29 setembro, 2008

IPB cria sistema para controlar captações de água em Bragança

telecontrolo.jpg Um sistema de telecontrolo desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Bragança vai ser instalado em captações de água da câmara, na zona rural do concelho de Bragança.

O objectivo é fazer a gestão do recurso poupando energia e evitando desperdícios de água.

Trata-se de um sistema de rádio frequência que, alimentado a partir de energia solar, vai fazer a gestão da quantidade de água necessária para abastecer a população.

“É um sistema que verifica o nível de água no depósito e ordena a bombagem de água que a população necessita” explica Augusto Carvalho, docente do IPB que desenvolveu o sistema, acrescentando que “quando a água chega a um determinado nível no depósito, o sistema desliga”.

Além disso, o docente alerta que “mesmo que haja um problema na comunicação entre a unidade de monitorização e a bombagem, o sistema faz o enchimento de acordo com a média ou com base no valor do último enchimento”.

Já foi feita uma experiência piloto em Alfaião, que está a funcionar há dois meses.

Mas o sistema vai ser instalado em 30 captações num investimento total de 24 mil euros.
Para tal, foi assinado um protocolo entre a autarquia e o IPB.

Jorge Nunes, o presidente da câmara, entende que este sistema é vantajoso porque evita perdas que “podem ocorrer quando o sistema de controle é feito através de relógio, por exemplo” explicado que “o relógio pode estar programado para 12 horas de bombagem, mas se a população só precisar de oito, há um desperdício de água que é vazada do depósito”.

O IPB pondera agora registar a patente do sistema para que mais tarde possa ser produzido através do Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança. “A patente não é só registada pelo instituto mas também pelos docentes, que ainda têm alguma inibição em se lançar no mundo da afirmação” refere o presidente Sobrinho Teixeira. “Mas o objectivo é esse e melhorar o processo para que no futuro surja uma empresa que o fabrique numa escala industrial” salienta.

Este processo de automatização foi iniciado há dois anos e deve ser concluído até ao final do ano.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

24 setembro, 2008

IPB investiga para empresas

Grupos de trabalho desenvolvem produtos dirigidos ao tecido industrial

“Temos tido projectos vocacionados para a indústria em que o nosso papel é desenvolver produtos. Na área dos materiais temos contratos com várias empresas para desenvolver, por exemplo, colas de base aquosa, e outros, projectos que estão a ser pagos pelas próprias empresas”, explicou Filomena Barreiro, professora do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

A docente referiu o trabalho de investigação da instituição no decorrer do Seminário Internacional da Rede ecoCITRAS, realizado no passado dia 22, tendo apresentado uma comunicação intitulada “Energia, Materiais e Químicos de Fontes Renováveis”. Filomena Barreiro acrescentou ainda que os grupos de investigação, constituídos por docentes, alunos de doutoramento e investigadores bolseiros, têm trabalhado projectos que têm sido transferidos para o tecido empresarial, tanto nacional, como estrangeiro. O trabalho na área dos materiais tem como matéria a biomassa que, segundo a professora,”não se deve olhar só como produtora de energia, mas também com critério e pensar qual o potencial mais elevado que se pode tirar dessa biomassa.

No IPB, no caso da vertente dos materiais, estamos a fazer estudos e, quando olhamos para a biomassa, formada por três componentes principais (celulose, linina e ambicelulose) estamos a produzir materiais como espumas de poliuretano, utilizadas em revestimentos, isolamentos, mas também fazemos materiais com características plásticas, aproveitando a linina”. O caroço da azeitona também tem sido estudado pelos grupos de investigação para produzir materiais e incorporar espumas de poliuretano, para isolamentos na construção civil, embalagens, reservatórios, entre outros. Para a investigadora, o conceito de biomassa é mais abrangente do que a produção energética, pois os materiais enquadram-se em diversas aplicações na área da indústria, como exemplificou: “um dos exemplos da utilização da linina, resíduo da produção de papel, é a baunilha sintética, a vanilina, que já existe implementada a nível industrial”. “Também na indústria automóvel é feito o aproveitamento de fibras de origem vegetal para a construção de painéis. Alguns materiais biodegradáveis são utilizados em embalagens e muitos outros exemplo”, concluiu Filomena Barreiro.

Publicado em 'Mensageiro Notícias'.
Referencia em 'Rádio Brigantia'.

