14 outubro, 2010

Associação Académica do IPB promove maratona solidária

Na primeira maratona, realizada há dois anos, a associação reuniu cerca de mil pessoas. O presidente da Associação Académica do IPB espera atrair este ano 1500 participantes. A maratona começa às 21h de quarta-feira na cantina do IPB e a inscrição pode ser efectuada no local. A participação tem o custo de um bem alimentar a entregar no acto de inscrição, que depois será entregue a uma instituição de solidariedade de Bragança.

O objectivo é duplo, por um lado ajudar a integrar os novos estudantes na cidade e na Academia e, por outro, apoiar instituições de solidariedade locais, como refere o presidente da Associação Académica, Rui Sousa. “O objectivo é integrar os caloiros na sociedade, promovendo também a prática da actividade física, e criar iniciativas que possam ter a comunidade do IPB juntamente com a cidade de Bragança e achamos que o desporto é uma boa de o fazermos. O custo de inscrição é simbólico – no mínimo as pessoas têm que levar um bem alimentar, no máximo o que a consciência lhes diga para levar”.

Rui Sousa deixa o apelo à participação da comunidade brigantina. “Queria deixar uma chamada de atenção às pessoas que costumam caminhar a essa hora à volta do IPB que apareçam para fazer esta caminhada que normalmente fazem todos os dias e que a façam ao nosso lado”. “[A maratona] começa na cantina do IPB, seguimos pela Av. Sá Carneiro em direcção aos correios, cortamos para a Rua 05 de Outubro, depois pela Rua Alexandre Herculano em direcção à Flor da Ponte. Depois fazemos a Alameda de Santa Apolónia, que é a Alameda do campus do IPB”, acrescenta Rui Sousa.

Na primeira maratona, realizada há dois anos, a associação reuniu cerca de mil pessoas. O presidente da Associação Académica do IPB espera atrair este ano 1500 participantes. A maratona começa às 21h de quarta-feira na cantina do IPB e a inscrição pode ser efectuada no local. A participação tem o custo de um bem alimentar a entregar no acto de inscrição, que depois será entregue a uma instituição de solidariedade de Bragança.
Publicado em 'RBA'.

11 outubro, 2010

Mais mato, mais risco de incêndios

A paisagem está em rápida mudança no Parque Natural de Montesinho. O risco de incêndios maiores e mais intensos nunca foi tão grande nos últimos 50 anos.

Na freguesia mais elevada e remota do Parque Natural 'de Montesinho, no limite extremo de Trás-os-Montes, mais de três quartos da terra cultivada que havia em 1958 estão ocupados por mato e floresta, aumentando consideravelmente a probabilidade de a área ser consumida por incêndios de grandes proporções, de acordo com as conclusões de um estudo feito por quatro cientistas portugueses e publicado este mês nos Estados Unidos por um dos maiores editores mundiais de ciência, a Springer.

João Carlos Azevedo, investigador do Instituto Politécnico de Bragança, e outros três cientistas estudaram a evolução da paisagem na freguesia de França, que, além desta aldeia, inclui ainda as localidades de Portelo e Montesinho, numa área total de 5700 hectares. Em 50 anos, as terras cultivadas passaram de 22 para menos de 5% da superfície da freguesia.

"Não é nada que não soubéssemos, mas o que este estudo traz é a confirmação dessa realidade com números, áreas e parâmetros". O abandono dos campos tem sido acompanhado por um decréscimo acentuado da população das três aldeias, que passou de 834 em 1960 para 275 em 2001. Três vezes menos. Em contrapartida, a área ocupada por mato denso de giesta e urze tornou-se quatro vezes maior do que na década de 50. O estudo recorreu a modelos de simulação de fogo para chegar à conclusão de que, apesar de não haver nenhum incêndio grande na freguesia há dez anos, o risco de vir a ocorrer um mais intenso e devastador do que no passado está no seu nível máximo. França é uma das freguesias mais procuradas pelos turistas que visitam o Parque Natural de Montesinho.

