10 novembro, 2010

Benção dos Caloiros 2010

Semana de Recepção ao Caloiro já começou

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Estudantes do IPB vencem prémio Inovação

Concurso da Valorpneu destacou trabalho de alunas de Arte e Design
É mais um prémio, a nível nacional, para os estudantes e professores do Instituto Politécnico de Bragança. Desta feita, um grupo de duas alunas de Arte e Design, do 2º ano, e dois docentes da Escola Superior de Educação, venceram o Concurso Prémio Inovação Valorpneu 2010 com o trabalho “Labirinto”.

O objectivo do concurso visava o desenvolvimento de novas soluções para o destino sustentável dos pneus usados em Portugal, garantindo o incentivo e dando visibilidade ao trabalho de investigação realizado em estabelecimentos de ensino superior.

Ana Arribas e Cátia Fernandes, alunas, acompanhadas por Carlos Costa e Jorge Morais, apresentaram um projecto que consiste na construção de um labirinto para um espaço público, reutilizando cerca de 650 pneus em fim de vida.

O Prémio Inovação Valorpneu 2010 tem o valor monetário de 7.500 Euros e contempla a atribuição de um estágio profissional para o seu vencedor.

Os trabalhos candidatos enquadram-se nas áreas de Engenharia, Arquitectura ou Design, sendo objectivo que apresentem soluções inovadoras que contribuam para a sustentabilidade económica e ambiental do sistema integrado de gestão de pneus usados (SGPU) gerido pela Valorpneu.

Os destinatários do Prémio Inovação Valorpneu 2010 são os estudantes do ensino superior nacional, universitário ou politécnico, de estabelecimentos públicos ou privados que tenham ou estejam a desenvolver trabalhos ao nível dos graus de Bacharelato, Licenciatura, Mestrado, Doutoramento ou Pós-graduação e, ainda, os jovens investigadores de outras entidades do sistema científico nacional público com, à data de finalização do trabalho de investigação, idade inferior a 35 anos.

A ValorPneu atribuiu o prémio à equipa do IPB que, irá receber o prémio numa cerimónia no Funchal.

Publicado em 'Mensageiro Bragança'.

08 novembro, 2010

Finalista do curso de Engenharia Biotecnológica e autarca em Várzea de Ovelha e Aliviada (Marco) foi a enterrar

Uma rosa branca caída sobre o manto de capas pretas dos Estudantes da Escola Superior Agrária de Bragança, balizou última caminhada de Carla Maria Barros Monteiro, 24 anos, finalista do curso de Engenharia Biotecnológica, vítima de atropelamento numa passadeira em, Bragança. O corpo da jovem foi a sepultar, neste domingo, no cemitério da freguesia de Várzea do Ovelha e Aliviada, Marco de Canaveses, onde Carla era autarca. O adeus fez-se num silêncio ensurdecedor.

A estudante finalista no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), morreu, na passada sexta-feira, no Centro Hospitalar do Porto. A jovem era, também, autarca (secretária) no executivo da Junta de Freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada, Marco de Canaveses.

O fatídico atropelamento ocorreu, na noite da passada quarta-feira, cerca das 22 horas numa passadeira da Av. de Stª Apolónia, na cidade de Bragança, junto a uma das entradas da escola onde estudava a candidata a engenheira Biotecnológica.

Carla Monteiro, residente no lugar do Pinheiro, sofreu um embate violento por uma viatura ligeira de passageiros – um Opel Corsa – que lhe provocou ferimentos graves na cabeça.

Na ocasião o alerta do atropelamento, segundo o RCP conseguiu apurar, foi dado por transeuntes que faziam o circuito do Instituto Politécnico.

“ O que nós sabemos, o que nos disseram os amigos da Carla que telefonaram para o pai dela, porque nós não vimos, é que ela ia atravessar a rua na passadeira e um Opel Corsa atropelou-a.”, disse ao RCP, Carla Barros, tia de Carla Monteiro.

