24 outubro, 2012

Politécnicos alertam: É "impossível funcionar com um corte adicional de 8%"

Os presidentes dos institutos politécnicos assumiram hoje que não se responsabilizam pela execução orçamental, perante os cortes anunciados na sequência da elaboração do Orçamento do Estado, e desafiam a tutela a dizer como funcionarão as instituições.

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, denunciou hoje que as instituições viram os orçamentos que já haviam aprovado "alterados à sua revelia", tendo sido confrontadas com um corte adicional de oito por cento.

Em causa, segundo Sobrinho Teixeira, está "um grave desrespeito" pela autonomia das instituições de ensino superior, que fizeram os respetivos orçamentos para o ano letivo em curso com base no ´plafond´ atribuído pela tutela em julho.

O corte médio era então de 3,2% e foi com base neste valor que foram assumidos os compromissos com estudantes, professores e outras entidades pelo menos até setembro do próximo ano alerta o CCISP numa nota emitida hoje.

O presidente do CCISP, Sobrinho Teixeira, diz por isso ser "impossível funcionar com um corte adicional de oito por cento", o que implicará que fiquem coisas por pagar.

"Perante este cenário, revelado pelas alterações previstas no OE para 2013, os politécnicos são perentórios em afirmar que não há qualquer possibilidade de os dirigentes das instituições se poderem responsabilizar", lê-se no texto.

Sobrinho Teixeira diz ainda que o OE contém "omissões graves" e que as verbas correspondentes à reposição de um ordenado (13.º mês) "não foram respostas em relação aos valores retirados no ano anterior", além de que o acréscimo dos encargos com a Caixa Geral de Aposentações em cinco por cento "não teve a respetiva contrapartida no ´plafond´ das instituições", o que se traduz "num aumento incomportável para as instituições".

O responsável do CCISP lembra ainda o acréscimo de encargos com reduções sucessivas de orçamentos nos últimos anos que diz serem já superiores a 30%. "Só em 2012 e 2013, as instituições de ensino superior já sofreram um corte de cerca de 12%, a que acresce agora este novo corte", afirma.

Depois desta posição pública, o CCISP vai solicitar audiências à tutela, aos grupos parlamentares e às comissões de Finanças e Educação, esperando conseguir impedir ainda que sejam concretizadas "medidas tão prejudiciais" que afirma porem em causa a sustentabilidade do ensino superior.
"Terá de ser a tutela a dizer como poderemos por em prática este orçamento", sublinha.

Publicado em 'Económico'.

Politécnicos alertam para colapso

"Não sabemos como cumprir o que está orçamentado sem violar a lei. Vamos pedir ao Governo que nos explique como o fazer." É assim que Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superior Politécnicos (CCISP), sintetiza o impacto do Orçamento do Estado para 2013 nestas instituições.

O CCISP estima em "cerca de 23,5 milhões de euros" o corte que os politécnicos irão sofrer no próximo ano. Um valor que já inclui os 3.2% de cortes decididos em meados deste ano - cerca de oito milhões de euros -, a que se somarão "quase mais 8%" referentes a encargos não compensados com os descontos para a ADSE - que sobem de 15% para 2O% - e a reposição do subsídio de Natal.

"A única forma que temos de cumprir o que está orçamentado é despedindo professores dos quadros, o que é ilegal, ou deixando de pagar ADSE", disse ao DN o presidente do CCISP.

Os politécnicos acusam ainda a Direção-Geral do Orçamento de violar a autonomia das instituições ao "decidir" onde estas vão cortar para compensarem o rombo de tesouraria.

"Há politécnicos que sofrem um corte na segurança, outros na luz. No nosso caso (dirige o Politecnico de Bragança), baixaram-me as verbas com o aquecimento de 240 mil para 40 mil" contou Sobrinho Teixeira.

"40 mil euros é o que nos custa o aquecimento do mês de janeiro", prosseguiu. "Talvez pretendam que feche o instituto em fevereiro, quando não houver verba para aquecer as salas de aula". Não foi possível ouvir o Conselho de Reitores em tempo útil.

Publicado em 'Diário de Notícias'.

