23 outubro, 2013

Anselmo Ralph na semana de recepção ao caloiro de Bragança


A festa da recepção ao caloiro de Bragança está de regresso na primeira semana de Novembro.
Este ano uma das novidades é o facto de terem sido os caloiros a escolherem os artistas e bandas. Anselmo Ralph é o grande nome do cartaz da Semana de Recepção ao Caloiro de Bragança. Incontornável nome do R&B, Soul e Kizomba angolano promete enchente no Pavilhão NERBA na noite de 9 de Novembro.
Os caloiros pediram e a Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) não falhou e cumpriu a promessa, depois de este ter sido um dos nomes mais votados pelos novos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança. O presidente da AAIPB, Ricardo Pinto, não tem dúvidas que esta será uma noite memorável.“Esperemos que Anselmo seja uma grande noite e memorável. Tivemos a oportunidade de pedir a opinião aos caloiros e fizemos uma lista das bandas mais votadas e felizmente conseguimos trazer muito dos nomes que tinham sido pedidos”, explica o presidente da AAIPB.A AAIPB aposta em estilos de música diversificados para dar corpo ao que considera “uma grande recepção ao caloiro”. Jimmy P e Dj Ride são alguns dos nomes da música portuguesa que vão animar os estudantes, entre 5 e 9 de Novembro, no Pavilhão do NERBA.
Este ano, é dada a oportunidade a bandas e dj’s da cidade de Bragança para subirem ao palco. Foi também proposto um desafio aos alunos do curso de música do IPB, que criaram uma banda, que também subirá ao palco.“É um desafio diferente, ou seja nós sabemos que os alunos de educação musical têm um projecto, nos lançamos o desafio de fazerem uma banda e irá subir ao palco nesta recepção, era oportunidade que já devia ter sido dada há mais tempo”, refere Ricardo Pinto.
A pulseira de entrada para estudantes custa 29 euros e para não-estudantes 37. Já os bilhetes diários para estudantes variam entre os 5 e os 13 euros e para não estudantes entre os 7 e os 15 euros. A Associação Académica tenta ter preços que sejam acessíveis a todos, mesmo sendo a única associação do país que não tem qualquer patrocínio.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

21 outubro, 2013

“Roteiro do Empreendedorismo Jovem” vai estar no Instituto Politécnico de Bragança

Realiza-se no próximo dia 23 de Outubro, no Instituto Politécnico de Bragança, o “Roteiro do Empreendedorismo Jovem” . As inscrições para participação nesta iniciativa estão abertas até dia 21 de Outubro.
A Fundação da Juventude, com o apoio e parceria da Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Ação, vai realizar o Roteiro do Empreendedorismo Jovem.
Durante o próximo trimestre, a Fundação pretende motivar os jovens, promover as suas competências empreendedoras e contribuir para o desenvolvimento do espírito de iniciativa.
Para ajudar na concretização destes objetivos, o Roteiro proporciona a apresentação de oportunidades, recursos e fontes de financiamento para projetos a ser realizados no âmbito do Programa Juventude em Ação.
Todas estas finalidades serão trabalhadas sob a forma de objetivos gerais a serem atingidos pelos participantes no Roteiro, através de uma abordagem formativa e informativa, com a duração de um dia.
O Roteiro do Empreendedorismo vai passar por 15 distritos e inicia já no dia 23 de Outubro no Instituto Politécnico de Bragança.
Do programa da sessão fazem parte temáticas como “Valores que enformam uma Cultura Empreendedora”, “Definição do perfil do empreendedor” ou “Estratégias para o desenvolvimento de ideias inovadoras”.
Serão ainda das informações sobre o Programa Juventude em Acção – O Programa, a agência as acções ERASMUS+, O programa 2014-2020.
O Roteiro do Empreendedorismo dirige-se a jovens com idades entre os 18 e os 25 anos, interessados no desenvolvimento do seu potencial empreendedor, estudantes universitários, recém-licenciados, desempregados, candidatos a primeiro emprego.
A participação é livre mas esta sujeita a um ainscrição que poderá ser realizada mediante o preenchimento de um formulário disponível online.

