17 novembro, 2015

Mais de cem investigadores do IPB apresentaram o seu trabalho à comunidade


 O terceiro encontro de Investigadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que decorreu de 11 a 13 de Novembro, contou com a apresentação de 100 estudos, num total de cerca de 300 investigadores e professores.
De acordo com Anabela Martins, Pró-Presidente do IPB, o encontro permite, por um lado “que os alunos possam apresentar os seus trabalhos de investigação à comunidade do IPB e à comunidade envolvente, com uma estrutura de congresso que lhes dará um treino de apresentações em público” e, por outro lado serve de incentivo aos novos alunos para que possam conhecer melhor “as áreas em que podem prosseguir os seus estudos”.
Os estudos apresentados dividem-se, essencialmente, em quatro áreas: Ciências da Educação, Ciências Agrárias e Alimentares, Tecnologias e Ciências da Saúde. Alguns estudos já estão concluídos, outros ainda vão ser desenvolvidos.
É o caso do estudo “Álcool… uma realidade académica?” que está agora a dar os primeiros passos. A enfermeira Olívia Maria está a investigar este tema no âmbito da sua tese de doutoramento. A investigadora do IPB explica que este estudo pretende, “não só perceber a realidade do consumo de álcool e drogas por parte dos estudantes do IPB mas também compará-la com a da Universidade de Léon”. A orientadora do estudo, Ana Maria Galvão, é psicóloga no gabinete clínico do IPB e reforça a importância de perceber a realidade da comunidade estudantil do IPB em termos de hábitos de consumo de álcool e drogas, de forma a poder acompanhar eventuais casos que surjam e assim o justifiquem. “De acordo com os estudos disponíveis, a nível nacional, verifica-se que há uma tendência para os jovens iniciarem o consumo de álcool e drogas quando ingressam no ensino superior. Queremos constatar se essa realidade se aplica também a Bragança”, referiu a investigadora.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

IPB desenvolve ferramenta para ajudar a gerir florestas

O Instituto Politécnico de Bragança desenvolveu uma plataforma online que promete ajudar os proprietários de florestas do nordeste transmontano.
A plataforma “Flor Next” foi criada no âmbito do projecto “SIMWOOD”. Trata-se de um projecto sustentado por fundos comunitários que apoia ideias inovadoras que tenham como objectivo disponibilizar as matérias-primas das florestas, promovendo uma gestão eficiente dos recursos florestais.
A plataforma desenvolvida pelo IPB é a primeira do género em Portugal. O investigador João Azevedo, responsável pelo projecto, acredita que esta ferramenta “vai contribuir para dinamizar os mercados florestais da região”.
João Azevedo garante que a plataforma vai ser útil para a gestão de florestas localizadas qualquer tipo de terreno, desde os baldios até às áreas protegidas, como é o caso do parque Natural de Montesinho.
O projecto que apoiou o desenvolvimento da plataforma agora apresentada tem 28 instituições parceiras em 11 países europeus. Em Portugal tem protocolos com o IPB e a Universidade Técnica de Lisboa.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

16 novembro, 2015

Especialistas na área do desenvolvimento motor da criança estiveram reunidos no IPB

O Instituto Politécnico de Bragança acolheu os dois dias do 10.º Seminário sobre o Desenvolvimento Motor da Criança, que terminou sábado.
Especialistas de diversas instituições de ensino do país reuniram-se para debater questões relacionadas com o desenvolvimento cognitivo e afectivo, o sucesso escolar e a saúde física.
Uma das teorias defendidas é que a actividade física “está relacionada com o desempenho escolar dos alunos”, como apontou Vítor Lopes, do departamento de desporto da Escola Superior de Educação de Bragança. O professor considera que a falta de liberdade de movimento das crianças, hoje em dia, as torna sedentárias, mesmo quando os mais novos praticam actividades físicas de forma programada. Apesar de na comunidade científica existir esta percepção, “falta transpor a ideia para a implementação de políticas nesta área”, como defende Luís Rodrigues, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Cerca de 130 congressistas estiveram reunidos no IPB para debater os mais recentes estudos na área do desenvolvimento motor da criança, num seminário organizado pelo departamento de desporto da Escola Superior de Educação.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

12 novembro, 2015

Representante de Angola frisa importância da formação de quadros superiores no IPB


