29 janeiro, 2013

Jovens deixam de estudar por causa da crise

Há mais estudantes do IPB a abandonar os estudos. O fenómeno decorre das dificuldades financeiras vividas pelas famílias dos alunos numa época de crise.
Ainda assim, a direcção da instituição de ensino considera que as estatísticas não são relevantes. Sem revelar os números, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança diz que ficam abaixo do que esperava.
“É óbvio que tem havido um aumento do abandono escolar mas está abaixo das minhas expectativas face ao que é a sensação geral do país”, refere Sobrinho Teixeira, acrescentando que “temos varações que andam na casa das dezenas de ano para ano, este ano cresce um bocadinho mas não é estatisticamente valorizável face à variação dos últimos anos”.
Declarações feitas ontem durante as comemorações dos 30 anos do IPB, que contaram com a presença do ex-Presidente da República.
Na sua oração de sapiência, Jorge Sampaio, considera que o ensino superior é fundamental para o desenvolvimento do país, mas para isso diz que é preciso orientação estratégica. “Nós coordenamos e consertamos pouco numa perspectiva de convergência de acção e nunca foi tão preciso consertar como agora”, afirma. “Sei que as nossas instituições de ensino superior serão capazes de responder aos desafios do presente e penso que o IPB está bem colocado para participar nessa reflexão que é inadiável”, acrescenta Jorge Sampaio.
O presidente da câmara de Bragança salienta a importância de fortalecer o ensino superior no interior do país. “O fortalecimento do ensino superior no interior é essencial para o combate ao despovoamento, contribuindo para a coesão e competitividade”, defende Jorge Nunes. “O poder central deve promover políticas activas, em especial neste período de crise para evitar a sua fragilização”, frisa.
Já o secretário de estado do ensino superior realça que o ensino superior politécnico tem de ter um papel dinamizador das regiões onde estão inseridas. “É sobretudo através do ensino superior politécnico que o país tem de aumentar o número de jovens que acede a qualificações superiores que lhes darão melhores perspectivas de vida e que o país necessita”, refere João Queiró, acrescentando que “o ensino superior politécnico tem de ter um papel relevante na dinamização social e económica directa das regiões em que se encontra inserido”.
As comemorações ficaram ainda marcadas pela tomada de posse do novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Joaquim Mourato revela que um dos seus objectivos para este mandato é ajudar à recuperação do país. “Queremos construir soluções para qualificar mais e melhor os portugueses e queremos ajudar a recuperar o país e a devolver aos portugueses a esperança de uma vida melhor”, adianta. De recordar que o cargo era até agora ocupado pelo presidente do IPB e que exerceu durante quatro anos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Jorge Sampaio diz que Portugal não terá prosperidade sem investimento na Educação

Portugal não pode aceitar "a fatalidade de uma população com poucas qualificações escolares, não só nos adultos mais idosos, mas também nas camadas mais jovens".
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio defendeu hoje que, sem mais investimento na Educação, "nada mudará" em Portugal nem será possível "prosperidade e crescimento económico".
"O país não estará em condições de algum dia enveredar pelo caminho da prosperidade, do crescimento económico sustentável, se não continuar a investir na educação, no ensino superior, na investigação tecnológica e científica", declarou.
O antigo chefe de Estado falava em Bragança, na cerimónia de comemoração dos 30 anos do instituto politécnico local, durante uma oração de sapiência sobre a educação e Ensino Superior em Portugal. Jorge Sampaio advertiu que "seria um erro histórico dar livre curso às ideologias do mercado que tendem a diminuir os compromissos do Estado com um ensino público de qualidade para todos". "A crise não pode por em causa os esforços feitos até aqui", reiterou.
O também Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações defendeu que "Portugal não tem estudantes a mais, não tem diplomados a mais". "Portugal tem, bem pelo contrário, índices baixos ainda de qualificação escolar na sua população, apesar do enorme salto dado nas últimas décadas", afirmou.
Da mesma forma, o antigo Presidente da República entende que "Portugal não investe demais na Educação, necessita isso sim de continuar a investir nesta área e muito, e não apenas durante mais um, dois ou dez anos, mas de forma continuada e persistente". Naquela que considerou uma área "fulcral" para o país, Sampaio defendeu que "nada mudará sem uma maior determinação" da parte de todos. "Neste momento de grande crise que o nosso país atravessa, em que uma espécie de chapa de chumbo parece ter-se abatido no nosso quotidiano feita de cortes, de interrogações e perplexidades quês e adensam todos os dias, temos de fazer um esforço colectivo para erguer a cabeça, para nos mantermos firmes e lutarmos por uma ambição clara e ambiciosa para a sociedade que queremos que vingue no nosso querido Portugal", declarou.
 Portugal não pode aceitar, continuou, "a fatalidade de uma população com poucas qualificações escolares, não só nos adultos mais idosos, mas também nas camadas mais jovens". "Nós não queremos um país remediado complacente com um destino escolar e uma educação medíocre, nós não querermos um país acomodado e resignado a uma escola sofrível, um sistema educativo a saldos", enfatizou.
O antigo chefe de Estado quer "um país ambicioso, com a coragem de se destacar pela cultura, pela ciência, pela investigação tecnológica e pelo conhecimento". Sampaio ressalvou que "não é, naturalmente, uma missão fácil, mas é uma missão necessária, uma missão vital e, por isso, tem de ser possível". Esta responsabilidade "não pode ser uma mera afirmação retórica, não pode ser abandonada, não pode ser considerada opcional", acrescentou. A responsabilidade é, considerou, " simultaneamente politica, social e profissional" e salientou que da política exige "reforço dos investimentos na Educação". "Não é por acaso que Portugal e Grécia são [dos países da] União Europeia em que a despesa total por aluno é das mais baixas", exemplificou. Jorge Sampaio concluiu afirmando que "o Ensino Superior desempenha um papel central para o desenvolvimento económico, o que está em causa é o futuro dos portugueses".