Publicado em 'Noticias do Nordeste'.

10 outubro, 2013

Emprego no estrangeiro promovido no IPB


Há cada vez mais recém-licenciados a emigrar. Por isso, o Instituto Politécnico de Bragança recebeu ontem uma sessão de informação para os alunos, sobre oportunidades de emprego lá fora.
Como ir para o estrangeiro, com que condições e que apoios existem foram algumas das questões respondidas nesta sessão.
A coordenadora do centro Europe Direct de Bragança, Sílvia Nobre, sublinha que é fundamental para os jovens estarem informados sobre a realidade no estrangeiro. “Dar uma nota positiva das hipóteses e do fomento que há na concessão de empregos, ou na procura de emprego, quer em Portugal, mas sobretudo noutros países da União europeia. Pessoas com bastante formação, não arranjam colocação e a publicitação tanto de empresas como de instituições públicas que publicitam ofertas de emprego, indicando os salários, as condições e as exigências, o que o pretendem é muito positivo”.
Alguns alunos do IPB que estavam na assistência ficaram entusiasmados com as propostas que foram apresentadas e ponderam mesmo trabalhar lá fora. “O nosso país não está numa situação muito favorável e se houver oportunidade de trabalhar lá fora, irei sem hesitar” – Lara Moura, aluna do curso de Dietética no IPB. “Ir lá para fora não é a minha primeira opção, porque acho que nós somos formados em Portugal e bem formados e por isso devemos apostar ao máximo ficar por cá” – Jacinta Mendes, aluna do curso de Dietética no IPB“. Ir para fora passa pelos meus objectivos até porque cá em Portugal as oportunidades são muito poucas e gostava de investir numa nova vida, mais segura e estável lá fora” – Jéssica Fernandes, aluna do curso de Dietética no IPB.
Foram também apresentadas ofertas de emprego para enfermeiros no Reino Unido. A enfermeira Ana Rocha, consultora numa empresa de recrutamento de profissionais de saúde, aponta alguns requisitos necessários para os enfermeiros abraçarem uma carreira além fronteiras.“A KCR (Kate Cowhinh international Healthcare Recruitement agency) é uma empresa de recrutamento internacional e decidimos vir recrutar a Portugal. Os enfermeiros portugueses são altamente reconhecidos no reino unido, a KRC tem base na Irlanda, normalmente vimos a Porto a Lisboa fazer entrevistas, eles não tem que se deslocar ao reino Unidos e fazemo-lo de forma gratuita para os candidatos. Os requisitos é ter um bom nível de inglês, pedimos também que iniciem o processo na ordem dos enfermeiros em Inglaterra, precisamos de um candidato que queira realmente trabalhar no Reino Unido, que perceba as diferenças que há com Portugal, que vai lidar com uma nova cultura”
A sessão de informação “Volta de Apoio ao emprego:_ Melhoria da empregabilidade em contexto Europeu”, foi organizada pelo Centro Europe Direct de Bragança, conjuntamente com a Representação da Comissão Europeia em Portugal e o Instituto de Emprego e Formação profissional de Bragança.

Publicado em 'Brigantia'.

AAIPB recebeu os caloiros desde o primeiro minuto


O novo ano lectivo já arrancou no Instituto Politécnico de Bragança, na primeira fase 23% das mil vagas ficaram preenchidas.
Na segunda fase entraram mais x alunos São então 1359 caloiros acabados de chegar ao nordeste transmontano. As ruas da cidade de Bragança têm estado animadas, apesar do IPB ter menos caloiros este ano, animação não tem faltado. O jornal Nordeste foi conhecer os novos alunos do nordeste transmontano, em actividades de integração.
Este ano a Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) que tê agora Ricardo Pinto, como presidente, recebeu os caloiros desde o primeiro minuto.”Colocámos placas na auto - estrada para chegarem ao IPB sem problemas”, explica o recém-eleito Ricardo Pinto. Acrescenta “o principal objectivo era fazer chegar ao caloiro aquele acolhimento na cidade na escola. Para isso acompanhamos os caloiros desde o primeiro minuto na cidade e 24h/24h”.
Este ano a AAIPB entregou um kit a cada novo aluno, com alguns brindes, um mapa da cidade, um roteiro dos museus e um cartão de telemóvel e um cartão com números de telefone que estão disponíveis 24h/24h. “Decidimos ter uma linha, que estivesse sempre disponível para eles se sentirem apoiados nestes primeiros tempo. Podem ligar a qualquer hora, se precisarem de ir ao hospital, saber alguma informação, inclusive se tiverem algum problema com as praxes”, explica o presidente da AAIPB.

