18 novembro, 2013

Cogumelos podem ajudar a combater doenças


“Mesmo os cogumelos que não são comestíveis têm papéis ecológicos imprescindíveis”. A afirmação é de Anabela Martins, docente do departamento de biologia do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que marcou presença nas Jornadas Ibéricas Micológicas, organizadas pelo Parque Biológico de Vinhais.
A professora salienta que a biodiversidade de cogumelos é fundamental para o equilíbrio da natureza. “Os cogumelos são muito importantes do ponto de vista ecológico porque as pessoas tendem a desvalorizá-los de não se puderem comer e há muito mais além disso” refere.
Anabela Martins defende que os cogumelos têm valor medicinal e podem mesmo ajudar a combater doenças. “ Há outras aplicações que os cogumelos podem ter que são alimentares na mesma mas que podem ter um papel de alimentos benéficos para a saúde, para manter as células mais funcionais ou mesmo do ponto de vista do combate a algumas doenças”, explica.
Por ser um sector rentável são cada vez mais as pessoas que procuram informação sobre cogumelos. Anabela Martins considera que o interesse dos autarcas em promoverem iniciativas micológicas também está a crescer. Portugueses e Espanhóis participaram nas Jornadas com o mesmo objectivo: conseguir mais informação acerca dos cogumelos comestíveis. As Jornadas Ibéricas Micológicas decorreram, este fim-de-semana, em Vinhais e contaram com a participação de mais de meia centena de pessoas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Gabinete já ajudou cerca de três dezenas de empresas


O Gabinete de apoio ao empreendedorismo do Insttituto Politécnico de Bragança já ajudou à criação de quase três dezenas de empresas na região do Nordeste Transmotano.
O sucesso deste gabinete de empreendedorismo é explicado por Jorge Humberto, um dos seus responsáveis, juntamente com José Adriano, “pelo trabalho”. Jorge Humberto atesta que, nesta altura, mais jovens procuram investir, o que pode estar relacionado com o contexto económico e a dificuldade em encontrar emprego.
O gabinete funciona com uma entidade facilitadora que acompanha os jovens “para que não caminhem sozinhos na fase inicial, que é sempre a mais difícil”, referiu. No caso do programa do IPDJ, considera que a oportunidade “é excelente” porque muitas vezes os alunos concluem as graduações, mas não têm capacidade para permanecer nos locais onde estudam para desenvolver os seus projetos. “A bolsa permite-lhes estar no meio académico e desenvolver as ideias”, realçou.
Nesta altura os mais novos procuram lançar-se em negócios de base tecnológica, empresas na área da tecnologia e robótica, resultantes das teses de mestrado no âmbito dos cursos. A confiança diminuída e a falta de financiamento são os principais entraves aos empreendedores jovens.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 14 de novembro de 2013.

Jorge Paulo pensa alto e sabe como lá chegar


Aos 27 anos, Jorge Paulo é o mais recente produto de sucesso do Instituto Politécnico de Bragança.
Mestre em Engenharia Industrial, foi o segundo classificado no Prémio EDP Inovação deste ano (no ano passado, o IPB colocou duas equipas nos finalistas, incluindo a vencedora), depois de já ter vencido o programa Poliempreende, em julho de 2011, e foi o representante nacional no Concurso Europeu - Energy2B.
Natural de Vila dos Sinos, em Mogadouro, subiu a pulso na vida, com o apoio da Casa de Trabalho Dr. Oliveira Salazar, de Bragança. O seu projeto, Enhanced WT, pretende aumentar para mais do dobro o rendimento de um um novo tipo de aerogerador de pequena dimensão, para produzir eletricidade através da energia eólica em ambiente urbano.
Um dos fatores mais aplaudidos pelo júri do projeto foi o aspeto inovador e sustentável deste equipamento, uma vez que será feito com mais de 70 de derivados de cortiça, o que possibilitou, já, algumas parcerias de peso como a portuguesa WindUp e a francesa MeteoDyn, bem como a parceria estratégica com o grupo líder mundial no processamento de cortiça, o Grupo Amorim.
Este projeto continua a ser acompanhado por docentes da ESTiG, da ESE e da EsACT, fazendo parte da equipa alunos dos mestrados de Energias Renováveis e Eficiência Energética e de Engenharia Industrial, que continuam a desenvolver o equipamento em equipa. “A ideia surgiu-me durante uma aula, em 2009”, explicou ao Mensageiro, já depois da cerimónia de entrega dos prémios EDP Inovação.
Este projeto valeu-lhe o segundo lugar e diversas oportunidades para fazer formação de empresas, Beta-Start, networking na indústria energética, EnergyIn, e na área de estudos de mercado através da empresa SurveyMonkey. “Como já tinha sido uma equipa do IPB a vencer no ano passado, não tinha grandes esperanças de vencer”, garante. No entanto, agora vai continuar a desenvolver o seu projeto à escala real, para o vir a introduzir no mercado dentro de algum tempo. O céu é, agora, o limite.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 14 de novembro de 2013.

