23 novembro, 2009

Enfermeiros e médicos voltam à escola

Alunos da 2ª edição da pós-graduação em Emergência e Cuidados Intensivos vêm de todo o País
Sábado após sábado, dezenas de alunos têm como destino a Escola Superior de Saúde de Bragança (ESSA).

Oriundos de todo o País, enfermeiros e médicos percorrem centenas de quilómetros para frequentarem as aulas da segunda edição da pós-graduação em Emergência e Cuidados Intensivos.
“Através deste curso, que é inovador em todo o País, queremos oferecer conhecimentos específicos nesta área, de modo a criarmos uma equipa multidisciplinar. Apostamos na formação diferenciada e de qualidade em Medicina de Emergência e Cuidados Intensivos”, explicou Domingos Fernandes, do conselho científico da pós-graduação.
Segundo o responsável, este curso permite que os alunos exerçam funções “em unidades de Medicina Intensiva, onde os utentes necessitam de atenção, cuidados redobrados e um elevado nível de monitorização, de modo a sabermos a cada instante como aquele doente em estado grave se encontra”, acrescentou Domingos Fernandes.
Sendo uma formação inédita em todo o País, a pós-graduação em Emergência e Cuidados Intensivos é procurada por um elevado número de profissionais de todo o País.
“A segunda edição deste curso surgiu pelo êxito e sucesso da primeira, pelo que até alargámos o número de vagas. Uma vez que tivemos que excluir candidatos, para o ano poderemos vir a ter uma terceira edição”, informou a coordenadora pedagógica da pós-graduação, Matilde Martins.
Recorde-se que, além desta formação, a ESSA acolhe, também, pós-graduações em Cuidados Continuados e Gestão de Instituições de Apoio a Idosos.

Publicado no 'Jornal Nordeste'.

20 novembro, 2009

Cogumelos venenosos


Exibido no 'Primeiro Jornal' da SIC de 19-11-2009.

IPB aposta em cursos tecnológicos em vários concelhos do distrito de Bragança

O desenvolvimento passa pela qualificação dos transmontanos. Palavras de Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, ontem, na cerimónia de assinatura de protocolos com a Câmara Municipal de Mogadouro, que visam a realização de Cursos de Especialização Tecnológica, nesta vila do Planalto Mirandês.

O objectivo do Politécnico é abranger toda a região com este tipo de cursos e, para que tal aconteça, reconhece que o IPB precisa de tomar a iniciativa.

“Para essa qualificação se realizar, o instituto está a ter aqui uma capacidade de abranger toda a região, numa atitude proactiva de levar as pessoas a qualificarem-se.”

Os CET’s geram dinamismo nas localidades onde estão a ser implementados e para que a dinâmica continue, Sobrinho Teixeira afirma que o modelo de captação de alunos deve ser idêntico ao das licenciaturas e mestrados.

“Para conseguirmos isso, tendo em conta a demografia da região, temos de aplicar a este nível o que estamos a fazer ao nível das licenciaturas e dos mestrados, ou seja, captar alunos fora da região.”

O presidente do IPB pretende aumentar o número de CET’s em Mogadouro, mas para isso é preciso que haja captação de alunos fora da região…

“Há o desejo de aumentar esse número e não será possível considerá-lo com alunos da região. È necessário expandir o Ensino Superior.”

E de fora para Mogadouro veio Samira Cortês. A cabo-verdiana garante que não foi difícil conseguir o visto para estudar em Portugal e confessa que a adaptação está a ser muito fácil.

“Está a ser fácil, aqui é fácil uma pessoa adaptar-se. Não é muito diferente de Cabo Verde, com excepção do clima que, isso sim, é muito diferente. E encontrei mais dois colegas caboverdianos, que ainda não conhecia.”

