11 outubro, 2012

Tomada de posse dos novos membros da AAIPB


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Mais de um milhão de Downloads

Biblioteca Digital do IPB compila cerca de 6500 documentos, dos quais 87 por cento estão em acesso livre
A Biblioteca Digital do IPB ultrapassou, recentemente, um milhão de “downloads”. Os seus artigos foram descarregados mais de um milhão de vezes por pessoas de todo o mundo. Quase meio milhão de “downloads” é feito de Portugal, seguido do Brasil e dos Estados Unidos, com perto de 150 mil e 100 mil downloads, respectivamente.
A Biblioteca Digital do IPB, criada em 2006, é um repositório electrónico onde é depositada toda a produção científica da instituição e pode ser acedido no endereço https://bibliotecadigital.ipb.pt/.
O objectivo deste repositório é permitir o livre acesso à produção científica dos investigadores do IPB, que ganha assim uma maior divulgação e visibilidade.
Esta plataforma também contribui para a preservação da memória intelectual da instituição.
O IPB foi a primeira instituição do ensino superior em Portugal a aprovar uma política de obrigatoriedade de depósito de todas as publicações produzidas pelos docentes/investigadores num repositório. Foi também a primeira instituição portuguesa a interligar a biblioteca digital com outras plataformas, em particular com o sistema de avaliação dos docentes.
“Rapidamente o IPB assumiu nesta matéria uma posição de destaque no panorama nacional, sendo uma das instituições nacionais com maior volume de artigos depositados em livre acesso. Com cerca de 6500 documentos, dos quais 87 por cento estão disponíveis em acesso livre, este repositório posiciona-se em 4.º lugar a nível nacional no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal”, realça a coordenadora dos Serviços de Documentação e Bibliotecas do IPB, Clarisse Pais.
A responsável sublinha que o sucesso da Biblioteca Digital se explica por ter sido uma instituição pioneira a construir uma plataforma desta natureza e a implementar uma política interna de livre acesso, bem como pela qualidade e quantidade de produção científica dos seus investigadores. “Na verdade, se tomarmos os rankings recentes sobre o posicionamento das instituições de investigação a nível mundial, construídos com base na produção científica que é publicada em revistas internacionais de prestígio, o IPB aparece numa posição cimeira no conjunto das universidades portuguesas”, realça Clarisse Pais.
Publicado em 'A VOZ'.

Agrária recebe alunos estrangeiros

Oito licenciaturas com continuidade para Mestrado contaram, este ano, com um ligeiro aumento do número de alunos
Para contrariar a diminuição do número de alunos que procuram as Ciências Agrárias, a Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) aposta na internacionalização. Actualmente, o estabelecimento de ensino da capital de distrito tem parcerias com escolas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), para que os alunos oriundos destes países possam fazer parte da sua formação em Bragança. Actualmente, a escola disponibiliza oito licenciaturas, que têm continuação para mestrado.
O director da ESA, Albino Bento, sublinha que houve uma evolução ao nível das áreas de formação e que a par das formações em Ciências Agrárias, também há cursos virados para as Engenharias, como é o caso de Engenharia do Ambiente ou Biotecnologia.
“Os nossos cursos são iminentemente práticos e estão vocacionados para o empreendedorismo”, sublinha o responsável.
Em termos de empregabilidade, o director da escola não tem dúvidas que os recém-formados na Agrária conseguem colocação no mercado de trabalho com facilidade. Mesmo assim, Albino Bento reconhece que a maioria dos jovens prefere outras áreas de formação, talvez pelo facto de a Agricultura ter sido vista, durante muito tempo, como uma actividade menor. “O reduzido número de alunos regista-se em toda a Europa”, sublinha o responsável.
Albino Bento dá o exemplo da Engenharia Florestal. “Apenas quatro instituições no País têm este curso. O número de vagas é reduzido. Por ano saem menos de 30 engenheiros florestais formados”, salienta o director da ESA.
Este ano, a escola conta com cerca de 900 alunos. “É um número que não gostaríamos de baixar”, ressalva Albino Bento.
A qualidade da formação aliada à investigação é a imagem de marca da ESA. “O grande passo que se deu em termos da qualificação do corpo docente, permite-nos ter uma resposta muito boa em termos de investigação e isso é importante para a nossa oferta formativa”, sublinha o director da Agrária.
O trabalho desenvolvido pelo estabelecimento de ensino também está virado para a comunidade. Em termos de investigação a escola ocupa um lugar pioneiro a nível nacional e também desenvolve projectos de investigação para as empresas, associações e cooperativas locais.
Publicado em 'A VOZ'.

