08 maio, 2014

Faltam licenciados em Ciências Florestais


A falta de informação pode estar a afastar os jovens dos cursos de Ciências Florestais, lamenta o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, que defende que se trata de uma área onde existe emprego. “Há várias autarquias que têm concursos abertos para técnicos superiores, mas os lugares não estão preenchidos porque não há pessoas para os ocupar”, afirmou. “Há lugares em aberto há mais de um ano. Só em Trás-os-Montes há vários lugares por preencher nessa área”, acrescentou o presidente do IPB.
O número de alunos a qualificar- se é baixo. No ano passado na Escola Agrária de Bragança apenas terminou o curso um estudante e este ano são quatro os que vão concluir a formação. “Com a renovação dos quadros, com a necessidade de as autarquias implementarem os processos de estratégia florestal a nível concelhio, o número de licenciados disponíveis é baixo, mas o número de lugares aumentou”, referiu.
A informação não está a ser divulgada da forma correta, além de que ainda existe algum preconceito relativamente a estes cursos. “Sempre foi visto como um setor menos nobre em termos de qualificação. Uma visão errada. Grande parte da recuperação do país está a ser feita na agricultura. O rendimento que o país consegue com a floresta é enorme, o valor dessas exportações dá para pagar o que o país tem de pagar em importações alimentares”, explicou.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Os fogos provocam prejuízos superiores a 300 milhões de euros

A suscetibilidade de incêndio no distrito é alta ou muito alta, concluíram docentes da Escola Superior Agrária de Bragança.
Os incêndios florestais representam um terço de prejuízos no total do valor da rentabilidade do setor florestal anual, cujos ganhos equivalem a 1300 milhões de euros por ano em Portugal. “Não nos podemos dar ao luxo de estar a produzir uma riqueza que depois cerca de um terço é perdida. O que é brutal”, afirmou o presidente da Sociedade Portuguesa de Florestas, Francisco Castro Rêgo, à margem do Seminário Incêndios Florestais que se realizou na Escola Superior Agrária de Bragança (ESA) na sexta e sábado.
O responsável considera que os planos de ação existem, todavia “não estão a ser concretizados por falta de estabilidade política”. Estas dificuldades ficam a dever-se a vários fatores, como a “instabilidade de direções, mudanças sucessivas de políticos, cada vez que vem um novo quer rever o que está a ser feito, as alterações de leis orgânicas nos serviços, bem como as fusões de organismos”, afirmou Francisco Castro Rêgo, que também lamentou “que, muitas vezes, quem manda só fique alertado para as situações depois de acontecerem grandes incêndios”.
Os fogos dão origem a floresta de pior qualidade, bem como a prejuízos ambientais e económicos. A área florestal não está a regredir. “Temos cada vez mais floresta de pior qualidade, temos cada vez mais povoamentos mistos de pinheiro e eucalipto”, acrescentou. No mesmo evento também se defendeu que a redução da área ardida passa “por trabalhar em várias frentes”, como a “redução do número de ignições, aposta na intervenção, na gestão do combustível e na melhoria do combate aos incêndios, que ainda é bastante frágil”, referiu Paulo Fernandes, investigador da Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro (UTAD). Esta alteração implicaria, para o docente, “uma mudança em termos políticos, dando mais ênfase à prevenção, deslocando algum investimento do combate para a prevenção”, justificou.
Portugal tem muita área ardida porque tem condições naturais propícias, como o clima, condições de terreno, tipos de vegetação, ao que acresce um número de ignições superior. “A prevenção do risco é tão elevada que desencoraja o investimento na floresta”, afirmou Paulo Fernandes.
As previsões para este ano parecem ser mais encorajadoras face ao ano passado, época trágica em termos de incêndios, pela dimensão que atingiram, mas, sobretudo, pelas perdas humanas em que resultaram. Com incêndios de grande dimensão, muitos com mais de cinco mil hectares. “Espero menos área ardida, pela extensão do inverno, mais comprido, e, principalmente, porque a área ardida no ano passado foi muito grande nas regiões que tradicionalmente ardem mais”, referiu o investigador da UTAD. A média da área ardida é de 120 mil hectares por ano. “Há muitas coisas que se sabem há muito tempo, mas tardamos a ver as consequências. Nenhum governo faz aquilo que devia ser feito”, lamentou Paulo Fernandes. A reflorestação da área ardida também não está a correr da melhor forma. “Não há consistentemente uma actuação sobre o território com a rapidez e a vontade que se devia e podia fazer”, criticou Francisco Castro Rêgo. A criação dos Grupos GAUF (Grupo de Análise e Uso de Fogo) “foi útil nos anos 2007-2009, contribuíram para a redução das áreas ardidas, mas depois fruto do seu sucesso foram considerados dispensáveis”, alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Florestas, que defende a aposta na prevenção, na gestão florestal, atuação no terreno e avaliação do programa de sapadores florestais. “Tudo isto devia ter mais apoios”, realçou.

