31 janeiro, 2013

"Temos a ambição de colocar as nossas instituições no top internacional"

Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador doa Institutos Superiores Politécnicos, afirmou hoje que é sua ambição “colocar as instituições de ensino superior no top internacional”, pois considera que “existem todas as condições para se afirmarem perante as suas congéneres”.
Joaquim Mourato falava à Rádio Portalegre no âmbito da tomada de posse como presidente do Conselho Coordenador doa Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), numa cerimónia realizada, segunda-feira no Instituto Politécnico de Bragança.
O atual presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) sucede a João Sobrinho Teixeira na liderança do órgão representante dos 15 institutos politécnicos e cinco escolas politécnicas não integradas portuguesas.
O dirigente, que inicia agora um mandato de dois anos, admitiu que “vão ter uma batalha difícil pela frente”, numa altura em que os politécnicos enfrentam grandes cortes orçamentais.
A tomada de posse do novo presidente do CCISP ocorreu em Bragança, no âmbito das comemorações do Dia do IPB, que assinalaram os 30 anos da Instituição, com a presença dos presidentes e diretores dos institutos politécnicos e escolas superiores não integradas de todos o País, João Filipe Queiró, secretário de Estado do Ensino Superior, o ex-presidente da República Jorge Sampaio, Adriano Moreira, o presidente da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico, dos diretor e subdiretor gerais do Ensino Superior, do Secretário-Geral do Ministério da Educação e da Ciência, representantes da A3ES - Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, entre outras personalidades.

Publicado em 'Rádio Portalegre'.

IPB comemora 30 anos

Comemoraram-se, no dia 28 de janeiro, o Dia do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e os seus 30 anos de existência, cuja cerimónia teve lugar no Teatro Municipal de Bragança, e que contou, entre outros, com a presença do Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações e antigo Presidente da República, Doutor Jorge Sampaio (cidadão honorário de Bragança por título atribuído a 22 de Outubro de 1999), do Secretário de Estado do Ensino Superior, Doutor João Queiró, e do Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, entre centenas de alunos, docentes, funcionários e entidades convidadas.
A cerimónia começou com a tomada de posse do Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Professor Joaquim Mourato, que substitui, assim, o Professor Sobrinho Teixeira, Presidente do IPB, a que se seguiu a abertura da sessão solene, durante a qual o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, destacou a entrega dos responsáveis e colaboradores do IPB, que contribuem “para aumentar os níveis de qualificação dos cidadãos, integrando mais e melhor conhecimento na administração pública e nas atividades sociais e económicas, servindo a região e o País”.
O Presidente da Câmara Municipal recordou, ainda, as exigentes tarefas da responsabilidade do Município de Bragança e do IPB, como “orientar competências e recursos para dar expressão ao Parque de Ciência e Tecnologia”, voltado para “a área da inovação, da incubação e do acolhimento de empresas de base tecnológica, produtoras de bens e serviços para o mercado global, fazendo-o em rede com centros de conhecimento e empresas”, sublinhando que se deve aproveitar a atual situação de crise para aumentar as competências científicas e tecnológicas, reforçando objetivos de qualidade e empregabilidade, criando condições para que aos Institutos Politécnicos possa ser dada a possibilidade de transitarem para o nível de Universidades de Ciências Aplicadas”.
Durante a oração de sapiência sobre Educação e Ensino Superior em Portugal, o Doutor Jorge Sampaio defendeu que o "País não estará em condições de enveredar pelo caminho da prosperidade e do crescimento económico sustentável, se não continuar a investir na educação, no ensino superior, na investigação tecnológica e científica”, pelo que “não se investe demais na Educação. É necessário continuar a investir nesta área, de forma continuada e persistente".
Já o Presidente do IPB, Doutor Sobrinho Teixeira, destacou que o trabalho desenvolvido nos últimos 30 anos pela instituição e a aposta na qualificação faz dos “transmontanos dos mais cultos a nível nacional” e contribui para que Bragança “seja, cada vez mais, qualificada e com capacidade de competitividade a nível nacional e internacional”. A cerimónia incluiu, ainda, a entrega de medalhas de Honra ao Professor Adriano Moreira, como individualidade nacional, cuja distinção foi recebida, em sua representação, pelo Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, e ao Professor Marek Tukiendorf, enquanto individualidade internacional. O evento terminou com a homenagem aos melhores alunos, a alunos estrangeiros, aos funcionários que comemoraram 10, 20 e 30 anos ao serviço da instituição e os colaboradores aposentados nos últimos 5 anos.

