03 janeiro, 2014

«Bragança é a cidade mais falada nos PALOP»


O intercâmbio entre Bragança e vários países africanos fez da cidade «a mais falada nos PALOP». A afirmação é de Óscar Monteiro, avançado e mentor da equipa de futebol da Associação de Estudantes Africanos do Instituto Politécnico bragantino.
«Neste momento a cidade mais falada nos PALOP é Bragança. Ainda o ano passado fizemos um encontro de estudantes africanos que trouxe à cidade 800 pessoas. Isso é bom até para o comércio local», declara o jogador de 29 anos.
Os exemplos de sintonia entre cidade, clube e universidade são vários. «As pessoas perceberam que queremos integrar-nos, estar dentro da sociedade e que somos um veículo de promoção da cidade no exterior. Quando nos encontram na rua dão-nos os parabéns pelo que a equipa está a fazer e agradecem».
«Fazemos muitas festas com música africana», continua Óscar Monteiro. «Organizamos eventos culturais, convivemos com as pessoas nas festas, nos jantares, nos cafés da cidade. A última festa africana que fizemos, por exemplo, tinha 200 africanos e 400 portugueses».
E como é que tudo começou? Como é que surgiu o clube de futebol?
«Recebemos apoio do Politécnico de Bragança, da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, de algumas empresas da cidade e de alguns estudantes cabo-verdianos. Foi uma tarefa difícil fazer esta equipa praticamente sem dinheiro, mas com esses apoios conseguiu-se».
«Representámos a Associação Académica do Politécnico de Bragança, não temos um presidente, nem uma direção. Utilizamos o complexo do Politécnico e a direção do clube é a direção da Associação, da qual eu faço parte», explica Óscar Monteiro, verdadeiro dinamizador deste projeto interessantíssimo.
Matéria-prima para atacar a subida não falta. Nem sequer há lugar no plantel para todos os candidatos.
«Temos 40 jogadores a treinar, quase todos cabo-verdianos, mas só podemos escolher os melhores. A maior parte não foi inscrita. A equipa é formada quase toda por pessoas que já jogavam noutros clubes».
O dinheiro não entra nesta equação. Não há ninguém a ganhar salário. Bem pelo contrário. «Quase todos ganhavam dinheiro nessas equipas, aqui não ganham nada, mas abdicaram desse dinheiro para poder jogar numa equipa que representa os cabo-verdianos».

Publicado em 'Mais Futebol'.

30 dezembro, 2013

Estudantes estrangeiros do IPB passam consoada com bispo de Bragança


Um grupo de estudantes estrangeiros do Instituto Politécnico de Bragança vai passar o Natal com D. José Cordeiro. O bispo da Diocese de Bragança -Miranda janta esta noite com estes jovens, que não têm oportunidade de passar esta data com a família.
D. José Cordeiro conta que estes estudantes vão às eucaristias à Catedral de Bragança e a ideia surgiu precisamente numa conversa no final da missa.
“Há a eucaristia ao domingo à tarde com a oração de vésperas e têm participado nela cada vez mais jovens e sobretudo jovens estrangeiros, do programa Erasmus ou de outros programas do Ensino Superior aqui em Bragança. E num dos dias no final da eucaristia em conversa com alguns deles eu perguntava-lhes se iam passar o Natal aos seus países, disseram-me que ficariam em Bragança, então propus-lhe passarmos o Natal juntos, jantarmos juntos e depois celebrarmos a missa da meia noite, a missa de Natal, na Catedral”, conta o bispo da Diocese Bragança-Miranda.
D. José Cordeiro vai receber os jovens no Paço Episcopal, onde vai oferecer a Ceia de Natal. “Eu ofereço a casa e os produtos para a realização da Ceia e todos juntos vamos cozinhá-la, vamos partilhá-la e criar os laços de afecto e de fraternidade e viver essa noite na alegria da fé da celebração do ministério do Deus Menino. Será uma Ceia tipicamente portuguesa, a não ser que algum deles queira partilhar o que é costume fazer-se nas famílias desses países”, salienta o prelado. Esta é uma experiência nova para o bispo da Diocese de Bragança-Miranda, que em anos anteriores costumava passar este dia com familiares. “Como bispo é a primeira vez. Nos anos anteriores eu passava com a minha família e algumas pessoas do Seminário na Casa Episcopal. Este ano será diferente. Com a família estarei no almoço de Natal, em Parada, Alfândega da Fé”, salienta o bispo.
D. José Cordeiro vai passar o Natal na companhia de um grupo de alunos estrangeiros do IPB, que não têm oportunidade de passar o Natal com as famílias.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Tecnologia made in Bragança promete inovar mercado da radiodifusão