O risco de incêndio “é alto ou muito alto”
Os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta são os que apresentam maior risco de incêndio no distrito de Bragança, mais de 60%. No entanto, segundo um estudo realizado por docentes da ESA, toda a região apresenta riscos, na ordem dos 50%. “Mais de metade do território do distrito de Bragança apresenta suscetibilidade ao incêndio classificada de Alta a Muito Alta”, explicou Felícia Fonseca, uma das docentes envolvidas no projeto.
As razões são principalmente de natureza climática (índice de aridez) e também relacionadas com a degradação dos solos. A crescente ocupação dos solos com matos também tem contribuído para o aumento da suscetibilidade ao incêndio.
O estudo tem por objetivo perceber se existem relações entre a perigosidade de incêndio e indicadores de suscetibilidade à desertificação traduzidos pelo índice de aridez, grau e risco de degradação dos solos e uso do solo.
A evolução recente do coberto vegetal do solo, com redução da área agrícola e aumento das áreas florestal e de matos, “apontam para a necessidade de se definir uma estratégia de gestão dos matos de modo a reduzir a suscetibilidade ao incêndio, resultando numa maior conservação do recurso solo”, descreveu a investigadora da ESA. Também os incentivos à adoção de boas práticas em áreas de exploração agrícola e florestal (agro-ambientais) indicam que muito se tem progredido, mas Felícia Fonseca diz que é necessário mais. Começando por uma avaliação metódica dos impactes dessas medidas, feita ainda de modo parcelar e não integrado.
A desertificação e um grau de degradação dos solos elevado são os principais fatores para este cenário pouco animador. “O distrito reúne todas as condições para que os fogos se possam propagar com a agravante de não haver medidas de prevenção”, referiu a docente.
Entre 2001 e 2011 arderam em Bragança 4923 hectares, 9% da área florestal do concelho. “Estamos abaixo dos valores nacionais e distritais da área ardida”, refere Hernâni Dias, autarca.

Associações preocupadas
A ausência de perspetivas a longo prazo na intervenção da floresta é uma preocupação das associações florestais. Estamos em maio e as associações ainda não sabem qual o plano do governo para as equipas de Sapadores Florestais. “Na Associação Arbórea temos duas equipas de Sapadores Florestais, uma na Serra da Coroa e outra na zona da Lomba, no concelho de Vinhais, mas precisávamos de mais uma para chegar à margem do Baceiro”, afirmou Eduardo Roxo, presidente daquela associação. A intervenção das equipas tem corrido bem. “Os nossos sapadores têm sido altamente eficazes”, garantiu. Reclama-se ainda mais especialização nessas equipas de acordo com as áreas que protegem, apostando na prevenção e no combate às pragas.
No tema florestas há muitas outras questões que inquietam o dirigente associativo. “Também nos preocupa que se voltem sobretudo para o combate aos incêndios quando a floresta tem muitas mais coisas que é preciso ter em conta. O incêndio vem a juzante, antes disso há a questão da limpeza e das pragas”, explicou. Outra questão prende-se com “uma perspetiva punitiva, quando se devia apostar na prevenção.

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07 maio, 2014

IPB quer incentivar os estudantes a criar empresas


É preciso incentivar os jovens a criar o próprio emprego. Esta é a convicção do Presidente do Instituto Politécnico de Bragança.
Sobrinho Teixeira considera que a criação de emprego está cada vez mais dependente da capacidade de iniciativa e espera que as conferências e workshops que estão a decorrer no âmbito da IV Feira de Emprego, Educação e Solidariedade contribuam para despertar o espírito empreendedor dos jovens. “Muito do emprego clássico está a diminuir e tem de ser essa capacidade de adquirir formação para fazer coisas e também capacidade para assumir o risco de as fazer. Não é a obtenção um diploma em si que é importante mas a obtenção de ferramentas, de capacidades que lhes permitam desenvolver e criar ideias de negócio e empresas”, sublinha.
Declarações de Sobrinho Teixeira, à margem da conferência “Perspetivas de Emprego e Horizontes”, que decorreu ontem no Instituto Politécnico de Bragança.