18 setembro, 2008

Adiados CET’s do IPB na UTAD de Miranda

Ainda não é este ano lectivo que vão arrancar os Cursos de Especialização Tecnológica (CET) no pólo da UTAD em Miranda do Douro.

Depois do anúncio da universidade acerca da retirada dos cursos naquele pólo descentrado, o Instituto Politécnico de Bragança propôs leccionar ali um Curso de Especialização Tecnológica na área do serviço social.

Os contactos foram feitos com a UTAD e câmara de Miranda do Douro, mas até ao momento ainda não há resposta.

O IPB aguarda que a UTAD defina o futuro do pólo na cidade transmontana.

Mas uma coisa é certa. Este ano, os cursos já não vão começar.

“A UTAD estará a ponderar o que é melhor para consolidar o pólo em Miranda e nós mostramos abertura para ajudar” afirma o presidente do IPB. No entanto, “este ano já não será possível porque o CET teria de estar proposto e aprovado, por isso se for é só no próximo ano” acrescenta.

Sobrinho Teixeira, acrescenta que este ano houve mais procura em Torre de Moncorvo do que em Mogadouro, os dois concelhos onde o instituto lecciona este tipo de cursos, fora das cidades onde o IPB está implantado.

“Em Moncorvo tivemos mais procura e eu associo ao facto de os cursos já se terem iniciado lá no ano passado” afirma o responsável. “Em Mogadouro é mais recente e agora na segunda fase vamos apostar numa divulgação maior” acrescenta, sendo que para cada curso funcionar tem de haver um número mínimo de 15 alunos.

A maioria dos cursos será leccionada por docentes do IPB que se deslocam a Mogadouro e Torre de Moncorvo. As autarquias contribuem ainda ao nível logístico. “No caso de Moncorvo são professores da escola de Mirandela que se vão deslocar porque um dos cursos é de Promoção Turística e Cultural e ainda da Escola Agrária porque temos um CET de Vitivinicultura”, explica Sobrinho Teixeira. Já em Mogadouro, “são docentes da escola de Educação e aqui temos excelentes condições para o CET de desporto porque a câmara disponibilizou boas instalações e apetrechou com computadores uma sala para funcionar o CET de informática” acrescenta o presidente do IPB.

Ao todo, o politécnico disponibiliza 19 Cursos de Especialização Tecnológica.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

15 setembro, 2008

Mais colocações no IPB

1047 alunos entraram para o IPB na primeira fase do acesso ao ensino superior.

Este ano, o Politécnico disponibilizava 1743 vagas e, sendo assim, vai receber mais 103 estudantes do que em 2007.


“Conseguimos aumentar as entradas em cerca de 12%, e é mais do dobro do que as outras instituições” afirma o presidente da instituição. Sobrinho Teixeira manifesta-se satisfeito pelos resultados salientando que vai beneficiar toda a região. “É o terceiro ano consecutivo em que temos aumentos significativos e isso vai beneficiar também as cidades em que o instituto se insere”.


Para além dos cursos de saúde, as Engenharias Biomédica e a de Energias Renováveis, bem como a licenciatura em Solicitadoria, preencheram todas as vagas.

No entanto, ainda há cursos pouco procurados pelos alunos.

É o caso de Engenharia Florestal e Gestão Sociocultural que só tiveram dois alunos colocados, em cada um.


Sobrinho Teixeira acredita que as vagas não vão ficar por preencher. “Com os colocados na segunda fase e o número de alunos que já temos para os concursos especiais, regimes de transferências e maiores de 23, iremos ultrapassar os 20 colocados que é o mínimo para os cursos serem financiados” refere.


Para a segunda fase ainda há 696 vagas disponíveis.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

IPB cria site para Ministério Público do Porto

protocolo_ipb.jpg O Instituto Politécnico de Bragança vai ser a entidade responsável por criar o site na Internet da Procuradoria-geral distrital do Porto.

O protocolo já foi assinado e a página web deve estar pronta dentro de seis meses.


Para Sobrinho Teixeira, o presidente do IPB, trata-se de um desafio para a instituição de ensino superior.

“Serão docentes das escolas de tecnologia de Bragança e Mirandela que vão desenvolver o site, num processo interactivo com a procuradoria para saber se estamos a ir de encontro ao que se pretende” afirma o responsável da instituição. Trata-se de “um site que vai ser consultado por muitos advogados no norte do país e tem de ser prático do ponto de vista da leitura”.


