21 novembro, 2013

Uma centena de investigadores mostra projectos de vanguarda do IPB


O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, garantiu em Bragança, na passada sexta-feira, que haverá mais dinheiro para investigação. “Os próximos quadros comunitários de apoio estão desenhados de modo a pôr muito dinheiro. Mais do que no passado. Mais do que em investigação será para o desenvolvimento experimental e apoio à instalação de empresas”, sublinhou durante a abertura do I Encontro de Jovens Investigadores do IPB, que se realizou nos dias 15 e 16 de Novembro, no Instituto Politécnico de Bragança.
A iniciativa juntou cerca de uma centena e meia de investigadores envolvidos na apresentação de vários trabalhos terminados ou em fase avançada de conclusão, no âmbito de uma dissertação de mestrado, trabalho de projeto ou estágio profissional objeto de relatório final.
Com a realização deste evento, o IPB pretende mostrar a qualidade e a dinâmica da investigação realizada na instituição de ensino, bem como a sua importância para a região envolvente e para o conhecimento científico universal.
No I Encontro de Jovens Investigadores do IPB foram efetuadas 101 comunicações orais, organizadas em 21 sessões temáticas. As comunicações orais distribuíram-se em 5 grandes áreas científicas, nomeadamente Ciências Agrárias e Recursos Naturais; Ciências Empresariais e Direito; Educação e Formação de Professores; Saúde e Proteção Social; Tecnologias.
“Maioritariamente as apresentações são feitas de forma oral, para que a comunicação seja mais fluida e toda a gente se possa inteirar dos resultados e mostrar a qualidade do que se faz”, explicou Isabel Ferreira, da organização do evento.
“O IPB aparece em primeiro lugar na excelência da investigação, mas este é um evento voltado para dentro para se dar a conhecer o que se faz dentro de casa e assim motivar outros interessados a integrar essas equipas de investigação”, acrescentou a docente.
Os resultados das investigação são publicados em revistas científicas, noutros casos tratam-se de projetos desenvolvidos em colaboração com empresas e os resultados são transferidos para a sociedade..

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

“Os politécnicos e universidades são âncoras de esperança no Interior”

O peso das instituições de ensino superior no PIB das regiões onde estão instalados varia entre os 5 e os 11%. Segundo Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, o impacto direito destas instituições varia entre os 27 e os 171 milhões de euros.
30% dos 4689 cursos estão concentrados em 3% do território nacional (distrito de Lisboa). E metade estão nos distritos de Lisboa e Porto.
 
O presidente do conselho geral do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), ex-presidente desta instituição e um dos seus fundadores, comparou as instituições de ensino superior do interior aos antigos quartéis militares no que respeita à coesão do país, “pois contribuem para o desenvolvimento das regiões onde estão localizadas”.
Dionísio Gonçalves disse durante a abertura do I Congresso do Ensino Superior do Interior, que decorreu em Bragança nos dias 14 e 15, que é preciso sensibilizar o Governo e a opinião pública para o erro que seria fechar instituições de ensino no interior, bem como exigir ao Estado as condições mínimas para que este ensino superior mantenha a competitividade.
A iniciativa juntou em Bragança as associações de estudantes e responsáveis dos institutos politécnicos de Beja, Castelo Branco, Portalegre, Guarda, Tomar, Viseu e das universidades da Beira Interior, Évora e Trás os Montes e Alto Douro. Juntos numa só voz as instituições de ensino do interior querem “mostrar ao país o papel que desempenha o ensino superior na coesão e desenvolvimento regional”, realçou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
Este papel passa por uma questão económica, o número de alunos que existem nas cidades do interior são importantes também pelo dinheiro que lá deixam, bem como tudo o que induzem a nível social e cultural. “Por cada euro investido pelo Estado há um retorno de oito euros”, acrescentou o responsável. Por outro lado, há também a ligação às regiões em termos de investigação aplicada, geração de novas empresas e criação de inovação no interior.
Se o país tem que conhecer o que impulsiona o ensino superior, também precisa de conhecer os custos. O ensino politécnico representa menos de 9% no bolo total do orçamento do ensino superior. Somando as três universidades do interior passa a representar 16% desse orçamento. “Se virmos o retorno que o próprio orçamento representa em função da realidade e das sinergias criadas, eu penso que é dos euros mais investidos pelo Estado”, referiu Sobrinho Teixeira.
O presidente do politécnico brigantino refuta a ideia, que considera “errada”, que as instituições de ensino superior do interior captaram menos alunos este ano. “Infelizmente, hoje as pessoas que geram opinião (opinonmakers) não têm tempo para analisar a informação de forma devida. O que hoje é a realidade do politécnico de Bragança é a da maior parte do interior, e nada tem a ver com essas opiniões”, sublinhou.
Na primeira fase de candidatura o IPB contou com 600 alunos, mas no final entraram mais de dois mil novos estudantes, através de outras formas de candidatura, como os CET e os Maiores de 23. A UTAD também manteve o número de entradas de anos interiores relativamente ao 1º e 2º ciclo. “O problema que existe é saber se queremos ter um país mais inclusivo. Um país tem que ter uma política diferenciadora”, realçou Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD. Para este responsável “os politécnicos e universidades são âncoras de esperança para quem vive no interior”, porque fixam pessoas e emprego. Na NUT2 apenas duas áreas conseguem fixar pessoas, Bragança e Vila Real.

