05 dezembro, 2013

Professor do IPB é o Herói do Ano da revista Visão


Luís Jacob Jacinto, 42 anos, docente na Escola Superior de Saúde de Bragança, venceu o primeiro prémio da iniciativa “Herói do Ano-2013” da Revista Visão, que premeia personalidades que se destacaram na acção social.
O principal projecto que levou à atribuição da distinção foi a criação da RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade), iniciada em 2005 com 15 Universidades seniores e que hoje conta com 220 em todo o país, assim como do site www.socialgest.pt dedicado à economia social. “Mas o prémio é o corolário de um trabalho dedicado ao envelhecimento como professor, técnico, investigador e empreendedor social”, explicou o docente ao Mensageiro.
Luís Jacob Jacinto deu ainda conta que o reconhecimento do trabalho é sempre bom e enriquecedor. “Espero que este prémio sirva para enaltecer ainda mais o trabalho da RUTIS e das universidades seniores, para promover o envelhecimento ativo e que dê mais visibilidade à gerontologia”.
Licenciado em Educação Social pela Escola Superior de Educação de Santarém, o docente é doutorando em Gerontopsicologia, professor do ensino superior e autor de diversos livros. Em 2011, em parceria com a Microsoft e a Inforlândia, ainda criou o primeiro computador específico para seniores - o sénior virtual. Tem uma longa carreira solidária, que começou no início da juventude, com muitas e diversas ações de voluntariado. Em 1997, foi nomeado diretor técnico do Centro Paroquial de Almeirim, onde criou a Universidade Sénior de Almeirim e onde começou a desenhar a ideia de fundar a Associação Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS), para apoiar e promover o movimento das Universidades da Terceira Idade ainda muito incipiente na altura. Hoje, a associação tem 218 universidades, 37.000 alunos e 4.500 professores voluntários, sendo a maior do mundo.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

29 novembro, 2013

Estudantes da Agrária entregam mais de uma tonelada de alimentos a instituições


1 tonelada e meia de alimentos foi o resultado da campanha levada a cabo pela Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Bragança.
Esta iniciativa foi realizada no âmbito da praxe académica aos novos alunos. Os alimentos estão a ser entregues a instituições de solidariedade social do concelho de Bragança.A Brigantia acompanhou, ontem, a entrega de bens no Centro Social e Paroquial de Espinhosela. O secretário da instituição emocionou-se na hora de receber os alimentos, que diz virem mesmo a calhar.É já uma tradição dos estudantes da Agrária apelar à solidariedade dos brigantinos. Este ano, apesar da crise, ultrapassaram o objectivo, que era uma tonelada de alimentos. A representante da Associação de Estudantes da Agrária, Rita Varges, confessa que a missão foi cumprida e salienta que, este ano, decidiram ajudar instituições fora da cidade.
A Praxe Solidária da Escola Agrária de Bragança, a fazer sorrir os utentes das instituições de Babe, Baçal, Espinhosela, França e Santa Comba de Rossas.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

28 novembro, 2013

Aluna de Bragança distinguida a nível nacional


Chama-se Sandra Afonso, é de Bragança, e foi distinguida com o 1.º prémio a nível nacional sobre Investigação em Responsabilidade Social Empresarial.
Esta aluna de mestrado do Instituto Politécnico de Bragança viu o seu trabalho distinguido entre 11 que estiveram a concurso.
“O Trabalho incidiu sobre a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e o objectivo principal era verificar se realmente as empresas que estão a exercer a responsabilidade social empresarial se existe um impacto positivo entre a RSE e o desempenho económico-financeiro. Quando as professoras me colocaram este desafio era porque o trabalho poderia ser premiado, mas é claro que é sempre muito relativo, nós nunca sabemos se vai ser escolhido ou não”, afirma a mestre em Gestão.
Como prémio, Sandra Afonso teve oportunidade de conhecer, durante uma semana, a realidade nos Estados Unidos.
“Foi muito interessante. É claro que é uma semana, é um tempo relativamente curto. O objectivo era contactar com várias organizações de referência que estão a trabalhar na área da Responsabilidade Social Empresarial. Estive a contactar com organizações em Washington e os contactos englobaram tanto universidades, como associações, empresas. E é muito importante, porque cada um tem uma perspectiva diferente e acrescenta algo”, realça Sandra Afonso.
Mestre em Gestão das Organizações e a trabalhar na área da contabilidade, Sandra Afonso espera agora poder aplicar na prática os conceitos teóricos que adquiriu durante a investigação.
“A minha principal motivação neste momento é poder aplicar de alguma forma o conhecimento teórico. Porque é muito relativo estarmos a trabalhar em termos de uma investigação, que é teoria, mas depois o interessante é podermos aplicar isso em termos práticos”, confessa.
Uma aluna do IPB distinguida a nível nacional. O trabalho foi orientado pelas docentes Paula Odete e Ana Paula Monte.

