04 dezembro, 2015

Inovação em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Agrárias


A investigação e a inovação no sector primário estiveram em destaque no I Congresso Nacional de Escolas Superiores Agrárias que decorreu em Bragança no Instituto Politécnico.
Mais de duas centenas de instigadores participaram na iniciativa onde foram apresentados vários trabalhos de investigação desenvolvidos nas 8 escolas superiores agrárias do País.
Um deles foi o projecto de uma das equipas que trabalha no Centro de Investigação e Montanha do IPB na área agroalimentar. Produzir corantes e conservantes a partir de plantas e cogumelos para eliminar ou reduzir os níveis de toxicidade que os químicos tradicionais apresentam nos alimentos tem sido o trabalho desenvolvido nos últimos anos. “Começámos a fazer estudos de aplicação de algumas plantas e cogumelos que se revelaram mais promissoras, para as incorporar em alimentos para substituir aditivos químicos, como corantes e conservantes”, esclarece a investigadora Isabel Ferreira.
Albino Bento, presidente da Agrária de Bragança e membro da organização do evento defende que o sector primário é bastante inovador actualmente, o que se deve em grande parte ao trabalho de investigação desenvolvido nas escolas superiores. “Os politécnicos têm a sua quota parte de responsabilidade na inovação no sector agroalimentar e têm uma dimensão apreciável no contexto professores e investigadores que trabalha no país”, salienta.
Dentro de dois anos os representantes e investigadores das escolas superiores agrárias nacionais vão reunir-se novamente, o próximo congresso será em Portalegre.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

IPB reforça cooperação com os PALOP na área das Ciências Agrárias


A Escola Superior Agrária de Bragança (ESAB) recebeu a reunião anual da Associação de Ensino Superior em Ciências Agrárias dos Países de Língua Portuguesa (ASSESCA- PLP), que teve lugar na passada segunda-feira, onde mais uma vez ficou implícita a vontade de aumentar a cooperação entre as instituições portuguesas e as dos restantes países da lusofonia.
Há vários projetos em curso, como a mobilidade dos alunos, dupla titulação de cursos, bem como a ministração de licenciaturas e mestrados nos PALOP. “Há um objetivo comum, o de fortalecer e fomentar a área agrária nos países da lusofonia e da CPLP, porque representa uma reserva estratégica para os países e para a eliminação e erradicação da pobreza e da fome”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
Está ainda a ser perspectivada uma ligação estreita dentro da CPLP para aumentar a produção alimentar. “Pode ser feito através da extensão da área agrícola de acordo com a realidade de cada país e o aumento da qualificação de pessoas e técnicos para que eles possam induzir o desenvolvimento da atividade agrícola dessa região”, adiantou o responsável. Já estão agendadas ações de formação cá e lá.

Agrária tem 850 alunos 
O IPB mantém estreitas relações com institutos politécnicos de São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Timor Leste, para onde deslocam docentes. “Esta reunião tem como objetivos juntar todos os intervenientes, bem como reitores e presidentes das instituições, no sentido de podermos encontrar novas formas de aprofundamento”, acrescentou Sobrinho Teixeira. As técnicas de combate a algumas pragas, como a mosca da azeitona, podem ser estendidas a produções tropicais.
O presidente da ASSESCA-PLP, Hortênsio Comissal, que presidiu à reunião em Bragança, referiu que a agricultura é um sector fundamental, mas em alguns dos países dos PALOP “a investigação ainda não está muito desenvolvida, daí que seja fundamental esta troca de experiências para alavancar os países do terceiro mundo”.
A análise de programas de financiamento para programas de investigação e desenvolvimento foi outro tema em destaque. O presidente da Escola Agrária, Albino Bento, deu conta que são muito procurados por alunos estrangeiros, mas não só dos PALOP. “A Agrária tem este ano 850 alunos. Nos últimos dois anos a procura tem aumentado”, notou. Os mestrados desta escola são mais frequentados por alunos estrangeiros do que pelos nacionais. “Se não fossem os que vêm de fora provavelmente só tínhamos um mestrado em funcionamento, assim temos sete em curso. Não temos só alunos de língua portuguesa, pois temos também de Marrocos, Tunísia e outros”, acrescentou.

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IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário


O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

30 novembro, 2015

De Bragança para o Mundo!

Conheça um pouco melhor a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.
 A transferência de conhecimento e o apoio à comunidade são um dos grandes pilares da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança. Neste sentido, o que tem sido feito nos últimos anos?