O procurador-geral distrital do Porto, explica que com o site “procura-se dar uma imagem ao cidadão do que se passa no Ministério Público”. Pinto Nogueira acrescenta que a ideia surgiu durante uma reunião com magistrados do distrito judicial de Bragança, que decorreu há tempos em Mirandela, onde “um procurador adjunto expôs ideias sobre o aproveitamento das novas tecnologias e falou-se com o IPB que logo aceitou”.


O acordo prevê ainda a deslocação de magistrados do Ministério Público ao IPB para participar em seminários relacionados com o direito. “O objectivo é que venham transmitir a sua experiência de como se desenvolve hoje o direito e falar das actualizações na concepção do direito” explica Sobrinho Teixeira, salientando que “isso vai enriquecer muito a formação dos alunos”.


Estes seminários serão organizados no âmbito dos cursos de Solicitadoria e Relações Internacionais.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

09 setembro, 2008

Jovens lançam-se como empresários apoiados pelo IPB

Dez novas empresas de diversas áreas de actividade deverão estar a funcionar dentro de pouco tempo na região. Tratam-se de projectos liderados por jovens licenciados que aproveitaram o apoio do Gabinete de Apoio à Inovação e ao Empreendedorismo criado no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), no ano lectivo passado, para se lançar no mercado de trabalho por conta própria.

As novas empresas vão trabalhar em diversas áreas, e nasceram no âmbito de cada uma das cincos escolas que integram o instituto. Uma das que já está em marcha vai trabalhar na vertente das tecnologias associadas ao futebol, é para já um projecto inovador e único. Trata-se da empresa Footnet, uma sociedade que envolve o treinador do Rio Ave, João Eusébio, e se propõe fazer a gestão e a promoção de currículos desportivos via Internet. O site já está pronto e em fase de testes. A empresa tem registos no Brasil, Itália e Espanha, o seu âmbito de trabalho é mundial e os promotores estão a tratar da afinação do seu protótipo tecnológico; uma segunda empresa vai debruçar-se sobre o desporto e aventura (Exclusivo Aventura), organizando eventos relacionados com o tema. Ambas estão constituídas e a dar os primeiros passos no mercado.
Outras duas estão a aguardar a aprovação das respectivas candidaturas ao programa Iniciativa Local de Emprego (ILE) do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Uma ligada ao apoio a projectos agrícolas, gestão de espaço rural e florestal (Terragere), a outra, cujos responsáveis ainda não querem divulgar o nome, vai trabalhar na área da eficiência energética. As restantes seis estão em fase de preparação de candidatura a apoios do Estado, estão direccionadas para diversos sectores de actividade: Gerontologia, cuidados de saúde e apoio aos idosos; produção de mel; produção de cogumelos; chás naturais; equipamento para tecnologia de frio e temperatura para trabalhar com restaurantes e empresas agro-alimentares, através da Sadia, nascida na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela.
A constituição de empresas é um dos mais importantes objectivos da incubadora, pelo que o número atingido num ano é de salientar.

