16 outubro, 2012

Centro de Língua e Cultura Chinesas já abriu no IPB

Foi inaugurado ontem o Centro de Língua e Cultura Chinesas no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O Centro resulta do protocolo de cooperação, assinado em 2011, entre o IPB e a Universidade de Pequim em Zhuhai. O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, realça que o centro não é, apenas, do Instituto mas também da região transmontana. “É de grande importância não só para o politécnico mas também para o município embora esteja sediado no IPB é uma mais-valia também para os empresários da região”, frisa o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro.
O presidente do IPB destaca a importância da aprendizagem do Mandarim nas licenciaturas da instituição de ensino. “Nós estamos a inaugurar um Centro que dá seguimento ao projecto de oferecer o Mandarim aos alunos de licenciaturas do Instituto, nomeadamente dos cursos de Turismo, porque naturalmente cada vez haverá mais turistas chineses”, afirma Sobrinho Teixeira.
A vice-presidente da Universidade de Pequim, não escondeu a sua satisfação com a abertura do espaço. “Estou muito contente de ver tanta gente na inauguração e espero que com o intercâmbio cultural gere mais intimidade entre os dois países”, conta Ailan Fu.
Para além da aprendizagem da língua nos cursos superiores, um dos objectivos do Centro é implementar o Mandarim no 1º ciclo escolar. “Juntamente com a Câmara Municipal, queremos implementar algumas horas de Mandarim no 1º ciclo porque é de pequenino que se torce o pepino”, avança Sobrinho Teixeira.
O IPB e a Universidade de Pequim têm agora um espaço para o intercâmbio de culturas.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

15 outubro, 2012

Provedores do Estudantes reunidos em Bragança

São cada vez mais os alunos do Instituto Politécnico de Bragança que procuram o provedor do estudante.
A figura existe há mais de dois anos e a sua divulgação tem contribuído para a maior procura dos seus serviços. A provedora do estudante do IPB diz que tem sido uma espécie de psicóloga em muitos casos. “A nossa função passa muito por um papel preventivo. É preciso saber ouvir o estudante e muitas vezes com um simples telefonema resolve-se um problema, ou com uma orientação sobre como fazer”, refere Augusta Mata, acrescentando que “temos diversos casos, desde ajuda para interpretação de um regulamento ou até problemas do foro pessoal que gostam de ter alguém que os oiça”.
Declarações à margem do Encontro Nacional de Provedores do Estudante do Ensino Superior que decorreu em Bragança.
Este aumento da procura também se verifica na Universidade Coimbra, a instituição de ensino superior portuguesa onde este órgão existe há mais tempo. O provedor, Rogério Leal, diz que os assuntos que levam os estudantes procurá-lo são muito variados. “A relação dos estudantes com a universidade verifica-se em diversos aspectos e surgem problemas nas cantinas, nas bibliotecas, com os docentes e com os funcionários”, exemplifica. “Aparecem problemas com os serviços académicos porque a resposta a um requerimento não saiu com a rapidez com que devia, com os professores porque as aulas não correm como devem. São sobretudo do foro de secretaria e há que haver bom senso e tentar acelerar os procedimentos”, acrescenta o responsável.
Neste encontro participou também a Universidade de León, em Espanha. A provedora diz que aqui os problemas são outros. “Centram-se sobretudo em aspectos relacionados com os exames e sistemas de avaliação”, afirma Marta de la Varga. “Cada vez mais detectamos problemas nos programas de mobilidade relacionados com datas de exames em que os estudantes não podem estar presentes”, exemplifica.
Os provedores do estudante do ensino superior português e espanhol reunidos em Bragança para debater a sua intervenção.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Politécnicos alertam para consequências da rescisão de contratos a prazo

Os presidentes dos institutos politécnicos estão preocupados com as consequências que as rescisões de contratos a prazo com trabalhadores na função pública podem ter no sector.
Com dezenas de professores nesta situação, as instituições podem ficar sem pessoal para assegurar aulas caso o Governo inclua professores do ensino superior na lista de funcionários a dispensar.

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) quer “salvaguardar os vínculos dos docentes essenciais para as actividades formativas com as instituições, assegurando também, desta forma, o seu bom funcionamento”, afirma o presidente da instituição, Sobrinho Teixeira. Aquele responsável garante “estar atento” às negociações em curso tendo mantido contactos com os sindicatos do sector para evitar os impactos da medida. “Caso contrário, o sistema pode entrar em colapso”, alerta.

