19 junho, 2013

Bragança quer criar e exportar novos sistemas de controlo de iluminação pública

Bragança está a desenvolver um projeto-piloto para criação de nova tecnologia de controlo da iluminação pública que ambiciona "exportar" e que pode transformar a cidade transmontana num centro de excelência nesta área, foi hoje anunciado.
O projeto resulta de um desafio lançado pela EDP Inovação ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vai desenvolver investigação para a criação de novos sistemas de gestão da iluminação pública com tecnologia LED.
A ideia da empresa de eletricidade é criar um novo produto para gerar eficiências e poupanças nas mais de três milhões de luminárias espalhadas pelas ruas do país, muitas das quais são de mercúrio e terão de ser substituías nos próximos dois anos, segundo António Vidigal, presidente da EDP Inovação.
A tecnologia LED, considerada "mais eficiente e de maior duração", é a solução que está a ser adotada para substituição das atuais lâmpadas e a EDP Inovação disponibiliza 50 mil euros para 340 novas luminárias que vão ser instaladas em zonas urbanas e rurais de Bragança para o desenvolvimento do projeto-piloto.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, encara o desafio como "reconhecimento da capacidade instalada" na instituição de ensino superior que se propõe desenvolver "sistemas inteligentes que consigam gerir mais e menos iluminação consoante as necessidades da população".
"O IPB para nós está muito bem cotado, desde há quatro ou cinco anos que fazemos o concurso EDP Inovação e sistematicamente grupos do IPB ficam muito bem qualificados ao ponto que este ano um ganhou", adiantou o presidente da EDP Inovação.
António Vidigal acredita que com este projeto Bragança poderá tornar-se "um centro de excelência em controlo de iluminação pública e o IPB desenvolver tecnologia para esse fim, que poderá ser replicada noutros locais".
O projeto ficará associado ao Brigantia Ecopark, um centro de tecnologia e investigação nas áreas ligadas ao ambiente, com incubadora de empresas, que deverá abrir nos primeiros meses de 2014, segundo o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes.
A EDP Inovação tornou-se na primeira parceira oficial deste novo centro, através de um protocolo celebrado hoje, em Bragança, à margem do qual foi anunciado o projeto-piloto para a iluminação pública.
O município de Bragança gasta anualmente, segundo o autarca local, 2,2 milhões de euros com iluminação pública e, embora "as novas tecnologias exijam um investimento inicial superior e não tenham um benefício imediato", Jorge Nunes, defende que "é um caminho que as sociedades têm de fazer para a sustentabilidade".

Publicado em 'RTP'.

UTAD e IPB poderão unir-se para garantir manutenção de cursos


A avançar, o despacho do Ministério da Educação, "alguns cursos estarão absolutamente impedidos de abrir no próximo ano letivo", confirmou Jorge Azevedo, vice-reitor da Universidade de Trás-os-Montes os Montes e Alto Douro (UTAD), que adianta desde logo a possibilidade, prevista no documento, de fusão com o Instituto Politécnico de Bragança em algumas áreas.
No projeto de despacho que foi entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho de Reitores e ao Conselho de Coordenadores dos Institutos Politécnicos, defende-se a não abertura de vagas nos cursos que, no atual ano letivo, tiveram menos de dez alunos inscritos pela primeira vez.
Entre as deliberações emanadas no despacho está ainda o limite mínimo de 20 alunos para que os cursos sejam financiados e "uma redução de 10 por cento em todos os cursos que tenham uma taxa de empregabilidade abaixo da média, com exceção dos cursos de educação básica, nos quais a redução tem que ser de 20 por cento", explicou o mesmo responsável, alertando para o facto de "uma medida associada a outra poder ter um impacto muito negativo, não só no número de alunos a captar mas também no financiamento". Em contrapartida, o documento, que divide a Rede de Ensino Superior em nove regiões (uma delas composta pela UTAD e pelo IPB), salvaguarda a possibilidade de coordenação entre estabelecimentos no que diz respeito aos cursos, ou seja, se Vila Real e Bragança tiverem dois cursos homólogos e no total existam mais de dez alunos inscritos no primeiro ano, um deles poderá manter-se em funcionamento.
"Poderemos trabalhar a oferta em conjunto, em vez de individualmente, mas apenas nesse aspeto", sublinhou Jorge Azevedo, adiantando, no entanto, que, a concretizarem-se os objetivos inerentes à criação das regiões, no futuro (ainda sem um timing definido) os dois estabelecimentos de ensino não poderão ter cursos idênticos a funcionar, ou seja, toda a oferta educativa terá que se coordenar.
O vice-reitor da UTAD não quis adiantar ao Nosso Jornal números relativamente aos cursos que poderão encerrar, até porque o documento apresentado pelo ministério é apenas um 'projeto' e a identificação de cursos pode ter um efeito negativo para os mesmos.
Finalmente, Jorge Azevedo explicou que a Universidade já contestou o documento junto do Conselho Reitores das Universidades Portuguesas.