Samira veio mesmo com o objectivo de entrar para o IPB. Uma porta que se abre mais facilmente depois do CET de Secretariado frequentado em Mogadouro.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

Pólo de Miranda ainda sem solução à vista

O Instituto Politécnico de Bragança tem intenções de ficar com o Pólo da UTAD em Miranda do Douro, mas Sobrinho Teixeira nega que haja negociações com a Câmara Municipal.

O presidente do politécnico afirma que as conversações estão a ser feitas com a própria universidade transmontana e, a ficar com o Pólo, as despesas terão sempre de ser partilhadas.

“Só o faremos por uma relação institucionalmente correcto com a UTAD, e também porque há um consumo grande de recursos a nível do corpo docente, de funcionários, e, por isso, tem de haver uma partilha desse esforço para o mesmo objectivo. Será uma situação que equacionaremos mas sempre em consonância com a UTAD.”

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

19 novembro, 2009

Escola Superior Agrária "abraça" projecto transfronteiriço

O projecto visa evitar morte de animais
Para evitar a morte de animais recém-nascidos, a Escola Superior Agrária de Bragança é parceira num projecto transfronteiriço, conjuntamente com a Direcção Nacional de Veterinária e a Junta de Castilla e Léon.

Trata-se da colheita de amostras de animais que morreram para fazer vacinais para mais tarde ajudar as pessoas a evitar a morte dos animais.
Um trabalho que é importante e que vai trazer grandes benefícios aos criadores.
O professor do IPB, Álvaro Mendonça explica em que consiste o método. "Os médicos veterinários das OPPS (Organização de Produções Pecuários) e alguns municipais, que no caso de morrerem pequenas jovens crias, estes veterinários fazem as autopsias (no caso dos animais as necrópsias) para fazer um diagnóstico da morte desses animais", acrescentando "caso não consigam, fazem a colheita de amostras para mandar para um laboratório, onde farão o diagnóstico dessas doenças para poder ajudar os criadores a prevenir o aparecimento dessas doenças".
O responsável explica que é muito importante conhecer as doenças que aparecem nos rebanhos, e que o projecto vai juntar muitas informações úteis tanto para criadores como para veterinários.
Um projecto também importante a nível académico. Os alunos ainda não estão inseridos da Escola Sueperior Agrária ainda não estão inseridos no projecto, por este estar numa fase inicial, mas no futuro também vão fazer trabalho de campo.
Criar vacinas através da colheita de amostras de animais que morreram com doenças, um projecto que vai ser trabalhado por estudantes da Escola Agrária.

Publicado em 'RBA'.

Técnicos da escola Agrária alertam para possíveis casos de burla

Sistema inovador pode estar a ser usado para extorquir dinheiro aos criadores
A Escola Superior Agrária de Bragança alerta os produtores de gado da região que há pessoas que podem estar a fazer passar-se por técnicos para extorquir dinheiro aos criadores.

Segundo chegou ao conhecimento dos verdadeiros técnicos, numa visita de rotina a aldeias do concelho de Mirandela, terá havido três tentativas de burla.
A escola Agrária é parceira do projecto de marcação de animais por GPS no distrito de Bragança.
O projecto do qual os burlões se estariam a aproveitar, para chegar junto das pessoas e pedir dinheiro pelo serviço.
No entanto, Álvaro Mendonça, professor da escola agrária, explica que há três pontos fundamentais que caracterizam os verdadeiros técnicos: têm sempre um crachá com o símbolo da Agrária, estão acompanhados por um elemento da junta de freguesia e nunca pedem dinheiro. "Para fazer esse trabalho de marcação de GPS das explorações temos dois engenheiros que vão às aldeias mediante a cobertura de um edital enviado pela direcção geral de veterinária", acrescentando "as pessoas vão acompanhadas por um elemento da Junta ou alguém que a Junta designe".
Os responsáveis da escola Agrária já avisaram a GNR. Ninguém sabe ao certo, como ocorreram as burlas, mas Álvaro Mendonça refere que é a primeira vez que têm conhecimento de uma situação semelhante.
O projecto de marcação de animais por GPS, foi implementado há três anos.
Serve para localizar possíveis casos de doença, e pode revelar-se bastante útil num cenário de epidemia.
É um projecto Internacional, cujos parceiros são a Junta de Castilla e Léon, a Direcção Nacional de Veterinária e a Escola Superior Agrária de Bragança, que tem dois técnicos a fazer o trabalho de campo.
Estes dois profissionais andam sempre devidamente identificados, por isso a Escola Superior Agrária deixa o alerta para eventuais casos de burla.

