A direção da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança, liderada por Luís Dias, demitiu-se em bloco.
Esta decisão foi tomada na sequência da intenção de demissão de Luís Dias, que explicou ao Mensageiro que na origem do seu pedido de demissão estão questões de ordem pessoal e profissional. “Já não estou em Bragança pelo que não faria sentido continuar na presidência da associação académica”, referiu. O presidente demissionário acrescentou que, quando se candidatou ao cargo, tinha intenção de o levar até ao fim do mandato, mas adiantou que surgiram imprevistos de natureza pessoal e profissional que o impedem de prosseguir.
Na passada quinta-feira foi convocada uma Assembleia - Geral de Alunos, onde foi dado conta da demissão do presidente e do resto da direção, um total de 13 pessoas. Nessa altura foi marcada a data das eleições antecipadas. Os estudantes vão novamente a votos a 4 de julho, uma data que não agrada a muitos alunos por estar a decorrer a pausa lectiva na Escola Superior de Educação ou exames de recurso nas restantes escolas nessa altura. Luís Dias garante que nada tem a ver com a escolha do calendário eleitoral, porque a decisão é da Mesa da Assembleia. Entretanto, a contestação à data das eleições prossegue. Foi criado um movimento no Facebook intitulado ‘Por eleições democráticas na AAIPB’, com o objetivo de demonstrar a toda a comunidade do IPB e da cidade de Bragança “a indignação existente por parte de vários alunos pela falta de democraticidade relativamente às eleições para a AAIPB”, pode ler-se na página do referido movimento. Há ainda um grupo de alunos, liderados por Vítor Sampaio, da Escola Superior de Educação, que impugnou o Assembleia - Geral onde foi proposta e votada a data das eleições antecipadas, porque o processo suscita muitas dúvidas. “Não há registo dos alunos que estavam no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão nessa noite. O auditório estava muito cheio, estavam lá pessoas que não estão matriculadas no IPB e que não se pode confirmar se votaram porque a votação foi de braço no ar”, explicou Vítor Sampaio. Os estudantes enviaram uma carta ao presidente da mesa da Assembleia, via CTT, registada e com aviso de receção, mas tinham intenção de entregar outra em mão. “Tomamos a decisão de enviar a carta pelo Correio porque na passada sexta-feira (21 de junho) não conseguimos entregar a carta em mão ao presidente da Mesa da Assembleia. Durante a manhã não conseguimos entregar porque estava a dormir e à tarde estava a estudar. Eu tenho provas disto”, acrescentou Vítor Sampaio.
Publicado em 'Mensageiro'.