arquivo.
Em 2011 através do Regulamento nº 14/2011 – Desempenho do Pessoal Docente do Instituto Politécnico de Bragança, a obrigatoriedade de depositar e fornecer o handle associado à produção científica produzida, no sentido em que são apenas considerados os artigos depositados na Biblioteca Digital do IPB.
Desde que esta medida foi tomada, houve um aumento de depósitos e a Taxa de Variação é positiva em 134,54%, passando de 1433 depósitos em 2010 para 3361 depósitos em 2011.
A sustentabilidade e crescimento da Biblioteca Digital do IPB estão assegurados pelas medidas, tomadas ao longo dos anos pelo IPB, de apoio ao repositório institucional e ao livre acesso. O número de downloads aumentará naturalmente porque a visibilidade dos conteúdos nos motores de busca e em agregadores de informação científica é assegurada.
O número elevado de downloads só é conseguido pois 86,35% da produção científica do repositório se encontra em acesso aberto para qualquer utilizador.
Parabéns à Biblioteca Digital do IPB e principalmente aos docentes e investigadores do Instituto Politécnico de Bragança!
Clarisse Pais

Publicado em 'Blog RCAAP'.

10 setembro, 2012

Apicultura: Especialistas de 30 países discutem setor num simpósio internacional em Bragança

Mais de uma centena de investigadores de 30 nacionalidades reúnem-se durante quatro dias, em Bragança, para discutirem a apicultura e elaborarem propostas de regulamentação do setor a apresentar à União Europeia, divulgou hoje a organização.
A implementação de normas para o comércio de produtos, como a geleia real e pólen, com um valor comercial superior ao próprio mel, é um dos temas da ordem de trabalhos do simpósio internacional que decorre entre domingo e quarta-feira, organizado pelo Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança e pela Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.
Segundo explicou à Lusa o coordenador do evento, Miguel Vilas Boas, "é deste fórum de discussão que muitas vezes sai a legislação e a regulamentação que a União Europeia aplica na apicultura".
No simpósio de Bragança serão apresentadas, de acordo com aquele responsável, "as primeiras propostas de regulamentação para a exportação da geleia real e pólen, que serão encaminhadas aos peritos da União Europeia".
A geleia real é um dos produtos mais caros da apicultura, vendida sobretudo para indústria farmacêutica, mas que também é consumida diretamente, assim como o pólen.
"Um dos grandes problemas na Europa é que a galeia real é toda importada da China e é necessário haver legislação para assegurar parâmetros de qualidade", afirmou.
A exploração comercial interna destes produtos ainda é pequena, segundo o coordenador do evento, que apontou o caso de Portugal, aonde "apenas um ou dois produtores exporta geleia real".
O interesse pela apicultura tem crescido em Portugal com uma produção média anual de mel que ronda as 10.800 toneladas, que representam um negócio superior a 29 milhões de euros em que a procura é superior à oferta.
O presidente da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP), Manuel Gonçalves, adiantou à Lusa que estão registadas no país 600 mil colmeias de 17 mil apicultores, mil dos quais profissionais que vivem exclusivamente desta atividade e detêm 40 por cento do total das colmeias nacionais.
A atividade é rentável, assegurou o dirigente, adiantando que "um apicultor com 350 colmeias, o patamar mínimo de rentabilidade de uma exploração apícola, consegue tirar um vencimento, para ele e outra pessoa, na ordem dos mil euros, amortizar o investimento e no final de seis anos tem tudo pago".
A realização do simpósio internacional em Bragança reflete, segundo os organizadores, "a dinâmica do setor apícola em Portugal e também a importância que a atividade representa na região" de Trás-os-Montes.
A maior parte dos participantes neste encontro são oriundos de países europeus, mas também de Brasil e Colômbia, Arábia Saudita, Rússia e Irão.
HFI. Lusa/fim
Publicado em 'Porto Canal'.

Rios transmontanos têm mexilhões de água doce

Há mexilhões de água doce raros nos rios transmontanos. São populações únicas que despertaram o interesse de mais de 100 especialistas de 20 países que vieram a Bragança mergulhar.
Exibido em 'SIC'.