Investigação para combater o cancro do castanheiro


Primeiros resultados do estudo desenvolvido pelo IPB vão ser divulgados no próximo ano.
Vão ser conhecidos no próximo ano os primeiros resultados da investigação que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Bragança, para combater o cancro do castanheiro.
O presidente da Arborea – Associação Agro-Florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, que é parceira neste projecto, explica que o objectivo é aplicar nos soutos um tratamento biológico da doença. “Estamos num projecto, juntamente com o IPB, para encontrar um combate genético, biológico, para o próprio cancro. Já não é só fortalecer o castanheiro, agora o que se está à procura é de um tratamento para a doença. Para o ano, vai haver já uma apresentação do que foi feito e do que está a ser feito, já com resultados. Ou seja, no fundo é um cancro que mata outro cancro”, esclarece Eduardo Roxo.
Depois de concluído o trabalho em laboratório, o objectivo é produzir este tratamento de forma industrial. “O que se pretende é criar condições para uma produção industrial, para que um produtor possa comprar e possa aplicar”, sublinha o presidente da Arborea.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

15 novembro, 2013

Cursos com poucos alunos devem fechar como as escolas primárias - secretário de Estado

O secretário de Estado do Ensino Superior comparou hoje os cursos com pouca procura às antigas escolas primárias, defendendo que também devem encerrar por falta de alunos tal como aconteceu com centenas de estabelecimentos do primeiro ciclo.
José Ferreira Gomes falava, em Bragança, no Congresso de Ensino Superior do Interior, que reuniu dez associações académicas de universidades e politécnicos e no qual foi reclamado um tratamento diferente para as instituições das zonas mais deprimidas do país.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, expressou ao governante que "não pode ser usado o mesmo padrão para encerrar um curso com 10, 15 alunos no litoral e no interior".

Publicado em 'Notícias SAPO'.

Cogumelos de Portugal com propriedades nutritivas e saudáveis são identificados

A Universidade de Salamanca apoia o Instituto Politécnico de Bragança na avaliação dos recursos autóctones do Nordeste de Portugal interessantes para a indústria de alimentos e farmacêutica
O Instituto Politécnico de Bragança trabalha na caracterização dos recursos naturais do Nordeste de Portugal. O objetivo é descobrir as propriedades de alguns produtos tradicionais para agregar-lhes maior valor, de modo que possam servir de estimulo à deprimida economia local. A grande variedade de cogumelos desta região é um de seus pontos fortes e a Universidade de Salamanca apoia os pesquisadores portugueses na pesquisa de compostos de fungos que possam ser uteis.
Nos últimos anos, cerca de 50 publicações científicas do Instituto Politécnico de Bragança respaldam a extraordinária riqueza da região de Bragança no campo dos fungos, principalmente no Parque Natural de Montesinho. “Aqui em Salamanca são identificados alguns componentes bioativos que podem ser importantes, utilizando-se técnicas de cromatografia liquida que não estão disponíveis em Bragança”, explica a DiCYT Celestino Santos Buelga, pesquisador do Departamento de Química Analítica, Nutrição e Bromatologia da Universidade de Salamanca.
Os estudos são de caracterização nutricional, em busca de compostos interessantes para a alimentação, bem como de caracterização de atividades biológicas, como a atividade antioxidante ou antiinflamatória já comprovada de algumas substancias dos cogumelos. Além disso, no laboratório são testados estes componentes com linhas celulares para ver, por exemplo, sua possível atividade antitumoral ou antimicrobiana, que poder convertê-los em produtos antibióticos. “Dentre os produtos identificados, busca-se quais poderiam ser mais interessantes para sua comercialização, tanto na indústria de alimentos quanto na farmacêutica”, afirma o cientista da instituição acadêmica de Salamanca.
e Alto Douro existe “uma grande variedade de cogumelos”, confirma Lillian Barros, pesquisadora portuguesa que visita habitualmente Salamanca para realizar o trabalho de laboratório. “As vezes, as que possuem melhor atividade biológica não são os comestíveis, ainda que tampouco sejam tóxicos”, comenta. Isso é, em muitas ocasiões os cogumelos mais interessantes como possível fonte de compostos farmacológicos “não são os mais apreciados porque não possuem as características organolépticas adequadas”.
Atividade antitumoral
De fato, a partir do trabalho com uma das espécies de cogumelos com componentes antitumorais, este grupo de pesquisadores do Instituto Politécnico de Bragança, com Isabel Ferreira como pesquisadora principal, já solicitou uma patente.
Ademais, seus trabalhos internacionais não se limitam a esta colaboração com Salamanca, atualmente participam em projetos de países tão distintos como Brasil e Servia. O motivo é poder comparar. “Quando uma mesma espécie de cogumelo aparece em dois lugares diferentes, sua atividade biológica é muito distinta, de modo que também é importante distinguir quais são os componentes que apresenta segundo o lugar de procedência”, comenta a pesquisadora.
Cultivos orientados
Este grupo de pesquisa não apenas está interessado nos cogumelos, mas também em outros produtos naturais importantes dentro da economia local, como as plantas medicinais. Revisando seus usos tradicionais, comprovam se suas atividades biológicas são relevantes para uma possível exploração. “Ainda que sejam produtos silvestres, poderiam ser cultivados de uma maneira mais orientada”, aporta Celestino Santos Buelga.