Publicado em 'A Voz de Trás-os-Montes'.

14 junho, 2013

Debate a três entrou para a história


Nunca, em 27 anos, a Escola Superior de Educação de Bragança tinha assistido a um debate entre três candidatos à presidência desta escola do Instituto Politécnico.
A iniciativa decorreu terça-feira, dia de arranque da campanha eleitoral para as eleições de dia 18 e foi promovida pela Associação de Estudantes. A moderação ficou a cargo do Mensageiro de Bragança e da rádio Brigantia, como forma de conferir maior imparcialidade ao confronto de ideias.
Vítor Lopes, Luís Canotilho e António Ribeiro Alves não se furtaram às questões de um auditório cheio e participativo. Vítor Lopes reafirmou um compromisso de “rigor”, Luís Canotilho prometeu “autoridade” e “autonomia” enquanto António Ribeiro Alves deixou uma mensagem de “confiança” apesar das cautelas que deixou relativamente ao futuro. No final, os três candidatos faziam “um balanço positivo”, apesar de concordarem que “faltou aprofundar” mais alguns temas essenciais. “Mas este era um debate para os estudantes e tinham todo o direito a colocar as suas questões”, frisaram.
Esta é apenas uma das escolas que vai a eleições no dia 18. Na Superior Agrária concorrem Albino Bento e Luís Dias, Albano Alves e Carlos Andrade da ESTIG. Helena Pimentel é candidata única na Escola Superior de Saúde, tal como Rui Pedro Lopes [*] na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 13 junho 2013.
[*] Correcção IPB: Luís Carlos Magalhães Pires

O sétimo Congresso Florestal Nacional juntou em Bragança e Vila Real mais de 300 participantes

É preciso criar condições para evitar fogos de grande dimensão
A floresta portuguesa tem ainda muito que melhorar, nomeadamente no controlo sanitário e das pragas que nos últimos anos têm expandido a área da sua influência. Os fogos florestais, as dificuldades de intervenção e os obstáculos de financiamento para o sector estão também à cabeça das grandes preocupações dos que estão ligados à floresta.
Estes assuntos estiveram em destaque nas cidades de Bragança e Vila Real, que receberam o sétimo Congresso Nacional Florestal, de 5 a 8 de junho, um evento só realizado de quatro em quatro anos.
A questão da organização do sector e do ordenamento do território para responder às necessidades da sociedade e dos proprietários (ligação estreita entre Estado – Populações e Privados) estiveram em debate. Foram discutidos aspectos do cadastro e da titularidade dos terrenos e os problemas de ordenamento associados, assim como a importância de assegurar os interesses das comunidades locais com particular ênfase nas áreas baldias, tema sobre o qual existe a necessidade de uma profunda discussão pública, deu conta Maria do Loreto Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais e docente da Escola Superior Agrária de Bragança. Este responsável reconheceu o trabalho que se tem feito ao nível da deteção, do combate e da primeira intervenção aos incêndios florestais, mas apesar do muito que se evoluiu “não pode satisfazer a ninguém o que está feito”. Admitindo que há muito a fazer ao nível da prevenção, João Bento, vice-presidente da sociedade e docente na UTAD, deu conta que as operações de limpeza “são extremamente caras”, o que muitas vezes desmotiva os proprietários florestais. “Antigamente com os trabalhos rurais e com os animais garantia-se a custo zero a manutenção, esse esforço actualmente tem contrapartidas financeiras e energéticas brutais”, acrescentou. A floresta portuguesa “está longe de ser o apanágio de uma floresta limpa tal como é divulgado”, sublinhou e defendeu que “boa parte das disponibilidades financeiras para o setor deviam estar bem mais voltadas para as iniciativas de prevenção do que aquilo que são”. Há alguns apoios aos proprietários integrados nas zonas de intervenção florestal. “Agora é ilusório pensar que de Vila Real de Santo António a Caminha toda a nossa floresta pode ser árvores e mais nada, não é isso que se pretende. Pretende-se que existam áreas seguras em termos de acidente para evitar incêndios de grandes dimensões e incontroláveis, mas o fogo está presente em verões com temperaturas elevadas e deficiências de água. Não se pode é criar situações de queima incontrolada e expansão demesurada e falar de fogos de milhares de hectares”, descreveu o docente.
O congresso demonstrou “que existe vitalidade no setor e capacidade de crescer nos vários segmentos”, referiu Maria do Loreto Monteiro. A necessidade de explorar novos produtos traduz-se ao longo da fileira na necessidade de inovar, desenvolver e aplicar técnicas e conhecimentos que possam potenciar os produtos da floresta. “Vimos exemplos na área de utilização da madeira na construção, os avanços nas novas aplicações de cortiça e o potencial associado à utilização da nanotecnologia na indústria papeleira”, enumerou a presidente.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 13 junho 2013.