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21 novembro, 2013

O Politécnico de Bragança


Durante vários anos de inútil intervenção foi solicitada, sugerida, e agora necessariamente exigível de qualquer governo, a racionalização da rede do ensino superior. A reforma desse ensino foi decretada, ainda antes de 1974, pelo governo, quando Portugal tinha uma visão de império, mas seguramente dificuldades sobre a visão de futuro. O facto é que a reforma entrou de facto em vigor quando o país já tinha mudado de definição.
A rede foi desenvolvida sem acatar a exigência de racionalizar a pluralidade das componentes, que era a rede pública de Universidades e Politécnicos, a rede privada de Instituições Universitárias e Politécnicas, a rede Católica, e a rede, sempre secundarizada, do ensino militar.
Sem estabelecer comparações, o Politécnico de Bragança ganhou um merecido lugar de relevo, pela qualidade e influência na região, de tal modo que se transformou numa das bases da sustentabilidade do Nordeste frequentemente esquecido pela administração central. Conviria que nenhum responsável deixasse de considerar que se trata da cidade portuguesa mais próxima da Europa a que nos unimos, das mais descuradas historicamente, que conseguiu afirmar-se enquanto a Europa mediterrânica empobrecia, e que não pode, nem é útil para Portugal, que seja vitima dos efeitos colaterais da evolução da crise europeia, que severamente incluí a terra avara que nos pertence.
São interesses fundamentais de afirmação da capacidade de reafirmação da viabilidade portuguesa, sem a dependência intolerável que sofremos, e, neste caso, até da vitalidade da cidade que a ganhou a duras penas e a verá severamente atingida se o Politécnico for gravemente atingido pelos descuidos de que todos sofremos os resultados

Opinião de Adriano Moreira, publicado no 'Mensageiro de Bragança' de 21 de novembro de 2013.

Estrangeiros já procurarm o IPB para fazer formação intensiva


Eram 33 alunos e vieram propositadamente da Dinamarca a Portugal fazer uma formação intensiva em Finanças no Instituto Politécnico de Bragança. Oriundos da Lillebaelt Academy of Professional Higher Education, sediada em Odense.
Mais uma forma de reconhecimento da valia desta instituição âncora do Nordeste Transmontano. “É uma experiência positiva. A mais valia é o intercâmbio que se tem e a mobilidade internacional, uma coisa em que o IPB está a apostar, a fim de se posicionar no ranking da mobilidade internacional. Foram eles que solicitaram este curso ao IPB. Já se verifica a presença da instituição alem fronteiras”, comentava ao Mensageiro Paula Odete, coordenadora deste curso que decorreu entre 2 e 14 de novembro, à margem da sessão de avaliação dos trabalhos que resultaram deste curso.
“O Instituto já tem um protocolo com esta instituição. Como temos a parte de economia, finanças e cultura organizacional, somos das instituições que mais tem apresentado programas intensivos”, frisou a mesma responsável.
Durante duas semanas, os 33 estudantes dinamarqueses compararam empresas dos dois países cotadas em Bolsa. “As empresas deles são mais apelativas em termos de investimento”, reconhece Paula Odete.
Os alunos saíram satisfeitos com a experiência. “As pessoas são muito simpáticas”, garantiam Andreas Pederson e Chirstina Nielsen, enquanto os seus colegas iam apresentando os seus trabalhos finais. De facto, estará aí a grande diferença de culturas entre o norte e o sul da Europa. “Têm uma cultura fora de série. Apostam muito nisso e nota-se a diferença quando comparados com os nossos alunos. Não têm tanto interesse e não estão tão vocacionados para aprender aspetos em termos de cultura geral. Alguns dos dinamarqueses quiseram conhecer um pouco da história de Portugal e aplicam-se. Pedimos que nos fossem enviados até ontem os relatórios e cumpriram, não pediram extensão de prazo, e empenharam- se. Com os nossos estudantes há sempre pedidos de prorrogação de prazos”, comentava Paula Odete.
Apesar das diferenças evidentes em termos de gastronomia, para os estudantes dinamarqueses o grande problema esteve na comunicação. “É difícil encontrar pontos negativos. Mas é pena pouca gente falar inglês, o que dificultou a comunicação”, disse Christina Nielsen, de 22 anos. Uma experiência que alguns admitem repetir.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Uma centena de investigadores mostra projectos de vanguarda do IPB