Publicado em 'DiCYT'.

Congresso para valorizar instituições de ensino do Interior


É precisamente para mostrar o valor das instituições de ensino nas regiões periféricas que está a decorrer o 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior, em Bragança.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança confessa que a imagem que passa das instituições do interior nem sempre corresponde à realidade. E por isso, Sobrinho Teixeira, defende que é preciso fazer chegar a mensagem à Capital. “É mostrar ao País aquilo que porventura não é conhecido, através de informação que é passada de fashs informativos muito curtos e que leva a percepções completamente erradas sobre o papel que desempenha hoje o ensino superior na coesão e desenvolvimento regional. E é um papel que passa por uma questão económica, é importante o número de alunos que existem nas cidades do interior, é importante também tudo aquilo que é induzido para esses próprios estudantes a nível social e cultural. E depois tudo aquilo que o ensino superior faz de ligação às regiões, de investigação aplicada, de geração de novas empresas, de criar inovação dentro do interior”, realça Sobrinho Teixeira.
Em relação aos custos, Sobrinho Teixeira assegura que as universidades e politécnicos do interior representam uma pequena parte do orçamento do ensino superior. “O sistema politécnico no interior representa menos de nove por cento do orçamento do ensino superior. Se somarmos as três universidades do interior isso representa 16 por cento do orçamento do ensino superior. Se virmos o retorno que esse próprio orçamento representa em função daquilo que é a realidade total do ensino superior, eu penso que é dos euros mais bem investidos que o Estado português pode ter é exactamente nesta rede criada do ensino superior”, acrescenta o presidente do IPB.
Este congresso foi organizado pelas associações académicas das instituições de ensino do interior do País. O presidente da Académica de Bragança, Ricardo Pinto, confessa que os cortes no orçamento para o ensino superior são uma das preocupações dos estudantes.“Este ano vai haver cortes e quase sempre são mais direccionados para o interior do País, daí a nossa luta e em vez de falarmos um só unirmos estas 10 associações para ver se de uma vez por todas percebem que a nossa luta é um gigante com pés bem assentes e temos consciência dos problemas que temos”, salienta o presidente da Académica.
O 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior encerra hoje, em Bragança, com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Presidente do IPB e reitor da UTAD defendem instituições de ensino autónomas e unidas


Só com instituições de ensino autónomas e unidas é possível fortalecer o interior Norte do País.
Esta é a visão do presidente do Instituto Politécnico de Bragança e do reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que falam a uma só voz.
Esta posição foi defendida ontem, à margem da abertura do 1.º Congresso do Ensino Superior do Interior, que está a decorrer em Bragança.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, defende a autonomia das instituições de ensino e o reforço da cooperação.“É essencial neste fortalecimento do interior manter a autonomia das instituições pese embora seja essencial também uma maior interligação entre as diversas valências do ensino superior, neste caso falamos da região de Trás-os-Montes, entre as valências do ensino superior da UTAD e do politécnico de Bragança. E cada um no seu subsistema, mas juntos sempre em defesa da região e achamos que essa é a melhor forma de nos afirmamos face à realidade do País. Um desse exemplos é o caso do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e outras iniciativas irão surgir resultantes dessa visão”, frisa Sobrinho Teixeira.
O reitor da UTAD reforça esta posição. Fontainhas Fernandes não tem dúvidas que a união faz a força.“A região ficará mais forte se tiver duas instituições fortes que trabalhem em articulação nas diferentes missões do ensino superior, quer no plano do ensino, da investigação e da transferência de tecnologia. Não podemos esquecer que ambas as instituições têm uma forte ligação ao território e esta ligação e esta função de desenvolvimento regional é fundamental”, vinca o reitor da UTAD.
Os representantes do IPB e da UTAD a defenderem uma maior cooperação entre instituições de ensino que devem manter-se autónomas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

11 novembro, 2013