19 novembro, 2013

Jorge Nunes defende Universidade de Ciências Aplicadas


O Instituto Politécnico de Bragança deve evoluir para uma Universidade de Ciências Aplicadas.
Esta é a visão do ex-presidente da Câmara Municipal de Bragança.
Jorge Nunes, que sempre defendeu o ensino universitário na capital de distrito, considera agora que só uma aproximação aos modelos de ensino europeus pode ajudar a captar mais alunos para o Interior.
“Aquilo que se impõe é qualificar a rede de ensino superior no Interior e essa qualificação só pode alinhar por aquilo que são as congéneres a nível europeu, é o ensino politécnico fazer um upgrade e poder evoluir para o nível de Universidades de Ciências Aplicadas”, defende o ex-autarca, acrescentando que “era estrategicamente valorizar a rede de ensino superior no País, mas também no Interior, para captar mais alunos em mobilidade, mais cidadãos qualificados, que têm que fazer requalificação ao longo da vida e também para poder internacionalizar mais o ensino”, defende.
Jorge Nunes considera, ainda, que a aposta nos cursos de dois anos anunciada recentemente pelo governo, que serão coordenados pelos politécnicos, poderá representar um retrocesso no sistema de ensino superior.
“Representará um duro golpe para o Interior, não só para os institutos politécnicos, mas para todo o Interior do País”, realça o ex-autarca.

Publicado em 'Onda Livre FM'.

18 novembro, 2013

Politécnicos dão a ganhar milhões no interior


O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, disse ontem, no encerramento do I Congresso de Instituições de Ensino Superior, que "reduzir" institutos politécnicos e universidades "não é a mesma coisa que fechar tribunais ou repartições de finanças, porque o que está em causa é a redução de massa crítica" em regiões periféricas.
O responsável falava no congresso, que juntou sete politécnicos e três universidades de distritos do interior, onde lamentou que o Governo use rácios populacionais, em decréscimo naquela área, para encerrar serviços.
Estudantes, responsáveis pelas instituições de ensino superior e autarcas estão de acordo que o impacto dos politécnicos e universidades nas regiões periféricas é inegável, quer em termos económicos, quer sociais.
Segundo Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, o impacto direto destas instituições varia entre os 27 e os 171 milhões de euros. Por cada euro investido pelo Estado, há um retorno que pode chegar aos oito euros nos concelhos onde as instituições estão inseridas.

Fundamental
O autarca de Mirandela, António Branco, cidade onde o IPB tem uma escola superior frequentada por cerca de mil alunos, considera a permanência da instituição "fundamental".
O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, quer os municípios a criar mais condições para fixar jovens no interior.
O governante elogiou o ensino do interior, mas frisou que cursos e escolas com poucos alunos "não podem manter-se, tal como sucedeu com as escolas primárias com meia dúzia de alunos" por serem pouco competitivas.
A fusão entre instituições também está em análise, mas tanto o presidente do Instituto Politécnico de Bragança como o reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro garantem ser melhor para a região a existência de duas instituições "autónomas".

Publicado em 'JN' de 16 de novembro de 2013.

Diretor do Instituto Politécnico de Bragança confronta Secretário de Estado




Publicado em 'AULP'.

Ensino Superior no Interior

Professores, estudantes e dirigentes políticos discutem as diferenças entre o ensino no litoral e no interior do país


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Cogumelos podem ajudar a combater doenças


“Mesmo os cogumelos que não são comestíveis têm papéis ecológicos imprescindíveis”. A afirmação é de Anabela Martins, docente do departamento de biologia do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que marcou presença nas Jornadas Ibéricas Micológicas, organizadas pelo Parque Biológico de Vinhais.
A professora salienta que a biodiversidade de cogumelos é fundamental para o equilíbrio da natureza. “Os cogumelos são muito importantes do ponto de vista ecológico porque as pessoas tendem a desvalorizá-los de não se puderem comer e há muito mais além disso” refere.
Anabela Martins defende que os cogumelos têm valor medicinal e podem mesmo ajudar a combater doenças. “ Há outras aplicações que os cogumelos podem ter que são alimentares na mesma mas que podem ter um papel de alimentos benéficos para a saúde, para manter as células mais funcionais ou mesmo do ponto de vista do combate a algumas doenças”, explica.
Por ser um sector rentável são cada vez mais as pessoas que procuram informação sobre cogumelos. Anabela Martins considera que o interesse dos autarcas em promoverem iniciativas micológicas também está a crescer. Portugueses e Espanhóis participaram nas Jornadas com o mesmo objectivo: conseguir mais informação acerca dos cogumelos comestíveis. As Jornadas Ibéricas Micológicas decorreram, este fim-de-semana, em Vinhais e contaram com a participação de mais de meia centena de pessoas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Gabinete já ajudou cerca de três dezenas de empresas


