21 junho, 2013

Alunos do IPB foram dar sangue


Comunidade estudantil respondeu ao apelo do Instituto Português do Sangue Foram mais de 100 os alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que doaram sangue na passada quarta-feira.
Nos primeiros dois meses de 2013 a reserva nacional de sangue estabilizou, depois de no ano passado ter caído 12%, o que levou o Ministério da Saúde a apelar para a dádiva urgente. O Instituto Português do Sangue está a promover a campanha "Dar Está-lhe no Sangue" pelo país, na quarta-feira foi a vez do Instituto Politécnico de Bragança.“Doar sangue é um procedimento bastante fácil, rápido, sigiloso e seguro, para o dador em geral não há riscos. Qualquer pessoa pode dar sangue, desde que sejam observadas algumas condições para garantir a segurança e a qualidade do procedimento”, explica a enfermeira do IPTS, Ana Mesquita.
Este ano, juntou-se a esta iniciativa o rastreio da medula óssea, foram cerca de 60 os alunos do IPB, que se inscreveram como dadores. Ana Mesquita explica que ainda há alguma reticência das pessoas por falta de informação. “É um processo simples, o dador responde a um pequeno questionário, faz-se uma pequena recolha de sangue, se tudo estiver bem, os dados são guardados numa base informática nacional e internacional”, refere a enfermeira.

Salvar uma vida
Dar sangue pode salvar uma vida é com esta convicção que muitas pessoas doam 450ml de sangue num processo bastante simples que dura apenas dez minutos. “Hoje pelos outros amanhã pode ser por nós”, assim descreve o acto de dar sangue, Inês Silva, uma das dadoras presentes. O sangue não se fabrica artificialmente e só o Ser Humano o pode doar. Como tal, o sangue existente nos serviços de sangue dos hospitais depende diariamente de todos que decidem dar sangue, de forma benévola e regular. Podem dar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva o limite de idade é aos 60 anos. O IPST volta a Bragança no dia 25 de Junho, com uma recolha que decorrerá nas instalações da PSP.

Destaque
Podem dar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

20 junho, 2013

Investigadores reuniram-se na ESTIG


Cerca de 160 pessoas participaram no XVI Congresso da Associação Portuguesa de Investigação Operacional - IO2013, que decorreu de 3 a 5 de Junho na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG) do Instituto Politécnico de Bragança.
Esta foi a segunda vez que um instituto politécnico organizou o congresso, desde que esta iniciativa foi lançada com o objetivo de divulgar o que se faz nesta área, nomeadamente os contributos mais recentes. Em Bragança foram apresentadas 145 comunicações.
A APDIO (Associação Portuguesa de Investigação Operacional), foi criada há 35 anos, promove bienalmente a realização de um congresso nacional na área da Investigação operacional. O congresso visa a divulgação e partilha dos diferentes trabalhos desenvolvidos nas diversas áreas da Investigação Operacional, frequentemente realizados para responder às necessidades de modelação e otimização de problemas sentidos transversalmente nos vários setores da economia. Os modelos e técnicas da investigação operacional são sem dúvida instrumentos importantes em muitos sistemas de apoio à decisão das organizações para melhorar a sua eficiência e garantir a sua sustentabilidade.
“O objetivo é obter soluções, e com base nelas tomar decisões”, explicou Clara Vaz, docente na ESTIG e presidente da comissão de organização do congresso. Nesta escola são os docentes dos departamentos de Gestão Industrial e Matemática os que estão ligados à investigação operacional. Durante o congresso foram entregues três prémios, nomeadamente aos investigadores mais jovens, às melhores teses de mestrado e doutoramento e um prémios aos autores de comunicações publicadas em revistas internacionais.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 20 junho 2013.

Cogumelos podem ajudar a tratar o cancro




Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Aldeias transmontanas podem tornar-se em povoados fantasma