O vice-cônsul de Angola no Porto, José Tavares, frisou a importância da formação superior que os alunos do país estão a receber no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), para fazer face ao que é considerado um dos maiores problemas naquele país actualmente, a falta de quadros qualificados.
“É aberrante a falta de quadros em Angola desde o pós-independência até agora. Estamos a formar lá e mesmo assim ainda não temos o suficiente, temos de recorrer ao exterior”, garante.
O representante da república angolana esteve ontem no IPB para as comemorações alusivas aos 40 anos de independência de Angola. Cerimónia na qual José Tavares desafiou os mais de 60 estudantes angolanos do IPB a regressarem ao país e levarem consigo na bagagem “investimento português ou empresários nos ramos da educação, saúde, agricultura e construção. Podem levar e têm aqui muito know-how”.
Por seu turno, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, espera que o impacto para a região da passagem destes estudantes se prolongue para além da sua estadia. “Não importa só o número de estudantes que temos cá agora, para o IPB e para a economia regional. Mas também o que estes estudantes representam em Angola, sendo eles próprios já professores de instituições de ensino de superior públicas. É uma ligação de grande interesse para a região e empresários. Seria importante estabelecer pontes com estes estudantes e que houvesse a disponibilização de estágios e de trabalho nas empresas na região, porque estamos a falar de estudantes que representam o futuro do ensino superior e dos quadros angolanos”, referiu o representante do IPB.
Até ao momento, já passaram pelo Instituto Politécnico de Bragança 82 estudantes angolanos, a maioria em mestrados. Espera-se que no próximo ano se ultrapasse a centena de alunos oriundos daquele país.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

06 novembro, 2015

Produtores de lúpulo querem apostar em variedades mais rentáveis

Produtora de cerveja artesanal no Porto lançou cerveja e campanha para apoiar os produtores de lúpulo de Bragança. IPB e Direcção Regional de Agricultura também querem apoiar a introdução de novas variedades desta cultura
 A empresa “Os Três Cervejeiros”, com sede no Porto, está a levar a cabo uma campanha de apoio à produção de lúpulo em Portugal, que resiste apenas no distrito de Bragança com um produtor em Pinela e outro em Vinhas.
A empresa, que produz a cerveja artesanal da marca “Sovina”, esteve presente na última edição das Jornadas de Lúpulo e Cerveja, organizadas pelo Instituto Politécnico de Bragança no verão passado, e decidiu produzir uma cerveja com lúpulo fresco, colhido em Bragança.
No entanto, os ingredientes da cerveja artesanal são normalmente importados, pois em Portugal não existe produção de lúpulo aromático, o mais apreciado para esta cerveja. “Praticamente todos os ingredientes vêm de fora. O lúpulo que eles produzem é um lúpulo de amargor que não tem muito interesse para as cervejas artesanais. Estamos mais interessados em lúpulos aromáticos, que são lúpulos com muito mais valor acrescentado no mercado”, referiu ao Jornal Nordeste Arménio Martins, mestre cervejeiro desta empresa.
Para produzir a cerveja de lúpulo fresco, os empresários portuenses foram a Pinela colher o lúpulo no final do verão passado. Dias depois, o campo foi atingido por um mini tornado, que destruiu parte da estrutura do campo, totalizando um prejuízo de cerca de 50 mil euros. Uma situação que levou a “Os Três Cervejeiros” a lançarem a campanha “Apoio á produção de lúpulo em Portugal”, através da plataforma crowdfunding, disponível na internet. “Ficámos sensibilizados com a tragédia e decidimos lançar uma campanha para tentar dar uma pequena ajuda ao produtor. Uma parte das vendas das garrafas de cerveja de lúpulo fresco reverte também a favor da campanha”, conta Arménio Martins. A campanha decorre até ao dia 14 deste mês e tem como objectivo angariar, pelo menos 2500 euros. O objectivo é apoiar o produtor de Pinela, António Rodrigues, a recuperar a plantação perdida com a tempestade, com a oferta das primeiras plantas para o seu viveiro no valor de 1500 euros. A empresa quer ainda ajudar o produtor de Vinhas, Humberto Sá Morais a introduzir espécies mais rentáveis, com uma oferta no valor de mil euros. “Sabemos que a região de Trás-os-Montes tem as condições ideias para a plantação de lúpulo e estamos a tentar com o IPB e os produtores revitalizar a produção de lúpulo no distrito de Bragança, acrescentou Arménio Martins.
O produtor de Pinela, explica que além da empresa de cerveja artesanal, o Instituto Politécnico de Bragança vai prestar apoio técnico para ensaiar a plantação de novos tipos de lúpulo. “Os lúpulos aromáticos nunca foram ensaiados em Portugal. Vamos testar novas variedades para ver se podem ser rentáveis nesta região. As plantas têm um custo um pouco elevado, uma vez que terão de vir de viveiristas alemães”.
O Direcção Regional de Agricultura do Norte também já se mostrou disponível para apoiar os produtores de lúpulo. Além de estar a acompanhar o caso da destruição parcial do campo de lúpulo em Pinela, este organismo está empenhado em encontrar formas de apoiar especificamente esta produção, através de fundos comunitários. “O acompanhamento desse caso é um assunto e outra coisa é estarmos a pensar fazer com que, em relação ao lúpulo, haja um incentivo para haverem mais projectos. Mas isso depende muito dos preços de mercado do lúpulo que, neste momento, não são internacionalmente vantajosos e, portanto, estamos a estudar até quando será estratégico ou não avançar nessa linha”, referiu o director regional, Manuel Cardoso.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