Incubadora encaminha

Num primeiro momento as empresas vão avançar para o terreno instaladas na incubadora criada no IPB, onde se dá um acompanhamento personalizado aos jovens investidores, alguns dos quais já estão a desenvolver alguns trabalhos como profissionais liberais, mas a ideia é que a actividade que estão a desenvolver passe a ser feita integrada numa empresa. “Havia uma carência por não existir uma incubadora, foi uma aposta certa, e que face aos resultados que temos é válida, mas carece ainda de consolidação, temos consciência de que não temos capacidade para este ritmo todo, queremos dar passos pequenos, mas sólidos”, salientou José Adriano, professor responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo. À instituição de ensino não interessa “andar a convencer os alunos a constituir empresas para depois não funcionarem”, destacou o docente, que defende a aposta na qualidade.
O gabinete foi criado com o objectivo de ajudar os diplomados do IPB a criar o seu próprio emprego, e o balanço de um ano de actividade é positivo. “Porque a procura dos serviços tem sido muito grande, pode dizer-se que se criou uma empresa por cada uma das escolas”, explicou o professor.
O serviço de incubadora dispõe de um espaço físico onde as empresas poderão habitar durante o primeiro ano de trabalho. Ali é prestado apoio, consultadoria e formação. No âmbito do Programa Poli-empreende são realizadas às quartas-feiras, à tarde, um conjunto de sessões direccionadas para o empreendedorismo, onde se aprendem os primeiros passos para a constituição de uma empresa, os aspectos legais, os mecanismos de financiamento, bem como análise de viabilidade económica - financeira. “São essencialmente vocacionadas para os finalistas de qualquer curso e de qualquer escola”, esclareceu José Adriano.
Após a conclusão da formação os estudantes mais interessados em avançar para o mundo dos negócios são encaminhados para os serviços de apoio e consultadoria, no sentido de os ajudar a passar as ideias para a prática, o que passa pelo desenho do modelo e plano de negócio. “O aluno vai participando e vai vendo a viabilidade do seu projecto”, explicou o responsável. Quando finalmente se chega à fase de decisão, é preciso saber se a empresa vai ou não avançar.
Após o desenho do plano de negócios há que buscar fontes de financiamento. O IPB empenhou-se na criação de uma rede em que estão envolvidas várias entidades, como autarquias, Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, Nerba-Associação Empresarial de Bragança, instituições bancárias, e a Capital de Risco da Plataforma Financia. Esta rede tem por objectivo proporcionar um eco-sistema favorável à germinação de empresas. O IPB assume o papel central de coordenação e dinamização da rede, mas os restantes agentes são importantes para o funcionamento do processo.
O Gabinete do Empreendedorismo presta também auxílio à elaboração de candidaturas. “Há um conjunto de soluções como o micro-crédito, ou outros apoios”, adiantou.
Após a formalização da empresa os estudantes podem contar com apoio de consultadoria por parte do gabinete. As empresas de base tecnológica e de inovação são outra aposta, uma vez que o gabinete também trabalha na componente inovação e investigação, neste âmbito foram estabelecidos protocolos com a Fundação Cartif, em Espanha, e ajuda os alunos a encontrarem estágios nacionais ou internacionais. Foi constituída uma plataforma on-line, onde os estudantes podem localizar os currículos, podendo fazer a sua actualização, no futuro as próprias empresas poderão anunciar no site as suas ofertas de emprego.
Ao fim de uma no de trabalho concluiu-se que os alunos são empreendedores, muitos deles escondidos e à espera de serem descobertos. “A vida no mercado de trabalho não está fácil e muitas vezes a criação da própria empresa é uma alternativa muito viável”, referiu José Adriano.
Para o ano lectivo 2008/2009 o objectivo principal passa por consolidar as bases do Gabinete do Empreendedorismo.
Glória Lopes

Vozes


Sónia Geraldes, licenciada em Engenharia Florestal, responsável pela Terragere, que vai desenvolver projectos agrícolas e florestais, bem como facultar apoio aos agricultores. A jovem empresária explicou que o mais complicado na constituição de uma empresa “é saber quais os passos certos para dar, aprender a lidar com a parte de burocrática e alguma paciência para lidar com os compassos de espera”.


Jorge Santos, engenheiro Mecânico, vai lançar-se no sector das energias renováveis. A sua empresa está em fase de espera da aprovação de uma candidatura a uma ILE (Iniciativa Local de Emprego). Para já tem boas expectativas sobre o projecto: “a nossa abordagem é na análise de engenharia, retorno de investimento e não só montagem de micro-geração, colectores solares”, contou.


Publicado no 'O informativo'

21 agosto, 2008

Instituto Politécnico de Bragança cansou-se de esperar por resposta da UTAD

O IPB cansou-se de esperar pela UTAD e pela autarquia de Miranda do Douro e é em Mogadouro que vão abrir este ano dois CET, ou seja, dois Cursos de Especialização Tecnológica. Um na área do Desporto, outro na área da Informática. O anúncio foi feito por Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, à RBA. Recorde-se que tinha sido avançada a possibilidade de leccionar estes CET no pólo de Miranda do Douro, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Durante vários meses, o IPB esperou por uma resposta nesse sentido da parte da UTAD e do município mirandês mas sem êxito. Sobrinho Teixeira revela agora que a demora nas negociações com o reitor da UTAD levou a que caísse por terra a possibilidade de colocar cursos daquele género em Miranda do Douro.

A escolha recaiu agora em Mogadouro. O presidente do Politécnico de Bragança revela que o interesse da autarquia, bem como o facto de ter sido disponibilizado todo o apoio logístico necessário, foram decisivos para a escolha de Mogadouro. Além de Mogadouro, também em Torre de Moncorvo vão decorrer Cursos de Especialização Tecnológica.
Sobrinho Teixeira afirma que a colocação destes cursos em várias localidades transmontanas é um esforço do Instituto em responder à necessidade de qualificação que existe no distrito. Estes cursos vão arrancar em meados de Setembro e o período de candidaturas já está a decorrer, e podem ser feitas nas instalações do Instituto Politécnico de Bragança.