19 outubro, 2012

IPB ganha investimento de 4,4 ME em novas instalações

O problema da falta de instalações para o ensino superior público em Mirandela, que se arrasta há mais de uma década, está prestes a ser ultrapassado com a construção de um novo edifício, foi hoje anunciado.
A Câmara de Mirandela e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) conseguiram, apesar da contenção financeira nacional, assegurar financiamento para o investimento de 4,4 milhões de euros na construção de instalações para a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo. Há mais de uma década que aquela que é das mais procuradas entre as cinco escolas do politécnico de Bragança funciona em instalações emprestadas do município de Mirandela. O novo edifício já foi adjudicado à CARI Construtores, empresa do grupo DST, e as obras deverão arrancar ainda durante o mês de Outubro, de acordo com as previsões avançadas pelo construtor, que aponta a conclusão da obra para Outubro de 2014.
As futuras instalações estendem-se por seis mil metros quadrados, num terreno cedido pela câmara de Mirandela, e apresentam 28 salas, dois anfiteatros, uma cantina, uma cafetaria, três laboratórios, uma livraria, duas bibliotecas, uma de consulta e leitura e outra multimédia, e um parque de estacionamento com lugares para 100 viaturas.
Alunos têm crescido
O projecto ficou aquém das pretensões iniciais do município e do IPB, que pretendiam transformar um bairro social da cidade transmontana num pólo universitário, recuperando também alguns apartamentos do mesmo bairro para residências de estudantes. A ideia era resolver dois problemas: o da falta de instalações para o ensino superior e o da degradação do bairro social. O presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, explica que essa parte do projecto não foi aprovada, pelo que será apenas construído o novo edifício num terreno junto ao bairro social. O autarca realçou que esta escola tem registado um crescimento do número de alunos, contrariando a tendência nacional de redução das entradas no ensino superior.
A escola tem mais de mil alunos distribuídos por nove licenciaturas, nomeadamente Gestão e Administração Pública, Informática e Comunicações, Marketing, Multimédia, Solicitadoria, Design de Jogos Digitais, Turismo e Guia Intérprete.
Publicado em 'Jornal Nordeste'.

17 outubro, 2012

Politécnico de Bragança aumentou entradas com acessos alternativos de alunos

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) contabilizou este ano mais cem entradas de alunos do que no ano transato, somando mais de dois mil novos estudantes, a maioria oriunda dos chamados novos públicos.
Os "maiores de 23", os cursos de especialização tecnológica e estudantes estrangeiros representam mais de metade, 55 %, das novas entradas, enquanto que o número de alunos que entraram através do Gabinete Nacional de Ingresso ficou em valores semelhantes ao ano anterior, adiantou hoje à Lusa o presidente da instituição.
Sobrinho Teixeira explicou que as entradas superaram as vagas inicialmente disponibilizadas, 1.870, com o instituto a recorrer à possibilidade legal de alargar esse número, o que permitiu superou as duas mil entradas.
O instituto não escapou, porém, à quebra nacional nas engenharias e ciências agrárias, com vários cursos sem qualquer candidato, em virtude da alteração da forma de acesso, que o presidente do IPB considerou "preocupante", manifestando a expectativa de que, no próximo ano letivo, a situação seja corrigida pelo Ministério da Educação.
As entradas registadas este ano irão permitir ao politécnico de Bragança manter o número total de sete mil alunos que frequentam as cinco escolas superiores.
O responsável sublinhou que o IPB "começou a apostar, desde há algum tempo, em outras formas de acesso, de recrutamento, dentro daquilo que deve ser a missão de uma instituição politécnica e de uma instituição do interior e com grande vocação de internacionalização".
"Eu acho que o politécnico de Bragança está a cumprir, de facto, essa diferenciação, para nem todos fazermos o mesmo", afirmou.
A aposta é para manter nos próximos anos, abrindo a instituição "ao recrutamento de alunos que querem frequentar cursos mais profissionais, de especialização tecnológica e, sobretudo, ao aumento de alunos internacionais".
O IPB contabiliza um milhar de alunos estrangeiros, que representa 13 % do total da comunidade estudantil, ao abrigo de vários programas de intercâmbio, nomeadamente com os países da lusofonia.
"Bragança tem condições ímpares em termos de qualidade e custo de vida para poder acomodar alunos estrangeiros", considerou.
Sobrinho Teixeira lembrou ainda que a instituição transmontana "ficou em primeiro lugar em dois índices do 'ranking' ibero-americano de instituições de investigação, fazendo sobretudo investigação aplicada, ligada àquilo que são os problemas da região".
Publicado em 'Porto Canal'.