De caloiros a mestres do futebol


Já passaram a fase de caloiros e começam a entrar no mestrado. A Associação de Estudantes Africanos do IPB vai para a quarta temporada a competir na Divisão de Honra da A.F.Bragança.
O projecto continua assente na integração dos estudantes no quotidiano brigantino. “Queremos aproximar a equipa da cidade e a cidade da equipa”, recorda Edvaldo, que sucedeu a Auro dos Santos no cargo de presidente da AEAB. Todas as temporadas o plantel é renovado, pois chegam novos alunos que querem uma oportunidade para mostrar o talento. O facto pode complicar a tarefa do técnico, mas Álvaro Vaz, que se estreia esta temporada no comando técnico de uma equipa sénior, não se mostra preocupado. “É um desafio o facto de a equipa ser sido sofrido uma renovação, mas acontece em todas os clubes. Há jogadores que nunca jogaram, outros que estão num país que não é o deles”, explica.
Álvaro Vaz é muito mais que um simples treinador. Numa equipa que junta cabo-verdianos, são tomenses e jogadores “brancos” é um mediador de culturas e identidades. “Ser treinador hoje em dia é complexo. Temos que saber, e neste caso ainda mais, lidar com personalidades diferentes e culturas diferentes. Há um trabalho de pedagogia na preparação dos treinos para os ajudar a a encaixar naquilo que o treinador pretende”.

Pensar jogo a jogo
O ano de estreia dos Estudantes no campeonato distrital de futebol, na época 2012/2013, ficou para sempre na história e na memória de todos. Os estudantes lutaram pela conquista do título até à última jornada causando sensação, um desempenho que deu visibilidade ao projecto, único no país.
Álvaro Vaz não diz que não a ficar nos lugares cimeiros da tabela, mas o jovem treinador não vê o cenário desta forma. “O nosso projecto é pensar jogo a jogo. Sabemos que há duas equipas que são claramente candidatas”, refere o treinador.
Álvaro Vaz é professor de desporto e estreia-se no comando técnico de uma equipa de seniores. Quando foi convidado para assumir o cargo não pensou duas vezes. “Foi um convite do presidente. Trocamos algumas ideias sobre a minha concepção de treino e ele gostou e, ainda antes de vencer as eleições, ficou logo acordado que seria eu o treinador”.
A equipa conta com o apoio total do Instituto Politécnico de Bragança, que disponibiliza apoio logístico, campo para treinar e jogar.

Publicado em 'Jornal Nordeste'.

Espírito Académico

Mais um ano de Receção ao Caloiro em Bragança mais um ano letivo a começar com os novos alunos do IPB a integrarem-se na cidade