Em causa estão várias dezenas de docentes que, em caso de dispensa pelo Estado, deixariam de poder assegurar as aulas. “Temos sido exemplares na redução de despesa”, recorda Sobrinho Teixeira, lembrando que os cortes no financiamento público nos últimos anos deixaram as instituições com quadros docentes já muito limitados. Os professores em causa têm na sua maioria ligações longas aos institutos politécnicos, onde dão aulas há mais de uma dezena de anos. “Não são trabalhadores a prazo, são pessoas com relações laborais continuadas com o sector”, explica Sobrinho Teixeira.

Estes profissionais apenas têm contratos a prazo por causa de uma determinação da última revisão do Estatuto da Carreira Docente no ensino superior, que reserva os vínculos definitivos para quem já tenha obtido o grau de doutor. Por isso, os politécnicos vivem debaixo de um regime transitório, que se prolonga por mais três anos, durante o qual os professores podem terminar os seus doutoramentos. O presidente do CCISP tem por isso confiança que o Ministério da Educação e Ciência “conheça o sector” e esteja atento às especificidades dos politécnicos quando a medida for discutida pelo Governo.
Publicado em 'Público'.

Espera-se ano de boa castanha

Não se esperam quebras na produção de castanha, este ano, na região. A expectativa é da ARBOREA, a Associação Agro-florestal da Terra Fria. O presidente acredita que este será um bom ano para o sector. “Penso que este ano haverá melhor e mais castanha do que no ano passado. Pode dizer-se que é um ano que alimenta algumas esperanças”, refere Eduardo Roxo. O único problema verificado é mesmo o atraso na maturação do fruto. “A castanha está bastante atrasada pois só agora é que começa a aparecer a variedade mais temporã”, revela, mas “está a aparecer com um calibre razoável e menos bichada”. Quanto àquelas que aparecem mais tarde “ainda não temos uma ideia muito precisa porque os ouriços ainda estão muito atrasados”, acrescenta o responsável.
Declarações feitas à margem de um seminário sobre o castanheiro que decorreu este sábado em Vinhais, organizado pela Montesinho em parceria com o Parque Biológico.
As doenças como a tinta e o cancro foi um dos temas abordado e que, segundo Eugénia Gouveia, docente do IPB, está a preocupar os investigadores devido à sua propagação. “O problema está a aumentar, mas não é uma situação nova. Há anos em que acontece mais do que noutros, mas a morte do castanheiro continua e isso é preocupante porque não há solução em lado nenhum do mundo”, considera, salientando que “não temos qualquer contabilização. Não sabemos quanto aumenta, mas sabemos que aumenta”.
A aposta passa, por isso, pela prevenção e a gestão dos solos, como defende Manuel Ângelo Rodrigues, outro docente do IPB. “Está demonstrado que a forma como se faz a gestão do solo tem alguma influência, não na erradicação da doença, mas sobretudo na contenção da disseminação da doença da tinta”, afirma. “Ser conseguirmos que a doença evolua a um ritmo mais suave, já será uma boa conquista”, conclui. A mobilização e a fertilização dos solos pode também contribuir para a melhoria da produção.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 outubro, 2012

Mirandela ganha investimento de 4,4 ME em novas instalações para o ensino superior

Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo.
O problema da falta de instalações para o ensino superior público em Mirandela, que se arrasta há mais de uma década, está prestes a ser ultrapassado com a construção de um novo edifício, foi hoje anunciado.
A Câmara de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) conseguiram, apesar da contenção financeira nacional, assegurar financiamento para o investimento de 4,4 milhões de euros na construção de instalações para a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo.
Há mais de uma década que aquela que é das mais procuradas entre as cinco escolas do politécnico de Bragança funciona em instalações emprestadas do município de Mirandela.
Publicado em 'Lusa, 2012-10-11 '.