Um técnico de emissores de radiodifusão de Bragança já percorreu dois milhões de quilómetros a tratar de antenas, o equivalente a 50 voltas ao mundo, muitas vezes para carregar apenas num botão e devolver a emissão às rádios.
Depois de 24 anos permanentemente de plantão, Rui Paulo Pereira inventou um dispositivo que promete revolucionar a resolução de problemas remotamente, reduzindo custos e falhas de emissão às rádios.
Com a parceria do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a invenção transformou-se em inovação e na primeira patente criada no Gabinete de Empreendedorismo da instituição transmontana de Ensino Superior.
"Alarm Box" é o nome com ambiciona internacionalizar a tecnologia "made in Bragança" e que espera estar a comercializar "dentro de um ano", tendo já feito demonstrações a "quase todas as rádios nacionais" e a uma empresa espanhola do sector.
"A reacção é de alguma surpresa por um equipamento "made in Portugal barra Bragança com estas características", contou à Lusa Rui Paulo Parreira, que espera também conquistar mercado além-fronteiras.
"No mundo há milhares de rádios, a minha maior expectativa é em relação aos mercados do Brasil, Espanha e França", afirmou.
O que diferencia este dispositivo do que já existe no mercado?: "o meu faz tudo, os outro fazem uma coisa cada um", garantiu.
Segundo explicou à Lusa, o mecanismo consiste em colocar um equipamento no centro emissor que comunica com o técnico através de uma aplicação Android desenvolvida para o efeito e que permite resolver falhas através de um simples SMS.
Uma equipa de informática e electromecânica do IPB deu "andar à ideia", acrescentando-lhe a componente da inteligência artificial", como explicaram à Lusa os três envolvidos Pedro Rodrigues, Getúlio Igrejas e David Branco.
A investigação procurou dar resposta "às necessidades de controlar remotamente" e uma das inovações que o equipamento apresenta é que "consegue fazer a análise do áudio e averiguar se está a funcionar erraticamente, ou seja não só se ficar sem emissão, mas também se houver ruído".
Rui Paulo admite que com esta invenção "pode estar a reduzir emprego" para técnicos como ele, mas "por outro lado cria emprego" nas empresas que espera venham a construir o equipamento.
Não tem dúvidas é de que, além de reduzir os custos das empresa de radiodifusão, o facilitará sobretudo a vida aos profissionais que vão continuar a ser necessários para a manutenção dos centros emissores.
O técnico lembrou que chegou a ir de Bragança ao Algarve "para, em apenas uns minutos, fazer "reset" num botão".
"Poupa não ter que ir lá e as estações emissoras não ficarem sem emissão", observou.
Nos 24 anos que leva de profissão, já perdeu a conta às vezes que escalou antenas com dezenas de metros por todo o país, mas somou os quilómetros que calcorreou: "dois milhões no total".
Trabalha "sozinho desde os 18 anos, dias sucessivos com poucas horas de sono". Só tira "uma semana de férias por ano".
Inventou o novo equipamento para lhe facilitar a vida, mas com o qual quer também deixar marca no mercado da radiodifusão e criar um novo negócio numa altura em que a crise também afecta o sector.
Chegou a fazer a manutenção de 70 antenas por todo o país. Actualmente tem "pouco mais de 20". Umas fecharam, outras foram absorvidas por emissoras nacionais de grandes grupos de Comunicação Social.

Publicado em 'SOL'.

Tecnologia made in Bragança




Exibido em 'SIC'.

18 dezembro, 2013

Bribanda assina protocolo com ESE


Partilhar recursos e promover a formação de músicos é o objectivo de um protocolo assinado entre a Banda Filarmónica de Bragança e a Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Bragança.
Com este acordo a Bribanda vai poder utilizar os espaços do estabelecimento de ensino para realizar workshops, palestras e outras actividades. “É um bom protocolo porque ambos saímos a ganhar pois a banda cede o equipamento e a ESE disponibiliza salas para que possamos realizar workshops”, refere o Presidente da direcção da Bribanda, Leonel Folhento, acrescentando que “é uma interajuda entre as duas instituições”.
Por outro lado, os alunos finalistas do curso de Música da Escola Superior de Educação poderão realizar estágios na filarmónica para aprofundar os conhecimentos práticos em maestro. O director da Escola Superior de Educação salienta que esta é uma oportunidade de enriquecer a formação dos estudantes. “As bandas filarmónicas são instituições que dão uma experiência única”, realça António Ribeiro Alves. “É possível os alunos juntarem-se de forma espontânea e tocarem em conjunto, mas quando estão integrados numa instituição, com uma organização, podem ter a oportunidade de ocupar o papel de regente para efeitos formativos”, acrescenta o responsável, salientando que “aqui em Bragança só a Banda Filarmónica nos poderia possibilitar isso, o que é crucial para a formação”. A Banda Filarmónica de Bragança tem actualmente 55 elementos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