A jovem acabaria por ser evacuada de helicóptero para o Centro Hospitalar do Porto, onde acabaria por morrer não resistindo aos ferimentos.

“É muito triste. Uma rapariga muito alegre, muito bem disposta que tinha o sonho de tirar o curso”, explicou, Carla Barros.

Os colegas do IPB que na noite do acidente acorreram em peso para a porta do Hospital de Bragança, passaram os últimos dias a comunicarem nas redes sociais indagando sobre o estado de saúde da jovem.

O Presidente da Junta de Freguesia não escondeu a emoção face à tragédia que roubou a vida à sua secretária: “uma jovem que tinha o futuro todo pela frente entusiasta na tarefa que abraçou na freguesia. Estávamos cheios de planos para o futuro ainda que no meio destas adversidades politicas…”, concluiu, José Vasconcelos, visivelmente emocionado.
Publicado em 'Rádio Clube Penafiel'.

Politécnico em luto pela morte de aluna atropelada

Três dias de luto académico
A Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB) decretou hoje três dias de luto académico pela morte de uma colega atropelada numa passadeira junto à instituição.

Segundo referiu à Lusa a responsável pelo Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante (GIAPE), Anabela Martins, a direção do IPB decidiu associar-se à iniciativa de pesar dos estudantes, em vez de promover uma ação própria.

A aluna de 24 anos foi atropelada quarta feira à noite numa passadeira junto à Escola Superior de Tecnologia e Gestão, no exterior do campus académico do IPB que alberga os diferentes estabelecimentos de ensino superior do instituto de Bragança.
Publicado em 'Lusa'.

05 novembro, 2010

Estudantes do IPB querem melhores condições de iluminação na zona do atropelamento

O atropelamento de uma estudante do Instituto Politécnico de Bragança, quarta-feira à noite, fez soar as campainhas de alarme entre os estudantes. A jovem de 24 anos continua internada num hospital do Porto em estado de coma mas a Associação Académica já reuniu com o presidente da câmara para pedir mais iluminação para o local.

"Iluminar mais aquela zona ou, pelo menos, cortar parte da ramificação daquelas árvores. A zona tem iluminação, o problema é que as árvores não deixam a luz passar. E as pessoas têm de andar a passar de passeio para passeio por causa das obras, mesmo no meio de curvas, o que é inadmissível."

Rui Sousa, presidente da associação académica, diz até que já tinha havido alguns sustos antes deste atropelamento.

"Há coisa de três semanas os caloiros iam a passar em grupo. A sorte é que iam de t-shirt branca, mas o carro ainda teve de fazer uma travagem. Por azar, neste caso a aluna ia trajada, o traje é preto e o condutor diz que não viu ninguém."

Mas o presidente da câmara de Bragança sublinha que as passadeiras estão devidamente sinalizadas e iluminadas.

"As passadeiras estão sinalizadas, há redutores de velocidade e a iluminação das passadeiras é suficiente, pelo que não podemos relacionar isso como o acidente."

No entanto, admite que as árvores ao longo do passeio, entre os locais de atravessamento da estrada, possam vir a ser podadas.
"admito que possa ocorrer mas não necessariamente para melhorar as condições de travessia da via, que ocorrem nas passadeiras e aí, as condições de segurança são suficientes."

A Associação Académica ficou satisfeita com as promessas da autarquia e reconhece que as passadeiras estão bem sinalizadas.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

04 novembro, 2010

IPB investiga método inovador para esterilizar castanhas

Operadores utilizam água quente para esterilizar o fruto que é exportado para países terceiros, mas investigadores querem colocar em prática a esterilização por irradiação
O Instituto Politécnico de Bragança, em parceria com uma empresa da região, com a Universidade do Minho e com o Instituto de Tecnologia Nuclear, está a levar a cabo um projecto de investigação dedicado à esterilização e conservação da castanha que é exportada para países terceiros. É que está em vigor uma norma da Comunidade Europeia que proíbe o uso de bormeto de metilo, o químico utilizado para fazer a devida desinfecção, de modo a que castanha chegasse ao destino sem alterações.