Hino para receber os novos alunos do IPB

O Grupo de Cantares do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) lançou o Hino do Caloiro.
A música serve de mensagem de boas vindas aos novos alunos, que chegam no início de cada ano lectivo. O grupo nasceu há três anos e o elo de ligação foi mesmo a amizade entre alunos do curso de Informática de Gestão. Depois de uma noite de muita cantoria resolveram avançar e formalizar o Grupo.
Actualmente é constituído por 26 jovens músicos/cantores. No seu percurso o grupo já fez mais de 150 actuações. “A ideia de formar este grupo partiu dos alunos de Informática de Gestão e foram angariando pessoas. Não foi fácil mas com trabalho tudo se consegue”, explica o presidente do grupo, Óscar Rico.
Este hino preenche uma lacuna existente na instituição, que não tinha uma música específica para os novos alunos. “Não havia uma música para os novos alunos e nós resolvemos cria-la, agora iremos gravar o nosso cd”, acrescenta. Qualquer aluno do IPB se pode juntar a este grupo que festeja o seu 3º aniversário no dia 29 deste mês.
De referir que o Grupo de Cantares pretende alterar o seu estatuto para tuna mista, para poder participar em festivais e encontros de tunas.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Tomada de posse dos novos membros da AAIPB


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Mais de um milhão de Downloads

Biblioteca Digital do IPB compila cerca de 6500 documentos, dos quais 87 por cento estão em acesso livre
A Biblioteca Digital do IPB ultrapassou, recentemente, um milhão de “downloads”. Os seus artigos foram descarregados mais de um milhão de vezes por pessoas de todo o mundo. Quase meio milhão de “downloads” é feito de Portugal, seguido do Brasil e dos Estados Unidos, com perto de 150 mil e 100 mil downloads, respectivamente.
A Biblioteca Digital do IPB, criada em 2006, é um repositório electrónico onde é depositada toda a produção científica da instituição e pode ser acedido no endereço https://bibliotecadigital.ipb.pt/.
O objectivo deste repositório é permitir o livre acesso à produção científica dos investigadores do IPB, que ganha assim uma maior divulgação e visibilidade.
Esta plataforma também contribui para a preservação da memória intelectual da instituição.
O IPB foi a primeira instituição do ensino superior em Portugal a aprovar uma política de obrigatoriedade de depósito de todas as publicações produzidas pelos docentes/investigadores num repositório. Foi também a primeira instituição portuguesa a interligar a biblioteca digital com outras plataformas, em particular com o sistema de avaliação dos docentes.
“Rapidamente o IPB assumiu nesta matéria uma posição de destaque no panorama nacional, sendo uma das instituições nacionais com maior volume de artigos depositados em livre acesso. Com cerca de 6500 documentos, dos quais 87 por cento estão disponíveis em acesso livre, este repositório posiciona-se em 4.º lugar a nível nacional no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal”, realça a coordenadora dos Serviços de Documentação e Bibliotecas do IPB, Clarisse Pais.
A responsável sublinha que o sucesso da Biblioteca Digital se explica por ter sido uma instituição pioneira a construir uma plataforma desta natureza e a implementar uma política interna de livre acesso, bem como pela qualidade e quantidade de produção científica dos seus investigadores. “Na verdade, se tomarmos os rankings recentes sobre o posicionamento das instituições de investigação a nível mundial, construídos com base na produção científica que é publicada em revistas internacionais de prestígio, o IPB aparece numa posição cimeira no conjunto das universidades portuguesas”, realça Clarisse Pais.
Publicado em 'A VOZ'.

Agrária recebe alunos estrangeiros

Oito licenciaturas com continuidade para Mestrado contaram, este ano, com um ligeiro aumento do número de alunos
Para contrariar a diminuição do número de alunos que procuram as Ciências Agrárias, a Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) aposta na internacionalização. Actualmente, o estabelecimento de ensino da capital de distrito tem parcerias com escolas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), para que os alunos oriundos destes países possam fazer parte da sua formação em Bragança. Actualmente, a escola disponibiliza oito licenciaturas, que têm continuação para mestrado.
O director da ESA, Albino Bento, sublinha que houve uma evolução ao nível das áreas de formação e que a par das formações em Ciências Agrárias, também há cursos virados para as Engenharias, como é o caso de Engenharia do Ambiente ou Biotecnologia.
“Os nossos cursos são iminentemente práticos e estão vocacionados para o empreendedorismo”, sublinha o responsável.
Em termos de empregabilidade, o director da escola não tem dúvidas que os recém-formados na Agrária conseguem colocação no mercado de trabalho com facilidade. Mesmo assim, Albino Bento reconhece que a maioria dos jovens prefere outras áreas de formação, talvez pelo facto de a Agricultura ter sido vista, durante muito tempo, como uma actividade menor. “O reduzido número de alunos regista-se em toda a Europa”, sublinha o responsável.
Albino Bento dá o exemplo da Engenharia Florestal. “Apenas quatro instituições no País têm este curso. O número de vagas é reduzido. Por ano saem menos de 30 engenheiros florestais formados”, salienta o director da ESA.
Este ano, a escola conta com cerca de 900 alunos. “É um número que não gostaríamos de baixar”, ressalva Albino Bento.
A qualidade da formação aliada à investigação é a imagem de marca da ESA. “O grande passo que se deu em termos da qualificação do corpo docente, permite-nos ter uma resposta muito boa em termos de investigação e isso é importante para a nossa oferta formativa”, sublinha o director da Agrária.
O trabalho desenvolvido pelo estabelecimento de ensino também está virado para a comunidade. Em termos de investigação a escola ocupa um lugar pioneiro a nível nacional e também desenvolve projectos de investigação para as empresas, associações e cooperativas locais.
Publicado em 'A VOZ'.