Publicado em 'CM Bragança'.

30 janeiro, 2013

Instituto Politécnico de Bragança assinalou 30 anos

Instituição com 7 mil alunos tem sido motor de desenvolvimento do nordeste transmontano


Exibido em 'SIC Bragança'.

Novos compostos podem inibir o crescimento dos tumores

Projecto da Uminho, FMUP e IPB melhora o combate às metástases
Um projecto multidisciplinar que engloba três instituições de I&D está a desenvolver novos compostos para ensaios clínicos e posterior aplicação como fármacos antitumorais e/ou antiangiogénicos. A investigação é coordenada por Maria João Queiroz na área da química orgânica, da Universidade do Minho (UMinho) e articulado com contributos da química computacional do Instituto Politécnico de Bragança e da biologia celular e molecular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
A angiogénese tumoral é o processo de vascularização que permite o fornecimento de oxigénio e nutrientes às células tumorais. A proposta deste projecto aponta para a síntese de novos compostos que inibam a angiogénese e a progressão dos tumores. Maria João Queiroz frisa que a investigação “centra-se na inibição de receptores membranares de factores de crescimento celular, de tirosina cinase, envolvidos no crescimento e diferenciação tanto de células tumorais como de células endoteliais”. Segundo a investigadora responsável, “ao inibir estes receptores nos dois tipos de células estamos a evitar que o tumor cresça e vascularize”. Este tratamento “pode ser dual, tratando o tumor e evitando a metástase”.
A obtenção de novos compostos, completamente caracterizados, visa a entrada nos exigentes testes clínicos da indústria farmacêutica. No entanto, assegura a directora do Centro de Química da UMinho, “tudo depende também da toxicidade dos compostos”, já que alguns “apresentam concentrações de inibição na ordem dos 10 nanoMolar, o que é considerado um resultado excelente, e se estes compostos não forem tóxicos têm uma grande potencialidade para serem aplicados na terapêutica”.
Neste caso, poderão depender apenas dos testes farmacológicos, que determinarão a sua utilização clínica, pois “nestas áreas relacionadas com o cancro é de todo o interesse desenvolver novos e eficazes fármacos com baixa toxicidade”.

Publicado em 'CiênciaHoje'.

IPB faz girar a economia transmontana

Na semana em que o Instituto Politécnico de Bragança comemora 30 anos de existência, o Estado da Região de hoje debate o impacto desta instituição de ensino superior na economia transmontana.
Um estudo revelado há dois anos indicava que o IPB tinha um peso superior a oito por cento do PIB da região, representando cerca de 52 milhões de euros por ano para a economia do Nordeste.
Habitação, comércio e transportes são as áreas mais beneficiadas com os estudantes do IPB. Bares e discotecas também lucram. “Os estudantes do IPB são uma mais-valia para o funcionamento da noite da cidade, as nossas ofertas nem fariam sentido se não fossem os estudantes”, refere Telmo Garcia, proprietário de três discotecas na cidade. “Neste momento, os estudantes do IPB são o movimento da cidade, são uma das grandes fontes da economia da cidade, sem eles se calhar nem existia o meu bar”, afirma António Pires. Também Elisabete Tomé diz que “se não fossem os estudantes se calhar nem compensava abrir o bar durante o dia, são eles que dão vida a este estabelecimento”.
Um dos indicadores da dinâmica que o IPB gera ao nível económico é a criação de empresas por parte de ex-alunos, alguns deles vindos de fora e que acabam por se fixar na região. O gabinete de empreendedorismo do IPB tem sido um dos principais responsáveis. “Em quatro anos foram constituídas 25 empresas o que seguramente é difícil de igualar ao nível de outras instituições de ensino superior”, considera o coordenador, José Adriano, acrescentando que foram constituídos “63 postos de trabalho e quase um milhão e trezentos mil euros de investimento que já ficou na região”.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 janeiro, 2013