12 junho, 2013

Pontes também se fazem de esparguete


O Instituto Politécnico de Bragança recebeu o 3.º Concurso de Construção de Pontes em Esparguete.
Neste evento foram ensaiados 29 modelos de pontes à escala reduzida, construídos pelos alunos das licenciatura em Engenharia Mecânica e Engenharia Civil.
A ponte vencedora foi construída pelos alunos João Ginjo, João Melo e André Custódio. Com 129g foi capaz de suportar uma carga a meio vão de 18,3 Kg, correspondendo a um rácio entre carga suportada e peso próprio de 142. A organização do concurso esteve a cargo dos professores Hernâni Lopes e Débora Ferreira.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

11 junho, 2013

Programa Intensivo de Estudos da Agrária distinguido internacionalmente

Intensive Program ERASMUS "ChemNat" distinguido internacionalmente
O Intensive Program ERASMUS "ChemNat", da responsabilidade da professora Isabel Ferreira, da Escola Superior Agrária de Bragança (ESA) , que decorreu entre 2008 e 2010, em colaboração com a Universidade de Salamanca e a Universidade francesa Paul Verlaine-Metz, foi agora distinguido pela Agência Nacional do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida como um dos bons exemplos (best practices) a seguir, no âmbito da mobilidade, projetos e cooperação. Deste projeto acabou por resultar um mestrado, actualmente no segundo ano de funcionamento, conjunto entre a instituição brigantina e a Universidade de Salamanca. “O que contribuiu muito para que fosse atribuída esta distinção, uma vez que é um título conjunto entre duas universidades. Esta distinção está também relacionada com os frutos que deu após o PI. Também resultaram vários projetos de investigação e publicações científicas”, explicou Isabel Ferreira, docente responsável pelo projeto.
Este Intensivo Programe envolveu 10 alunos do IPB e 5 da Universidade de Salamanca e outros tantos da Univeridade de Metz, nomeadamente estudantes de mestrado e doutoramento, bem como nove professores, quatro do IPB, e os restantes das outras duas universidades. “No final dos três anos houve um relatório final e o projeto foi classifcado de muito bom”, acrescentou a professora.
Os IPs são programas de curta duração que juntam estudantes e docentes de IES de diferentes países europeus, encorajando o ensino multinacional e fomentando novas perspetivas de Ensino Superior no Espaço Europeu. O IPB é a instituição portuguesa com maior número de Programas Intensivos Erasmus. Desde 2007, o IPB foi responsável por 11 IPs como IES coordenadora e 12 IPs como IES parceira.
As três instituições de ensino superior candidataram um projeto na área da Química dos Produtos Naturais, funcionou em Bragança durante três anos. “Funcionava durante 15 dias na segunda quinzena de Junho. Vinham professores das várias universidades”, explicou Isabel Ferreira.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Enfermagem em debate

Jornadas organizadas pela Escola Superior de Saúde do IPB pretendem aproximar os diferentes profissionais desta área


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

04 junho, 2013

Tenda Armada

Finalistas do curso de Animação e Produção Artística do IPB montaram a tenda ao ar livre durante dias