Geração 'Nem nem'

por JOÃO SOBRINHO TEIXEIRA*
Os resultados da segunda fase do Concurso Nacional de Acesso revelaram uma descida global do número de colocados e candidatos face a 2011, sendo que este já tinha sido um ano muito mau quando comparado com 2010.
Poder-se-á argumentar que tal se pode dever a evoluções demográficas ou à (falta de) vontade dos jovens em tirar um curso superior. Mas não creio que assim seja. Se analisarmos o número de candidatos à primeira fase de candidaturas, quando se candidata a grande maioria dos jovens, verificamos que as oscilações têm sido frequentes e abruptas, com um máximo de 53 451 em 2008, ou valores reduzidos em 2005 (39 193) e em 2011 (46 899). Quem conhece o sistema sabe que estas oscilações se devem, sobretudo, à variabilidade da dificuldade das provas específicas de acesso ao ensino superior.
É óbvio que o País não tem uma política de acesso ao ensino superior. Como o nível de aprendizagem ao longo dos 12 anos de escolaridade não parece ter sofrido alterações ao longo dos últimos anos, o que varia é apenas o número de jovens reprovados ou impossibilitados de se candidatarem ao ensino superior. Sorte para a geração de 2008, pouca sorte para as gerações de 2005 e 2011.
Este ano temos um problema acrescido, que condiciona inequivocamente os resultados das colocações das 1.ª e 2.ª fases do concurso nacional. Entrou este ano em vigor uma portaria que determinou maior dificuldade no acesso a alguns cursos, com especial incidência nas áreas das Engenharias e Ciências Agrárias. Embora o princípio que lhe serve de base tivesse a nobre intenção de procurar um maior nível de exigência, que obrigasse a uma melhor aprendizagem e, consequentemente, um maior sucesso escolar no futuro, a ausência de intervenção no sistema educativo anulou desde logo estes objetivos.
O resultado prático foi uma hecatombe generalizada nas áreas das Tecnologias e um desvio dos estudantes para áreas já saturadas em termos de mercado de trabalho e de menor empregabilidade. Pior, acentuou-se a redução do número de jovens em condições de poderem candidatar-se ao ensino superior, face ao que já tinha acontecido em anos anteriores. Pior porque, face à diminuição atual das hipóteses de emprego para quem não tem qualificações específicas, corremos o risco de estar a originar uma geração de jovens potencialmente explosiva do ponto de vista social: a geração "Nem nem" - nem estudam nem trabalham.
Penso que esta situação obriga a uma reflexão conjunta dos agentes que intervêm na área educativa, nomeadamente as instituições de ensino superior e o Ministério da Educação. Tenho a certeza de que as instituições politécnicas, que deram no passado recente um exemplo ao País de capacidade de adaptação aos novos desafios da sociedade, nomeadamente na qualificação de novos públicos e no incremento de formações tecnológicas, terão toda a disponibilidade para encontrar soluções e serão pró-ativas na sua procura.
Custa dinheiro qualificar e recuperar jovens para a qualificação? Custa! Mas porventura muito menos do que o preço que o País tem de pagar por cada jovem que não se qualifica. É que, infelizmente para eles e para todos, não é à custa dos que auferem o salário mínimo que o País pode conseguir gerar receita para sair da crise e ser mais competitivo.
Até lá, e com o receio de que quase nada vá mudar nos próximos tempos, resta-me desejar sorte para os candidatos de 2013. Será bom para eles, mas sobretudo para o País. Sempre teremos menos "Nem nem"...
* PRESIDENTE DO CONSELHO COORDENADOR DOS INSTITUTOS SUPERIORES POLITÉCNICOS
Publicado em 'DN'.