04 setembro, 2012

O que é a luta biológica ?

CiênciaBragança
É a utilização de organismos vivos, ou dos seus produtos, para evitar ou reduzir as perdas ou danos causados pelos organismos nocivos.
Em Portugal são conhecidos alguns casos de luta biológica já nos finais do século XIX e início do século XX. O primeiro foi a introdução de Vedalia, inseto semelhante a uma joaninha, em 1897, para o combate à Icerya, cochonilha que suga a seiva dos citrinos, em laranjais dos arredores de Lisboa, no que foi o primeiro ensaio de luta biológica moderna levado a cabo na Europa.
Este meio de luta, alternativo à utilização de fitossanitários químicos, inclui o uso de numerosos grupos de inimigos naturais ou auxiliares, como: insetos, as joaninhas; ácaros, os fitoseídeos; vertebrados, as aves; nematodes, bactérias e fungos, que podem atuar como predadores, parasitoides, parasitas ou patogénicos. Neste meio de luta está incluída, também, a utilização de feromonas, hormonas juvenis, técnicas autocidas e manipulações genéticas.
Existem três modalidades de luta biológica: limitação natural; luta biológica clássica e tratamento biológico.
Na limitação natural, os auxiliares asseguram a redução das populações de pragas e de alguns patogénios. Na luta biológica clássica, procura-se combater uma praga exótica que causa prejuízo numa cultura de uma região através da introdução de auxiliares provenientes, normalmente, da região de origem dessa espécie. O tratamento biológico pretende aumentar a proporção de inimigos naturais indígenas.
Os benefícios deste meio de luta são a redução do gasto em produtos químicos; a maior segurança alimentar e proteção do meio ambiente pela redução do uso de produtos fitossanitários; a melhoria da saúde do ecossistema; a volta às condições ecológicas do ecossistema antes da introdução da praga. Contudo, uma série de limitações podem ser apontadas, nomeadamente: os efeitos indesejados sobre a fauna indígena; o risco sanitário, uma vez que podem estar a ser introduzidos patogénios para as plantas; os auxiliares podem estar infestados e resultar, por isso, ineficazes; é necessário o apoio técnico e, também, comprovar a eficácia dos inimigos naturais na zona da cultura.
Mª José Miranda Arabolaza, Paula Cristina Batista, Sónia Santos

Publicado em 'Mensageiro' de 16 agosto 2012.

Determinação da Idade e Crescimento dos peixes: Como? e Para Quê?

CiênciaBragança
Pode parecer estranho, mas o trabalho de muitos investigadores que trabalham na gestão sustentável das pescas é determinar a idade e crescimento de várias espécies de peixes. Certamente já ouviu falar que muitas espécies de peixes têm um tamanho mínimo de captura. Porquê?
Como é que se avalia a idade e o crescimento dos peixes? As variações que ocorrem sazonalmente na intensidade luminosa, temperatura e disponibilidade do alimento vão influenciar determinados mecanismos fisiológicos dos peixes, ocorrendo períodos alternados de crescimento rápido e lento. Estas variações no crescimento vão induzir a formação anual de anéis concêntricos nas escamas, otólitos (ossos do ouvido interno), vértebras e opérculos. Como estes anéis se originam quando os peixes têm apenas algumas semanas de idade e se mantêm ao longo de toda a sua vida, contando os anéis e medindo as distâncias entre eles é possível determinar a idade e o crescimento dos peixes. De salientar que nada disto é novo. De facto, os naturalistas do século XVII já faziam este tipo de estudos!
Quais são as estruturas ósseas mais utilizadas?
Sempre que possível são as escamas. São fáceis de obter e a sua utilização não implica a morte do peixe.
E, afinal, como é que se determina o tamanho mínimo de captura?
Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes são animais que crescem durante toda a sua vida. No entanto, a sua taxa de crescimento decai acentuadamente quando se reproduzem pela primeira vez, porque toda a energia que obtinham até então era somente para crescerem e, agora, passa a ser também necessária para a reprodução. Este aspeto reflete-se na distância entre anéis, que é muito maior quando os peixes são jovens. À medida que a idade aumenta os anéis estão cada vez mais juntos. Assim, quando a distância entre anéis se reduz pela primeira vez significa que o' peixe tornou-se reprodutor.
Para que a pesca seja considerada uma atividade sustentável deve deixar-se que os peixes se reproduzam pelo menos uma vez antes de serem capturados. Contudo, deparamo-nos com um problema. Em muitos peixes os machos e as fêmeas não se tornam reprodutores nem com a mesma idade nem com o mesmo tamanho. Por exemplo, no caso dos barbos', os machos tornam-se adultos quando têm 2 a 3 anos e medem cerca de 10 cm. As fêmeas, por sua vez, só são adultas por volta dos 7 anos, quando têm cerca de 20 cm. Por isso, este peixe só pode ser capturado quando tem, pelo menos, 20 cm (tamanho mínimo de captura). 
Ana Geraldes, Amílcar Teixeira

Publicado em 'Nordeste' de 14 agosto 2012.