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Caixa Geral de Depósitos abre balcão no IPB

O Instituto Politécnico de Bragança reforçou, ontem, os serviços prestados à comunidade escolar.
A Caixa Geral de Depósitos abriu um balcão nos serviços centrais, onde alunos, professores e funcionários podem tratar de assuntos financeiros. O vice-presidente do IPB, Orlando Rodrigues, sublinha que este serviço era uma necessidade da instituição. “Uma parceria com uma instituição bancária é sempre útil e necessária numa instituição como a nossa. Temos muitos alunos, há muitos serviços financeiros que é preciso prestar aos alunos e à comunidade em geral. Até agora tínhamos a presença desta instituição financeira nas épocas de maior aperto em situação provisória. Agora têm um espaço definitivo e estão muito mais aptos para prestar serviços aos alunos e à comunidade em geral”, realça o responsável.
Este é o primeiro balcão aberto pela Caixa Geral de Depósitos numa instituição de ensino superior em Bragança. Manuela Ferreira, directora central da Direcção de Particulares e Negócios do Norte, realça que este espaço vai garantir um atendimento personalizado a toda a comunidade do IPB. “Nós já tínhamos outras presenças, mas só ao nível do canal automático. Neste espaço nós quisemos associar aquela que é a lógica de conveniência e da disponibilidade. Temos os canais automáticos que estarão disponíveis durante o tempo em que o campus estiver aberto, mas quisemos também criar esta oportunidade para criar um espaço de atendimento personalizado, onde será possível os alunos encontrarem aqui presença humana e poderem tratar aqui das suas questões sem terem que sair do campus universitário”, salienta Manuela Ferreira.
O IPB a abrir mais um serviço no dia em que comemora 30 anos.

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1 Milhão para Investigação

Mais de 1 milhão de euros foi atribuido ao Centro de Investigação de Montanha do IPB


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

21 janeiro, 2013

IPB cria grupo coral


Um grupo coral está a ser constituído no Instituto Politécnico de Bragança no âmbito da licenciatura em Música.
São envolvidos os alunos dos três anos do curso de forma a proporcionar-lhes ferramentas que os ajudem a crescer em termos artísticos. Ontem foi organizado um concerto no Museu Abade de Baçal, em Bragança. O objectivo é dar a conhecer o trabalho que tem estado a ser desenvolvido por este grupo coral que está a dar os primeiros passos. “O coral está a funcionar de acordo com as aulas da disciplina de coro e a partir do segundo semestre a ideia é fazer uma fusão entre os dois anos mais avançados e fazer um coral que funcione como um só”, explica Mário Alves, professor responsável pela disciplina de coro, acrescentando que “o que se pretende é que possa florescer e preencher algumas das coisas que se fazem aqui em Bragança e enriquecer a cidade”.
Os alunos que integram o grupo coral manifestam gosto pelo género musical, embora haja quem confesse que no início era bem assim. “Antes de entrar para o curso já cantava em vários grupos e gosto particularmente da música coral e um dos meus objectivos depois de o terminar é ter um coro porque é uma área que dá para trabalhar muitos géneros musicais”, afirma Bruno Berça. Já Rui Taipa confessa que “no início não gostava muito, mas depois aprende-se a gostar e agora até gosto muito pois fui aprendendo algumas coisas novas”.
O concerto de ontem foi apoiado pela Associação Amigos do Museu Abade de Baçal. A presidente salienta que esta é uma forma de levar público jovem àquele espaço cultural. “Nota-se que o museu não tem as visitas que deveria ter na camada jovem e esta é uma forma de eles virem ao museu apreciar a riqueza que ele tem e divulga-a junto de outros colegas do IPB, conquistando assim a camada mais jovem da população”, refere Luísa Torres. Esta foi uma das várias actividades que a associação vai organizar este ano.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

17 janeiro, 2013

Politécnico de Bragança com 1,1 ME para investigação

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai dispor nos próximos três anos de 1,1 milhões de euros para investigação, colocando-se entre as instituições de Ensino Superior portuguesas com maior número de projetos aprovados e financiados, divulgaram hoje os responsáveis.
O Centro de Investigação de Montanha (CIMO) foi o contemplado com o financiamento da Fundação da Ciência e Tecnologia para projetos de investigação em áreas ligadas ao desenvolvimento da região transmontana, como a proteção da oliveira, a luta biológica contra doenças e pragas desta cultura, combate ao cancro do castanheiro, melhoria da segurança microbiana dos enchidos tradicionais e controlo sanitário das abelhas.
O estudo ligada à cultura da oliveira foi ainda distinguido como "projeto de excelência", segundo divulgou hoje o politécnico.