13 dezembro, 2013

Missão Santa Claus

Campanha de solidariedade dos estudantes do Politécnico de Bragança para recolher roupa, brinquedos e bens alimentares


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

12 dezembro, 2013

Desfile solidário dos estudantes do IPB

Estudantes do Instituto Politécnico de Bragança trocaram hoje alimentos por um fato de Pai Natal, com o objetivo de ajudar os colegas mais carenciados. A ação solidária terminou com um desfile de Pais Natal pelas ruas de Bragança.


Exibido em 'SIC'.

Pai Natal dos Estudantes

Desfile solidário pelas ruas de Bragança junta cerca de 700 alunos universitários para ajudar estudantes carenciados


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Cosmética para Todos

Workshop de dermofarmácia ensina a criar perfumes, sabonetes, cremes e loções com materiais artesanais e acessíveis a todos


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

06 dezembro, 2013

Politécnico ajudou alunos a lançar 65 postos de trabalho

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) ajudou atuais e ex-alunos a criarem, em menos de cinco anos, quase três dezenas de empresas com 65 postos de trabalho e um volume de investimento próximo de 1,6 milhões de euros.
O responsável por este impulso é o Gabinete de Empreendedorismo criado em 2008, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPB, para apoiar ideias de atuais e ex-alunos, bem como professores e funcionários de todo o instituto.
Os projetos têm surgido, sobretudo por parte dos estudantes e aqueles que chegaram à fase da instalação da empresa são de áreas distintas, mas coincidentes com os conteúdos ministrados nas cinco escolas do politécnico, como explicaram à Lusa os docentes responsáveis pelo gabinete.
José Adriano coordena este espaço, com a colaboração de Humberto Sampaio, onde ao longo dos últimos cinco anos foram criadas 30 empresas, quatro das quais acabaram por fechar, e três encontram-se ainda em fase de licenciamento.
As áreas de negócio vão do desporto, aos idosos, energias, recolha de óleos usados, artesanato, fotografia, agroindústria, ervas aromáticas, biotecnologia ou turismo, entre outras.
O gabinete dá apoio desde a formação ao financiamento, sendo que das empresas instaladas "cerca de metade" não necessitaram de recorrer a ajuda de financiamento, nomeadamente de programas comunitários como o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) ou o PRODER (Programa para o Desenvolvimento Regional), segundo os responsáveis.
As empresas que se instalaram com o impulso do gabinete estão maioritariamente na região de Bragança, mas também nas zonas de origem dos alunos promotores como Aveiro, Póvoa de Lanhoso ou Viana do Castelo.
Além do empreendedorismo, o gabinete tem outras valências como a inovação que se materializa no apoio dado pelo IPB a empresas que já estão no mercado.
"Ajudamos várias empresas a desenvolverem produtos que podem ter potencial de negócio", contou José Adriano.
Um exemplo é um produto para camas hospitalares eletromecânicas desenvolvido para uma empresa do setor e outro para um empresário que está a aperfeiçoar uma máquina de apoio à apanha da castanha, um dos produtos agrícolas de excelência da região.
A inovação do IPB apoiou também um outro empresário da região no desenvolvimento de um produto para controlo remoto para radiodifusão, uma nova tecnologia que foi "registada como patente e com um protótipo que tem potencial de mercado".
Esta área da inovação soma dez projetos com empresas, autarquias e outros parceiros nacionais e internacionais do meio académico, que envolveram investimentos globais na ordem de quase dois milhões de euros, de acordo com os dados avançados.
Outra valência do gabinete é o apoio à empregabilidade com uma plataforma eletrónica onde os alunos podem divulgar os seus currículos e as empresas as ofertas de emprego disponíveis.
A plataforma tem atualmente 1.832 alunos registados e 224 empresas. Desde a sua criação, há cerca de dois anos, já foram lá colocadas 338 ofertas de emprego. Atualmente estão 32 disponíveis.

Publicado em 'DN'.