15 novembro, 2013

Cursos com poucos alunos devem fechar como as escolas primárias - secretário de Estado

O secretário de Estado do Ensino Superior comparou hoje os cursos com pouca procura às antigas escolas primárias, defendendo que também devem encerrar por falta de alunos tal como aconteceu com centenas de estabelecimentos do primeiro ciclo.
José Ferreira Gomes falava, em Bragança, no Congresso de Ensino Superior do Interior, que reuniu dez associações académicas de universidades e politécnicos e no qual foi reclamado um tratamento diferente para as instituições das zonas mais deprimidas do país.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, expressou ao governante que "não pode ser usado o mesmo padrão para encerrar um curso com 10, 15 alunos no litoral e no interior".

Publicado em 'Notícias SAPO'.

Cogumelos de Portugal com propriedades nutritivas e saudáveis são identificados

A Universidade de Salamanca apoia o Instituto Politécnico de Bragança na avaliação dos recursos autóctones do Nordeste de Portugal interessantes para a indústria de alimentos e farmacêutica
O Instituto Politécnico de Bragança trabalha na caracterização dos recursos naturais do Nordeste de Portugal. O objetivo é descobrir as propriedades de alguns produtos tradicionais para agregar-lhes maior valor, de modo que possam servir de estimulo à deprimida economia local. A grande variedade de cogumelos desta região é um de seus pontos fortes e a Universidade de Salamanca apoia os pesquisadores portugueses na pesquisa de compostos de fungos que possam ser uteis.
Nos últimos anos, cerca de 50 publicações científicas do Instituto Politécnico de Bragança respaldam a extraordinária riqueza da região de Bragança no campo dos fungos, principalmente no Parque Natural de Montesinho. “Aqui em Salamanca são identificados alguns componentes bioativos que podem ser importantes, utilizando-se técnicas de cromatografia liquida que não estão disponíveis em Bragança”, explica a DiCYT Celestino Santos Buelga, pesquisador do Departamento de Química Analítica, Nutrição e Bromatologia da Universidade de Salamanca.
Os estudos são de caracterização nutricional, em busca de compostos interessantes para a alimentação, bem como de caracterização de atividades biológicas, como a atividade antioxidante ou antiinflamatória já comprovada de algumas substancias dos cogumelos. Além disso, no laboratório são testados estes componentes com linhas celulares para ver, por exemplo, sua possível atividade antitumoral ou antimicrobiana, que poder convertê-los em produtos antibióticos. “Dentre os produtos identificados, busca-se quais poderiam ser mais interessantes para sua comercialização, tanto na indústria de alimentos quanto na farmacêutica”, afirma o cientista da instituição acadêmica de Salamanca.
e Alto Douro existe “uma grande variedade de cogumelos”, confirma Lillian Barros, pesquisadora portuguesa que visita habitualmente Salamanca para realizar o trabalho de laboratório. “As vezes, as que possuem melhor atividade biológica não são os comestíveis, ainda que tampouco sejam tóxicos”, comenta. Isso é, em muitas ocasiões os cogumelos mais interessantes como possível fonte de compostos farmacológicos “não são os mais apreciados porque não possuem as características organolépticas adequadas”.
Atividade antitumoral
De fato, a partir do trabalho com uma das espécies de cogumelos com componentes antitumorais, este grupo de pesquisadores do Instituto Politécnico de Bragança, com Isabel Ferreira como pesquisadora principal, já solicitou uma patente.
Ademais, seus trabalhos internacionais não se limitam a esta colaboração com Salamanca, atualmente participam em projetos de países tão distintos como Brasil e Servia. O motivo é poder comparar. “Quando uma mesma espécie de cogumelo aparece em dois lugares diferentes, sua atividade biológica é muito distinta, de modo que também é importante distinguir quais são os componentes que apresenta segundo o lugar de procedência”, comenta a pesquisadora.
Cultivos orientados
Este grupo de pesquisa não apenas está interessado nos cogumelos, mas também em outros produtos naturais importantes dentro da economia local, como as plantas medicinais. Revisando seus usos tradicionais, comprovam se suas atividades biológicas são relevantes para uma possível exploração. “Ainda que sejam produtos silvestres, poderiam ser cultivados de uma maneira mais orientada”, aporta Celestino Santos Buelga.

Publicado em 'DiCYT'.