Publicado em 'RBA'

24 julho, 2008

IPB vai cooperar com a Fundação Cardif

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) assinou na passada quarta-feira, 16, um protocolo de colaboração com a Fundação Cartif, sedeada em Valladolid (Espanha) que permite uma maior cooperação entre as duas entidades.

A colaboração entre o IPB e a Fundação Cardif já tem alguns anos, desde 2000, e permitiram estabelecer contactos com a Renault e a Michelin, multinacionais onde alguns alunos de Bragança realizaram estágios. Até agora as relações tinham um carácter “algo informal”, contou José Adriano Rodrigues, responsável pelo Gabinete do Empreendedorismo.
O protocolo vai permitir “dar uma alma nova à colaboração”, adiantou aquele responsável, tornando-a mais formal para realizar mais trabalhos no âmbito da investigação. Este acordo permite organizar conjuntamente uma série de actividades, estreitar vínculos na área da investigação, docência, desenvolvimento tecnológico e difusão de conhecimentos. O protocolo será materializado em cursos, congressos, seminários, projectos de investigação e inovação e desenvolvimento tecnológico comuns, assessoria e intercâmbios diversos.
“A ideia é desenvolver projectos de investigação em conjunto, bem como tentar obter financiamentos”, referiu José Adriano Rodrigues.
Uma das iniciativas que o IPB quer promover é a realização de estágios em Espanha, durante as férias da Páscoa, para os alunos poderem ter um contacto mais próximo com a investigação que se faz naquela entidade.
A Fundação Cartif é um centro tecnológico dedicado à investigação aplicada, cujo objectivo é fomentar as possibilidades tecnológicas das empresas de Castilla e León, de modo a que possam desenvolver novos produtos e processos, bem como melhorar a sua competitividade.
Por ocasião da assinatura do protocolo uma delegação de professores do IPB visitou a fundação, nomeadamente o sector das energias alternativas, como a biomassa. “Esta troca de experiências é muito importante para a investigação”, acrescentou.

Publicado em 'O Informativo'.

23 julho, 2008

Mirandela virtual

Fotografar códigos espalhados pela cidade fornece informações


Reportagem televisiva acerca do projecto desenvolvido no seio da ESTGM.


Primeiro Jornal SIC de 15-07-2008.

IPB promove curso em Tecnologias das Energias Renováveis

Há mais uma aposta do Instituto Politécnico de Bragança no âmbito das energias renováveis.

Depois de ter lançado recentemente a licenciatura e o mestrado em Eficiência Energética e Energias Renováveis este estabelecimento de ensino está a acolher o curso em Tecnologias das Energias Renováveis, do programa internacional ERASMUS.

Paulo Leitão, coordenador do curso não tem dúvidas de que a iniciativa vai trazer parcerias importantes para o IPB. “O IPB desde há um ano tem apostado forte no tema das energias renováveis, já temos a licenciatura e o mestrado”, relembra o docente assinalando que “submetemos este curso para tentar criar estas sinergias a nível internacional para possivelmente criarmos também parcerias a nível de mestrado para os nossos alunos”.
Segundo Paulo Leitão este é um curso com muitas vantagens para os alunos, nomeadamente porque oferece conhecimentos acerca das mais variadas áreas relacionadas com as energias renováveis. “Começámos por dar ao aluno uma visão dos mercados energéticos, o que é que são energias renováveis, as vantagens, as quotas, os protocolos de Quioto, tudo o que existe à volta deste contexto”, esclarece coordenador do curso.
Paulo Leitão acrescenta que temas como as tecnologias eólicas, de biomassa, tecnologia solar térmica e a energia solar foto voltaica vão estar em estudo. “No último dia temos uma vista de estudo vamos ver um parque eólico em Lamego”, refere o coordenador do curso. “Os alunos que participam têm a vantagem de se encontrar inscritos numa área emergente”, sublinha o docente afirmando que “o curso tem reconhecimento de seis ECTS, que depois cada uma das universidades poderá creditar no suplemento ao diploma dos alunos”.

O Curso é promovido pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPB em colaboração com a Escola Politécnica de Zamora e a Universidade de Ciências Aplicadas de Offenburg, na Alemanha.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.