O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, garantiu em Bragança, na passada sexta-feira, que haverá mais dinheiro para investigação. “Os próximos quadros comunitários de apoio estão desenhados de modo a pôr muito dinheiro. Mais do que no passado. Mais do que em investigação será para o desenvolvimento experimental e apoio à instalação de empresas”, sublinhou durante a abertura do I Encontro de Jovens Investigadores do IPB, que se realizou nos dias 15 e 16 de Novembro, no Instituto Politécnico de Bragança.
A iniciativa juntou cerca de uma centena e meia de investigadores envolvidos na apresentação de vários trabalhos terminados ou em fase avançada de conclusão, no âmbito de uma dissertação de mestrado, trabalho de projeto ou estágio profissional objeto de relatório final.
Com a realização deste evento, o IPB pretende mostrar a qualidade e a dinâmica da investigação realizada na instituição de ensino, bem como a sua importância para a região envolvente e para o conhecimento científico universal.
No I Encontro de Jovens Investigadores do IPB foram efetuadas 101 comunicações orais, organizadas em 21 sessões temáticas. As comunicações orais distribuíram-se em 5 grandes áreas científicas, nomeadamente Ciências Agrárias e Recursos Naturais; Ciências Empresariais e Direito; Educação e Formação de Professores; Saúde e Proteção Social; Tecnologias.
“Maioritariamente as apresentações são feitas de forma oral, para que a comunicação seja mais fluida e toda a gente se possa inteirar dos resultados e mostrar a qualidade do que se faz”, explicou Isabel Ferreira, da organização do evento.
“O IPB aparece em primeiro lugar na excelência da investigação, mas este é um evento voltado para dentro para se dar a conhecer o que se faz dentro de casa e assim motivar outros interessados a integrar essas equipas de investigação”, acrescentou a docente.
Os resultados das investigação são publicados em revistas científicas, noutros casos tratam-se de projetos desenvolvidos em colaboração com empresas e os resultados são transferidos para a sociedade..

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“Os politécnicos e universidades são âncoras de esperança no Interior”

O peso das instituições de ensino superior no PIB das regiões onde estão instalados varia entre os 5 e os 11%. Segundo Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, o impacto direito destas instituições varia entre os 27 e os 171 milhões de euros.
30% dos 4689 cursos estão concentrados em 3% do território nacional (distrito de Lisboa). E metade estão nos distritos de Lisboa e Porto.
 
O presidente do conselho geral do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), ex-presidente desta instituição e um dos seus fundadores, comparou as instituições de ensino superior do interior aos antigos quartéis militares no que respeita à coesão do país, “pois contribuem para o desenvolvimento das regiões onde estão localizadas”.
Dionísio Gonçalves disse durante a abertura do I Congresso do Ensino Superior do Interior, que decorreu em Bragança nos dias 14 e 15, que é preciso sensibilizar o Governo e a opinião pública para o erro que seria fechar instituições de ensino no interior, bem como exigir ao Estado as condições mínimas para que este ensino superior mantenha a competitividade.
A iniciativa juntou em Bragança as associações de estudantes e responsáveis dos institutos politécnicos de Beja, Castelo Branco, Portalegre, Guarda, Tomar, Viseu e das universidades da Beira Interior, Évora e Trás os Montes e Alto Douro. Juntos numa só voz as instituições de ensino do interior querem “mostrar ao país o papel que desempenha o ensino superior na coesão e desenvolvimento regional”, realçou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
Este papel passa por uma questão económica, o número de alunos que existem nas cidades do interior são importantes também pelo dinheiro que lá deixam, bem como tudo o que induzem a nível social e cultural. “Por cada euro investido pelo Estado há um retorno de oito euros”, acrescentou o responsável. Por outro lado, há também a ligação às regiões em termos de investigação aplicada, geração de novas empresas e criação de inovação no interior.
Se o país tem que conhecer o que impulsiona o ensino superior, também precisa de conhecer os custos. O ensino politécnico representa menos de 9% no bolo total do orçamento do ensino superior. Somando as três universidades do interior passa a representar 16% desse orçamento. “Se virmos o retorno que o próprio orçamento representa em função da realidade e das sinergias criadas, eu penso que é dos euros mais investidos pelo Estado”, referiu Sobrinho Teixeira.
O presidente do politécnico brigantino refuta a ideia, que considera “errada”, que as instituições de ensino superior do interior captaram menos alunos este ano. “Infelizmente, hoje as pessoas que geram opinião (opinonmakers) não têm tempo para analisar a informação de forma devida. O que hoje é a realidade do politécnico de Bragança é a da maior parte do interior, e nada tem a ver com essas opiniões”, sublinhou.
Na primeira fase de candidatura o IPB contou com 600 alunos, mas no final entraram mais de dois mil novos estudantes, através de outras formas de candidatura, como os CET e os Maiores de 23. A UTAD também manteve o número de entradas de anos interiores relativamente ao 1º e 2º ciclo. “O problema que existe é saber se queremos ter um país mais inclusivo. Um país tem que ter uma política diferenciadora”, realçou Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD. Para este responsável “os politécnicos e universidades são âncoras de esperança para quem vive no interior”, porque fixam pessoas e emprego. Na NUT2 apenas duas áreas conseguem fixar pessoas, Bragança e Vila Real.