Em termos de ligação à comunidade, a ESA mantém protocolos de cooperação com diferentes instituições, às quais concede apoio técnico, laboratorial, realiza estudos e presta diversos outros serviços.
Em cada uma destas áreas podemos destacar:
• Apoio técnico/estudos: Apoio técnico (controlo da atividade reprodutiva) à Associação Nacional dos Criadores da Raça Churra Galega Bragançana (ACOB) e ANCRAS - Cabra Preta de Montesinho.
Atualmente a ESA está envolvida em diversos estudos, caso da avaliação do desempenho de olival intensivo e outro superintensivo da Terra Quente Transmontana, da monitorização da qualidade ecológica fluvial em pequenos aproveitamentos hidroelétricos, em projetos de recuperação e integração paisagística do Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor e na elaboração de projeto de atividades de Centros de Interpretação ambiental e recuperação animal (CIARA).
• Apoio laboratorial: Análises de solos e recomendações de fertilização, diagnóstico sanitário de animais, análise de alimentos (azeite, vinho e produtos apícolas), análises de águas, entre outros. Destacam-se os laboratórios de análises anatomopatológicas de abelhas e de resíduos de antibióticos no mel, reconhecidos no Programa Apícola Nacional.
• Formação: IP: FORREC, Traditionally the main function of forests in Europe has been wood production; SPinSMEDE, Soil Protection in Sloping Mediterranean; IPM, Advanced Topics in Integrated Pest Management; Curso Avançado de olivicultura e Tecnologia do Azeite, para colegas do Brasil. De referir ainda a organização de congressos nacionais e internacionais, como é o caso do I International Conference on Research for Sustainable Development in Mountain Regions - outubro de 2016. Mais informação consultar em http://esa.ipb.pt/eventos.php

Muitos são os projetos de investigação a decorrer na ESA e no Centro de Investigação de Montanha (CIMO), todos eles, com excelentes profissionais na liderança. Como se pode caracterizar o Centro de Investigação de Montanha (CIMO)?
O CIMO é uma UI&D multidisciplinar em ciências agrárias e florestais, cuja investigação visa contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões de montanha. Para o efeito tem como objeto de investigação temas da maior relevância para estes espaços, como sejam a valorização dos recursos naturais endógenos, dos sistemas de produção florestal, dos sistemas agro-pecuários e dos produtos de montanha.

Quais são as áreas foco do CIMO?
Desde 2008 a investigação desenvolvida no CIMO está focada nas seguintes temáticas: i) agroecologia de culturas perenes como o olival, o souto e o castinçal; ii) caracterização e tecnologia dos produtos daí resultantes; iii) valorização dos sistemas de produção florestal, dos sistemas agro -pecuários de montanha, da apicultura e de outros recursos/produtos como os cogumelos e as plantas aromáticas e medicinais; iv) a caracterização, transformação e segurança alimentar, e v) a identificação de propriedades bioativas e nutracêuticas dos produtos de montanha. O CIMO está organizado em três grupos de investigação: Tecnologia e Segurança Alimentar, Serviços de Ecossistemas de Áreas Marginais e Sistema de Agricultura de Montanha. Em resposta às solicitações da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a investigação realizada por estes grupos foi reestruturada em 2013 em cinco grandes linhas temáticas: Castanheiro: agroecologia e tecnologia dos produtos do souto e do castinçal; Oliveira: agroecologia e tecnologia dos produtos do olival; Sustentabilidade de sistemas de produção e exploração em áreas de montanha; Qualidade ambiental e conservação dos recursos naturais; e Produtos de montanha: inovação, qualidade e segurança.

Como se posiciona o CIMO no seu domínio científico?
A produção científica do CIMO destaca-se no âmbito dos sete centros nacionais de ciências agrárias e florestais financiados pela FCT. De acordo com o último estudo bibliométrico conduzido pela FCT (www.fct.mctes.pt), o CIMO ocupa a 1ª posição nos indicadores “Publicações por investigador a tempo integral”, “Citações por investigador a tempo integral”, “Colaborações Nacionais”, e a 2ª posição nos indicadores “Índice- H”, “Impacto”, “Publicações no top 25 por cento”, “Publicações no top dez por cento” e “Publicações no top cinco por cento”. Alargada a comparação aos 45 centros do domínio científico Ciências Naturais e do Ambiente, o CIMO continua a ocupar lugares cimeiros, como por exemplo nas “citações por investigador a tempo integral”, onde mantém o 2º lugar.

Qual a projeção do CIMO a nível internacional?
Os grupos de investigação do CIMO têm-se mostrado competitivos quer na produção científica, quer na captação de financiamento internacional, nomeadamente da Comissão Europeia, em convocatórias muitíssimo concorridas. Alguns dos seus investigadores ocupam posições de destaque em rankings científicos internacionais e encontram- se na lista dos cientistas mais citados à escala global (por exemplo, Thomson Reuters).