UEM realiza curso da Escola de Altos Estudos

A Universidade Estadual de Maringá está realizando curso da Escola de Altos Estudos, que é uma iniciativa da Capes para fomentar a cooperação acadêmica e o intercâmbio internacional em cursos e programas de pós-graduação stricto sensu de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Seu objetivo é trazer professores e pesquisadores estrangeiros de elevado conceito internacional para a realização de cursos monográficos, a fim de fortalecer, ampliar e qualificar os programas de pós-graduação de instituições brasileiras.
O curso na UEM, coordenado pelo professor Francisco de Assis Macedo, está sendo ministrado pelo professor Alfredo Teixeira, da Universidade de Bragança, de Portugal. Iniciado nesta segunda-feira, dia 13, prossegue até 8 de setembro, com aulas teóricas e práticas. O curso enfoca a metodologia de avaliação de carcaças de ovinos e caprinos, tendo a ultrassonografia como tema principal.
O Programa Escola de Altos Estudos é financiado pela Capes para cursos de pós-graduação de excelência, ou seja, com conceitos 6 e 7. Além de alunos do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UEM, o curso está recebendo pós-graduandos em Zootecnia de outras universidades do Paraná, São Paulo e Bahia. Os créditos da Escola de Altos Estudos valerão para os programas de pós-graduação.
Publicado em 'UEM'.

Treino de Força Muscular em Idosos

Ciênci@Bragança
O envelhecimento está, de uma forma geral, associado à perda de massa muscular, com repercussões na funcionalidade em realizar as actividades diárias e consequentemente na qualidade de vida. A perda da força e da massa muscular progressiva predispõe esta população a uma limitação funcional, com repercussões na sua independência, sendo este um fator de predisposição para muitos dos processos patológicos associados ao aumento da morbilidade e mortalidade. Porém, o fenómeno em causa, denominado de sarcopenia, deverá ser igualmente interpretado tendo em conta a diminuição da atividade física que acompanha o envelhecimento. Além disso, a perda gradual de massa e força muscular agravam os problemas ortopédicos, levando a uma maior decadência no estado de condição física e de saúde geral.
Este complexo fenómeno que é a sarcopenia deverá ser compreendido como tendo origem em componentes de ordem nutricional, endócrina, nervosa e funcional, com aumento dos problemas ao nível metabólico, diminuição da capacidade funcional e maior susceptibilidade a quedas e fraturas. Geralmente observa-se uma diminuição da flexibilidade e força das estruturas musculares e o predomínio de posturas incorre tas que conduzem a desalinhamentos nas curvaturas da coluna, que por sua vez vão causar perda do equilíbrio.
A realização de atividade física surge como um elemento relevante na prevenção. O tipo de treino que mais tem sido estudado e recomendado é o treino de força. Este tipo de treino tem sido efetuado com elevada tolerância por parte de idosos, com excelentes resultados em termos de adaptação e ganhos na melhoria da capacidade funcional, o que por si só conduz a uma melhoria da qualidade de vida. Desta forma, os efeitos do treino da força na melhoria da função muscular são igualmente apontados como sendo específicos, pelo que outras formas de treino não (ex.: resistência cardiovascular), pois os mesmos não atenuam os declínios funcionais e morfológicos do tecido muscular associados ao envelhecimento.
É fundamental a promoção de programas de intervenção através das Autarquias e entidades locais, de forma a promover a inclusão da população idosa na sociedade, respeitando as necessidades e características do envelhecimento. Além disso, recomenda-se o acompanhamento e supervisão dos programas por profissionais da área das Ciências do Desporto. O respeito pela individualidade transporta normas e princípios que apenas podem ser determinados com conhecimento.
Miguel Monteiro

Publicado em 'Mensageiro' de 09 agosto 2012.

