22 janeiro, 2015

Roteiro para promover o emprego jovem

O Instituto Português da Juventude está a desenvolver uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança de forma a criar um “Roteiro para a Empregabilidade”.
O director Norte do IPDJ explica que o objectivo é envolver empresas, associações juvenis e instituições de ensino neste projecto, de forma a ajudar os jovens desempregados a encontrar oportunidades de trabalho ou estágio. “Vamos tentar criar oportunidades, em conjunto com outras instituições, nomeadamente o Instituo de Emprego e Formação Profissional, as Associações Juvenis, as Instituições de Solidariredade Social e as empresas, no sentido de criar oportunidades para que estes jovens tenham estágio ou trabalho”, revela representante do IPDJ. Manuel Barros afirma que o desemprego de jovens qualificados é uma “preocupação” para o governo.
Além do “Roteiro para a empregabilidade”, estão a ser promovidas outras medidas de combate ao desemprego, como é o caso da “Garantia Jovem”.
O presidente da Associação Académica do IPB, uma das entidades envolvidas no roteiro, acredita que este projecto possa vir a fixar jovens estudantes ao distrito de Bragança. Ricardo Pinto lamenta que muitos jovens que escolhem o IPB para estudar, se vejam obrigados a regressar à sua terra natal devido ao desemprego. “Se pudermos ajudar para que os estudantes tenham, pelo menos, uma tentativa de se fixar na região e acabarem por ficar cá, seria muito bom para nós, para a cidade e para a região”, sublinha o estudante.
Além de ajudar a encontrar oportunidades de emprego, o “Roteiro para a Empregabilidade” promete incentivar os jovens a criar o próprio emprego.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

20 janeiro, 2015

Alunos de diferentes religiões numa oração conjunta pela paz

Alunos de vários países e diferentes religiões promoveram uma oração conjunta no Instituto Politécnico de Bragança. Em nome da paz e pela tolerância, o encontro surge depois dos atentados em França e juntou cristãos, muçulmanos e até budistas.


Exibido em 'RTP'.

19 janeiro, 2015

"Sou muçulmano mas não sou terrorista"