Recepção ao Caloiro de 5 a 9 de Novembro
Os caloiros já começaram a chegar ao Instituto Politécnico de Bragança e a AAIPB quer preparar para eles uma recepção que se adivinha inesquecível. Quanto à semana da Recepção ao Caloiro, que a agrega os mais tradicionais eventos, esta terá lugar entre 5 e 9 de Novembro. Do programa a AAIPB ainda não adianta nomes, no entanto promete aos recém chegados, um evento único e inesquecível. Este ano os caloiros tiveram voto na matéria, na sua recepção, foi-lhes feito um breve questionário, para saber quais as suas bandas preferidas e quais as que gostariam de ver no palco. Ricardo Pinto explica que ainda estão a decorrer as negociações com as bandas, mas promete que este ano, uma das festas dos estudantes, seja a recepção ao caloiro ou a “Semana Académica” vão receber uma banda internacional. A AAIPB conta com toda a Comunidade Académica para tornar esta Receção ao Caloiro num marco inesquecível da História da Academia e da Cidade de Bragança, pugnando pelo convívio e respeito pelo semelhante e pela Tradição Académica. Um objetivo é trazer a bragança artista internacional. “ Vamos trabalhar para conseguir trazer um nome da música internacional, o desafio é alto mas vamos tentar”.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

25 setembro, 2013

IPB matricula 1359 novos alunos na primeira fase


Na primeira fase de matrículas, o Instituto Politécnico de Bragança registou 1359 novos alunos.
Do concurso nacional de acesso entraram, apenas, 325 novos estudantes, os restantes, 1034, ingressaram através dos concursos locais promovidos pela própria instituição.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, diz que este é o resultado da promoção que o instituto tem vindo a fazer fora da região. “Só dos concursos locais ultrapassámos um milhar de alunos. São concursos ao nível dos cursos de mestrado, detentores de especialização tecnológica e maiores de 23, são os chamados novos públicos, sobre os quais o IPB está a ter uma grande capacidade de recrutamento. E esse recrutamento não está a ser realizado só na região, mas estamos a conseguir trazer alunos do litoral para o interior. Grande parte deste milhar de alunos são de fora da região”, garante o presidente do IPB.
Sobrinho Teixeira espera agora um aumento do número de alunos na segunda fase de candidaturas. “Vamos agora ter a segunda fase, quer do concurso nacional, quer dos concursos locais. Do concurso nacional não estou muito esperançado. Eu acho que com a política que está a ser seguida irá determinar novamente uma redução global do número de alunos a entrar nas instituições de ensino, nomeadamente nas áreas que o país mais necessita, como é o caso das engenharias”, afirma Sobrinho Teixeira.
Na primeira fase de matrículas o IPB já preencheu 1359 vagas das cerca de 1800 que foram inicialmente abertas.

Publicado em 'Rádio brigantia'.