Publicado em 'RBA'.

16 novembro, 2009

Associação transmontana promove estudo para determinar tempo óptimo de colheita

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) iniciou um estudo sobre o «tempo óptimo de colheita» das azeitona na região, com o objectivo de melhorar a qualidade do azeite transmontano.

O presidente da AOTAD, António Branco, disse à Agência Lusa que através do estudo, que conta com a colaboração do Instituto Politécnico de Bragança, se pretende encontrar os indicadores técnicos que apontem qual a melhor altura para se fazer a apanha em determina zona.

«A apanha da azeitona não deve ser quando nos apetece ou em Dezembro porque temos férias ou apenas quando vierem as geadas. Queremos encontrar uma média para sugerirmos aos agricultores que façam a apanha no tempo certo», referiu.

Publicado por 'Lusa' em 2009-11-15 .

12 novembro, 2009

Faleceu um dos fundadores do IPB

Prof. Lima Pereira foi o primeiro presidente da Comissão Instaladora do Instituto, em 1983

Faleceu no passado sábado, em Vila Real, o professor catedrático Joaquim Lima Pereira, um dos fundadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Tinha 83 anos de idade.

Antigo médico veterinário natural de Lisboa, tomou posse como primeiro Presidente da Comissão Instaladora do IPB, em 1983, e de imediato impulsionou a criação das Escolas Superiores Agrária e Escola Superior de Educação, que se tornaram as pedras basilares do IPB. Apostadas em fixar juventude em Bragança, assumiram-se, ao mesmo tempo, como um forte elemento catalizador do desenvolvimento regional.
Lima Pereira trabalhou, nos primeiros anos, em estreita ligação com o então Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro, instituição que deu origem à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, da qual foi seu Vice-Reitor e Reitor em exercício na década de 80.
Ao IPB atribuiu, desde logo, condições de facilidade de acesso aos jovens residentes no distrito de Bragança, o que permitiu atrair, à partida, uma população estudantil que, normalmente, procurava outras regiões para prosseguir estudos.
Recorde-se que, em entrevista ao jornal “O Comércio do Porto” (pela mão do então jornalista Alexandre Parafita), Lima Pereira confessava, nos primeiros anos do IPB, que “as qualidades humanas da sociedade transmontana criam condições de fixação às chamadas pessoas de fora, que as faz sentir como na sua terra natal”.
Este foi, de resto, um dos factores que permitiu ao Instituto atingir a dimensão técnico-científica dos dias de hoje.

Publicado no 'Jornal Nordeste'.

11 novembro, 2009

Bragança: Diminuição de cogumelos pode afectar saúde plantas

A diminuição de cogumelos silvestres nos últimos anos devido ao tempo seco pode afectar a saúde de espécies como o castanheiro, o chamado «petróleo transmontano», que tem nos fungos uma das suas principais defesas naturais.

O alerta foi deixado hoje num fórum internacional de países produtores de castanha por uma investigadora do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Anabela Martins, que ressalva que «a situação ainda não é dramática, mas se se prolongar pode ter algum efeito».

Os fungos têm um papel protector das raízes de várias espécies de plantas, sendo garante de nutrientes, água e protecção contra doenças como a tinta ou o cancro no caso do castanheiro.

Publicado em 'Diário Digital / Lusa'.