Alunos rezaram em Bragança contra atentados terroristas em Paris. "Quisemos demonstrar que as religiões não se guerreiam mas se juntam pela paz e pela tolerância”, explicou ao PÚBLICO o sacerdote.
Primeiro o silêncio. Depois uma oração do Islão, seguida de um católico Pai Nosso. As diferentes religiões presentes no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) uniram-se, na sexta-feira à tarde, numa oração conjunta pela paz e tolerância, num exemplo de convivência entre diferentes credos e culturas.
O momento foi promovido pelo capelão do IPB, o padre Calado Rodrigues, católico, e contou com a presença de dezenas de pessoas, na sua maioria cristãos, mas também muçulmanos e budistas.
“Como temos um espaço inter-religioso e intercultural e sabemos que este problema de confronto, de desentendimento de pessoas, às vezes é-lhe colado o rótulo de guerra entre religiões. Quisemos demonstrar que as religiões não se guerreiam mas se juntam pela paz e pela tolerância”, explicou ao PÚBLICO o sacerdote.
O momento de oração foi precedido de um pedido pela paz feito em dez línguas, simbolizando a diversidade cultural que tem tomado conta daquela instituição do Nordeste Transmontano.
Dos cerca de sete mil alunos que frequentam actualmente o IPB, cerca de 1200 são estrangeiros, tendo já sido constituída, na ano passado, uma associação que os representa. “É sempre interessante ver tantas religiões diferentes, com ideologias tão distintas, e rezarem pela paz e pela tolerância”, frisou Eduardo Fernandes, brigantino de gema e um dos representantes da associação. O crescente aumento da população estrangeira no universo do IPB tornou o instituto mais “cosmopolita, com uma imensidão de culturas, de línguas”. “Mas conseguimos conviver todos com a nossa diferença e está aqui uma bela imagem disso”, garante.
Prova disso foi o facto de pelo menos três religiões diferentes terem feito questão de estar representadas, num momento de oração raro, por acontecer, em simultâneo, no mesmo espaço.
Alexandre Ximenes era, apesar do embaraço, um dos mais animados pela ideia. Timorense, de 19 anos, acredita que esta “cerimónia é muito boa para juntar os amigos de outras religiões”. “Para juntos conseguirmos a paz que o mundo precisa.” Por isso não vê qualquer problema em estar lado a lado com diferentes credos. “Viemos rezar pela tolerância e pela paz no mundo”, lembrou.
Lado a lado, o grupo encheu praticamente três das quatro paredes de um espaço que ameaça tornar-se exíguo. Deniz Ak, um dos cinco estudantes turcos que há quatro meses vieram para Bragança, reforça a mensagem da paz e tolerância e lembra que os muçulmanos “não são terroristas”. “Vivemos todos juntos, estudamos todos juntos, temos aqui muitas nacionalidades e religiões e é bom fazer isto porque as nossas religiões são irmãs. Rezamos no mesmo edifício o que é muito bom”, garante.
Apesar de não ver muitas notícias, não se sentiu tratado de forma diferente depois dos atentados em Paris, até porque Bragança é uma cidade acolhedora. "Na Europa, as outras culturas olham para nós [muçulmanos] como terroristas. Sou muçulmano mas não sou terrorista. Somos tolerantes, acreditamos na paz”, sublinha.
Do seu ponto de vista, o que está em causa não é uma guerra de religiões. “Acho que é uma questão económica e política. Mas não gostamos que olhem para nós como terroristas. Não matámos ninguém. Também somos humanos.”
Já o seu colega Muzaffer sentiu alguma estranheza, ao início, até porque na Turquia estava habituado a rezar apenas entre muçulmanos. “Mas, na Europa, há mais religiões, como o cristianismo ou o judaísmo. Isso tornou-me diferente. A minha mente é, agora, mais aberta”, garante.
No entanto, confessa que se sentiu ofendido com as caricaturas de Maomé. Mesmo assim, também não concorda com os actos de violência perpetrados em nome do Islão. “As pessoas andam a matar-se por causa de religiões. Cristãos matam muçulmanos, muçulmanos matam cristãos. Não é correcto, porque somos todos humanos e estamos cá para viver em conjunto e em harmonia”, frisa, defendendo, no entanto, que deveria haver mais respeito pela religião de cada um, tal como “pediu o vosso Papa”. “Gozaram com o nosso profeta e isso não é justo. Mas não acredito que, por causa disso, devessem morrer. Quem fez isso não era do Islão, porque o Islão não permite matar assim. Eles estavam a gozar e senti-me muito zangado. Aquilo não foi correcto. Mereciam alguma punição mas não a morte”, sublinhou ao PÚBLICO.
Mais tranquilo, o sírio Ima Tsued, há cerca de um ano em Bragança, lembra que “todas as religiões querem a paz no mundo”. Por isso, participou nesta oração para “dizer que a [sua] religião quer paz e não quer problemas”. “Na Síria, até os muçulmanos estão contra as ideias do Estado Islâmico. Não representam o Corão nem as ideias muçulmanas”, conclui.
Tanta diversidade deixou sensibilizado o presidente do Instituto. Sobrinho Teixeira promoveu a criação do espaço inter-religioso e, “com os últimos acontecimentos, torna-se ainda mais importante”. “Desejamos aumentar ainda mais o número de estudantes estrangeiros e, ao haver esta diversidade de religiões, de raças, de mentalidades, de culturas, é uma obrigação nossa”.

Publicado em 'PÚBLICO'.

16 janeiro, 2015

Boliviano veio rezar ao espaço inter-religioso do Politécnico


 Depois da visita de três estudantes alemãs a Bragança, a comunidade de Taizé voltou a apresentar-se junto dos brigantinos, na presença do Ir. Alcides, natural da Bolívia.
No espaço intercultural e inter-religioso do IPB, o Ir. Alcides, na presença de D. José Cordeiro, Bispo da Diocese Bragança-Miranda, e do Pe. Calado Rodrigues, capelão do IPB, relatou a sua experiência ao serviço da comunidade de Taizé, partilhando ideias e rezando numa cidade que não a sua mas que “sente como tal”. “Existe uma grande diferença entre as diversas comunidades, mas ao mesmo tempo existe uma união. E isso eu consegui encontrar cá em Bragança, nomeadamente no que diz respeito à família, ao calor humano existente entre as pessoas e à necessidade de ter uma relação próxima com Cristo”, relatou, pouco depois de ter partilhado um momento de oração também com o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional. “Apesar de estar a muitos quilómetros da Bolívia, senti-me como estando em casa, porque senti uma ligação com as pessoas e juntos rezamos. E isso é algo que o fundador desta comunidade nos dizia: se há algo responsável que o ser humano pode fazer, é rezar, em qualquer que seja a ocasião”, revelou.
Quanto à comunidade temporária que se instalou na cidade de Bragança, o Ir. Alcides acredita que foi uma aposta ganha, de acordo com os relatos de Margarita (21), Anna (18) e Lisa (18), que durante o passado mês de outubro visitaram a cidade, meditaram, oraram e prestaram alguns serviços a instituições sociais, tendo sempre em vista a divulgação do evangelho, um ponto fundamental na ótica do Ir. Alcides. “Estes momentos são importantes para nós porque nos aproximam mais das pessoas e porque nos fazem compreender melhor a realidade que nos rodeia”, assume, tendo dito depois que “ficou bem patente a necessidade que esta comunidade tem em estar em comunhão com Cristo e isso é bom”.