Publicado no 'Expresso' de 9-10-2010.

02 outubro, 2010

Equipa do IP de Bragança segunda classificada no concurso dos IP empreendedores

TECNOLOGIAS DE PROTOTIPAGEM APLICADAS À ENGENHARIA BIOMÉDICA SEGUNDA CLASSIFICADA NA SÉTIMA EDIÇÃO DO CONCURSO POLIEMPREENDE

» Equipa do IP de Bragança segunda classificada no concurso dos IP empreendedores

Numa edição coordenada pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o coordenador nacional do concurso Poliempreende e Vice-Presidente do IPVC, Nuno Brito, salientou o aumento de números de projectos apresentados nesta edição, sendo que os projectos finalistas, "segundo a opinião do júri nacional foram muito mais bem trabalhados, mais inovadores e mais preparados para o mercado, o que denota um salto qualitativo de todos os participantes”.

No âmbito do concurso Poliempreende – que pretende fomentar o empreendedorismo nos alunos do Ensino Superior Politécnico e o surgimento de novas e inovadoras empresas, cada Instituto Politécnico promoveu um concurso regional, com todas as suas ideias. O melhor projecto de cada um foi avaliado por um júri nacional, composto por representantes de diversas entidades, nomeadamente, IP Viana do Castelo; IAPMEI; ANGE; Missão Douro; Associação Industrial do Minho; Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Caixa Agrícola; Instituto Português da Juventude; BIC Galicia e ainda Francisco Banha e Dana T. Redfordque, que seleccionou os três melhores projectos.

O “3DTech Pro”, projecto vencedor da fase regional e apresentado pelo Instituto Politécnico de Bragança no dia 18 de Setembro, em Viana do Castelo, ficou classificado em segundo lugar a nível nacional. Este projecto surge da necessidade, cada vez mais evidente, de obtenção de modelos físicos para análise, estudo, visualização ou, inclusivamente, para aplicações funcionais. Pretende ser uma empresa especializada na produção de modelos físicos sólidos gerados a partir de dados provenientes quer da modelação geométrica computacional, quer da imagiologia médica ou, ainda, da digitalização tridimensional. A empresa estará habilitada a produzir modelos para utilização médica, nas vertentes educacional e de análise pré-cirúrgica, modelos para utilização nas áreas das artes ou com utilização em maquetas.

Estar localizada em Bragança é considerado pelos promotores, uma vantagem competitiva, visto que é fácil o recrutamento de mão-de-obra no IP Bragança e a proximidade de Castilla-Leon perspectiva uma vertente internacional.

Os promotores deste projecto são dois alunos licenciados em Engenharia Biomédica e a frequentar o Mestrado em Tecnologia Biomédica: Bruno Magalhães e Elmano Pinto e dois docentes do departamento de Tecnologia Mecânica: Luís Queijo e João Rocha.

No aspecto do empreendedorismo e das suas competências “denotou-se uma forte inovação dos institutos politécnicos que conseguiram demonstrar a alta motivação - dos seus alunos, docentes e dirigentes - no sentido de terem uma nova cultura empreendedora e que ela seja passada para o exterior e às áreas regionais onde se inserem”, disse ainda, Nuno Brito.

Cada um destes projectos irá receber um valor monetário relevante: 10 mil euros para o primeiro prémio (patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos), 7500 euros para o segundo prémio (patrocinado pela Caixa Agrícola) e 5000 euros para o terceiro prémio (patrocinado pelo Banco Espírito Santo).

De referir a importância que estes projectos têm tido na constituição de novas empresas empreendedoras. Da iniciativa resultaram 302 projectos, envolvendo cerca de 900 alunos e mais de 50 docentes, que levaram já à criação de 22 empresas (havendo outras 36 em fase de criação) e ao registo de várias dezenas de patentes. Todas estas empresas promovem jovens licenciados e com elevadas qualificações técnicas e académicas.

