09 janeiro, 2013

Guia sanitário para criadores de pequenos ruminantes

Álvaro Mendonça lançou o “Guia sanitário para criadores de pequenos ruminantes” pelo Instituto Politécnico de Bragança.
O trabalho decorreu ao abrigo do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal e a ideia surgiu da reunião de três parceiros. Os objetivos eram sanitários e visavam a reunião de dados sanitários provenientes da Junta de Castilla y Lyon, da Direção Geral de Veterinária e da Escola Superior Agrária de Bragança.
O projeto deu origem a uma plataforma informática, repositório de dados sanitários dos efetivos animais da Junta de Castilla y Lyon e do Norte de Portugal.
Este guia destina-se a criadores de gado e outros profissionais, que têm agora acesso a dados epidemiológicos, de origem portuguesa e espanhola.
Para fazer download do guia clique aqui.

Publicado em 'Vida Rural'.

08 janeiro, 2013

Sobrinho Teixeira: «Aumentar as propinas é afastar mais jovens do ensino superior»

O reforço orçamental que será atribuído às instituições do Ensino Superior em 2013 não chega para resolver os problemas de financiamento dos politécnicos. O presidente do CCISP fala ao Canal Superior num «aperto financeiro muito grande» que pode ser minimizado, mas não com o aumento de propinas.

«O ano mais difícil», em termos financeiros, para o Ensino Superior. É desta forma que o presidente do Politécnico de Bragança e do CCISP, João Sobrinho Teixeira, olha para o ano que agora começa. É a segunda de cinco personalidades que o Canal Superior questionou em jeito de antevisão do novo ano, na perspetiva do setor. Amanhã é a vez de Adriano Pimpão, antigo presidente do Conselho de Reitores e ex-Reitor da Universidade do Algarve.

Será 2013, do ponto de vista da gestão, o ano mais difícil para as instituições de Ensino Superior do Portugal democrático?
Vai ser, do ponto de vista financeiro, talvez o ano mais difícil. Porque, de facto, o aperto financeiro é muito grande. Contudo, há agora uma vantagem que as instituições têm, que não havia há 20, 25 anos, ou seja, o nível de autonomia que existe neste momento. Esse nível de autonomia permite, de facto, outra capacidade para as instituições terem uma atitude proativa para tentarem colmatar a redução de receitas. Claro que isso implica uma maior responsabilização dos dirigentes das instituições de Ensino Superior.

O que podem as instituições fazer para angariar as receitas que o financiamento do Estado não dá? Investigação, empreendedorismo, internacionalização: está em algum destes eixos a solução para um futuro melhor?
A investigação é uma situação em que o retorno é muito mais uma afirmação da instituição e uma ligação do politécnico ao país do que, propriamente, um retorno financeiro.
O empreendedorismo é uma situação semelhante. Ainda para mais, muitos dos politécnicos têm uma ligação regional muito forte e promovem, de facto, o empreendedorismo, mas como se percebe estão inseridos num tecido empresarial débil. A promoção desse empreendedorismo não gera em si próprio um nível de receitas avultadas. Gera, sobretudo, o retorno do cumprimento da missão das instituições.
Parece-me que o maior retorno, neste momento, principalmente para os politécnicos, advém da capacidade de internacionalização. Isso para mim é patente e é, naturalmente, retorno líquido que entra. Nós, o CCISP, estamos a preparar um documento para enviar ao Secretário de Estado, que irá ser aprovado agora em meados de janeiro, no sentido de se agilizar a forma de ingresso dos estudantes estrangeiros.

O aumento de propinas está no horizonte? Que contributo deve, na sua opinião, dar os estudantes na situação atual?
Eu acho que não, parece-me que não. O sacrifício que estamos a fazer, se alguma coisa vale a pena, vale a pena qualificar os jovens portugueses. Numa situação de crise, andar a aumentar as propinas é andar a afastar mais jovens do Ensino Superior. Estou convencido que só teremos um Portugal melhor, se tivermos mais portugueses e mais jovens a qualificarem-se.
Sou partidário de um sistema partilhado das propinas. Ou seja, a mim não me parece correto que os jovens paguem a totalidade do custo, mesmo que Portugal tivesse numa situação económica favorável. Como acho que não deve ser o caminho, a isenção total de propinas. O sistema que temos atualmente, o sistema partilhado, parece o mais adequado, quer em função da realidade de Portugal neste momento, quer da lógica do retorno que há de um jovem se qualificar.