Geração 'Nem nem'

por JOÃO SOBRINHO TEIXEIRA*
Os resultados da segunda fase do Concurso Nacional de Acesso revelaram uma descida global do número de colocados e candidatos face a 2011, sendo que este já tinha sido um ano muito mau quando comparado com 2010.
Poder-se-á argumentar que tal se pode dever a evoluções demográficas ou à (falta de) vontade dos jovens em tirar um curso superior. Mas não creio que assim seja. Se analisarmos o número de candidatos à primeira fase de candidaturas, quando se candidata a grande maioria dos jovens, verificamos que as oscilações têm sido frequentes e abruptas, com um máximo de 53 451 em 2008, ou valores reduzidos em 2005 (39 193) e em 2011 (46 899). Quem conhece o sistema sabe que estas oscilações se devem, sobretudo, à variabilidade da dificuldade das provas específicas de acesso ao ensino superior.
É óbvio que o País não tem uma política de acesso ao ensino superior. Como o nível de aprendizagem ao longo dos 12 anos de escolaridade não parece ter sofrido alterações ao longo dos últimos anos, o que varia é apenas o número de jovens reprovados ou impossibilitados de se candidatarem ao ensino superior. Sorte para a geração de 2008, pouca sorte para as gerações de 2005 e 2011.
Este ano temos um problema acrescido, que condiciona inequivocamente os resultados das colocações das 1.ª e 2.ª fases do concurso nacional. Entrou este ano em vigor uma portaria que determinou maior dificuldade no acesso a alguns cursos, com especial incidência nas áreas das Engenharias e Ciências Agrárias. Embora o princípio que lhe serve de base tivesse a nobre intenção de procurar um maior nível de exigência, que obrigasse a uma melhor aprendizagem e, consequentemente, um maior sucesso escolar no futuro, a ausência de intervenção no sistema educativo anulou desde logo estes objetivos.
O resultado prático foi uma hecatombe generalizada nas áreas das Tecnologias e um desvio dos estudantes para áreas já saturadas em termos de mercado de trabalho e de menor empregabilidade. Pior, acentuou-se a redução do número de jovens em condições de poderem candidatar-se ao ensino superior, face ao que já tinha acontecido em anos anteriores. Pior porque, face à diminuição atual das hipóteses de emprego para quem não tem qualificações específicas, corremos o risco de estar a originar uma geração de jovens potencialmente explosiva do ponto de vista social: a geração "Nem nem" - nem estudam nem trabalham.
Penso que esta situação obriga a uma reflexão conjunta dos agentes que intervêm na área educativa, nomeadamente as instituições de ensino superior e o Ministério da Educação. Tenho a certeza de que as instituições politécnicas, que deram no passado recente um exemplo ao País de capacidade de adaptação aos novos desafios da sociedade, nomeadamente na qualificação de novos públicos e no incremento de formações tecnológicas, terão toda a disponibilidade para encontrar soluções e serão pró-ativas na sua procura.
Custa dinheiro qualificar e recuperar jovens para a qualificação? Custa! Mas porventura muito menos do que o preço que o País tem de pagar por cada jovem que não se qualifica. É que, infelizmente para eles e para todos, não é à custa dos que auferem o salário mínimo que o País pode conseguir gerar receita para sair da crise e ser mais competitivo.
Até lá, e com o receio de que quase nada vá mudar nos próximos tempos, resta-me desejar sorte para os candidatos de 2013. Será bom para eles, mas sobretudo para o País. Sempre teremos menos "Nem nem"...
* PRESIDENTE DO CONSELHO COORDENADOR DOS INSTITUTOS SUPERIORES POLITÉCNICOS
Publicado em 'DN'.