Congresso para valorizar instituições de ensino do Interior


É precisamente para mostrar o valor das instituições de ensino nas regiões periféricas que está a decorrer o 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior, em Bragança.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança confessa que a imagem que passa das instituições do interior nem sempre corresponde à realidade. E por isso, Sobrinho Teixeira, defende que é preciso fazer chegar a mensagem à Capital. “É mostrar ao País aquilo que porventura não é conhecido, através de informação que é passada de fashs informativos muito curtos e que leva a percepções completamente erradas sobre o papel que desempenha hoje o ensino superior na coesão e desenvolvimento regional. E é um papel que passa por uma questão económica, é importante o número de alunos que existem nas cidades do interior, é importante também tudo aquilo que é induzido para esses próprios estudantes a nível social e cultural. E depois tudo aquilo que o ensino superior faz de ligação às regiões, de investigação aplicada, de geração de novas empresas, de criar inovação dentro do interior”, realça Sobrinho Teixeira.
Em relação aos custos, Sobrinho Teixeira assegura que as universidades e politécnicos do interior representam uma pequena parte do orçamento do ensino superior. “O sistema politécnico no interior representa menos de nove por cento do orçamento do ensino superior. Se somarmos as três universidades do interior isso representa 16 por cento do orçamento do ensino superior. Se virmos o retorno que esse próprio orçamento representa em função daquilo que é a realidade total do ensino superior, eu penso que é dos euros mais bem investidos que o Estado português pode ter é exactamente nesta rede criada do ensino superior”, acrescenta o presidente do IPB.
Este congresso foi organizado pelas associações académicas das instituições de ensino do interior do País. O presidente da Académica de Bragança, Ricardo Pinto, confessa que os cortes no orçamento para o ensino superior são uma das preocupações dos estudantes.“Este ano vai haver cortes e quase sempre são mais direccionados para o interior do País, daí a nossa luta e em vez de falarmos um só unirmos estas 10 associações para ver se de uma vez por todas percebem que a nossa luta é um gigante com pés bem assentes e temos consciência dos problemas que temos”, salienta o presidente da Académica.
O 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior encerra hoje, em Bragança, com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Presidente do IPB e reitor da UTAD defendem instituições de ensino autónomas e unidas


Só com instituições de ensino autónomas e unidas é possível fortalecer o interior Norte do País.
Esta é a visão do presidente do Instituto Politécnico de Bragança e do reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que falam a uma só voz.
Esta posição foi defendida ontem, à margem da abertura do 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior, que está a decorrer em Bragança.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, defende a autonomia das instituições de ensino e o reforço da cooperação.“É essencial neste fortalecimento do interior manter a autonomia das instituições pese embora seja essencial também uma maior interligação entre as diversas valências do ensino superior, neste caso falamos da região de Trás-os-Montes, entre as valências do ensino superior da UTAD e do politécnico de Bragança. E cada um no seu subsistema, mas juntos sempre em defesa da região e achamos que essa é a melhor forma de nos afirmamos face à realidade do País. Um desse exemplos é o caso do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e outras iniciativas irão surgir resultantes dessa visão”, frisa Sobrinho Teixeira.
O reitor da UTAD reforça esta posição. Fontainhas Fernandes não tem dúvidas que a união faz a força.“A região ficará mais forte se tiver duas instituições fortes que trabalhem em articulação nas diferentes missões do ensino superior, quer no plano do ensino, da investigação e da transferência de tecnologia. Não podemos esquecer que ambas as instituições têm uma forte ligação ao território e esta ligação e esta função de desenvolvimento regional é fundamental”, vinca o reitor da UTAD.
Os representantes do IPB e da UTAD a defenderem uma maior cooperação entre instituições de ensino que devem manter-se autónomas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 novembro, 2013

08 novembro, 2013

Sandra Afonso vence Prémio GRACE de Investigação em RSE

A cerimónia de entrega do Prémio GRACE de Investigação em Responsabilidade Social Empresarial decorreu ontem no Auditório da FLAD, em Lisboa.
Dirigido a estudantes de pós-graduações, mestrados e doutoramentos de instituições do Ensino Superior português, esta iniciativa do GRACE visa distinguir o melhor projeto de investigação académica na área da Responsabilidade Social Corporativa.
Nesta segunda edição, contou com o alto patrocínio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e com o apoio da United Airlines e o troféu foi entregue a Sandra Afonso, Mestre em Gestão das Organizações pelo Instituto Politécnico de Bragança. A vencedora, autora de "Práticas de Responsabilidade Social nas Organizações: o caminho para o Desenvolvimento Sustentato", terá agora a oportunidade de estar em contacto, durante uma semana, com organizações de referência em matéria de RSC, em Washington DC.
O júri do Prémio foi composto por António Pires de Lima (ex-CEO da Unicer), António Rendas (Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), Carlos Magno (Professor Convidado do ISCEM e jornalista), Luís Laginha de Sousa (Presidente da NYSE Euronext Lisbon), Luís Portela (Presidente da Bial), Maria de Lurdes Rodrigues (Presidente da FLAD), Vera Pires Coelho e Maria da Conceição Zagalo (Presidente da Assembleia Geral do GRACE).

Publicado em 'Grace'.