20 setembro, 2013

Bem-vindos caloiros

A Localvisão TV foi até ao Instituto Politécnico de Bragança conhecer os novos estudantes em atividades de integração


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

IPB inovou e a aposta foi ganha com mais 1500 alunos


As filas que se formavam à porta do edifício onde se processavam as matrículas dos novos alunos do Instituto Politécnico de Bragança já esta semana deixavam adivinhar que algo não batia certo entre os números divulgados pelo Governo relativos ao concurso nacional de colocação de estudantes no Ensino Superior.
As imensas filas que se faziam sentir, apesar do sistema montado propositadamente para esta ocasião, indicavam mais massa humana do que a prevista, “Para além do concurso nacional, tivemos mais 1455 alunos do concurso local”, adiantou ao Mensageiro Anabela Martins, a responsável pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do IPB.
Estes vêm juntar-se aos mais de 400 que entraram na primeira fase do concurso nacional. “Só dos cursos de especialização tecnológica (CETs) entraram, na primeira fase, quase 800 alunos”, indicou.
Afinal há almoços grátis
Anabela Martins lamenta que se venha perdendo a aposta no ensino superior, pois Portugal tem apenas 17 por cento de licenciados, contra os 32% da OCDE. Mesmo assim, o IPB deverá manter cerca de sete mil alunos.
Como se disse, os novos aproveitaram as últimas duas semanas para afazer a sua inscrição e as surpresas começavam ainda na autoestrada. “Colocámos uma tarja com a indicação da saída correta, de forma a que quem não conhecesse não tivesse de passar pelo pórtico das portagens desnecessariamente”, explicou Ricardo Pinto, presidente da Associação Académica do IPB. A partir desse sinal, o caminho estava todo sinalizado até à escola. “Facilitou muito. Não foi preciso pôr a morada no GPS, viemos cá dar direitinhos”, confessava Fernando Lopes, que veio de Aveiro trazer o seu filho. “Agora já sei o que o meu pai sentiu quando me entregou assim”, desabafou, enquanto o filho, Fábio, cumpria o ritual. primeiro, uma foto tipo passe de “mais um boémio. Depois, toda a parte burocrática, que teve de enfrentar sem a ajuda paterna. “É uma forma de eles começarem a ganhar autonomia. Como não têm de fazer pagamentos, os pais aceitam bem”, explicou Dina Macias, do IPB. A mesma responsável adianta que este ano foi a primeira vez que as matrículas funcionaram no novo edifício dos Serviços Gerais do IPB. “Tivemos a preocupação que os estudantes estivessem sentados durante a espera”, por exemplo, diz a professora, sobre as novidades.
Houve também uma colaboração estreita com a Associação Académica, que também ofereceu um kit aos novos alunos, que inclui, entre outras coisas, contactos de emergência “disponíveis 24 horas por dia”, segundo Ricardo Pinto, e senhas para almoço ou jantar “para o aluno e os seus acompanhantes”. “Assim evitamos que desperdicem dinheiro em cafés e já ficam a conhecer a cantina, onde até se come bem”, frisa o líder estudantil.
Depois do preenchimento dos papéis para o cartão de estudante, os novos alunos recebem outro kit do GIAPE, com merchandising da instituição. Fábio Lopes depressa se sentiu encaminhado, ele que concorreu para design de jogos de video, em Mirandela, como primeira opção.
A forma como as matrículas estavam organizadas merecia rasgados elogios por parte de alunos e pais, até porque o cuidado com eles incluía um parque de estacionamento especialmente liberado para o efeito. No final do processo, os caloiros eram recebidos por elementos das associações de estudantes das respetivas escolas. “Estamos a receber os caloiros para os orientar para o Instituto. Somos da Associação de Saúde. Estamos a explicar como vai ser a praxe, o curso, etc”, explicaram Inês Marcos e Vítor Dias ao Mensageiro.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 19 setembro 2013.