04 outubro, 2012

Número de animais abandonados aumentou em Bragança

São cada vez mais os animais abandonados pelos donos. Desde 2010, o Canil Intermunicipal de Vimioso, recebeu cerca de 1400 cães e gatos.
A informação foi avançada pelo veterinário municipal de Vimioso, Manuel Godinho, que falou à margem da mesa redonda dedicada ao “Quadro Legal de Protecção dos Animais”, que decorreu, ontem, na Escola Superior Agrária de Bragança.
Desde que o Canil abriu portas, em Outubro de 2010, foram muitos os cães e gatos abandonados ou entregues pelos donos. Recorde-se que este canil abrange os concelhos de Vimioso, Mogadouro, Miranda do Douro e Bragança. Manuel Godinho conta que as razões que levam ao abandono são “a idade avançada ou as doenças incuráveis dos animais”. “Não conheço nenhum caso de pessoas que tenham entregado o seu animal por não terem condições económicas para o manter”, concluiu.
O comandante da PSP de Bragança, Amândio Correia, diz que “são muitos os cães abandonados na via pública”. No entanto, a queixa mais frequente dos brigantinos é o barulho causado pelos animais. “Todas as semanas há queixas por barulhos”, sublinhou. Amândio Correia diz que há donos que desconhecem e outros não respeitam a legislação, e revela que a PSP pretende aplicar coimas aos cidadãos que não sabem tratar os seus animais. “Este passo tem que ser integrado numa campanha massiva se informação das entidades administrativas competentes, nomeadamente da Câmara Municipal, com apoio do veterinário municipal e também do delegado de saúde”, frisou.
O objectivo desta mesa redonda foi comemorar o Dia Mundial do Animal, que se assinala hoje, e sensibilizar alunos, professores e comunidade em geral, para a questão do abandono dos animais. A iniciativa foi organizada pela Associação Amica, de Bragança, em colaboração com a Escola Superior Agrária.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Hortas de Lazer

O IPB disponibiliza espaço para produção hortícola

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

03 outubro, 2012

Cursos do IPB reconhecidos no Brasil

Os cursos ministrados no Instituto Politécnicos de Bragança vão passar a ser reconhecidos no Brasil.
O acordo entre os representantes dos politécnicos portugueses e brasileiros foi assinado, hoje, em Bragança.
O presidente do IPB, que também é presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, assegura que esta parceria é uma janela de oportunidades para os estudantes dos dois países. “Reconhecimento mútuo dos cursos tirados nos politécnicos portugueses e brasileiros, é um grande passo para os jovens portugueses encontrarem emprego no Brasil e para os estudantes brasileiros virem para Portugal”, realça Sobrinho Teixeira.
Sobrinho Teixeira garante que os politécnicos portugueses vão receber mais de 1500 alunos brasileiros por ano .“Foi um programa extremamente competitivo, onde diversos países, diversas universidades mundiais se posicionaram para receberem esses estudantes brasileiros e é um orgulho que os politécnicos portugueses tenham conseguido posicionar-se para receberem esses alunos”, enaltece o presidente do IPB.
Denio Arantes, presidente do Conselho Nacional das Instituições de Educação do Brasil, sublinha que não há barreiras entre os dois países. “Portugal é um país que tem uma cultura muito próxima, não tem barreira da língua e penso que o sentimento de estranheza que um aluno tem quando vai para o exterior diminui muito ao pensar em ir para Portugal”, constata o responsável. A assinatura dos acordos entre os representantes dos politécnicos dos dois países foi presidida pelo ministro da Educação, Nuno Crato.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Politécnicos portugueses recebem 1.500 estudantes brasileiros