16 outubro, 2012

IFPB firma convênios com instituições educacionais em Portugal

O reitor do Instituto Federa de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Batista de Oliveira Silva, conseguiu firmar convênios importantes com instituições educacionais portuguesas durante a viagem de mais de uma semana pela Europa. O resultado disso poderá ser visto em breve, com a possibilidade da ida de servidores, estudantes e professores do IFPB a Portugal para a realização de cursos em várias áreas, também de forma bilateral.
João Batista fez parte da delegação brasileira, composta de 23 reitores de instituições da Rede Federal além de dois pró-reitores e três assessores internacionais, os quais puderam conhecer de perto a estrutura física e funcional e os projetos pedagógicos de renomadas instituições portuguesas.
Durante os dias 29 de setembro a 02 de outubro o Reitor do IFPB, Prof. João Batista de Oliveira e Silva e a Assessora Internacional, Verônica Edmundson, participaram da 2ª Conferencia da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas – UASnet, em Bragança, Portugal. O encontro reuniu representantes de 18 países.
Antes do evento, na sexta-feira dia 28 de setembro, ao chegar na Cidade do Porto, o Reitor e Assessora Internacional visitaram a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), com a qual o IFPB já tem convênio, para encontrar-se com o Diretor daquela instituição, representado na reunião por seu vice-diretor o Prof. Luís Andrade Ferreira, o qual demonstrou o interesse em estreitar as relações de cooperação técnica com o IFPB.
A programação em Portugal foi definida pela coordenação da UASnet, que reservou os dois primeiros dias, 28 e 29 de setembro, para o estabelecimento de contatos bilaterais com os politécnicos portugueses e instituições de outros países, entre eles Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Lituânia, China, França, Polônia, Portugal, África do Sul, Irlanda, Suíça e Holanda.
Nos dias 1º e 2 de outubro foram realizados amplos debates sobre o sistema das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) e o processo de internacionalização.
A Rede Federal foi apresentada pelo vice-presidente do Conif, Sérgio Pedini, que destacou as particularidades das instituições, o processo de expansão, as modalidades ofertadas e a convergência entre ensino, pesquisa e extensão.
Memorandos
No encerramento da Conferência, o (Conif) assinou dois memorandos de entendimento, o primeiro com o presidente da UASnet Tim Creedon, este acordo permite a inclusão dos Institutos Federais na Rede Européia que congrega instituições da Finlândia, Irlanda, Portugal, Lituânia, Estônia, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Suíça e França.
O segundo foi entre o Conif e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, para agilizar o processo de reconhecimento, revalidação e equivalência de graus e títulos acadêmicos entre as instituições da Rede e os Institutos Politécnicos portugueses. Como resultado do Memorando assinado, o próximo passo, será a abertura de Edital pela Capes, onde serão destinadas 1.500 bolsas através do Programa Ciência sem Fronteiras, para os Politécnicos de Portugal, exclusivo para nossa Rede.
Visitas técnicas
Ainda no dia 02 de outubro, à tarde, as visitas técnicas iniciaram-se pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) com o qual firmamos um Convênio de Cooperação Técnica, onde o Reitor do IFPB pode assinar Convênio de Cooperação com este Instituto.
Nos dias 3 e 4 de outubro, a delegação brasileira, participou de visitas técnicas.
O reitor, João Batista seguiu para os Institutos Politécnicos de Viseu, Guarda e Coimbra com os quais firmou também convênio de cooperação técnica, enquanto a Assessora Internacional, a profª Verônica Edmundson seguiu para uma visita a Universidade de Trás -os- Montes (UTAD) a fim de estreitar as nossas relações com aquela universidade e depois, partiu para visitas o Instituto Politécnico de Castelo de Viana e o Instituto Politécnico Porto com os quais o IFPB também firmou convênio.
Deste encontro também, está em andamento negociações da Assessoria Internacional com a Universidade do Algarve em estágio bastante avançado e com algumas Instituições da Irlanda.
Podemos dizer que o resultado desta missão a Portugal foi de muito sucesso, não apenas no âmbito da Rede EPCT, mas também para o IFPB como instituição, pois estes convênios firmados fortalecerão a internacionalização o Instituto com ação no ensino pesquisa e inovação
Portugal está de portas abertas para o IFPB, ressalta o reitor João Batista. “Esta viagem serviu para comprovar que estamos no caminho certo, fazendo os investimentos necessários para fortalecer o nosso modelo educacional e aprendendo com outras experiências”.
Publicado em 'IFPB'.