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“Perspetivas de emprego e horizontes” em debate no IPB


O papel da comunicação na procura e manutenção de emprego foi um dos temas centrais debatidos esta terça-feira na conferência “Perspetivas de Emprego e Horizontes” no auditório da Escola Superior de Educação em Bragança.
Nélson Emílio, Personal Branding, Master e Trainer em comunicação e liderança explica que muitas vezes a manutenção do emprego não depende apenas da entidade empregadora mas da forma como o empregado marca a diferença dentro da empresa. “Se uma empresa for à falência eu não consigo controlar mas em muitas situações a minha presença naquela organização às vezes depende de mim, daquilo que eu estou a fazer e da forma que eu comunico”, salienta. O comunicador considera também importante que o mercado de trabalho seja encarado de uma forma global. “Hoje em dia o nosso mercado de trabalho é o mundo”, frisa. E acrescenta ainda: “Nós temos muito potencial que pode ser aproveitado, às vezes não no sítio onde nós nascemos ou vivemos, mas temos que mudar e procurar noutro lado”.
Como apresentar uma candidatura ou um currículo e a preparação para uma entrevista de emprego foram outros aspetos focados nesta conferência.
Uma iniciativa que faz parte da Semana de Oportunidades organizada pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social do Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires e pela Câmara Municipal de Bragança, a propósito da IV Feira de Emprego, Educação e Solidariedade que começa na próxima quinta-feira.

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05 maio, 2014

02 maio, 2014

SAB chega ao fim

Buraka Som Sistema terminaram em grande mais uma Semana Académica de Bragança


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

ESE quer testar curso de Secretariado no mercado laboral


A funcionar há mais de seis anos na Escola Superior de Educação de Bragança (ESE), o Curso de Especialização Tecnológica em Secretariado e Assessoria Administrativa (CET-SAA) deverá passar a curso técnico superior profissional, o que “pode contribuir para atrair mais alunos por passar a ensino superior”, admitiu Vítor Barrigão, professor responsável pelo curso, à margem da I Conferência de Secretariado e Assessoria Administrativa.
A mudança de grau implica uma reformulação. Antes disso. a ESE “quer perceber como é visto o curso pelas empresas, daí que queiram auscultar os empresários e outros profissionais para verificar se é adequado às necessidades reais do mercado de trabalho”, explicou o docente.
Se se verificar que a formação não vai de encontro às necessidades do mundo laboral, “faremos as necessárias alterações”, acrescentou. A conferência serviu de teste. “Vamos tentar apresentar o que é a nossa visão, em conjunto com os profissionais da área, para melhorar essa proposta de plano de curso”, desceveu Vítor Barrigão. Não há dúvidas relativamente à procura deste curso. Nos últimos dois anos candidataram-se cerca de meia centena de pessoas em cada ano. No ano letivo 2013/2014 frequentam o CET 54 alunos. “Há dois tipos de candidatos, os que já estão no mercado de trabalho e querem aperfeiçoar conhecimentos, e os mais jovens que concluem o 12º ano e ingressam nestes cursos porque não têm média para aceder às licenciaturas”, afirmou.
Ana Bento, aluna do CET-SAA, quer prosseguir os estudos ingressando numa licenciatura nesta área, lamenta, que a passagem a curso de ensino superior não tenha acontecido mais cedo. “Eu tinha aproveitado. Escolhi este CET porque é profissionalizante”, explicou.

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Tunas juntam-se em Festival Solidário


RAUSSTUNA-Tuna Mista realiza nos dias 2, 3 e 4 de maio no Teatro Municipal de Bragança o Rauss& Tuna’s-Festival Solidário de Tunas Mistas de Bragança, com o objetivo de angariar fundos para os estudantes carenciados do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A iniciativa conta com a presença de quatro tunas, nomeadamente de Viseu, Estoril, Vila Real e Coimbra e ainda como convidada a tuna de Mirandela. “É o primeiro festival solidário, depois de no ano passado termos organizado o encontro solidário, onde foram recolhidos bens alimentares posteriormen te oferecidos ao Centro Social de Babe”, explicou Fernando Ferreira, magister da Rausstuna.
Este ano os jovens querem angariar dinheiro para apoiar colegas menos favorecidos, através da entrega da receita de bilheteira. Cada entrada custa dois euros.

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