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IPB recebe Instituto Português de Sangue

O Instituto Politécnico de Bragança foi palco da mais recente campanha de recolha de sangue, para o banco de medula óssea, do Instituto Português de Sangue.
Apesar dos receios sobre dar sangue, houve um número de dadores significativo a entrar na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), “porque um dia podemos ser nós a precisar”, explicaram alguns doadores participantes.
“O maior intuito foi, mesmo, angariar dadores de medula óssea e, ao que a isso diz respeito, penso que as pessoas estão mal informadas, desconhecem que podem levar uma anestesia, e dessa forma não ter qualquer tipo de dor, se contribuírem podem salvar uma vida”, aclarou Mariana Lopes, uma das mentoras desta iniciativa.
Apesar de se ter verificado uma quebra de 12 por cento nas dádivas de sangue a nível nacional, Teresa Oliveira, do Instituto Português de Sangue, explicou que “não se trata de uma quebra significativa, mas sim de uma situação pontual, as pessoas voltam a perceber que dar sangue é um acto cívico e um bem humanitário”, conclui.

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15 janeiro, 2013

IPB lidera no volume de financiamento para investigação

O Instituto Politécnico de Bragança é uma das instituições que vê aprovado um maior volume financeiro para financiamento de projectos de investigação.
O Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do IPB conseguiu um financiamento de mais de um milhão de euros para os próximos três anos, através do concurso de 2012 da Fundação da Ciência e Tecnologia de projectos fundamentais para o desenvolvimento da região.
O coordenador do CIMO, Jaime Pires, sublinha que esta é a primeira vez que o IPB consegue um volume de financiamento para investigação tão avultado. “É o primeiro ano e a primeira candidatura em que o IPB tem um nível tão elevado em projectos da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
O IPB ficou posicionado em 24.º lugar de entre 177 instituições de ensino e investigação. Na área das Ciências Agrárias, o IPB surge em 4.º lugar, ou seja só houve mais três instituições que tiveram um financiamento superior”, realça o coordenador do CIMO.
São cinco projectos candidatados por docentes da Escola Superior Agrária de Bragança que fazem parte do Centro de Investigação de Montanha. 437 mil euros do valor total do financiamento é destinado a um projecto considerado de excelência na área da olivicultura. “Os projectos de excelência são desenvolvidos em linhas de investigação consolidadas, em termos nacionais e em termos institucionais, o que significa que a aprovação de um projectos destes no CIMO mostra que existe uma linha de investigação sólida com excelentes bases científicas. É um projecto desenvolvido na área da olivicultura e está ligado sobretudo à sanidade da oliveira e a sua relação com os ecossistemas”, enaltece Jaime Pires. Os restantes projectos são na área da luta biológica contra doenças e pragas da oliveira, combate ao cancro do castanheiro, melhoria da segurança microbiana dos enchidos tradicionais e controlo sanitário das abelhas.
Jaime Pires não tem dúvidas que estes projectos vão ter um contributo significativo para a economia da região. “Todos os projectos que têm sido desenvolvidos no CIMO são direccionados para a região, pelo que irão ser desenvolvidos em colaboração com agricultores e organizações de agricultores, e automaticamente é a região que em primeiro lugar irá beneficiar com os resultados desses projectos”, garante o responsável. Estes projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico vão arrancar durante o primeiro semestre deste ano.

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Azeite utilizado na Dermocosmética

O azeite está a ganhar espaço na Dermocosmética. Prova disso é o projecto que a Escola Superior Agrária de Bragança está a desenvolver, em parceria com a Associação de Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, que utiliza o azeite como matéria-prima para a produção de cosméticos.
Nos laboratórios do Instituto Politécnico de Bragança já se produz sabão e sabonetes com azeite. Nuno Rodrigues é investigador no IPB e desafia os produtores a apostarem na inovação. “O nosso objectivo é incentivar os produtores a desenvolverem novos produtos para corresponder às necessidades do cliente”, frisou.
Para mostrar de que forma é que o azeite pode ser utilizado na Dermocosmética, a Associação de Agricultores organizou um curso de iniciação, em Mirandela, que contou com a presença de 25 participantes.
O técnico da Associação, Francisco Pavão, sublinha que este tipo de cursos é uma novidade no País. “Este é um trabalho que temos vindo a desenvolver com a Escola Superior Agrária. Nós trabalhamos não só a produção mas sim com todos os produtos da fileira”, explicou.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.