Missão em Portugal resulta em intercâmbio para estudantes na área de Ciências Aplicadas

O reitor do IFAL (Instituto Federal de Alagoas), Sérgio Teixeira, conclui, nesta quinta-feira (4), o roteiro de viagem à Portugal como integrante da delegação de 21 reitores dos institutos federais que representam o Conif em mais uma missão internacional.
Do dia 29 de setembro a 2 de outubro deste ano, os reitores participaram da 2ª Conferência da UAS (Universities of Aplied Science Network) ou Rede de Universidades de Ciências Aplicadas, evento que ocorreu no Instituto Politécnico de Bragança e que envolveu dirigentes instituições de ensino superior nesta área na Europa e de países dos cinco continentes.
Nesta quinta-feira, o reitor do IFAL e os reitores dos institutos federais do Amazonas, Sergipe, Maranhão e Sul-Rio-Grandense concluem o roteiro de visitas realizadas nos institutos politécnicos das cidades de Castelo Branco, Tomar e Leiria, onde conheceram o ensino nas áreas de Gestão, Estudos Industriais, Tecnologia, Arte e Design, Saúde, Educação, Ciências Empresariais, Ciências Agrárias e Turismo e Tecnologia do Mar.
O evento, apoiado pelo município de Bragança, foi organizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), pelo Instituto Politécnico de Bragança e pela UASnet, entidade composta pelos órgãos de representação de instituições de ensino superior politécnico europeias, entre as quais o CCISP, que visa, sobretudo, promover a contribuição do subsistema politécnico no desenvolvimento da estratégia de inovação e de investigação da União Europeia, tendo em vista o aumento da competitividade da mesma.
A 2ª Conferência de UASnet prosseguiu a missão de promover e fortalecer a integração e a contribuição do setor das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) com a estratégia de investigação e inovação na Europa, cujos temas foram "Definição/Perspectivas sobre o papel do sistema UAS", "Investigação aplicada no sistema UAS" e "Internacionalização no sistema UAS". Os representantes brasileiros participaram da conferência com o objetivo de fortalecer o intercâmbio cultural entre os institutos federais e os institutos politécnicos portugueses, inclusive no Programa Ciências Sem Fronteiras.
O evento ficou marcado pelo sucesso de conseguir reunir, em Bragança, representantes de todos os continentes (África do Sul, Canadá, Austrália, China e Macau também se fizeram representar), a fim de impulsionar um intercâmbio a nível mundial, mais do que Europeu, ficando Bragança como nome de um impulso à Internacionalização das Ciências Aplicadas.
No âmbito desta 2.ª Conferência, foi assinado um memorando entre a UASnet e o CONIF - Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Brasil) e em sua sequência, foram assinados mais dois Memorandos: entre o CCISP e o CONIF, representado pelo seu presidente, Denio Rebello Arantes, relativo ao reconhecimento mútuo do grau acadêmico e entre o CCISP e a CAPES - Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Brasil), representado pelo seu presidente Jorge Almeida Guimarães para a realização de intercâmbio de estudantes brasileiros em Portugal e que garantirá a realização da seleção dos candidatos, contemplando 1.500 estudantes de cursos tecnológicos, licenciaturas e engenharias. O programa será composto de um semestre letivo e mais três a quatro meses de estágio. A vinda para Portugal será no início de 2013.
Publicado em 'IFAL'.

Reitor do IFG assina acordos de cooperação com institutos politécnicos de Portugal

O reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), professor Paulo César Pereira, esteve em missão de trabalho em Portugal, na última semana, com o objetivo de participar do Congresso da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas (2ª Conferência UASnet), realizado em Bragança. Durante a viagem, o Reitor também participou de visitas técnicas a institutos superiores politécnicos portugueses, onde assinou acordos de cooperação acadêmica.
“Durante a estadia em Portugal visitamos os institutos politécnicos de Bragança, Guarda, Viseu e Coimbra e assinamos acordos de cooperação acadêmica com os citados institutos e que permitirão a mobilidade de alunos e servidores na perspectiva de formação e desenvolvimento de pesquisas de forma conjunta”, destacou o Reitor.
A viagem a Portugal foi agendada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) junto ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos de Portugal (CCISP) e teve por objetivo promover a interlocução e articulação entre a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica Brasileira e a Rede Portuguesa.
“Esta ação contribuirá para nossa interação com o conhecimento desenvolvido não somente em Portugal, mas também em outros países da comunidade europeia”, ressaltou Paulo César Pereira ao fazer um balanço da visita a Portugal.
Com a assinatura dos acordos de cooperação entre o IFG e as instituições portuguesas, a expectativa é que, em breve, a Instituição possa estabelecer parceria para envio de seus alunos para temporada de estudos em Portugal.
Publicado em 'IFG'.