Fusão entre IPB e UTAD não agrada aos seus presidentes

Quer Sobrinho Teixeira quer Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD, não defendem a fusão entre as duas instituições da região transmontana. Os responsáveis comungam da ideia de que “é essencial manter a autonomia das instituições”. Ainda assim, consideram “essencial” uma maior interrelação entre as várias valências de ambas.
“Juntos em defesa da região, mas com duas instituições. Porém com uma forma de pensar similar ou igual em defesa da região”, sublinhou o presidente brigantino.
Também Fontainhas Fernandes opina que a região ficará mais forte se tiver “duas instituições fortes e autónomas”, com articulação no plano do ensino, da investigação e da transferência de tecnologia. “Ambas as instituições têm uma forte ligação ao território e esta ligação é fundamental, sob pena de perdermos o país”, afirmou.
Um dos exemplos de cooperação mais bem sucedidos entre o IPB e a UTAD é o Parque de Ciência e Tecnologia, com dois pólos, um em Bragança e outro em Vila Real.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

20 novembro, 2013

Cursos de Agronomia ainda garantem emprego


Director da Escola Agrária do Politécnico de Bragança alerta para o perigo de extinção do engenheiro florestal debatem Portugal. E que não há candidatos.
Albino Bento corta a direito: “Os cursos de Agronomia são dos que mais emprego garantem em Portugal e, mesmo assim, muitas vagas ficam por preencher”
Na Conferência de Macedo de Cavaleiros (parceria CM, JdN e BPI), o diretor da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Bragança alertou mesmo para a possibilidade de “extinção” a curto prazo, do engenheiro florestal no nosso país.
“A Engenharia Florestal”, que no meu entendimento é uma área estratégica para o nosso país, não tem procura. O curso existe em cinco escolas e, ao todo, não tem mais de quinze alunos“, afirmou o professor.
Neste debate, Francisco Pavão, da Comissão Vitivinícola de Trás-os-Montes, deu conta do bom andamento na revitalização da vinha, sublinhando que a região já produz três milhões de litros de vinho certificado.
“Durante muitos anos verificou-se um enorme abandono da vinha, pelo que ainda temos muito caminho a trilhar na reconversão”, afirmou Francisco Pavão, mostrando-se confiante no sucesso cada vez maior dos vinhos da região.
Fernando Moreno, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, lembrou que é “necessário continuar a apoiar todos aqueles que queiram apostar na terra como forma de vida, uma vez que o que existe é, no essencial, agricultura de subsistência”
“Somos um concelho rural, mas os censos de 2011 dão conta de apenas 14 por cento de agricultores”, exemplificou o autarca.
Miguel Ribeiro, do banco BPI, disse que “o que tem acontecido na agricultura portuguesa é uma revolução, tanto ao nível do crescimento como da criação de emprego”. Para o gestor, os homens da terra “são um exemplo”.

PRORURIS APOIOU CEM AGRICULTORES
A Proruris, empresa municipal de Vinhais, dedicada ao desenvolvimento rural, foi criada há seis anos e ajudou a instalar mais de cem jovens agricultores. Além disso, dá apoio a cerca de 1200 agricultores da região.