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

31 maio, 2013

ESTIG promove aproximação entre alunos e empresas


Com o objetivo de complementar a formação que é dada aos alunos com experiências exteriores à instituição, decorreu na semana passada a Semana da Tecnologia e Gestão da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança.
Com 20 palestras e oito temas, as jornadas abordam todas as áreas de ensino da Escola, para permitir aos alunos uma aproximação à realidade das empresas e do mercado de trabalho. “Queremos que eles tenham uma visão mais abrangente do que se faz nas empresas, em outras instituições para que depois possam enfrentar de formas mais competente o mercado de trabalho”, explicou Albano Alves, diretor da Escola.
Além desta Semana, a Escola tem outras iniciativas que visam abrir os horizontes de empregabilidade aos seus alunos que, depois de terminados os cursos, podem trabalhar em empresas nacionais e estrangeiras, como já o fazem alguns dos seus colegas. Difícil será, dado o reduzido tecido empresarial da região, ficarem a trabalhar no distrito. Contudo, Albano Alves sublinhou o resultado de inquéritos aos antigos alunos do IPB que mostram que são mais os que ficam a trabalhar na região do que aqueles que vêm, de fora, estudar para o IPB.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Estudo do IPB destacado em publicações internacionais


Os resultados de ensaios de laboratório, realizados no âmbito da tese de doutoramento da professora do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) Maria José Alves, foram destacados em publicações científicas internacionais, como o Journal of Applied Microbiology, por se ter conseguido, pela primeira vez, identificar compostos de cogumelos silvestres eficazes na neutralização de bactérias resistentes a antibióticos.
Isabel Ferreira que, juntamente com Anabela Martins tem vindo a desenvolver diversos projetos de investigação na área dos cogumelos silvestres, no IPB, e orientadora principal da tese que Maria José Alves apresentou à Universidade Católica Portuguesa, explicou-nos que nesta fase os ensaios foram realizados in vitro. Para que os estudos possam despertar o interesse das farmacêuticas, serão necessários estudos in vivo, ou seja como animais infectados com estas bactérias resistentes a antibióticos, o que requer tempo e dinheiro. Também será necessário identificar a substância ativa que torna os compostos eficazes.
Este trabalho foi possível devido à colaboração da Unidade de Chaves do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e teve a virtualidade de identificar bactérias em contexto real. Ao todo, as investigadoras identificaram 15 estirpes bacterianas e submeteram a prova 16 compostos de cogumelos silvestres. Destes, seis apresentaram resultados positivos, no que respeita à neutralização das bactérias. Isabel Ferreira explicou que os compostos podem também potenciar o efeito dos antibióticos que, até aí, em determinadas bactérias, não surtiam efeito. Perante a boa aceitação da comunidade científica internacional do estudo que realizou em colaboração com Isabel Ferreira e Anabela Martins, e, posteriormente, com Manuela Pintado, da Universidade Católica, Maria José Alves revela-se contente, não a título pessoal, mas acima de tudo por este trabalho resultar de uma colaboração entre a instituições de ensino e um hospital. “A ideia que tem que passar é que as instituições podem colaborar umas com as outras”, disse.
Anabela Martins sublinhou também o facto de este e outros estudos, publicados em revistas científicas internacionais, revelarem que não só no Porto, Lisboa e Coimbra se faz investigação científica de qualidade.
Maria José é analista clínica no Hospital de Chaves e simultaneamente professora na Escola Superior de Saúde do IPB.
Contou-nos que o seu estudo se desenvolveu ao longo de três anos, mas resultou de uma investigação de há longa data que vem sendo realizada no IPB, sobre os cogumelos e as suas propriedades terapêuticas e nutricionais, por docentes da Escola Superior Agrária como Anabela Martins e Isabel Ferreira.
Estes trabalhos de investigação têm conduzido a outros resultados. Por exemplo, Isabel Ferreira, apresenta hoje, na Semana de Tecnologia e Gestão, uma palestra sobre os resultados terapêuticos de estratos de cogumelos em células tumorosas. Os ensaios in vitro foram também realizados no âmbito de uma tese de doutoramento. Agora, numa segunda fase, decorrem já experiências em ratinhos, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, para verificar se o potencial anti-tumoral demonstrado pelos compostos in vitro se mantém.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.