Como se consegue entender a classificação atribuída ao CIMO?
Foi entregue no prazo legal uma reclamação junto da FCT. Aguardamos uma resposta que tenha em consideração as evidências antes enunciadas.

Publicado em 'Revista País Positivo - Edição nº88, Dezembro 2015'.

Trapos

Realizou-se na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança uma passagem de modelos no âmbito do Projeto "TRAPOS"

Exibido em 'LocalvisãoTV'.

27 novembro, 2015

Semana da Ciência e Tecnologia incentiva gosto de crianças e jovens por estes temas


No Centro Ciência Viva e no Instituto Politécnico de Bragança esta semana foi dedicada à ciência e tecnologia. A iniciativa “Semana da Ciência e Tecnologia” tem âmbito nacional, realiza-se pelo oitavo ano na cidade, para proporcionar aos estudantes dos vários níveis de ensino uma oportunidade de aproximação à investigação nestas áreas.
O IPB tem abertas as portas dos laboratórios e no Centro Ciência Viva realizam-se diariamente várias actividades, oficinas e workshop.
A electrónica foi uma das áreas incluídas nas sessões. Gil Ratão aluno do curso profissional de informática da escola Emídio Garcia e interessa-se especialmente por esta área. “Achei interessante a parte dos sensores e gostaria de repetir e fazer um também”, disse o aluno de 17 anos. O colega Luís Carolo conseguiu ver aplicados na prática princípios que aprendeu nas aulas. “Nunca tinha visto um projecto destes. O robot mexe-se por sensores que tem por baixo e que segue a linha e quando não a encontra perde-se e fica às voltas”,explicou.
Professores do IPB levam até ao Centro Ciência Viva os projectos científicos e tecnológicos mais recentes da instituição. O docente José Gonçalves, da área de electrotecnia demonstrou o funcionamento de um robot que foi desenvolvido por uma aluna de mestrado da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Apesar de apresentar mecanismos complexos, a explicação acaba por chegar aos alunos de várias idades. “Tento explicar isto de forma empírica, mesmo em diferentes níveis de ensino às pessoas conseguem perceber o que está aqui em causa, conseguimos explicar isso porque fazemos a analogia com o ser humano”, refere o investigador da ESTiG.
Ao todo, cerca de 600 alunos vão passar pelo Centro de Ciência Viva de Bragança esta semana. A coordenadora, Ivone Fachada, considera que a motivação dos alunos é bem visível durante a visita. “O número de visitas demonstra interesse, as perguntas que os alunos fazem no momento das actividades também são outro indicador de que são interessadas e vê-se o entusiasmo na cara deles”, refere. O programa da “semana da ciência e tecnologia” termina amanhã com a saída de campo que convida a partir “À descoberta dos cogumelos”.

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Alunos Erasmus gostam do IPB e prolongam estadia em Bragança


No Instituto Politécnico de Bragança (IPB) estudam atualmente cerca de 1200 de alunos de 52 países.
Muitos desses alunos juntaram- se na passada quinta-feira num jantar de recepção ao estudante estrangeiro no espaço da cantina do Instituto Politécnico de Bragança organizado pela Erasmus Student Network Bragança (maior rede de associações de estudantes da Europa) em parceria com o IPB.
“É tudo realizado num contexto familiar. Serve para dar a conhecer Bragança aos alunos de fora”, explicou André Batista, que deu conta que muitos estudantes estrangeiros gostam da cidade e “muitas vezes vêm por seis meses, prolongam para um ano e depois pedem o estatuto de estudante internacional para fazer a licenciatura”.
O jantar contou com a presença de 400 convidados, nomeadamente representantes da CMB, Junta de Freguesia, atuação da Real Tuna Universitária de Bragança.
Rehma, uma aluna do Azerbaijão, estuda Engenharia Química no IPB desde setembro e para já está a gostar muito. “Vim com mais duas colegas. Para nós é interessantes estudar aqui. É uma cidade pequena”, contou. Adaptou-se bem, apesar de ser muito diferente do seu país.
A colega, Irana, contou que tiveram sorte em vir para Trás-os-Montes. “Conhecemos muita gente nova”, disse.
Da Síria veio Imad. Há mais de um ano que está em Bragança. É um dos estudantes que participa no programa Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, lançado pelo anterior Presidente da República, Jorge Sampaio. Veio para Bragança com mais dois estudantes sírios. Um dos quais continua no IPB e o outro está integrado num programa Erasmus fora do nosso país. “Estou a gostar muito e quero continuar até ao fim do curso. Tenho bons professores e bons colegas”, explicou. O jovem vê a situação no seu país com preocupação