Menos alunos no IPB

Nove licenciaturas do Instituto Politécnico de Bragança ficaram sem alunos.
Na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, das 1873 vagas que a instituição de ensino superior disponibilizava, foram preenchidas 555. Ainda assim, o presidente do IPB acredita que todas as vagas vão ser ocupadas.
“Este ano houve uma diminuição acentuada do número de candidatos e uma grande retracção sobretudo nas áreas de engenharia e tecnologias”, refere. “O instituto teve menos 72 alunos do que no último ano, mas esperava que a quebra fosse maior, tendo em conta a realidade”, acrescenta Sobrinho Teixeira, admitindo que “isso deixa-nos preocupados mas optimistas ao mesmo tempo porque o número de candidatos que temos noutros regimes irá compensar esta quebra”. E explica que “esperamos complementar através dos cursos de especialização tecnológica, alunos estrangeiros regimes especiais”.
Na Escola Superior Agrária, ninguém concorreu às engenharias Agronómica, Alimentar, Biotecnológica, Florestal e Zootécnica. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão as engenharias Electrotécnica e de Computadores e a de Química e Biológica também não registaram entradas. O mesmo aconteceu à licenciatura em Gestão pós-laboral. Já na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, o único curso que não registou entradas foi Informática e Comunicações.
Sobrinho Teixeira justifica o panorama com a portaria que entrou em vigor relativa às provas específicas. “Fizemos uma análise e, a nível nacional, o número de alunos na área das engenharia e tecnologias decresceu perto de 80%”, revela, acrescentando que “este ano entrou em vigor uma portaria que exige a passagem em simultâneo nos exames de matemática e físico-química, mas o ensino secundário não fez um esforço para aumentar o sucesso escolar e o resultado é que houve mais alunos reprovados e muito menos alunos a entrar na área das tecnologias”.
Quatro cursos ficaram com todas as vagas preenchidas: Desporto, Análises Clínicas, Enfermagem e Farmácia. Enfermagem é a licenciatura com a média mais alta do IPB (13,48) e a mais baixa (9,5) é a dos cursos de Educação Básica e Design de Jogos Digitais. Ainda assim, foi a licenciatura em Gestão que colocou o maior número de alunos (70).
Para a segunda fase ainda estão disponíveis 1321 vagas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

05 setembro, 2012

IPB ganha escala internacional

O Instituto Politécnico de Bragança acolhe neste mês seis eventos científicos nacionais e internacionais.
O Congresso Internacional de Biologia e Conservação de Bivalves de água doce começou ontem, em Bragança, e reúne mais de cem investigadores de todo o mundo. As duas populações de Bivalves, conhecidos como “mexilhões do rio”, existentes nos rios Rabaçal e Tuela, levaram à organização do Congresso Internacional de Biologia e Conservação de Bivalves, em Bragança.
O docente do IPB responsável pelo evento explica que o interesse de mais de cem especialistas, representantes de vários países mostra a importância deste congresso para Bragança. “Penso que é um evento que o número de participantes, por si só diz tudo. São mais de 20 países representados, desde a América, do Chile, da Finlândia, da Suécia, da Rússia, enfim, toda a europa”, realça.
Amílcar Teixeira sublinha que o principal objectivo é desenvolver projectos que visem a protecção e conservação da espécie, através de um ciclo de conferências e debates. “Muitas destas populações estão ameaçadas, por exemplo, por barragens. Hoje em dia temos imperativos económicos e temos que compatibilizar todos estes aspectos. De facto é fundamental, mais do que extremarmos posições, é percebermos como é que nós devemos organizar o território”, salienta o responsável.
Neste mês o IPB realiza para além deste mais cinco eventos científicos abrangendo várias áreas.
Nos dias oito e nove, decorre o Congresso Nacional de Malacologia, dia nove começa o segundo Colóquio Internacional de Produtos com Mel, a dezasseis o décimo primeiro Encontro de Química dos Alimentos, a vinte e oito o quarto congresso da Fauna Selvagem WAVES Portugal, e no dia vinte e nove a segunda Conferência da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Escola Superior de Mirandela vai ter novas instalações