Os institutos politécnicos portugueses vão acolher anualmente mais de 1.500 estudantes brasileiros no âmbito de um protocolo celebrado hoje, em Bragança, entre instituições do ensino superior dos dois países.
A parceria resulta da aposta do Governo brasileiro em qualificar os jovens, proporcionando-lhes o conhecimento de outras realidades de ensino, através do programa “Ciências sem Fronteira”.
Os politécnicos portugueses concorreram com instituições de diversos países e conseguiram entrar nesta parceria, recebendo anualmente, em Portugal, mais de 1.500 estudantes brasileiros, segundo explicou Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
“Eu acho que é vitória para nós e também para o próprio país, que consegue ter este dinamismo”, vincou.
O homólogo brasileiro, Dénio Rebelo Arantes, presidente do CONIF, Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, enquadrou esta parceria na aposta que o Brasil está a fazer na expansão da rede de institutos federais que “eram pouco mais de 140 e hoje são cerca de 470”.
O governo brasileiro entende, segundo aquele responsável, que “para qualificar a sua educação é preciso conhecer o que acontece na educação no resto do mundo para poder aproveitar aquilo que tem de melhor”.
“O ‘Ciências sem Fronteira’ é um programa bastante ambicioso, porque não quer apenas aprender com o mundo, mas trocar pessoas, culturas e permitir que o país avance de forma significativa na ciência, na tecnologia, e na educação”, acrescentou.
Portugal foi um dos países escolhidos para esta “troca” pela proximidade cultural.
“Não tem a barreira da língua e eu tenho certeza que aquele sentimento de estranheza que o aluno tem, o receio de ir para o exterior, diminui muito ao pensar em vir para Portugal”, afirmou.
O Brasil também vai receber alunos portugueses, no âmbito desta parceria, mas o processo ainda está em preparação.
As instituições de ambos os países assinaram ainda, em Bragança, um outro protocolo “tendente a um reconhecimento mútuo dos cursos tirados nos politécnicos portugueses e nos politécnicos brasileiros”.
“É um grande passo para um aprofundamento, por um lado da lusofonia, por outro lado também para uma facilitação dos jovens portugueses encontrarem emprego no Brasil e dos jovens brasileiros encontrarem também empregos em Portugal”, considerou o presidente do CCISP.
Sobrinho Teixeira é também presidente do Instituto Politécnico de Bragança, o anfitrião da segunda conferência internacional de Universidades de Ciências aplicadas, que terminou hoje, na cidade transmontana.
O encontro, que juntou representantes de instituições de vários países do mundo, serviu para discutir o papel destas instituições, equivalentes aos politécnicos portugueses, e que, nalguns países da Europa, são já responsáveis por “dois terços” dos estudantes do ensino superior, segundo a organização.
Publicado em 'i'.

Nuno Crato diz que país precisa de engenheiros e técnicos

O país “precisa urgentemente de engenheiros e técnicos” e os institutos politécnicos podem ter um papel fulcral na formação destes profissionais. Quem o diz é o ministro da Educação, Nuno Crato.
O governante falava no encerramento da segunda conferência internacional da Rede de Universidades de Ciências Aplicadas, equivalentes aos politécnicos portugueses, em Bragança, esta terça-feira.
Crato destacou “o grande papel” dos politécnicos na formação técnica e exortou os responsáveis a desenvolverem uma “interacção com o ensino profissional “, que classificou de “muito vantajosa” tanto para os jovens como para estas instituições.
O ministro sublinhou “o papel fundamental que os politécnicos têm no país” e adiantou que estão a trabalhar em conjunto na “melhor maneira de fazer” a interacção com o ensino profissional.
Confrontado com a redução de entradas nos cursos de engenharias atribuída às novas exigências de acesso, Nuno Crato, afirmou que, apesar das necessidades do país destes profissionais, “não pode ser abandonada a exigência na formação dos jovens”.
“Nós queremos ter engenheiros e queremos ter técnicos, mas como é evidente queremos ter engenheiros que tenham uma formação base em Física, em Matemática, numa série de outras matérias que são essenciais e que se adquirem no secundário”, frisou.
Nuno Crato afirmou que está apostado em aumentar o ingresso no ensino superior e considerou que “o povo também continua a apostar”, apesar das dificuldades impostas pela crise.
O ministro classificou como “uma ligeira redução do número de jovens que entraram nas universidades e politécnicos” a quebra registada este ano no acesso ao ensino.
“Isso significa que, mesmo em momentos de grandes dificuldades, os pais, as famílias, percebem a importância da educação e, neste caso particular, a importância da educação superior e estão a apostar nela”, declarou.
Publicado em 'Público'.