13 setembro, 2013

Falta preencher 1420 vagas nos cursos do IPB


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) preencheu apenas 23% das vagas disponibilizadas para o ano lectivo 2013-2014. Segundo os resultados das colocações da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, conhecidos na segunda-feira, nesta instituição ainda há para preencher 1420 vagas num total de cerca das 1800 disponíveis. A segunda fase de acesso está agora em marcha.
O presidente do IPB admite que a redução do número de alunos é uma realidade, tanto mais que este ano houve menos cinco mil jovens a candidatar-se ao ensino superior. Todavia, garante que no caso da instituição brigantina “não há motivo para preocupação”, porque à semelhança dos anos anteriores as vagas vão ser supridas com as entradas de outros regimes, como os alunos dos Cursos de Especialização Tecnológica e os Maiores de 23. “Tivemos uma redução de menos 130 candidatos nesta primeira fase, mas com os alunos de outros regimes já temos o dobro desse número”, explicou Sobrinho Teixeira. Ainda assim, o responsável não poupa críticas à política que está a ser seguida para o ensino superior, que afasta estudantes. No ano passado foram 150 mil alunos frequentaram o ensino secundário, dos quais 95 mil queriam prosseguir estudos, mas apenas 40 mil foram colocados.

“Ora, isto é um desperdício”, atesta o presidente do IPB, quando a entrada destes no ensino superior não significava mais peso no financiamento por parte do Estado. Além de que os inquéritos às famílias portuguesas revelam que estas só não estão disponíveis para cortar nas despesas com a alimentação e a educação dos filhos.
“Não se está a investir na qualificação, ainda que todos os relatórios europeus apontem que Portugal precisa de mais gente qualificada”, refere o responsável.
Se para o IPB a situação ainda não é preocupante este ano, Sobrinho Teixeira diz que o será para todas as instituições nacionais a médio e longo prazo, “a menos que se faça uma mudança de política”.
Sobre a falta de emprego, que afecta sobretudo os jovens licenciados, o presidente do IPB admite que é uma realidade, que obriga muitos a emigrar e que a falta de trabalho é um problema mais grave entre os jovens não qualificados. No entanto, no seu entender “é melhor emigrar com qualificações do que sem elas como sucedia nos anos 60, em que os portugueses partiam e iam fazer os trabalhos que mais ninguém queria” nos países receptores.
Lamentado que se esteja a criar uma geração “nem, nem”, ou seja “que nem estuda, nem trabalha”, Sobrinho Teixeira vaticina que a “herança que vamos deixar aos mais novos será mais pesada do que a dívida do país”.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Politécnicos com maior empregabilidade entre pós-graduados