01 outubro, 2010

IPB recebe mais 500 alunos na segunda fase de acesso ao Ensino Superior

Na primeira fase foram colocados quase mil novos alunos na instituição
Entraram quase 500 novos estudantes na segunda fase de acesso ao ensino superior no IPB. Ainda assim, cursos pós laborais como Gestão e Educação social não preencheram mais de 4 a 5 vagas. Sobrinho Teixeira garante que não está a ser ponderado, para já, o cancelamento de qualquer curso no IPB. Ao todo, entraram no instituto quase mil novos alunos.

Depois da entrada de quase mil alunos na primeira fase, o Instituto Politécnico de Bragança recebe agora mais 470 alunos. O presidente da instituição, Sobrinho Teixeira, espera que, depois da terceira fase, o IPB atinja os 2 mil novos alunos. “Na primeira fase já tínhamos ficado em quinto lugar a nível nacional [ao nível dos institutos politécnicos] e agora consolidámos essa posição. O que também me satisfaz, pelo simbolismo, é que iremos ultrapassar os dois novos alunos. Não podemos contar só com os alunos do acesso nacional – temos de contar cada vez mais com os novos públicos, que é hoje em dia uma fatia muito importante em termos do Ensino Superior”.
Novos públicos, que compreendem um vasto leque de potenciais candidatos ao ensino superior. Sobrinho Teixeira explica quais: “são os estudantes diplomados através de um curso de especialização tecnológica; os maiores de 23 anos, que têm de ser motivados para se qualificar através destas oportunidades; são os alunos que já têm um curso superior mas que, agora, querem aumentar o seu conhecimento; são os reingressos – temos de ter uma atitude de cativar pessoas que estiveram no Ensino Superior e que abandonaram”.
O presidente do IPB deixa ainda o repto aos transmontanos para que apostem na formação: “O Instituto disponibilizou cursos pós-laborais com esforço grande para que as pessoas da região se qualifiquem mais e para que a região possa ter índices que produtividade e competitividade superiores”.

Publicado em 'RBA'.

Identidade Macaense

A procura pela identidade de um povo em documentário

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

30 setembro, 2010

IPB lidera programa de intercâmbio de estudantes da América latina

Arrancou ontem no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) um novo programa de mobilidade para estudantes: o Erasmus Mundus. Este ano, o instituto recebe 30 alunos provenientes da Colômbia, Costa Rica e Panamá que vão frequentar mestrados.

Já estão em Bragança há cerca de um mês para aprender português e receberam ontem os diplomas.

Esperam que esta experiencia os possa ajudar durante o mestrado.

“Vim tirar um mestrado em contabilidade e finanças. Preferi o português ao espanhol e ao italiano. Aprendi muitas palavras novas e um pouco da pronúncia portuguesa. É bom para participar nas aulas e escrever melhor”, diz Bryan Madrigal, da Costa Rica.

“É uma experiência muito bonita porque no meu país não temos cursos para aprender esta língua”, confessa a colombiana Diana Elisabete. Eduardo Fernandez, outro costa-riquenho, diz que gosta “muito do português” e espera “aprender mais com estas aulas”.

O Erasmus Mundus no IPB resultou de um convite feito pela Universidade Autónoma de Barcelona.

O vice-presidente salienta que o instituto vai receber o maior número de alunos.

“Em conjunto com a Universidade Autónoma de Barcelona, somos a instituição parceira que mais estudantes vai receber. Vamos acolher 30, não só para licenciatura mas ao nível integral do mestrado. Não vêm fazer apenas um semestre mas vão ser alunos do IPB.”

Luís Pais fala ainda de outras iniciativas que o IPB quer implementar ao nível da internacionalização.