Publicado em 'Mensageiro'.

13 janeiro, 2015

Investigadores brigantinos lançam livro de Fisioterapia em Cuidados Paliativos


Fisioterapia em Cuidados Paliativos. Este é o tema do livro lançado recentemente em Bragança, da autoria de Rita Afonso, André Novo e Paula Martins.
A fisioterapeuta Rita Afonso confessa que a ideia de escrever este livro surgiu no âmbito do mestrado em Cuidados Continuados na Escola Superior de Saúde de Bragança, com o objectivo de colmatar uma lacuna detectada nesta área da Saúde. “Este estudo nasceu a partir de um artigo que nós lemos que dizia que havia apenas meio fisioterapeuta por Unidade de Cuidados Paliativos, o que nós achamos surpreendente pela negativa, daí a ideia de criar esta obra para valorizar a qualidade do profissional de saúde, o fisioterapeuta, nos cuidados paliativos, para que seja uma realidade mais presente”, realça a profissional de Saúde.
Rita Afonso não tem dúvidas que estes tratamentos podem ajudar os utentes em fase terminal. “Os cuidados paliativos não são só para a pessoa que está a morrer. Existem vários sintomas que podem ser aliviados mesmo que a pessoa tenha o diagnóstico de uma doença terminal, mas mesmo que não esteja nos últimos dias de vida. Então aí nós conseguimos aliviar alguns dos sintomas, como por exemplo a dor, a astenia, a fadiga, sintomas que são incómodos, proporcionando-lhes uma maior qualidade de vida”, salienta Rita Afonso.
Este é o primeiro livro publicado no âmbito do mestrado em Cuidados Continuados na Escola Superior de Saúde de Bragança. A directora da Escola, Helena Pimentel, assegura que tem aumentado a procura desta formação e adianta que está à espera da aprovação de mais um mestrado na área da Enfermagem. “O mestrado já vai na quinta ou sexta edição e tem sido um sucesso. Temos uma turma a começar em Fevereiro, ultrapassámos as vagas, tínhamos 25 vagas, admitimos 30 candidatos e temos mais interessados que recusámos porque efectivamente a edição está cheia. Temos um mestrado para aprovação específico em enfermagem Médico-Cirúrgica, temos tido muitas solicitações”, afirma a directora da Escola Superior de Saúde de Bragança.
No âmbito do mestrado em Cuidados Continuados na Escola Superior de Saúde foi lançado o livro Fisioterapia em Cuidados Paliativos, destinado sobretudo a profissionais de Saúde.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

12 janeiro, 2015

Obras ESACT

A escola superior de comunicação, administração e turismo do Instituto Politécnico de Bragança sediada em Mirandela vai ter um novo espaço