O Gabinete de apoio ao empreendedorismo do Insttituto Politécnico de Bragança já ajudou à criação de quase três dezenas de empresas na região do Nordeste Transmotano.
O sucesso deste gabinete de empreendedorismo é explicado por Jorge Humberto, um dos seus responsáveis, juntamente com José Adriano, “pelo trabalho”. Jorge Humberto atesta que, nesta altura, mais jovens procuram investir, o que pode estar relacionado com o contexto económico e a dificuldade em encontrar emprego.
O gabinete funciona com uma entidade facilitadora que acompanha os jovens “para que não caminhem sozinhos na fase inicial, que é sempre a mais difícil”, referiu. No caso do programa do IPDJ, considera que a oportunidade “é excelente” porque muitas vezes os alunos concluem as graduações, mas não têm capacidade para permanecer nos locais onde estudam para desenvolver os seus projetos. “A bolsa permite-lhes estar no meio académico e desenvolver as ideias”, realçou.
Nesta altura os mais novos procuram lançar-se em negócios de base tecnológica, empresas na área da tecnologia e robótica, resultantes das teses de mestrado no âmbito dos cursos. A confiança diminuída e a falta de financiamento são os principais entraves aos empreendedores jovens.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 14 de novembro de 2013.

Jorge Paulo pensa alto e sabe como lá chegar


Aos 27 anos, Jorge Paulo é o mais recente produto de sucesso do Instituto Politécnico de Bragança.
Mestre em Engenharia Industrial, foi o segundo classificado no Prémio EDP Inovação deste ano (no ano passado, o IPB colocou duas equipas nos finalistas, incluindo a vencedora), depois de já ter vencido o programa Poliempreende, em julho de 2011, e foi o representante nacional no Concurso Europeu - Energy2B.
Natural de Vila dos Sinos, em Mogadouro, subiu a pulso na vida, com o apoio da Casa de Trabalho Dr. Oliveira Salazar, de Bragança. O seu projeto, Enhanced WT, pretende aumentar para mais do dobro o rendimento de um um novo tipo de aerogerador de pequena dimensão, para produzir eletricidade através da energia eólica em ambiente urbano.
Um dos fatores mais aplaudidos pelo júri do projeto foi o aspeto inovador e sustentável deste equipamento, uma vez que será feito com mais de 70 de derivados de cortiça, o que possibilitou, já, algumas parcerias de peso como a portuguesa WindUp e a francesa MeteoDyn, bem como a parceria estratégica com o grupo líder mundial no processamento de cortiça, o Grupo Amorim.
Este projeto continua a ser acompanhado por docentes da ESTiG, da ESE e da EsACT, fazendo parte da equipa alunos dos mestrados de Energias Renováveis e Eficiência Energética e de Engenharia Industrial, que continuam a desenvolver o equipamento em equipa. “A ideia surgiu-me durante uma aula, em 2009”, explicou ao Mensageiro, já depois da cerimónia de entrega dos prémios EDP Inovação.
Este projeto valeu-lhe o segundo lugar e diversas oportunidades para fazer formação de empresas, Beta-Start, networking na indústria energética, EnergyIn, e na área de estudos de mercado através da empresa SurveyMonkey. “Como já tinha sido uma equipa do IPB a vencer no ano passado, não tinha grandes esperanças de vencer”, garante. No entanto, agora vai continuar a desenvolver o seu projeto à escala real, para o vir a introduzir no mercado dentro de algum tempo. O céu é, agora, o limite.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança' de 14 de novembro de 2013.

Investigação para combater o cancro do castanheiro


Primeiros resultados do estudo desenvolvido pelo IPB vão ser divulgados no próximo ano.
Vão ser conhecidos no próximo ano os primeiros resultados da investigação que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Bragança, para combater o cancro do castanheiro.
O presidente da Arborea – Associação Agro-Florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, que é parceira neste projecto, explica que o objectivo é aplicar nos soutos um tratamento biológico da doença. “Estamos num projecto, juntamente com o IPB, para encontrar um combate genético, biológico, para o próprio cancro. Já não é só fortalecer o castanheiro, agora o que se está à procura é de um tratamento para a doença. Para o ano, vai haver já uma apresentação do que foi feito e do que está a ser feito, já com resultados. Ou seja, no fundo é um cancro que mata outro cancro”, esclarece Eduardo Roxo.
Depois de concluído o trabalho em laboratório, o objectivo é produzir este tratamento de forma industrial. “O que se pretende é criar condições para uma produção industrial, para que um produtor possa comprar e possa aplicar”, sublinha o presidente da Arborea.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