Fusão entre IPB e UTAD não agrada aos seus presidentes

Quer Sobrinho Teixeira quer Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD, não defendem a fusão entre as duas instituições da região transmontana. Os responsáveis comungam da ideia de que “é essencial manter a autonomia das instituições”. Ainda assim, consideram “essencial” uma maior interrelação entre as várias valências de ambas.
“Juntos em defesa da região, mas com duas instituições. Porém com uma forma de pensar similar ou igual em defesa da região”, sublinhou o presidente brigantino.
Também Fontainhas Fernandes opina que a região ficará mais forte se tiver “duas instituições fortes e autónomas”, com articulação no plano do ensino, da investigação e da transferência de tecnologia. “Ambas as instituições têm uma forte ligação ao território e esta ligação é fundamental, sob pena de perdermos o país”, afirmou.
Um dos exemplos de cooperação mais bem sucedidos entre o IPB e a UTAD é o Parque de Ciência e Tecnologia, com dois pólos, um em Bragança e outro em Vila Real.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

20 novembro, 2013

Cursos de Agronomia ainda garantem emprego


Director da Escola Agrária do Politécnico de Bragança alerta para o perigo de extinção do engenheiro florestal debatem Portugal. E que não há candidatos.
Albino Bento corta a direito: “Os cursos de Agronomia são dos que mais emprego garantem em Portugal e, mesmo assim, muitas vagas ficam por preencher”
Na Conferência de Macedo de Cavaleiros (parceria CM, JdN e BPI), o diretor da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Bragança alertou mesmo para a possibilidade de “extinção” a curto prazo, do engenheiro florestal no nosso país.
“A Engenharia Florestal”, que no meu entendimento é uma área estratégica para o nosso país, não tem procura. O curso existe em cinco escolas e, ao todo, não tem mais de quinze alunos“, afirmou o professor.
Neste debate, Francisco Pavão, da Comissão Vitivinícola de Trás-os-Montes, deu conta do bom andamento na revitalização da vinha, sublinhando que a região já produz três milhões de litros de vinho certificado.
“Durante muitos anos verificou-se um enorme abandono da vinha, pelo que ainda temos muito caminho a trilhar na reconversão”, afirmou Francisco Pavão, mostrando-se confiante no sucesso cada vez maior dos vinhos da região.
Fernando Moreno, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, lembrou que é “necessário continuar a apoiar todos aqueles que queiram apostar na terra como forma de vida, uma vez que o que existe é, no essencial, agricultura de subsistência”
“Somos um concelho rural, mas os censos de 2011 dão conta de apenas 14 por cento de agricultores”, exemplificou o autarca.
Miguel Ribeiro, do banco BPI, disse que “o que tem acontecido na agricultura portuguesa é uma revolução, tanto ao nível do crescimento como da criação de emprego”. Para o gestor, os homens da terra “são um exemplo”.

PRORURIS APOIOU CEM AGRICULTORES
A Proruris, empresa municipal de Vinhais, dedicada ao desenvolvimento rural, foi criada há seis anos e ajudou a instalar mais de cem jovens agricultores. Além disso, dá apoio a cerca de 1200 agricultores da região.

MACEDO TORNA-SE CAPITAL DO MEL
Com uma produção a rondar as cem toneladas de mel por ano, o concelho de Macedo de Cavaleiros quer afirmar-se como “capital nacional da apicultura”. A revelação foi feita pelo presidente da câmara.