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

08 janeiro, 2015

Investigadores procuram cura para doenças da oliveira

Um grupo de investigadores do Centro de Investigação e Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, o CIMO, está a desenvolver um projecto para combater as três doenças da oliveira mais frequentes no olival de Trás-os-Montes.
A gafa, a tuberculose da oliveira e o olho de pavão têm vindo a aumentar de incidência. A investigadora da Escola Superior Agrária, Paula Baptista, explica que o estudo tem como objectivo identificar meios de luta biológicos para controlar estas doenças que provocam perdas na produção e as quais, até agora, não é possível combater de forma eficaz.
O próximo passo da investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é testar os agentes no campo, para verificar se os níveis de eficácia se mantêm. O objectivo é, no futuro, utilizar os agentes de luta autóctones identificados, para produzir biofungicidas.
As pragas são outro dos problemas que os olivicultores enfrentam. Sónia Santos, docente do IPB, adiantou que este ano a mosca da azeitona provocou perdas na ordem dos15 a 20 por cento.
As doenças e as pragas da oliveira foram temas abordados no seminário dedicado ao olival e integrado na Festa dos Reis, em Vale de Salgueiro. A iniciativa realizou-se pela primeira vez e é considerada por António Branco uma boa inovação. O presidente da Câmara Municipal de Mirandela entende que é salutar a abertura das instituições de ensino à comunidade:
O seminário sobre a produção de oliveira foi, a par da feira de produtos, uma novidade no programa da Festa dos Reis, que a Junta de Freguesia de Vale de Salgueiro promete continuar nos próximos anos.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

07 janeiro, 2015

ENDA vai realizar-se em Bragança


Dirigentes associativos vão reunir, pela primeira vez, na capital do Nordeste Transmontano Bragança vai acolher, pela primeira vez, o Encontro Nacional de Dirigentes Associativos, que reúne representantes de todas as associações de estudantes de Ensino Superior do país.
O ENDA funciona como fórum de discussão e análise das posições dos estudantes em relação a questões sociais, nomeadamente no que diz respeito a matérias sobre Ensino Superior e Política Educativa.
O presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança explica que a organização do ENDA era um dos objectivos para este mandato. “Era um desafio também desta direcção, visto que assumimos o compromisso de, este ano, estarmos mais virados para a Política Educativa. Acho que estamos à altura do desafio”, salienta o representante dos estudantes do IPB.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

05 janeiro, 2015

D. José ceou com estudantes estrangeiros

Quase meia centena de estudantes presentes na ceia de Natal
Repetindo a experiência que tão bem sucedida foi em 2013, o bispo de Bragança- Miranda, D. José Cordeiro, desafiou para a sua mesa de Natal os estudantes estrangeiros que passavam o Natal longe das suas famílias, dois deles muçulmanos, que aceitaram o repto do prelado.
Participaram cerca de 50 estudantes, de dez países e quatro continentes, dando um outro colorido à ceia, pontuada por diversos cânticos de Natal em várias línguas.
“É muito interessante para o contexto da cidade de Bragança e a presença do politécnico e, no contexto das periferias, entendo cada vez mais que os jovens são os pobres dos tempos de hoje. E, sobretudo, os estudantes do ensino superior em mobilidade, os estudantes de Erasmus e de outros protocolos”, sublinhou D. José Cordeiro.
Este foi o segundo ano em que a iniciativa decorreu e com “muito fruto”. “Permitiu, não só, a relação entre culturas mas, também, entre religiões. Tivemos dois jovens muçulmanos e com os quais estabelecemos uma relação muito fraterna e percebemos que a relação da fraternidade assenta na própria humanidade e Jesus é o máximo esplendor e expoente nesta noite mas é para ser vivida em todas as noites da nossa vida”, concluiu o bispo diocesano.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

ESACT de Mirandela vai ter centro de investigação no valor de 1 milhão de euros

A Escola Superior de Mirandela vai ter um Centro de Investigação nas áreas da Comunicação e Turismo. As novas instalações, deverão estar prontas a tempo de receber os alunos no próximo ano lectivo
Luís Pires, director da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, acredita que este centro vai significar uma evolução para a instituição. “Vai ser um centro que permita ao mesmo tempo fazer investigação e transferir esta investigação para as empresas e para as comunidades locais. Só assim conseguimos evoluir”, explica Luís Pires.
Os vários laboratórios vão dispor de equipamentos de audiovisual, multimédia, som e de captura de movimentos, o que representa um investimento de cerca de um milhão de euros.
Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança, está convicto de que as novas condições físicas da EsACT vão permitir a afirmação da instituição como uma escola de referência. “Acho que esta Escola tem agora uma possibilidade de afirmação muito forte, como uma Escola de referência e disponível para acolherem, não só alunos, mas também profissionais dessas áreas que possam utilizar esses laboratórios”, considera Sobrinho Teixeira.
O crescimento do número de alunos poderá estar também associado ao aumento da oferta formativa. O IPB já propôs novos cursos de comunicação e mestrados na área de turismo.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.