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20 novembro, 2015

Estudantes festejaram os 40 anos da independência de Angola


A comunidade angolana em Bragança assinalou o 40º aniversário da Independência de Angola numa sessão realizada no Instituto Politécnico, onde estudam cerca de 60 alunos angolanos, que consideram a data marcante.
O vice-cônsul de Angola, José Tavares, que participou nas comemorações, pediu aos jovens que após a conclusão do curso regressem ao país para levar conhecimento. “Levem também empresários e investimento no ramos da educação, saúde e construção”, uma vez que em Angola faltam quadros superiores. O responsável ficou muito bem impressionado com o IPB e considera que estudar na região “é uma boa oportunidade para os angolanos”. Os estudantes angolanos organizaram também uma mostra sobre Angola no pátio da cantina do IPB para divulgar a sua cultura.
Os jovens estão bem integrados na cidade, por onde já passaram mais de 80 estudantes desta nacionalidade.

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FlorNext permite simular o crescimento das florestas


Já existe uma ferramenta que permite antever o futuro de uma floresta, nomeadamente o seu crescimento. Trata-se do FlorNext - Simulador de Crescimento e de gestão das florestas do Nordeste Transmontano. “É possível utilizar variáveis que descrevem os povoamentos, diâmetros e alturas das árvores e, com base nisso, podem simular o crescimento da floresta no futuro, bem como simular operações de desbaste”, explicou João Azevedo, investigador do Departamento de Ambiente e Recursos Naturais & Centro de Investigação de Montanha (CIMO), no Instituto Politécnico de Bragança.
O simulador foi apresentado publicamente na Escola Superior Agrária, na passada quinta- feira, num workshop onde se deu conhecer esta inovadora ferramenta de modelação on-line destinada à gestão florestal na região e proporcionar aos participantes conhecimentos base para a sua utilização. “Quer os proprietários, quer os responsáveis por organismos ligados à floresta podem tirar partido desta utilização gratuita e, assim, melhorar a gestão, bem como a oferta de produtos linhosos do setor”, acrescentou o investigador.
O acesso ao portal é gratuito e podem simular o que poderá vir a ser o seu projeto florestal. “É um instrumento que foi perspetivado para unidades de floresta, ou seja parcelas, que permite a sua utilização a uma escala mais ampla, como a regional”, descreveu João Azevedo. Por exemplo: “Um potencial investidor pode a partir desta ferramenta obter estimativas de crescimento nesta região. O que é importante em termos de planeamento e de organização da atividade económica e técnica”. Os dados obtidos através do portal podem servir para o proprietário florestal valorizar os povoamentos. “Podem avaliar- se as florestas de pinheiro bravo, o volume, o desbaste e ter acesso à biomassa e ao carbono”, sublinhou Juan Fernadez Peres, investigador do IPB.

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Diplomados do IPB podem ajudar a dinamizar setor dos pequenos ruminantes


 “É preciso aumentar o efetivo de caprinos e ovinos na região transmontana e motivar os mais jovens a apostar neste setor que pode trazer muita rentabilidade no futuro”. O desafio foi lançado pelo Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar na CAPRA 2015, a reunião nacional de caprinicultores e ovinicultores, que terminou, em Mirandela, no sábado.
Nuno Vieira e Brito diz ser “indispensável um maior associativismo no setor por forma a ganhar escala e poder ser possível avançar com projetos com maior sustentabilidade para entrar em outros mercados”, sustenta.
Já o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) assumiu que a instituição tem de ser o motor de desenvolvimento do setor. “Já temos vindo a trabalhar na investigação e inovação com a criação de produtos alternativos, como o presunto de cabra e de ovelha, que podem vir a ser exportados para os mercados islâmicos”, refere Sobrinho Teixeira.
No entanto, o presidente do IPB entende que o desafio agora é outro. “Temos de aproveitar os jovens que estão a ser diplomados no IPB, na área da agricultura, para enveredarem pelos sectores da caprinicultura e ovinicultura”, afirma.
Para o presidente da ANCRAS (Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana), essa é a principal dificuldade do setor. “Atualmente, a maioria dos pastores tem mais de 65 anos e torna- -se difícil mudar mentalidades muito enraizadas, pelo que a vinda de jovens para o setor seria determinante para adotar novas práticas e uma maior abertura às novas tecnologias”, conta Arménio Vaz, um dos oradores da CAPRA 2015 que, ao longo de três dias reuniu investigadores, técnicos de agro-pecuária, criadores e produtores para debater temas relevantes para a fileira dos pequenos ruminantes.
A organização deste evento de âmbito nacional foi da responsabilidade da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS), do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana (ACOB) e da International Goat Association (IGA).

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