PORMENORES PEQUENA AGRICULTURA
Carlos Silva, presidente da Proruris, defende que “é um erro negligenciar a pequena agricultura”, assegurando que “ela garante os fornecimentes à agroindústria”.

SEIS MILHÕES DE LITROS
Os quatro mil viticultores de Trás-os-Montes produzem seis milhões de litros de vinho por ano, mas só metade (três milhões de litros) é certificado.

NOVAS PLANTAÇÕES
A região de Trás-os-Montes já atingiu os 65 engarrafadores, num crescimento que acompanha os 600 hectares de novas plantações.

BAIXAS EXPORTAÇÕES
Apesar do crescimento registado (a região já tem mais de dez mil hectares de vinha), as exportações ainda no ultrapassam os cinco por cento.

CULTURAS ALTERNATIVAS
Em Macedo de Cavaleiros há uma empresa que produz 250 toneladas de morangos por ano - uma alternativa.

Publicado em ' Jornal de Negócios' 20 de Novembro de 2013.

Investigadores do IPB reunidos em encontro


Cerca de 150 investigadores reuniram-se no Instituto Politécnico de Bragança.
Apresentaram trabalhos e discutiram ideias em várias áreas da investigação. Os resultados obtidos em laboratório poderão agora ser transportados para empresas da região.
“É a utilização do caroço de azeitona, que é um subproduto de um processo muito utilizado na região, para a criação de novos materiais”, realça Mariana Barbosa, uma das investigadoras.
“Estamos a testar a radiação como uma técnica alternativa para aumentar o tempo de prateleira dos cogumelos”, salienta Ângela Fernandes, outra investigadora.
Isabel Ferreira, uma das professoras do IPB que integrou a organização deste 1.º Encontro de investigadores da instituição, confessa que esta é uma forma de incentivar outros jovens a apostar na investigação. “Isto é um evento para toda a gente ficar a ter conhecimento da investigação que os colegas fazem dentro do instituto e também motivar outros interessados para integrar essas equipas de investigação. Muitos destes projectos são feitos em colaborações com empresas para resolver problemas técnicos específicos e por isso esses resultados depois também são transferidos para a sociedade”, realça Isabel Ferreira.
Relativamente à investigação, o secretário de Estado do Ensino Superior disse, na semana passada, na passagem por Bragança que há apoios comunitários para esta área. José Ferreira Gomes desafiou os jovens a direccionar os trabalhos para as necessidades das regiões. “Os próximos quadros comunitários de apoio estão desenhados de modo a pôr mais dinheiro do que no passado em desenvolvimento experimental e apoio à inovação nas empresas. E portanto todas as instituições e em particular as do interior estão em condições para ir lá buscá-lo. Desejava que as instituições tivessem a sabedoria de o aplicar bem, de modo a criar maior riqueza e maior emprego, particularmente no Interior”, defende o governante.
Recordo que em relação à produção científica e investigação aplicada, o IPB aparece num ranking mundial de 2012, como a instituição de ensino superior portuguesa com o maior impacto e a melhor taxa de excelência.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Politécnico promove conferências sobre a China

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) promove durante três dias várias conferências sobre o tema “China: Ontem e hoje - cinco mil anos de História e Cultura” abertas a estudantes e público em geral.
O propósito é “dar aos estudantes informações no sentido de compreenderem o potencial da China, que surge hoje como uma das grandes economias emergentes, fazendo ao mesmo tempo uma viagem retrospetiva de 500 anos de fortes relações luso-chinesas”.
As conferências estão a cargo de Cândido Azevedo, ex-docente do Instituto Politécnico de Macau, decorrem nas escolas superiores de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela e de Educação de Bragança.
A iniciativa direciona-se sobretudo aos estudantes das Licenciaturas em Turismo, Línguas para Relações Internacionais, Gestão de Negócios Internacionais e Mestrado em Tradução, bem como aos estudantes portugueses que estudam Mandarim no Centro de Língua e Cultura Chinesas do IPB.

Publicado em 'RBA'.