Politécnico oferece mandarim a crianças e empresários

As crianças das escolas de Bragança poderão aprender mandarim desde o primeiro ano ao abrigo do intercâmbio do instituto politécnico e universidades chinesas hoje reforçado com a abertura de um Centro de Língua e Cultura Chinesas
O novo centro funciona na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e, além de ser um suporte para os estudantes portugueses que aprendem mandarim e estudantes chineses que aprendem português na instituição, vai abrir-se à comunidade.
O presidente do PB, Sobrinho Teixeira, anunciou hoje que vão ser disponibilizados cursos livres de mandarim para empresários transmontanos e que já no próximo ano letivo quer também levar esta nova aprendizagem às escolas de Bragança.
"O nosso plano, juntamente com a Câmara Municipal (de Bragança) é começar a disponibilizar algumas horas de mandarim para os alunos logo no primeiro ano do primeiro ciclo e isso também tornar-se numa vantagem aqui para a própria região: ter os seus jovens a aprender logo de pequenos a língua mais falada no mundo e que será de futuro também uma língua de comércio e de negócio", adiantou.
O mandarim será ensinado aos mais novos com a ajuda da professora chinesa que acompanha o projeto no IPB e com os próprios alunos chineses que frequentam o instituto.
O politécnico está também apostado em "abrir portas aos empresários da região", oferecendo conhecimento básico de chinês em cursos livres de mandarim.
O IPB tem parcerias com duas universidades chinesas, a de Pequim e Cantão, no âmbito das quais acolhe cerca de 30 estudantes chineses para aprenderem português e ensina mandarim a perto de uma centena de estudantes português.
O intercâmbio envolve alunos e docentes e um professor do politécnico de Bragança faz parte do corpo docente que ensina português a cerca de 500 alunos na universidade de Zhuhai, no sul da China, junto a Macau, que integra a universidade de Pequim.
Sobrinho Teixeira realçou a importância, para a instituição que dirige, destas parcerias, que estão alarga-se também á investigação nas áreas da agricultura e engenharia.
O Centro de Língua e Cultura Chinesas inaugurado hoje em Bragança irá ser também um difusor da cultura chinesa junto da comunidade transmontana, através da realização de espetáculos e outros eventos culturais na cidade e outras localidades da região.
Ailan Fu, vice-presidente da universidade de Zhuhai, esteve presente na inauguração, manifestando satisfação pelo interesse na língua e cultura chinesas e desejou que este intercâmbio possa ser ainda mais estreitado.
A responsável falou aos presentes em chinês, traduzida por alunos da China que se encontram a estudar português em Bragança.
O diretor da instituição chinesa, Mingyuan Zhang, explicou que a preferência dos jovens do seu país pelo português se prendem, sobretudo com o Brasil e o aumento das relações comerciais entre os dois países que criam nos estudantes a expectativa de uma maior facilidade em arranjar emprego num mercado em expansão como o brasileiro.
A constatação foi corroborada por alguns dos jovens chineses a estudarem no politécnico de Bragança, como Isabel, que adotou o nome português para facilitar as relações e que está convencida de que "é mais fácil arranjar emprego no Brasil do que em Portugal".
Publicado em 'DN'.

Centro de Língua e Cultura Chinesas já abriu no IPB

Foi inaugurado ontem o Centro de Língua e Cultura Chinesas no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O Centro resulta do protocolo de cooperação, assinado em 2011, entre o IPB e a Universidade de Pequim em Zhuhai. O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, realça que o centro não é, apenas, do Instituto mas também da região transmontana. “É de grande importância não só para o politécnico mas também para o município embora esteja sediado no IPB é uma mais-valia também para os empresários da região”, frisa o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro.
O presidente do IPB destaca a importância da aprendizagem do Mandarim nas licenciaturas da instituição de ensino. “Nós estamos a inaugurar um Centro que dá seguimento ao projecto de oferecer o Mandarim aos alunos de licenciaturas do Instituto, nomeadamente dos cursos de Turismo, porque naturalmente cada vez haverá mais turistas chineses”, afirma Sobrinho Teixeira.
A vice-presidente da Universidade de Pequim, não escondeu a sua satisfação com a abertura do espaço. “Estou muito contente de ver tanta gente na inauguração e espero que com o intercâmbio cultural gere mais intimidade entre os dois países”, conta Ailan Fu.
Para além da aprendizagem da língua nos cursos superiores, um dos objectivos do Centro é implementar o Mandarim no 1º ciclo escolar. “Juntamente com a Câmara Municipal, queremos implementar algumas horas de Mandarim no 1º ciclo porque é de pequenino que se torce o pepino”, avança Sobrinho Teixeira.
O IPB e a Universidade de Pequim têm agora um espaço para o intercâmbio de culturas.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.