Duas universidades e um politécnico pesquisam novos inibidores do crescimento de tumores

Duas universidades e um instituto politécnico portugueses estão envolvidos numa investigação para encontrar novos compostos capazes de inibir o crescimento de tumores e de melhorar o combate às metástases, foi hoje anunciado.
A investigação envolve o Centro de Química da Universidade do Minho (UMinho), o Instituto Politécnico de Bragança e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Segundo Maria João Queiroz, da UMinho, a investigação centra-se na inibição de recetores membranares de fatores de crescimento celular, tanto de células tumorais como de células endoteliais.

Publicado em 'Expresso'.

IPB com fluxo económico na região "equivalente a 80 fábricas"

No decorrer das comemorações dos 30 anos do Instituto Politécnico de Bragança, o presidente daquela instituição, Sobrinho Teixeira, salientou a envolvência que o IPB tem com a região.
"Temos aqui cerca de oito mil pessoas entre professores, alunos e funcionários, que têm disponível pelo menos o salário mínimo para fazerem fluxos económicos e directos que equivale a 80 fábricas a 100 funcionários cada uma", justifica.
Sobrinho Teixeira salientou que neste momento o IPB tem massa critica para defender a região, "o mais importante é que temos uma instituição que neste momento tem a maioria dos seus docentes doutorados e que defende a cultura, o pensamento da região e que cada vez mais Bragança seja um símbolo de mudança e uma região qualificada e com capacidade de competitividade nacional e internacional".
O presidente do IPB referiu o instituto tem-se "empenhado ao longo destes 30 anos em apostar na qualificação dos transmontanos, mudamos o paradigma da região e torna os transmontanos dos mais cultos a nível nacional".
O IPB tem neste momento 72 por cento dos alunos vindos de fora do distrito de Bragança, Sobrinho Teixeira justificou estes números pelo facto de Bragança ser uma cidade com baixo custo de vida.

Publicado em 'RBA'.

Jovens deixam de estudar por causa da crise

Há mais estudantes do IPB a abandonar os estudos. O fenómeno decorre das dificuldades financeiras vividas pelas famílias dos alunos numa época de crise.
Ainda assim, a direcção da instituição de ensino considera que as estatísticas não são relevantes. Sem revelar os números, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança diz que ficam abaixo do que esperava.
“É óbvio que tem havido um aumento do abandono escolar mas está abaixo das minhas expectativas face ao que é a sensação geral do país”, refere Sobrinho Teixeira, acrescentando que “temos varações que andam na casa das dezenas de ano para ano, este ano cresce um bocadinho mas não é estatisticamente valorizável face à variação dos últimos anos”.
Declarações feitas ontem durante as comemorações dos 30 anos do IPB, que contaram com a presença do ex-Presidente da República.
Na sua oração de sapiência, Jorge Sampaio, considera que o ensino superior é fundamental para o desenvolvimento do país, mas para isso diz que é preciso orientação estratégica. “Nós coordenamos e consertamos pouco numa perspectiva de convergência de acção e nunca foi tão preciso consertar como agora”, afirma. “Sei que as nossas instituições de ensino superior serão capazes de responder aos desafios do presente e penso que o IPB está bem colocado para participar nessa reflexão que é inadiável”, acrescenta Jorge Sampaio.
O presidente da câmara de Bragança salienta a importância de fortalecer o ensino superior no interior do país. “O fortalecimento do ensino superior no interior é essencial para o combate ao despovoamento, contribuindo para a coesão e competitividade”, defende Jorge Nunes. “O poder central deve promover políticas activas, em especial neste período de crise para evitar a sua fragilização”, frisa.
Já o secretário de estado do ensino superior realça que o ensino superior politécnico tem de ter um papel dinamizador das regiões onde estão inseridas. “É sobretudo através do ensino superior politécnico que o país tem de aumentar o número de jovens que acede a qualificações superiores que lhes darão melhores perspectivas de vida e que o país necessita”, refere João Queiró, acrescentando que “o ensino superior politécnico tem de ter um papel relevante na dinamização social e económica directa das regiões em que se encontra inserido”.
As comemorações ficaram ainda marcadas pela tomada de posse do novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Joaquim Mourato revela que um dos seus objectivos para este mandato é ajudar à recuperação do país. “Queremos construir soluções para qualificar mais e melhor os portugueses e queremos ajudar a recuperar o país e a devolver aos portugueses a esperança de uma vida melhor”, adianta. De recordar que o cargo era até agora ocupado pelo presidente do IPB e que exerceu durante quatro anos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Jorge Sampaio diz que Portugal não terá prosperidade sem investimento na Educação