Se pudesse implementar uma medida política para o setor do Ensino Superior público, apenas uma, para o próximo ano, qual seria?
Eu diria que aumentava a base de recrutamento do Ensino Superior. De acordo com uma última análise sobre o que é que as famílias primeiro cortam face à situação de crise, o Ensino Superior ou a qualificação surge como a penúltima das opções em termos de corte. O que significa que as famílias estão dispostas a fazer muitos sacrifícios em muitas outras rubricas, antes de cortarem na qualificação dos seus filhos.
Existindo esses jovens, existindo vontade das famílias e existindo, que existe, capacidade do Ensino Superior para conseguir acomodar muitos mais jovens, eu acho que temos de ser sensatos e alargar a base recrutamento da população para o Ensino Superior.

Publicado em 'Canal Superior'.

Torres de Hanoi

Ciencia em Minutos

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03 janeiro, 2013

«Bragança é a cidade mais falada nos PALOP»

Futebol, universidade e amor à camisola
O intercâmbio entre Bragança e vários países africanos fez da cidade «a mais falada nos PALOP». A afirmação é de Óscar Monteiro, avançado e mentor da equipa de futebol da Associação de Estudantes Africanos do Instituto Politécnico bragantino.
«Neste momento a cidade mais falada nos PALOP é Bragança. Ainda o ano passado fizemos um encontro de estudantes africanos que trouxe à cidade 800 pessoas. Isso é bom até para o comércio local», declara o jogador de 29 anos.
Os exemplos de sintonia entre cidade, clube e universidade são vários. «As pessoas perceberam que queremos integrar-nos, estar dentro da sociedade e que somos um veículo de promoção da cidade no exterior. Quando nos encontram na rua dão-nos os parabéns pelo que a equipa está a fazer e agradecem».
«Fazemos muitas festas com música africana», continua Óscar Monteiro. «Organizamos eventos culturais, convivemos com as pessoas nas festas, nos jantares, nos cafés da cidade. A última festa africana que fizemos, por exemplo, tinha 200 africanos e 400 portugueses».
E como é que tudo começou? Como é que surgiu o clube de futebol?
«Recebemos apoio do Politécnico de Bragança, da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, de algumas empresas da cidade e de alguns estudantes cabo-verdianos. Foi uma tarefa difícil fazer esta equipa praticamente sem dinheiro, mas com esses apoios conseguiu-se».
«Representámos a Associação Académica do Politécnico de Bragança, não temos um presidente, nem uma direção. Utilizamos o complexo do Politécnico e a direção do clube é a direção da Associação, da qual eu faço parte», explica Óscar Monteiro, verdadeiro dinamizador deste projeto interessantíssimo.
Matéria-prima para atacar a subida não falta. Nem sequer há lugar no plantel para todos os candidatos.
«Temos 40 jogadores a treinar, quase todos cabo-verdianos, mas só podemos escolher os melhores. A maior parte não foi inscrita. A equipa é formada quase toda por pessoas que já jogavam noutros clubes».
O dinheiro não entra nesta equação. Não há ninguém a ganhar salário. Bem pelo contrário. «Quase todos ganhavam dinheiro nessas equipas, aqui não ganham nada, mas abdicaram desse dinheiro para poder jogar numa equipa que representa os cabo-verdianos».
Publicado em 'Mais Futebol'.

02 janeiro, 2013

Sobrinho Teixeira de saída do CCISP

O presidente do IPB está de saída da direcção do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).
Sobrinho Teixeira cumpriu dois mandatos que chegam agora ao fim. Após quatro anos acredita que vai haver um trabalho de continuidade para afirmar o ensino superior politécnico no país. “Há-de haver um trabalho de continuidade e eu continuarei no conselho a contribuir para esse próprio trabalho. O importante é o que se deve fazer em prol de uma região, do interior e de todo o sistema politécnico”, refere.
Sobrinho Teixeira não tem dúvidas que Bragança ficou a ganhar com a presidência do CCISP. “É óbvio que Bragança teve uma visibilidade maior”, afirma, acrescentando quer “quando Bragança ocupou o lugar foi a primeira vez que um politécnico do interior conseguiu ganhar as eleições e por isso houve um caminho de afirmação para mostrar o que é a realidade do politécnico ligado às regiões”.
O cargo vai ser assumido por Joaquim Mourato, presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, que vai tomar posse no dia 28 de Janeiro, em Bragança durante as comemorações do dia do IPB.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