Em poucos anos muitas aldeias transmontanas poderão tornar-se autênticos povoados fantasma. É o que revela um estudo sobre abandono rural no Interior Norte do país e que foi apresentado em Bragança no âmbito do 14º Encontro Nacional de Ecologia que decorreu no Instituto Politécnico de Bragança.
A autora do Mestrado em Gestão Ambiental e Ordenamento do Território considera que “não falta muito tempo para isso acontecer e por isso é importante percebermos o que podemos fazer para contrariar essa tendência”. Germana Gonçalves acrescenta para evitar esta situação deve apostar-se “na agricultura, exploração florestal, potenciando os recursos endógenos. È difícil, mas temos de apostar nos nossos recursos”.Neste encontro de ecologia são debatidos “assuntos das diferentes áreas científicas da ecologia desde a ecologia aquática, ecofisiologia, genética, conservação da biodiversidade, ecologia e sociedade, ecologia urbana e sobretudo a ecologia da paisagem que é o objectivo principal deste encontro”, refere Paula Sobral, Sociedade Portuguesa de Ecologia.
Pela primeira vez este encontro é organizado em parceria com a Associação Portuguesa da Ecologia da Paisagem.O responsável, João Azevedo, salienta a importância desta parceria ao afirmar que “é importante para as associações da mesma área científica trabalharem em conjunto porque isso aumenta a visibilidade das suas acções e permite também interagir com a sociedade em geral”.
Este 14º Encontro Nacional de Ecologia recebeu cerca de 80 participantes.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

19 junho, 2013

Eleições na ESE com segunda volta


António Ribeiro Alves e Luís Canotilho voltam a defrontar-se no próximo dia 27, uma vez que não houve vencedores na primeira volta das eelições para os órgãos diretivos da Escola Superior de Educação. Ontem realizaram-se eleições em todas as escolas do IPB. Nas escolas Agrária, Saúde e Tecnologia e Gestão foram reeleitos todos os atuais presidentes. Na ESACT, em Mirandela, foi eleita a única lista concorrente, encabeçada por Luís Pires.
Não houve vencedor nas eleições para os órgãos diretivos da Escola Superior de Educação de Bragança (ESE), realizadas na passada terça-feira. Nenhum dos três candidatos, nomeadamente Vítor Lopes, António Ribeiro Alves e Luís Canotilho reuniu votos suficientes para ser eleito. A campanha para a segunda volta começa no dia 25, e na corrida estão António Ribeiro Alves, que faz parte da atual direção, e Luís Canotilho, que já foi presidente da ESE durante dois mandatos. A eleição terá lugar no dia 27.
Nas outras quatro escolas do Instituto Politécnico de Bragança também houve eleições na passada terça-feira com o objetivo de eleger os órgãos diretivos para o quadriénio 2013-2017. Na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, onde se apresentou apenas uma lista, foi eleito Luís Pires, que já ocupava o lugar de subdiretor. Também na Escola Superior de Saúde concorreu apenas uma lista, encabeçada pela atual presidente Helena Pimentel, também reeleita. Na Escola Superior Agrária foi reeleito Albino Bento, mas apresentaram-se duas listas a sufrágio, tal como na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, onde voltou a ser eleito Albano Ribeiro [*].

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.
[*] Correcção IPB: Albano Agostinho Gomes Alves

Bragança quer criar e exportar novos sistemas de controlo de iluminação pública

Bragança está a desenvolver um projeto-piloto para criação de nova tecnologia de controlo da iluminação pública que ambiciona "exportar" e que pode transformar a cidade transmontana num centro de excelência nesta área, foi hoje anunciado.
O projeto resulta de um desafio lançado pela EDP Inovação ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vai desenvolver investigação para a criação de novos sistemas de gestão da iluminação pública com tecnologia LED.
A ideia da empresa de eletricidade é criar um novo produto para gerar eficiências e poupanças nas mais de três milhões de luminárias espalhadas pelas ruas do país, muitas das quais são de mercúrio e terão de ser substituías nos próximos dois anos, segundo António Vidigal, presidente da EDP Inovação.
A tecnologia LED, considerada "mais eficiente e de maior duração", é a solução que está a ser adotada para substituição das atuais lâmpadas e a EDP Inovação disponibiliza 50 mil euros para 340 novas luminárias que vão ser instaladas em zonas urbanas e rurais de Bragança para o desenvolvimento do projeto-piloto.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, encara o desafio como "reconhecimento da capacidade instalada" na instituição de ensino superior que se propõe desenvolver "sistemas inteligentes que consigam gerir mais e menos iluminação consoante as necessidades da população".
"O IPB para nós está muito bem cotado, desde há quatro ou cinco anos que fazemos o concurso EDP Inovação e sistematicamente grupos do IPB ficam muito bem qualificados ao ponto que este ano um ganhou", adiantou o presidente da EDP Inovação.
António Vidigal acredita que com este projeto Bragança poderá tornar-se "um centro de excelência em controlo de iluminação pública e o IPB desenvolver tecnologia para esse fim, que poderá ser replicada noutros locais".
O projeto ficará associado ao Brigantia Ecopark, um centro de tecnologia e investigação nas áreas ligadas ao ambiente, com incubadora de empresas, que deverá abrir nos primeiros meses de 2014, segundo o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes.
A EDP Inovação tornou-se na primeira parceira oficial deste novo centro, através de um protocolo celebrado hoje, em Bragança, à margem do qual foi anunciado o projeto-piloto para a iluminação pública.
O município de Bragança gasta anualmente, segundo o autarca local, 2,2 milhões de euros com iluminação pública e, embora "as novas tecnologias exijam um investimento inicial superior e não tenham um benefício imediato", Jorge Nunes, defende que "é um caminho que as sociedades têm de fazer para a sustentabilidade".