Impacto do IPB na cidade


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

Alunos formados no IPB trabalham na região

A região de Trás-os-Montes emprega mais de metade dos alunos formados no Instituto Politécnico de Bragança que conseguiram trabalho.
Um inquérito feito a diplomados que terminaram o curso no ano lectivo 2008/2009 demonstra que uma grande percentagem ficou em Bragança. O vice-presidente do IPB, Luís Pais, sublinha que este estudo revela que a região tem capacidade de fixar os jovens do litoral que vêm para cá estudar. “86 por cento dos nossos graduados estão a exercer uma actividade profissional e o que é mais interessante é que denotámos uma capacidade de fixação dos próprios diplomados. Daqueles que estão a exercer uma actividade profissional, 39 por cento exercem-na em Bragança, e 53 por cento exercem-na em Trás-os-Montes, ou seja nos distritos de Bragança e Vila Real”, realça o responsável.
Luís Pais realça, ainda, que dos mais de mil diplomados que participaram no inquérito, 30 por cento são do distrito de Bragança e 43 por cento são dos distritos de Vila Real e Bragança. O vice-presidente do IPB diz que para além dos licenciados e mestres que arranjam trabalho nas empresas da região, também há quem aposte no seu próprio negócio em Bragança. “Alguma capacidade empreendedora dos nossos alunos. Não podemos esquecer que a região de Trás-os-Montes não é industrializada, é um caminho que ainda temos que percorrer, mas eu acho que esses resultados são prometedores nesse sentido”, salienta o vice-presidente do IPB.
Luís Pais garante que o IPB vai continuar a realizar este inquérito para acompanhar o percurso dos diplomados e também para conhecer o seu grau de satisfação com a instituição de ensino.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.

A aprendizagem das ciências nas primeiras idades

Ciênci@Bragança
As crianças pequenas aprendem pela ação através do envolvimento ativo a nível psicomotor, cognitivo e afetivo. O trabalho experimental surge por necessidade de encontrar soluções para os problemas com que as crianças se deparam, envolvendo- as num ambiente de discussão e reflexão sobre os processos científicos e tecnológicos inter-relacionados com a sociedade. Assim, devem envolver-se as crianças em tarefas de índole experimental e de sistematização de saberes da realidade natural, sobretudo os que se referem à natureza da matéria, ao sistema solar, aos seres vivos, à saúde e segurança do corpo humano, entre outros.
No caso particular do tema luz, justifica-se a sua pertinência na aprendizagem das crianças, por um lado porque a luz é fundamental para observarem o que existe à sua volta e para comunicarem com os outros. Por outro, desde cedo as crianças se apercebem da presença da luz e constroem brincadeiras, explorando os seus efeitos.
Estas situações podem ser motivo para a realização de atividades práticas e experimentais que admitem uma multiplicidade de conteúdos como: a luz apenas se propaga em linha reta; apenas vemos os objetos quando neles incide uma fonte de luz; há objetos que emitem luz e outros que não, apenas a refletem; existem materiais transparentes, translúcidos e opacos; quando a luz encontra um obstáculo pode atravessá-lo ou não (provocando uma sombra); a sombra formada por diferentes materiais depende da sua transparência; a luz atravessa materiais transparentes e translúcidos e não atravessa materiais opacos; quanto mais opaco é um material mais nítida é a sombra por ele formada; quanto mais transparente é um material melhor se observam os objectos através dele; a sombra de um objeto é sempre formada no lado oposto ao da fonte de luz que nele incide.
Partindo das questões do quotidiano e envolvendo as crianças na sua descoberta estaremos a contribuir para que elas possam construir saberes científicos que as capacitem para participar na sociedade, cada vez mais global.

Cristina Mesquita-Pires e Maria José Rodrigues

Publicado no 'Mensageiro' 2 de agosto 2012.

How to Win: The Butterfly



Exibido em 'The New York Times'.

01 agosto, 2012

Envelhecimento ativo com as tecnologias de informação

Ciênci@Bragança
O envelhecimento demográfico, que se intensificará ao longo do século XXI, apresenta desafios para a sociedade, especialmente ao nível do crescimento económico e da sustentabilidade financeira. As políticas europeias destacam a importância de promover o envelhecimento ativo da população. Este passa pela participação dos adultos mais velhos na Sociedade da Informação e do Conhecimento, o que implica a necessidade de reforçar a melhoria das suas qualificações, nomeadamente no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e a participação na aprendizagem ao longo da vida.
A educação, a formação e os laços familiares são aspectos importantes tanto a nível individual como no âmbito da vida em sociedade. A globalização e as revoluções tecnológicas contemporâneas tornam premente que todos os cidadãos possuam competências digitais. No entanto, a maioria das pessoas mais velhas não adquiriu qualificações em TIC durante a sua educação e formação anteriores, sendo por isso um grupo que sofre um grande risco de exclusão dos benefícios da Sociedade da Informação. Estas pessoas, ao contrário dos nativos digitais, não nasceram num mundo digital, pelo que têm que se adaptar à sociedade tecnológica e adquirir novas aprendizagens para que estejam mais bem informados, tenham uma maior participação social e possam manter ou reforçar os laços familiares com as gerações mais novas (Geração Digital ou Geração NET), com quem a interação será cada vez mais suportada pela Internet e baseada em Tecnologias Web 2.0.
Portanto, é fundamental promover a aproximação dos mais velhos ao mundo digital através de iniciativas locais de aquisição de competências digitais e que vão ao encontro dos seus interesses e necessidades. E se essas iniciativas de aprendizagem, suportadas pelas TIC, envolverem também as gerações mais jovens, numa perspetiva de desenvolvimento e convivência intergeracional, estamos a reforçar a inclusão dos mais velhos na sociedade, a combater a solidão e a exclusão social e a promover o ambicionado envelhecimento ativo. Desde 2010, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança tem vindo a dinamizar oficinas de formação TIC através do Projeto Tin@ (Tecnologias de Informação para Netos e Avós). Este projecto destina-se a pessoas maiores de 50 anos e a crianças entre os 6 e 12 anos, e visa promover a coesão familiar entre netos e avós, o envelhecimento ativo e as relações intergeracionais através de ferramentas de comunicação/interacção Web.
Vitor Gonçalves e Maria Raquel Patrício
Publicado em 'Jornal Nordeste' de 31 Julho 2012.