“Iremos concretizar no segundo semestre a vinda e o envio de alunos para o Instituto Politécnico de Macau. Queremos alargar este programa a todo o Mundo. Já temos projectos com universidades do México. E iremos aproveitar para entrar na Costa Rica, na Colômbia e no Panamá.”

Ao todo o IPB tem cerca de 500 estudantes em mobilidade, por ano.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

29 setembro, 2010

Los nuevos productos cárnicos de origen caprino estimula el sector

La aparición de nuevos productos cárnicos de origen caprino está dibujando un horizonte muy optimista para el sector, según el análisis que ha expuesto el profesor de la Escola Superior Agraria del Instituto Politécnico de Bragança, Alfredo Teixeira. El docente ha sido el encargado de clausurar las jornadas técnicas sobre el sector caprino, que organiza el Ayuntamiento de Trabanca, con una intervención donde ha facilitado al numeroso público presente los datos de la investigación que está desarrollando sobre el asunto, en colaboración con el Centro de Investigación de Montanha.

Publicado em 'La Gaceta de Salamanca'.

27 setembro, 2010

Floresta: Cientistas falam de fenómeno de regeneração espontânea

A floresta portuguesa está a passar por um fenómeno de regeneração espontânea apontado ontem por especialistas da área como a forma “mais barata” de solução para o abandono do mundo rural e para as suas consequências gravosas, como incêndios florestais.

Afinal, dizem os peritos, a solução pode estar no próprio problema pois é o despovoamento e o abandono da agricultura tradicional que parecem estar a impulsionar esta “regeneração natural, com espécies indígenas de Portugal a brotarem espontaneamente por todo o lado”.

O fenómeno foi ontem abordado no final da conferência internacional que juntou durante quatro dias, em Bragança, cientistas de 46 países, numa iniciativa do grupo de ecologia da paisagem da IUFRO, a União Internacional de Organizações de Investigação Florestal.

Os desafios e soluções para as terras agrícolas abandonadas, como acontece nas regiões portuguesas do inteiro, mas também em toda a Europa, foi o tema do último simpósio.

As florestas autossustentáveis são a proposta dos investigadores Carlos Aguiar e Henrique Miguel Pereira para a transição.

“Mais do que plantar floresta de novo é cuidar da que está a nascer e está a nascer muita floresta por todo o lado. É uma boa política identificar onde essa floresta está a nascer e apoiá-la e cuidá-la, e é uma forma barata de o fazer”, defendeu Carlos Aguiar.

A primeira medida para este investigador deverá passar por “apostar em apoiar esta regeneração natural de espécies indígenas de Portugal como os carvalhos, azinheiras e sobreiros, que está a surgir espontane amente por todo o lado”.

O espaço para esta regeneração foi cedido justamente, segundo dizem, pelo abandono da agricultura e o despovoamento.

O reaparecimento destas espécies dar um contributo “a média prazo” para haver menos fogos florestais em Portugal, na opinião de Henrique Miguel Pereira.

Este investigador, que já teve responsabilidades no Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) não entende “como é que o sistema de combate aos incêndios ainda não tomou como máxima prioridade proteger as zonas de regeneração florestal”.

Trata-se, garantem, de espécies mais resistentes e com potencial económico de produção de madeira ou outros bens como cogumelos, mas também de conservação da natureza.

Henrique Miguel Pereira reconhece que esta “transição não é um sistema simples porque exige um envolvimento social e que haja uma visão partilhada pelos diferentes atores do que se pretende para o futuro destas regiões”.

As soluções teriam de ser adaptadas às diferentes realidades e, asseguram, que continuaria a haver espaço para a agricultura.

Sublinham, no entanto que “onze por cento da superfície de Portugal está acima dos 700 metros, onde o uso agrícola provavelmente não será recomendável”.

O que consideram que “não pode continuar a acontecer é o avanço do mato com “ uma série de problema associados em termos de ocorrência de fogos, e desfavorável à biodiversidade”.

Publicado em 'AgroPortal'.