Publicado em 'RTP'.

UTAD e IPB poderão unir-se para garantir manutenção de cursos


A avançar, o despacho do Ministério da Educação, "alguns cursos estarão absolutamente impedidos de abrir no próximo ano letivo", confirmou Jorge Azevedo, vice-reitor da Universidade de Trás-os-Montes os Montes e Alto Douro (UTAD), que adianta desde logo a possibilidade, prevista no documento, de fusão com o Instituto Politécnico de Bragança em algumas áreas.
No projeto de despacho que foi entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho de Reitores e ao Conselho de Coordenadores dos Institutos Politécnicos, defende-se a não abertura de vagas nos cursos que, no atual ano letivo, tiveram menos de dez alunos inscritos pela primeira vez.
Entre as deliberações emanadas no despacho está ainda o limite mínimo de 20 alunos para que os cursos sejam financiados e "uma redução de 10 por cento em todos os cursos que tenham uma taxa de empregabilidade abaixo da média, com exceção dos cursos de educação básica, nos quais a redução tem que ser de 20 por cento", explicou o mesmo responsável, alertando para o facto de "uma medida associada a outra poder ter um impacto muito negativo, não só no número de alunos a captar mas também no financiamento". Em contrapartida, o documento, que divide a Rede de Ensino Superior em nove regiões (uma delas composta pela UTAD e pelo IPB), salvaguarda a possibilidade de coordenação entre estabelecimentos no que diz respeito aos cursos, ou seja, se Vila Real e Bragança tiverem dois cursos homólogos e no total existam mais de dez alunos inscritos no primeiro ano, um deles poderá manter-se em funcionamento.
"Poderemos trabalhar a oferta em conjunto, em vez de individualmente, mas apenas nesse aspeto", sublinhou Jorge Azevedo, adiantando, no entanto, que, a concretizarem-se os objetivos inerentes à criação das regiões, no futuro (ainda sem um timing definido) os dois estabelecimentos de ensino não poderão ter cursos idênticos a funcionar, ou seja, toda a oferta educativa terá que se coordenar.
O vice-reitor da UTAD não quis adiantar ao Nosso Jornal números relativamente aos cursos que poderão encerrar, até porque o documento apresentado pelo ministério é apenas um 'projeto' e a identificação de cursos pode ter um efeito negativo para os mesmos.
Finalmente, Jorge Azevedo explicou que a Universidade já contestou o documento junto do Conselho Reitores das Universidades Portuguesas.

Publicado em 'A Voz de Trás-os-Montes'.

14 junho, 2013

Debate a três entrou para a história


Nunca, em 27 anos, a Escola Superior de Educação de Bragança tinha assistido a um debate entre três candidatos à presidência desta escola do Instituto Politécnico.
A iniciativa decorreu terça-feira, dia de arranque da campanha eleitoral para as eleições de dia 18 e foi promovida pela Associação de Estudantes. A moderação ficou a cargo do Mensageiro de Bragança e da rádio Brigantia, como forma de conferir maior imparcialidade ao confronto de ideias.
Vítor Lopes, Luís Canotilho e António Ribeiro Alves não se furtaram às questões de um auditório cheio e participativo. Vítor Lopes reafirmou um compromisso de “rigor”, Luís Canotilho prometeu “autoridade” e “autonomia” enquanto António Ribeiro Alves deixou uma mensagem de “confiança” apesar das cautelas que deixou relativamente ao futuro. No final, os três candidatos faziam “um balanço positivo”, apesar de concordarem que “faltou aprofundar” mais alguns temas essenciais. “Mas este era um debate para os estudantes e tinham todo o direito a colocar as suas questões”, frisaram.
Esta é apenas uma das escolas que vai a eleições no dia 18. Na Superior Agrária concorrem Albino Bento e Luís Dias, Albano Alves e Carlos Andrade da ESTIG. Helena Pimentel é candidata única na Escola Superior de Saúde, tal como Rui Pedro Lopes [*] na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 13 junho 2013.
[*] Correcção IPB: Luís Carlos Magalhães Pires