07 novembro, 2013

Mostras IPB 2013

Grupo de Enfermagem vence a edição deste ano, num total de 19 equipas que desafiam a criatividade dos caloiros com provas livres e musicais


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Estudante do IPB finalista dos prémios EDP Inovação


Jorge Paulo é estudante do Instituto Politécnico de Bragança e é um dos três finalistas deste ano do prémio EDP inovação, que no ano passado foi vencido por outro projeto do IPB, que teve ainda outro finalista.
O grande vencedor da edição deste ano será conhecido amanhã, no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Enhanced WT é o nome do projeto em energias renováveis com que Jorge Paulo concorre, ele que fez todo o seu percurso académico com o apoio da Casa do Trabalho Dr. Oliveira Salazar, de Bragança. Este ano, os três finalistas vão ser premiados com quatro semanas no Programa de Aceleração Beta Start da Beta-i.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Governo quer reorganizar ensino superior já para o próximo ano lectivo

Universidades e institutos politécnicos têm até Dezembro para se pronunciarem, mas reitores ameaçam não cumprir caso não haja mexidas no Orçamento do Estado para 2014
Nova rede de ensino superior poderá traduzir-se no encerramento de diversos cursos

O próximo ano lectivo já deverá começar com um novo mapa de instituições de ensino superior. É pelo menos essa a intenção do Governo, que pediu às universidades e institutos politécnicos que se pronunciem sobre a reorganização da rede até ao final do próximo mês. Numa carta enviada às instituições, são abordadas as possibilidades de fusões e consórcios. Os responsáveis do sector saúdam a iniciativa, mas os reitores admitem não participar no processo se não forem resolvidos os problemas de financiamento.
O Governo estabelece metas claras para a reorganização da rede de ensino superior. As universidades e politécnicos têm até ao final de Dezembro para tomar posição, de modo a que as "grandes linhas" da reforma estejam definidas até Março. "Nessa altura, as instituições poderão planear a sua reconfiguração e começar a preparação do Orçamento de 2015 com essa mudança já reflectida", defende o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, numa missiva às instituições.
Na carta, o Governo sublinha a "urgência" de uma reforma da oferta educativa e da rede de ensino, estabelecendo quatro áreas de actuação. Por um lado, defende a criação de órgãos regionais de coordenação entre instituições - que deverão ser desenhados ao nível das Nut II - ao mesmo tempo que sugere a possibilidade do estabelecimento de consórcios e fusões, que podem acontecer inclusivamente entre universidades e politécnicos.
Uma das novidades é a possibilidade de criação de um novo modelo de financiamento público. Actualmente, as instituições recebem dinheiro do Estado em função do número de alunos e o Governo entende que isso incentiva "a expansão dos tipos de educação superior mais estabilizados" como as licenciaturas e mestrados tradicionais, em vez de uma diferenciação na oferta. O secretário de Estado pede ainda um plano de racionalização interna que se ajuste às alterações da procura e à "relevância social das competências dos graduados". Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Educação reconhece que "está a trabalhar com as instituições" sobre esta matéria, mas prefere não adiantar mais nada nesta fase de trabalhos.
A proposta do Governo foi genericamente bem recebida pelos reitores das universidades e pelos presidentes dos institutos politécnicos, que sublinham a necessidade de uma reorganização da rede. Todavia, a reforma poderá encravar em questões mais conjunturais. É isso que sugere o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, para quem a "prioridade" é mesmo resolver os problemas motivados pelo "corte duplo" que o sector vai sofrer no próximo Orçamento do Estado e que poderá chegar a 60 milhões de euros. "Sem a questão do Orçamento resolvida não conseguiremos ter estado de espírito para reforma alguma", sugere.
Já o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato, lamenta "não ter sido ouvido" sobre o assunto. "Apenas podemos considerar que qualquer reorganização do ensino superior deve ser feita a nível nacional e com todas as instituições".
Os politécnicos não escondem o receio de que a reorganização se concentre em si. É para este sector que o Governo propõe medidas mais concretas na carta, com a aposta na formação superior de "ciclo curto" (dois anos), com carácter mais profissionalizante e que deverá entrar em vigor no próximo ano lectivo. "Como aparentemente temos poucos alunos, vai-se aos politécnicos", ilustra Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança. "Isto só pode ser feito por quem não conhece a realidade".
O reitor da Universidade Coimbra, João Gabriel Silva, concorda que o país "não pode desprender-se de uma parte do seu território" como o interior, onde estão mais presentes os politécnicos. O líder da mais antiga universidade do país recusa também a ideia de que a reorganização da rede de ensino superior só se possa fazer por via da redução. Este é um sector "competitivo a nível internacional" e "capaz de responder à procura externa", diz. "Pode ser um sector estratégico para sair da crise", defende, apontando o mercado da lusofonia como prioridade.

Publicado em 'Público'.