As obras de construção das instalações definitivas da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela, já foram adjudicadas.
Vão custar cerca de 4 milhões e 350 mil euros, carecendo agora de autorização da Assembleia Municipal e do Tribunal de Contas, como determina a Lei dos Compromissos. O presidente da câmara de Mirandela gostaria que a obra começa-se já no próximo mês de Outubro.“Por causa da lei dos compromissos, que nos obriga a um conjunto de regras que antes não tínhamos para este tipo de obras, teremos de aguardar pelos procedimentos legais que é ir levar o assunto à Assembleia Municipal e depois ao Tribunal de Contas”, explica António Branco, acrescentando que por esse facto “não consigo adiantar uma data concreta mas a nossa esperança é que no início de Outubro consigamos iniciar a obra”.A Assembleia Municipal de Mirandela realiza-se na próxima sexta-feira.
Recorde-se que a ESACT começou como pólo do Instituto Politécnico de Bragança, em 1995, com 70 alunos, utilizando instalações provisórias, cedidas pela autarquia. Passou a escola autónoma em 1999, e com o aumento constante de alunos, a direcção da escola viu-se obrigada a alugar salas do edifício da Portugal Telecom. Apesar das constantes reivindicações e promessas de governos anteriores, a verba nunca chegou a vir.
O edifício, cuja obra foi agora adjudicada, vai ficar instalado num terreno cedido pela autarquia onde já funciona a cantina.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

04 setembro, 2012

Aprender a brincar

Aluna do IPB desenvolve projeto de prevenção do bullying

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

A dimensão ambiental da educação

CiênciaBragança
“Meio ambiente” e “Educação” têm sido dois conceitos que têm evoluído juntos desde a origem da humanidade. Desde muito cedo o Homem começou a interagir com o mundo que o rodeava, ensinando os seus filhos a fazer o mesmo. Os primatas, por exemplo, desenvolveram uma perceção dos sistemas naturais e um profundo respeito por eles, passando esse conhecimento e respeito de geração em geração. Inicialmente, a relação do Homem com o meio ambiente estava essencialmente ligada à questão da sobrevivência, uma relação que sustentava uma natureza mais poderosa do que os Homens.
Com a evolução da civilização esta posição mudou. A natureza começou a ocupar uma posição de subserviência em relação ao Homem. Passou a procurar conhecê-la para a dominar, explorar, e o seu estudo pretendia satisfazer a curiosidade das pessoas a respeito do seu mundo.
A consciência acerca da dimensão ambiental surge a partir do Renascimento, quando chegam à escola os novos ares de renovação educativa que propiciam a inclusão do “Meio Ambiente”, como estímulo educativo, como recurso, conteúdo ou via metodológica.
O desenvolvimento das sociedades atuais tem conduzido a uma degradação generalizada do ambiente e a uma utilização irracional dos recursos naturais. Este quadro negro levou a uma consciencialização crescente das populações em geral e, paralelamente, à tomada de decisões pelo poder político em prol da proteção e conservação do ambiente. A educação vem na sequência lógica deste processo, e surge da necessidade de adquirir conhecimentos, tendo em vista a proteção da natureza e, assim, a correção de erros passados e atuais.
Para que a mudança seja possível é necessário mudar o próprio Homem, e isso só se consegue através da educação. Tal como se assumiu no ponto 3 do capítulo 36 da Agenda 21, no Rio de Janeiro: “A Educação é decisiva para promover o desenvolvimento sustentável e para melhorar a capacidade das pessoas para responder às questões de ambiente e desenvolvimento”. Neste sentido, o desenvolvimento da Educação Ambiental no sistema educativo necessita de uma nova abordagem que favoreça a sua integração no currículo escolar para que as crianças e jovens, para além de adquirirem conhecimentos sobre o ambiente, mudem os valores, atitudes e comportamentos para adotarem um estilo de vida compatível com um desenvolvimento sustentável. Importa, sobretudo, que se capacitem e criem propostas que contemplem a interdependência entre o ambiental, o político, o económico, o local e o global.
Além disso, já não se trata apenas de consciencializar, mas sim de atuar, e somente a Educação Ambiental pode preparar os cidadãos para que assumam as suas responsabilidades, modifiquem os seus comportamentos e atuem a favor do ambiente.
Mas, ainda assim, num planeta finito, os limites da humanidade serão, apesar do engenho tecnológico, as leis da natureza.
Márcia Moreno
Publicado em 'Mensageiro' de 30 agosto 2012.