15 novembro, 2013

Cursos com poucos alunos devem fechar como as escolas primárias - secretário de Estado

O secretário de Estado do Ensino Superior comparou hoje os cursos com pouca procura às antigas escolas primárias, defendendo que também devem encerrar por falta de alunos tal como aconteceu com centenas de estabelecimentos do primeiro ciclo.
José Ferreira Gomes falava, em Bragança, no Congresso de Ensino Superior do Interior, que reuniu dez associações académicas de universidades e politécnicos e no qual foi reclamado um tratamento diferente para as instituições das zonas mais deprimidas do país.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, expressou ao governante que "não pode ser usado o mesmo padrão para encerrar um curso com 10, 15 alunos no litoral e no interior".

Publicado em 'Notícias SAPO'.

Cogumelos de Portugal com propriedades nutritivas e saudáveis são identificados

A Universidade de Salamanca apoia o Instituto Politécnico de Bragança na avaliação dos recursos autóctones do Nordeste de Portugal interessantes para a indústria de alimentos e farmacêutica
O Instituto Politécnico de Bragança trabalha na caracterização dos recursos naturais do Nordeste de Portugal. O objetivo é descobrir as propriedades de alguns produtos tradicionais para agregar-lhes maior valor, de modo que possam servir de estimulo à deprimida economia local. A grande variedade de cogumelos desta região é um de seus pontos fortes e a Universidade de Salamanca apoia os pesquisadores portugueses na pesquisa de compostos de fungos que possam ser uteis.
Nos últimos anos, cerca de 50 publicações científicas do Instituto Politécnico de Bragança respaldam a extraordinária riqueza da região de Bragança no campo dos fungos, principalmente no Parque Natural de Montesinho. “Aqui em Salamanca são identificados alguns componentes bioativos que podem ser importantes, utilizando-se técnicas de cromatografia liquida que não estão disponíveis em Bragança”, explica a DiCYT Celestino Santos Buelga, pesquisador do Departamento de Química Analítica, Nutrição e Bromatologia da Universidade de Salamanca.
Os estudos são de caracterização nutricional, em busca de compostos interessantes para a alimentação, bem como de caracterização de atividades biológicas, como a atividade antioxidante ou antiinflamatória já comprovada de algumas substancias dos cogumelos. Além disso, no laboratório são testados estes componentes com linhas celulares para ver, por exemplo, sua possível atividade antitumoral ou antimicrobiana, que poder convertê-los em produtos antibióticos. “Dentre os produtos identificados, busca-se quais poderiam ser mais interessantes para sua comercialização, tanto na indústria de alimentos quanto na farmacêutica”, afirma o cientista da instituição acadêmica de Salamanca.
e Alto Douro existe “uma grande variedade de cogumelos”, confirma Lillian Barros, pesquisadora portuguesa que visita habitualmente Salamanca para realizar o trabalho de laboratório. “As vezes, as que possuem melhor atividade biológica não são os comestíveis, ainda que tampouco sejam tóxicos”, comenta. Isso é, em muitas ocasiões os cogumelos mais interessantes como possível fonte de compostos farmacológicos “não são os mais apreciados porque não possuem as características organolépticas adequadas”.
Atividade antitumoral
De fato, a partir do trabalho com uma das espécies de cogumelos com componentes antitumorais, este grupo de pesquisadores do Instituto Politécnico de Bragança, com Isabel Ferreira como pesquisadora principal, já solicitou uma patente.
Ademais, seus trabalhos internacionais não se limitam a esta colaboração com Salamanca, atualmente participam em projetos de países tão distintos como Brasil e Servia. O motivo é poder comparar. “Quando uma mesma espécie de cogumelo aparece em dois lugares diferentes, sua atividade biológica é muito distinta, de modo que também é importante distinguir quais são os componentes que apresenta segundo o lugar de procedência”, comenta a pesquisadora.
Cultivos orientados
Este grupo de pesquisa não apenas está interessado nos cogumelos, mas também em outros produtos naturais importantes dentro da economia local, como as plantas medicinais. Revisando seus usos tradicionais, comprovam se suas atividades biológicas são relevantes para uma possível exploração. “Ainda que sejam produtos silvestres, poderiam ser cultivados de uma maneira mais orientada”, aporta Celestino Santos Buelga.

Publicado em 'DiCYT'.