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

05 novembro, 2015

SOS para recuperar os rios repovoando-os com espécies autóctones


Salvar os rios do Nordeste Transmontano e as suas espécies autóctones, que estão em risco de desaparecer, é a missão principal do “SOS- Save our spicies”, um projeto desenvolvido em parceria entre o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e várias associações locais para proteger os peixes e valorizar os cursos de água para o turismo e a pesca desportiva.
Este assunto foi o tema central do Dia Aberto do Parque Natural de Montesinho, área protegida que já conta com 36 anos, no passado sábado, assinalado no Posto Aquícola de Castrelos, em Bragança. Este ano passaram 600 visitantes por este fluviário.
Espécies como o bordalo, a panjorca e os bivalves (mexilhões do rio) estão a ser criados em laboratório, fora do seu local de origem, mas podem ser usadas para repovoar os rios da região. “A ideia passa por recuperar os habitats naturais e voltar a reintroduzir as espécies que sempre viveram lá”, explicou Amílcar Teixeira, docente do IPB. Tratam- se de espécies cujo interesse em termos de conservação da natureza “é enorme”, apesar de não terem relevância em termos da gastronomia típica que atrai muitos turistas, por exemplo à Foz do Sabor.
Identificaram-se os problemas e foram propostas medidas de mitigação e reabilitação dos locais. É preciso manter os ecossistemas. Insiste-se numa mensagem específica direcionada aos pescadores para que pratiquem a pesca sem morte: “não é preciso levarem 40 trutas para casa, o melhor é levar uma ou duas para consumir e colocar no rio as restantes 38”.
Dois dos maiores rios da região, o Sabor e o Tua, sofreram mudanças profundas graças à construção de barragens que reduziram “substancialmente” os habitas naturais de várias espécies, referiu o docente que defende que “é preciso salvaguardar os troços acima das albufeiras para recuperar as espécies que sempre existiram e que têm um elevado valor em termos de conservação”.
A Educação Ambiental é outra vertente do projeto, bem patente no Posto Aquícola de Castrelos, onde existe uma truticultura que fornece espécies para a industria, e vários aquários com outros peixes, como a panjorca e bordalo “únicas, pois são endemismos ibéricos”, destacou. Para Amílcar Teixeira o desafio passa por projetar economicamente os sistemas “fabulosos da região” para o turismo, um benefício indireto que pode ser associado à pesca desportiva e à gastronomia.
O diretor do Departamento de Conservação da Natureza do Norte, Rogério Rodrigues, adiantou que estes recursos são geradores importantes para a promoção económica, turística e das economias locais. A truta tem um peso considerável na economia. Só a espécie fario, que existe no Nordeste, chama muitos pescadores. O ICNF entrega por ano mais de 16 mil trutas para aquacultura industrial.

Publicado em 'Mensageiro'.

Alunos de nove países cozinharam na Norcaça

Cozinha internacional fez sucesso pela mão de alunos Erasmus
A Cozinha Estudantil Internacional foi uma das iniciativas que mais público atraiu na Norcaça, Norpesca e Norcastanha, entre quinta-feira e domingo. Os diferentes paladares não deixaram ninguém indiferente e quase todos quiserem degustar as iguarias.
Alunos Erasmus de nove países, que estudam no Instituto Politécnico de Bragança, juntaram-se para cozinhar ao vivo pratos típicos das suas nações, surpreendendo os visitantes. “Quisemos dar uma oportunidade aos 1200 estudantes estrangeiros de conhecerem a gastronomia uns dos outros. De cozinharem e partilhar com os transmontanos”, explicou Amílcar Teixeira, docente do IPB, e organizador desta iniciativa.
Sabores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Itália, Guiné Bissau, Marrocos, Polónia e México juntaram-se numa bancada de cozinha, que serviu também para mostrar a cultura desses países. “Eu adorei a iniciativa. Cozinhamos Tajin, um prato tradicional na nossa terra “, contou Sukeina, estudante marroquina, que durante a sua permanência em Bragança para estudar tem constatado que “afinal a comida portuguesa e marroquina não são assim tão diferentes”.
António do Rosário, chef e formador do Instituto do Emprego e Formação Profissional, elogiou a iniciativa, com qual também aprendeu. “Jovens de vários países criaram amizades. A cozinha também é isso, uma partilha de cultura e de sabores”, justificou.
Amílcar Teixeira deu ainda conta que os jovens estão muito bem integrados em Bragança. “Em cada edição queremos trazer um toque de originalidade. Esta foi a primeira vez que se realizou, mas temos observado que obteve muito sucesso, por isso vamos replicá-la nos próximos anos”, adiantou.
No IPB estudam alunos de 65 países, pelo que o leque é muito variado para realizar experiências, que poderão ainda aproximar- se dos produtos transmontamos, como a castanha.

Publicado em 'Mensageiro'.

02 novembro, 2015

Cozinha internacional em Bragança

Os estudantes estrangeiros que frequentam o Instituto Politécnico de Bragança estão este fim de semana a confecionar ao vivo os pratos típicos dos seus países. As sessões de cozinha acontecem na Feira da Caça que decorre até domingo.

Exibido em 'SIC'.