MACEDO TORNA-SE CAPITAL DO MEL
Com uma produção a rondar as cem toneladas de mel por ano, o concelho de Macedo de Cavaleiros quer afirmar-se como “capital nacional da apicultura”. A revelação foi feita pelo presidente da câmara.

PORMENORES PEQUENA AGRICULTURA
Carlos Silva, presidente da Proruris, defende que “é um erro negligenciar a pequena agricultura”, assegurando que “ela garante os fornecimentes à agroindústria”.

SEIS MILHÕES DE LITROS
Os quatro mil viticultores de Trás-os-Montes produzem seis milhões de litros de vinho por ano, mas só metade (três milhões de litros) é certificado.

NOVAS PLANTAÇÕES
A região de Trás-os-Montes já atingiu os 65 engarrafadores, num crescimento que acompanha os 600 hectares de novas plantações.

BAIXAS EXPORTAÇÕES
Apesar do crescimento registado (a região já tem mais de dez mil hectares de vinha), as exportações ainda no ultrapassam os cinco por cento.

CULTURAS ALTERNATIVAS
Em Macedo de Cavaleiros há uma empresa que produz 250 toneladas de morangos por ano - uma alternativa.

Publicado em ' Jornal de Negócios' 20 de Novembro de 2013.

Investigadores do IPB reunidos em encontro


Cerca de 150 investigadores reuniram-se no Instituto Politécnico de Bragança.
Apresentaram trabalhos e discutiram ideias em várias áreas da investigação. Os resultados obtidos em laboratório poderão agora ser transportados para empresas da região.
“É a utilização do caroço de azeitona, que é um subproduto de um processo muito utilizado na região, para a criação de novos materiais”, realça Mariana Barbosa, uma das investigadoras.
“Estamos a testar a radiação como uma técnica alternativa para aumentar o tempo de prateleira dos cogumelos”, salienta Ângela Fernandes, outra investigadora.
Isabel Ferreira, uma das professoras do IPB que integrou a organização deste 1.º Encontro de investigadores da instituição, confessa que esta é uma forma de incentivar outros jovens a apostar na investigação. “Isto é um evento para toda a gente ficar a ter conhecimento da investigação que os colegas fazem dentro do instituto e também motivar outros interessados para integrar essas equipas de investigação. Muitos destes projectos são feitos em colaborações com empresas para resolver problemas técnicos específicos e por isso esses resultados depois também são transferidos para a sociedade”, realça Isabel Ferreira.
Relativamente à investigação, o secretário de Estado do Ensino Superior disse, na semana passada, na passagem por Bragança que há apoios comunitários para esta área. José Ferreira Gomes desafiou os jovens a direccionar os trabalhos para as necessidades das regiões. “Os próximos quadros comunitários de apoio estão desenhados de modo a pôr mais dinheiro do que no passado em desenvolvimento experimental e apoio à inovação nas empresas. E portanto todas as instituições e em particular as do interior estão em condições para ir lá buscá-lo. Desejava que as instituições tivessem a sabedoria de o aplicar bem, de modo a criar maior riqueza e maior emprego, particularmente no Interior”, defende o governante.
Recordo que em relação à produção científica e investigação aplicada, o IPB aparece num ranking mundial de 2012, como a instituição de ensino superior portuguesa com o maior impacto e a melhor taxa de excelência.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Politécnico promove conferências sobre a China

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) promove durante três dias várias conferências sobre o tema “China: Ontem e hoje - cinco mil anos de História e Cultura” abertas a estudantes e público em geral.
O propósito é “dar aos estudantes informações no sentido de compreenderem o potencial da China, que surge hoje como uma das grandes economias emergentes, fazendo ao mesmo tempo uma viagem retrospetiva de 500 anos de fortes relações luso-chinesas”.
As conferências estão a cargo de Cândido Azevedo, ex-docente do Instituto Politécnico de Macau, decorrem nas escolas superiores de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela e de Educação de Bragança.
A iniciativa direciona-se sobretudo aos estudantes das Licenciaturas em Turismo, Línguas para Relações Internacionais, Gestão de Negócios Internacionais e Mestrado em Tradução, bem como aos estudantes portugueses que estudam Mandarim no Centro de Língua e Cultura Chinesas do IPB.

Publicado em 'RBA'.