Segundo António Graça, director regional de Agricultura, esta imposição comunitária nada tem que ver com questões de segurança alimentar, até porque este produto não deixava quaisquer resíduos. “É uma questão de natureza ambiental”, explicou.

Com as novas normas em vigor, os operadores de castanha que trabalham na área de exportação tiveram que adoptar como alternativa o uso de água quente, “uma alternativa fácil e viável de utilizar”, na opinião de António Graça.

No entanto, os investigadores consideram que o tratamento com água quente pode não ser assim tão eficaz, uma vez que obriga à secagem da castanha, caso contrário pode apodrecer durante o período de transporte.

Albino Bento, presidente da Escola Superior Agrária e investigador do Centro de Montanha, considera mesmo que o método da água quente “não é económico, é difícil, demorado e complicado”.

Por isso, os vários investigadores procuram uma nova alternativa, nomeadamente a desinfecção por irradiação, através do uso de feixes de electrões. O projecto foi submetido à Agência Portuguesa da Inovação e é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no entanto, só dentro de três anos é que deverá estar concluído. “Neste momento estamos a trabalhar, já fizemos os primeiros testes e temos esperança que o uso de feixes de electrões possa vir a funcionar”, apontou Albino Bento.

Esta técnica de irradiação visa a esterilização da castanha sem comprometer a sua qualidade. “O que se pretende é matar as pragas e os fungos, mantendo a qualidade, o sabor e as características do fruto”.

Amílcar António e Elsa Ramalhosa, investigadores ligados a este projecto, adiantam, ainda, que esta técnica da irradiação já foi testada na União Europeia em outros alimentos. Resta agora saber se, utilizado na castanha, mantém as suas características.

Para já, os operadores que trabalham no mercado da exportação da castanha, têm que utilizar a desinfecção com água quente. Mas a técnica não é nova, pelo menos assim o garante Alcino Nunes, um dos operadores que trabalha com castanha da região transmontana.

Ao seu armazém chegam milhares e milhares deste fruto. Grande parte é exportado em fresco para países europeus e para países terceiros. Este ano está a utilizar, pela primeira vez, a esterilização com água quente e, embora admita que é um método mais dispendioso, considera que “funciona bem”.

“Este processo já se utiliza há muito tempo na Europa. Nós é o primeiro ano que estamos a utilizar e funciona bem”, garantiu.

A campanha da castanha, que por esta altura emprega centenas de pessoas, está agora a começar e as expectativas são boas, pelo menos no que diz respeito à qualidade do fruto. Mas se a exportação para mercados europeus continua a manter-se, já para o Brasil a tendência é para uma diminuição.

Segundo Alcino Nunes, desde que trabalha nesta área, há cerca de 25 anos, que o Brasil tem vindo a diminuir a importação, no seu entender devido à “diminuição da colónia de portugueses, franceses, espanhóis e outros europeus que ali viviam e compravam”.

Uma opinião que é, também, partilhada por José Posadas, um empresário dedicado ao mercado da transformação da castanha, nomeadamente ao marron glacê. A trabalhar há 50 anos neste sector, o empresário espanhol considera que Portugal continua a ter problemas na venda do produto. “É preciso saber vender bem e não apenas em quantidade. O Brasil come castanhas portuguesas por uma questão cultural. É preciso fazer uma campanha que recupere e valorize esse mercado”.

Em termos de mercado, a exportação para países como os Estados Unidos, Canadá ou Brasil representa cerca de um terço da produção. Embora não seja um valor muito significativo, é importante para manter os valores do preço da castanha no mercado.

Publicado em 'Mensageiro Bragança'.