O sétimo Congresso Florestal Nacional juntou em Bragança e Vila Real mais de 300 participantes

É preciso criar condições para evitar fogos de grande dimensão
A floresta portuguesa tem ainda muito que melhorar, nomeadamente no controlo sanitário e das pragas que nos últimos anos têm expandido a área da sua influência. Os fogos florestais, as dificuldades de intervenção e os obstáculos de financiamento para o sector estão também à cabeça das grandes preocupações dos que estão ligados à floresta.
Estes assuntos estiveram em destaque nas cidades de Bragança e Vila Real, que receberam o sétimo Congresso Nacional Florestal, de 5 a 8 de junho, um evento só realizado de quatro em quatro anos.
A questão da organização do sector e do ordenamento do território para responder às necessidades da sociedade e dos proprietários (ligação estreita entre Estado – Populações e Privados) estiveram em debate. Foram discutidos aspectos do cadastro e da titularidade dos terrenos e os problemas de ordenamento associados, assim como a importância de assegurar os interesses das comunidades locais com particular ênfase nas áreas baldias, tema sobre o qual existe a necessidade de uma profunda discussão pública, deu conta Maria do Loreto Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais e docente da Escola Superior Agrária de Bragança. Este responsável reconheceu o trabalho que se tem feito ao nível da deteção, do combate e da primeira intervenção aos incêndios florestais, mas apesar do muito que se evoluiu “não pode satisfazer a ninguém o que está feito”. Admitindo que há muito a fazer ao nível da prevenção, João Bento, vice-presidente da sociedade e docente na UTAD, deu conta que as operações de limpeza “são extremamente caras”, o que muitas vezes desmotiva os proprietários florestais. “Antigamente com os trabalhos rurais e com os animais garantia-se a custo zero a manutenção, esse esforço actualmente tem contrapartidas financeiras e energéticas brutais”, acrescentou. A floresta portuguesa “está longe de ser o apanágio de uma floresta limpa tal como é divulgado”, sublinhou e defendeu que “boa parte das disponibilidades financeiras para o setor deviam estar bem mais voltadas para as iniciativas de prevenção do que aquilo que são”. Há alguns apoios aos proprietários integrados nas zonas de intervenção florestal. “Agora é ilusório pensar que de Vila Real de Santo António a Caminha toda a nossa floresta pode ser árvores e mais nada, não é isso que se pretende. Pretende-se que existam áreas seguras em termos de acidente para evitar incêndios de grandes dimensões e incontroláveis, mas o fogo está presente em verões com temperaturas elevadas e deficiências de água. Não se pode é criar situações de queima incontrolada e expansão demesurada e falar de fogos de milhares de hectares”, descreveu o docente.
O congresso demonstrou “que existe vitalidade no setor e capacidade de crescer nos vários segmentos”, referiu Maria do Loreto Monteiro. A necessidade de explorar novos produtos traduz-se ao longo da fileira na necessidade de inovar, desenvolver e aplicar técnicas e conhecimentos que possam potenciar os produtos da floresta. “Vimos exemplos na área de utilização da madeira na construção, os avanços nas novas aplicações de cortiça e o potencial associado à utilização da nanotecnologia na indústria papeleira”, enumerou a presidente.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 13 junho 2013.

12 junho, 2013

Pontes também se fazem de esparguete


O Instituto Politécnico de Bragança recebeu o 3.º Concurso de Construção de Pontes em Esparguete.
Neste evento foram ensaiados 29 modelos de pontes à escala reduzida, construídos pelos alunos das licenciatura em Engenharia Mecânica e Engenharia Civil.
A ponte vencedora foi construída pelos alunos João Ginjo, João Melo e André Custódio. Com 129g foi capaz de suportar uma carga a meio vão de 18,3 Kg, correspondendo a um rácio entre carga suportada e peso próprio de 142. A organização do concurso esteve a cargo dos professores Hernâni Lopes e Débora Ferreira.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.