Portugal não pode aceitar "a fatalidade de uma população com poucas qualificações escolares, não só nos adultos mais idosos, mas também nas camadas mais jovens".
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio defendeu hoje que, sem mais investimento na Educação, "nada mudará" em Portugal nem será possível "prosperidade e crescimento económico".
"O país não estará em condições de algum dia enveredar pelo caminho da prosperidade, do crescimento económico sustentável, se não continuar a investir na educação, no ensino superior, na investigação tecnológica e científica", declarou.
O antigo chefe de Estado falava em Bragança, na cerimónia de comemoração dos 30 anos do instituto politécnico local, durante uma oração de sapiência sobre a educação e Ensino Superior em Portugal. Jorge Sampaio advertiu que "seria um erro histórico dar livre curso às ideologias do mercado que tendem a diminuir os compromissos do Estado com um ensino público de qualidade para todos". "A crise não pode por em causa os esforços feitos até aqui", reiterou.
O também Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações defendeu que "Portugal não tem estudantes a mais, não tem diplomados a mais". "Portugal tem, bem pelo contrário, índices baixos ainda de qualificação escolar na sua população, apesar do enorme salto dado nas últimas décadas", afirmou.
Da mesma forma, o antigo Presidente da República entende que "Portugal não investe demais na Educação, necessita isso sim de continuar a investir nesta área e muito, e não apenas durante mais um, dois ou dez anos, mas de forma continuada e persistente". Naquela que considerou uma área "fulcral" para o país, Sampaio defendeu que "nada mudará sem uma maior determinação" da parte de todos. "Neste momento de grande crise que o nosso país atravessa, em que uma espécie de chapa de chumbo parece ter-se abatido no nosso quotidiano feita de cortes, de interrogações e perplexidades quês e adensam todos os dias, temos de fazer um esforço colectivo para erguer a cabeça, para nos mantermos firmes e lutarmos por uma ambição clara e ambiciosa para a sociedade que queremos que vingue no nosso querido Portugal", declarou.
 Portugal não pode aceitar, continuou, "a fatalidade de uma população com poucas qualificações escolares, não só nos adultos mais idosos, mas também nas camadas mais jovens". "Nós não queremos um país remediado complacente com um destino escolar e uma educação medíocre, nós não querermos um país acomodado e resignado a uma escola sofrível, um sistema educativo a saldos", enfatizou.
O antigo chefe de Estado quer "um país ambicioso, com a coragem de se destacar pela cultura, pela ciência, pela investigação tecnológica e pelo conhecimento". Sampaio ressalvou que "não é, naturalmente, uma missão fácil, mas é uma missão necessária, uma missão vital e, por isso, tem de ser possível". Esta responsabilidade "não pode ser uma mera afirmação retórica, não pode ser abandonada, não pode ser considerada opcional", acrescentou. A responsabilidade é, considerou, " simultaneamente politica, social e profissional" e salientou que da política exige "reforço dos investimentos na Educação". "Não é por acaso que Portugal e Grécia são [dos países da] União Europeia em que a despesa total por aluno é das mais baixas", exemplificou. Jorge Sampaio concluiu afirmando que "o Ensino Superior desempenha um papel central para o desenvolvimento económico, o que está em causa é o futuro dos portugueses".

Publicado em 'Negócios'.