Aproximidade às empresas, tanto em termos de comunicação permanente como geográficos, a formação à medida assim como a duração da formação parecem constituir os trunfos para o politécnico conseguir resultados positivos. No entanto, no geral, os pós-graduados têm motivos para sorrir: quanto mais apostam na formação mais cresce a remuneração, com um prémio em média de mais de 50%, segundo dados da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
Em Portugal, embora o número de estudantes do ensino pós-graduado tenha crescido signfficativamente nos últimos anos, permanece relativamente baixo em termos europeus, de acordo com uma análise efetuada pelo Center for Higher Education Policy Studies, CHEPS, em 2013. Os estudantes de mestrado constituem cerca de 8% dos estudantes nas universidades públicas, apesar de as principais instituições de ensino em Lisboa e Porto terem percentagens de inscrições nas pós-graduações e mestrados em ciências e tecnologias na ordem dos 20%. Em 1990, havia 3237 alunos de mestrado (222 em universidades privadas), subindo para 11 422 (1670 nas universidades privadas) até 2004 e 3162 estudantes formados em programas de mestrado em 2004 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, OECD, 2006).
O número de doutoramentos atribuídos por universidades portuguesas durante o período 1990 até 2004 aumentou quase quatro vezes, mas em simultâneo diminui o número de portugueses doutorados no estrangeiro. A mobilidade dos estudantes consta dos objetivos mais focados da expansão recente dos ciclos de estudos de pós-graduação, na sequência de adequação ao Processo de Bolonha [iniciou-se informalmente em Maio 1998, com a declaração de Sorbonne e arrancou oficialmente com a Declaração de Bolonua em Junho de 1999 que define um conjunto de etapas e de passos a dar pelos sistemas de ensino superior europeus no sentido de construir um espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado. No entanto, a questão financeira do mestrado integrado leva muitos estudantes a concluírem a pós-graduação na mesma instituição onde se licenciaram.
Outras perspetivas do Processo de Bolonha parecem tornar-se, aos poucos, realidade, a saber: a formação ao longo da vida ou pós-experiência profissional. Parece haver uma tendência para o aumento do número de indivíduos que concluem o 10 ciclo de ensino superior, depois de estarem integrados no mercado de trabalho, segundo um estudo da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3SE) de 2012. No caso da obtenção de qualificações ao nível do 2° ou 3° ciclo do ensino superior existirá, segundo o mesmo estudo, alguma tendência para o reforço do número de indivíduos que obtêm qualificações destes níveis, estando já integrados no mercado de trabalho, o que mais uma vez corresponde ao preconizado pelo Processo de Bolonha.
Neste caso deteta-se um pico em 2006 que poderá estar associado ao processo de transição dos diversos planos de estudo para o sistema de Bolonha, o que terá permitido a obtenção de diplomas de 2° e 3° ciclo. No contexto específico português, marcado por taxas muito elevadas de abandono escolar, o esforço de recuperação do défice de qualificações, terá que passar não só pelo reforço das qualificações das novas gerações mas, também, por um esforço de qualificação de indivíduos já inseridos no mercado de trabalho com baixas habilitações.
Verifica-se um prémio de remuneração associado às habilitações escolares mais elevadas, mas com alguma tendência de redução para os diplomados que entram pela primeira vez no mercado de trabalho (+73% em 2002 e + 40% em 2009). Este prémio» tem vindo a perder relevância ao longo dos últimos anos para os diplomados com bacharelato e licenciatura (no caso dos licenciados ÷77% em 2002 e +39% em 2009). Para os diplomados com doutoramento, o prémio na remuneração é claramente superior ao verificado para a licenciatura e para o mestrado (em 2009 + 121% de remuneração média no caso dos doutorados e +52% e +39%, respetivamente, para os mestres e licenciados). Esta situaçáo na remuneração dos indivíduos com mestrado e doutoramento tem-se mantido relativamente estável. O padrão evidenciado parece sugerir que a implementação de Bolonha poderá ter conduzido a uma certa desvalorização do 1.0 ciclo no mercado de trabalho.
No que conceme ao desemprego entre os diplomados com grau de mestre, a Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) aponta para, em 2013, de um total de 7633 pessoas desempregadas com grau de mestre, 6,5% dizem respeito ao ensino politécnico público e 2,9 % ao ensino privado. No caso do ensino universitário público, os mestres atingem os 71,9% de desemprego (4801 pessoas) e 18,8% no ensino privado universitário (1.254 pessoas). Um estudo promovido pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses, CCISP, no qual participaram sete institutos politécnicos, revelou que estas instituições são responsáveis pelo emprego de mais de 12% da população ativa, o impacto instituições nas respetivas regiões varia entre os EUR27 milhões e os EUR171 milhões e o peso médio no PIB varia entre os 5% e os 11% da região onde estão inseridas.
Em jeito de conclusão, citando os autores do estudo Empregabilidade no Ensino Superior em Portugal da autoria de José Luís Cardoso, Vítor Escária, Vítor Sérgio Ferreira, Paulo Madruga, Alexandra Raimundo e Marta Varanda, da A3SE: ...o aumento do nível de desemprego entre os jovens diplomados pode constituir um desincentivo à procura de qualificações mais elevadas por parte dos jovens portugueses, o que terá, necessariamente, consequências graves seja em termos macro, com a diminuição do capital humano dos ativos, com reflexos sobre a produtividade e sobre o potencial de crescimento da economia portuguesa, seja em termos micro, diminuindo a empregabilidade e aumentando riscos de exclusão dos menos qualificados.
Uma análise mais aprofundada deste problema é fundamental, seja para evitar as conclusões simplistas e perigosas em termos dos potenciais efeitos sobre as decisões dos indivíduos, seja porque o conhecimento sobre o mesmo pode orientar as decisões de políticas públicas, que permitam compatibilizar as necessidades de promover uma recuperação dos níveis de qualificações dos ativos portugueses com a racionalização da utilização dos recursos públicos, sempre escassos.

Publicado em 'AULP'.