02 novembro, 2010

Projecto europeu visa comparar qualificações em Agricultura

Presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, aponta a exportação do ensino das Ciências Agrárias para optimizar recursos nacionais

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) acolheu a única reunião, realizada em Portugal, no âmbito do Projecto ImpAQ – Melhorar a Comparabilidade das Qualificações em Agricultura. Os sete países parceiros neste programa juntaram-se para discutir e comparar as qualificações existentes em cada nação para, depois, se elaborar uma “matriz” que englobe todas as semelhanças e diferenças na área da Agricultura. A par desta reunião, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, voltou a sublinhar o “excesso” de cursos em Ciências Agrárias e adiantou que a exportação do know-how português na matéria será uma mais-valia para o ensino e para o desenvolvimento do País.

Com um durabilidade de dois anos, o Projecto ImpAQ pretende, acima de tudo, “criar um conjunto de critérios que permitam a comparabilidade de formações e qualificações na área agrícola”, frisou o docente da Escola Superior Agrária do IPB, Tomás Figueiredo. As qualificações abrangidas vão desde os “níveis mais básicos, até aos mais superiores, incluindo doutoramentos”, bem como todas as áreas agrícolas, como as de pendor ambiental, biotecnológico, agro-alimentar, florestal e produção animal.

Para alcançar este propósito, o professor salientou que é fundamental criar, numa primeira fase, um “inventário das condições de formação em todos os países envolvidos”, registando todas as “qualificações existentes e os conceitos a elas associadas nos países integrantes”, referiu Tomás Figueiredo.

Em pontos gerais, este projecto visa a organização de “critérios básicos” que permita “dizer que uma certa formação num certo país é comparável a uma outra formação numa outra nação, até com diferente designação, mas cujo conteúdo e qualificações atribuídas sejam comparáveis”.

Liderado pela Universidade Marconi, de Itália, o projecto conta também com a parceria de Portugal, França, Áustria, Suécia, Hungria e Holanda. “Ainda que tenhamos uma diversidade de formações na Europa, vale a pena o esforço, porque estamos num contexto europeu de trabalho.” Neste âmbito, Tomás Figueiredo destacou que os empregadores e as instituições de ensino têm de se “consciencializar” que estão a “formar e qualificar pessoas para o espaço europeu e não somente para o seu próprio país”.

IPB vai exportar ensino das Ciências Agrárias

Para a realidade nacional, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, salientou que existe um “excessivo” número de “escolas de Ciências Agrárias”, mas isso não significa, de acordo com o responsável, que se deva partir para o encerramento ou para a redução da oferta.

É que, na opinião de Sobrinho Teixeira, Portugal deve aproveitar, no seu todo, as mais-valias do conhecimento que detém nesta área para o exportar para, por exemplo, os países de língua portuguesa, onde existe uma carência de profissionais. “Já temos uma infra-estrutura montada e, por isso, devemos olhar para o ensino agrário no sentido da exportação. Por exemplo, Angola tem 11 engenheiros florestais para uma superfície que é 14 vezes superior à de Portugal. É nisto que devemos apostar.”

O presidente do IPB avançou também que professores agrários irão para São Tomé e Príncipe para dar aulas, por módulos, no Mestrado em Segurança Alimentar. “Temos que ver nas dificuldades uma oportunidade. Com a capacidade de recursos humanos e técnicos que as instituições de ensino têm, seria um desperdício desaproveitá-las.”


Publicado em 'Mensageiro Bragança'.

Sobrinho Teixeira reeleito presidente dos Politécnicos

O presidente do Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, foi ontem reeleito, por unanimidade, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e elegeu como prioridade para o novo mandato a implementação de uma rede de ensino à distância no quadro das instituições. Será através desta rede, denominada e-politécnico, que todos os institutos darão apoio pedagógico e administrativo aos alunos. A criação de centros de investigação aplicada é outro dos objectivos.
Publicado no 'Público'.

Praxe solidária para fazer escola

Os caloiros da Escola Superior Agrária de Bragança sujeitaram-se, ontem à noite, a uma praxe solidária. Organizaram-se em pequenos grupos e percorrem os bairros da cidade para angariar alimentos para os mais pobres.

Exibido em 'RTP'.