02 novembro, 2011

Director do IPB reclama programa para a castanha

Quer que seja idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, defendeu hoje a criação de um programa nacional para toda a fileira da castanha idêntico ao que impulsionou o sucesso do vinho português nos mercados externos.

A região de Trás-os-Montes é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha e o IPB é uma das entidades académicas que se dedica à investigação no sector e que organiza anualmente o fórum de países produtores, como o que decorreu hoje, em Bragança, integrada na feira Norcastanha.
O presidente do instituto defendeu a criação de um programa transversal a toda fileira da castanha, desde a produção, à investigação e comercialização para potenciar este produto, nomeadamente nos mercados externos.

Sobrinho Teixeira lembrou que “há meia dezena de anos foi feito o mesmo com o vinho, que parecia condenado ao insucesso face à concorrência de economias emergentes na área, como a Austrália, o Chile, a África do Sul”.

“Tivemos um programa RURIS, específico para o aumento da produção do vinha, começamos a nível da área de formação, as instituições de ensino superior começaram a fazer enólogos, controlou-se também todo o sistema de produção e das próprias pragas, e partir daí, aquilo que se julga que é o mais difícil, a comercialização, acabou por ser o mais fácil”, recordou.

Conjugar esforços

O académico defende um programa idêntico para a castanha e acredita que “com uma grande conjugação de esforços é possível dar a mesma pujança nacional e internacional” à castanha.

Para esse objectivo entende que devem ser também alterados os critérios de financiamento da investigação, passando a ser atribuídas verbas ao fim da investigação e não ao mérito das equipas concorrentes.

Para Sobrinho Teixeira, este impulso tem de ser feito “por quem gere os destinos de Portugal nesse nível” e teve a oportunidade de transmitir a ideia ao secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

Daniel Campelo sublinhou, no encerramento do fórum sobre o sector, que “a castanha é um dos grande produtos que o país tem e que tem identificado um mercado potencial de crescimento, quer na plantação de novos soutos, quer no aproveitamento do que já existe com mais valor acrescentado”.

Transformar em Portugal

Para o governante esse objetivo será alcançado se o produto “for transformado em Portugal” e menos nos países importadores que depois transformam e vendem a castanha portuguesa noutros mercados.

O governante considerou que a região de Trás-os-Montes e nomeadamente Bragança “estão no caminho certo com os produtores, a comunidade científica e a indústria a trabalharem em conjunto”.

Garantiu ainda que o Governo assegurará instrumentos financeiros de estímulo, mas considerou que “há muitos investimento que são rentáveis sem apoio”.

“Os apoios deverão servir sobretudo para alavancar uma modernização do sector agrícola e eventualmente estimular o aparecimento de sectores necessários e que são mais frágeis”, afirmou.

Publicado em 'CiênciaHoje'.

31 outubro, 2011

Bragança reclama programa idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, defendeu hoje a criação de um programa nacional para toda a fileira da castanha idêntico ao que impulsionou o sucesso do vinho português nos mercados externos.

A região de Trás-os-Montes é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha e o IPB é uma das entidades académicas que se dedica à investigação no setor e que organiza anualmente o fórum de países produtores, como o que decorreu hoje, em Bragança, integrada na feira Norcastanha.

O presidente do instituto defendeu a criação de um programa transversal a toda fileira da castanha, desde a produção, à investigação e comercialização para potenciar este produto, nomeadamente nos mercados externos.
Publicado em 'Lusa'.

06 outubro, 2011

Associação quer combater abandono de animais

Foi criada em Bragança uma associação que pretende combater o abandono dos animais.A associação Amicus Canis, ou AMICA, foi ontem apresentada. O presidente aponta alguns dos problemas inerentes ao abandono de animais.“Constituem um problema ético porque os animais estão em sofrimento e são um problema de saúde pública porque os animais não são tratados, transmitem doenças a outros animais e também às pessoas” afirma Álvaro Mendonça. Além disso “há também perigos físicos para as pessoas e económicos porque os animais abandonados por vezes atacam rebanhos e outros animais”.Por isso outro dos objectivos desta associação é promover a adopção de animais.“Conjuntamente com as clínicas pretendemos, ao recolher os animais da rua, fazer uma selecção de todos aqueles que possam ser utilizados para serem adoptados” refere. “As clínicas e a Escola Agrária pretendem vir a tratar das desparasitações, vacinações e esterilizações para se dar uma adopção”.Álvaro Mendonça salienta ainda que a associação quer também trabalhar na vertente do animal de companhia abrangendo várias espécies. “Estamos a pensar em acções para o treino doméstico de animais, sensibilização para o exercício em conjunto com o dono, socializando os animais o que os torna potencialmente menos agressivos” acrescenta. “No futuro também pretendemos organizar concursos juntamente com o Clube Português de Canicultura” adianta.A AMICA quer alargar o seu raio de acção aos concelhos vizinhos.
Já conta com 20 sócios e tem sede na Escola Superior Agrária de Bragança.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Envelhecimento Ativo

Conferência na Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Exibido em 'LocalvisãoTV'.