21 dezembro, 2012

Projecto transmontano premiado em Espanha

Uma equipa de investigação da Escola Superior de Saúde de Bragança ganhou uma bolsa no valor de cinco mil euros para financiar um projecto que pretende melhorar a qualidade de vida de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica.
Foi o único projecto português a ser distinguido, pela Fundacion Mapfre na área da saúde. Ao todo concorreram 684 projectos, dos quais 45 foram seleccionados.
Um dos membros do grupo de investigação explica que “foi uma parceria estabelecida entre a Escola Superior de Saúde e a Unidade Local de Saúde do Nordeste, mais concretamente com a Unidade de Cuidados na Comunidade de Carrazeda de Ansiães e os cinco mil euros vão servir para adquirir equipamento que vai ajudar a melhorar a qualidade de vida de utentes com doença pulmonar obstrutiva crónica”. “O projecto tem por objectivo a implementação de um programa de enfermagem de reabilitação no domicílio em utentes com esta patologia e nós queremos melhorar a sua qualidade de vida”, acrescenta André Novo.
O projecto vai desenvolver-se em Carrazeda de Ansiães durante o próximo ano, mas o objectivo é alargar a toda a região. “Neste momento temos identificados cerca de 14 utentes, no concelho de Carrazeda de Ansiães, que fazem oxigenoterapia no domicílio mas o nosso objectivo, a médio ou longo prazo é alargar este tipo de intervenção a mais concelho de distrito”, refere.
A ideia surgiu após a defesa de uma tese de mestrado sobre esta temática e o facto de a reabilitação ser feita em casa do utente traz algumas vantagens. “O projecto pretende que a intervenção seja efectuada no domicílio dos doentes pois são pessoas com um grau de dependência um pouco elevado, algumas têm de fazer oxigénio durante 24 horas por dia, por isso, isto vai permitir fazer com que haja alguns ganhos ao nível da qualidade de vida e da capacidade funcional”, conclui André Novo.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

19 dezembro, 2012

11 de Dezembro é o dia internacional das montanhas

Alunos do primeiro ciclo vão ter aulas de mandarim em Bragança

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), João Sobrinho Teixeira, disse hoje em Macau que os alunos do primeiro ciclo do ensino básico desta cidade vão ter aulas de mandarim a partir do ano letivo de 2013/2014.
"Temos um projeto emblemático para iniciar o mandarim logo na primeira classe, no primeiro ano do ensino básico, para os alunos com seis anos", disse João Sobrinho Teixeira, à margem de um fórum em Macau.
O projeto de ensino da língua chinesa, segundo João Sobrinho Teixeira, vai resultar de uma parceria que envolve o Politécnico, a Câmara Municipal de Bragança, e a Universidade de Pequim em Zhuhai (Beijing Normal University at Zhuhai- BNUZ).
Depois de um período experimental de um mês e meio, a partir de junho, as aulas de mandarim iniciar-se-ão efetivamente em setembro, com um professor que será destacado por aquela universidade chinesa para Bragança.
"Esperamos que, com este embrião, Bragança se comece a afirmar como núcleo da cultura chinesa e da língua chinesa, na região do interior de Portugal e na região vizinha com Espanha", sublinhou, ao referir que estão a ser ultimados os detalhes com os parceiros em Zhuhai, região adjacente a Macau.
Antes da deslocação a Macau, João Sobrinho Teixeira esteve na semana passada em Pequim para a celebração de um acordo com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai) - a primeira universidade chinesa a abrir uma licenciatura de português em 1961 - com vista ao intercâmbio e aperfeiçoamento da língua portuguesa dos alunos chineses.
O novo acordo com Bewai deverá elevar o número de universitários chineses em Bragança, atualmente estimados em quase meia centena proveniente das universidades chinesas de Guangdong e de Nanjing, sobretudo dos cursos de português e jornalismo.
"Penso que começa a haver aqui uma cada vez maior consolidação entre Portugal e a China. Os politécnicos de Portugal pretendem ser um elo de ligação entre os países europeus e sobretudo os países de expressão portuguesa, e o Instituto Politécnico de Macau tem sido uma instituição charneira" nesse processo, disse.
Numa cidade "com cerca de 25 mil habitantes, o Instituto Politécnico de Bragança tem 7,5 mil alunos, dos quais cerca de mil são internacionais", sublinhou.
O responsável explicou também que foi estabelecida uma parceria com a autarquia, que incluiu a candidatura a fundos europeus para a recuperação de casas do centro histórico destinadas ao alojamento de alunos estrangeiros.
"Há ali uma pequena cidade cosmopolita, que permite aos alunos chineses, o contacto não só com os alunos portugueses, mas com alunos dos países de expressão portuguesa e alunos europeus", afirmou.
O IPB inaugurou a 15 de outubro o Centro de Língua e Cultura Chinesas, um projeto que Sobrinho Teixeira descreveu como "pioneiro".
"É um espaço próprio da Universidade de Pequim em Zhuhai aberto para o politécnico e para a região, e que irá fazer traduções e divulgar a cultura chinesa não só em Bragança, mas em todos os municípios da região", afirmou.
O centro deverá também ajudar "na facilitação de negócios entre os empresários de ambas as regiões", concluiu.

Publicado em 'i'.

Envelhecimento Ativo


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Jovens Solidários

Alunos e professores do IPB doam bens alimentares e vestuário

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