31 julho, 2012

Mais de metade das universidades não vai aumentar propinas dos alunos

A propina mais barata do ensino superior público é de 780 euros e é paga nos institutos politécnicos do Cávado e Ave (IPCA) e de Bragança (IPB).
Mais de metade das instituições de ensino superior que já definiram as propinas para o próximo ano lectivo não vão mexer no valor que cada aluno tem que pagar. Das 20 universidades ouvidas pelo PÚBLICO, 12 decidiram não aumentar aquela prestação, ou seja, apenas oito vão seguir a recomendação feita em Abril pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), no sentido de o valor arrecadado com a propina máxima poder ser encaminhado para um fundo social que permita apoiar os estudantes com dificuldades financeiras.
O receio de haver perda de estudantes num contexto de crise social e económica é o motivo apresentado para que o preço não seja alterado. Ainda assim, há cinco universidades e um instituto politécnico que vão cobrar o máximo permitido: 1037,20 euros.
A propina mais barata do ensino superior público é de 780 euros e é paga nos institutos politécnicos do Cávado e Ave (IPCA) e de Bragança. Em ambos os casos, a verba vai manter-se inalterada. "Pretendemos evitar o aumento das desistências por parte dos estudantes ou os pedidos de adiamento do pagamento de prestações de propinas", explica João Carvalho, presidente do IPCA.
A mesma justificação é apontada pelo presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, onde a propina de licenciatura se vai manter nos 999 euros, para garantir que "nenhum estudante do IPL deixe de continuar estudos por falta de condições económicas". A instituição aplicou o mesmo princípio aos segundos ciclos, mantendo o valor das propinas nos mestrados cuja propina era igual à das licenciaturas, mas reduzindo os restantes, o que na maioria dos casos resulta num decréscimo de 25% do preço.
A manutenção dos preços das propinas foi decidida sobretudo por politécnicos (nove), mas foi seguida igualmente por três universidades: a dos Açores (940 euros), Trás-os-Montes e Alto Douro e Porto. Estas últimas mantêm os 999 euros do ano passado. "O conselho geral deliberou não aumentar a propina para o novo valor máximo permitido por lei com a intenção de não sobrecarregar os estudantes com custos nesta altura de grave crise económica", avalia a reitoria da Universidade do Porto.
A decisão de não aumentar as propinas pode ainda ser seguida por outras universidades e politécnicos. Do universo total de 29 instituições, há seis que ainda não decidiram o valor a cobrar aos estudantes no próximo ano lectivo, às quais se juntam os institutos de Viana do Castelo, Coimbra e Beja que não responderam às perguntas do PÚBLICO.
Em sentido contrário, oito instituições vão aumentar as propinas. A Universidade do Algarve decidiu rever o valor em 35 euros, passando a cobrar 965 euros anuais. Também a Universidade da Madeira vai fazer crescer o custo da frequência aos seus alunos para os 1035 euros. As restantes instituições que vão aumentar as propinas fixaram o valor máximo previsto pela Direcção-Geral do Ensino Superior. Assim, os estudantes que frequentem as universidades do Minho, Aveiro, Coimbra, Beira Interior e Técnica de Lisboa terão que desembolsar 1037,20 euros anuais, mais 37,49 euros do que no ano anterior. O único politécnico a seguir esta opção foi o de Lisboa, que definiu a propina máxima na generalidade das suas escolas, com excepção da Escola Superior de Educação e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração.
O valor da propina máxima corresponde a uma actualização de 3,75%, que foi fixada tendo por base a variação do índice de preços no consumidor fixado pelo Instituto Nacional de Estatística.

Publicado em 'Público'.