Jornadas Pedagógicas decorreram na ESE
Se atualmente os pais estão mais
empenhados em participar na vida
das escolas, por outro lado os profissionais
de ensino são desafiados,
sobretudo em tempos de crise, a
ter mais atenção aos alunos e às dificuldades
por que podem estar a
passar, defende Angelina Sanches,
responsável do Departamento de
Supervisão da Prática Pedagógica
da Escola Superior de Educação do
Instituto Politécnico de Bragança.
Para debater esta relação entre a
escola e a família, o Departamento
organizou as VI Jornadas da Prática
Pedagógica, que decorreram
nos dias 17 e 18.
Segundo Angelina Sanches, nos
últimos anos têm-se dado passos
significativos para uma maior partilha
de saberes e informação entre
escolas e famílias. Contudo, o
facto de nas famílias, por norma,
ambos os pais trabalharem, leva a
que a escola tenha hoje uma responsabilidade
crescente na educação
dos alunos.
Por outro lado, a crise económica
atual deve levar os profissionais de
ensino a terem um olhar mais atento
às possíveis dificuldades dos alunos
e das suas famílias que, na maior
parte dos casos, não lhes são diretamente
transmitidas pelos pais.
Numa escola como a ESE, que forma
profissionais do 1º, 2º ciclos e
educadores de infância, foi apresentado,
no âmbito destas Jornadas,
o projeto “Au pair”, com a
participação da agente do Programa
“Au Pair in America” em
Portugal, Íris Santos. Segundo esta
responsável, o programa destinase
a raparigas entre os 18 e os 26
anos, disponíveis para trabalhar
nos Estados Unidos com crianças
e aí viverem com as famílias com
as quais trabalham. Lá têm direito
a casa e comida. Segundo Íris Santos
este programa tem sido tomado
pelas jovens como uma forma
de enriquecimento profissional
e cultural. Atualmente, face ao
grande índice de desemprego dos
profissionais da área da educação,
tem também sido procurado por
pessoas desempregadas. Íris Santos
referiu que algumas jovens
mostram receio em partilhar casa
com famílias estrangeiras. Contudo,
o Programa garante também,
na América, a seleção das famílias,
de modo a que os riscos sejam
controlados.
As candidatas a “Au pair” têm de
ter ainda carta de condução, ter
pelos menos 200 horas de trabalho
com crianças, ter o registo criminal
limpo, falar um nível intermédio
de inglês e ter pelo menos
o 12º ano, existindo um programa
específico para formados em Educação
de Infância, professores do
1º Ciclo e Educação Básica.
Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 23 de Maio de 2013.