19 novembro, 2013

Jorge Nunes defende Universidade de Ciências Aplicadas


O Instituto Politécnico de Bragança deve evoluir para uma Universidade de Ciências Aplicadas.
Esta é a visão do ex-presidente da Câmara Municipal de Bragança.
Jorge Nunes, que sempre defendeu o ensino universitário na capital de distrito, considera agora que só uma aproximação aos modelos de ensino europeus pode ajudar a captar mais alunos para o Interior.
“Aquilo que se impõe é qualificar a rede de ensino superior no Interior e essa qualificação só pode alinhar por aquilo que são as congéneres a nível europeu, é o ensino politécnico fazer um upgrade e poder evoluir para o nível de Universidades de Ciências Aplicadas”, defende o ex-autarca, acrescentando que “era estrategicamente valorizar a rede de ensino superior no País, mas também no Interior, para captar mais alunos em mobilidade, mais cidadãos qualificados, que têm que fazer requalificação ao longo da vida e também para poder internacionalizar mais o ensino”, defende.
Jorge Nunes considera, ainda, que a aposta nos cursos de dois anos anunciada recentemente pelo governo, que serão coordenados pelos politécnicos, poderá representar um retrocesso no sistema de ensino superior.
“Representará um duro golpe para o Interior, não só para os institutos politécnicos, mas para todo o Interior do País”, realça o ex-autarca.

Publicado em 'Onda Livre FM'.

18 novembro, 2013

Politécnicos dão a ganhar milhões no interior


O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, disse ontem, no encerramento do I Congresso de Instituições de Ensino Superior, que "reduzir" institutos politécnicos e universidades "não é a mesma coisa que fechar tribunais ou repartições de finanças, porque o que está em causa é a redução de massa crítica" em regiões periféricas.
O responsável falava no congresso, que juntou sete politécnicos e três universidades de distritos do interior, onde lamentou que o Governo use rácios populacionais, em decréscimo naquela área, para encerrar serviços.
Estudantes, responsáveis pelas instituições de ensino superior e autarcas estão de acordo que o impacto dos politécnicos e universidades nas regiões periféricas é inegável, quer em termos económicos, quer sociais.
Segundo Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, o impacto direto destas instituições varia entre os 27 e os 171 milhões de euros. Por cada euro investido pelo Estado, há um retorno que pode chegar aos oito euros nos concelhos onde as instituições estão inseridas.

Fundamental
O autarca de Mirandela, António Branco, cidade onde o IPB tem uma escola superior frequentada por cerca de mil alunos, considera a permanência da instituição "fundamental".
O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, quer os municípios a criar mais condições para fixar jovens no interior.
O governante elogiou o ensino do interior, mas frisou que cursos e escolas com poucos alunos "não podem manter-se, tal como sucedeu com as escolas primárias com meia dúzia de alunos" por serem pouco competitivas.
A fusão entre instituições também está em análise, mas tanto o presidente do Instituto Politécnico de Bragança como o reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro garantem ser melhor para a região a existência de duas instituições "autónomas".

Publicado em 'JN' de 16 de novembro de 2013.

Diretor do Instituto Politécnico de Bragança confronta Secretário de Estado




Publicado em 'AULP'.

Ensino Superior no Interior

Professores, estudantes e dirigentes políticos discutem as diferenças entre o ensino no litoral e no interior do país


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Cogumelos podem ajudar a combater doenças


“Mesmo os cogumelos que não são comestíveis têm papéis ecológicos imprescindíveis”. A afirmação é de Anabela Martins, docente do departamento de biologia do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que marcou presença nas Jornadas Ibéricas Micológicas, organizadas pelo Parque Biológico de Vinhais.
A professora salienta que a biodiversidade de cogumelos é fundamental para o equilíbrio da natureza. “Os cogumelos são muito importantes do ponto de vista ecológico porque as pessoas tendem a desvalorizá-los de não se puderem comer e há muito mais além disso” refere.
Anabela Martins defende que os cogumelos têm valor medicinal e podem mesmo ajudar a combater doenças. “ Há outras aplicações que os cogumelos podem ter que são alimentares na mesma mas que podem ter um papel de alimentos benéficos para a saúde, para manter as células mais funcionais ou mesmo do ponto de vista do combate a algumas doenças”, explica.
Por ser um sector rentável são cada vez mais as pessoas que procuram informação sobre cogumelos. Anabela Martins considera que o interesse dos autarcas em promoverem iniciativas micológicas também está a crescer. Portugueses e Espanhóis participaram nas Jornadas com o mesmo objectivo: conseguir mais informação acerca dos cogumelos comestíveis. As Jornadas Ibéricas Micológicas decorreram, este fim-de-semana, em Vinhais e contaram com a participação de mais de meia centena de pessoas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.